AGEPOR alerta para prejuízos do EU ETS nos portos portugueses

A AGEPOR – Associação dos Agentes de Navegação de Portugal voltou a alertar para os efeitos negativos da aplicação do EU ETS ao transporte marítimo, defendendo que o modelo europeu está a criar distorções concorrenciais e a penalizar portos da União Europeia.

Em causa está o sistema europeu de comércio de licenças de emissão, que desde 2024 passou a abranger o transporte marítimo. A medida pretende acelerar a descarbonização do sector, obrigando os operadores a assumirem custos associados às emissões de carbono. No entanto, para a AGEPOR, a aplicação unilateral deste regime pela União Europeia está a produzir efeitos contrários aos objectivos anunciados.

A associação considera que o actual enquadramento pode favorecer a deslocação de escalas e operações para portos situados fora da União Europeia, onde as mesmas obrigações ambientais não se aplicam nos mesmos moldes. Esta diferença de tratamento cria, segundo o sector, um incentivo para reorganizar rotas, transbordos e cadeias logísticas de forma a reduzir custos, mesmo que isso não represente uma redução efectiva das emissões globais.

O Porto de Sines é apontado como um dos exemplos mais sensíveis deste risco, devido ao seu papel no tráfego contentorizado, à sua ligação às grandes rotas internacionais e à concorrência directa com portos não europeus no Atlântico e no Mediterrâneo. Num mercado altamente competitivo, pequenas diferenças de custo podem pesar nas decisões dos armadores e influenciar a escolha dos portos de escala.

Para a AGEPOR, o problema não está no objectivo da descarbonização, mas na forma como o mecanismo está a ser aplicado. A associação entende que uma política climática eficaz deve ter alcance global e não criar assimetrias que prejudiquem os portos europeus sem garantir ganhos ambientais proporcionais.

A entidade defende, por isso, a intervenção do Governo português junto da Comissão Europeia, de forma a corrigir os efeitos negativos do actual modelo e proteger a competitividade dos portos nacionais.

O alerta surge num momento em que o transporte marítimo enfrenta uma pressão crescente para reduzir emissões, investir em combustíveis alternativos e adaptar frotas e operações a novas exigências ambientais. Porém, o sector insiste que a transição energética terá de ser acompanhada por regras equilibradas, previsíveis e aplicáveis à escala internacional.

No caso português, a discussão é particularmente relevante para portos como Sines, Leixões, Lisboa ou Setúbal, que dependem da sua capacidade de atrair tráfego, manter ligações regulares e competir num mercado global onde os custos operacionais são determinantes.

A posição da AGEPOR reforça uma preocupação já manifestada por vários agentes do sector marítimo europeu: sem uma resposta coordenada a nível internacional, o EU ETS pode acabar por transferir actividade para fora da União Europeia, penalizando os portos europeus e enfraquecendo a própria eficácia ambiental da medida.

Ester Gomes da Silva reforça Conselho de Administração da APDL.

A APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo anunciou a integração da Prof.ª Doutora Ester Maria dos Reis Gomes da Silva no seu Conselho de Administração, onde passa a assumir funções como vogal.

A entrada da nova administradora reforça o órgão de gestão da empresa responsável pelos portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, num contexto em que a sustentabilidade, a modernização das infra-estruturas e a competitividade do sector marítimo-portuário continuam a ganhar relevância estratégica.

Com percurso académico e profissional reconhecido, Ester Gomes da Silva junta-se à equipa responsável pela definição estratégica e pelo acompanhamento da actividade portuária da APDL, contribuindo para o reforço da governação e para a consolidação das políticas de desenvolvimento da empresa.

Com esta integração, o Conselho de Administração da APDL passa a ser composto por João Pedro Moura Castro Neves, presidente, e pelos vogais Raquel Sofia Guimarães de Matos Maia, Paulo Nuno Andrade Gonçalves Moreira dos Santos e Ester Gomes da Silva.

A APDL enquadra esta nomeação no compromisso de promover a inovação, a excelência operacional e a criação de valor sustentável, mantendo o foco na modernização contínua das infra-estruturas portuárias e no reforço da competitividade dos portos sob sua administração.

Maior navio porta-contentores eléctrico do mundo recebe certificação da CCS.

A China Classification Society concluiu a certificação do Ningyuan Diankun, apresentado como o maior navio marítimo inteligente totalmente eléctrico do mundo e o primeiro navio chinês deste tipo construído para operação de transporte marítimo.

A embarcação, propriedade da Ningbo Ocean Shipping Co. e construída pela Jiangxi Shipbuilding, representa mais um passo da China na combinação entre descarbonização, digitalização e transporte marítimo costeiro.

Trata-se de um porta-contentores open-top com capacidade para 740 TEU, 127,8 metros de comprimento e velocidade máxima de 11,5 nós.

O navio está equipado com um sistema de propulsão de dois motores e duas hélices, sendo alimentado por 10 unidades de baterias contentorizadas, que funcionam como fonte principal de energia. Esta configuração permite uma operação totalmente eléctrica, com possibilidade de carregamento através de energia de terra de alta tensão e substituição rápida dos módulos de bateria em porto.

A bordo foi igualmente instalado um sistema fotovoltaico de apoio, reforçando o objectivo de reduzir emissões durante a operação. Segundo a informação divulgada, a utilização deste sistema deverá permitir uma redução anual estimada de cerca de 1.462 toneladas de dióxido de carbono, quando comparada com navios convencionais equivalentes.

Além da componente ambiental, o Ningyuan Diankun integra soluções avançadas de navegação e gestão inteligente. O sistema permite percepção situacional, optimização de rotas em tempo real e monitorização dos equipamentos, contribuindo para uma operação mais eficiente e para uma gestão técnica mais rigorosa.

A certificação confirma a entrada em cena de uma nova geração de navios eléctricos e reforça a aposta chinesa em soluções marítimas de curta distância com menor pegada ambiental. Apesar de a autonomia, a infra-estrutura portuária e a capacidade de carregamento continuarem a ser factores decisivos para a expansão deste tipo de embarcações, o Ningyuan Diankun surge como um sinal claro de que a electrificação começa a ganhar escala no transporte marítimo costeiro.

Num sector ainda fortemente dependente de combustíveis fósseis, este projecto mostra que a transição energética no mar não será feita apenas através de combustíveis alternativos, mas também por via de navios eléctricos, baterias modulares, energia de terra e sistemas digitais capazes de tornar a operação mais limpa, previsível e eficiente.

Imagem: CSS

Yilport considera novo terminal de Leixões “insustentável” a médio e longo prazo.

A Yilport, concessionária do terminal de contentores do Porto de Leixões, criticou o projecto do novo Terminal de Contentores Norte, considerando que a solução proposta apresenta fragilidades estruturais e poderá tornar-se desajustada face à evolução do transporte marítimo internacional.

Segundo o Jornal de Negócios, a posição da concessionária consta do relatório da consulta pública do projecto, elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente, depois de o Estudo de Impacte Ambiental ter recebido parecer favorável condicionado. A empresa entende que o modelo operacional previsto para o novo terminal é “insustentável a médio e longo prazo”, defendendo que a infra-estrutura poderá ficar obsoleta antes de permitir recuperar o investimento realizado.

Em causa estão, segundo a Yilport, opções de concepção que não acompanham suficientemente as tendências de automação, digitalização e crescimento da frota mundial de porta-contentores. Uma das principais críticas incide sobre o desenho do terminal, nomeadamente o layout triangular previsto para a infraestrutura. Para a concessionária, esta solução é menos eficiente do que os modelos rectangulares habitualmente adoptados em terminais de raiz, por dificultar a operação, a automatização e a capacidade futura de expansão. A Yilport questiona também o dimensionamento do projecto, definido para receber navios até cerca de 300 metros e aproximadamente 5.000 TEU. A empresa recorda que o mercado mundial de contentores tem evoluído para navios de maior dimensão, com unidades acima dos 10.000, 12.500 e 20.000 TEU a ganhar peso nas principais rotas internacionais.

A posição da concessionária coloca pressão adicional sobre um projecto considerado estratégico para a competitividade de Leixões, mas que tem sido acompanhado por reservas quanto ao seu impacto, concepção e adequação ao futuro da actividade portuária. Para a Yilport, outras alternativas anteriormente estudadas, incluindo soluções de melhoria do terminal existente ou diferentes localizações dentro da área portuária, poderiam apresentar melhor equilíbrio entre custos, riscos, capacidade operacional, impacto ambiental e resposta às necessidades futuras das cadeias logísticas.

O debate em torno do novo terminal Norte de Leixões surge num momento em que os portos portugueses procuram reforçar capacidade, eficiência e ligação às cadeias logísticas internacionais.

Campanha de apoio a trabalhador da comunidade portuária de Sines continua activa.

A campanha solidária criada para apoiar “Xicão”, trabalhador da comunidade portuária de Sines que enfrenta uma batalha contra um melanoma, continua activa e aberta a todos os que queiram contribuir.

A iniciativa, lançada através da plataforma GoFundMe, pretende ajudar a aliviar o impacto financeiro provocado pela doença, numa fase em que o trabalhador se encontra impedido de exercer a sua actividade profissional. Para além dos custos associados ao tratamento e à recuperação, esta é também uma situação com reflexos directos na vida familiar, tornando cada contributo uma ajuda concreta.

O movimento de solidariedade nasceu no seio da comunidade portuária de Sines, onde colegas, amigos e conhecidos têm procurado dar resposta a um momento particularmente difícil. A campanha mantém, por isso, o apelo à participação de todos os que possam ajudar, seja através de donativos, seja pela partilha da iniciativa.

Mais do que uma recolha de fundos, esta campanha representa um gesto de entreajuda entre pessoas ligadas ao trabalho portuário e à comunidade local. Num sector marcado por exigência, esforço e companheirismo, o apoio a “Xicão” tornou-se também uma forma de mostrar que ninguém deve enfrentar sozinho uma fase desta natureza.

Os contributos estão a ser recolhidos através da plataforma GoFundMe:

https://gofund.me/2fa0969fa

Mediterranean Ports and Logistics 2026 leva ao Porto debate internacional sobre portos, shipping e logística

A cidade do Porto vai receber, entre os dias 28 e 30 de Abril de 2026, a conferência e exposição internacional Mediterranean Ports and Logistics 2026, iniciativa que reunirá responsáveis de portos, armadores, operadores logísticos e fornecedores de soluções para o sector marítimo-portuário.

O evento será acolhido pela APDL e conta com parceria estratégica da YILPORT Holding Inc., assumindo-se como uma plataforma de encontro para o diálogo entre decisores, partilha de conhecimento e reforço de ligações no universo da logística e do shipping. O arranque está previsto para dia 28 de Abril, com uma visita técnica ao Porto do Porto, proporcionando aos participantes um contacto directo com as operações e infraestruturas portuárias. Nos dois dias seguintes, a iniciativa prossegue com conferência e exposição no Sheraton Porto Hotel & Spa, onde estarão em destaque intervenções de especialistas, painéis sectoriais e momentos de networking.

A organização apresenta o encontro como uma oportunidade para colocar o Porto no centro de uma conversa alargada sobre os desafios e oportunidades do transporte marítimo, da actividade portuária e da logística, num dos principais pólos atlânticos europeus. O programa contará com um conjunto alargado de moderadores e oradores internacionais, num painel que inclui nomes ligados à gestão portuária, operadores, consultoria e logística, reforçando o carácter global do evento e a sua dimensão profissional.

A realização desta conferência volta a sublinhar a importância crescente da fachada atlântica ibérica nas cadeias logísticas internacionais, num momento em que os portos procuram responder simultaneamente a exigências de eficiência, conectividade, inovação e competitividade

Portos de Lisboa e Setúbal crescem no 1° trimestre com apoio dos granéis e da carga contentorizada.

Os portos de Lisboa e de Setúbal iniciaram 2026 com evolução positiva na movimentação de mercadorias, apesar de um arranque de ano marcado por condições atmosféricas adversas.

No primeiro trimestre, Lisboa registou um crescimento de 1,2%, enquanto Setúbal avançou 6%, num desempenho sustentado sobretudo pelos granéis sólidos e líquidos e pela carga contentorizada. No caso de Lisboa, a movimentação total situou-se em 2,6 milhões de toneladas. Depois de um mês de Fevereiro penalizado pelo mau tempo, com uma quebra de cerca de 6,8%, Março trouxe uma recuperação mais forte, com destaque para a carga contentorizada, que cresceu cerca de 16% em TEU. Os granéis sólidos também contribuíram para a inversão, ao registarem uma subida superior a 5%.

Já o porto de Setúbal movimentou 1,6 milhões de toneladas no conjunto do trimestre, num crescimento mais expressivo, apoiado igualmente no bom comportamento dos granéis sólidos e líquidos e na evolução favorável da carga contentorizada. Segundo a informação divulgada, o período ficou também marcado por uma redução do número de escalas, embora com aumento da carga média por navio, um sinal que aponta para ganhos de eficiência operacional. A leitura global do trimestre sugere, assim, maior capacidade de adaptação do sistema portuário da região perante um contexto meteorológico exigente.

A evolução agora registada reforça o peso dos portos de Lisboa e Setúbal no quadro logístico nacional e ibérico, num momento em que eficiência operacional, capacidade de resposta e articulação entre infraestruturas continuam a ganhar importância no equilíbrio competitivo do sistema portuário.

Porto de Valência melhora receitas e acelera resultado operacional no arranque de 2026.

O Porto de Valência entrou em 2026 com sinais positivos no plano financeiro, ao registar uma cifra de negócio superior a 39,6 milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa uma subida de 2,6% face ao mesmo período do ano passado.

No mesmo intervalo, o resultado de exploração avançou 27,32%, fixando-se em 10,73 milhões de euros, num desempenho que a Autoridade Portuária associa sobretudo à contenção da despesa.No plano operacional, Março trouxe também indicadores robustos. As instalações da Autoridade Portuária de Valência movimentaram cerca de 7 milhões de toneladas de mercadorias, mais 5,23% em termos homólogos, enquanto o tráfego de contentores atingiu 479.873 TEU, traduzindo um crescimento de 11,6%. Segundo a autoridade portuária valenciana, tratou-se do segundo melhor mês de Março de sempre para o recinto, apesar de um enquadramento internacional descrito como adverso para o comércio.

A evolução dos principais mercados ajuda a explicar parte desta dinâmica. Os fluxos com a China cresceram 30,56% no trimestre, até 235.903 contentores, ao passo que o tráfego com os Estados Unidos recuou 20,65%, para 73.700 contentores. Também se observaram subidas nas ligações com Brasil, Marrocos e Vietname, enquanto Argélia, Turquia, Índia, Emirados Árabes Unidos e Israel registaram quebras.O número de navios escalados nos recintos da Autoridade Portuária de Valência entre Janeiro e Março subiu igualmente, atingindo 1.712 escalas, mais 2,45% em comparação com igual período do exercício anterior.

No conjunto, os dados reforçam a ideia de um porto que continua a mostrar capacidade de resistência, combinando melhoria financeira com crescimento em indicadores operacionais relevantes, mesmo num contexto externo marcado por incerteza.

Estreito de Hormuz abriu, mas já fechou de novo.

O Estreito de Hormuz voltou a mergulhar na incerteza este sábado, depois de um breve sinal de reabertura que acabou por não se consolidar.

Após indicações de que a passagem poderia ser retomada de forma limitada e sob controlo iraniano, novas mensagens transmitidas pela marinha do Irão aos navios mercantes deram conta de um novo fecho da rota, reacendendo a tensão num dos corredores marítimos mais sensíveis do mundo. A situação agravou-se quando várias fontes do sector relataram incidentes com embarcações comerciais que tentavam atravessar o estreito.

Pelo menos dois navios terão sido atingidos por disparos, levando ao recuo das travessias, num contexto em que também a agência britânica UKMTO recebeu alertas sobre uma ocorrência ao largo de Omã envolvendo lanchas armadas e um petroleiro. A sucessão destes acontecimentos mostra que qualquer expectativa de normalização rápida era prematura. Ainda durante a madrugada, chegaram a surgir sinais de alguma flexibilização e até movimentos iniciais de navios-tanque, mas Teerão endureceu novamente a sua posição, alegando que os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos e que o estreito voltou a ficar sob controlo militar apertado.

O resultado imediato foi o regresso do risco operacional, com centenas de navios e cerca de 20 mil marítimos a permanecerem retidos na região à espera de passagem. Para o shipping global, o episódio reforça uma evidência que o mercado já conhece bem: em Hormuz, uma reabertura anunciada não significa estabilidade efectiva. Sempre que a circulação é condicionada ou interrompida naquele ponto, o impacto alastra muito para além do Golfo, atingindo fluxos de crude, gás natural liquefeito, seguros, fretes e planeamento de rotas.

Numa fase em que o comércio marítimo procura previsibilidade, o estreito continua a impor exactamente o contrário: volatilidade, risco e pressão acrescida sobre toda a cadeia logística.

Receitas do transporte marítimo em Portugal sobem para 1,5 mil milhões em 2025.

O transporte marítimo em Portugal fechou 2025 com receitas de 1,5 mil milhões de euros nas principais empresas do sector, num crescimento de cerca de 6% face ao ano anterior. O resultado confirma a continuação de uma trajectória positiva que, segundo os dados divulgados, se mantém desde 2022.

A evolução tem sido sustentada pelo aumento da mobilidade de mercadorias e passageiros, bem como pela recuperação da procura turística, factores que continuam a dar suporte à actividade marítima e aos serviços associados.

No plano portuário, os números de 2024 ajudam a enquadrar essa dinâmica. Os portos nacionais movimentaram 85,7 milhões de toneladas de mercadorias, mais 4,3% do que no ano anterior. O crescimento foi mais expressivo nas cargas embarcadas, com uma subida de 9,1%, enquanto as descargas avançaram 1,5%.

Também a frota mercante portuguesa registou expansão. Em 2025, o número de navios atingiu 1.190 unidades, o que representa um aumento de 14,6% em comparação com o ano anterior. Em termos de idade, a maior fatia das embarcações situava-se entre os 11 e os 20 anos, enquanto uma parte menor correspondia a navios mais recentes.

O retrato global aponta para um sector marítimo com crescimento de receita, reforço da frota e apoio de uma base portuária que continua a mostrar sinais de expansão. Num contexto de exigência crescente sobre eficiência e competitividade, os números sugerem que o transporte marítimo em Portugal continua a beneficiar de um ciclo favorável. Esta última frase é uma leitura analítica sustentada pelos dados de receita, tráfego portuário e dimensão da frota.