MSC recolhe alimentos para IPSS de Santarém





A MSC juntou os seus cerca de 200 colaboradores para um convívio de Natal, aproveitando a ocasião para promover uma recolha de alimentos. Inserida na política de responsabilidade social da MSC, esta acção reverteu para o Centro Paroquial de Santa Margarida de Abrã, uma IPSS da zona de Santarém, que presta apoio social a crianças e idosos.

Nesta iniciativa, os colaboradores da MSC conseguiram reunir mais de 300 kg de alimentos que foram posteriormente entregues a esta IPSS. Além desta ação de responsabilidade social, a MSC Portugal ainda apoiou a Associação Make a Wish, tendo oferecido a todos os seus colaboradores uma Estrela Make a Wish 2014.

“2015 será um ano muito próspero para a MSC Portugal, pleno de projectos novos e desafios, que motivarão a nossa magnífica equipa e nos farão chegar mais longe e com o mesmo nível de comprometimento e respeito para com os nossos clientes”, referiu Carlos Vasconcelos, Administrador da MSC Portugal.



Fonte: Cargo 

Barcos portugueses podem voltar a pescar em Marrocos

As águas marroquinas estão abertas a navios de pesca portugueses, espanhóis, holandeses, letões e lituanos, no âmbito da parceria estabelecida entre a União Europeia e Marrocos.

Os navios de pesca de Portugal, Espanha, Holanda, Letónia e Lituânia podem voltar a pescar em águas marroquinas, de acordo com notícias avançadas na imprensa nacional.
As 63 licenças que entraram em vigor a 15 de Julho foram emitidas ao abrigo de uma parceria entre a União Europeia (UE) e Marrocos e têm uma validade de quatro anos.
Marrocos vai ter uma compensação de 16 milhões de euros, que representa 60% dos 30 milhões de euros que a UE vai gastar por ano, avança a TVI. Os restantes 14 milhões destinam-se a apoiar o sector das pescas no país. Os donos dos navios vão ter de suportar um custo estimado em dez milhões de euros.
A Associação de Armadores revelou que o número de licenças atribuídas a Portugal não é elevado, mas que, ainda assim, está satisfeita com a notícia, segundo a informação divulgada pela RTP. A associação sublinhou que Marrocos é uma área com muito potencial e que as condições climatéricas permitem, por exemplo, a captura de sardinha, no inverno.
Fonte: Observador/Ana Pimentel.


Portugal pesca mais carapau e menos pescada

A quota de pesca para Portugal vai aumentar 18% no próximo ano, com o carapau a registar uma subida de 67% e a pescada uma descida de 15%.

A  quota de pesca global para Portugal vai aumentar 18% em 2015, face a este ano, anunciou esta terça-feira, em Bruxelas, a ministra da tutela, Assunção Cristas.
Segundo a ministra, é nos carapaus que se regista a maior subida, de 67%, tendo sido ainda negociado entre os ministros das Pescas dos 28 um aumento de 14% no tamboril, de 10% no biqueirão e de 15% no lagostim. Já os totais admissíveis de capturas de pescada nas águas ibéricas foram reduzidos em 15%.
Fonte: Observador.


Homem morre depois de cana de pesca tocar em cabo de alta tensão

Um homem de 40 anos morreu hoje electrocutado quando se encontrava à pesca, perto de Torrão, Setúbal, e tocou com a cana num cabo de alta tensão, disseram à agência Lusa fontes dos bombeiros e da GNR.
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal indicou que o homem encontrava-se a pescar na ribeira de S. Romão, junto à Estrada Nacional (EN) 262, nas imediações da povoação de Torrão, no concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal.
Segundo a fonte, o homem estaria a utilizar uma “cana com sensivelmente 10 metros” de comprimento, que tocou num cabo de alta tensão.
O CDOS recebeu o alerta às 08:22, tendo sido mobilizados para as operações de socorro os bombeiros do Torrão e a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Setúbal.
Fonte da GNR adiantou à Lusa que o corpo a vítima, de 40 anos, vai ser transportado para os serviços de Medicina Legal.
Fonte: Lusa/SOL

Mais de 450 quilos de lixo retirados do mar na Horta

Cerca de uma centena de voluntários retiraram no passado sábado do fundo do mar, no interior do porto da Horta, nos Açores, mais de 450 quilogramas de lixo, numa área de apenas 200 metros quadrados. A iniciativa, denominada ‘Limpa (a) fundo’, foi organizada pelo Observatório do Mar dos Açores (OMA) e pela Associação de Produtores de Espécies Demersais (APEDA), e contou com a participação de duas dezenas de entidades públicas e privadas, que todos os anos tentam manter o mar limpo. “Felizmente, desta vez, tivemos menos lixo”, disse à agência Lusa Carla Dâmaso, uma das organizadoras da campanha, que decorreu numa área “mais restrita” do porto, em frente ao Clube Naval da Horta, onde estão atracadas dezenas de embarcações de recreio. Segundo explicou a representante do OMA, a limpeza “rendeu”, ainda assim, cerca de 50 quilogramas de pneus, 60 quilogramas de vidro, 70 quilogramas de plástico e 275 quilogramas de lixo diferenciado (cabos, tecidos ou sapatos). 

Fonte: CM

Repor areia nas praias e demolir casas junto ao mar

O Grupo de Trabalho do Litoral aponta várias medidas para reduzir o impacto da subida do nível do mar e de outros factores associados às alterações climáticas nas zonas costeiras. Neste processo, designado por “adaptação”, os especialistas sublinham três opções principais, que em muitos casos terão de ser complementares.

Protecção
Esta tem sido a estratégia mais utilizada nas últimas décadas e pode continuar a ser, desde que combinada com outras medidas. No caso das praias entre o Douro e o Cabo Mondego, um dos troços de costa mais críticos em termos de erosão costeira, os autores recomendam a alimentação artificial com 50 milhões de metros cúbicos de areia por década até 2100. Este tipo de intervenção é também apontado como sendo o mais adequado para a zona da Costa da Caparica, embora se admita que possa ser insuficiente no médio e longo prazo. Outra sugestão é a utilização dos sedimentos dragados nas barras e canais de acesso aos portos para alimentar as praias submersas, e ainda a construção de estruturas portuárias destacadas, separadas da linha de costa.

Relocalização
Nas zonas costeiras onde existe risco elevado de galgamento, inundação ou erosão, a resposta prioritária é a demolição das construções existentes e o seu recuo planeado. Para isso, os especialistas recomendam a revisão da Rede Ecológica Nacional, de forma a facilitar a relocalização das casas para fora da zona de risco, nas áreas adjacentes. É recomendada ainda a proibição total de novas construções nas faixas de risco máximo junto às arribas.

Acomodação
A estratégia de acomodação permite aumentar a capacidade das populações para lidar com os impactos da erosão costeira e da subida do nível do mar, sem abandonarem os locais. Como exemplo, os autores apontam a gestão controlada de lagunas, como foi feito na Barrinha de Esmoriz, permitindo a gestão controlada da abertura da lagoa ao mar para minimizar as cheias na área habitada. Incentivar usos sazonais das zonas costeiras e utilizar estruturas móveis ou flutuantes são outras hipóteses.

Fonte: Público

Universidade do Algarve está a criar pepinos-do-mar em terra

Os chineses correm meio mundo em busca de uns animais, com o corpo em forma de chouriço, que fazem as delícias à mesa dos orientais – são os pepinos-do-mar, desprezados pelos portugueses. No mercado asiático, depois de secos, chegam a custar 150 a 200 euros por quilo.

Qual a diferença entre os pepinos produzidos em terra ou no mar? Só existe semelhança na forma e no facto de ambos serem comestíveis e de agrado popular – mas um é vegetal e o outro não. O preço de um pepino dos oceanos – animal da família dos ouriços-do-mar e das estrelas-do-mar – pode chegar aos 150 a 200 euros por quilo seco. Os chineses correm o mundo em busca destes animais, atribuindo-lhes propriedades singulares na alimentação e, na medicina popular, dizem ter poderes afrodisíacos. No Norte da Turquia, nos últimos dois anos, foram pescados 700 mil a um milhão de indivíduos por dia – uma razia que se está a repetir no Norte de África.


No Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, a investigadora espanhola Mercedes González Wangüemert, está a investigar há cinco anos aos pepinos-do-mar. Antes, esteve em Girona e Múrcia, Espanha, a estudar a genética de populações marinhas de outros animais, como pargos e lesmas-do-mar. Está preocupada com a inexistência de legislação que proteja estes invertebrados marinhos em risco de extinção nalguns pontos do globo e defende a monitorização das capturas. “Não existe legislação que regule a pescaria. A zona Norte da Turquia foi dizimada, e agora viraram-se para sul, colocando em perigo a sobrevivência das espécies.”


A partir do Norte de Marrocos estão agora a ser exportadas “toneladas de pepinos-do-mar” para São Francisco, nos Estados Unidos, onde há uma importante comunidade chinesa. A informação sobre o que se está a passar nesses mares tem-lhe chegado através de um investigador local que colabora com a equipa da Universidade do Algarve.


Nos mares do Índico e Pacífico, devido à procura desenfreada, há zonas onde estes animais quase desapareceram por completo. Por isso, uma vez esgotados os recursos nas zonas dos trópicos, as capturas passaram a fazer-se no Mediterrâneo e no Atlântico europeu. Além do valor nutricional (possíveis antioxidantes e ácido gordo ómega-3), pode ainda ser utilizado na obtenção de substâncias para fins terapêuticos. Na ausência de normas que protejam estes animais, as capturas são livres.


No Algarve, entre a comunidade piscatória, os pepinos-do-mar são conhecidos pelo nome popular que deriva da sua forma fálica. O tamanho médio da espécie Holothuria arguinensis oscila entre 15 a 20 centímetros, mas na ilha da Culatra, na ria Formosa, já foi encontrado um exemplar com 65 centímetros.


A equipa do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, que inclui dez investigadores, conseguiu entretanto reproduzir pepinos-do-mar em sistema de aquacultura, na estação-piloto do Ramalhete, na ria Formosa. Nasceram há cerca de três meses as primeiras crias de uma das espécies de pepinos-do-mar de maior valor comercial – precisamente a Holothuria arguinensis, existente no Algarve, na costa ocidental de Portugal até Peniche, nas ilhas Canárias e no Noroeste de África.


“Isto é como cuidar de uma criança”, comenta Mercedes González Wangüemert, a coordenadora do projecto, ao observar o aquário os 40 juvenis, com 1,5 centímetros de comprimento.


É neste mundo aquático da Estação Experimental do Ramalhete – instalada num velho armazém de apoio às antigas armações de atum da Companhia de Pescarias do Algarve, perto de Faro, e rodeada de salinas – que a vida corre numa aparente tranquilidade. Jorge Domínguez Godino, um jovem biólogo espanhol com um doutoramento nesta área, recorda o momento em que, através de um choque térmico, na última Primavera, promoveu a reprodução induzida da Holothuria arguinensis – os machos lançaram o esperma na água, as fêmeas os óvulos e natureza fez o resto. O resultado não podia ser melhor. “Um êxito”, enfatiza.


Na fase seguinte, para o próximo ano, espera que não faltem apoios financeiros para levar a cabo o estudo noutras latitudes. “Ainda falta saber muito sobre estes animais”, comenta Jorge Domínguez Godino, lembrando que há 66 espécies comestíveis de pepinos-do-mar.


Próximo passo: a produção em escala
O CumFish, como se chama este projecto de investigação iniciado em 2012 e a terminar no próximo mês de Janeiro, permitiu estudar as cinco espécies de pepinos-do-mar sobre as quais se exerce a maior pressão a nível mundial: além da Holothuria arguinensis, a Holothuria polii e Holothuria tubulosa (que se encontram só no Mediterrâneo) e a Holothuria mammata e Parastichopus regalis (que se encontram Mediterrâneo e Atlântico).


A reprodução conseguida no Algarve revestiu-se de particular significado por ser de uma das espécies de pepinos-do-mar mais cobiçadas, e não se conheciam as formas de a fazer multiplicar fora do seu habitat. O sucesso, explicou a coordenadora do projecto, foi conseguir fazer a passagem da fase de larva para juvenil, que é marcada pela “ocorrência de muitas mortes”, tanto em meio natural como em aquacultura. Por outro lado, salienta que, em paralelo, a equipa do Centro de Ciências do Mar “fabricou” as microalgas para alimentar as crias.
Entretanto, o Outono foi trazendo o frio e a temperatura da água dos tanques e do mar baixou. E os pepinos-do-mar mudaram de hábitos. Para se protegerem do frio, agruparam-se como se estivessem à lareira. “Muito interessante”, observa Mercedes González Wangüemert.


Centrado na estação do Ramalhete, o trabalho contou com uma vasta rede internacional de parcerias, de que se destaca a Universidade de Ordu, na Turquia, a Universidade de Reunião, na Polinésia Francesa, Museu de História Natural de Paris, o Instituto de Ciências Marinhas da Austrália e o Instituto de Investigações Marinhas e Costeiras, na Colômbia. “Juntámos esforços e unimos os conhecimentos”, observa Mercedes González Wangüemert, sublinhando ainda contributos de cientistas no Irão, Grécia, Itália, Holanda, Panamá e Reino Unido.


Para o avanço deste projecto, a investigadora considera que foram determinantes os 163 mil euros da Fundação para Ciência e a Tecnologia, além de outros 88 mil euros de outras entidades. “Não me posso queixar”, diz. “Em tempo de dificuldades, é importante valorizar a transferência de conhecimento para a investigação aplicada”, observa, sublinhando a necessidade de dar seguimento ao projecto, com vista a produzir pepinos-do-mar em aquacultura.


Nesse sentido, a equipa ultima uma proposta em que prevê um investimento de 250 a 300 mil euros, nos próximos três anos, para saltar da fase de laboratorial para a produção na escala das toneladas.


É certo que os chineses já cultivam pepinos-do-mar em aquacultura há décadas. Mas são espécies da região, diz Mercedes González Wangüemert. A maior parte da produção, cerca de 80%, é obtida em sistema de aquacultura (100 mil hectares), na província chinesa de Shandong. Em 2010, a China produziu 100 mil toneladas de pepinos-do-mar, mas a produção não chega para as encomendas. É por isso que ter conseguido reproduzir em aquacultura uma espécie de grande valor comercial como a Holothuria arguinensis é importante.


Da Turquia, em 2012, a China importou mais de 600 toneladas de pepinos-do-mar. Mas as suas importações globais vão para além disso: por exemplo, em 2011 importou 6000 toneladas, sendo o país com a maior fatia de importações destes animais (Singapura ou a Malásia também os importam, mas em quantidades muito mais pequenas).


“Cozinhei-os com cerveja e é muito bom”
Em Portugal, não existe sequer tradição no consumo destes bichos, mas as coisas poderão estar a mudar. “Já encontrámos duas ou três pessoas a pescar na ria Formosa. Julgamos que será apenas para consumo local, nos restaurantes chineses”, refere Jorge Domínguez Godino.


Em Quarteira, o mestre da pesca do polvo José Agostinho fala do lado não científico do seu contacto com os pepinos-do-mar. “Quando apanhamos esses bichos – e durante o Verão aparecem com frequência nos covos –, devolvemo-los ao mar, porque ninguém lhes dá valor”. Do que se recorda, José Agostinho diz que “só há dois ou três anos é que apareceu um indivíduo a dizer que pagava entre 70 a 90 cêntimos por quilo”.


O pepino-do-mar, depois de capturado, é submetido a uma operação de limpeza em que lhe é retirado todo o aparelho digestivo e fica a secar. Quando chega à cozinha, é confeccionado como se fosse polvo. Apesar da falta de hábitos de consumo destas espécies em Portugal, José Agostinho garante: “Cozinhei pepinos-do-mar com cerveja, e é muito bom.”


Em Sesimbra, há cerca de sete meses, instalou-se uma empresa de capitais da Malásia para começar a exportar este produto. Mas não foi bem-sucedida. Ao fim de dois meses, cancelou o contrato de aluguer do armazém à empresa Docapesca, porque as capturas feitas pelos pescadores da zona não terão obtido a quantidade e a qualidade que esperariam. “Provavelmente, faltou-lhes o conhecimento”, observa Mercedes González Wangüemert, que gosta de meter os pés e as mãos nos sapais da ria Formosa para estudar a morfologia destes animais – bonitos aos olhos dos cientistas, mas não de toda a gente.



Fonte: Público

Nível do mar anda a subir mais rápido em Portugal

O ritmo de subida do nível do mar acelerou em Portugal no século XXI. As conclusões estão num relatório preliminar de que o jornal Público dá conta.

O Governo encomendou um relatório que se debruçou sobre o nível médio do mar e as políticas do país nesta área. As conclusões são preocupantes. Desde 2000 o ritmo de subida aumentou consideravelmente mas não se consegue descortinar uma política coerente para fazer face à situação.

Como dá conta o jornal Público sobre este relatório, ainda preliminar, o nível do mar subiu a partir do ano 2000 o dobro do ritmo a que subira nas últimas duas décadas do século passado. E o que se tem feito para acompanhar a situação? Segundo este relatório as políticas têm sido ditadas pelas circunstâncias, tanto políticas como meteorológicas.

Uma análise mais detalhada aos pontos críticos, que consta neste relatório, faz referência à necessidade de um investimento avultado. Só para repor em circulação a areia que faz falta À costa seriam necessários 221 milhões de euros nos próximos seis anos. Até 2050, este valor sobe para os 734 milhões de euros, destaca o mesmo jornal.
A preocupação aqui é a erosão costeira, algo que advém da combinação da subida do nível do mar mas também à retenção nas barragens.

Fonte: Público/Notícias ao Minuto.






Cientistas estudam sardinha no mar para definir quotas

Navio do IPIMAR vai sondar stock de sardinha para que se possa definir quanto se pode pescar em 2015
Com mais de 300 homens ligados directamente à pesca da sardinha e mais de um milhar indirectamente, pode dizer-se que o sector está, por estes dias, na expectativa, já que hoje o IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) deverá fazer-se hoje ao mar com o navio oceanográfico “Noruega” (que desenvolve estudos nas pescas em Portugal), para iniciar o processo de avaliação do estado em que se encontra o stock de sardinha, após o período da desova (de Setembro ao início de Dezembro), segundo apurou o nosso Jornal, junto de fonte ligada ao processo. Esses estudos, considerados como «fundamentais», para o sector, irão servir de “base” ao Ministério e Secretaria de Estado das Pescas, para «rectificação de uma forma justa», da quota permitida em 2015, «para que o sector não venha a atravessar as dificuldades e impossibilidades que em 2014 foram definidas pelos órgãos competentes», explica a mesma fonte. 

Fonte: Diário de Coimbra

A temperatura dos oceanos está a aumentar desde abril de 2014

A temperatura dos oceanos está a aumentar desde Abril, após uma ligeira pausa entre 2000-2013, apesar de nesse período se ter verificado uma crescente concentração de gases de efeito estufa.

A temperatura dos oceanos está a aumentar desde abril, após uma ligeira pausa entre 2000-2013, apesar de nesse período se ter verificado uma crescente concentração de gases de efeito estufa, refere um estudo publicado esta sexta-feira pela ScienceDaily.
De acordo com a publicação, que cita uma investigação coordenada pelo cientista do clima Axel Timmermann, do Centro de Pesquisa Internacional da Universidade norte-americana de Havai, o último verão registou um recorde em termos de aumento da temperatura, se comparado ao período em que se fez sentir intensamente o efeito do fenómeno natural ‘El Niño’, em 1998.
“De 2000-2013, o aumento da temperatura do oceano a nível registou uma pausa, apesar do incremento das concentrações de gases de efeito estufa. Esse período, conhecido como o Hiato do aquecimento global, suscitou um grande interesse do público e da comunidade científica. No entanto, a partir de abril 2014, o aquecimento dos oceanos ganhou novamente velocidade, de acordo com a análise feita por Axel Timmermann a um conjunto de dados sobre a temperatura dos oceanos”, destaca o estudo.
Segundo o cientista, “o aquecimento global dos oceanos assenta sobre o aumento do Pacífico Ocidental, que tem aquecido muito além de qualquer valor registado e mudou o rasto do furacão, enfraqueceu os ventos alísios e produziu branqueamento de corais nas ilhas havaianas”.
Axel Timmermann associa os acontecimentos que levaram a esta ascensão às temperaturas da superfície do mar que “começaram a subir muito rapidamente na região extratropical do Pacífico Norte logo em janeiro de 2014″.
“Poucos meses depois, em abril e maio, ventos predominantes de oeste empurraram uma quantidade enorme de água muito quente, normalmente armazenada no oeste do Pacífico ao longo do Equador para o Pacífico Oriental. Esta água quente espalhou-se ao longo da costa norte-americana do Pacífico, libertando na atmosfera quantidades enormes de calor – calor que estava contido no Pacífico tropical ocidental por quase uma década”, explicou.
“As concentrações de gases de efeito estufa e os anormais ventos fracos de verão do Pacífico Norte, que normalmente esfriar a superfície do oceano, contribuíram ainda mais para o aumento da temperatura da superfície do mar. As temperaturas quentes agora se estendem a uma ampla faixa desde o norte de Papua Nova Guiné para o Golfo do Alaska”, afirmou Axel Timmermann.
Vários estudos científicos indicam que o aquecimento global tem provocado o aumento das temperaturas e dos níveis do mar, degelo dos glaciares e alteração dos cursos de água.
Fonte: Observador