1° Parque Eólico Offshore em Portugal com energia a 60 mil lares.

Aproximadamente três anos depois da entrada em operação no mar português, as três turbinas do 1° parque eólico offshore flutuante em Portugal, denominado Windfloat Atlantic, já produziu eletricidade suficiente para abastecer o equivalente ao consumo de 60 a 65 mil lares. De acordo com a Ocean Winds, que opera o projecto em questão, “a produção está 5% acima do previsto”.

No início do mês de julho, o Windfloat Atlantic chegou mesmo a registar um pico de produção recorde no espaço de uma semana, durante a qual alcançou mais de 4 GWh.

“Desde 2020, quando o Windfloat Atlantic foi ligado à rede, a produção acumulada de atingiu 222 GWh”, mostram os mais recentes dados divulgados pela Ocean Winds, a joint venture criada pela EDP e pela francesa Engie para desenvolver projetos eólicos offshore em Portugal e não só.

Com tempo expectavel de operação de 25 anos, o parque eólico offshore opera num regime de projecto pré-comercial e está localizado a 20 quilómetros ao largo de Viana do Castelo, numa zona-piloto reservada, de acordo com a lei de ordenamento do espaço marítimo nacional, “para o desenvolvimento de projectos pré-comerciais”. 

ZIM com aposta em serviço directo entre Portugal – EUA

A ZIM, armador israelita que é especializada no transporte decontentores, e que é agenciada em Portugal pela Pinto Basto, está a apostar cada vez mais no nosso país através do serviço directo para os Estados Unidos da América, que foi retomado em maio passado.

O armador utiliza o terminal da Liscont como porto de transbordo dos contentores com proveniência de Vigo e Leixões.

A ZIM tem vindo a apostar de modo gradual em Portugal. Os contentores que chegam daqueles dois portos são depois transportados através do ZCT, que é o serviço directo da ZIM para os Estado Unidos da América.

Actualmente a ZIM é o 10.º maior armador de contentores do mundo, tendo agora presença forte em Portugal nas rotas onde é especialista e líder de mercado.

O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa abre loja cheia de cor em Times Square

Loja portuguesa vai protagonizar um momento inédito e levar a sardinha enlatada ao mais icónico bairro de Manhattan, Nova Iorque — Times Square.

A sardinha portuguesa é cada vez mais popular e agora marca presença, pela primeira vez em Times Square.

Depois de partilhar uma “pista” nas redes sociais, já se sabe porque é que o ano da empresa “Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa” vai ser especial: a sua loja exclusivamente dedicada ao enlatado vai abrir no histórico bairro de Manhattan.

Entre as adoradas localizações do M&M’s World e Krispy Kreme, o ícone da gastronomia lusitana vai marcar presença no 2 Times Square, um dos mais icónicos edifícios a norte da praça nova-iorquina, segundo o Commercial Observer.

The Fantastic World of Portuguese Sardines (O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa) é o nome da loja que vai protagonizar a chegada da sardinha aos EUA.

A loja de conservas — que já conta, em Portugal, com um total de seis lojas (duas em Lisboa e uma nas cidades do Porto, Braga, Sintra e Cascais) — oferece uma enorme variedade de sardinha enlatada, destacando-se a originalidade das latas, cujo design remete às latas vendidas em 1927, lê-se no website da empresa.

“Quanto mais investigamos a empresa e os seus planos, mais sentimos que era viável e uma boa adição a Times Square”, afirma porta-voz da Sherwood, empresa responsável pelo espaço a ser alugado à empresa de enlatados: “comi essas sardinhas na última vez que estive em Portugal; é um produto extraordinário”.

Sustentabilidade. Volvo corta emissões de navios porta-contentores.

O transporte marítimo de matérias-primas para as fábricas da
Volvo passa a privilegiar navios movidos a combustível renovável. Redução de
CO2 equivale às emissões de um camião em 1200 voltas ao mundo.

De que adianta apostar em veículos 100% eléctricos se, para
produzi-los, não se faz um esforço para diminuir a pegada de carbono,
nomeadamente reduzindo a dependência de combustíveis fósseis no transporte
marítimo que assegura a chegada às fábricas das matérias-primas necessárias
para produção de automóveis e, depois, os leva para os diferentes destinos onde
esses modelos são comercializados? Para a Volvo, está na hora de trocar os
combustíveis fósseis nos navios porta-contentores por alternativas mais
sustentáveis, razão pela qual a marca sueca acaba de anunciar que, a partir de
agora, a maioria das viagens marítimas que sustentam a sua actividade
industrial “será efectuada com energia resultante de combustíveis provenientes
de fontes renováveis em vez da origem fóssil tradicional”.

Significa isto que, doravante, os milhares de contentores
com materiais para abastecer as fábricas da marca passarão a ser transportados,
via marítima, em barcos que queimam FAME, ésteres metílicos de ácidos gordos.
Segundo a Volvo, este combustível “baseia-se em fontes renováveis e
sustentáveis, principalmente óleo alimentar usado”, estando completamente
descartado o recurso a matérias-primas relacionadas com o óleo de palma ou com
a produção deste.

O construtor nórdico estima que esta sua decisão – “a
primeira” do género tomada por um fabricante de automóveis global – se irá
saldar num corte anual de 55.000 toneladas de CO2 nas emissões resultantes do
transporte marítimo intercontinental, ou seja, uma diminuição de 84%
comparativamente aos combustíveis fósseis. “Esta redução é equivalente às
emissões de CO2 de um camião a conduzir 1200 vezes à volta do mundo”, explica a
marca para fornecer uma ideia mais imagética da poupança do planeta.

A medida enquadra-se no compromisso assumido pela Volvo de
alcançar a neutralidade carbónica na esfera produtiva já em 2025 e, até lá,
reduzir a pegada de carbono associada ao ciclo de vida de cada automóvel em
40%, o que implica baixar em 25% as emissões operacionais. A logística,
naturalmente, não está imune ao esforço transversal.

O chief operating officer da Volvo Cars, Javier Varela,
admite que a preferência por combustíveis de fontes renováveis não é a
derradeira medida para acabar com a emissão de CO2 no transporte marítimo de
mercadorias, mas realça que é melhor do que nada. Baixar os braços e ficar à
espera da panaceia não está, aparentemente, nos planos da Volvo. “Esta
iniciativa mostra que podemos actuar já e implementar soluções que obtenham
resultados significativos, enquanto esperamos alternativas tecnológicas de
longo prazo. Não encaramos esta iniciativa como uma vantagem competitiva. Pelo
contrário, queremos que os outros fabricantes de automóveis também entrem em
acção, para aumentar a procura de transportes marítimos eficientes e
estabelecer os combustíveis de fontes renováveis como uma solução a médio prazo
que funcione”, desafia Varela.

 

COSCO Shipping lança porta-contentores eléctrico de 700 TEU.

A COSCO Shipping lançou com sucesso um navio porta-contentores eléctrico de 700 TEU (N997) no estaleiro nº 1 da indústria pesada da COSCO Shipping em Yangzhou, China. 

De acordo com a gigante chinesa dos transportes, o novo porta-contentores eléctrico marca um avanço significativo na adopção de embarcações totalmente movidas a bateria nas vias navegáveis ​​interiores. “A COSCO Shipping continuará comprometida em promover e implementar embarcações eléctricas em águas domésticas interiores e costeiras, contribuindo para o desenvolvimento de soluções de transporte marítimo verdes e com zero carbono”, afirmou a empresa.

China ultrapassa a Grécia como maior país armador

A China subiu ao topo do ranking como o maior país proprietário de navios em termos de arqueação bruta, de acordo com informações do fornecedor de dados do Reino Unido Clarksons Research. 


A frota dos armadores chineses atingiu agora 249,2 milhões de GT (Tonelagem Bruta), detendo uma quota de mercado de 15,9%, com um valor de frota de 180 mil milhões de dólares. Por outro lado, os navios dos armadores gregos, que caíram para o segundo lugar, atingiram 249 milhões de GT com uma quota de mercado de 15,8% e um valor de 163 mil milhões de dólares. 

“A China tem estado mais activa no mercado de construção nova (agora quase o dobro da carteira de encomendas de propriedade grega) e mais activa na venda e compra (S&P)”, disse a Clarksons no seu último relatório semanal. O Japão segue as duas potências tradicionais da indústria naval global, com uma frota de 181 milhões de GT. 

A Coreia do Sul e os Estados Unidos completam os cinco primeiros, ambos com cerca de 66 milhões de GT.

MSC e Maersk continuam a enviar navios para desmantelamento.

Os dois maiores operadores de transporte marítimo do mundo
continuaram a desmantelar navios antigos à medida que o mercado de transporte
de mercadorias se normalizou para os níveis anteriores à Covid-19.

Os corretores de navios disseram que este mês a MSC vendeu o
MSC Erminia de 3.720 TEU, construído em 1993, e o MSC Lana II de 1.837 TEU,
construído em 1999, por 468,64€/ldt e 482,56€/dt, respectivamente. Tal como
aconteceu com o MSC Federica de 4.814 TEU, construído em 1990, que foi vendido
por 477,92€/ldt, os navios foram vendidos na Índia para reciclagem. No
acumulado do ano, a MSC desmantelou sete navios. Além disso, a Maersk Line vendeu
o Maersk Patras de 2.890 TEU, construído em 1998, por um preço não divulgado,
“no estado em que se encontra”, com o comprador organizando a recolha do navio
no porto de Jebel Ali. Até agora, este ano, a transportadora dinamarquesa
desmantelou três navios. A corretora grega Intermodal afirmou que na Índia, os
preços locais do aço subiram ligeiramente na semana passada, mas não se espera
que isso se mantenha à medida que a estação das monções continua e as
siderúrgicas estão a sofrer perturbações.

“Os desmanteladores locais viram navios para sucata acabarem
em outros destinos, já que os preços de oferta na Índia permanecem altos”,
observou a Intermodal. A Wirana Shipping Corporation disse que os comerciantes
estão evitando reabastecer aço para pedidos pós-monções. Wirana disse: “Tendo
em vista a falta de procura por aço acabado, seria necessário verificar se o
aumento dos preços locais da chapa de aço visto esta semana é sustentável para
as siderúrgicas secundárias e se continuarão nos mesmos níveis nas próximas
semanas. ”

Além dos navios vendidos pela MSC e pela Maersk, a
transportadora intra-asiática Straits Orient Lines continuou a reduzir a sua
frota, vendendo o SOL Straits, com capacidade de 1.730 TEU, construído em 1997,
ao Bangladesh por 549,37€/ldt. O preço firme deveu-se ao facto de o navio ter
250 toneladas, embora os recicladores do Bangladesh não tenham conseguido
comprar muitos navios devido à escassez de cartas de crédito emitidas pelos
bancos locais. Em janeiro, a Straits Orient Lines vendeu o SOL Delta, com
capacidade de 1.728 TEU, construído em 1995, por 544,73€/ldt para reciclagem na
Índia.

Lucros fracos da Maersk expõem o fracasso da estratégia de integração

A queda drástica nos lucros do 2º trimestre de 2023 da
Maersk mostra que a estratégia do grupo dinamarquês de integração do transporte
marítimo e da logística fracassou, enquanto a expansão passiva da sua frota
resultou na perda de quota de mercado para os seus concorrentes, de acordo com
o último relatório da Linerlytica.

O lucro líquido da Maersk no 2° trimestre do ano caiu para
1,39 bilião€, tendo sido 7,98 biliões€ no 2° Trimestre 2022. Além disso, a
facturação da empresa nas suas operações caiu para 12,06 biliões€ , tendo sido
20,14 bilhões€ no mesmo trimestre do ano passado. A Maersk também alertou que a
procura de contentores deverá enfraquecer durante o resto de 2023.

No seu relatório de agosto, a Linerlytica observou que,
embora a Maersk parecesse culpar o enfraquecimento da procura pelo seu
desempenho, os resultados do grupo dinamarquês revelaram o fracasso da sua
estratégia de integração, ao mesmo tempo que perdeu quota de mercado para os
seus concorrentes. A consultoria observou que os ganhos em todo o sector
continuam melhores do que os níveis anteriores à Covid-19. A Linerlytica
observou: “O fracasso da Maersk em proteger a sua quota de mercado nos
últimos três anos custou-lhe caro, pois abriu mão de pelo menos 4 mil milhões
de dólares em lucros perdidos que teria sido capaz de gerar se tivesse mantido
a sua quota de capacidade global. em 18%, em vez dos actuais 15,5%. Em seu
lugar, a Maersk optou por investir quase 9,28 bilhões€ de capital incremental
nos seus serviços logísticos desde 2020, à medida que se concentrou na
estratégia de integrador logístico.

No entanto, no seu último relatório financeiro, o negócio de
logística gerou ganhos EBIT de apenas 106,72 milhões€ sobre um capital
investido de 9,75 bilhões€ para um retorno trimestral do investimento (antes de
impostos) de apenas 1,1%. O capital total investido no segmento de logística
aumentou de 742,40 milhões€ no início de 2020. para 9,74 bilhões€, após uma
série de aquisições bem divulgadas que têm apresentado resultados
consistentemente insuficientes, com lucros bem aquém do seu custo de capital.

O fraco desempenho do negócio de logística da Maersk é
insignificante em comparação com os seus segmentos de transporte regular e de
terminais, ambos os quais receberam pouco ou nenhum novo investimento de
capital nos últimos três anos. O negócio Ocean gerou ganhos EBIT de 1,11
bilhão€ sobre um capital investido de 26,9 bilhões€, com um retorno sobre o
investimento de 4,1%, enquanto seus Terminais APM registaram ganhos EBIT de
249,63 milhões€ sobre um capital investido de 7,24 bilhões, com um retorno de
3,4%.

25.º Congresso de Logística da APLOG em Outubro.

“Supply Chain: da Colaboração à Sustentabilidade” será o tema do 25.º Congresso de Logística da APLOG – Associação Portuguesa de Logística, que vai decorrer nos dias 30 e 31 de outubro de 2023, no Centro de Congressos de Lisboa (Junqueira).

“A colaboração na Supply Chain desempenha um papel fundamental no sucesso e na eficiência das operações logísticas. Trata-se de um processo em que os diferentes parceiros da cadeia trabalham de forma conjunta e integrada, partilhando informação, recursos e conhecimentos, que visam alcançar objetivos comuns.”, refere Ana Esteves, Diretora da APLOG.

“Por sua vez, a Sustentabilidade é uma preocupação cada vez mais relevante no mundo empresarial, impulsionada pela necessidade de minimizar o impacto ambiental, promover práticas éticas e responsáveis e promover produtos e serviços mais sustentáveis para o consumidor” acrescenta.

“O Congresso é composto por sessões plenárias de teor estratégico e conceptual, painéis de debates, sessões paralelas de cariz técnico e prático, ações de demonstração de boas práticas logísticas e promoção de networking e de relacionamento estratégico, contando para isso com a participação da Farfetch, NOS, Altri, Sonae MC, Continental Antenna, Porto de Sines e Leixões, Rangel, Nestlé, Torrestir, entre outras” avança a organização em comunicado.

Atlântico Nordeste demasiado quente pode ter um impacto arrasador nos peixes

 

A onda de calor marinho que está a registar temperaturas recorde no Atlântico Norte, aliada ao aquecimento dos mares, que resulta da aceleração das alterações climáticas, pode ter um impacto devastador, afectando as espécies icónicas de peixes pelágicos no Atlântico Norte. O alerta é do Marine Stewardship Council (MSC), Organização Não Governamental que estabelece uma norma global para a pesca sustentável, que atenta no facto de espécies como a cavala, o arenque atlanto-escandinavo e o verdinho dependerem das águas mais frias do Atlântico Norte para se reproduzirem e manterem populações saudáveis.

De acordo com o MSC, o aquecimento dos mares pode também influenciar a deslocação dos peixes para norte, em direcção a temperaturas mais frescas, pelo que é importante que os Governos trabalhem em conjunto, para além das suas fronteiras nacionais, a fim de assegurarem uma monitorização e uma gestão eficazes das populações de peixes partilhadas.

No mesmo comunicado, a ONG atenta que estas espécies já estão a ser sobre-exploradas porque as principais nações pesqueiras, como o Reino Unido, a Noruega, a UE, a Islândia, as Ilhas Faroé, a Gronelândia e a Rússia, não conseguem chegar a acordo sobre as quotas de pesca totais em conformidade com os pareceres científicos: “Este impasse político, associado ao aquecimento dos mares, que empurra os peixes mais para norte e altera os seus padrões de distribuição, está a criar a tempestade perfeita que coloca em risco a saúde futura destes importantes stocks de peixes”.

À medida que os mares se tornam mais quentes e as ondas de calor marinhas mais frequentes, o MSC reitera para a necessidade de os Governos darem prioridade à gestão sustentável destas unidades populacionais, por forma a garantir a sua resistência aos impactos das alterações climáticas.

“Sabemos que estas espécies pelágicas são sensíveis às mudanças de temperatura. Já vimos que o clima afecta a sua distribuição, a sua capacidade de desova e as suas taxas de mortalidade. O rápido aquecimento dos mares poderá acelerar estas alterações. Com base em análises recentes, poderão também ter um impacto significativo na capacidade de reprodução do arenque e do verdinho”, atenta Olav Sigurd Kjesbu, cientista principal do Instituto de Investigação Marinha da Noruega.

Já Christopher Free, do Instituto Marinho da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, dá nota que, “na última década, as ondas de calor marinhas afectaram as pescas em todo o mundo. Se as condições no Atlântico Norte se mantiverem quentes, podem avizinhar-se catástrofes semelhantes”.

O fenómeno El Niño, que, segundo as previsões, vai provocar ondas de calor em 50% dos oceanos até setembro, já levou a maior pescaria pelágica do mundo, a pescaria peruana de Anchoveta, a cancelar a campanha de pesca deste ano, atenta a ONG.