Riscos de Segurança nas Infraestruturas Portuárias.

Como todos sabemos, as infraestruturas portuárias são da
maior importância dentro do contexto económico e na dinâmica do comércio
global. Pela responsabilidade que acarreta nesse desenvolvimento, pelo seu peso
imprescindível, é normal que existam riscos associados às infraestruturas
portuárias que não podem ser menosprezados, mas sim vistos como um obstáculo a
superar tendo em conta os desafios futuros no sector.

Quais os principais riscos?

Ataques terroristas:

Todos sabemos que o 11 de Setembro de 2001 alterou as nossas
vidas, principalmente nas questões aeroportuárias. Mas não só. Esse evento
global traumático, também alterou a visão de segurança em relação ao sector
portuário. A 12 de Dezembro de 2002,  a
IMO – Organização Marítima Internacional , reuniu-se nesse dia para adoptar
emendas à Convenção SOLAS – Safety of Life at Sea (Convenção Internacional para
a Salvaguarda da Vida Humana no Mar), para introduzir um novo capítulo,
designado capítulo XI – 2, denominado “Medidas especiais para reforçar a
proteção do transporte marítimo” e do Código Internacional para a
Protecção dos Navios e das Instalações Portuárias (Código ISPS), que só entrou
em vigor muito após esta reunião, no dia 1 de julho de 2004. Com estas acções,
os portos como identificados como alvos potenciais e com necessidades de
segurança adicionais em relação ao impacto económico e social que possuem
devido à sua natureza própria.

Contrabando e tráfico:

Este tópico não deverá ser novidade para quem trabalha ou
conhece o sector, visto que há a percepção de que o número de apreensões anda a
aumentar nos anos recentes, principalmente nos portos europeus. A grande
movimentação de cargas nos portos cria oportunidades para o contrabando de
mercadorias ilícitas, como drogas e armas, além do tráfico humano. Ainda
recentemente existiu uma apreensão de cocaína no valor de 600M€ no Porto de
Roterdão. Em 2022, no nosso país, foi apreendido um volume recorde de cocaína
em 2022, além de 309 automóveis, nove veleiros e 2,4 milhões de euros em
dinheiro vivo. Mais que a segurança em si, as autoridades como a PJ têm de ter
ferramentas adequadas e meios humanos para continuar esta batalha, infelizmente
desproporcional.

Cibersegurança:

A recente aposta, principalmente durante a pandemia, que fez
acelerar os processos de automação e digitalização, podem possuir os seus
méritos nas melhorias operacionais, mas ao mesmo tempo deixaram os portos mais
frágeis e  vulneráveis a ataques
cibernéticos,  que se tornam cada vez
mais refinados e de larga escala, que podem provocar prejuízos elevados, seja
no interromper as operações, afectando sistemas de controlo, elevar o risco de
acidentes e até na questão de “resgatar” acessos confidenciais.
Exemplo disso no nosso país, foi o ataque no dia de Natal ao Porto de Lisboa e
consequente pedido de resgate devido à informação removida.

Roubo de cargas:

Apesar da maior atenção no que concerne às cargas valiosas,
as mesmas não só atraem a atenção dos criminosos que visam roubá-las durante o
processo de armazenamento ou transporte. Isto sem falar na questão da
pirataria, que ainda é recorrente em certas zonas do globo, que obriga aos
armadores, custos adicionais na segurança e protecção nos navios, pese o apoio
prestado pela Marinha de vários países que andam em patrulha.

Actividades ilegais em áreas portuárias:

A presença de áreas portuárias muitas vezes isoladas dos
grandes centros urbanos, pode facilitar actividades ilegais, tais como
invasões, vandalismo e ocupação ilegal de espaços. Apesar de serem considerados
zonas exclusivas devido ao seu estatuto especial, tal não tem impedido
episódios desta natureza.

Como combater os riscos?

Vigilância avançada:

Implementar sistemas de vigilância com câmaras de alta
resolução, sensores de movimento e monitorização em tempo real ajuda a detectar
actividades suspeitas. Contudo convém separar a parte da segurança da parte de
quem desempenha as funções, visto ser do conhecimento público que a
produtividade dos trabalhadores, não pode ser controlada desta forma.

Controlos de acesso:

Restringir o acesso a áreas sensíveis por meio de sistemas
de autenticação, cartões de acesso e biometria reduz o risco de ter pessoal
desconhecido e não autorizado. A utilização em conjunto das várias medidas começa
a ser comum nos terminais portuários.

Inspeções rigorosas:

Realizar inspeções minuciosas nos contentores e cargas para
identificar contrabando e itens perigosos. Mas para que esse trabalho dê
frutos, há que se dotar de equipas numerosas e reforços de meios juntos das
Autoridades que trabalham em conjunto, de modo a não só aumentar o número de inspeções
, bem como a eficácia das mesmas.

Treino e criação de uma consciência colectiva activa:

Educar os trabalhadores sobre as eventuais ameaças
potenciais e divulgação das melhores práticas de segurança ajuda a criar uma
cultura de vigilância. Não basta criar práticas, enraizar esta mentalidade e
fazer os mesmos participar no processo, é fundamental.

Cibersegurança robusta:

Implementar medidas de segurança cibernética, como
firewalls, detecção de intrusões e actualizações regulares de software, é vital
para proteger os sistemas de controlo. Prevenir comportamentos que causem
fragilidades e educar sobre esta matéria ( que no nosso país ainda não possui
iniciativas regulares), é preparar o futuro cada vez mais tecnológico.

Colaboração com as autoridades:

Trabalhar em conjunto com agências de segurança, forças
policiais e serviços de inteligência para partilhar informações e fortalecer a
segurança. Os Sindicatos pesem não ser uma autoridade em si, podem ser bons
parceiros para o auxilio em várias matérias desta natureza.

Resumindo, estas infraestruturas enfrentam agora e no futuro,
uma gama diversificada de riscos de segurança devido à sua importância. As autoridades
portuárias e as concessionárias dos terminais, em conjunto com parceiros
sociais podem e devem dialogar e tomar acção para proteger os terminais e
garantir o fluxo contínuo dos mesmos.

Porto de Sines reforça o 14° Lugar no Top 15 Europeu.

Sines, o maior porto nacional, reforçou o 14° lugar no Top
15 Europeu, de acordo com os dados providenciados pelo Prof. Theo Noteboom.

Numa fase de menos actividade portuária a nível europeu, mas
também global, o Porto de Sines movimentou 1,66 milhões de TEU no 1° semestre
do ano corrente, com uma quebra de 4% em relação a 2022.

Ainda assim, foi um dos que perdeu menos movimentação em
relação ao período homólogo de 2022, tendo ganho avanço sobre o último da
tabela, o porto francês de Marselha, e aproximado mais do 13° da tabela, o
porto polaco de Gdansk.

Olhando para a comparação entre 2021 e 2022, Sines, foi sem
dúvida, dos que mais perdeu. Entretanto, ficam outras dados sobre o panorama geral,
nomeadamente:

. A maioria dos 15 principais portos contentorizados da
União Europeia mostra um forte declínio anual em TEU no 1° semestre de 2023.
Para alguns portos, estes números negativos vêm juntar-se as perdas de tráfego
ocorridas em 2022.

. A economia a desaceleração é reflectida nos volumes de
contentores movimentados, tendo somente os portos de Pireu e Gioia Tauro a
apresentar crescimento efectivo.

. Portos de Génova e Algeciras registaram uma pequena queda.
Um trânsito perda de 5,6% na zona portuária de Génova foi em grande parte
compensado por um crescimento excepcional de 39,5% no Vado Ligure que é gerido
pela mesmo autoridade portuária.

. Os Portos franceses HAROPA e Marselha e alemão Bremerhaven
foram atingidos por um enorme declínio no 1° semestre 2023.

. Também os portos espanhóis de Valência e Barcelona, ​​e
Hamburgo enfrentou uma queda de dois dígitos no volume de contentores.

. Os números de crescimento semestral (temporariamente)
tornam o Pireu o quarto maior porto da UE depois de Roterdão, Antuérpia-Bruges
e Hamburgo. Valência é empurrado para trás do quarto para o sexto lugar.

. A maioria dos portos espera que os volumes de contentores
recuperem um pouco no segundo semestre de 2023.

Dois mil navios em dez anos no "MAR".

Atingir o registo de mil navios no MAR até ao final do próximo ano. 

É este o objetivo conjunto acordado entre o Governo Regional e o Estado português, através dos esforços da EISAP-European International Shipowners Association of Portugal, a EUROMAR e a SDM, que visam garantir o crescimento do Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR), fortalecendo, paralelamente, a bandeira portuguesa no mercado marítimo.

Com os dados disponíveis no site do IMT, o MAR tem inscritos até ao momento, 810 navios, com uma média que ronda os 14 anos. Do início do ano, o IMT possui 57 novas inscrições e 26 cancelamentos.

O objectivo de atingir os mil navios é muito ambicioso, considerando a evolução dos últimos ano do MAR: em 2022 conquistou 68 navios, em 2021 foram 96 e em 2020, 52. 

MSC fecha outro acordo de partilha de navios com a Zim

A MSC assinou o seu segundo acordo de partilha de navios
(VSA) com a Zim no espaço de uma semana, com a transportadora israelita a
tornar-se fornecedora de navios para o Serviço Expresso de Israel do Norte da
Europa-Mediterrâneo.

A partir desta semana, o novo VSA irá implantar cinco navios
do tipo 6.700 TEU, dos quais a MSC irá operar três. A notícia vem de uma
assessoria ao cliente da MSC, mas ainda não foi confirmada oficialmente pela
Zim.

De acordo com a MSC, a rotação actualizada do Israel Express
Service será: London Gateway-Rotterdam-Hamburgo-Antuérpia-Le
Havre-Ashdod-Haifa-Damietta-Valencia-London Gateway.

O 1° porta-contentores movido a metanol do mundo chega ao porto de Roterdão.

O primeiro navio porta-contentores de metanol verde da
Maersk chegou ao porto de Roterdão e espera-se que chegue ao seu destino,
Copenhaga, em quinze dias, terminando a sua viagem de 21.500 quilómetros a
partir do estaleiro Hyundai Mipo, na Coreia do Sul.

À medida que completa avanço após avanço, o navio
revolucionário atraiu interesse mundial. Desde o seu anúncio, o navio ganhou as
manchetes várias vezes, incluindo a primeira operação de abastecimento de
metanol entre navios e o primeiro abastecimento de metanol em Port Said. Isto
não é um facto surpreendente, dado que o metanol é considerado um dos
combustíveis alternativos mais promissores, e este navio que nele flutua serve
como um farol de esperança de que a utilização do metanol é uma realidade e
talvez a descarbonização esteja um passo mais perto.

O chefe da Transição Energética da Maersk, Morten Bo
Christensen, comentou sobre a iniciativa: “Esta viagem é um passo
importante nos nossos esforços para alcançar zero emissões líquidas de gases
com efeito de estufa até 2040, uma vez que nos permitirá adquirir a experiência
operacional necessária para operar os novos motores e o conbustível.”

Tal como referido anteriormente, de acordo com a contagem
regressiva oficial da Maersk, o navio deverá chegar a Copenhaga dentro de
quinze dias para a sua cerimónia de baptismo. Seja qual for o nome do navio,
ele será reconhecido no futuro como o nome do navio que completou a primeira
viagem com metanol.

Esta pode ser a primeira viagem do mundo com metanol, mas
definitivamente não será a última. As principais empresas de transporte
marítimo que definiram estratégias e metas de descarbonização estão continuamente
a expandir as suas carteiras de encomendas com mais navios movidos a metanol,
com quase 50 navios encomendados apenas pela Evergreen e pela Maersk.

Estudo indica "perigo crítico" para os mexilhões de água doce

Um estudo que envolveu investigadores de várias instituições científicas nacionais alertou esta terça-feira para o “perigo crítico” em que se encontram os mexilhões de água doce em Portugal, um grupo de bivalves com mais de 900 espécies “altamente ameaçado globalmente”.

Liderado pelo investigador Manuel Lopes Lima, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (BIOPOLIS-CIBIO), da Universidade do Porto, e da Estação Biológica de Mértola, o trabalho foi realizado em colaboração com membros de outros cinco centros de investigação (CBMA, CIMO, CIIMAR, CITAB e MARE), representando seis instituições académicas portuguesas — Politécnico de Bragança e universidades do Porto, do Minho, de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Lisboa e de Évora.

Os mexilhões de água doce, um grupo de bivalves com mais de 900 espécies que podem ser encontradas em rios e lagos de todos os continentes, onde eram abundantes, desempenham um papel importante nos ecossistemas, melhorando a qualidade da água e do substrato, e fornecendo habitat fundamental para outras espécies.

Em Portugal não existiam até agora dados sobre as tendências populacionais destes animais, mas através de um levantamento minucioso das populações de mexilhões de água doce em 132 locais, abrangendo 15 bacias hidrográficas distintas, verificou-se que os dados são “dramáticos e extremamente preocupantes”.

O estudo revela “um declínio generalizado de 60% no número de locais e uma redução impressionante de 67% na abundância total de mexilhões de água doce em Portugal ao longo das últimas duas décadas”.

O Atlântico está a aumentar 4 centímetros por ano. Os cientistas descobriram porquê

O Oceano Atlântico está a expandir a uma taxa de quase 4 centímetros por ano. Um estudo lançou pistas para resolver sobre este enigma geológico de longa data.

Há décadas que a expansão do Atlântico desorienta os cientista, uma vez que este oceano não tem o tipo de densas placas tectónicas em movimento que marcam o fundo do Pacífico.

De acordo com um estudo publicado em 2021 na revista Nature, esta expansão está relacionada com a Crista Média Atlântica (CMA), cadeia de montanhas submarinas localizada a meio do oceano.

Nesta formação, concluiu o estudo, material anormalmente quente do núcleo da Terra, a cerca de 660 quilómetros abaixo da superfície, está a subir, empurrando as placas tectónicas e afastando-as.

A crosta terrestre está fragmentada em placas tectónicas que se encaixam como um puzzle. A CMA separa a placa da América do Norte da placa da Eurásia, e a placa da América do Sul da placa Africana.

Estas placas interagem — movendo-se juntas, afastadas, ou deslizando umas sob as outras — originando vários fenómenos geológicos, como as erupções de vulcões e expansão do fundo do mar.

Anteriormente, pensava-se que o material que aflora sob fronteiras tectónicas como a MAR tinha origem perto da superfície da Terra.

No entanto, o estudo descobriu que a CMA é um ponto quente de convecção, onde magma e rocha das profundezas do manto podem chegar à superfície.

Esta descoberta ajudou a resolver o enigma: por que motivo as placas que circundam o Oceano Atlântico se movem sem que a força da gravidade esteja a puxar partes mais densas das placas para o interior da Terra.

Os investigadores colocaram 39 sismómetros debaixo de água para medir a atividade geológica, e observaram que, inesperadamente, as temperaturas na zona de transição do manto eram mais altas do que o esperado sob a CMA, permitindo que o material subisse mais facilmente.

“Este resultado emocionante foi completamente inesperado”, disse o geólogo Matthew Aguis, investigador da Universidade de Southampton e corresponding author do estudo, citado pelo Insider.

Segundo a geofísica Catherine Rychert, também investigadora da Universidade de Southampton, este processo começou há 200 milhões de anos.

A taxa de expansão pode mudar ao longo de milhões de anos, mas, diz a cientista, é de esperar que permaneça a mesma — cerca de 3.8 centímetros por ano — durante toda a nossa vida.

MarineTraffic assume prioridade sobre FleetMon

 

A empresa de análise de dados Kpler eliminará gradualmente a marca FleetMon em relação com a sua outra aquisição recente, MarineTraffic, definida como prioritária. Como parte desta transição estratégica, a plataforma FleetMon já deixou de registar novos utilizadores.

MarineTraffic e FleetMon fundiram-se após a compra de ambos pela Kpler no início deste ano para criar a maior rede de estações AIS terrestres do mundo. Esta rede AIS maior e mais robusta é agora conhecida como rede AIS MarineTraffic.

“Ao integrar ambas as redes, duplicamos efectivamente o nosso alcance, resultando no acesso a dados de mais de 6.250 estações comunitárias em todo o mundo, e em crescimento”, disse Alex Charvalias, director de logística e AIS da Kpler.

François Cazor, cofundador e CEO da Kpler, destacou como o AIS é vital para mapear o comércio global. Cazor disse que a Kpler agora irá empacotar dados em plataformas em tempo real para permitir que os clientes tomem decisões informadas mais rapidamente do que seus concorrentes, bem como controlar custos e acompanhar as emissões.

Linhas de contentores vêem lucro cair 90% no 2ª trimestre

Depois de dois anos muito lucrativos para as companhias
marítimas, o mercado está a transitar para uma normalidade pós-pandemia,
conforme relatado pela Sea-Intelligence.

Mais especificamente, embora o quarto trimestre de 2022
tenha dado uma primeira ideia de como isto poderia ser, o primeiro trimestre de
2023 foi o primeiro trimestre em que os lucros operacionais das transportadoras
sofreram um verdadeiro impacto.

Além disso, isto continuou no segundo trimestre de 2023, com
o lucro combinado antes de juros e impostos (EBIT) caindo 90% ano a ano, para
pouco mais de 2,78 bilhões€.

Além disso, tanto a ZIM como a Wan Hai registaram novamente
perdas operacionais. Embora a ZIM tenha tido problemas de rentabilidade nos
últimos trimestres, esta foi a primeira vez para Wan Hai desde 2012.

“Nenhuma dessas companhias marítimas foi capaz de
sustentar os seus números de EBIT/TEU em 2023, com o maior EBIT/TEU de 2023-TEU
registrado pela OOCL de 282,16€/TEU. Em contraste, o menor EBIT/TEU em 2022-TEU
foi dos EUA, 1.273,86€/TEU”, observaram analistas da Sea-Intelligence.

 Além disso, a Maersk com 191,50€/TEU, a Hapag-Lloyd com 275,68€/TEU e a ONE com 126,74€/TEU registraram EBIT/TEU dentro de uma faixa muito
mais estreita de 120,26-277,53€/TEU.

 Em tudo isto, a ZIM registou um EBIT/TEU negativo de
-180,39€/TEU. Basicamente, foram perdidos 180,39€ por cada TEU movimentado no
segundo trimestre deste ano.

 Um grande motivo para a queda na lucratividade é a queda nas
taxas de frete, que caíram de 48% a 67%, segundo os dados das companhias
marítimas. A queda nos volumes também desempenhou um papel na redução
dos lucros.

 “O que é surpreendente, no entanto, é que a ZIM, uma das
duas únicas companhias marítimas a registar uma perda de EBIT, aumentou os seus
volumes em 0,5% globalmente e em cerca de 13% tanto na rota Transpacífica como na
Ásia- Europa”, comentou Alan Murphy, CEO da Sea-Intelligence.

Primeira edição da Taça dos Portos acontece a 2 e 3 de setembro

A Administração dos Portos de Aveiro e da Figueira da Foz vai promover a Taça dos Portos, (dedicada às modalidades náuticas), cuja primeira edição acontece já nos próximos dias 2 e 3 de setembro.

Está prevista uma prova de Surf, no primeiro dia, na Praia da Barra, em Ílhavo, terminando no dia seguinte na Praia do Cabedelo, na Figueira da Foz.

Pretende-se que em anos futuros venham acontecer competições das outras modalidades, reforçando a ligação existente entre os dois portos, que partilham o mesmo conselho de administração, e promover o potencial existente, em ambas as regiões, para a prática de desportos náuticos.

O troféu, comum a todas as modalidades, ficará exposto um ano em cada porto e terá inscrito, na sua base, o nome dos vencedores.

Este ano a organização da prova é da responsabilidade das Associações de Surf de Aveiro e da Figueira da Foz e terá um formato constituído por diversas fases eliminatórias femininas e masculinas.

A entrega de prémios está agendada para o último dia da competição na Paria do Cabedelo, na Figueira da Foz.