A Praia mais estranha do Mundo.

Esta praia está localizada perto da cidade de Llanes, no norte da Espanha … mas muitas pessoas não a conhecem. Ele oferece tudo o que uma praia incrível oferece: água cristalina, areia dourada e ainda tem ondas, mas ainda assim é chamada de a praia estranha no mundo.

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O que a torna tão estranha? Ela não tem mar!

As pessoas a chamam de a praia mais estranha do mundo. Não é difícil entender o por quê

 

As marés vêm e vão como em uma praia normal…

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O Golfo da Biscaia, no Mar Cantábrico, está ligado à praia através de túneis sob as falésias que foram criados pela erosão.

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A água salgada é cristalina.

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Parece ser o lugar perfeito para um piquenique.

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Apesar de estar escondida, a praia Gulpiyuri atrai muitos visitantes.

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Esta é a visão logo antes de  chegar à praia.

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Parece um local divertido para se visitar

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El Hierro será a primeira ilha 100% renovável

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Há uma ilha, no arquipélago das Canárias, Espanhas, que deu o primeiro passo para se tornar independente dos combustíveis fósseis. Em poucos anos, El Hierro será a primeira ilha 100% renovável.

Quando a central ‘arrancar’, cinco grandes turbinas eólicas fornecerão eletricidade para as casas e empresas na mais pequena e mais ocidental ilha do arquipélago das Canárias, em Espanha. O objetivo final do projeto é que o consumo da ilha seja inteiramente coberto por energia proveniente de fontes renováveis.

O sistema é constituído por dois tanques de água, um parque eólico, uma central hidroelétrica, uma estação de bombeamento e uma central de motores ‘diesel’. O parque eólico é capaz de fornecer energia diretamente à rede e ao mesmo tempo alimentar um grupo de bombeamento de água num reservatório superior como sistema de armazenamento de energia. A central hidroelétrica, por sua vez, usa a energia potencial armazenada, garantindo o fornecimento de energia e a estabilidade da rede, conforme é explicado no site do projeto.

Inicialmente, prevê-se que a energia proveniente da central cobrirá 10% das necessidades, mas o objetivo é que até ao final do ano se atinjam os 70/80%. A Central Hidroeólica de El Hierro, uma vez totalmente operacional, salvará El Hierro do impacto de um consumo anual de 6.000 toneladas de diesel, ou seja, o equivalente entre 40 e 43 mil barris de petróleo por ano. As emissões de dióxido de carbono serão também reduzidas em cerca de 18.700 toneladas por ano. A ilha tem uma área de 268 mil metros quadrados e onze mil habitantes.

No entanto, e porque é este um projeto pioneiro (por isso, ainda pouco testado), para garantir o abastecimento em caso de qualquer eventualidade, sejam avarias da nova central ou situações em que o vento e a água não são suficientes para transmitir a energia necessária, a hipótese da utilização de petróleo continuará a existir. O uso de energia renovável tem grandes benefícios económicos, sociais e ambientais, mas tem a desvantagem de afetar a estabilidade do sistema elétrico, especialmente quando existem dificuldades em obter energia necessária.

A construção do complexo teve início em 2009 e envolveu cerca de 200 pessoas, incluindo biólogos e engenheiros. Na inauguração estarão presentes o Subsecretário da Indústria e Energia, Enrique Hernandez Bento, o Presidente das Canárias, Paulino Rivero, entre outros.

Fonte: DN

Portugal e Espanha vão juntos ao mar

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Rivais seculares, com o mar no centro de muitas das contendas, ou não tivesse até havido o Tratado de Tordesilhas que dividiu o Atlântico entre os dois países em 1494, Portugal e Espanha vão agora juntos ao mar numa campanha ao mais alto nível. Esta segunda-feira, o navio oceanográfico espanholSarmiento de Gamboa partiu de Vigo, na Galiza, e a bordo, além de cientistas de ambos os países, está o veículo submarino Luso.

Espanha contribui assim com o recém-construído Sarmiento de Gamboa, lançado à água em 2006 e que pertence ao Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) espanhol, bem como com os equipamentos científicos a bordo. E Portugal cede o Luso, veículo da Estrutura de Missão para Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) que mergulha até 6000 metros de profundidade, uma capacidade que não existe em Espanha.

Esta partilha de meios científicos entre os dois países em tempos de crise resultou de um protocolo assinado especificamente para esta missão entre a EMEPC (tutelada pelo Ministério da Agricultura e do Mar português) e o Instituto Geológico e Minero de Espanha (tutelado pelo Ministério da Economia e Competitividade espanhol, do qual também depende o CSIC).

Até 13 de Abril, a missão vai ao golfo de Cádis, às Canárias e à Madeira. OLuso, que é comandado à distância através de um cabo que o liga ao navio onde se encontre, vai captar imagens de alta definição dos fundos marinhos profundos, informa um comunicado do ministério português.

A parte científica da missão ao golfo de Cádis e às Canárias é espanhola. Mas o veículo Luso verá o que se passa lá em baixo, obtendo, além de imagens de alta definição, amostras de rochas e sedimentos que serão recolhidos com seus braços robóticos. Comprado em 2008, por três milhões de euros, é a primeira vez que o Luso não mergulha a partir do navio Almirante Gago Coutinho, da Marinha portuguesa.

Enquanto nas Canárias os cientistas espanhóis vão investigar emanações hidrotermais, no golfo de Cádis os seus olhares estarão voltados para os vulcões de lama, onde já se identificaram cerca de 60 vulcões, alguns a mais de 4000 metros de profundidade (aliás, têm sido muito estudados por cientistas portugueses noutras missões).

Estes vulcões expelem materiais argilosos, muitas vezes carregados de gases vindos do interior da Terra, essencialmente metano, que ficam aprisionados nas moléculas de água congelada nos sedimentos. Hidratos de metano é o nome dessa combinação de metano e outros gases presos nos cristais de gelo.

Como no golfo de Cádis as placas tectónicas africana e eurasiática estão a colidir, a sua compressão provoca a ascensão até à superfície do fundo do mar sedimentos argilosos existentes em profundidade, trazendo também gases. Ora os elementos químicos trazidos pelos fluidos que escapam no fundo do mar são usados por uma série de microrganismos, que extraem deles nutrientes. Em vez da fotossíntese, em que a luz solar é usada para obter energia, é a síntese de elementos químicos que está na base da cadeia alimentar das comunidades biológicas em redor dos vulcões de lama.

Fortalecer a proposta da plataforma continental

Mas é a sudoeste da Madeira, a 150 milhas náuticas da ilha, que os oito cientistas portugueses a bordo do Sarmiento de Gamboa concentrarão mais as atenções. O objectivo é obter informação sobre as camadas iniciais dos sedimentos no fundo do mar, situados a cerca de 4500 metros de profundidade. Através de um aparelho acústico a bordo, será possível determinar a estrutura e a composição das camadas iniciais dos depósitos sedimentares.

Ter uma noção clara das primeiras camadas de sedimentos naquela zona a sudoeste da Madeira é importante para enriquecer os dados da proposta de extensão da plataforma continental portuguesa, que será discutida nas Nações Unidas, onde foi entregue em 2009. A proposta sairá fortalecida se os dados corroborarem que esses sedimentos são provenientes de fluxos de depósitos vindos da ilha da Madeira, mostrando que há uma continuidade geológica que se estende até aí – o que permitirá então a Portugal reivindicar a extensão da sua plataforma continental, para ter jurisdição sobre o solo e subsolo do mar nessa zona.

Ironia: ainda no Verão passado, ao nível dos ministérios dos Negócios Estrangeiros dos dois países, foi reavivada a polémica luso-espanhola à volta da indefinição das fronteiras marítimas em redor das ilhas Selvagens, no arquipélago da Madeira. Alheios a essa polémica no plano mais diplomático, os cientistas dos dois países avançaram para esta colaboração de meios, que pode abrir a porta a mais missões oceanográficas.

Fonte: Público