Escola de Hidrografia e Oceanografia tem novo Director.

Tomou posse no passado dia 8 de setembro, em cerimónia presidida pelo Director-geral do Instituto Hidrográfico, Contra-almirante Ramalho Marreiros, o novo director da Escola de Hidrografia e Oceanografia.

Tomou posse do cargo o Capitão-de-mar-e-guerra Mesquita Onofre, rendendo o Capitão-de-mar-e-guerra Reis Arenga.

Criada em 1979 – embora nessa altura numa na situação de adstrita ao IH, não como um órgão da sua estrutura -, a EHO é hoje um órgão da estrutura orgânica do IH à qual compete, de acordo com o Decreto-Lei n.º 230/2015, de 12 de outubro, “a realização de cursos com vista à formação de técnicos necessários às atividades hidrográficas e oceanográficas do IH ou que, relacionadas com estas, interessam à Marinha ou ao País”. A EHO depende do director-geral do IH, sem prejuízo da autoridade funcional do Superintendente do Pessoal da Marinha na área da formação.

Para cumprir a sua missão, a EHO conta com um conjunto de formadores com uma elevada qualificação técnica e uma sólida experiência profissional e pedagógica, sobretudo constituído por pessoal militar e civil proveniente de diversas áreas técnicas do IH. Nas áreas em que não disponha de pessoal interno com as qualificações necessárias, a EHO conta, ainda, com a colaboração de professores externos de mérito reconhecido para lecionar alguns dos módulos dos cursos que compõem a estrutura curricular dos cursos.

Degelo da Antártida perto do ponto do não retorno ?

 

Relatório referente a este assunto relevante, demostra que perdeu-se gelo em grande escala: É estimado que seja 10
vezes mais do que o tamanho do Reino Unido. O degelo da Antártida ainda não chegou ao ponto de ser irreversível, mas poderá
sê-lo em breve, de acordo com o relatório. Os alertas sobre o degelo não são novos, mas este documento reforça o perigo do actual momento.

O estudo que resultou neste relatório é do Instituto de Potsdam para a Pesquisa sobre o
Impacto das Alterações Climáticas, localizado na Alemanha. O alarme repete-se devido aos recordes de temperatura
elevada registados em 2023, em praticamente todo o mundo.

A área perdida é estimada em  cerca de 2.7 milhões de quilómetros quadrados de gelo
marinho na Antártida, comparando com as estimativas dos peritos para esta época
do ano.

 Norman Ratcliffe, do  British Antarctic Survey, citado no canal Euronews, afirmou que:  “É mais ou menos o mesmo que 10 vezes a área do Reino Unido.
É uma enorme anomalia negativa no gelo marinho, que nunca tínhamos visto a esta
escala no período que monitorizámos nos últimos 45 anos”

O fenómeno está a afectar a reprodução das
espécies locais, o que pode alterar o ecossistema de forma profunda. Segundo este relatório, o colapso da Antártida pode ser muito lento,
mas simultaneamente com efeitos severos na subida do nível médio das águas no planeta, caso o aquecimento global continue a intensificar.

Martin Siegert, cientista especialista sobre os pólos, afirmou que: “A menos que
queiramos assistir a muitas mais destas coisas no futuro, temos mesmo de
avançar com a descarbonização. Isso não vai resolver o problema, mas haverá uma
adaptação que é absolutamente necessária.”

Foto: Jeremy Harbeck/NASA

MSC Cruzeiros partilha Programa de Verão para 2024

MSC Cruzeiros já revelou os detalhes do programa Verão 2024, com itinerários em 22 navios diferentes.

Com viagens que variam entre três e 21 noites, a seleção de cruzeiros para o próximo verão incluirá oito navios a navegar no Mediterrâneo Ocidental, sete no Mediterrâneo Oriental, quatro navios nas Caraíbas e Antilhas e quatro no Norte da Europa.

Por exemplo, o MSC Euribia realizará itinerários de sete noites para os fiordes noruegueses com partidas semanais de Kiel (Alemanha) e com escalas em pontos turísticos como Copenhaga (Dinamarca), Hellesylt (Noruega), Molde (Noruega) e Flaam (Noruega).

Já o MSC World Europa passará o verão no Mediterrâneo, com itinerários de sete noites em destinos como Génova, Nápoles e Messina, em Itália, Valetta, em Malta, Barcelona e Marselha. O embarque poderá ser feito em múltiplos portos.

Por sua vez, o MSC Seascape oferecerá dois itinerários diferentes de sete noites de Miami e pelas Caraíbas Orientais e Ocidentais. Pelas Caraíbas Ocidentais, o navio navegará com escala em Ocho Rios (Jamaica), George Town (Ilhas Caimão), Cozumel (México) e Ocean Cay MSC Marine Reserve e nas Caraíbas Orientais, o navio fará escala em Nassau, San Juan (Porto Rico), Puerto Plata (República Dominicana) ou Ocean Cay MSC Marine Reserve.

O grande destaque no mercado português serão os 18 cruzeiros de 10 noites com partida e chegada a Lisboa a partir de abril até novembro de 2024. O MSC Orchestra partirá de Lisboa e fará itinerários com passagens por Génova, Marselha, Málaga, Cádiz, Alicante, Mahón (Espanha) e Olbia.

Para os passageiros da Madeira, será possível realizar cinco partidas com embarque e desembarque no Funchal a partir de outubro de 2024. O navio passará por Málaga, Barcelona, Santa Cruz de Tenerife, Marselha, Génova, Casablanca (Marrocos) e ainda duas empty legs, uma com partida de Génova e desembarque no Funchal e outra com embarque no Funchal e desembarque em Génova.

A MSC Cruzeiros terá pacotes especiais que incluem cruzeiro, transfers e ainda o voo incluído para que os viajantes saibam o custo exato das suas férias.

No Mediterrâneo Oriental, a companhia terá um pacote especial com voos, transfers e cruzeiro, de Lisboa para Veneza e com regresso à capital portuguesa. Este itinerário a bordo do MSC Armonia, entre 22 de qbril de 2024 e 4 de novembro de 2024, terá a duração desete noites e percorrerá cidades como Dubrovnik (Croácia), Kotor (Montenegro), Corfu (Grécia), Zakynthos (Grécia) e Bari (Itália).

O pacote especial também estará disponível nos itinerários realizados pelo MSC Lirica, de sete noites, entre 30 de março de 2024 e 19 de outubro de 2024, com partida de Veneza e com passagens por Kotor (Montenegro), Mykonos (Grécia), Santorini (Grécia) e Ancona (Itália).

A bordo do MSC Sinfonia poderá realizar também partidas de Veneza com passagens por Brindisi (Itália), Mykonos (Grécia), Pireus (Grécia e Split (Croácia).

Com partida de Civitavecchia, entre 10 de maio e 18 de outubro de 2024, o MSC Divina fará itinerários de sete noites com escalas para destinos como Siracusa (Itália), Valletta (Malta), Santorini (Grécia) e Mykonos (Grécia).

A bordo do MSC Opera, poderá realizar estes itinerários que incluem passagens pela ilha de Kos (Grécia), Rhodes (Grécia), Bodrum (Turquia), Bari (Itália), realizando o desembarque em Pireus.

No Norte da Europa, a companhia terá também este pacote especial com voos incluídos a partir de Copenhaga aos sábados, entre 1 de junho e 24 de outubro de 2024, a bordo do MSC Poesia. O MSC Euribia terá também pacotes especiais que incluem partida de Copenhaga aos domingos, de 28 deabril, de 2024 a 22 de setembro de 2024.

MSC e ZIM assinam novo acordo de colaboração operacional

A transportadora israelense ZIM renovou os laços com a MSC – Mediterranean Shipping Company, a maior transportadora do mundo. O novo acordo operacional inclui serviços que ligam o subcontinente indiano ao Mediterrâneo Oriental, o Mediterrâneo Oriental ao Norte da Europa e serviços que ligam o Leste Asiático à Oceânia. Os acordos entre a ZIM e a MSC incluem partilha de navios, compras de slots e acordos de troca.

Eli Glickman, presidente e CEO da ZIM, disse: “Aproveitar esta oportunidade com a MSC irá melhorar a eficiência da nossa frota e é consistente com o nosso foco em tomar medidas proactivas no meio a contínuos ventos contrários de curto prazo no mercado de transporte de contentores.

Esperamos que esta cooperação estratégica beneficie a ZIM tanto operacional como financeiramente, e é mais uma prova da nossa agilidade. Continuaremos a procurar oportunidades para alavancar os nossos pontos fortes e capacidades para criar valor a longo prazo para os nossos clientes e investidores.”

A ZIM há muito que se destaca entre as transportadoras globais pela sua decisão de nunca aderir a uma das três rotas comerciais leste-oeste, preferindo, em vez disso, escolher parcerias em determinadas rotas comerciais.

Cruise Portugal promove-se na maior feira de cruzeiros na Europa.

Unidos sob a marca Cruise Portugal – APP, Portos de Portugal, os portos de Leixões, Lisboa, Setúbal, Portimão, Açores e Madeira, como habitualmente, e o porto da Figueira da Foz, pela primeira vez, estão presentes na Seatrade Europe, a maior feira de cruzeiros que decorre na Europa, em Hamburgo, sob o tema “Scaling Sustainably”.

Estão ainda representados no Stand de Portugal diversos agentes económicos nomeadamente a Ibercruises – Agência de Viagens e Navegação, a Navalrocha e a Navex, entre outros parceiros.

A participação dos sete portos tem como objectivo, projectar Portugal e os seus destinos, portos e cidades, na rota do turismo de cruzeiros. Nesse sentido, os representantes nacionais vão dar a conhecer aos decisores da indústria a oferta portuária e turística actual de cada um, assim como acções e projectos em curso no âmbito da indústria de cruzeiros, nomeadamente ao nível da sustentabilidade.

Com presença na 11ª edição da Seatrade Europe, esta é a 8.ª vez consecutiva que os portos portugueses participam num espaço nacional, com 36 m2 e que se localiza no stand 421.

De referir que, durante o primeiro semestre de 2023, os portos portugueses registaram um total de 818 422 passageiros de cruzeiro, o que correspondeu a um crescimento de 82% face aos 449 558 passageiros registados no período homólogo de 2022.

Os portos nacionais congratulam-se com estes resultados, em linha com a trajectória ascendente da indústria, e que demonstram a qualidade das infraestruturas portuárias nacionais e dos seus destinos turísticos, e por conseguinte a relevância crescente que o destino Portugal tem vindo a assumir perante a indústria dos cruzeiros.

Para 2023 as administrações portuárias preveem que a actividade de cruzeiros registe novos recordes com cerca de 1,6 milhão de passageiros e 1 035 escalas, o que ao verificar-se significa um crescimento de 37% e de 2%, respetivamente, face a 2022.

Cientistas encontram estranha esfera dourada no fundo do Oceano Pacífico

Uma equipa de investigadores da agência atmosférica e
oceânica norte-americana NOAA estava a explorar o fundo do mar, a uma
profundidade de 3.2 quilómetros, quando encontrou um “ovo” dourado ao largo da
costa do Alasca.

A descoberta do misterioso globo dourado nas profundezas do
Oceano Pacífico deixou os cientistas intrigados.

A equipa de investigadores da NOAA Ocean Exploration
descobriu a enigmática esférica a cerca de 402 quilómetros ao largo da costa
sul do Alasca.

O achado foi realizado no decorrer da expedição Seascape
Alaska 5, destinada a escrutinar territórios inexplorados do oceano, a
profundidades que vão dos 200 aos 6.000 metros — e que está a ser transmitida
em direto por livestream.

Localizado cerca de 3.2 quilómetros abaixo da superfície do
oceano, perto de um vulcão extinto, o globo apresentava uma característica
invulgar: um buraco que parecia ter sido rasgado na sua superfície.

“Algo tentou entrar… ou sair”, disse humoristicamente um dos
investigadores, acrescentando uma dimensão misteriosa à descoberta.

Segundo o Miami Herald, o enigma desencadeou no seio da
equipa uma série de teorias, desde referências aos X-Files até a filmes
clássicos de monstros.

Com alguma cautela, os cientistas usaram um braço operado
remotamente para recolher uma amostra do objeto. Uma análise inicial revelou
que o objeto tinha uma textura surpreendentemente delicada, semelhante a tecido
de pele.

O globo foi então cuidadosamente enviado para laboratório
para testes adicionais, incluindo exames de ADN, para determinar as suas
origens. Palpites preliminares dos membros da equipa incluem que possa ser uma
casca de ovo única ou os restos de uma esponja do mar, mas a natureza do
misterioso globo não está ainda determinada.

A descoberta do misterioso globo levanta mais questões do
que respostas, deixando os investigadores intrigados e perplexos.

“Quando o nosso conhecimento colectivo não consegue
identificar um dado objecto, estamos perante algo estranho”, concluiu um dos
cientistas, que sublinha a complexidade das profundezas oceânicas inexploradas
do nosso planeta.

Aguardemos então por informações conclusivas acerca do
estranho objeto — e do que poderá ter provocado o estranho buraco.

Misteriosa espécie de bactéria descoberta no fundo do oceano

Uma equipa de investigação da Academia de Ciências da China
descobriu uma nova espécie de bactéria marinha, de características peculiares,
em sedimentos oceânicos profundos, que pode alterar a nossa percepção e
compreensão da microbiologia e dos ambientes existentes no mar profundo.

A bactéria, que passou a ser denonimada de Poriferisphaera
heterotrophicis, pertence ao filo Planctomycetes, não muito investigado, mas
fundamental nos ciclos globais de azoto e de carbono.

A descoberta foi publicada num artigo que saiu na semana
passada na revista eLife.

Os investigadores cultivaram a bactéria em laboratório numa
“cold seep”, uma mistura de sedimentos e lama, cheios de nutrientes ricos, em
tudo semelhantes aos encontrados nas fontes hidrotermais do oceano, no qual
simularam de forma muito positiva as condições do mar profundo.

Ao contrário do que é comum, a nova estirpe identificada,
denominada ZRK32, demonstrou um crescimento acelerado e um novo mecanismo de
gemulação. Este mecanismo único é provavelmente uma adaptação destas bactérias
ao seu habitat de mar profundo.

Além disso, a bactéria interage de forma diferente no ciclo
do azoto, coexistindo com um bacteriófago específico (um vírus que infecta
bactérias) chamado fago-ZRK32.

Ao contrário dos normais bacteriófagos, o fago-ZRK32 vive em
coexistência com o seu hospedeiro sem o atacar, o que é decisivo para o
processamento do ciclo do azoto em ambientes de mar profundo.

“Esta nova espécie oferece um modelo inovador para
estudar a relação entre as bactérias Planctomycetes e os vírus”, explica o
microbiólogo Chaomin Sun, autor correspondente do estudo, ao Science Alert.

O estudo preenche uma lacuna significativa da biologia
marinha, considerando que os Planctomycetes são comuns mas mal compreendidos em
ambientes de mar profundo, e pode ter implicações de grande alcance para a
nossa compreensão dos complexos processos químicos que ocorrem nas profundezas
do oceano.

Extracção de areia está "esterilizando" o fundo dos oceanos, alerta ONU

Cerca de 6 bilhões de toneladas de areia são escavadas todos
os anos do fundo dos oceanos, de acordo com um levantamento do Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que aponta para o risco de
“esterilização” do oceano e danos irreversíveis para a vida marinha.

“Estão basicamente esterilizando o fundo do mar, extraindo
areia e triturando todos os microrganismos que alimentam os peixes”, afirmou
Pascal Peduzzi, director do Pnuma, numa conferência de imprensa realizada em
Genebra. Apontou também para o risco ainda maior da extracção total de areia,
que atinge o leito rochoso, protagonizado por algumas empresas.

Peduzzi salientou ainda que “toda a nossa sociedade depende
da areia como material de construção”, para fazer de tudo, desde escolas,
hospitais e estradas até barragens hidroeléctricas e vidros. Ao mesmo tempo, a
areia desempenha um papel ambiental vital, incluindo proteger as comunidades
costeiras da subida do nível do mar.

De acordo com a agência, apesar do número ser inferior ao
depósito anual de areia dos rios globais, alguns lugares já apresentam taxas de
remoção superiores às de reposição.

Os resultados expostos coincidem com o lançamento da
plataforma Marine Sand Watch, responsável pela monitorização mundial da
dragagem. O programa apresentado é financiado pelo governo suíço e vai contar
com as tecnologias de inteligência artificial e de rastreio marinho.

No ano passado, o Pnuma pediu uma melhor monitorização da
extracção e uso de areia para evitar uma crise ambiental e recomendou a
suspensão da mineração nas praias e o estabelecimento de um padrão
internacional para a extracção no ambiente marinho.

Tartaruga rara sobrevive a correntes do oceano que a levam dos EUA até País de Gales

As Kemp estão em vias de extinção e uma foi encontrada no
País de Gales, a milhares de quilómetros de casa. O seu regresso tinha de ser
garantido, mas antes de ser liberta na natureza, de novo, há muitos
procedimentos para garantir a sua estabilidade.

Uma das tartarugas mais raras do mundo está de volta a casa,
no Texas, depois de aparecer a 6.400 quilômetros de distância no norte do País
de Gales, segundo a BBC.

Tally, tartaruga de Kemp normalmente oriunda do Golfo do
México, foi encontrada presa e quase morta na praia de Talacre, Flintshire, em
2021, mas foi cuidada até recuperar pelo Zoológico do Mar de Anglesey.

Por vezes, a corrente do Golfo pode ser traiçoeira e
arrastar as tartarugas de Kemp através do Atlântico.

Turtles Fly Too, um grupo envolvido no caso, descreveu o voo
de regresso aos Estados Unidos da América como a sua “missão mais distante
e complexa”.

Após ter dado à costa no norte do País de Gales, Tally foi
avistada por um passeador de cães. Depois, o British Divers ‘Marine Life Rescue
(BDMLR) foi contactado para lidar com a situação.

Os biólogos do Zoológico do Mar de Anglesey perceberam de
imediato que a tartaruga ainda estava viva e forneceram cuidados intensivos
durante meses até que ela estivesse saudável novamente.

A coordenadora esclarece que “graças à resposta rápida
de um grande grupo de parceiros internacionais e voluntários, Tally está viva e
pronta para voltar para casa”.

Voar com uma tartaruga marinha em vias de de extinção de uma
ponta do mundo até outra é uma operação complexa.

Ao chegar aos EUA, Tally será transferida para o Zoológico
de Houston, onde os veterinários vão garantir a sua estabilidade e saúde para
voltar a ser liberta na natureza.

Se aprovado, os investigadores anexarão um dispositivo de
rastreamento para monitorar seus movimentos.

Uma equipa internacional de parceiros vai-se reunir em
Galveston para comemorar o lançamento de Tally.

Uma base para vivermos 28 dias no fundo do oceano?

Uma empresa sediada no País de Gales está prestes a iniciar
um projecto ambicioso que procura estabelecer a presença humana permanente no
fundo do oceano.

A companhia chamada DEEP Research Labs, uma empresa de
tecnologia e exploração oceânica, tem como objectivo possibilitar que
investigadores e cientistas permaneçam submersos por longos períodos de tempo.

A base, conhecida como “Sentinel”, será localizada
a aproximadamente 200 metros de profundidade na costa do País de Gales;

Isso permitirá que investigadores vivam submersos até 28
dias consecutivos, proporcionando uma estadia prolongada para conduzir estudos;

Um dos principais objectivos da base Sentinel é oferecer
acesso à “zona epipelágica”, onde se estima que 90% da vida marinha
esteja localizada; A ideia é que o projecto esteja pronto até 2027.

Segundo a empresa, a ideia é ampliar a capacidade de
explorar profundamente a zona epipelágica e que isso representa uma transformação
significativa na forma como os cientistas podem observar, monitorizar e
compreender os oceanos.

Ao DailyMail, o Presidente do DEEP Research Labs Limited,
Steve Etherton, destacou a importância de compreender os oceanos, que
desempenham um papel central em desafios globais e oferecem oportunidades ainda
não exploradas.

A zona epipelágica é frequentemente referida como zona de
luz solar e tem uma área que se estende desde a superfície até 200 m. De acordo
com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, “é
nesta zona que existe a maior parte da luz visível”.

O Sistema Sentinel foi projectado para operação numa
atmosfera ou em pressão ambiente. Segundo a empresa, as operações numa
atmosfera permitem visitas curtas ao Sentinel por meio de transferência
submarina, ideal para individuos sem qualificações de mergulho.

As operações ambientais permitem o uso das duas piscinas do
Sentinel para excursões de mergulho, tornando-o adequado para missões de longa
duração por mergulhadores qualificados.

Os cientistas que irão residir na base subaquática Sentinel
terão quartos individuais que incluem uma cama de solteiro com armazenamento
integrado na estrutura, bem como uma pequena mesa lateral.

Além das áreas privativas, a base contará com uma cozinha que
oferece uma mesa de jantar, instalações simples para preparação de alimentos e
amplas janelas com vistas deslumbrantes do fundo do mar.