Portugal recebeu ontem nova carga de gás russo em Sines..

O Porto de Sines, nomeadamente no Terminal GNL, recebeu uma nova carga de gás russo.

O navio de gás natural liquefeito LNG Merak chegou a Sines por volta das 15h00, de acordo com a informação que consta no site da APS – Administração do Porto de Sines.

A notícia, avançada pelo Expresso, relembra que esta é a quarta descarga de gás russo em Portugal este ano. Contudo, o gás, ao contrário do petróleo, não foi incluído nas sanções à Rússia que a Europa no seguimento da guerra.

A 30 de agosto, o Jornal de Negócios avançava que, até junho deste ano, as importações nacionais de gás natural liquefeito russo cresceram para quase 200 milhões de metros cúbicos.

Atlantic Hub quer tornar Sines localização segura para cabos submarinos

A aicep Global Parques e as empresas EllaLink e Start Campus estão a criar o Atlantic Hub em Sines, para tornar esta uma “localização segura, neutra, resiliente e de fácil acesso” para cabos submarinos.

Em comunicado conjunto, a aicep Global Parques, a empresa de cabos submarinos EllaLink e a Start Campus, disseram estar a trabalhar em conjunto na criação do Atlantic Hub, “para melhorar a conectividade entre Europa, América do Norte, América do Sul e África”.

“A parceria, que conta com a colaboração do Governo português na coordenação de diversas entidades públicas a nível nacional e local, visa estabelecer Sines como um local seguro, neutro, resiliente e de fácil acesso para a instalação de cabos submarinos”, lê-se na nota.

O acordo estabelecido entre estas três entidades visa “criar em Sines um corredor para acelerar a instalação de cabos submarinos”, realçando ser “um sinal importante” que “Portugal dá às grandes empresas desta área que se queiram instalar no país”.

“Sines posiciona-se como um grande ‘hub’ na indústria de dados”, vincou a mesma fonte.

De acordo com o comunicado, a parceria inclui “uma solução transparente e abrangente para simplificar o processo de licenciamento e autorização de construção, estabelecendo um ambiente controlado em termos de risco com condições regulatórias únicas para a instalação de cabos submarinos num local estratégico para a conectividade intercontinental”.

Visa igualmente a “criação de uma “zona de proteção de cabos” em frente a Sines para o pré-licenciamento de rotas de cabos submarinos, garantindo uma proteção reforçada e controlada dos cabos”.

E prevê a construção “de várias infraestruturas ‘multi-tenant’ [vários clientes] robustas e diversas para cabos submarinos partilhados, conectando o data center de Sines, a Estação de Amarração de Cabos EllaLink (CLS) e outros pontos de amarração de cabos, além da Sines Tech”, um espaço de acolhimento de empresas de base tecnológica, integrado na ZILS.

“Espera-se que o Atlantic Hub traga benefícios económicos substanciais para a região, impulsionando a criação de empregos, estimulando a actividade económica local e contribuindo para o crescimento da economia digital”, realçaram as três entidades, que também pretendem “incentivar empresas de tecnologia” a fixar-se na zona.

Hapag Lloyd prevê três anos difíceis para a indústria do shipping.

O lider da empresa de transporte marítimo alemã Hapag Lloyd, Rolf Habben Jansen, espera que os próximos três anos sejam difíceis porque a procura por serviços de transporte marítimo está a crescer mais lentamente do que a capacidade de transporte disponível, afirmou ao jornal Welt am Sonntag. 

Apesar disso, considerou que a recessão no sector seria menos grave do que no período que se seguiu à crise financeira global em 2008, quando a nova capacidade prevista para lançamento ascendia a 55% da frota existente. Agora, o valor equivalente é de apenas 27%. 

As taxas de frete caíram cerca de 60% em relação ao ano anterior, acrescentou. “O transporte marítimo de contentores sempre foi um negócio cíclico”, disse ele ao jornal. “Mas não creio que será tão ruim como em 2008 e 2009.”

Receitas das marinas e portos de recreio podem passar os 70M€ em 2023.

Isolete Correia, Presidente da APPR – Associação Portuguesa de Portos de Recreio, deu a conhecer um estudo levado a
cabo pela APPR, nos meses de agosto e setembro deste ano, para ter os dados quantificados da evolução em termos de receitas do sector náutico, bem como os pontes fortes do sector e quais os obstáculos a superar de modo a melhorar os indicadores.

Os resultados do estudo revela que em Portugal, existem
cerca de 12.800 postos de amarração , com aproximadamente um terços e encontra no Algarve,
seguido de Lisboa e do Centro do país, e os restantes no Norte, Açores e
Madeira. Percentualmente,  33% estão localizados no Algarve, 26% na região de Lisboa e
Centro de Portugal, 23% no Norte, 10% nos Açores e 8% na Madeira, com taxas de
ocupação nessas infraestruturas a rondarem os 90%, tanto no Algarve como na
zona de Lisboa.

O valor total das receitas conjuntas das marinas e portos de recreio, ronda os 60 milhões € no ano transacto, num crescimento de 9% face a 2021. Este ano, essa receita continuou a crescer acima dos 10%, podendo até ao final deste ano, superar os 70 milhões€ até ao final deste ano. Os visitantes na sua maioria são de Portugal, França,
Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Suécia e Espanha. Os dados obtidos revelaram também o crescimento do sector, tendo os dados revelado que entre 2019 e 2022, foram emitidas cerca de
6.500 novas licenças de marinheiro, o que representa um aumento médio de 44% em
relação a 2018.

Em relação ao volume de negócios das empresas de
construção de embarcações de recreio e desporto, por ano, em média, entre 2019
e 2022, chegou aos 137 milhões de euros contra 93 milhões de euros em
2018, o que indica um aumento de 47%.

Perante as conclusões, a APPR realça que existe um claro sinal de
crescimento do sector, mas sublinha que, para maximizar todas as oportunidades
para o país resultantes desta evolução, “é essencial aumentar o número de
lugares de amarração e de parqueamento em seco, bem como simplificar a
burocracia”.

ONE é eleita a transportadora mais eficiente em carbono pela Xeneta

A Ocean Network Express (ONE) foi nomeada pela Xeneta (Plataforma de benchmarking de taxas de frete marítimo e aéreo e análise de mercado), como a transportadora mais eficiente no que concerne à questão do carbono em 2023, e as previsão de medições de longo prazo mostram que o transporte marítimo está “ficando mais verde”, afirmou a empresa de pesquisa. 

As emissões nas rotas do Extremo Oriente para a costa leste dos EUA caíram 23,3% desde o primeiro trimestre de 2018, afirmou a Xeneta, apesar do início do “excesso de tonelagem” e de uma grande queda no factor de preenchimento. As comparações de curto prazo, por sua vez, revelam mudanças mais drásticas desde o início da dinâmica única do mercado em 2022, que distorceu os resultados comparativos entre 2021-22. 

Por exemplo, as pontuações CEI (uma medida de eficiência baseada no equivalente de CO2 por tonelada-milha) no comércio da costa leste da Europa do Norte com a América do Sul diminuíram 31,6 pontos entre o segundo trimestre de 2022 e o terceiro trimestre de 2023, equivalente a uma redução de quase 30%; enquanto o comércio da costa leste dos EUA com o Extremo Oriente caiu 21,8 pontos, ou pouco mais de 20%. 

“Os navios maiores são mais eficientes em termos de emissões de CO2 por TEU”, observou Emily Stausbøll, analista da Xeneta, acrescentando que “embora causem uma dor de cabeça de capacidade para as transportadoras, os novos navios gigantes trouxeram grandes benefícios de emissões nas rotas principais durante o segundo trimestre”.

Acrescentou ainda: “Num mercado que já luta contra o excesso de capacidade, esta era a última coisa que as transportadoras precisavam, do ponto de vista tarifário, mas a reacção em cadeia teve um impacto positivo nas pontuações do CEI”. Contudo, os aumentos na eficiência do navio produziriam resultados mais favoráveis ​​se não fossem prejudicados pela diminuição do factor de sobrecapacidade. Em particular, a Xeneta descobriu que a maior queda no factor de sobrecapacidade ocorreu na costa leste do norte da Europa até aos EUA, que caiu 20,3%. “Este comércio transatlântico parece ter-se tornado um local de despejo para navios retirados de grandes rotas comerciais do Extremo Oriente”, observou o relatório. 

Embora Stausbøll tenha elogiado a introdução de navios maiores e mais lentos no comércio como uma estratégia de redução de emissões, afirmou que isso poderia levar a efeitos ambientais adversos se fosse mal administrado. “É difícil ser ambientalmente eficiente quando se opera navios meio vazios”, disse ela. “A resposta natural das transportadoras a este enigma é remover a capacidade de algumas das principais rotas comerciais, a fim de proteger as taxas de frete – e assim começa a reacção em cadeia em toda a rede marítima mundial.” No entanto, uma deficiência do CEI, partilhada com o modelo da IMO, CII, é que mede as emissões por navio, em vez de quantificar as emissões do sector como um todo.

Eólicas oceânicas podem causar impacto em 34 espécies de aves na nossa costa.

De acordo com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
(SPEA), que em conjunto com o cE3c e a Fundação Oceano Azul, efectuou um estudo
sobre o impacto do licenciamento de energia renovável oceânica (offshore) em
larga escala sobre as populações de fauna marinha e em especial nas aves
marinhas, indica que as  energias
renováveis eólicas oceânicas poderão ter impactos negativos nas populações,
habitats e rotas migratórias de centenas de milhares de aves marinhas, nomeadamente
em 34 espécies de aves marinhas na costa continental portuguesa.

O alerta dado, indicam as organizações, é de que o actual
processo de descarbonização em curso não deve causar a degradação da
biodiversidade e apelam à mobilização de conhecimento técnico-científico antes
do avanço dos projetos previstos para as costas de Viana do Castelo, Leixões,
Figueira da Foz, Ericeira e Sines.

“A agenda da descarbonização é fundamental para o
futuro do planeta e de Portugal, sendo os parques eólicos importantes para essa
agenda, mas é fundamental cumpri-la de uma forma correta, não cometendo erros
que possam levar a problemas numa outra agenda tão ou mais importante, que é a
da proteção e recuperação da biodiversidade”, alerta Emanuel Gonçalves,
coordenador científico e administrador da Fundação Oceano Azul, acrescentando
que “há uma oportunidade única neste momento de fazermos o correto; as
eólicas ‘offshore’ têm a natureza de ocupação industrial do espaço oceânico, e
tal deve ser feito com regras e conhecimento, para que a agenda da biodiversidade
não se subordine à agenda da descarbonização”.

Este exercício de mapeamento avaliou a sensibilidade de 34
espécies de aves marinhas às localizações previstas para a energia eólica
“offshore”, com base nas suas características ecológicas e
comportamentais, evidenciando um forte aumento da sensibilidade de acordo com a
distância à costa e às colónias de nidificação. O estudo aponta as áreas
propostas de Viana do Castelo Norte, Viana do Castelo Sul e Ericeira como as
áreas onde os impactos devem ser considerados e a localização e/ou delimitação
destas áreas revista.

Tendo o Governo identificado cinco áreas na costa
continental portuguesa para o desenvolvimento da indústria de energias
renováveis no mar em larga escala, as organizações consideram que é fundamental
que se debata, analise e estude os potenciais impactos e as zonas preferenciais
para a sua instalação.

Comandante Duarte da Conceição é o novo Director do Instituto de Socorros a Náufragos.

A cerimónia de tomada de posse realizou-se nas instalações do ISN, em Oeiras, e foi presidida pelo Subdirector-geral da Autoridade Marítima e 2.º Comandante-geral da Polícia Marítima, Contra-almirante José Vizinha Mirones. 

Neste evento estiveram também presentes o Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Miguel Faria, bem como o Presidente da Escola Náutica Infante D. Henrique, o Presidente da Direcção da Escola Nacional de Bombeiros, entre outros representantes de entidades públicas.

No discurso de tomada de posse, o novo Director do Instituto de Socorros a Náufragos agradeceu a confiança em si depositada e mostrou-se honrado por poder “dirigir uma instituição com 131 anos de existência a dedicar-se a salvar vidas no mar, a promover a segurança marítima e como tal, reconhecida pelos altos serviços prestados ao nosso país”.

Tendo reforçado a ligação do país ao mar, como “uma fonte de recursos, de cultura, de identidade e de orgulho nacional”, o novo Director destacou que “o ISN foi criado por pessoas e para as pessoas, sendo naturalmente esta a sua principal prioridade. Aqueles que trabalham nesta instituição, contribuem para a mais nobre das missões: salvar vidas”.

O Comandante Duarte da Conceição manifestou ainda a sua gratidão ao seu antecessor pelo “apreço e o cuidado” com que lhe passou o serviço. “Tudo farei para prosseguir e finalizar os projetos em execução pela anterior direcção”, afirmou. 

Porto de Sines recebeu comitiva de um dos principais portos do mundo.

O Porto de Sines recebeu uma comitiva do Porto de Shenzhen,
no sul da China, um dos maiores portos do mundo, conhecido pela sua eficiência
e rápido crescimento global.

Ponto de entrada crucial para o comércio internacional,
considerado como um dos mais importantes centros tecnológicos globais, Shenzhen
é um porto estratégico para a China, representando um quarto das trocas
comerciais da região com os Estados Unidos, sendo ainda considerado como o
porto preferencial para a importação e exportação mundial na China.

A comitiva chinesa foi recebida por Duarte Lynce de Faria,
administrador da APS, que apresentou as principais características de Sines e
os principais projectos de sustentabilidade ambiental e inovação digital em
curso, explorando novas oportunidades de cooperação com o Extremo Oriente que
podem resultar em novas rotas comerciais sustentáveis.

Recorde-se que o Porto de Sines é o único porto nacional com
ligações diretas à China, oferecendo de igual modo elevados índices de
conectividade e eficiência operacional, desempenhando o papel de hub portuário
entre os tráfegos transatlânticos e o Extremo Oriente.

Terminal de Contentores de Alcântara recebeu maior navio de contentores em 2023.

 

O Terminal de Contentores de Alcântara (TCA), operado pela
Yilport Liscont, recebeu no passado dia 28 de Setembro o navio Cap San Tainaro, com 119.441
de GT, 333 metros de comprimento e um calado máximo de 14,5 metros. Agenciado
pela dinamarquesa Maersk, o Cap San Tainaro seguiu para o porto de Santos (Brasil), após
tocar os portos de Sines e Algeciras.

No TCA foram embarcados mais de 600 contentores, alguns dos
quais em regime de transhipment, com recurso a 3 dos 4 novos pórticos de cais,
que chegaram ao Porto de Lisboa em Janeiro de 2022. 

Estes pórticos de cais têm
uma lança com um alcance de 22 fiadas de contentores, a bordo dos navios,
estando vocacionadas para operar navios porta-contentores inseridos nas
principais rotas marítimas intercontinentais.

Este equipamento representou um investimento de mais de 30
milhões de euros por parte da concessionária, permitindo aumentar a eficiência
operacional e a competitividade desta importante infra-estrutura portuária e
melhor servir os clientes que a utilizam, refere uma nota de imprensa do Porto
de Lisboa.

“Modernizar e melhorar a eficiência operacional, as
condições de segurança e a sustentabilidade ambiental das operações,
nomeadamente através de uma forte redução de emissões de CO2, são os objectivos
primordiais deste projecto de modernização cuja segunda fase se iniciou durante
o mês de Setembro”, acrescenta a mesma nota.

Explora Journeys encomenda dois novos navios com propulsão a hidrogénio.

 

A Explora Journeys confirmou as encomendas de dois navios
movidos a hidrogénio com o construtor naval italiano Fincantieri e
comprometeu-se a continuar o seu esforço em direcção ao objectivo de atingir zero
emissões de carbono até 2050, investigando novas e avançadas tecnologias
ambientais adicionais para os navios de luxo.

O acordo traduz-se num investimento total de 3.5 milhões de
euros em seis navios de luxo para a Explora Journeys. Os contratos estão
sujeitos ao acesso a financiamento, de acordo com a prática do sector.

O EXPLORA V e o EXPLORA VI terão medidas de eficiência
energética de última geração e também serão capazes de utilizar combustíveis
alternativos como biogás, sintético e metanol e a Cruise Division trabalhará
no futuro com a Fincantieri para equipar os navios com tecnologias futuras,
incluindo captura de carbono e sistemas de gestão de resíduos mais avançados.

Os dois novos navios da Explora Journeys serão entregues em
2027 e 2028.