Tenta cruzar o Oceano Atlântico (pela 4ª vez) numa "roda de hamster" e é preso

Um homem foi preso na Flórida, nos Estados Unidos, depois de
tentar cruzar o Oceano Atlântico com destino a Londres. Como? Através de uma
grande “roda de hamster”.

Segundo a BBC, a Guarda Costeira dos EUA intercetou Reza
Baluchi, de 44 anos, a cerca de 110 quilómetros da Ilha Tybee, na Geórgia, numa
estrutura improvisada, construída pelo próprio.

A estrutura tem formato de uma roda, com pás projetadas para
impulsionar a pessoa no interior para frente enquanto a roda gira, que Baluchi
dá o nome de “bolha”.

Esta é já a quarta tentativa- falhada- do homem fazer a
viagem, todas as quais terminadas com a intervenção da Guarda Costeira.

As autoridades informaram que Reza Baluchi se recusou a
deixar a roda durante três dias, ameaçando que se suicidava. Alegou ainda que
tinha uma bomba a bordo, algo que viria a ser confirmado mais tarde como sendo
falso.

A viagem de Baluchi começou enquanto as autoridades se
preparavam para a chegada de um grande furacão.

“Com base nas condições da estrutura, que estava a flutuar
devido à parte metálica e às bóias, os oficiais [da Guarda Costeira]
determinaram que Baluchi estava numa viagem manifestamente insegura”, revela a
queixa criminal.

Também em 2021, o homem foi preso depois de tentar viajar da
Flórida para Nova Iorque. Em 2014 e em 2016 tentou também fazer a travessia.

De acordo com entrevistas anteriores, segundo refere a BBC,
Baluchi explicou que as viagens serviam para tentar arrecadar dinheiro para
diversas causas, inclusive para os sem-abrigo e para a Guarda Costeira.

“O meu objetivo não é apenas arrecadar dinheiro para os
moradores de rua. É também arrecadar dinheiro para a Guarda Costeira, arrecadar
dinheiro para o departamento de polícia, arrecadar dinheiro para o corpo de
bombeiros”, disse em 2021.

Agora, naquela que é a sua quarta vez, Reza Baluchi enfrenta
acusações federais de obstrução de embarque e violação de ordem do Capitão do
Porto.

Future Proof Shipping selecciona navio para conversão de energia de hidrogénio

O armador holandês Future Proof Shipping seleccionou um
segundo navio para converter o seu motor de diesel para um movido a hidrogénio
com emissão zero.

 Seguindo o exemplo do FPS Maas, agora renomeado como H2
Barge 1, o FPS Waal acaba de realizar sua última viagem interior com motor
diesel.

O navio porta-contentores chegou ao estaleiro Holland
Shipyards Group em Werkendam esta semana, onde começará a sua modernização para
um navio movido a hidrogénio com emissão zero.

Para navegar 100% livre de emissões, todos os motores de
combustão interna da embarcação serão removidos e um novo sistema de propulsão
totalmente com emissões zero, incluindo células de combustível PEM,
armazenamento de hidrogénio, baterias e um trem de força eléctrico será instalado.

Nas próximas semanas, o motor principal e os geradores serão removidos e a nova
secção de células de combustível e espaço de baterias dentro do porão de carga
serão instalados.

Porto da Figueira da Foz presente na Seatrade Europe 2023.

 

A 6, 7 e 8 de setembro decorre em Hamburgo a Seatrade Europe
2023, uma das principais feiras europeias na promoção do turismo de cruzeiros.

O Porto da Figueira da Foz participa pela primeira vez nesta
importante feira, integrado no stand da APP – Associação dos Portos de
Portugal, sob a marca Cruise Portugal, que reúne os portos de Leixões, Figueira
da Foz, Lisboa, Setúbal, Portimão, Açores e Madeira.

O objectivo é promover o Porto da Figueira da Foz como
destino de excelência para receber navios de cruzeiro até 200 passageiros. Esta
tipologia caracteriza-se por cruzeiros temáticos e de expedição, mercado em
crescimento à escala europeia.

A Feira conta com 250 expositores e prevê-se um número
elevado de visitantes.

Durante o corrente ano, o Porto da Figueira da Foz já
recebeu duas escalas do SH DIANA, prevendo-se, ainda, durante o corrente mês, a
escala do navio HEDRIDEAN SKY.

Fórum para a Competitividade vê como “quase impossível” meta de crescimento de 2,7%

 

O Fórum para a Competitividade afirma que a meta de 2,7% de
crescimento do PIB este ano indicada pelo Governo “é quase
impossível” de alcançar dada a conjuntura interna e externa da economia.

Na nota de conjuntura divulgada ontem, a organização
liderada por Pedro Ferraz da Costa considera que “para a economia atingir
a meta do Governo de 2,7% em 2023, era necessário um crescimento de 3% no 2.º
semestre, necessitando de uma forte aceleração”, um cenário que “é
quase impossível”.

O crescimento de 2,7% não é ainda um valor fechado, no
sentido em que não está inscrito em qualquer documento oficial do Executivo.
Esta cifra foi avançada pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, em meados
de julho, sendo o cenário central das previsões das principais organizações
nacionais e internacionais conhecidas até então. “Os últimos dados
conhecidos apontam para que economia portuguesa venha a crescer em torno de
2,7% este ano, muito acima do que tínhamos previsto, que era de 1,8%”,
referiu na altura à saída da reunião do Ecofin, em Bruxelas.

Este cenário é agora posto em causa pelo Fórum para a
Competitividade na nota de conjuntura de agosto, coordenada pelo economista
Pedro Braz Teixeira, que também está igualmente pessimista em relação ao
próximo ano.

“Em relação a 2024, a desaceleração também é
inevitável”, lê-se no documento. A justificar esta evolução está o
“enquadramento externo, pelo impacto das taxas de juro sobre a procura
interna e a restrição orçamental forçada pelas regras europeias”, que
deverão regressar no próximo ano.

A cláusula de escape foi activada em 2020, permitindo aos
Estados-membros reagir à crise da covid-19, suspendendo temporariamente os
requisitos de redução da dívida e o limite de 3% do défice orçamental.

Lançado o relatório: "Algas marinhas globais: relatório de mercados novos e emergentes".

O Banco Mundial lançou um novo relatório no qual é estimado
que os dez mais promissores mercados globais emergentes de algas marinhas
possuem um potencial de crescimento de até 10,8 mil milhões de euros até ao início
da próxima década.

Para além do valor mencionado, também é apontada a
componente ambiental, através da capacidade de as algas marinhas absorverem
carbono, o que ajuda no equilíbrio da biodiversidade marinha, empregar mulheres
nestes mercados e desbloquear novas cadeias de valor.

O relatório aponta a novas oportunidades comerciais para
novas aplicações de mercado de algas marinhas. O relatório oferece
“insights” para empresários, investidores e legisladores, para
garantir que haja não só a possibilidade de investimento, bem como legislação
adequada a esse investimento, para que o sector de algas marinhas atinja o seu
potencial agora e no futuro.

“O crescimento da cultura de algas marinhas em todo o
mundo dependerá da partilha de tecnologia e conhecimentos entre os decisores
políticos, as instituições financeiras, a comunidade científica, o sector
privado, os produtores e os transformadores – sem deixar ninguém para trás. Com
o predomínio das mulheres na cultura de algas marinhas, está criado o cenário
para catalisar uma verdadeira revolução global das algas”, afirma Valerie
Hickey, directora global para o Ambiente, Recursos Naturais e Economia Azul do
Banco Mundial.

O que sucede actualmente, é que a maior parte das algas
cultivadas é utilizada para consumo humano directo ou para alimentação em
aquacultura. No futuro, os produtos de algas marinhas podem substituir os
combustíveis fósseis em sectores como os têxteis e os plásticos, sequestrar
carbono e gerar rendimentos para as comunidades costeiras mais frágeis.

O Banco Mundial destaca que existem “enormes
oportunidades de crescimento” em muitas regiões, uma vez que o mercado
actual é dominado por alguns países asiáticos que produzem 98% das algas de
cultivo.

Plano de afetação para Exploração de Energias Renováveis com autorização para avançar.

A proposta de Plano de Afetação para Exploração de Energias
Renováveis (PAER), apresentada pela Direção-Geral de Recursos Naturais,
Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), recebeu parecer final positivo da
Comissão Consultiva criada por Despacho do Ministro da Economia e do Mar para
apoiar e acompanhar os trabalhos de elaboração do plano de afetação de áreas e
volumes do espaço marítimo nacional para a exploração de energias renováveis de
origem ou localização oceânica.

Os trabalhos da Comissão Consultiva foram presididos pela
Direcção-Geral de Política do Mar (DGPM) e decorreram de maio a setembro de
2023, tendo sido marcados por uma forte participação e colaboração das
entidades que contribuíram decisivamente para uma solução mais consensual e
equilibrada ao nível da compatibilização dos usos e atividades no espaço
marítimo nacional.

A consulta pública constituirá a próxima etapa deste
processo e será divulgada a curto prazo, segundo refere o Ministério da
Economia e do Mar, em comunicado.

Adianta ainda que a Comissão Consultiva reconheceu a
importância deste Plano para o desenvolvimento económico e social do país, com
respeito pelos valores ambientais e com um importante contributo para o
cumprimento das metas de descarbonização assumidas internacionalmente.

Com este Plano, estão criadas as condições para o
cumprimento da meta de uma capacidade instalada de 10 GW de energia renovável
de origem ou localização oceânica assumida pelo Governo.

As emissões do transporte marítimo na Europa atingem um máximo de 3 anos.

 

As emissões do transporte marítimo europeu cresceram 3% no
ano passado, à medida que a indústria se aproxima dos níveis pré-pandemia, de
acordo com uma nova análise de Transporte e Ambiente (T&E).

As emissões dos navios de cruzeiro aumentaram bastante em
relação ao ano anterior, enquanto um elevado número de navios que transportam
GNL contribuiu para o aumento das emissões. A indústria está se aproximando do
ponto sem retorno, diz T&E.

Jacob Armstrong, gerente de transporte marítimo da T&E,
disse: “As emissões de carbono atingiram o maior nível em três anos, à medida
que as empresas de transporte marítimo continuam a usar armas em punho. Os
gigantes do transporte marítimo europeu estão ao lado das centrais a carvão e
das companhias aéreas como os maiores poluidores do continente. Mas embora
todos já tenham ouvido falar da Ryanair, a pessoa comum nem sabe quem é a MSC.

Sem regulamentações mais rigorosas, as companhias marítimas
continuarão a rejeitar investimentos em eficiência e combustíveis verdes. A
indústria está se movendo rapidamente para um ponto sem retorno.”

No ano passado, os navios que visitaram os portos europeus
emitiram quase 130 milhões de toneladas de CO2. Os navios de carga foram responsáveis
​​pela maior parte das emissões. A MSC, a maior empresa de transporte marítimo
do mundo, foi o maior emissor de carbono do continente. A gigante suíça emitiu
quase 10 milhões de toneladas de CO2 no ano passado, tornando-se o 11º maior
poluidor da Europa. A MSC foi seguida pela CMA CGM, Maersk, COSCO e Hapag-Lloyd
na lista de emissores marítimos.

As emissões dos navios de cruzeiro em 2022 foram quase o
dobro das do ano passado, após um ano de interrupções nas viagens
internacionais. O navio mais poluente do ano passado foi o MSC Grandiosa, que
sozinho foi responsável por mais de 130.000 toneladas de CO2 – o mesmo que uma
pequena cidade.

A principal tendência do transporte de carga em 2022 foi o
aumento do volume de embarques de gás natural liquefeito (GNL), que cresceu 58%
no ano passado. À medida que a Europa aumentava as sanções ao petróleo russo, o
impulso europeu à importação de GNL provocou um aumento maciço nas emissões
marítimas.

Novo serviço "Euro-Maroc" da WEC passa por Portugal.

A WEC Lines lançou o novo serviço “Euro-Maroc”,
substituindo assim os serviços existentes NWC Iberia e MOPT. O serviço
“sshortsea” irá ser semanal e actuar em operação contínua.

Com esta nova oferta, a WEC Lines estabelece uma rota de
navegação directa de Roterdão e Antuérpia para Casablanca, ao mesmo tempo que
facilita o transporte contínuo de Portugal e Espanha via Montoir, França, a
partir de 19 de setembro de 2023.

Partindo de Montoir e chegando a Thamesport, este serviço
oferece uma alternativa ecológica ao transporte por camião do oeste da França
para a Inglaterra. Montoir será chamado duas vezes por semana no sentido norte
e sul.

Os portos de escala para este novo serviço incluem Tâmisa,
Roterdão, Antuérpia, Montoir, Bilbau, Vigo, Leixões, Setúbal, Casablanca e
Figueira da Foz, formando uma ponte bem interligada entre estes centros
comerciais vitais.

O novo serviço semanal será realizado por 3 navios de 800
TEU numa rotação fixa de 21 dias, com ligações marítimas de curta distância e
pelo interior, proporcionando aos clientes um elevado nível de flexibilidade e
eficiência.

Novo SH Diana da Swan Hellenic volta a escalar na Figueira da Foz

 

Depois de ter estado na Figueira da Foz em abril deste ano, o maior navio cruzeiro da Swan Hellenic, SH Diana voltou a fazer escala na cidade, desta vez com 120 passageiros a bordo.

Com 120 metros de comprimento e 20 de largura o “SH Diana” é um dos maiores navios de cruzeiro a fazer escala na Figueira da Foz.

O SH Diana é o maior navio da frota Swan Hellenic, oferecendo acomodações 5 estrelas elegantes e espaçosas para 192 hóspedes em 96 cabines e suítes espaçosas, a grande maioria com grandes varandas. É operado por uma equipa a bordo de 140 pessoas.

Relatos de mudanças globais em massa na China estão a ser “exagerados”

Os relatos de que a China perdeu a sua posição como
fabricante mundial, à medida que os expedidores procuram abastecer-se noutro
local, têm sido “muito exagerados”, de acordo com o diretor do Global Shippers
Forum, James Hookham.

Hookham afirmou que o conceito de “reshoring” – (a
prática de transferir uma operação comercial que foi transferida para p
exterior de volta para o país onde foi originalmente realocada), estava sendo
exagerado” na imprensa e, embora houvesse “algum movimento”, era marginal
e motivado mais por preocupações de contingência do que de substituição.

“A China é demasiado grande, demasiado capaz e produz coisas
boas, e já o faz há muito tempo”,afirmou. “Muita conversa sobre dissociação e
relocalização está ligada ao potencial de uma escalada de tensão com Taiwan, mas
há muitos especialistas por aí que dizem que, dada a própria posição económica
da China, isso não acontecerá porque destruiria a sua própria posição
económica, de economia exportadora”. “Pode-se presumir que qualquer escalada
militar bloquearia rapidamente o acesso da navegação mercante ao Mar da China
Meridional – o maior corredor de exportação do mundo”, disse Hookham.

A análise da cadeia de abastecimento fornecida pelo Trade
Data Service (TDS) também não apoia as alegações de uma mudança global significativa,
mas indica que os EUA e a Europa estão a tomar algumas medidas. O CEO da CMA
CGM, Rodolphe Saade, disse ao Financial Times do Reino Unido: “Temos clientes
que nos dizem que não querem colocar todos os ovos na mesma cesta, na China.
Então, eles estão procurando outras soluções. O movimento começou, mas ainda
não em grandes volumes. Isso levará tempo.” Saade sugeriu que dependeria de
fontes alternativas como a Índia e o Sudeste Asiático para desenvolver as
instalações, não só para aumentar enormemente a capacidade de produção, mas
também para transportar mercadorias – e mesmo assim, disse Hookham, “seria
necessário uma razão realmente persuasiva para abandonar a China”.

Ele reconheceu que as relações entre a China e os EUA se
tornaram tensas nos últimos anos, principalmente depois da imposição de tarifas
sobre o aço pelo então presidente Trump. Mas desde a invasão da Ucrânia pela
Rússia e o seu apoio ocidental, têm surgido sinais de melhoria das relações
China-EUA.