Sines passa a ser escala do "Dragon Service" da MSC.

De acordo com o gigante marítimo ítalo-suíço MSC, o Terminal XXI, ( concessionado pela PSA Sines), será enquadrado na rotação do “Dragon Service”, o serviço que liga a Ásia e o Mediterrâneo.

Actualmente a rotação do Dragon Service, Ásia – Mediterrâneo era Gioia Tauro, La Spezia, Génova, Fos, Barcelona e Marsaxlokk e regresso a Singapura, sempre através do Canal do Suez.

Mas como consequência directa do bloqueio do Canal do Suez, e do redireccionar de navios por África, contornando o Cabo da Boa Esperança, fez com Sines ficasse bem posicionado para captar este serviço, até porque a crise provocada pelos rebeldes houthis não tem previsão de acabar, estando actualmente a escalar cada vez mais.

Assim sendo, partir do próximo mês, o Terminal XXI será a última escala europeia do Dragon Service, saindo os porta-contentores directamente para Mundra, na Índia. 

O Terminal XXI movimenta metade dos contentores do país, sendo 4° da Península Ibérica e 14° na Europa.

Calculadora para avaliar emissões de carbono na actividade portuária.

Projecto europeu A-AAGORA, que conta com o envolvimento do Porto da Figueira da Foz, está a ser desenvolvido nas bacias do Atlântico e do Ártico

O Porto da Figueira da Foz é parceiro de um projecto europeu, que está a ser desenvolvido nas bacias do Atlântico e do Ártico, relacionado com temáticas associadas à resiliência climática/erosão costeira, biodiversidade e descarbonização da mobilidade, visando o co-desenvolvimento de metodologias baseadas na natureza que possam ser implementáveis em áreas costeiras. Designado A-AAGORA, o projecto, coordenado pela Universidade de Aveiro, teve início no final de 2022 e conta com a participação dos Portos de Aveiro e da Figueira da Foz.

Segundo uma nota divulgada pela Administração dos Portos de Aveiro e Figueira, esta parceria «assenta, entre outros, nos trabalhos ou projectos associados à descarbonização e à mobilidade sustentável, tendo sido já desenvolvidos cenários de descarbonização e, ainda, uma calculadora web de emissões de CO2, que permite a quantificação das emissões das actividades de mobilidade de pessoas e mercadorias de/e para o Porto, em todos os meios de transporte associados».

Apresentação pública do Comité Nacional para a Década do Oceano.

Decorreu ontem a apresentação pública do Comité Nacional para a Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável, na Gare Marítima de Alcântara, Lisboa.

A sessão contou com as presenças dos ainda Ministros da Economia e Mar, António Costa Silva, da Defesa Nacional, Helena Carreiras, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, da Educação, João Costa, e dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, tendo este último encerrado a sessão.

Os objectivos do Comité Nacional para a Década do Oceano são: identificar acções em curso que possam responder aos objectivos da Década e promover a cooperação e coordenação interinstitucional; identificar acções a desenvolver a nível nacional para responder os objectivos da Década e promover a sustentabilidade da respectiva implementação após o seu termo; promover a cooperação e articulação com entidades congéneres dos outros Estados Membros, em particular a CPLP; promover a ligação e articulação com outras Décadas das Nações Unidas em curso; promover o envolvimento da sociedade civil e a dinamização do Fórum de Partes Interessadas e comunicar as actividades da Década para o público geral.

A primeira reunião deste Fórum está prevista decorrer no 1.º trimestre do presente ano.

O Comité Nacional para a Década do Oceano desenvolve o seu trabalho em articulação com o Secretariado Executivo da Comissão Oceanográfica Intergovernamental, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (COI/UNESCO), direccionando a acção nacional para iniciativas e projectos com ligação ao Atlântico, para a valorização científica, social e económica do conhecimento do mar português, em linha com a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 e com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, particularmente o ODS 14, dedicado ao Oceano.

A Conferência da Década dos Oceanos, da ONU, irá decorrer de 10 a 12 de abril de 2024, na cidade de Barcelona, organizada por Espanha em conjunto com a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO.

Queda de 22% no tráfego no Mar Vermelho

O tráfego marítimo através do Mar Vermelho caiu 22% num mês como resultado da ameaça representada pelos Houthis do Iémen, afirmou o Vice-Presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis. 

No entanto, o declínio irá acelerar à medida que as companhias marítimas continual a redirecionar os navios para contornar o continente africano, afirmou, acrescentando que a Comissão está a acompanhar a situação de muito perto. 

“Até agora não houve impacto visível nos preços da energia e, de forma mais geral, nos preços dos bens. Mas já vemos impacto nos preços dos transportes, que aumentaram”, disse Dombrovskis aos jornalistas após uma reunião de ministros do Comércio da UE que abordou a questão. 

“Certamente, é um factor de risco.” “O impacto económico mais amplo nos preços ao consumidor e na economia da UE em geral dependerá muito da duração desta crise”, disse ele. “Portanto, é necessária uma acção rápida.” 

A empresa de navegação dinamarquesa Maersk anunciou no final de 2023 a imposição de taxas adicionais aos envios de contentores entre a Ásia e a Europa, após alterar o rumo dos seus navios do Canal de Suez através do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. Levando os mercados a acreditar que se seguirá um efeito de repercussão no custo dos produtos de consumo. 

O grupo Houthi do Iémen, oficialmente conhecido como Ansar Allah, disse que só deixará de atacar navios com destino a Israel quando o estado de ocupação parar o seu “bombardeamento genocida de Gaza”.

Os quatro canais marítimos mais importantes do mundo.

A recente situação no Canal de Suez mostrou-nos mais uma vez a importância dos canais nas nossas cadeias de abastecimento globais. Sejam regionais ou globais, proporcionam crescimento económico e intercâmbio cultural. Eles também têm contribuições valiosas na descoberta de novos métodos de engenharia. Estes são quatro canais que tiveram um impacto significativo no comércio, transporte e desenvolvimento globais.

1. Canal de Suez, Egipto

O Canal de Suez é uma via navegável estratégica que atravessa o Egipto, ligando o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho. Alguns afirmam que é o primeiro passo para a globalização, uma vez que desempenhou um papel fundamental na formação do comércio global, da geopolítica e da dinâmica económica. Inaugurado oficialmente em 1869, reduziu drasticamente as distâncias de viagem dos navios que se deslocam entre a Europa e a Ásia. Isto ajudou a proporcionar poupanças significativas de tempo e custos, uma vez que os navios puderam evitar a longa viagem em torno do extremo sul de África, como acontece actualmente agora, devido ao conflito iniciado pelos rebeldes houthis do Iémen em relação aos navios que por lá passam.

2. Canal do Panamá, Panamá

O Canal do Panamá, uma maravilha da engenharia moderna, serve como um caminho crucial entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Inaugurado em 1914, o canal revolucionou o transporte marítimo global ao fornecer um atalho para os navios, eliminando a necessidade da perigosa viagem ao redor da ponta da América do Sul. A sua importância estende-se para além do país anfitrião, impactando o comércio internacional, reduzindo os custos de transporte e influenciando a dinâmica económica global. O canal foi recentemente ampliado em 2016 para permitir a passagem de navios maiores, e actualmente atravessa problemas no seu normal funcionamento, devido à seca severa que o Panamá atravessa actualmente.

3. Grande Canal, China

Sendo a maior hidrovia artificial do mundo, o Grande Canal da China é um importante projeto de engenharia, que remonta a 330 a.C. Estendendo-se por mais de 1.100 milhas de Pequim a Hangzhou, o Grande Canal desempenhou um papel crucial no transporte de recursos agrícolas e na ligação da potência económica do Delta do Yangtze ao centro político de Pequim. O seu impacto no comércio, na agricultura e no intercâmbio cultural moldou a paisagem económica da China, deixando um legado duradouro como Património Mundial da UNESCO. Como observação, ao longo dos anos durante a sua renovação, as fechaduras de libra foram usadas pela primeira vez durante a Dinastia Song (960–1279 dC), tendo sido iniciadas pelo político Song e engenheiro naval Qiao Weiyue em 984.

4. Canal Erie, Estados Unidos

Iniciado como uma visão e transformado em realidade, o Canal Erie foi um projecto inovador que emergiu e não só alteraria a paisagem americana, mas também prepararia o terreno para profundas transformações económicas e sociais. Ele conectou os Grandes Lagos ao Oceano Atlântico. Esta hidrovia vital impulsionou o desenvolvimento económico do Centro-Oeste americano, permitindo-lhes entregar os seus recursos naturais e produtos inicialmente a outros estados de uma forma rentável, ajudando o Centro-Oeste dos EUA e Nova Iorque a prosperar, solidificando o seu lugar como pedra angular do transporte americano. história.

Estes quatro canais, cada um com o seu significado histórico, cultural e económico único, são um testemunho do impacto duradouro dos cursos de água na civilização humana.

THE Alliance reafirma “cooperação inabalável” em 2024

 

Os membros da THE Alliance publicaram um comunicado conjunto
para enfatizar o seu compromisso de continuar a sua colaboração e operações
normalmente em 2024.

Esta declaração surge em resposta aos recentes
desenvolvimentos em torno da THE Alliance, após o anúncio da formação da
Cooperação Gemini entre o maior membro da THE Alliance, Hapag-Lloyd e a Maersk
Line.

“Queremos enfatizar nosso compromisso inabalável em manter
uma cooperação robusta ao longo de 2024, garantindo que os mais altos padrões
de cooperação e serviços excepcionais sejam entregues às nossas partes
interessadas e à indústria em geral”, afirmou a THE Alliance, que inclui as
linhas membros Hapag-Lloyd, HMM, Transporte Marítimo Yang Ming e Ocean Network
Express.

O comunicado surge numa altura em que foi anunciada a “Cooperação
Gemini” entre a Maersk (Ainda parte da Aliança 2M com a MSC) e a Hapag Lloyd (Que
ainda é um dos membros da THE Alliance ).

Muito provavelmente não irá acontecer perturbações devido as
alterações, tendo em conta que as mesmas só se irão proporcionar em 2025. Durante
o decorrer deste ano, tanto as estratégias futuras serão planeadas, bem como
reajustes nos serviços, devido aos bloqueios existentes actualmente na cadeia
de abastecimento.

APDL vai promover a modernização e reordenamento das Vias Portuárias do Porto de Leixões

A APDL vai avançar com o projecto de modernização e reordenamento das Vias Portuárias do Porto de Leixões. 

Este projecto assume uma posição de relevo estratégico e operacional no core business do Porto de Leixões, abrangendo a construção, substituição e modernização das vias portuárias, incluindo o reordenamento da circulação de acesso ao TFML – Terminal Ferroviário de Mercadorias de Leixões, bem como a requalificação e reformulação do terrapleno do Molhe Sul do Porto de Leixões e respectivos acessos.

Esta obra, com conclusão prevista para outubro de 2027, envolve um investimento aproximado de 6,82 milhões de euros. O projecto está a ser candidatado ao Programa para a Acção Climática e Sustentabilidade – Sustentável 2030, no âmbito do Aviso Infraestrutura Portuária (RTE-T) – Porto de Leixões 1º Aviso, cuja taxa máxima decomparticipação ascende aos 85%.

Este constitui um dos seis projectos de investimento que a APDL pretende realizar no âmbito do Sustentável 2030, objectivando melhorar as condições de operação e de realização de actividades logísticas do Porto de Leixões, apoiar a transição energética do setor portuário, reforçando ainda a resiliência da infraestrutura e promovendo a intermodalidade para as mercadorias na área portuária, bem como a expansão da capacidade marítimo-portuária.

Linerlytica: Hapag-Lloyd entra na "Aliança Gemini" numa posição desfavorável.

De acordo com a Linerlytica, ( consultadoria e inteligência de mercado baseada em dados para a indústria de transporte de contentores), considera que o armador alemão Hapag-Lloyd entra em desvantagem na nova “Aliança Gemini” , a nova cooperação entre a Hapag-Lloyd e a dinamarquesa Maersk.

ALinerlytica, considerou: “A Hapag-Lloyd entrará na parceria numa posição desfavorável, com uma força total de frota que tem apenas metade do tamanho do Maersk.” 

A Hapag-Llyod possui actualmente uma frota actual de cerca de 1.98 milhões de TEUs, em comparação com a da Maersk, que atinge actualmente os 4,16 milhões de TEUs da Maersk.

Linerlytica continuou a análise: “No entanto, o maior desafio para a Hapag-Lloyd é a sua total dependência da rede global Maersk/APM Terminals, uma vez que a transportadora alemã não tem qualquer tipo de participação relevante nos terminais que incorporam as  principais rotas Leste-Oeste”. 

Linerlytica salientou ainda que ambos os armadores que a Maersk Line e a Hapag-Lloyd foram as transportadoras com crescimento mais lento nos últimos cinco anos. As carteiras de pedidos da Maersk e da Hapag-Lloyd, de 437.824 TEU e 251.976 TEU, respectivamente, são as menores carteiras de pedidos em comparação com o resto das oito maiores transportadoras, com 12% e 13% de suas frotas em serviço, em comparação com a média do mercado de 24 %.

Projecto de investigadores do IST recebe Prémio de Economia Azul

O projecto SurfACT, desenvolvido pelo IST – Instituto
Superior Técnico através do Instituto de Bioengenharia e Biociências (iBB), foi
um dos projectos premiados na quarta edição do Blue Bio Value Ideation.

Os investigadores envolvidos neste projeto são os estudantes
Joana Almeida (Mestrado em Biotecnologia) e Miguel Nascimento (Doutoramento em
Biotecnologia e Biociências) e os Professores Frederico Ferreira e Nuno Faria.

O SurfACT pretende valorizar resíduos na indústria
conserveira, promovendo uma economia circular ao transformar estes materiais em
compostos de valor acrescentado utilizados em detergentes e cosméticos,
contribuindo assim para um futuro mais sustentável. Um dos investigadores
inseridos no projecto, Nuno Faria, comenta que este sucesso “é um
reconhecimento da importância do trabalho” que a equipa tem vindo a
desenvolver.

O prémio atribuído à equipa do SurfACT inclui o montante de
cinco mil euros para desenvolvimento de projectos através da Blue Demo Network
em Portugal, entidade que apoia startups nos domínios tecnológicos e de mercado
ligados à economia azul. Nuno Faria explica que isso permitirá o “acesso a uma
rede de laboratórios e empresas” que serão “muito valiosos” para o crescimento
do projecto.

“Os próximos passos envolvem aumentar a escala de produção,
em paralelo com o co-desenvolvimento de produtos finais”, acrescenta o docente.
Cumpridas essas etapas, estarão “mais perto de ser os primeiros produtores de
tensioativos biológicos [(compostos na base de detergentes e outros agentes de
limpeza)] a partir de resíduos agroindustriais em Portugal”.

O programa Blue Bio Value é promovido pela Fundação Oceano
Azul e pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Bluebio Alliance e
a maze impact, visando apoiar projectos de investigação e desenvolvimento que
utilizem recursos biológicos marinhos para ‘fazer a ponte’ entre o laboratório
e o mercado.

Portugal vai participar em missão no Mar Vermelho. Ataques dos houthis em causa.

Sobre a matéria, o ainda Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho afirmou que: “Portugal apoiará esta missão […], incluirá uma componente de capacidade de intervenção em defesa de navios que estejam a ser ameaçados e do nosso lado o Ministério da Defesa dirá qual é a disponibilidade para apoiarmos. Não será seguramente com uma fragata ou um navio, mas haverá alguma participação do nosso lado”, após uma reunião de Ministros com a tutela da diplomacia em Bruxelas.

A diplomacia comunitária discutiu a criação de uma missão no Mar Vermelho para repelir os ataques das milícias houthis do Iémen à navegação internacional, tendo essa possibilidade já circulado há algum tempo.

Para que a possibilidade da missão avance, é necessário cuidar das fases relativas ao mandato e ao respectivo plano militar da missão, à necessidade de participação do Comité Militar da UE e ao adiamento do lançamento para fevereiro, de acordo com fontes comunitárias.

O plano seria formar uma operação conjunta de vários países, nomeadamente Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Noruega, Países Baixos e Portugal, utilizando comandos e fundos da UE, que já existem há praticamente 4 anos,  no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã.