Sobre a matéria, o ainda Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho afirmou que: “Portugal apoiará esta missão […], incluirá uma componente de capacidade de intervenção em defesa de navios que estejam a ser ameaçados e do nosso lado o Ministério da Defesa dirá qual é a disponibilidade para apoiarmos. Não será seguramente com uma fragata ou um navio, mas haverá alguma participação do nosso lado”, após uma reunião de Ministros com a tutela da diplomacia em Bruxelas.
A diplomacia comunitária discutiu a criação de uma missão no Mar Vermelho para repelir os ataques das milícias houthis do Iémen à navegação internacional, tendo essa possibilidade já circulado há algum tempo.
Para que a possibilidade da missão avance, é necessário cuidar das fases relativas ao mandato e ao respectivo plano militar da missão, à necessidade de participação do Comité Militar da UE e ao adiamento do lançamento para fevereiro, de acordo com fontes comunitárias.
O plano seria formar uma operação conjunta de vários países, nomeadamente Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Noruega, Países Baixos e Portugal, utilizando comandos e fundos da UE, que já existem há praticamente 4 anos, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã.
