Camilo Abdula foi 2° classificado no Pantin Pro Classic

Camilo Abdula, o Campeão Europeu de Surf Adaptado em título,
ficou em 2° lugar, em Pantin, na ABANCA Pantin Galicia Pro 2023, que decorreu
em Espanha, mas nomeadamente na zona da Galiza.

A prova decorre nas águas atlânticos do município de
Valdoviño, na Corunha.

A Abanca Pantin Classic Galicia Pro, para além de ser a
única paragem em Espanha do circuito europeu da World Surf League (WSL),  é a

única prova de surf adaptada homologada em competição
oficial desde 2019

O atleta irá rumar a Anglet, em França, para mais uma
competição internacional.

Teresa Bonvalot vence Yolanda Hopkins na final em Anglet

Teresa Bonvalot conquistou ontem a vitória no Pro Anglet,
QS3000 francês, que contou com uma final totalmente portuguesa na prova
feminina. Teresa venceu Yolanda Hopkins numa disputa marcada pelo equilíbrio e
que foi decidida já nas últimas ondas, com a atual campeã nacional a conseguir
a reviravolta frente à campeã europeia em título.

Após um dia de pausa, a prova retomou pela manhã no sudoeste
francês, com Teresa Bonvalot a vencer a basca Nadia Erostarbe num duelo muito
renhido. Depois, foi a vez de Yolanda Hopkins fazer o mesmo, mas frente à
francesa Tessa Thyssen, garantindo assim mais uma final totalmente portuguesa
no QS europeu.

Na grande final Yolanda Hopkins teve um ligeiro ascendente
na primeira metade da bateria, sobretudo graças àquela que seria a melhor onda
do heat, com 7,33 pontos. Contudo, na última onda que surfou, Teresa conseguiu
igualar uma nota de 6,83 que já tinha, para virar o resultado a seu favor, com
13,66 pontos contra 13,16 de Yolanda.

Esta foi a sexta vitória de Teresa Bonvalot na carreira no
circuito QS europeu e a primeira vitória da temporada para a atual campeã
nacional, precisamente no primeiro evento em que entrou em 2023/24 no circuito
europeu de qualificação. Algo que a faz entrar diretamente para o 2.º posto do
ranking europeu.

Já para Yolanda Hopkins a derrota teve um sabor menos
amargo, porque ajudou a atual campeã europeia em título a reassumir a liderança
do ranking europeu, após a realização de três etapas, tendo 690 pontos de
avanço para Teresa.

Na prova masculina, onde não houve qualquer português nas
rondas finais, o triunfo acabou por sorrir ao francês Tiago Carrique, que
saltou para a liderança do ranking. A próxima etapa do QS europeu 2023/24
arranca já na terça-feira, em Pantín, na Galiza, e tem um estatuto QS3000.

Ilha ameaçada pela subida do Mar com versão no metaverso.

Confrontado com a ameaça iminente da subida do nível do mar
causada pelo aquecimento global, o arquipélago de Tuvalu, localizado no coração
do Oceano Pacífico Sul, está a explorar uma forma inovadora de preservar o seu
património cultural e identidade, criando uma versão digital de si próprio no
metaverso.

Os cientistas estão a prever que Tuvalu poderá desaparecer
até ao final do século devido à subida do nível do mar. O arquipélago de Tuvalu
é um dos territórios mais expostos à subida do nível do mar. Por isso, na COP
27, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Tuvalu tentou chamar a atenção do
mundo para as consequências devastadoras das alterações climáticas, anunciando
uma “sobrevivência virtual pós-submergência”. Por outras palavras, a
transferência da identidade e da cultura do arquipélago para o mundo virtual do
metaverso.

O arquipélago polinésio de Tuvalu está a enfrentar uma
situação crítica, pois corre o risco de desaparecer no fundo do mar num futuro
próximo. Os efeitos das alterações climáticas, como a subida do nível do mar e
a acidificação dos corais, estão a ter um impacto dramático nos Estados
insulares do Pacífico.

O ambicioso projeto de Tuvalu consiste em descarregar o seu
território e a sua cultura para o metaverso, permitindo que os seus cidadãos e
as gerações futuras tenham acesso ao seu património cultural e à sua
identidade, mesmo que o território físico desapareça.

O metaverso é um espaço virtual expansivo e imersivo que
ultrapassa os limites das experiências digitais tradicionais. Forma um universo
digital interligado, fundindo elementos da existência física e digital, onde os
indivíduos podem interagir, socializar, trabalhar e até criar arte e
arquitetura.

Desta forma, a ideia de um Estado
“desterritorializado” ou “visual”, como lhe chama Géraldine
Giraudeau, abre novas perspetivas sobre a continuidade do Estado apesar do seu
desaparecimento físico.

Esta iniciativa não está isenta de desafios. As
complexidades tecnológicas e a transição concetual necessárias para passar de
uma nação tangível para uma representação digital são obstáculos importantes.
No entanto, esta iniciativa arrojada de Tuvalu oferece um vislumbre de um
futuro em que a tecnologia se cruza com a conservação, criando um universo em
que a preservação cultural se liberta de constrangimentos físicos.

Comandante Mónica Martins é a 1ª mulher com funções de Capitão do Porto

Tomou posse dos cargos de Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde a capitão-de-fragata Mónica Martins, que rende o capitão-de-mar-e-guerra Bruno Ferreira Teles.

Quase 17 anos depois de se tornar a primeira mulher piloto naval da Marinha, a capitão-de-fragata Mónica Martins faz de novo história tornando-se a primeira mulher a desempenhar as funções de Capitão de Porto.

A Comandante Mónica Martins tem 46 anos e é natural de Tomar, tendo ingressado na Marinha em 1994. Ao longo da sua carreira já realizou diversas missões nacionais e internacionais.

João Ribeiro e Messias Baptista são Campeões do Mundo de K2 500M

A dupla portuguesa composta por João Ribeiro e Messias Baptista conquistou este domingo de manhã venceu esta manhã a prova de k2 500m no campeonato do Mundo de Duisburgo, que decorre na Alemanha. 

João Ribeiro e Messias Baptista são campeões do mundo de K2 50om, conseguindo também vaga olímpica para esta distância.

A dupla portuguesa passou em quarto a meio da prova, mas uma ponta final em força assegurou o título, com João Ribeiro até incrédulo ao passar a linha de meta, em lágrimas.

Messias e Ribeiro venceram com o tempo de 1:29,03, à frente dos húngaros Bence Nadas e Balint Kopasz (1.29.1) – campeões no ano passado – e os espanhóis Adrian Del Rio e Rodrigo Germade, com 1:29.38.

Fernando Pimenta já tinha garantido uma vaga olímpica para Portugal em K1 1.000 metros, com medalha de ouro conquistada sábado em Duisburgo, além de um bronze em em K1 500m. 

 

Hapag-Lloyd apresenta oferta pela HMM

A transportadora marítima número cinco do mundo, a Hapag-Lloyd, pode apostar na aquisição do controlo accionista da rival sul-coreana HMM, de acordo com relatos da imprensa coreana e alemã. 

A HMM é a única transportadora global de contentores remanescente da Coreia do Sul. A participação maioritária à venda este mês é detida pelo banco estatal KDB e pela Korea Ocean Business Corporation, uma empresa financeira marítima licenciada pelo governo. 

Passaram a controlar a HMM através de um plano de resgate do governo que começou durante a crise de 2016, após o colapso repentino da Hanjin Shipping. Entre eles, o KDB e o KOBC deteriam o equivalente a cerca de 75% da HMM se todas as suas obrigações convertíveis fossem transformadas em acções. 

A Hapag-Lloyd confirmou que está avaliando oportunidades de aquisições, mas enfrenta concorrência. Há cinco licitantes relatados até o momento, todos coreanos: SM Group, proprietário da operadora menor SM Line; Harim, o maior investidor da empresa graneleira Pan Ocean; empresas de logística LX Holdings e Dongwon Group; e um exportador de bens de consumo, Global Sae-A. Uma aquisição por um comprador estrangeiro seria um desenvolvimento notável (e politicamente difícil) para o transporte marítimo coreano. Um dos objectivos do governo ao sustentar este campeão nacional é garantir a disponibilidade de transporte para as empresas privadas coreanas. Durante o aumento de carga da última pandemia, a HMM e o Ministério das PME da Coreia chegaram a um acordo para reservar espaço para as pequenas empresas coreanas, garantindo o seu acesso contínuo a slots de contentores num mercado de carga em alta. Quase ao mesmo tempo, a HMM também fez parceria com o serviço postal governamental Korea Post para estabelecer um serviço de exportação porta a porta para pequenas e médias empresas coreanas. 

O presidente do Grupo SM prometeu comprar e desenvolver a HMM em benefício da Coreia do Sul, desde que o preço não exceda 3,5 mil milhões de dólares. “Considerando s minha idade de 72 anos, decidi comprar a HMM como minha última missão – revigorar a indústria naval de nosso país, tornando-nos a empresa de navegação número 1 da Ásia”, disse o presidente do Grupo SM, Woo Oh-hyun, ao Korea Economic Daily.

Já ouviu falar do "Jardim dos Polvos"?

 

A pesquisa descobriu que o calor emitido por um vulcão atrai os polvos para o Monte Davidson, ao largo da costa da Califórnia.

Nas profundezas do Monte Davidson, ao largo da costa da Califórnia, encontra-se um viveiro de polvos extraordinário, o mais extraordinário do seu tipo alguma vez descoberto. Lá, milhares de polvos (Muusoctopus robustus) reúnem-se para acasalar e cuidar dos seus ovos num local carinhosamente apelidado de Jardim dos Polvos.

Descoberto em 2018, este viveiro único despertou o interesse dos cientistas marinhos. Um novo estudo publicado na Science Advances liderado por James Barry do Instituto de Investigação do Aquário da Baía de Monterey (MBARI) descobriu o que é que atrai os animais para este local.

A equipa de pesquisa realizou 14 mergulhos ao longo de três anos, contando até 20 000 polvos em todo o local. Os autores descobriram que a chave para a obsessão dos polvos está no calor que se sente através do fundo do mar a partir do vulcão abaixo.

A temperatura média do abismo do Monte Davidson, uns frios 1,6 graus Celsius (35 Fahrenheit), normalmente atrasa o metabolismo dos polvos, que são animais de sangue frio. O calor proveniente do fundo do mar aquece a água até cerca de 11 graus Celsius (51 Fahrenheit) nas fendas onde os polvos escolhem nidificar. Este calor inesperado acelera o desenvolvimento dos ovos e o metabolismo das mães, reduzindo o período típico de incubação de cinco a oito anos para cerca de 21 meses.

O calor emanado do vulcão não só aumenta a probabilidade de sobrevivência dos polvos como também proporciona uma visão da adaptabilidade notável do mar profundo, explica o Science Alert.

“Estas descobertas podem ajudar-nos a entender e proteger outros habitats únicos do mar profundo contra impactos climáticos e outras ameaças,” afirmou Barry.

A uma profundidade de 3200 metros, o Jardim dos Polvos dá-nos pistas sobre o sistema hidrotérmico anteriormente desconhecido. O calor da atividade vulcânica subjacente cria um ambiente de cuidado perfeito para os polvos, encurtando o seu período de incubação, reduzindo a vulnerabilidade aos predadores e aumentando as suas probabilidades de sobrevivência.

“Ao nidificar nas nascentes hidrotermais, as mães polvo dão uma vantagem aos seus descendentes,” comentou Barry.

A descoberta do Jardim dos Polvos destaca-se como um testemunho da resiliência da natureza e das formas inovadoras que os organismos evoluem para prosperar nos ambientes mais desafiadores da Terra.

Foto: Monterey Bay Aquarium Research Institute.

Energia das ondas pode ser solução para impulsionar aquacultura offshore

 

Apesar de ser uma fonte inesgotável de energia limpa numa era de grandes preocupações a nível energético, ainda são tímidas as aplicações da energia das ondas, nomeadamente em Portugal, onde o espaço marítimo é enorme face ao tamanho do país. Mas uma equipa de investigadores do grupo de Energia Marinha do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) acaba de demonstrar uma nova possibilidade de aplicação deste tipo de energia que esbarra com uma segunda grande preocupação a nível mundial: a aquacultura como fonte de recursos alimentares marinhos.

Num estudo intitulado “Wave energy conversion energizing offshore aquaculture: Prospects along the Portuguese coastline”, e agora publicado na revista cientifica Renewable Energy, os cientistas da U.Porto apresentam aquela que pode ser a conjugação perfeita para impulsionar o desenvolvimento de novas e sustentáveis estruturas offshore para aquacultura ao longo da costa portuguesa.

A pesca excessiva e a imposição de quotas levaram a uma estabilização das capturas, a nível mundial, em menos de 85 milhões de toneladas por ano desde o início do século. Assim, nas últimas décadas, o crescente consumo mundial destes produtos tem sido assegurado sobretudo pela aquacultura, cuja produção se estima que alcance 62% da produção mundial até 2030. Este crescimento, a par com outras produções, requer consumos de energia cada vez maiores a que o mundo tem de responder.

Tendo em conta o vasto espaço marítimo português e a agitação continua e intensa das ondas associadas, existe interesse em expandir as operações de aquacultura existentes offshore e suportar as suas exigências energéticas da mesma com eletricidade produzida através da conversão da energia das ondas (CEO) uma fonte renovável e, neste caso, diretamente acessível.

Segundo Daniel Clemente, primeiro autor do estudo e investigador do CIIMAR e da FEUP, este trabalho “procura identificar a combinação perfeita entre tecnologias de CEO e as espécies em produção de aquacultura com o objetivo de promover a produção nacional de aquacultura de uma forma sustentável e independente das necessidades energéticas”.

Baseando-se em estudos anteriores que caracterizam as condições físico-químicas e metoceânicas da Costa Portuguesa – entre elas o vento, as ondas e o clima de um local específico – foi determinado o recurso energético disponível, os requisitos fisiológicos das espécies de aquacultura e as tecnologias de conversores de energia das ondas mais promissoras, assim como os custos inerentes.

O estudo não se fica pela teoria e sugere à partida os locais mais promissores para aplicação destas tecnologias no espaço marítimo Português. “Dos vários locais considerados, a priori, para a costa Portuguesa, Sines e Figueira da Foz foram identificados como dos mais promissores e para os quais existiam mais dados de base. Das cinco CEO consideradas, a capacidade de eficiência do conversor de energia desenvolvido nos laboratórios da FEUP no âmbito do projeto ATLANTIDA, batizado de OCECO, destacou-se.” Explica Daniel Clemente.

“Existe potencial para explorar a energia das ondas e associá-la a produtos aquáticos, desde pescado a algas marinhas, de forma sustentável e economicamente viável. Se podemos ter explorações de aquacultura offshore sustentadas, de forma autónoma, na nossa própria costa, por conversores de energia das ondas, porque não aproveitar essa oportunidade?” acrescenta.

Francisco Taveira Pinto, investigador do CIIMAR, Professor Catedrático e Diretor do Departamento de Engenharia Civil da FEUP, que liderou este estudo, realça o caso especial da aquacultura offshore no qual a energia das ondas é diretamente utilizada diminuindo as perdas: “a rentabilidade dos sistemas de extração de energia das ondas depende muito da utilização da eletricidade produzida. Se estes fins forem, por exemplo, múltiplos e co-localizados in situ, os custos diminuem e essa rentabilidade aumenta”.

“A aquacultura corresponde, nesta perspetiva, a uma atividade económica que pode usufruir desta potencialidade, contribuindo também para o desenvolvimento estratégico das tecnologias de extração de energia das ondas”, remata.

Fernando Pimenta sagra-se campeão mundial em K1 1.000 e apura-se para os Jogos de Paris

O canoísta português Fernando Pimenta conquistou este sábado a medalha de ouro em K1-1000 metros nos Mundiais de canoagem e, com isso, apurou Portugal para os Jogos Olímpicos de Paris2024.

Na pista quatro, Pimenta, medalha de bronze em Tóquio2020, completou a prova em 3.27,712 minutos, superando o húngaro Adam Varga, que levou a prata, em 0,429 centésimos de segundo, e o alemão Jakob Thordsen, medalha de bronze, em 0,591.

Este é o primeiro apuramento olímpico conseguido pela canoagem lusa nos Mundiais de Duisburgo, que reúnem cerca de 2.000 atletas de 95 países.