Podemos pensar que sardinhas e engenharia biomédica são dois temas que em nada se relacionam. Ou antes, podíamos, antes de ver estas imagens. A comemorar 25 anos, o INEB mostra-nos a sardinha como nunca antes a vimos. O Instituto de Engenharia Biomédica da Universidade do Porto seleccionou 25 projectos das várias áreas a que se tem dedicado neste quarto de século e desafiou os seus investigadores a explicá-los… com uma sardinha. Um “símbolo” desta época do ano, mas também do próprio país, como explica a instituição em comunicado. Da bioimagem à regeneração de tecidos, da nanomedicina à simulação médica, ei-la para todos os gostos na exposição “A Engenharia Biomédica num Quarteirão de Histórias”, parente no Mercado do Bom Sucesso, no Porto, até 30 de Junho. Na inauguração, os próprios investigadores explicarão estas e outras histórias. Decorreu um ciclo de debates públicos na Fundação Manuel António da Mota. A programação completa da comemoração do 25.º aniversário do INEB está disponível aqui.
Festa do Mar e da Sardinha arranca em Vila Praia de Âncora
Até domingo, são muitas as razões para visitar o certame: mostra de produtos do mar, gastronomia, animação e exposições. A abertura conta com a participação do Quarteto de Sopros da academia de Música Fernandes Fão, segue-se a prova de Loureiro e encerra com a Mostra de Danças, Cantares e Trajes do Portinho, apresentado pelo Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora.
De cariz popular, a Festa do Mar e da Sardinha é o primeiro certame do “verão 5 estrelas”. O objetivo é valorizar o potencial turístico do património marítimo, com destaque para as atividades, serviços e produtos ligados ao mar.
Este evento relacionado com o Mar aposta em 4 áreas: gastronomia, mostra dos produtos do mar e da sardinha, exposições e animação.
A gastronomia, considerada a grande atração do certame, vai exibir os mais variados pratos confecionados com produtos do mar, com destaque para a Sardinha e para as conservas. Para além do bom peixe, também não faltarão provas de vinho loureiro, showcookings e demonstrações gastronómicas a cargo de pescadores locais e da Chef Margarida Bessa Rego. É ainda de realçar que a animação ao almoço e ao jantar também está garantida. O Grupo de Danças e Cantares Genuínos da Serra d’Arga, a Academia de Música Fernandes fão e as concertinas farão a diferença nas horas das refeições.
A mostra dos produtos do mar e da sardinha é outro dos pontos a salientar. Apresentação gastronómica dos produtos do mar e da sardinha, venda de produtos e serviços relacionados com o mar e artesanato do mar compõem a mostra. Nos serviços destaca-se a escola de surf e nos produtos as conservas e a doçaria. A m ostra de artesanato vai exibir o artesanato do concelho de Caminha e do concelho de A Guarda, com destaque para as miniaturas de barco, caraterísticas do concelho de Caminha e as redeiras de A Guarda.
As exposições são outras das apostas do certame. Na zona envolvente ao Portinho estarão patentes várias exposições: na sede da Associação de Pescadores, no Campo do Castelo, poderá ser visitada a mostra “As raízes da comunidade piscatória de Vila Praia de Âncora”, no Forte da Lagarteira a exposição “Embarcações Tradicionais e instrumentos de pesca” e no espaço do evento a exposição “As Artes de Mar”.
Para além dos serviços e produtos ligados ao mar, a Festa do Mar e da Sardinha vai contar com uma Feira do Livro, onde o visitante pode adquirir as mais variadas publicações relacionadas com o mar e outras temáticas.
Se a gastronomia promete, a animação não fica atrás. Durante os cinco dias, a animação é constante. Pelo palco da Festa do Mar e da Sardinha vão passar os Sons do Minho, os Metacarpus, os Alpaca, o projeto “Fuga”, o Grupo de Danças e Cantares Genuínos da Serra d’Arga, a Academia de Música Fernandes Fão, a Associação Vira a Bombar, o Grupo de Bombos S. Gonçalo de Dem, o Grupo de Bombos de Gondar, o Grupo de Bombos de Vila Praia de Âncora, o Orfeão de Vila Praia de Âncora, o Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora, Cantares Tradicionais da SIRA, Grupo Juvenil de Dem e Cantares Tradicionais de Orbacém. Além da música, o visitante ainda pode experimentar gratuitamente o batismo em Kayak no Rio Âncora, a cargo da Minhaventura.
Fonte: C.M. de Caminha
Estudo afirma que a água do Planeta Terra pode ter origem diferente da que conhecemos
Um trabalho científico conseguiu confirmar a presença de uma enorme quantidade de água – até três vezes o volume dos mares superficiais – incrustada sob a pressão entre rochas localizadas a 600 quilómetros de profundidade. O achado também joga uma nova luz sobre teorias que tratam da origem da água do nosso planeta.
Trata-se de um oceano subterrâneo, mas não um aquífero: a água (H2O) encontra-se incrustada nas rochas, não como um lago subterrâneo, mas está dentro de um mineral chamado ringwoodite. Aprisionada a 600 quilómetros abaixo da terra, a água transforma-se em uma hidroxila (OH) para se combinar ao mineral, por conta das condições extremas de pressão e temperatura dessa região do manto terrestre.
O investigador encarregado do trabalho, o geofísico Steve Jacobsen da Universidade de Northwestern, Estados Unidos, sustenta que essa descoberta acarreta na renovação de evidências de que a água na superfície do planeta pode provir do seu interior, catapultada pela actividade biológica.
Esse é um verdadeiro desafio para os manuais da ciência, que sempre abraçaram a hipótese de que o elemento vital chegou à Terra a partir do espaço, pela acção de incontáveis chuvas de cometas.
“Finalmente, temos evidências de um ciclo de água de todo o planeta, o que pode ajudar a explicar a grande quantidade de água líquida que existe na superfície e que torna nosso planeta habitável. Os cientistas têm procurado essa água profunda e perdida há décadas”, afirmou o geofísico.
Fonte: History
Musica, mar e sol na Ericeira já esta semana
O sol, a praia e as boas vibes aguardam os festivaleiros que se vão deslocar até à Ericeira para três dias de diversão, convívio e claro, grandes concertos, no Sumol Summer Fest.
Dado que o festival irá acolher muitos festivaleiros a organização aconselha a que se chegue cedo de forma a facilitar o check-in no festival.
Pela Ericeira passarão grandes nomes, a começar logo por dia 26 de Junho, com a Welcome Party, apenas para portadores de passes de dois dias, onde estarão Forward Sound, Nubai Soundsystem, Tekilla e a grande atracção da noite Jahcoustix.
Para o dia seguinte estão programados nomes como Supa Squad, John Butler Trio, Protoje ou Ky-Mani Marley que irão incendiar o palco do Sumol Summer Fest.
Para o último dia estarão em palco três dos grandes nomes do reggae actual para uma actuação conjunta: Anthony B, Lutan Fyah e Perfect Giddimani.
No mesmo dia, subirão ao palco Dengaz, Angus Julia Stone, Popcaan, entre outros. Durante os dois dias os festivaleiros poderão também usufruir de mais dois espaços, o Skatepark que contará com alguns dos melhores Skaters nacionais e este ano com uma competição BEST TRICK BEST RUN em que os 16 skaters convidados competirão entre si até ser encontrado o vencedor, e a DUB Zone.
Esta última, é outra das grandes novidades deste ano com uma zona reservada ao Dub Soundsystem, constituída por uma geometria de três pirâmides, com 30.000 watts de potência sonante e que contará com a curadoria dos Blackboard Jungle Soundsystem.
CARTAZ COMPLETO
Dia 26
Palco Sumol
Jahcoustix |
NuBai Soundsystem |
Tekilla |
Forward Sound
Dia 27
Palco Sumol
Ky-Mani Marley |
Protoje |
John Butler Trio
| Bomba Estéreo
| Supa Squad |
Soul Rise
Dillaz
DUB Zone
Blackboard Jungle Sound System,
Delmighty Sounds,
Jah Tubbys feat Macky Banton
Skatepark
Dogz United, Nitronious,
Suprhyme,
Taseh
Skaters:
Rúben Rodrigues,
Francisco Lopez,
Ruben Gamito,
Bruno Senra,
Pedro Roseiro,
Tiago Lopes
Dia 28
Palco Sumol
Anthony B + Lutan Fyah + Perfect Giddimani |
Angus Julia Stone |
Popcaan |
Dengaz |
D8 |
D-Ro
SlimCutz
DUB Zone
Blackboard Jungle Sound System,
Jah Version
Sentinel Sound
Skatepark
Keso(DJ Set),
Virtus(DJ Set),
Computer Says No!,
Dubout
Skaters:
Rúben Rodrigues,
Francisco Lopez,
Ruben Gamito,
Bruno Senra,
Pedro Roseiro,
Tiago Lopes
Fonte: Hardmusica
Alto Mar: São necessárias medidas de conservação das áreas marinhas protegidas
São necessárias medidas de conservação das áreas marinhas protegidas em alto mar, defende a WWF à margem da reunião das parte das partes da Convenção OSPAR para a Protecção do Ambiente Marinho do Atlântico Noroeste, que decorre em Cascais até à próxima sexta-feira.
As partes envolvidas na Convenção OSPAR para a Proteção do Ambiente Marinho do Atlântico Noroeste devem tomar medidas para controlar os impactos humanos nas áreas marinhas protegidas. Estas e outras questões estão a ser abordadas no contexto da reunião da OSPAR em Cascais, Portugal, que começou ontem, dia 23 de junho e se prolonga até sexta-feira, dia 27 de junho.
Os 15 países da Convenção OSPAR e da União Europeia aprovaram a primeira rede mundial de áreas protegidas em alto mar na zona do Mid-Atlantic em 2010. Apesar deste reconhecimento, não existem, atualmente, medidas para controlar as atividades nocivas nestas áreas, exceto um fecho temporário para proteger os ecossistemas marinhos vulneráveis do fundo do mar da pesca profunda. Mesmo esta medida tem sido frustrada em alguns locais.
A pesca em águas profundas permanece sem restrições, assim como o transporte marítimo e a potencial extração de minerais do fundo do mar. A falta de proteção coloca a riqueza da vida selvagem em risco, incluindo tubarões de águas profundas e raias, lulas e polvos peculiares, grupos de esponjas e recifes de coral de água fria.
“A WWF espera que as partes envolvidas na OSPAR intensifiquem os seus esforços para elaborar as medidas de conservação necessárias”, diz Stephan Lutter, especialista da WWF e observador OSPAR. “As partes devem chegar a um acordo sobre um roteiro e tê-lo ativo até 2016, o mais tardar.”
A WWF reconheceu a criação da área protegida Mid-Atlantic em 2010, atribuindo-lhes o maior prémio de conservação da organização, o Gift to the Earth (presente para a Terra). A rede desta área protegida compreende sete locais que cobrem mais de 480 mil km quadrados de oceano. Além da diversidade de espécies residentes, as correntes ricas em plâncton servem de áreas de alimentação para as aves marinhas migratórias, cetáceos e tartarugas.
“Até agora, este presente para a Terra tem sido prejudicado por vaidades nacionais, falta de compromisso dos órgãos reguladores e ausência de um instrumento global que proteja a biodiversidade nas áreas fora da jurisdição nacional.” diz Lutter
Além da falta de medidas de proteção, a prejudicial pesca de arrasto profunda tem sido praticada e mantida em alto mar no espaço marinho protegido Josephine Seamount, que abrange 20.000 km quadrados na plataforma continental externa de Portugal.
“As atividades à volta de Josephine Seamount contrariam os objetivos da OSPAR e violam as resoluções da ONU sobre a pesca sustentável. Esta área de alto mar protegida é ainda um mero “parque de papel”, acrescenta Lutter.
A próxima reunião da OSPAR terá lugar perto de Sintra, em Portugal, onde em 1998 os ministros do Meio Ambiente adotaram as primeiras disposições juridicamente vinculativas para proteger a diversidade biológica e os ecossistemas. Foram feitos progressos desde aquela época para identificar espécies e habitats ameaçados e seu declínio. Apesar da necessidade de estabelecer novas medidas de conservação, uma rede de áreas marinhas protegidas que abrange mais de 5 por cento do Atlântico Noroeste foi estabelecida.
*Escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico
Leituras Adicionais
Portugal propõe a criação de 4 áreas protegidas marinhas em Mar Alto
A maior parte das áreas protegidas marinhas falha na missão de proteger
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Priorities for Coastal and Marine Conservation in South America
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Guia de Campo da Fauna e Flora Marinha de Portugal
Fonte: Naturlink
Delegado de Saúde interdita prática balnear na Lagoa de Albufeira
O Delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo determinou hoje a interdição da prática balnear na Lagoa de Albufeira, em Sesimbra, na sequência do encerramento da ligação entre a lagoa e o mar.
Segundo um comunicado da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a decisão tem como objetivo reduzir a “exposição ao risco para a saúde da população”.
“Esta medida foi tomada na sequência do encerramento da comunicação entre a Lagoa de Albufeira e o oceano, facto que impede a renovação da água e torna suscetível a ocorrência de uma eventual deterioração da sua qualidade, que se traduzirá num aumento de risco para a saúde pública”, refere o documento.
O comunicado adianta que o delegado de saúde já comunicou à Câmara Municipal de Sesimbra e à Capitania do Porto de Sesimbra esta decisão.
“Os serviços de saúde vão continuar a acompanhar esta situação, procedendo à realização de análises para avaliação da qualidade da água”, acrescenta.
Por Lusa
Projecto cria jeans feitos de plástico tirado dos Oceanos
Uma campanha para limpar os oceanos, transformando lixo em jeans, rendeu visibilidade mundial para a marca holandesa de roupas G-Star, no mercado há 25 anos.
A ideia ganhou o prémio máximo na categoria design de produto no festival Cannes Lions, o maior prémio internacional da publicidade, que aconteceuna França.
O estilo das peças ganhou assinatura do cantor Pharrel Williams, que além de músico é director criativo de uma empresa que fabrica fios e tecidos feitos a partir de garrafas plásticas recicladas, a Bionic Yarn.
O processo de fabricação começa com a selecção das garrafas, que são depois moídas e transformadas em fibras. As fibras, na sequência, são trançadas com poliéster para fazer os fios dos tecidos.
Segundo a empresa, das 100 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente, cerca de 10% vão parar nos oceanos. A poluição afecta pássaros, mamíferos e a vida marítima, que morrem pela ingestão ou por ficarem aprisionados no lixo.
Para a G-Star, “o desafio era criar uma colecção de qualidade que parecesse e vestisse tão bem quanto um jeans regular”.
Outra preocupação, afirma a empresa em comunicado, não foi apenas criar a colecção, mas torná-la desejável para os consumidores. “A ideia permite que pessoas de todo o mundo possam expressar as suas preocupações para a poluição dos oceanos, vestindo-as”.
Fonte: Exame
Comissão Federal Marítima dos EUA reafirma apoio ao P3 mas respeita decisão da China
A Comissão Federal Marítima dos Estados Unidos da América reafirmou o seu total apoio à aliança P3 (Maersk, CMA-CGM e MSC), depois do Governo chinês ter recusado o acordo nas suas águas, algo que fez com que os armadores recuassem na decisão.
Num comunicado, a entidade norte-americana refere que em março analisou os detalhes da aliança e qie “não era provável, neste momento, , que se criasse uma redução da competitividade, nem que o custo do transporte aumentasse”. Assim, refere a entidade, o acordo cumpria com a Lei da Marinha.
No mesmo comunicado, a Comissão Federal Marítima refere que respeita a decisão chinesa mas recorda que “as alianças entre armadores oferecem um benefício potencial de poupança de custos e de eficiência ambiental”.
Fonte: Cargo
Santa Cruz Ocean Spirit em Torres Vedras
O Santa Cruz Ocean Spirit é um festival internacional de desportos de ondas, realizado desde 2007 na praia de Santa Cruz, concelho de Torres Vedras.
O festival caracteriza-se pela realização de provas nacionais e internacionais nos mais diversos desportos de ondas: Surf, Bodyboard, Kitesurf, Kayaksurf, Waveski, Windsurf e Stand Up Paddle.
Mas se o mar é o centro de todas as atenções, também a areia é palco de diversas actividades, sejam de experimentação dos diversos desportos, na piscina ali instalada, seja pela presença de diversos espaços comerciais ligados aos desportos de mar, como escolas de surf e restantes modalidades, lojas, espaços de restauração e espaços de divulgação dos diversos patrocinadores.
Tendo os desportos de mar, de dia, como o expoente deste evento único, o mesmo não se esgota com o chegar da noite. O por do sol é o cenário do que acontece no palco sunset e já de noite e até de madrugada, o palco principal ira receber diversas bandas e djs que irão animar todos em pleno areal.
A praia é o grande palco onde tudo acontece, seja no mar, seja na areia.
Este é um festival destinado aos amantes dos desportos de ondas, bem como a toda a família, com o objectivo de incentivar o público à pratica de desportos de ar livre e a hábitos de vida saudáveis.
Fonte: Oceanspirit.pt
Espécies marinhas invadem ecossistemas dos Açores
Espécies invasoras marinhas que chegam aos Açores incrustadas em embarcações de recreio e navios podem pôr em causa espécies endógenas da região, dada a fragilidade dos seus ecossistemas, e, consequentemente, o pescado, afirma uma investigadora.
“Considerando que os ecossistemas das ilhas, em particular das oceânicas, são muito frágeis, se alguma coisa chega por mão humana, é relativamente simples ter condições de se desenvolver e proliferar, deixando de ser uma espécie exótica para ser uma espécie invasora”, disse à agência Lusa Ana Cristina Costa, do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores.
A bióloga está ligada ao projecto “Açores: stop over for marines aliens species”, deste departamento da universidade açoriana, que visa contribuir para travar a entrada de espécies marinhas invasoras e é apoiado pela Direcção Regional da Ciência e Tecnologia do Governo Regional, decorrendo até 2015.
Ana Cristina Costa afirma que os ecossistemas dos Açores se podem confrontar com “grandes problemas”, uma vez que, por competição pelo espaço e por serem mais eficazes em termos reprodutivos, algumas espécies podem dominar todo o sistema, fazendo desaparecer algumas espécies endógenas.
“Acaba por haver um empobrecimento do sistema e poderá haver algum decréscimo na competitividade, inclusive de espécies com interesse comercial e que são exploradas”, frisa a bióloga.
Ana Cristina Costa refere, por outro lado, que o “grande risco” para a saúde pública das espécies marinhas invasoras reside no facto de algumas serem portadoras de outras, de menor dimensão, que podem causar problemas ao nível do consumo, em termos de intoxicações.
“É o caso do pescado, sobretudo do marisco, embora as espécies geralmente mais afectadas sejam bivalves [mexilhão, amêijoa e conquilha, entre outros], o que não existe muito nos Açores e nos resguarda”, declara a bióloga.
Ana Cristina Costa sublinha que “não há uma relação directa”.
“Em termos de risco directo para a saúde pública, geralmente o que é preocupante são algumas espécies de mais pequenas dimensões que possam vir associadas a outras espécies introduzidas, que podem tornar-se invasoras”, declara a bióloga.
Ana Cristina Costa especifica que o projecto ‘Açores: stop over for marines aliens species’ visa identificar espécies invasoras através das marinas e portos, dos navios comerciais oriundos de outros países, sendo identificadas inúmeras espécies exteriores à região.
“Estamos a avaliar a situação das portas de entrada e relacioná-las com o tráfego de embarcações, nomeadamente de recreio, a mais importante via de entrada nos Açores, através das incrustações nos cascos das mesmas”, afirma.
Ana Cristina Costa refere que o estudo se processa através da recolha dos organismos que estão nos cascos das embarcações, quando estas vêm a doca seca, tentando-se perceber a ligação directa entre a origem das embarcações e as espécies.
“As espécies na região são disseminadas pelas embarcações que fazem o circuito das ilhas. Muito facilmente, algo vindo das Caraíbas, num instante se instala numa ilha, ou desta para outras”, frisa a bióloga.
As espécies invasoras são consideradas uma ameaça global à biodiversidade marinha.
Lusa/SOL








