Cientistas encontram estranha esfera dourada no fundo do Oceano Pacífico

Uma equipa de investigadores da agência atmosférica e
oceânica norte-americana NOAA estava a explorar o fundo do mar, a uma
profundidade de 3.2 quilómetros, quando encontrou um “ovo” dourado ao largo da
costa do Alasca.

A descoberta do misterioso globo dourado nas profundezas do
Oceano Pacífico deixou os cientistas intrigados.

A equipa de investigadores da NOAA Ocean Exploration
descobriu a enigmática esférica a cerca de 402 quilómetros ao largo da costa
sul do Alasca.

O achado foi realizado no decorrer da expedição Seascape
Alaska 5, destinada a escrutinar territórios inexplorados do oceano, a
profundidades que vão dos 200 aos 6.000 metros — e que está a ser transmitida
em direto por livestream.

Localizado cerca de 3.2 quilómetros abaixo da superfície do
oceano, perto de um vulcão extinto, o globo apresentava uma característica
invulgar: um buraco que parecia ter sido rasgado na sua superfície.

“Algo tentou entrar… ou sair”, disse humoristicamente um dos
investigadores, acrescentando uma dimensão misteriosa à descoberta.

Segundo o Miami Herald, o enigma desencadeou no seio da
equipa uma série de teorias, desde referências aos X-Files até a filmes
clássicos de monstros.

Com alguma cautela, os cientistas usaram um braço operado
remotamente para recolher uma amostra do objeto. Uma análise inicial revelou
que o objeto tinha uma textura surpreendentemente delicada, semelhante a tecido
de pele.

O globo foi então cuidadosamente enviado para laboratório
para testes adicionais, incluindo exames de ADN, para determinar as suas
origens. Palpites preliminares dos membros da equipa incluem que possa ser uma
casca de ovo única ou os restos de uma esponja do mar, mas a natureza do
misterioso globo não está ainda determinada.

A descoberta do misterioso globo levanta mais questões do
que respostas, deixando os investigadores intrigados e perplexos.

“Quando o nosso conhecimento colectivo não consegue
identificar um dado objecto, estamos perante algo estranho”, concluiu um dos
cientistas, que sublinha a complexidade das profundezas oceânicas inexploradas
do nosso planeta.

Aguardemos então por informações conclusivas acerca do
estranho objeto — e do que poderá ter provocado o estranho buraco.

Misteriosa espécie de bactéria descoberta no fundo do oceano

Uma equipa de investigação da Academia de Ciências da China
descobriu uma nova espécie de bactéria marinha, de características peculiares,
em sedimentos oceânicos profundos, que pode alterar a nossa percepção e
compreensão da microbiologia e dos ambientes existentes no mar profundo.

A bactéria, que passou a ser denonimada de Poriferisphaera
heterotrophicis, pertence ao filo Planctomycetes, não muito investigado, mas
fundamental nos ciclos globais de azoto e de carbono.

A descoberta foi publicada num artigo que saiu na semana
passada na revista eLife.

Os investigadores cultivaram a bactéria em laboratório numa
“cold seep”, uma mistura de sedimentos e lama, cheios de nutrientes ricos, em
tudo semelhantes aos encontrados nas fontes hidrotermais do oceano, no qual
simularam de forma muito positiva as condições do mar profundo.

Ao contrário do que é comum, a nova estirpe identificada,
denominada ZRK32, demonstrou um crescimento acelerado e um novo mecanismo de
gemulação. Este mecanismo único é provavelmente uma adaptação destas bactérias
ao seu habitat de mar profundo.

Além disso, a bactéria interage de forma diferente no ciclo
do azoto, coexistindo com um bacteriófago específico (um vírus que infecta
bactérias) chamado fago-ZRK32.

Ao contrário dos normais bacteriófagos, o fago-ZRK32 vive em
coexistência com o seu hospedeiro sem o atacar, o que é decisivo para o
processamento do ciclo do azoto em ambientes de mar profundo.

“Esta nova espécie oferece um modelo inovador para
estudar a relação entre as bactérias Planctomycetes e os vírus”, explica o
microbiólogo Chaomin Sun, autor correspondente do estudo, ao Science Alert.

O estudo preenche uma lacuna significativa da biologia
marinha, considerando que os Planctomycetes são comuns mas mal compreendidos em
ambientes de mar profundo, e pode ter implicações de grande alcance para a
nossa compreensão dos complexos processos químicos que ocorrem nas profundezas
do oceano.

Extracção de areia está "esterilizando" o fundo dos oceanos, alerta ONU

Cerca de 6 bilhões de toneladas de areia são escavadas todos
os anos do fundo dos oceanos, de acordo com um levantamento do Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que aponta para o risco de
“esterilização” do oceano e danos irreversíveis para a vida marinha.

“Estão basicamente esterilizando o fundo do mar, extraindo
areia e triturando todos os microrganismos que alimentam os peixes”, afirmou
Pascal Peduzzi, director do Pnuma, numa conferência de imprensa realizada em
Genebra. Apontou também para o risco ainda maior da extracção total de areia,
que atinge o leito rochoso, protagonizado por algumas empresas.

Peduzzi salientou ainda que “toda a nossa sociedade depende
da areia como material de construção”, para fazer de tudo, desde escolas,
hospitais e estradas até barragens hidroeléctricas e vidros. Ao mesmo tempo, a
areia desempenha um papel ambiental vital, incluindo proteger as comunidades
costeiras da subida do nível do mar.

De acordo com a agência, apesar do número ser inferior ao
depósito anual de areia dos rios globais, alguns lugares já apresentam taxas de
remoção superiores às de reposição.

Os resultados expostos coincidem com o lançamento da
plataforma Marine Sand Watch, responsável pela monitorização mundial da
dragagem. O programa apresentado é financiado pelo governo suíço e vai contar
com as tecnologias de inteligência artificial e de rastreio marinho.

No ano passado, o Pnuma pediu uma melhor monitorização da
extracção e uso de areia para evitar uma crise ambiental e recomendou a
suspensão da mineração nas praias e o estabelecimento de um padrão
internacional para a extracção no ambiente marinho.

Tartaruga rara sobrevive a correntes do oceano que a levam dos EUA até País de Gales

As Kemp estão em vias de extinção e uma foi encontrada no
País de Gales, a milhares de quilómetros de casa. O seu regresso tinha de ser
garantido, mas antes de ser liberta na natureza, de novo, há muitos
procedimentos para garantir a sua estabilidade.

Uma das tartarugas mais raras do mundo está de volta a casa,
no Texas, depois de aparecer a 6.400 quilômetros de distância no norte do País
de Gales, segundo a BBC.

Tally, tartaruga de Kemp normalmente oriunda do Golfo do
México, foi encontrada presa e quase morta na praia de Talacre, Flintshire, em
2021, mas foi cuidada até recuperar pelo Zoológico do Mar de Anglesey.

Por vezes, a corrente do Golfo pode ser traiçoeira e
arrastar as tartarugas de Kemp através do Atlântico.

Turtles Fly Too, um grupo envolvido no caso, descreveu o voo
de regresso aos Estados Unidos da América como a sua “missão mais distante
e complexa”.

Após ter dado à costa no norte do País de Gales, Tally foi
avistada por um passeador de cães. Depois, o British Divers ‘Marine Life Rescue
(BDMLR) foi contactado para lidar com a situação.

Os biólogos do Zoológico do Mar de Anglesey perceberam de
imediato que a tartaruga ainda estava viva e forneceram cuidados intensivos
durante meses até que ela estivesse saudável novamente.

A coordenadora esclarece que “graças à resposta rápida
de um grande grupo de parceiros internacionais e voluntários, Tally está viva e
pronta para voltar para casa”.

Voar com uma tartaruga marinha em vias de de extinção de uma
ponta do mundo até outra é uma operação complexa.

Ao chegar aos EUA, Tally será transferida para o Zoológico
de Houston, onde os veterinários vão garantir a sua estabilidade e saúde para
voltar a ser liberta na natureza.

Se aprovado, os investigadores anexarão um dispositivo de
rastreamento para monitorar seus movimentos.

Uma equipa internacional de parceiros vai-se reunir em
Galveston para comemorar o lançamento de Tally.

Uma base para vivermos 28 dias no fundo do oceano?

Uma empresa sediada no País de Gales está prestes a iniciar
um projecto ambicioso que procura estabelecer a presença humana permanente no
fundo do oceano.

A companhia chamada DEEP Research Labs, uma empresa de
tecnologia e exploração oceânica, tem como objectivo possibilitar que
investigadores e cientistas permaneçam submersos por longos períodos de tempo.

A base, conhecida como “Sentinel”, será localizada
a aproximadamente 200 metros de profundidade na costa do País de Gales;

Isso permitirá que investigadores vivam submersos até 28
dias consecutivos, proporcionando uma estadia prolongada para conduzir estudos;

Um dos principais objectivos da base Sentinel é oferecer
acesso à “zona epipelágica”, onde se estima que 90% da vida marinha
esteja localizada; A ideia é que o projecto esteja pronto até 2027.

Segundo a empresa, a ideia é ampliar a capacidade de
explorar profundamente a zona epipelágica e que isso representa uma transformação
significativa na forma como os cientistas podem observar, monitorizar e
compreender os oceanos.

Ao DailyMail, o Presidente do DEEP Research Labs Limited,
Steve Etherton, destacou a importância de compreender os oceanos, que
desempenham um papel central em desafios globais e oferecem oportunidades ainda
não exploradas.

A zona epipelágica é frequentemente referida como zona de
luz solar e tem uma área que se estende desde a superfície até 200 m. De acordo
com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, “é
nesta zona que existe a maior parte da luz visível”.

O Sistema Sentinel foi projectado para operação numa
atmosfera ou em pressão ambiente. Segundo a empresa, as operações numa
atmosfera permitem visitas curtas ao Sentinel por meio de transferência
submarina, ideal para individuos sem qualificações de mergulho.

As operações ambientais permitem o uso das duas piscinas do
Sentinel para excursões de mergulho, tornando-o adequado para missões de longa
duração por mergulhadores qualificados.

Os cientistas que irão residir na base subaquática Sentinel
terão quartos individuais que incluem uma cama de solteiro com armazenamento
integrado na estrutura, bem como uma pequena mesa lateral.

Além das áreas privativas, a base contará com uma cozinha que
oferece uma mesa de jantar, instalações simples para preparação de alimentos e
amplas janelas com vistas deslumbrantes do fundo do mar.

Tenta cruzar o Oceano Atlântico (pela 4ª vez) numa "roda de hamster" e é preso

Um homem foi preso na Flórida, nos Estados Unidos, depois de
tentar cruzar o Oceano Atlântico com destino a Londres. Como? Através de uma
grande “roda de hamster”.

Segundo a BBC, a Guarda Costeira dos EUA intercetou Reza
Baluchi, de 44 anos, a cerca de 110 quilómetros da Ilha Tybee, na Geórgia, numa
estrutura improvisada, construída pelo próprio.

A estrutura tem formato de uma roda, com pás projetadas para
impulsionar a pessoa no interior para frente enquanto a roda gira, que Baluchi
dá o nome de “bolha”.

Esta é já a quarta tentativa- falhada- do homem fazer a
viagem, todas as quais terminadas com a intervenção da Guarda Costeira.

As autoridades informaram que Reza Baluchi se recusou a
deixar a roda durante três dias, ameaçando que se suicidava. Alegou ainda que
tinha uma bomba a bordo, algo que viria a ser confirmado mais tarde como sendo
falso.

A viagem de Baluchi começou enquanto as autoridades se
preparavam para a chegada de um grande furacão.

“Com base nas condições da estrutura, que estava a flutuar
devido à parte metálica e às bóias, os oficiais [da Guarda Costeira]
determinaram que Baluchi estava numa viagem manifestamente insegura”, revela a
queixa criminal.

Também em 2021, o homem foi preso depois de tentar viajar da
Flórida para Nova Iorque. Em 2014 e em 2016 tentou também fazer a travessia.

De acordo com entrevistas anteriores, segundo refere a BBC,
Baluchi explicou que as viagens serviam para tentar arrecadar dinheiro para
diversas causas, inclusive para os sem-abrigo e para a Guarda Costeira.

“O meu objetivo não é apenas arrecadar dinheiro para os
moradores de rua. É também arrecadar dinheiro para a Guarda Costeira, arrecadar
dinheiro para o departamento de polícia, arrecadar dinheiro para o corpo de
bombeiros”, disse em 2021.

Agora, naquela que é a sua quarta vez, Reza Baluchi enfrenta
acusações federais de obstrução de embarque e violação de ordem do Capitão do
Porto.

Future Proof Shipping selecciona navio para conversão de energia de hidrogénio

O armador holandês Future Proof Shipping seleccionou um
segundo navio para converter o seu motor de diesel para um movido a hidrogénio
com emissão zero.

 Seguindo o exemplo do FPS Maas, agora renomeado como H2
Barge 1, o FPS Waal acaba de realizar sua última viagem interior com motor
diesel.

O navio porta-contentores chegou ao estaleiro Holland
Shipyards Group em Werkendam esta semana, onde começará a sua modernização para
um navio movido a hidrogénio com emissão zero.

Para navegar 100% livre de emissões, todos os motores de
combustão interna da embarcação serão removidos e um novo sistema de propulsão
totalmente com emissões zero, incluindo células de combustível PEM,
armazenamento de hidrogénio, baterias e um trem de força eléctrico será instalado.

Nas próximas semanas, o motor principal e os geradores serão removidos e a nova
secção de células de combustível e espaço de baterias dentro do porão de carga
serão instalados.

Porto da Figueira da Foz presente na Seatrade Europe 2023.

 

A 6, 7 e 8 de setembro decorre em Hamburgo a Seatrade Europe
2023, uma das principais feiras europeias na promoção do turismo de cruzeiros.

O Porto da Figueira da Foz participa pela primeira vez nesta
importante feira, integrado no stand da APP – Associação dos Portos de
Portugal, sob a marca Cruise Portugal, que reúne os portos de Leixões, Figueira
da Foz, Lisboa, Setúbal, Portimão, Açores e Madeira.

O objectivo é promover o Porto da Figueira da Foz como
destino de excelência para receber navios de cruzeiro até 200 passageiros. Esta
tipologia caracteriza-se por cruzeiros temáticos e de expedição, mercado em
crescimento à escala europeia.

A Feira conta com 250 expositores e prevê-se um número
elevado de visitantes.

Durante o corrente ano, o Porto da Figueira da Foz já
recebeu duas escalas do SH DIANA, prevendo-se, ainda, durante o corrente mês, a
escala do navio HEDRIDEAN SKY.

Fórum para a Competitividade vê como “quase impossível” meta de crescimento de 2,7%

 

O Fórum para a Competitividade afirma que a meta de 2,7% de
crescimento do PIB este ano indicada pelo Governo “é quase
impossível” de alcançar dada a conjuntura interna e externa da economia.

Na nota de conjuntura divulgada ontem, a organização
liderada por Pedro Ferraz da Costa considera que “para a economia atingir
a meta do Governo de 2,7% em 2023, era necessário um crescimento de 3% no 2.º
semestre, necessitando de uma forte aceleração”, um cenário que “é
quase impossível”.

O crescimento de 2,7% não é ainda um valor fechado, no
sentido em que não está inscrito em qualquer documento oficial do Executivo.
Esta cifra foi avançada pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, em meados
de julho, sendo o cenário central das previsões das principais organizações
nacionais e internacionais conhecidas até então. “Os últimos dados
conhecidos apontam para que economia portuguesa venha a crescer em torno de
2,7% este ano, muito acima do que tínhamos previsto, que era de 1,8%”,
referiu na altura à saída da reunião do Ecofin, em Bruxelas.

Este cenário é agora posto em causa pelo Fórum para a
Competitividade na nota de conjuntura de agosto, coordenada pelo economista
Pedro Braz Teixeira, que também está igualmente pessimista em relação ao
próximo ano.

“Em relação a 2024, a desaceleração também é
inevitável”, lê-se no documento. A justificar esta evolução está o
“enquadramento externo, pelo impacto das taxas de juro sobre a procura
interna e a restrição orçamental forçada pelas regras europeias”, que
deverão regressar no próximo ano.

A cláusula de escape foi activada em 2020, permitindo aos
Estados-membros reagir à crise da covid-19, suspendendo temporariamente os
requisitos de redução da dívida e o limite de 3% do défice orçamental.

Lançado o relatório: "Algas marinhas globais: relatório de mercados novos e emergentes".

O Banco Mundial lançou um novo relatório no qual é estimado
que os dez mais promissores mercados globais emergentes de algas marinhas
possuem um potencial de crescimento de até 10,8 mil milhões de euros até ao início
da próxima década.

Para além do valor mencionado, também é apontada a
componente ambiental, através da capacidade de as algas marinhas absorverem
carbono, o que ajuda no equilíbrio da biodiversidade marinha, empregar mulheres
nestes mercados e desbloquear novas cadeias de valor.

O relatório aponta a novas oportunidades comerciais para
novas aplicações de mercado de algas marinhas. O relatório oferece
“insights” para empresários, investidores e legisladores, para
garantir que haja não só a possibilidade de investimento, bem como legislação
adequada a esse investimento, para que o sector de algas marinhas atinja o seu
potencial agora e no futuro.

“O crescimento da cultura de algas marinhas em todo o
mundo dependerá da partilha de tecnologia e conhecimentos entre os decisores
políticos, as instituições financeiras, a comunidade científica, o sector
privado, os produtores e os transformadores – sem deixar ninguém para trás. Com
o predomínio das mulheres na cultura de algas marinhas, está criado o cenário
para catalisar uma verdadeira revolução global das algas”, afirma Valerie
Hickey, directora global para o Ambiente, Recursos Naturais e Economia Azul do
Banco Mundial.

O que sucede actualmente, é que a maior parte das algas
cultivadas é utilizada para consumo humano directo ou para alimentação em
aquacultura. No futuro, os produtos de algas marinhas podem substituir os
combustíveis fósseis em sectores como os têxteis e os plásticos, sequestrar
carbono e gerar rendimentos para as comunidades costeiras mais frágeis.

O Banco Mundial destaca que existem “enormes
oportunidades de crescimento” em muitas regiões, uma vez que o mercado
actual é dominado por alguns países asiáticos que produzem 98% das algas de
cultivo.