Transporte de Cargas e Contentorres- Nona Sessão (CCC 9): Qual a agenda?

A 9ª sessão do Subcomité de Transporte de Cargas e
Contentores (CCC) da Organização Marítima Internacional (IMO), que trata do
transporte de mercadorias perigosas embaladas, cargas sólidas a granel, cargas
de gás a granel e contentores, irá reunir-se em Londres entre o dia 20 e 29 de
setembro.

Actualmente, muito interesse está centrado no
desenvolvimento de diversas directivas relacionadas a combustíveis alternativos
que irão ajudar imenso a indústria no seu objectivo de descarbonização.

Abaixo estão alguns dos tópicos que deverão ser discutidos
neste CCC:

Combustíveis alternativos

Directivas provisórias para a segurança dos navios que
utilizam hidrogénio como combustível:

Espera-se que estas directivas sejam finalizadas nesta
sessão, se o trabalho pendente esperado, que terá lugar num grupo de trabalho,
for concluído.

Directivas provisórias para a segurança de navios que
utilizam combustíveis derivados de petróleo com baixo ponto de inflamação:

Espera-se que essas directivas sejam finalizadas até 2024.
Desenvolvimento adicional ocorrerá no CCC 9 e espera-se que um Grupo de
Correspondência continue as discussões e apresente um relatório ao CCC 10
(setembro de 2024).

Directivas provisórias para a segurança dos navios que
utilizam amónia:

À semelhança das directivas provisórias para a segurança dos
navios que utilizam combustíveis petrolíferos com baixo ponto de inflamação,
espera-se uma discussão mais aprofundada no CCC 9, principalmente em torno das
disposições relacionadas com a toxicidade da amónia, que representa um elevado
risco para a vida humana. Espera-se que essas directivas sejam finalizadas até
2024.

Emendas à MSC.1/Circ.1647 – Directivas Provisórias para a
Segurança de Navios que Utilizam Instalações de Energia de Células de Combustível:

O CCC 9 considerará alterações nas directivas com base na
experiência adquirida pela indústria.

MSC.1/Circ.1621 – Directivas provisórias para a segurança de
navios que utilizam álcool metílico/etílico como combustível:

Se o tempo permitir, o CCC 9 começará a discutir o
desenvolvimento de instrumentos obrigatórios relativos aos álcoois
metílico/etílico. Espera-se que o seu desenvolvimento continue até finais de
2025 e poderão entrar em vigor em 2028.

Emendas ao Código IGC para incluir “Disposições de segurança
para o uso seguro de carga de GLP como combustível”:

As alterações devem ser redigidas de forma não prescritiva,
introduzindo requisitos para uma avaliação de risco limitada. O objetivo é
submeter um projecto ao MSC 108 (Comité de Segurança Marítima) para aprovação e
consequente adopção no MSC 109. A entrada em vigor está prevista para 1 de
janeiro de 2028 e, a fim de acelerar a adopção global, a implementação
antecipada voluntária poderá ser permitida até 2024.

Revisão das recomendações provisórias para o transporte de
hidrogénio liquefeito a granel:

À medida que o tamanho do sistema de contenção de hidrogénio
aumenta devido à necessidade dos navios por rotas mais longas, os requisitos de
resistência estrutural de um navio a vácuo tornam-se um desafio significativo.
Assim, para facilitar a implementação de compartimentos de carga de hidrogénio
líquido em grande escala a bordo dos navios, é necessário explorar novos
projectos de sistemas de contenção. Existem muitos desafios técnicos e humanos,
por isso espera-se que haja uma discussão profunda em torno destas alterações
que poderá ser finalizada em 2024.

Madeira: Época alta traz quase 300 cruzeiros.

A APRAM – Administração dos Portos da Região Autónoma da
Madeira tem já exercidas 135 reservas de cais até final do ano, numa altura em
que o arranque da época alta de cruzeiros entrou já em contagem decrescente.

A reabertura, na Região, desse mercado, dá-se no dia 13
deste mês de setembro, com a chegada do Anthem of The Seas, que atraca pelas
07h00, proveniente de La Palma, seguindo em direção à Corunha, com partida
pelas 15h00.

Será a primeira das nove reservas contabilizadas para o corrente
mês, por aqui passando também o Queen Elizabeth (dia 14). MSC Virtuosa (19).
Seabourn Pursuit (19), Costa Fortuna (25), Britannia (26).

Pós-graduação em Direito Marítimo na Católica.

A Pós-Graduação em Direito Marítimo, da Escola de Lisboa da
Faculdade de Direito da Católica, apresenta-se como um curso inovador em
Portugal.

O curso será leccionado por profissionais de excelência e
com vasta experiência nesta área que, através de uma abordagem prática e
multidisciplinar, abordarão a problemática do Direito Marítimo num contexto
nacional e internacional, conciliando temas jurídicos e regulatórios.

Principais Benefícios:

Aquisição de conhecimento abrangente nas áreas mais
relevantes do Direito Marítimo.

Contacto privilegiado com alguns dos grandes profissionais
no ramo em Portugal, capazes de transmitir uma visão teórica dos temas
abordados e, acima de tudo, conhecimentos práticos alicerçados numa vasta
experiência assente em décadas de dedicação a esta área do saber.

Participação no módulo final dedicado ao futuro da marinha
mercante.

Vai o Comércio Europeu de Licenças de Emissão (ETS) afectar o shipping e os portos?

A resposta inicial é sim. O EU ETS – European Union Emissions Trading System, em português conhecido como Comércio Europeu de Licenças de Emissão ppoder vai afectar o sector de transporte marítimo e os portos europeus.

O EU ETS é um sistema desenhado para visar a reducão das emissões de gases de efeito estufa em várias indústrias, incidindo sobre no transporte marítimo. Isso significa que as empresas de transporte marítimo que operam na União Europeia podem ser obrigadas a adquirir licenças de emissão para cobrir as suas actividades.

Essas licenças vão ter um custo significativo, e serve para incentivar as empresas a reduzir as suas emissões. Para o transporte marítimo, isso pode levar a investimentos em tecnologias mais limpas, como navios mais eficientes em termos de combustível ou a transição para combustíveis de baixo carbono. Além disso, os portos que atendem a embarcações sujeitas ao EU ETS podem precisar de se adaptar para acomodar essas mudanças e oferecer uma  infraestrutura própria para combustíveis alternativos.

Portanto, o EU ETS pode ter um impacto positivo na redução das emissões de carbono no transporte marítimo e incentivar a adopção de práticas mais sustentáveis tanto no sector de transporte marítimo quanto nos portos que o servem. Há duas consequências que vão resultar em função desta alteração:

Investimento em Tecnologias Sustentáveis: 

Para evitar custos elevados com licenças de emissão, as empresas de transporte marítimo estão procurando alternativas mais limpas, como navios movidos a GNL (gás natural liquefeito), navios mais eficientes em termos de combustível e até mesmo a transição para fontes de energia totalmente renováveis. Isso está impulsionando a inovação e a sustentabilidade no sector. As últimas inovações como navios movidos a metanol e a amónia, são um sinal de uma indústria que tenta reinventar-se para os tempos actuais e em prol da descarbonização do sector.

O redesenhar das Rotas e dos Portos: 

Os armadore estão já no trabalho de optimizar as  suas rotas para minimizar as emissões de carbono e estão procurando portos que ofereçam infraestrutura para combustíveis alternativos e tecnologias limpas. Portos europeus que se adaptarem a essas mudanças terão uma vantagem competitiva.

Se o sentido da legislação foi num impacto positivo sobre o ambiente, qual o reverso da medalha. O que acontece aos armadores que não cumprar o estabelecido?

Para garantir o cumprimento das metas de redução de emissões, o EU ETS impõe consequências muito significativas para os armadors que não cumpram as suas obrigações sob o sistema. 

Aqui estão as principais consequências para as empresas que não cumprem o EU ETS:

Multas Financeiras: 

Empresas que não decidam adquirir ou registrar a quantidade adequada de licenças de emissão enfrentam multas substanciais. As multas são calculadas com base na quantidade de emissões excedentes e no preço actual das licenças no mercado de carbono. Essas multas podem ser extremamente onerosas e impactar de uma forma extremamente negativa a situação financeira das empresas.

Restrições nas Emissões: 

Além das multas, as empresas que não cumprem o EU ETS podem enfrentar restrições nas emissões futuras. Isso significa que a empresa pode ser obrigada a reduzir as suas emissões num período subsequente para compensar o excesso de emissões anterior. Isso pode ser desafiador e caro, especialmente para indústrias intensivas em carbono, como é o Shipping.

Exposição a Riscos Financeiros: 

Armadores que operam na Europa e que não estão em conformidade com o EU ETS podem enfrentar riscos financeiros adicionais. Investidores, instituições financeiras e stakeholders estão cada vez mais atentos às questões de sustentabilidade e conformidade regulatória. O não cumprimento do EU ETS pode prejudicar a reputação da empresa, mas sobretudo, igualmente afectar o seu acesso a financiamento e investimento, e consequentemente a sua capacidade de expansão e evolução.

Impacto na Competitividade: 

Empresas que não adoptam as medidas para cumprir o EU ETS podem enfrentar desafios de competitividade em relação a concorrentes que adoptam práticas mais sustentáveis. Isso ocorre porque as multas e os custos associados ao não cumprimento podem tornar os seus produtos ou serviços menos competitivos no mercado e com isso entrar num caminho de desvalorização. 

No entanto, outra questão se levanta.

Portos fora da Europa irão beneficiar da aplicação da legislação EU ETS ?

Sim. Os portos fora da Europa poderão ver um aumento significativo de escalas, em relação a armadores que pretende evitar de toda a forma possível, para evitar os custos adicionais associados ao EU ETS, o que levará a um decréscimo de movimentação nos portos europeus. Poderá levar igualmente a um desenvolvimento de infraestruturas, nesses mesmos portos, cuja vantagem de não estarem sobre lei europeia pode trazer investimento em mais tecnologia e a novas parcerias estratégicas em função destas novas circunstâncias.

Tipos de dano num Contentor

O contentor de transporte moderno é sem dúvida, uma das invenções mais úteis do nosso tempo. 

Desde a época do carregamento e descarregamento manual de caixas de carga e itens de diferentes tamanhos e formatos, percorremos de facto, um longo caminho. 

Dos recipientes comuns de aço corrugado das décadas de 1950 a 70, hoje é utilizado recipientes feitos de aço Corten de alta qualidade.

Esses contentores pesados ​​são resistentes o suficiente para resistir a choques e pancadas enquanto são movidos de um local para outro pelos diferentes meios de transporte – ferroviário, camião ou navio. Eles também podem suportar condições climáticas adversas e são resistentes à corrosão. Eles fornecem segurança e protecção aos produtos contidos nele.

Um contentor de transporte bem conservado é estanque e hermético. Estas qualidades tornam-nos ideais para o transporte marítimo de mercadorias, especialmente mercadorias perecíveis. Mas por mais difíceis que sejam e conforme a natureza dita, todos os elementos estão sujeitos ao “desgaste e ao fluxo do tempo.”

Tendo em conta tudo isto, que tipo de dados podem existir num contentor?

Os danos do contentor são geralmente classificados da seguinte forma:

Danos à porta do contentor

A porta do contentor é composta por diversas partes, o que a torna vulnerável a danos. Além do corpo da porta em aço Corten, ela é composta pelas fechaduras, pelas hastes da fechadura, pelas dobradiças e pela junta de borracha. Um contentor de transporte com uma porta que não fecha e não veda adequadamente é considerado um contentor danificado. Além disso, uma placa CSC intacta emitida pelas autoridades competentes, fixada na porta do contentor, é obrigatória para todos os movimentos internacionais de carga em contentores.

Contentor amassado

Consideramos o contentor amassado, quando possuí uma depressão local na parede do recipiente que normalmente é causada por um impacto forte no mesmo, normalmente na movimentação do mesmo, embora haja factores extra-movimentação, que podem e devem ser considerados.

Protuberâncias 

As protuberâncias num contentor são normalmente depressões suaves que se projectam para fora ou para dentro da parede do mesmo.

Arranhões 

Os arranhões num contentor podem ser  causados ​​por um objecto pontiagudo, como os garfos de um empilhador pesado, quando bate e se arrasta pela superfície do contentor sem perfurá-lo completamente. Por norma sucede, quando se enche ou esvazia o contentor através desse modo, ao invés de um modo mais manual e trabalhoso.

Fracturas e fissuras.

São rupturas na superfície do contentor, normalmente em forma de linha, que podem ou não ter penetrado na parede de aço do mesmo. Como as paredes são resistentes, é considerado um dano normal, tendo em contas as inúmeras situações em que estão envolvidos.

“Barriga”

Este fenómeno sucede quando o centro de carga de um contentor está concentrado de facto, no seu centro, e qualquer movimento ou má colocação, força esse efeito, fazendo a carga expandir contra as paredes do contentor. Pode fazer de facto causar uma ruptura nas paredes.

Rasgos 

Quando a parede do contentor é penetrada e os dois lados são separados, ocorre um rasgo. Esse rasgo, ao não haver qualquer tipo de remendo, pode, de facto, expandir, colocando em causa a integridade da carga.

Buracos 

Quando um objecto pontiagudo penetra na parede do contentor, pode causar um buraco. Os furos num contentor danificado também podem ter a forma de uma perfuração (Normalmente associados aos twistlocks do spreader de um pórtico).

Nota: Por norma, os terminais portuários, através dos trabalhadores portuários (Que trabalham de perto com as cargas), efectuam o chamado “Damage Report”, relatório de dano, que indica o contentor, identificação e tipo de dano. Essa informação é passada para o terminal portuário seguinte, de modo a existir uma indicação do estado do mesmo. Sem efectuar esse relatório, o dano não declarado pertence ao terminal portuário que não reportou, causando prejuízos de responsabilidade avultados.

Escola de Hidrografia e Oceanografia tem novo Director.

Tomou posse no passado dia 8 de setembro, em cerimónia presidida pelo Director-geral do Instituto Hidrográfico, Contra-almirante Ramalho Marreiros, o novo director da Escola de Hidrografia e Oceanografia.

Tomou posse do cargo o Capitão-de-mar-e-guerra Mesquita Onofre, rendendo o Capitão-de-mar-e-guerra Reis Arenga.

Criada em 1979 – embora nessa altura numa na situação de adstrita ao IH, não como um órgão da sua estrutura -, a EHO é hoje um órgão da estrutura orgânica do IH à qual compete, de acordo com o Decreto-Lei n.º 230/2015, de 12 de outubro, “a realização de cursos com vista à formação de técnicos necessários às atividades hidrográficas e oceanográficas do IH ou que, relacionadas com estas, interessam à Marinha ou ao País”. A EHO depende do director-geral do IH, sem prejuízo da autoridade funcional do Superintendente do Pessoal da Marinha na área da formação.

Para cumprir a sua missão, a EHO conta com um conjunto de formadores com uma elevada qualificação técnica e uma sólida experiência profissional e pedagógica, sobretudo constituído por pessoal militar e civil proveniente de diversas áreas técnicas do IH. Nas áreas em que não disponha de pessoal interno com as qualificações necessárias, a EHO conta, ainda, com a colaboração de professores externos de mérito reconhecido para lecionar alguns dos módulos dos cursos que compõem a estrutura curricular dos cursos.

Degelo da Antártida perto do ponto do não retorno ?

 

Relatório referente a este assunto relevante, demostra que perdeu-se gelo em grande escala: É estimado que seja 10
vezes mais do que o tamanho do Reino Unido. O degelo da Antártida ainda não chegou ao ponto de ser irreversível, mas poderá
sê-lo em breve, de acordo com o relatório. Os alertas sobre o degelo não são novos, mas este documento reforça o perigo do actual momento.

O estudo que resultou neste relatório é do Instituto de Potsdam para a Pesquisa sobre o
Impacto das Alterações Climáticas, localizado na Alemanha. O alarme repete-se devido aos recordes de temperatura
elevada registados em 2023, em praticamente todo o mundo.

A área perdida é estimada em  cerca de 2.7 milhões de quilómetros quadrados de gelo
marinho na Antártida, comparando com as estimativas dos peritos para esta época
do ano.

 Norman Ratcliffe, do  British Antarctic Survey, citado no canal Euronews, afirmou que:  “É mais ou menos o mesmo que 10 vezes a área do Reino Unido.
É uma enorme anomalia negativa no gelo marinho, que nunca tínhamos visto a esta
escala no período que monitorizámos nos últimos 45 anos”

O fenómeno está a afectar a reprodução das
espécies locais, o que pode alterar o ecossistema de forma profunda. Segundo este relatório, o colapso da Antártida pode ser muito lento,
mas simultaneamente com efeitos severos na subida do nível médio das águas no planeta, caso o aquecimento global continue a intensificar.

Martin Siegert, cientista especialista sobre os pólos, afirmou que: “A menos que
queiramos assistir a muitas mais destas coisas no futuro, temos mesmo de
avançar com a descarbonização. Isso não vai resolver o problema, mas haverá uma
adaptação que é absolutamente necessária.”

Foto: Jeremy Harbeck/NASA

MSC Cruzeiros partilha Programa de Verão para 2024

MSC Cruzeiros já revelou os detalhes do programa Verão 2024, com itinerários em 22 navios diferentes.

Com viagens que variam entre três e 21 noites, a seleção de cruzeiros para o próximo verão incluirá oito navios a navegar no Mediterrâneo Ocidental, sete no Mediterrâneo Oriental, quatro navios nas Caraíbas e Antilhas e quatro no Norte da Europa.

Por exemplo, o MSC Euribia realizará itinerários de sete noites para os fiordes noruegueses com partidas semanais de Kiel (Alemanha) e com escalas em pontos turísticos como Copenhaga (Dinamarca), Hellesylt (Noruega), Molde (Noruega) e Flaam (Noruega).

Já o MSC World Europa passará o verão no Mediterrâneo, com itinerários de sete noites em destinos como Génova, Nápoles e Messina, em Itália, Valetta, em Malta, Barcelona e Marselha. O embarque poderá ser feito em múltiplos portos.

Por sua vez, o MSC Seascape oferecerá dois itinerários diferentes de sete noites de Miami e pelas Caraíbas Orientais e Ocidentais. Pelas Caraíbas Ocidentais, o navio navegará com escala em Ocho Rios (Jamaica), George Town (Ilhas Caimão), Cozumel (México) e Ocean Cay MSC Marine Reserve e nas Caraíbas Orientais, o navio fará escala em Nassau, San Juan (Porto Rico), Puerto Plata (República Dominicana) ou Ocean Cay MSC Marine Reserve.

O grande destaque no mercado português serão os 18 cruzeiros de 10 noites com partida e chegada a Lisboa a partir de abril até novembro de 2024. O MSC Orchestra partirá de Lisboa e fará itinerários com passagens por Génova, Marselha, Málaga, Cádiz, Alicante, Mahón (Espanha) e Olbia.

Para os passageiros da Madeira, será possível realizar cinco partidas com embarque e desembarque no Funchal a partir de outubro de 2024. O navio passará por Málaga, Barcelona, Santa Cruz de Tenerife, Marselha, Génova, Casablanca (Marrocos) e ainda duas empty legs, uma com partida de Génova e desembarque no Funchal e outra com embarque no Funchal e desembarque em Génova.

A MSC Cruzeiros terá pacotes especiais que incluem cruzeiro, transfers e ainda o voo incluído para que os viajantes saibam o custo exato das suas férias.

No Mediterrâneo Oriental, a companhia terá um pacote especial com voos, transfers e cruzeiro, de Lisboa para Veneza e com regresso à capital portuguesa. Este itinerário a bordo do MSC Armonia, entre 22 de qbril de 2024 e 4 de novembro de 2024, terá a duração desete noites e percorrerá cidades como Dubrovnik (Croácia), Kotor (Montenegro), Corfu (Grécia), Zakynthos (Grécia) e Bari (Itália).

O pacote especial também estará disponível nos itinerários realizados pelo MSC Lirica, de sete noites, entre 30 de março de 2024 e 19 de outubro de 2024, com partida de Veneza e com passagens por Kotor (Montenegro), Mykonos (Grécia), Santorini (Grécia) e Ancona (Itália).

A bordo do MSC Sinfonia poderá realizar também partidas de Veneza com passagens por Brindisi (Itália), Mykonos (Grécia), Pireus (Grécia e Split (Croácia).

Com partida de Civitavecchia, entre 10 de maio e 18 de outubro de 2024, o MSC Divina fará itinerários de sete noites com escalas para destinos como Siracusa (Itália), Valletta (Malta), Santorini (Grécia) e Mykonos (Grécia).

A bordo do MSC Opera, poderá realizar estes itinerários que incluem passagens pela ilha de Kos (Grécia), Rhodes (Grécia), Bodrum (Turquia), Bari (Itália), realizando o desembarque em Pireus.

No Norte da Europa, a companhia terá também este pacote especial com voos incluídos a partir de Copenhaga aos sábados, entre 1 de junho e 24 de outubro de 2024, a bordo do MSC Poesia. O MSC Euribia terá também pacotes especiais que incluem partida de Copenhaga aos domingos, de 28 deabril, de 2024 a 22 de setembro de 2024.

MSC e ZIM assinam novo acordo de colaboração operacional

A transportadora israelense ZIM renovou os laços com a MSC – Mediterranean Shipping Company, a maior transportadora do mundo. O novo acordo operacional inclui serviços que ligam o subcontinente indiano ao Mediterrâneo Oriental, o Mediterrâneo Oriental ao Norte da Europa e serviços que ligam o Leste Asiático à Oceânia. Os acordos entre a ZIM e a MSC incluem partilha de navios, compras de slots e acordos de troca.

Eli Glickman, presidente e CEO da ZIM, disse: “Aproveitar esta oportunidade com a MSC irá melhorar a eficiência da nossa frota e é consistente com o nosso foco em tomar medidas proactivas no meio a contínuos ventos contrários de curto prazo no mercado de transporte de contentores.

Esperamos que esta cooperação estratégica beneficie a ZIM tanto operacional como financeiramente, e é mais uma prova da nossa agilidade. Continuaremos a procurar oportunidades para alavancar os nossos pontos fortes e capacidades para criar valor a longo prazo para os nossos clientes e investidores.”

A ZIM há muito que se destaca entre as transportadoras globais pela sua decisão de nunca aderir a uma das três rotas comerciais leste-oeste, preferindo, em vez disso, escolher parcerias em determinadas rotas comerciais.

Cruise Portugal promove-se na maior feira de cruzeiros na Europa.

Unidos sob a marca Cruise Portugal – APP, Portos de Portugal, os portos de Leixões, Lisboa, Setúbal, Portimão, Açores e Madeira, como habitualmente, e o porto da Figueira da Foz, pela primeira vez, estão presentes na Seatrade Europe, a maior feira de cruzeiros que decorre na Europa, em Hamburgo, sob o tema “Scaling Sustainably”.

Estão ainda representados no Stand de Portugal diversos agentes económicos nomeadamente a Ibercruises – Agência de Viagens e Navegação, a Navalrocha e a Navex, entre outros parceiros.

A participação dos sete portos tem como objectivo, projectar Portugal e os seus destinos, portos e cidades, na rota do turismo de cruzeiros. Nesse sentido, os representantes nacionais vão dar a conhecer aos decisores da indústria a oferta portuária e turística actual de cada um, assim como acções e projectos em curso no âmbito da indústria de cruzeiros, nomeadamente ao nível da sustentabilidade.

Com presença na 11ª edição da Seatrade Europe, esta é a 8.ª vez consecutiva que os portos portugueses participam num espaço nacional, com 36 m2 e que se localiza no stand 421.

De referir que, durante o primeiro semestre de 2023, os portos portugueses registaram um total de 818 422 passageiros de cruzeiro, o que correspondeu a um crescimento de 82% face aos 449 558 passageiros registados no período homólogo de 2022.

Os portos nacionais congratulam-se com estes resultados, em linha com a trajectória ascendente da indústria, e que demonstram a qualidade das infraestruturas portuárias nacionais e dos seus destinos turísticos, e por conseguinte a relevância crescente que o destino Portugal tem vindo a assumir perante a indústria dos cruzeiros.

Para 2023 as administrações portuárias preveem que a actividade de cruzeiros registe novos recordes com cerca de 1,6 milhão de passageiros e 1 035 escalas, o que ao verificar-se significa um crescimento de 37% e de 2%, respetivamente, face a 2022.