Filho “percorre” o oceano a nado para fazer surpresa à mãe

Um irlandês decidiu surpreender a mãe fazendo-a acreditar que este tinha percorrido o oceano a nado para conseguir chegar a tempo para um casamento da família.

Afirmando que não conseguiria chegar a tempo de uma cerimónia familiar, Stephen criou um vídeo para a mãe onde lhe diz que só percorrendo o oceano a nado, conseguiria chegar a tempo do casamento.

O homem contou com a ajuda da irmã que levou a mãe até à praia e aí lhe mostrou o vídeo. Quando este chega ao fim, a rapariga pede à mãe para olhar para o mar, onde no meio das ondas, surge Stephen, que alegadamente terá acabado de percorrer mais de 17 mil quilómetros.

Obviamente tudo não passou de uma partida, mas a felicidade da mãe ao ver o filho é comovente.

PETI 3+: Dez projectos do Plano em execução

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Dez dos 59 projectos prioritários incluídos no Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas 3+, apresentado pelo Governo em Abril, estão em execução, segundo dados do Ministério da Economia.

No plano marítimo, estão também em execução os terminais de Cruzeiros de Leixões e de Lisboa, a expansão Terminal XXI Sines e o terminal RoRo (‘roll-on/roll-off’) de Setúbal.

O Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas 3+ contém os 59 investimentos prioritários a concretizar nos próximos oito anos, a maioria dos quais nos sectores marítimo-portuário e ferroviário, num investimento global de 6.067 milhões de euros (47% com fundos comunitários, 31% com financiamento de privados e 22% através da contrapartida pública nacional).

No Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas 3+, o Governo definiu metas que deverão ser atingidas com a concretização dos 59 projectos previstos, entre os quais um aumento de 25% do número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais e um crescimento de 50% do número de turistas de cruzeiros que façam escala nos portos nacionais.

O executivo apontou também como meta um crescimento de 40% do número de toneladas/quilómetro transportadas na ferrovia e a duplicação das mercadorias movimentadas nos principais portos portugueses.

Fonte: Cargo

Plástico tem duas vezes a superfície da França

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Pequenos pedaços de plástico em quantidades tais que “podiam ser recolhidas à mão” e uma superfície de poluição com até “duas vezes a dimensão da França” foram as descobertas da expedição científica francesa ao ‘continente de plástico’ no Atlântico Norte.

“Estivemos em zonas com fortes concentrações de micropartículas de plástico”, afirmou à AFP o promotor do projeto, Patrick Deixonne, depois do regresso da missão.

Este já tinha dirigido uma expedição similar em 2013 ao Pacífico.

Desta vez, a missão de três semanas no Atlântico Norte, começada no início de maio, a partir da ilha francesa Martinica, num ‘catamaran’ de 18 metros, beneficiou dos contributos do centro francês de análises e previsões oceânicas Mercator Océan.

“Isto permitiu-nos irmos dirigidos de forma muito precisa às zonas com fortes concentrações de plástico, impressionantes pela quantidade de micro plástico que encontrámos no local”, disse Patrick Deixonne.

“Há dois tipos de resíduos”, disse, desde logo os volumosos, como garrafas e bidões, que flutuam. “Se tivéssemos tempo de os recolher, enchíamos o barco num dia”, acrescentou.

E, depois, há “a parte imersa do icebergue”, as micropartículas, cuja dimensão pode ir da de uma unha à de nano-partículas apenas visíveis no microscópio. Por norma, são recolhidas com a ajuda de uma rede especial para medir a sua concentração na água.

“Apanhei amostras de plástico, de água do mar, de algas, que vou analisar agora”, disse, por seu lado, Alexandra Ter Halle, química no Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS, na sigla em Francês), que integrou a equipa de nove pessoas a bordo do catamaran.

Milhões de toneladas de resíduos provenientes das costas e dos rios flutuam em todos os oceanos, nos cinco principais giros (sistema de rotação de correntes oceânicas), a força centrípeta que aspira, de forma lenta, os detritos para o centro.

Para realçar a sua importância, mesmo que estas zonas se assemelhem mais a uma ‘sopa’ que a uma superfície tangível, têm sido designadas como o ‘7.º continente’.

Fonte: DN

El Hierro será a primeira ilha 100% renovável

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Há uma ilha, no arquipélago das Canárias, Espanhas, que deu o primeiro passo para se tornar independente dos combustíveis fósseis. Em poucos anos, El Hierro será a primeira ilha 100% renovável.

Quando a central ‘arrancar’, cinco grandes turbinas eólicas fornecerão eletricidade para as casas e empresas na mais pequena e mais ocidental ilha do arquipélago das Canárias, em Espanha. O objetivo final do projeto é que o consumo da ilha seja inteiramente coberto por energia proveniente de fontes renováveis.

O sistema é constituído por dois tanques de água, um parque eólico, uma central hidroelétrica, uma estação de bombeamento e uma central de motores ‘diesel’. O parque eólico é capaz de fornecer energia diretamente à rede e ao mesmo tempo alimentar um grupo de bombeamento de água num reservatório superior como sistema de armazenamento de energia. A central hidroelétrica, por sua vez, usa a energia potencial armazenada, garantindo o fornecimento de energia e a estabilidade da rede, conforme é explicado no site do projeto.

Inicialmente, prevê-se que a energia proveniente da central cobrirá 10% das necessidades, mas o objetivo é que até ao final do ano se atinjam os 70/80%. A Central Hidroeólica de El Hierro, uma vez totalmente operacional, salvará El Hierro do impacto de um consumo anual de 6.000 toneladas de diesel, ou seja, o equivalente entre 40 e 43 mil barris de petróleo por ano. As emissões de dióxido de carbono serão também reduzidas em cerca de 18.700 toneladas por ano. A ilha tem uma área de 268 mil metros quadrados e onze mil habitantes.

No entanto, e porque é este um projeto pioneiro (por isso, ainda pouco testado), para garantir o abastecimento em caso de qualquer eventualidade, sejam avarias da nova central ou situações em que o vento e a água não são suficientes para transmitir a energia necessária, a hipótese da utilização de petróleo continuará a existir. O uso de energia renovável tem grandes benefícios económicos, sociais e ambientais, mas tem a desvantagem de afetar a estabilidade do sistema elétrico, especialmente quando existem dificuldades em obter energia necessária.

A construção do complexo teve início em 2009 e envolveu cerca de 200 pessoas, incluindo biólogos e engenheiros. Na inauguração estarão presentes o Subsecretário da Indústria e Energia, Enrique Hernandez Bento, o Presidente das Canárias, Paulino Rivero, entre outros.

Fonte: DN

Sea Life lança petição contra caça à baleia

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O Sea Life do Porto aliou-se à “Whale and Dolphin Conservation” e lançou uma campanha mundial para recolher um milhão de assinaturas para impedir tráfico de carne e produtos derivados de baleia nos portos Europeus.

“Esta petição visa pressionar o Parlamento Europeu a ilegalizar a passagem de barcos de transporte e comercialização destes produtos de baleia nos portos da União Europeia”, refere o aquário do Porto em comunicado. Apesar de na UE já ser ilegal a utilização de carne de baleia, esta campanha põe em evidência as ameaças a que estes animais ainda estão sujeitos.

Atualmente várias espécies encontram-se em vias de extinção, como é o caso particular da baleia azul, que ainda é possível encontrar nas águas dos Açores. Apesar de o consumo humano de carne de baleia ter diminuído significativamente, países como o Japão, a Noruega e a Islândia continuam a ameaçar seriamente a sobrevivência destes animais.

Caçadores e traficantes de carne de baleia expandiram o seu mercado para a cosmética, entre outras áreas, aproveitando-se deste comércio não ser considerado ilegal na UE, refere o Sea Life. A campanha inclui uma acção nas redes sociais para que partilhem vídeos “selfies” com a reprodução do “choro das baleias”.

Fonte: DN

Festival do Lagostim em S. Pedro do Corval

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Lagostim com esparguete, arroz de lagostim e lagostins grelhados, fritos e cozidos são alguns dos pratos que podem ser apreciados no Festival do Lagostim, que vai decorrer até 29 de Junho, no Jardim Público de S. Pedro do Corval, localidade do concelho de Reguengos de Monsaraz. Desta forma pretende-se promover gastronomicamente o lagostim do rio, que existe no Grande Lago Alqueva, mas também o Centro Oleiro de S. Pedro do Corval, considerado o maior do país com 22 olarias em atividade.

O programa da primeira edição do Festival do Lagostim integra amanhã a actuação de José Mendes e Rakel. No sábado, pelas 9h30, realiza-se o 3º Dia de Campo, com diversas atividades desportivas e culturais.

À noite, a partir das 22h, haverá um espetáculo musical com os Amigos do Guadiana, seguindo-se a atuação do Dj Grouse. A fechar, no domingo, às 21h30, sobe ao palco Nuno Rainha.

O Festival do Lagostim é organizado pela Casa de Cultura de Corval com o apoio do Município de Reguengos de Monsaraz. As entradas no evento são gratuitas e os pratos que poderão ser apreciados custam entre 3 e 12 euros.

Fonte: Local.pt

Leixões instala manga de embarque no novo terminal

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O novo terminal de cruzeiros de Leixões disporá de uma manga telescópica para o acesso directo dos passageiros entre o terminal e o convés dos navios. A espanhola Adelte foi a selecionada para fornecer o equipamento.

 A manga de embarque (Seaport Passenger Boarding Bridge) a instalar é composta por dois túneis envidraçados de 26 metros de comprimento cada e por uma cabina de acesso ao nível do convés dos navios.

 O conjunto, montado sobre rodas, poderá operar qualquer navio de cruzeiros de até 300 metros de comprimento, e ficará operacional ainda este ano, a tempo da prevista inauguração da gare de passageiros.

 A Adelte tem mais de 100 mangas/pontes de embarque instaladas em terminais de cruzeiros e de ferries um pouco por todo o mundo. A última, similar à de Leixões, foi concluída em Maio, no porto de Savona, no terminal da Costa Crociere.

Fonte: Cargo

Orcas ‘visitam’ o Algarve

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“As orcas costumam passar ao largo do Algarve, em trânsito para Gibraltar, atrás dos atuns, mas é muito difícil vê-las, daí que o avistamento tenha sido interessante”, explicou ao Catarina Fonseca, bióloga da Associação para a Investigação do Meio Marinho, chamada pela empresa que organizava o passeio. “Duas fêmeas jovens aproximaram-se muito, chegaram a estar a quatro metros”, disse ainda Catarina Fonseca, que não conseguiu perceber o sexo das duas outros orcas.

Fonte: CM

Buscas no mar para encontrar avião da Malaysia Airlines deslocam-se para Sul

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As buscas para encontrar o avião MH370 da Malaysia Airlines que em Março desapareceu com 239 pessoas a bordo, sem deixar rasto, vão deslocar-se para uma área a sul da zona do Oceano Índico onde anteriormente incidiram. O cenário considerado mais provável é que a tripulação estivesse inconsciente, e o avião estaria em piloto automático.

Os esforços para localizar o MH370 no fundo do mar vão concentrar-se numa área de 60 mil metros quadrados, a 1800 km da costa oeste da Austrália.

A decisão, anunciada nesta quinta-feira por Warren Truss, vice-primeiro-ministro da Austrália, o país que coordena as buscas, foi tomada após uma reanálise de dados de satélite e radar.

Truss disse que o Boeing 777 voava “muito provavelmente” em piloto automático quando caiu no mar, por falta de combustível. A tripulação deveria estar inconsciente devido a falta de oxigénio ou outro factor desconhecido, disse o ministro. “Podemos dizer, penso, que é muito provável que o aparelho estivesse em piloto automático. Caso contrário, não teria seguido a trajectória muito regular que foi identificada graças aos dados de satélite”, afirmou.

Se houver uma despressurização da cabine do avião, os pilotos devem colocar as máscaras de oxigénio imediatamente, o que lhes dará para cerca de uma hora – mais tempo do que para os passageiros, que apenas têm oxigénio de emergência para alguns minutos, salienta o New York Times. O avião que deixou Kuala Lumpur a 8 de Março com 239 pessoas a bordo virou para Sul, bastante fora da sua rota, que devia leva-lo para Pequim, cerca de uma hora depois de estar no ar.

A próxima fase das buscas deve começar em Agosto. Dois navios, um chinês e um holandês estão actualmente a fazer a identificação do fundo do mar da zona a pesquisar. Nalgumas áreas ultrapassa os 5000 metros de profundidade. A pesquisa dos 60 mil quilómetros quadrados de oceano delimitados poderá prolongar-se por um ano.

O MH370 desapareceu a 8 de Março, pouco depois de levantar de Kuala Lumpur com destino a Pequim. Até agora, apesar de intensas buscas, não foi encontrado qualquer vestígio do aparelho.

Os escassos indícios levam os investigadores a admitirem que o avião tenha sido deliberadamente desviado da rota prevista antes de se despenhar no oceano.

Fonte: Público

Praia dos Aveiros, em Albufeira, vai ter cancela a barrar o acesso ao mar

Câmara perdeu processo que dá o direito a um promotor turístico de dizer-se “proprietário” da via que vai ter à praia. É mais uma tentativa de tornar privada uma praia pública.

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Um empreendimento turístico, em Albufeira, adquiriu o direito a colocar uma cancela no caminho de acesso ao areal da praia dos Aveiros. À entrada do loteamento, no acesso ao mar, foi colocada uma faixa: “propriedade privada”. E, para que não restem dúvidas, o aviso é acompanhado de um sinal de “trânsito proibido” excepto a residentes e entidades oficiais. De acordo com a sentença, proferida pelo Tribunal de Albufeira no dia 12 de Novembro de 2013, já transitada em julgado, a via que sempre foi de livre utilização passou a ser “propriedade dos condóminos que compõem a propriedade horizontal do Lote 29 da Praia dos Aveiros”. A câmara não recorreu.

A tentativa de criar praias privadas no Algarve, privilegiando os clientes dos aldeamentos no acesso a um bem público, tem décadas. Nalguns casos, os promotores concretizam os objectivos, colocando cancelas, seguranças e câmaras de vigilância para afastar os forasteiros, noutros ficam-se pelas ameaças. A praia dos Aveiros é o exemplo mais recente. A concessionária do apoio de praia, Fernanda Viola, foi recentemente avisada por carta registada da “determinação absoluta” dos proprietários dos apartamentos, construídos a poucas dezenas de metros da crista da arriba, “em não mais permitir a devassa do seu espaço privado, designadamente a circulação através daquele caminho agora decidido em definitivo como sendo propriedade exclusiva dos condóminos do lote 29”. O caminho, diz a concessionária, “sempre foi público, pelo menos desde 1984” – altura em que o sogro obteve autorização para montar ali uma barraca de praia. “Como é que alguém pode agora reivindicar para si a propriedade de uma via pública?”, pergunta. 

A decisão judicial que condenou o município a reconhecer que a via é “parte comum do condomínio” transitou em julgado no dia 6 de Janeiro de 2014. A partir dessa data, declarou ao PÚBLICO o administrador do condomínio, Valter Contreiras, “é exigido o cumprimento da sentença, que não foi contestada pela câmara”. E, sublinhou, “quem diz que isto [o caminho] é propriedade privada é o tribunal”.

Os conflitos pelo espaço que uns dizem ser público, outros privado, existem há cerca de quatro anos. No auge da disputa, os donos dos apartamentos chegaram a afrontar o poder autárquico, colocando cancelas para impedir a circulação automóvel. A câmara retirou as barreiras. No final do ano passado, no período em que um executivo estava a sair e outro a entrar, ambos do PSD, o tribunal de primeira instância proferiu a sentença e não houve recurso.

A vereadora Ana Vidigal, advogada de formação, ao pedido de esclarecimento do PÚBLICO, através do seu gabinete de apoio, respondeu de forma lacónica. “O caso está a ser gerido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade que tem a responsabilidade da concessão das praias.”

“Apenas temos procurado mediar o conflito entre os condóminos e a autarquia”, respondeu, por seu lado, o director regional da APA, Sebastião Teixeira.

Da parte da autarquia o que foi feito, acrescentou a vereadora, “foi salvaguardar o acesso de viaturas de emergência à praia”, colocando para esse efeito a respectiva sinalética.

Ora, acontece que nem esse aspecto está garantido. O tribunal condenou a autarquia a “retirar a sinalização de trânsito que colocou no caminho do lote 29 da praia dos Aveiros”, informou a administração do empreendimento. No meio deste pingue-pongue, Fernanda Viola receia vir a perder clientela: “Na Páscoa, tivemos menos espanhóis – chegavam lá acima, viam um sinal [propriedade privada], voltavam para trás ”, justifica. Com efeito, existe um acesso pedonal, livre, mas só detectável para quem conhece a zona.

O município de Albufeira, de acordo com a sentença do Tribunal de Albufeira, foi ainda condenado a “repor as cancelas no sítio em que as mesmas se encontravam”, pagar as custas do processo e repavimentar o caminho. Mas o município terá ainda de se pronunciar sobre uma outra situação: neste empreendimento, construído há cerca de duas décadas por um promotor alemão, existe um talude com a altura de um prédio de três andares que pode vir a desabar. A memória da tragédia da praia Maria Luísa, aquando da queda de uma arriba, em 2009, que provocou a morte de cinco pessoas, ainda não se apagou. Neste empreendimento à beira-mar, o licenciamento do projecto de estabilização do talude está pendente da “expressa autorização” dos titulares dos lotes n.º 25 e 26, “os quais se recusaram sucessivamente a dar a sua autorização ao projecto de licenciamento”, lê-se na última acta da reunião do condomínio do lote 29.

Praia Maria Luísa: o perigo continua
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), antes da época balnear, procedeu a uma vistoria por toda a costa, mandando retirar as rochas que ameaçavam perigo directo para os banhistas. Porém, na praia Maria Luísa há novos sinais de preocupação. Quase à beira da arriba está marcado um percurso pedonal, com um corrimão de segurança até à praia dos Olhos d´Água, mas o Inverno passado pôs em evidência a insegurança que podem representar os passeios à beira-mar. A ameaça, contudo, não parece atemorizar quem construiu vivendas nesta zona – com relvados a prolongarem-se até à crista da falésia – e o som do bater das ondas a entrar pela casa dentro.

Fonte: Público