João Ribeiro e Messias Baptista são Campeões do Mundo de K2 500M

A dupla portuguesa composta por João Ribeiro e Messias Baptista conquistou este domingo de manhã venceu esta manhã a prova de k2 500m no campeonato do Mundo de Duisburgo, que decorre na Alemanha. 

João Ribeiro e Messias Baptista são campeões do mundo de K2 50om, conseguindo também vaga olímpica para esta distância.

A dupla portuguesa passou em quarto a meio da prova, mas uma ponta final em força assegurou o título, com João Ribeiro até incrédulo ao passar a linha de meta, em lágrimas.

Messias e Ribeiro venceram com o tempo de 1:29,03, à frente dos húngaros Bence Nadas e Balint Kopasz (1.29.1) – campeões no ano passado – e os espanhóis Adrian Del Rio e Rodrigo Germade, com 1:29.38.

Fernando Pimenta já tinha garantido uma vaga olímpica para Portugal em K1 1.000 metros, com medalha de ouro conquistada sábado em Duisburgo, além de um bronze em em K1 500m. 

 

Hapag-Lloyd apresenta oferta pela HMM

A transportadora marítima número cinco do mundo, a Hapag-Lloyd, pode apostar na aquisição do controlo accionista da rival sul-coreana HMM, de acordo com relatos da imprensa coreana e alemã. 

A HMM é a única transportadora global de contentores remanescente da Coreia do Sul. A participação maioritária à venda este mês é detida pelo banco estatal KDB e pela Korea Ocean Business Corporation, uma empresa financeira marítima licenciada pelo governo. 

Passaram a controlar a HMM através de um plano de resgate do governo que começou durante a crise de 2016, após o colapso repentino da Hanjin Shipping. Entre eles, o KDB e o KOBC deteriam o equivalente a cerca de 75% da HMM se todas as suas obrigações convertíveis fossem transformadas em acções. 

A Hapag-Lloyd confirmou que está avaliando oportunidades de aquisições, mas enfrenta concorrência. Há cinco licitantes relatados até o momento, todos coreanos: SM Group, proprietário da operadora menor SM Line; Harim, o maior investidor da empresa graneleira Pan Ocean; empresas de logística LX Holdings e Dongwon Group; e um exportador de bens de consumo, Global Sae-A. Uma aquisição por um comprador estrangeiro seria um desenvolvimento notável (e politicamente difícil) para o transporte marítimo coreano. Um dos objectivos do governo ao sustentar este campeão nacional é garantir a disponibilidade de transporte para as empresas privadas coreanas. Durante o aumento de carga da última pandemia, a HMM e o Ministério das PME da Coreia chegaram a um acordo para reservar espaço para as pequenas empresas coreanas, garantindo o seu acesso contínuo a slots de contentores num mercado de carga em alta. Quase ao mesmo tempo, a HMM também fez parceria com o serviço postal governamental Korea Post para estabelecer um serviço de exportação porta a porta para pequenas e médias empresas coreanas. 

O presidente do Grupo SM prometeu comprar e desenvolver a HMM em benefício da Coreia do Sul, desde que o preço não exceda 3,5 mil milhões de dólares. “Considerando s minha idade de 72 anos, decidi comprar a HMM como minha última missão – revigorar a indústria naval de nosso país, tornando-nos a empresa de navegação número 1 da Ásia”, disse o presidente do Grupo SM, Woo Oh-hyun, ao Korea Economic Daily.

Já ouviu falar do "Jardim dos Polvos"?

 

A pesquisa descobriu que o calor emitido por um vulcão atrai os polvos para o Monte Davidson, ao largo da costa da Califórnia.

Nas profundezas do Monte Davidson, ao largo da costa da Califórnia, encontra-se um viveiro de polvos extraordinário, o mais extraordinário do seu tipo alguma vez descoberto. Lá, milhares de polvos (Muusoctopus robustus) reúnem-se para acasalar e cuidar dos seus ovos num local carinhosamente apelidado de Jardim dos Polvos.

Descoberto em 2018, este viveiro único despertou o interesse dos cientistas marinhos. Um novo estudo publicado na Science Advances liderado por James Barry do Instituto de Investigação do Aquário da Baía de Monterey (MBARI) descobriu o que é que atrai os animais para este local.

A equipa de pesquisa realizou 14 mergulhos ao longo de três anos, contando até 20 000 polvos em todo o local. Os autores descobriram que a chave para a obsessão dos polvos está no calor que se sente através do fundo do mar a partir do vulcão abaixo.

A temperatura média do abismo do Monte Davidson, uns frios 1,6 graus Celsius (35 Fahrenheit), normalmente atrasa o metabolismo dos polvos, que são animais de sangue frio. O calor proveniente do fundo do mar aquece a água até cerca de 11 graus Celsius (51 Fahrenheit) nas fendas onde os polvos escolhem nidificar. Este calor inesperado acelera o desenvolvimento dos ovos e o metabolismo das mães, reduzindo o período típico de incubação de cinco a oito anos para cerca de 21 meses.

O calor emanado do vulcão não só aumenta a probabilidade de sobrevivência dos polvos como também proporciona uma visão da adaptabilidade notável do mar profundo, explica o Science Alert.

“Estas descobertas podem ajudar-nos a entender e proteger outros habitats únicos do mar profundo contra impactos climáticos e outras ameaças,” afirmou Barry.

A uma profundidade de 3200 metros, o Jardim dos Polvos dá-nos pistas sobre o sistema hidrotérmico anteriormente desconhecido. O calor da atividade vulcânica subjacente cria um ambiente de cuidado perfeito para os polvos, encurtando o seu período de incubação, reduzindo a vulnerabilidade aos predadores e aumentando as suas probabilidades de sobrevivência.

“Ao nidificar nas nascentes hidrotermais, as mães polvo dão uma vantagem aos seus descendentes,” comentou Barry.

A descoberta do Jardim dos Polvos destaca-se como um testemunho da resiliência da natureza e das formas inovadoras que os organismos evoluem para prosperar nos ambientes mais desafiadores da Terra.

Foto: Monterey Bay Aquarium Research Institute.

Energia das ondas pode ser solução para impulsionar aquacultura offshore

 

Apesar de ser uma fonte inesgotável de energia limpa numa era de grandes preocupações a nível energético, ainda são tímidas as aplicações da energia das ondas, nomeadamente em Portugal, onde o espaço marítimo é enorme face ao tamanho do país. Mas uma equipa de investigadores do grupo de Energia Marinha do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) acaba de demonstrar uma nova possibilidade de aplicação deste tipo de energia que esbarra com uma segunda grande preocupação a nível mundial: a aquacultura como fonte de recursos alimentares marinhos.

Num estudo intitulado “Wave energy conversion energizing offshore aquaculture: Prospects along the Portuguese coastline”, e agora publicado na revista cientifica Renewable Energy, os cientistas da U.Porto apresentam aquela que pode ser a conjugação perfeita para impulsionar o desenvolvimento de novas e sustentáveis estruturas offshore para aquacultura ao longo da costa portuguesa.

A pesca excessiva e a imposição de quotas levaram a uma estabilização das capturas, a nível mundial, em menos de 85 milhões de toneladas por ano desde o início do século. Assim, nas últimas décadas, o crescente consumo mundial destes produtos tem sido assegurado sobretudo pela aquacultura, cuja produção se estima que alcance 62% da produção mundial até 2030. Este crescimento, a par com outras produções, requer consumos de energia cada vez maiores a que o mundo tem de responder.

Tendo em conta o vasto espaço marítimo português e a agitação continua e intensa das ondas associadas, existe interesse em expandir as operações de aquacultura existentes offshore e suportar as suas exigências energéticas da mesma com eletricidade produzida através da conversão da energia das ondas (CEO) uma fonte renovável e, neste caso, diretamente acessível.

Segundo Daniel Clemente, primeiro autor do estudo e investigador do CIIMAR e da FEUP, este trabalho “procura identificar a combinação perfeita entre tecnologias de CEO e as espécies em produção de aquacultura com o objetivo de promover a produção nacional de aquacultura de uma forma sustentável e independente das necessidades energéticas”.

Baseando-se em estudos anteriores que caracterizam as condições físico-químicas e metoceânicas da Costa Portuguesa – entre elas o vento, as ondas e o clima de um local específico – foi determinado o recurso energético disponível, os requisitos fisiológicos das espécies de aquacultura e as tecnologias de conversores de energia das ondas mais promissoras, assim como os custos inerentes.

O estudo não se fica pela teoria e sugere à partida os locais mais promissores para aplicação destas tecnologias no espaço marítimo Português. “Dos vários locais considerados, a priori, para a costa Portuguesa, Sines e Figueira da Foz foram identificados como dos mais promissores e para os quais existiam mais dados de base. Das cinco CEO consideradas, a capacidade de eficiência do conversor de energia desenvolvido nos laboratórios da FEUP no âmbito do projeto ATLANTIDA, batizado de OCECO, destacou-se.” Explica Daniel Clemente.

“Existe potencial para explorar a energia das ondas e associá-la a produtos aquáticos, desde pescado a algas marinhas, de forma sustentável e economicamente viável. Se podemos ter explorações de aquacultura offshore sustentadas, de forma autónoma, na nossa própria costa, por conversores de energia das ondas, porque não aproveitar essa oportunidade?” acrescenta.

Francisco Taveira Pinto, investigador do CIIMAR, Professor Catedrático e Diretor do Departamento de Engenharia Civil da FEUP, que liderou este estudo, realça o caso especial da aquacultura offshore no qual a energia das ondas é diretamente utilizada diminuindo as perdas: “a rentabilidade dos sistemas de extração de energia das ondas depende muito da utilização da eletricidade produzida. Se estes fins forem, por exemplo, múltiplos e co-localizados in situ, os custos diminuem e essa rentabilidade aumenta”.

“A aquacultura corresponde, nesta perspetiva, a uma atividade económica que pode usufruir desta potencialidade, contribuindo também para o desenvolvimento estratégico das tecnologias de extração de energia das ondas”, remata.

Fernando Pimenta sagra-se campeão mundial em K1 1.000 e apura-se para os Jogos de Paris

O canoísta português Fernando Pimenta conquistou este sábado a medalha de ouro em K1-1000 metros nos Mundiais de canoagem e, com isso, apurou Portugal para os Jogos Olímpicos de Paris2024.

Na pista quatro, Pimenta, medalha de bronze em Tóquio2020, completou a prova em 3.27,712 minutos, superando o húngaro Adam Varga, que levou a prata, em 0,429 centésimos de segundo, e o alemão Jakob Thordsen, medalha de bronze, em 0,591.

Este é o primeiro apuramento olímpico conseguido pela canoagem lusa nos Mundiais de Duisburgo, que reúnem cerca de 2.000 atletas de 95 países.

1° Parque Eólico Offshore em Portugal com energia a 60 mil lares.

Aproximadamente três anos depois da entrada em operação no mar português, as três turbinas do 1° parque eólico offshore flutuante em Portugal, denominado Windfloat Atlantic, já produziu eletricidade suficiente para abastecer o equivalente ao consumo de 60 a 65 mil lares. De acordo com a Ocean Winds, que opera o projecto em questão, “a produção está 5% acima do previsto”.

No início do mês de julho, o Windfloat Atlantic chegou mesmo a registar um pico de produção recorde no espaço de uma semana, durante a qual alcançou mais de 4 GWh.

“Desde 2020, quando o Windfloat Atlantic foi ligado à rede, a produção acumulada de atingiu 222 GWh”, mostram os mais recentes dados divulgados pela Ocean Winds, a joint venture criada pela EDP e pela francesa Engie para desenvolver projetos eólicos offshore em Portugal e não só.

Com tempo expectavel de operação de 25 anos, o parque eólico offshore opera num regime de projecto pré-comercial e está localizado a 20 quilómetros ao largo de Viana do Castelo, numa zona-piloto reservada, de acordo com a lei de ordenamento do espaço marítimo nacional, “para o desenvolvimento de projectos pré-comerciais”. 

ZIM com aposta em serviço directo entre Portugal – EUA

A ZIM, armador israelita que é especializada no transporte decontentores, e que é agenciada em Portugal pela Pinto Basto, está a apostar cada vez mais no nosso país através do serviço directo para os Estados Unidos da América, que foi retomado em maio passado.

O armador utiliza o terminal da Liscont como porto de transbordo dos contentores com proveniência de Vigo e Leixões.

A ZIM tem vindo a apostar de modo gradual em Portugal. Os contentores que chegam daqueles dois portos são depois transportados através do ZCT, que é o serviço directo da ZIM para os Estado Unidos da América.

Actualmente a ZIM é o 10.º maior armador de contentores do mundo, tendo agora presença forte em Portugal nas rotas onde é especialista e líder de mercado.

O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa abre loja cheia de cor em Times Square

Loja portuguesa vai protagonizar um momento inédito e levar a sardinha enlatada ao mais icónico bairro de Manhattan, Nova Iorque — Times Square.

A sardinha portuguesa é cada vez mais popular e agora marca presença, pela primeira vez em Times Square.

Depois de partilhar uma “pista” nas redes sociais, já se sabe porque é que o ano da empresa “Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa” vai ser especial: a sua loja exclusivamente dedicada ao enlatado vai abrir no histórico bairro de Manhattan.

Entre as adoradas localizações do M&M’s World e Krispy Kreme, o ícone da gastronomia lusitana vai marcar presença no 2 Times Square, um dos mais icónicos edifícios a norte da praça nova-iorquina, segundo o Commercial Observer.

The Fantastic World of Portuguese Sardines (O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa) é o nome da loja que vai protagonizar a chegada da sardinha aos EUA.

A loja de conservas — que já conta, em Portugal, com um total de seis lojas (duas em Lisboa e uma nas cidades do Porto, Braga, Sintra e Cascais) — oferece uma enorme variedade de sardinha enlatada, destacando-se a originalidade das latas, cujo design remete às latas vendidas em 1927, lê-se no website da empresa.

“Quanto mais investigamos a empresa e os seus planos, mais sentimos que era viável e uma boa adição a Times Square”, afirma porta-voz da Sherwood, empresa responsável pelo espaço a ser alugado à empresa de enlatados: “comi essas sardinhas na última vez que estive em Portugal; é um produto extraordinário”.

Sustentabilidade. Volvo corta emissões de navios porta-contentores.

O transporte marítimo de matérias-primas para as fábricas da
Volvo passa a privilegiar navios movidos a combustível renovável. Redução de
CO2 equivale às emissões de um camião em 1200 voltas ao mundo.

De que adianta apostar em veículos 100% eléctricos se, para
produzi-los, não se faz um esforço para diminuir a pegada de carbono,
nomeadamente reduzindo a dependência de combustíveis fósseis no transporte
marítimo que assegura a chegada às fábricas das matérias-primas necessárias
para produção de automóveis e, depois, os leva para os diferentes destinos onde
esses modelos são comercializados? Para a Volvo, está na hora de trocar os
combustíveis fósseis nos navios porta-contentores por alternativas mais
sustentáveis, razão pela qual a marca sueca acaba de anunciar que, a partir de
agora, a maioria das viagens marítimas que sustentam a sua actividade
industrial “será efectuada com energia resultante de combustíveis provenientes
de fontes renováveis em vez da origem fóssil tradicional”.

Significa isto que, doravante, os milhares de contentores
com materiais para abastecer as fábricas da marca passarão a ser transportados,
via marítima, em barcos que queimam FAME, ésteres metílicos de ácidos gordos.
Segundo a Volvo, este combustível “baseia-se em fontes renováveis e
sustentáveis, principalmente óleo alimentar usado”, estando completamente
descartado o recurso a matérias-primas relacionadas com o óleo de palma ou com
a produção deste.

O construtor nórdico estima que esta sua decisão – “a
primeira” do género tomada por um fabricante de automóveis global – se irá
saldar num corte anual de 55.000 toneladas de CO2 nas emissões resultantes do
transporte marítimo intercontinental, ou seja, uma diminuição de 84%
comparativamente aos combustíveis fósseis. “Esta redução é equivalente às
emissões de CO2 de um camião a conduzir 1200 vezes à volta do mundo”, explica a
marca para fornecer uma ideia mais imagética da poupança do planeta.

A medida enquadra-se no compromisso assumido pela Volvo de
alcançar a neutralidade carbónica na esfera produtiva já em 2025 e, até lá,
reduzir a pegada de carbono associada ao ciclo de vida de cada automóvel em
40%, o que implica baixar em 25% as emissões operacionais. A logística,
naturalmente, não está imune ao esforço transversal.

O chief operating officer da Volvo Cars, Javier Varela,
admite que a preferência por combustíveis de fontes renováveis não é a
derradeira medida para acabar com a emissão de CO2 no transporte marítimo de
mercadorias, mas realça que é melhor do que nada. Baixar os braços e ficar à
espera da panaceia não está, aparentemente, nos planos da Volvo. “Esta
iniciativa mostra que podemos actuar já e implementar soluções que obtenham
resultados significativos, enquanto esperamos alternativas tecnológicas de
longo prazo. Não encaramos esta iniciativa como uma vantagem competitiva. Pelo
contrário, queremos que os outros fabricantes de automóveis também entrem em
acção, para aumentar a procura de transportes marítimos eficientes e
estabelecer os combustíveis de fontes renováveis como uma solução a médio prazo
que funcione”, desafia Varela.

 

COSCO Shipping lança porta-contentores eléctrico de 700 TEU.

A COSCO Shipping lançou com sucesso um navio porta-contentores eléctrico de 700 TEU (N997) no estaleiro nº 1 da indústria pesada da COSCO Shipping em Yangzhou, China. 

De acordo com a gigante chinesa dos transportes, o novo porta-contentores eléctrico marca um avanço significativo na adopção de embarcações totalmente movidas a bateria nas vias navegáveis ​​interiores. “A COSCO Shipping continuará comprometida em promover e implementar embarcações eléctricas em águas domésticas interiores e costeiras, contribuindo para o desenvolvimento de soluções de transporte marítimo verdes e com zero carbono”, afirmou a empresa.