O Banco Mundial lançou um novo relatório no qual é estimado
que os dez mais promissores mercados globais emergentes de algas marinhas
possuem um potencial de crescimento de até 10,8 mil milhões de euros até ao início
da próxima década.
Para além do valor mencionado, também é apontada a
componente ambiental, através da capacidade de as algas marinhas absorverem
carbono, o que ajuda no equilíbrio da biodiversidade marinha, empregar mulheres
nestes mercados e desbloquear novas cadeias de valor.
O relatório aponta a novas oportunidades comerciais para
novas aplicações de mercado de algas marinhas. O relatório oferece
“insights” para empresários, investidores e legisladores, para
garantir que haja não só a possibilidade de investimento, bem como legislação
adequada a esse investimento, para que o sector de algas marinhas atinja o seu
potencial agora e no futuro.
“O crescimento da cultura de algas marinhas em todo o
mundo dependerá da partilha de tecnologia e conhecimentos entre os decisores
políticos, as instituições financeiras, a comunidade científica, o sector
privado, os produtores e os transformadores – sem deixar ninguém para trás. Com
o predomínio das mulheres na cultura de algas marinhas, está criado o cenário
para catalisar uma verdadeira revolução global das algas”, afirma Valerie
Hickey, directora global para o Ambiente, Recursos Naturais e Economia Azul do
Banco Mundial.
O que sucede actualmente, é que a maior parte das algas
cultivadas é utilizada para consumo humano directo ou para alimentação em
aquacultura. No futuro, os produtos de algas marinhas podem substituir os
combustíveis fósseis em sectores como os têxteis e os plásticos, sequestrar
carbono e gerar rendimentos para as comunidades costeiras mais frágeis.
O Banco Mundial destaca que existem “enormes
oportunidades de crescimento” em muitas regiões, uma vez que o mercado
actual é dominado por alguns países asiáticos que produzem 98% das algas de
cultivo.
