Fórum para a Competitividade vê como “quase impossível” meta de crescimento de 2,7%

 

O Fórum para a Competitividade afirma que a meta de 2,7% de
crescimento do PIB este ano indicada pelo Governo “é quase
impossível” de alcançar dada a conjuntura interna e externa da economia.

Na nota de conjuntura divulgada ontem, a organização
liderada por Pedro Ferraz da Costa considera que “para a economia atingir
a meta do Governo de 2,7% em 2023, era necessário um crescimento de 3% no 2.º
semestre, necessitando de uma forte aceleração”, um cenário que “é
quase impossível”.

O crescimento de 2,7% não é ainda um valor fechado, no
sentido em que não está inscrito em qualquer documento oficial do Executivo.
Esta cifra foi avançada pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, em meados
de julho, sendo o cenário central das previsões das principais organizações
nacionais e internacionais conhecidas até então. “Os últimos dados
conhecidos apontam para que economia portuguesa venha a crescer em torno de
2,7% este ano, muito acima do que tínhamos previsto, que era de 1,8%”,
referiu na altura à saída da reunião do Ecofin, em Bruxelas.

Este cenário é agora posto em causa pelo Fórum para a
Competitividade na nota de conjuntura de agosto, coordenada pelo economista
Pedro Braz Teixeira, que também está igualmente pessimista em relação ao
próximo ano.

“Em relação a 2024, a desaceleração também é
inevitável”, lê-se no documento. A justificar esta evolução está o
“enquadramento externo, pelo impacto das taxas de juro sobre a procura
interna e a restrição orçamental forçada pelas regras europeias”, que
deverão regressar no próximo ano.

A cláusula de escape foi activada em 2020, permitindo aos
Estados-membros reagir à crise da covid-19, suspendendo temporariamente os
requisitos de redução da dívida e o limite de 3% do défice orçamental.

Deixe um comentário