Quando um tubarão aparece para "surfar"

Os surfistas que participavam numa competição na Austrália foram surpreendidos pela presença de um tubarão entre eles. A inesperada visita saltou duas vezes e foi apanhado pela máquina fotográfica de uma moradora local.
A competição “Coffs Harbour”, na praia de Macauley, no Estado de Nova Gales do Sul, no sudeste da Austrália, ficou marcada por uma episódio de criar “arrepios” ao mais experiente dos surfistas.

Durante a prova, no domingo, um tubarão “infiltrou-se” e no meio do grupo deu dois saltos. Steph Bellamy mora junto à praia e estava a assistir a tudo com uma máquina fotográfica na mão.
Foi ela quem no momento e no local certos captou a imagem do tubarão, quando viu um salto na água. “O tubarão realmente saltou duas vezes. Ele saltou uma vez, e depois saltou de novo e foi esse salto que eu fotografei. Foi tudo num piscar de olhos», disse Steph à BBC.
Foi tão rápido que ninguém percebia o que se tinha passado. «Eu ouvia as pessoas a perguntar “O que foi aquilo?” e eu só percebi o que era quando fiz zoom da imagem», porque segundo Steph Bellamy «é invulgar um tubarão nadar tão perto da costa».
Com a fotografia na mão correu até à organização da prova. O locutor do evento pediu aos surfistas para saírem da água. Escaparam todos ilesos. Estiveram na areia dez minutos para depois regressarem ao mar.
Steph conta que ninguém ficou com medo, «estava toda a gente deslumbrada e todos queriam uma fotografia do tubarão».
A foto de Steph Bellamy está a correr e a fazer êxito por todo o mundo. Esta mãe de 47 anos reage de forma positiva a esta exposição e aos que a acusam de ter alterado a imagem digitalmente, ela responde que «só me dá vontade de rir. Nem para salvar a minha vida eu sei usar o Photoshop».


Fonte: TSF
Foto: Steph Bellamy

Surf português chega à Índia

Um surfista português vai levar o ensino do surf a Goa, na Índia, instalando naquele antigo território ultramarino uma filial da escola que possui na Figueira da Foz.
Eurico Gonçalves, que foi campeão nacional de longboard em 2008 e que pratica surf há mais de 30 anos, tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento da modalidade naquele populoso país, mas onde apenas existem 150 surfistas registados.
“Em Goa, há duas ou três escolas de surf, embora trabalhem exclusivamente com turistas. A ideia é levar também o surf para os goeses”, disse Eurico Gonçalves à agência Lusa.
De acordo com o proprietário da iSurf Academy – escola fundada há cerca de três anos e localizada na praia do Cabedelo, na margem esquerda do rio Mondego – na Índia, o segundo país mais populoso do mundo, com 1,2 mil milhões de habitantes, o surf “não se nota, é residual”, frisou.
A opção pela antiga possessão portuguesa da costa ocidental indiana surgiu de um amigo de infância, residente em Goa, que desafiou Eurico Gonçalves a ali abrir a escola, durante cinco meses, coincidindo com o período mais quente daquele território, prévio à época das monções que se inicia em Junho.
O surfista defende que com o desenvolvimento actual do surf em Portugal, com a multiplicação de escolas e novos praticantes da modalidade, a abertura, nos últimos anos, de pós-graduações em instituições de ensino superior e o número crescente de atletas que competem contra a elite mundial, o nosso país “está apto a exportar esse conhecimento acumulado” para países onde a modalidade é praticamente inexistente.
E Goa, sustentou Eurico Gonçalves, tem condições geográficas e características climáticas – ondas pequenas e a água quente do oceano Índico – que a tornam um destino “de excelência para o ensino” do surf, frisou.
“O que se pode pedir de melhor?”, adiantou.
Perante o desafio de rumar à Índia, Eurico Gonçalves aceita como natural a troca das ondas grandes da costa atlântica – de que é adepto confesso – pela pequena ondulação que o espera em Goa.
“A minha relação com o mar foi sempre a de pegar naquilo que ele tem para me oferecer. Muito divertimento, muito conhecimento e Goa também tem ondas, tem ondas perfeitas, ondas pequenas, eu gosto de ondas grandes, mas as ondas pequenas também fazem parte [do surf]”, argumentou.
“Vou aproveitar para aprimorar a minha técnica em ondas pequeninas”, disse o surfista.
Após o regresso de Goa, Eurico Gonçalves pensa apostar noutros destinos para expandir a iSurf Academy, concretamente em África, em países de língua portuguesa como Moçambique, Angola ou São Tomé e Príncipe, revelou.
Fonte: Lusa/SOL

O Mar uniu-as, fê-las crescer e agora já não há como (se)pará-las.

Começou por simples diversão, mas rapidamente se tornou numa paixão. Daquelas viciantes. Ao início eram poucas, mas com o tempo foram crescendo. A maioria são mães, donas de casa, todas com a adolescência já vivida – todos sabemos que não é bonito falar de idades no feminino… – mas ainda com um espírito bastante jovem. Pelo meio até há caras conhecidas. Juntam-se regularmente para surfar. Também para se divertirem, desfrutarem daquilo que o mar dá e, acima de tudo, para partilharem a paixão que as une. O mar uniu-as e a amizade será sempre salgada. Dizem elas.

Aqui só há espaço para tudo aquilo de melhor que o surf tem para nos oferecer. Não interessa o crowd, nem as prioridades, apenas a partilha. No passado domingo juntaram-se novamente. Desta vez não era apenas umas habitual sessão como acontece quase todas as manhãs na zona da Linha. Antes ainda de irem trabalhar. Desta vez era… digamos que um “encontro” mais especial. Uma reunião em maior número. Mas sempre com a partilha da paixão que as une presente. Fomos conhecer melhor as Salty Friends. Saber como tudo começou, o que pretendem desta união e que sets veem bem lá ao fundo. No futuro. E só não saltámos para dentro de água com elas porque nos falta o requisito principal para isso.
“As Salty Friends nasceram de um grupo de amigas, a maior parte mães, mulheres que trabalham, mas que partilham uma paixão comum pelo mar e que perceberam o quanto essa partilha pode ser profunda e enriquecedora”, começa por dizer-nos Maria Valadares, uma das fundadoras do grupo e pioneira desta rotina, ela que também é conhecida no mundo do surf simplesmente por Pi – sim, é este mesmo nome que dá vida às originais capas de prancha “Souls of Pi”. “Entretanto, surgiu a ideia de criar um grupo de Facebook e o grupo foi crescendo, de forma natural, através de convite a quem se ia juntando”, explica.
Esta ideia é corroborada por Ruth ou Sharky Runner, nickname pelo qual é conhecida no mundo das ondas. “Este grupo nasceu de uma vontade de mulheres com carreiras e responsabilidades familiares, com caminhadas e vidas diferentes umas das outras, se juntarem para partilhar aquilo que as une: o mar, as ondas, o surf. O primeiro objectivo – que foi conseguido com sucesso – era dar a oportunidade a um grupo de “miúdas” de conhecerem outras que partilhem o mesmo interesse. Mulheres que têm quase todas vidas muito intensas, pois trabalham, são mães, têm famílias e outras responsabilidades ao seu cargo, que faz com que não seja fácil tirar tempo para esta prática do surf”, refere.
“Há muitos anos que sentia necessidade e ansiedade por ter companhia feminina dentro de água”.
A este grupo não falta nada. Nem mesmo uma madrinha. Teresa Abraços é uma presença assídua nestas sessões. A ex-campeã nacional é também um exemplo para as companheiras de remadas. “Há muitos anos que sentia necessidade e ansiedade por ter companhia feminina dentro de água. Sempre que encontro surfistas mais velhas meto conversa… até porque tenho curiosidade de saber como começaram. E foi assim que começou: meto conversa, conheço várias surfistas e combinamos surfar juntas. A ideia é essa. E também puxarmos umas pelas outras”, frisa Teresa.
Para alguém que vem do mundo competitivo, como será este tipo de experiência? E quais as diferenças? “Às vezes sentimos saturação da competição. A minha vida foi centrada nisso. Valorizo imenso o tempo que passo com elas. Não têm nível avançado mas têm paixão e saem sempre com um sorriso da água. Essa parte é a que acho gratificante e que busco hoje em dia. Sempre senti muitos preconceitos antigamente, com a modalidade e em relação às mulheres. Por isso, gosto de me empenhar em quebrar estas barreiras”, afirma Teresa Abraços.
Exigências
No corrupio do dia-a-dia acaba por ser normal que nem sempre passemos no mar o tempo de que gostaríamos. Então imaginem-se mulheres, mães e donas de casa. Nada disso… aqui não há desculpas. Mesmo que as exigências sejam altas, há sempre forma de contorná-las. “Nada é fácil para a maioria. Ter de levar miúdos à escola, fazer comida, trabalho, tratar da casa, entre outras coisas, não deixa muita margem de manobra para fazer umas ondas. Contudo, a vontade é muita e tenta-se gerir da melhor forma, fazendo os possíveis para não afectar a rotina da família e a vida profissional. É também uma maneira de mostrar e fazer compreender a quem as rodeia que elas merecem e precisam destes momentos, que, por sua vez, trazem mais força e energia ao seu dia e sobretudo à sua vida”, reforça Sharky Runner.
“É difícil dar uma ideia geral de como tantas mulheres, com tantas actividades diferentes, ritmos de vida e rotinas distintas o fazem. Regra geral, o que acontece é entrarmos bem cedinho pela manhã e depois, sempre que podemos, cada uma com o seu ritmo. Prevalece aqui uma vontade imensa, que acaba por determinar a forma como cada uma gere o seu dia”, garante Pi, ela que é ainda instrutora de Actividade. Actividade que o grupo também aliou ao surf no recente encontro.
E de onde vem tanta inspiração? “Eu acho que uma das principais vantagens deste grupo é que, para além das inspirações que podem ser exteriores, nos inspiramos umas às outras, através da cumplicidade que vamos ganhando. Também por nos identificarmos em muitas das dificuldades que surgem do facto de sermos mulheres mais velhas e com responsabilidades comuns. Claro que ter a Teresa Abraços entre nós, vê-la surfar e falar sobre a sua paixão, na boa disposição que a caracteriza, também representa sempre uma inspiração”, assevera Pi. “Não posso deixar de mencionar que sou fã da “Slater”, como chamo à minha amiga Teresa Abraços. Como pessoa e amiga é uma inspiração. Como surfista… fico horas a vê-la no mar e a sonhar que sou eu ali”, diz Sharky, em tom sorridente.
Apenas o começo


O encontro realizado juntou mais de duas dezenas de Salty Friends. Segundo as próprias foi “um sucesso” e é mais do que certo que foi apenas o primeiro de muitos. “Não restou qualquer dúvida após o encontro, que este seria o primeiro de muitos. Embora não esteja agendado ainda nada em concreto… A não ser uma surftrip urgente – ideia à qual todas aderiram rapidamente”, desvenda Pi. Já Sharky acrescenta que “o feedback do evento superou as expectativas”. “Foi muito gratificante ver a energia contagiante que se gerou ali naquela partilha e convívio, que terminou de forma descontraída à beira mar, a beber um chá e a planear futuros eventos. Sempre com uma grande vontade de estarmos juntas outra vez. Estou certa que muitos outros eventos virão. E até com formatos diferentes. Parar é que não! Jamais”, assegura.
A paixão e o vício pelo mar é tanto que “parar” é uma palavra que, logicamente, não vem no dicionário delas. “Jamais me passa pela cabeça alguma vez deixar. Contudo, ainda tenho uma caminhada longa a percorrer: ir mais para o outside e comprar um capacete”, afirma Ruth. A mesma ideia é compartilhada por Pi: “Por mim vai ser até às pernas não conseguirem aguentar”.
Num desporto maioritariamente masculino e jovem, elas são um verdadeiro exemplo. Um exemplo de alegria contagiante, força de vontade e de amor pelo mar. São também uma pequena amostra daquilo que deveria ser a perfeição dos nossos lineups, mostrando-nos que vale a pena sonhar com a harmonia. Se te encontrares por aí com um numeroso grupo de mulheres surfistas não te assustes. Elas sabem bem o que fazem. Amigas, mães, com larga experiência de vida, com os seus trabalhos… e com tempo para serem Surfistas. Sim, assim mesmo. Com S maiúsculo.

Fonte: Surf Portugal
Fotos: Pedro Quadros e Sharky Runner

Munique não tem mar, mas tem surf

Munique tem uma atracção invulgar. Para além da “Oktoberfest”, da Ópera, do Bayern ou do seu património histórico, a cidade alemã é também um novo ponto no mapa do surf.
Munique não tem mar. Mas tem um parque, o Jardim Inglês. Tem um rio, o Isar, com um canal, o Eisbach. Que tem uma onda. Não tem mais de 10 metros, mas para os surfistas desta cidade alemã chega e sobra para as perícias em cima de uma prancha. São autênticos acrobatas que cruzam o canal de um lado ao outro tantas vezes quantas o equilíbrio permite.
Praticamente todas as grandes figuras do surf mundial já passaram por Munique. Desde Kelly Slater a Gerry Lopez, Shaun Thompson, Ross Clarke-Jones ou Marlon Lipke.

Fonte: TSF – Reuters – Michael Dalder

«Soltar amarras» no Casino

por
O Casino Figueira, juntamente com a Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) e a Price Waterhouse Coopers, inicia, no dia 8 de Dezembro, um ciclo de três conferências sob o lema “Soltar amarras”. A primeira sessão, que decorre pelas 21H30, tem como convidado Fausto Brito e Abreu, secretário Regional dos Açores do Mar, Ciência e Tecnologia, que abordará o tema “Açores e o mar profundo: a ciência como base do crescimento azul”.

Em conjunto, o casino, a APFF e a Price Waterhouse Coopers, “têm encontrado sempre modalidades de promoverem a concretização de iniciativas em que as perspectivas de um novo mundo para Portugal, através do Mar e no Mar, se vão aproximando e clarificando”. Destaque-se, por exemplo, a vinda do Navio Escola Sagres, em 2012, à Figueira da Foz, onde participaram uma centena de estudantes de quatro escolas do concelho. Por sua vez, durante um ano, o casino firmou um ciclo de conferências com a com a Marinha Portuguesa. Já antes, em 2011, a APFF, em conjunto com o casino, organizou uma exposição documental que esteve patente nas instalações da Universidade de Salamanca.


Fonte: PDP

Porto de Aveiro estabelece novo recorde anual de movimentação de carga

A Administração do Porto de Aveiro (APA) anunciou que o seu anterior máximo de 3,97 milhões de toneladas movimentadas num ano, foi ultrapassado no passado dia 18, fazendo deste ano já o melhor de sempre na história da infra-estrutura.

A APA prevê que até ao final do ano sejam atingidos os 4,5 milhões de toneladas, pelo que este “será o seu melhor ano de sempre” do Porto de Aveiro.

Neste cenário, salienta a APA, o movimento de mercadorias no Porto de Aveiro apresentará um crescimento de cerca de 20% em relação ao ano transacto, o qual já tinha registado um incremento muito próximo desse valor no confronto com 2012.

A administração portuária refere que estes números estão em linha com o previsto no plano estratégico do Porto de Aveiro, que estabeleceu um conjunto de investimentos destinados a colocar esta estrutura no patamar dos 5 milhões de toneladas em 2015.



Fonte: Cargo

O Novo Terminal de Contentores do Barreiro





No seguimento das conclusões do Grupo de Trabalho sobre as Infra-estruturas de Elevado Valor Acrescentado (GTIVA) ficou definido como uma das primeiras prioridades a construção de um novo terminal de águas profundas, de contentores, no porto de Lisboa. 

Após uma fase inicial em que era apontada a Trafaria como localização preferida, face a múltiplas objecções formuladas por vários quadrantes de opinião, os defensores de um novo terminal de contentores no porto de Lisboa parecem agora inclinar-se para uma solução com localização no Barreiro. 

Tecnicamente, esta solução vai obrigar não só a um elevado volume inicial de dragagens, com o correspondente investimento mas, também, a muito significativas dragagens de manutenção de base anual. Acresce que se o grau de contaminação dos materiais a remover for elevado, como se suspeita, estes custos poderão ser substancialmente acrescentados. Mas, a estes terão de se adicionar os custos que concernem às difíceis acessibilidades terrestres ao novo terminal, menos problemáticas que as da citada Trafaria, mas deixando no entanto muito a desejar em comparação com as actualmente existentes no porto de Setúbal.

Acerca deste cenário de localização, no Barreiro, o Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações (SETC) já admitiu publicamente que a resolução destas questões e respectivos custos serão da exclusiva responsabilidade do concessionário privado não aumentando a factura a pagar pelo Estado português. Tal significa efectivamente que esses custos vão recair nos clientes desse terminal, os armadores e estes não deixarão de os fazer repercutir nos exportadores e nos importadores nacionais, na produção e no consumo, ou seja, directamente na economia.

Não há dúvida de que sendo Lisboa um centro importador de elevado nível de consumo e ao mesmo tempo região industrial produtora que origina um importante volume de exportações, ela tem absoluta necessidade de um porto próprio, eficaz, que permita servir as empresas e a população da sua área de influência. Um tal porto permitiria também aumentar essa área de influência (hinterland) a algumas zonas fronteiriças de Espanha como já hoje se verifica com o terminal de Alcântara.

A construção de um terminal de contentores no Barreiro, deep sea construído de raiz e como recentemente divulgado com acesso marítimo a -14m (ZH), pouco diferente do oferecido pelo porto de Setúbal, para além das dificuldades técnicas e dos custos de manutenção acima mencionados, exigirá um investimento inicial realmente muito elevado (mais de 400 M€). 

Tal investimento só será rendibilizado pelos serviços prestados no âmbito da concessão de serviço público, a outorgar, pelo que muito dificilmente viabilizável, a custos internacionais competitivos de operação portuária, através da movimentação de contentores para o referido hinterland (incluindo o lado espanhol).

No entanto a rendibilidade do investimento seria obtida se essa nova infra-estrutura viesse a funcionar como terminal de baldeação ou transbordo (transhipment), à semelhança do porto de Sines com o qual iria concorrer directamente devendo, por isso, o privado exigir em simultâneo o encerramento de toda actividade portuária, de contentores, na margem Norte do Tejo. Com tudo o que económica e socialmente de negativo tal decisão representaria para a região de Lisboa de acordo com os estudos até ao momento efectuados.

A forma mais usual, ou talvez mesmo a única, de garantir o elevado volume de carga necessária para justificar um tão grande investimento é o futuro concessionário ser, ou estar intimamente ligado a uma linha de navegação como é o caso do armador MSC no terminal 21 do porto de Sines. 

Mas, um terminal de contentores detido, directa ou indirectamente por uma linha de navegação apresenta alguns relevantes inconvenientes que importa levar em conta. É que na ausência de outros terminais no porto, existe o risco efectivo de a linha que detiver a concessão procurar naturalmente beneficiar a sua rede (navios/serviços) prejudicando as outras linhas de navegação em preços e/ou condições de acesso ao terminal. Ver o caso do terminal 21 em Sines onde a eventuais novos investimentos é alegadamente exigida a contrapartida duma exclusividade. 

Prejudicando a concorrência que se pretendia ver aumentada. Vai-te lá ganho não me dês perca.

A acontecer uma repetição da solução “Sines”, no porto de Lisboa, tal poderia prejudicar directamente as empresas nacionais e a economia em geral pela prática de preços mais elevados que os que actualmente vigoram no porto. Além disso, algumas linhas/serviços tenderiam a abandonar Lisboa diminuindo assim a concorrência na oferta de soluções logísticas alternativas. 

Não devemos perder de vista que o custo da operação portuária dum contentor representa uma parcela muito pouco significativa do custo total do respectivo transporte marítimo (menos de 10%?) pelo que a competitividade das exportações apenas pode ser garantida, no longo prazo, se for assegurada uma efectiva concorrência entre as várias linhas de navegação.

Não tendo em devida ponderação o que foi acima exposto poder-se-ia estar, na realidade, a entregar o comércio exterior marítimo de Portugal nas mãos de decisores estrangeiros sendo desde já dado adquirido que um falaria “suíço” e outro, talvez, residente em Copenhaga. Ou será antes de uma nova corporação chinesa? 

O certo é que a competitividade da economia portuguesa, em termos dos custos dos fretes marítimos, virá sempre em lugar secundário face à rendibilização dos investimentos.

Na hipótese de se confirmar a anunciada retirada em 2020 dos terminais portuários da zona de S. Apolónia, com a desafectação do uso actual e a transferência da gestão daquela área para a Câmara Municipal de Lisboa, como há muito reclamado por aquela entidade, entendemos que se justifica uma mais aprofundada reflexão sobre a melhor articulação para o conjunto portuário Setúbal/Lisboa pelo que havemos de voltar a este assunto noutro artigo.

João Carlos Quaresma Dias 
Professor Coordenador c/Agregação do ISEL e Professor Associado Convidado c/Agregação no IST responsável pela Cadeira de Organização e Gestão Portuária
Autor/fonte: João Carlos Quaresma Dias

"Pompeia subaquática" descoberta no Mar Egeu

A imprensa grega fala na descoberta de restos de uma antiga aldeia no fundo do mar, perto da ilha de Delos


A aldeia em causa desapareceu de forma misteriosa. E foi ficando escondida, por acção do mar.

Os investigadores da National Hellenic Research Foundation e da Ephorate of Underse Archeology, ambos gregos, relatam a descoberta de oficinas iguais às que se conhecem em Pompeia e Herculano.

Nesta altura já se conhecem outras estruturas que faziam parte da aldeia, como colunas ou paredes, além de vasos de terracota e restos de um forno antigo.
A imprensa grega começou a descrever o achado como “mini Pompeia” ou “Pompeia subaquática”, o que tem sido replicado pela comunicação social internacional.

Fonte: TSF

Identificado o vírus responsável pela mortandade das estrelas-do-mar

Doença está a matar mais de 20 espécies na costa ocidental da América do Norte. Cientistas descobriram que o vírus já estava presente em amostras de estrelas-do-mar de 1942 conservadas em museus.


Os cientistas que andam a investigar a enorme mortandade de estrelas-do-mar identificaram o vírus responsável pela doença que já matou milhões de criaturas desde que surgiu em 2013. Baptizado densovírus associado às estrelas-do-mar, o vírus foi descoberto depois de se descartarem outras possibilidades para a origem da doença, como certas bactérias, protozoários ou fungos, segundo o artigo científico publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos.

Mais de 20 espécies de estrelas-do-mar estão a morrer desde a costa do Sul do Alasca até ao estado mexicano da Baixa Califórnia. A doença causa primeiro lesões esbranquiçadas na pele das estrelas-do-mar. Depois, o corpo dos animais fica mole, rompe-se e os órgãos internos são expelidos. “Basicamente, as estrelas-do-mar despedaçam-se numa gosma que se acumula no leito do mar”, diz Ian Hewson, biólogo marinho e ecologista de microbiologia da Universidade de Cornell, em Nova Iorque, Estados Unidos, que liderou a investigação.

Este densovírus associado às estrelas-do-mar pertence à família Parvoviridae, que incluí alguns vírus que podem causar doenças em animais e nas pessoas. Os investigadores detectaram o vírus em amostras antigas de estrelas-do-mar, de espécimes que estavam em museus desde 1942.

Segundo a equipa, este vírus poderá ter estado presente no ambiente em quantidades baixas desde pelo menos 1942. Só recentemente é que se tornou nesta ameaça de larga escala devido a algum factor novo, como uma mutação genética, uma mudança ambiental ou o grande aumento da população de estrelas-do-mar.

“É provavelmente a maior epidemia a afectar a vida selvagem marinha de que conhecemos”, diz, por sua vez, Drew Harvell, um ecologista da Universidade de Cornell, que também participou no estudo. “A pergunta de um milhão de dólares é: porquê agora? O que mudou que criou as condições para este surto? Não temos a resposta para esta questão. Mas uma mutação viral pode certamente ser uma explicação.”

A doença foi primeiro descoberta em Junho de 2013 e ainda não deu sinais de abrandar. “Há dez milhões de vírus numa gota de água do mar, por isso descobrir o vírus associado a esta doença marinha foi como procurar uma agulha num palheiro”, ilustra Ian Hewson. “Não só esta descoberta é importante por ser um vírus envolvido na morte em massa de invertebrados marinhos, como também por ser o primeiro vírus descrito em estrelas-do-mar.”

As estrelas-do-mar são equinodermes, primas dos pepinos-do-mar e dos ouriços-do-mar. A maioria delas tem cinco braços, mas algumas têm mais braços. O desaparecimento de tantas estrelas-do-mar ameaça o colapso dos ecossistemas costeiros. Estes equinodermes são predadores importantes, que ficam entre a linha costeira e o mar aberto. 

Fonte: Público

Idosa de 100 anos vê o mar pela primeira vez

© AP/Brynn Anderson


Admirar o azul do mar é um privilégio que muitos consideram garantido, mas que continua a não estar ao alcance de todos. Ruby Holt, uma idosa norte-americana, esperou um século para poder ver o oceano, mas concretizou, finalmente, esse sonho, a poucos dias do seu 101.º aniversário.
Holt passou a maior parte da sua vida numa quinta na zona rural do Tennessee, EUA, a apanhar algodão e a cuidar dos quatro filhos e nunca teve tempo ou dinheiro para viajar e ir até uma praia. Este mês, porém, tudo mudou, graças a uma parceria entre o centro de dia onde vive e uma organização norte-americana que realiza os desejos dos mais velhos.
Em conjunto, as duas entidades ofereceram-lhe uma viagem, com todas as despesas pagas, até ao Golfo do México, onde pôde molhar os pés pela primeira vez e caminhar, com a ajuda de um andarilho, pelas areias brancas da região. 
Ruby Holt ficou impressionada com a imensidão do oceano © AP/Brynn Anderson

Citada pela Associated Press, Holt confessou nunca ter visto nada tão grande como o oceano. “Já tinha ouvido pessoas a falar sobre o mar e sobre o quão maravilhoso era e queria poder vê-lo, mas nunca tive a oportunidade de o fazer”, contou. 

De acordo com Mark Davis, director executivo do lar Brookdale’s Sterling House, onde esta norte-americana centenária reside, duas funcionárias descobriram, em conversa, que Holt nunca tinha ido a uma praia e decidiram preencher o formulário de candidatura da associação que se dedica a concretizar sonhos.

“Quando chegámos ao quarto [de hotel] ela não parava de apontar para o oceano, e as suas expressões faciais… ela ficou sem palavras”, partilhou Davis. 
Segundo Ruby Holt, a família nunca teve rendimentos suficientes para pagar uma viagem até à costa, o que fez com que a norte-americana apenas tenha saído do Tennessee uma única vez antes desta experiência. 

Fonte: Boas Notícias: Link aqui