Maersk e Hapag-Lloyd anunciam parceria.

Uma grande alteração no que concerne aos “big players” do segmento contentorizado. A Hapag-Lloyd ira sair do consórcio THE Alliance e iniciar uma parceria com a Maersk que irá designar-se “Cooperação Gemini” a partir de fevereiro de 2025.

Esta novidade surge no seguimento de dois acontecimentos distintos, nomeadamente o anúncio feito há praticamente um ano, da MSC e Maersk para separar caminhos e terminar a aliança 2M, que irá finalizar em Janeiro do próximo ano, o que coincide com o início desta nova “aliança”, e outro acontecimento mais recente, que foi a decisão da CE de encerrar o Bloco de Consórcios Regulamento de Isenção (CBER) a partir de abril deste ano.

A aliança abrangerá 290 navios com capacidade total de 3,4 milhões de teus.

Os motivos e contexto anunciado pela Maersk no seu site, afirma que: “Face às flutuações dos mercados e às perturbações da cadeia de abastecimento, uma rede oceânica flexível e interligada é fundamental para as empresas em todo o mundo. As perturbações, os acontecimentos geopolíticos e as mudanças na procura continuam a destacar a necessidade de fiabilidade como pedra angular nas cadeias de abastecimento.”

Cruzeiros em Lisboa superam pela 1ª vez os 700 mil passageiros.

O Porto de Lisboa anunciou, que bateu vários recordes na actividade de cruzeiros em 2023, superando, pela primeira vez, a barreira dos 700 mil passageiros e a dos 200 mil passageiros no segmento turnaround (cruzeiros que têm embarque e/ou desembarque no terminal de cruzeiros da capital).

Ao todo, o Porto de Lisboa contabilizou 758.328 de passageiros de cruzeiros, mais 54% do que em 2022, ultrapassando o anterior recorde de 2018 com 577.603 passageiros de cruzeiro.

Feitas as contas, o maior destaque vai para o segmento turnaround que atingiu os 204.004, um aumento exponencial de 131% quando comparado com esse mesmo ano, com 102.680 passageiros embarcados e 101.324 desembarcados. 

Já o número de passageiros em trânsito atingiu os 554.324, um crescimento de 37% em relação a 2022, calculou o Porto de Lisboa, em comunicado.

DGPM participou em nova reunião do Projecto CISE-ALERT.

A DGPM – Direcção-Geral de Política do Mar participou em nova reunião do Steering Committee do Projecto CISE-ALERT, que pretende criar uma ferramenta operacional para aumentar a interoperabilidade e cooperação entre países da União Europeia envolvidos em missões de vigilância marítima.

Discutiram-se os principais progressos do projeto, atividades em curso e actividades futuras, nomeadamente dedicadas à preparação e execução de ensaios e testes operacionais do CISE-ALERT.

Esta 4.ª reunião do Steering Committee decorreu nas instalações da European Maritime Safety Agency (EMSA), em Lisboa. 

Estiveram presentes os membros do Steering Committee, juntamente com representantes da Comissão Europeia, EU Maritime & Fish, EMSA e Joint Research Centre. O evento foi presidido pelo coordenador francês do projeto, Secrétariat Général de la Mer, representado por Eric de Beauregard

A participação de Portugal no CISE-ALERT é assegurada pela Marinha Portuguesa e DGPM, que esteve representada na reunião pela Diretora de Serviços de Programas e Financiamentos, Sandra Silva, pelo Director de Serviços de Estratégia, Ricardo Veloso Carvalho, e pela Técnica Superior Paula Madeira.

Programa MAR 2020 apoiou Portos de Sines e Sesimbra.

O investimento nas infra-estruturas portuárias, com apoio do programa Mar 2020, totalizou quase 89 milhões de euros, com a qualificação dos portos a rondar 43 milhões de euros, foi anunciado.

“1No total, o investimento realizado nestas infra-estruturas portuárias ascendeu a 88,9 milhões de euros”, lê-se numa nota divulgada pelo Mar 2020.

Na qualificação dos 36 portos de pesca foram investidos 43 milhões de euros, destacando-se o porto de Vila do Conde (9,2 milhões de euros), Calheta (6,8 milhões de euros) e Sesimbra (quatro milhões de euros).

A lota de Sines teve o maior investimento no continente, com 1,4 milhões de euros.

O Programa Operacional MAR 2020 tem por objectivo implementar em Portugal, medidas de apoio enquadradas no Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) sendo as suas Prioridades Estratégicas:

•Promover a competitividade com base na inovação e no conhecimento.

•Assegurar a sustentabilidade económica social e ambiental do sector da pesca e da aquicultura, contribuir para o bom estado ambiental do meio marinho e promover a Política Marítima Integrada.

•Contribuir para o desenvolvimento das zonas costeiras, aumentar o emprego e a coesão territorial bem como aumentar a capacidade e qualificação dos profissionais do sector.

Melhoria das acessibilidades ao porto da Figueira da Foz em concurso por 24,3M€

 

A APFF – Administração do Porto da Figueira da Foz  anunciou o lançamento do concurso público internacional para a empreitada de Melhoria das Acessibilidades Marítimas e das Infraestruturas, com o preço base de 24,3 milhões de euros.

“Esta empreitada é estrutural para o porto na medida em que capacitará as suas infraestruturas para receber navios de maior porte, dando resposta à tendência mundial de aumento da dimensão dos navios que operam no mercado, reforçando, ainda, as condições de segurança da navegabilidade e aumentando a eficiência das operações portuárias e permitindo ganhos de competitividade económica e ambiental”, refere a administração, em comunicado.

O concurso, lançado na semana passada, prevê que o início dos trabalhos ocorra durante o último trimestre de 2024, com um prazo de execução de 460 dias.

O aprofundamento do canal de navegação vai permitir a atracagem de navios de maior calado no porto, que nos primeiros nove meses deste ano movimentou 1.535.500 toneladas, menos 9,1% relativamente ao período homólogo de 2022.

A intervenção prevista vai permitir a entrada de navios até 140 metros de comprimento e oito metros de calado, quando atualmente só permite a acostagem de navios com 120 metros de comprimento e 6,5 metros de calado.

Salientando que o investimento conta “desde sempre” com o empenho da comunidade portuária e desde 2018 do município, o comunicado destaca que a intervenção vai afirmar o porto da Figueira da Foz “cada vez mais como uma infraestrutura portuária europeia, contribuindo para o crescimento da dimensão ibérica no seu ‘hinterland’ (interior do país) e ‘foreland’ (além-mar)”.

“Esta obra, de grande relevância para o crescimento da economia regional e nacional, conta com a participação do setor privado no seu financiamento, nos termos do protocolo assinado em 25 de setembro de 2019 entre a APFF, operadores portuários e principais clientes a operar no porto”, salienta a nota.

Apesar dos repetidos ataques sofridos: Houthis não param.


A região do Médio Oriente continua um inferno bélico num ambiente explosivo para os armadores, com a contínua perturbação nas mais variadas zonas com a navegação segura da Ásia para a Europa estar refém das intenções dos rebeldes houthis do Iémen.

Os Houthis não abrandaram os ataques, apesar dos repetidos ataques das forças dos EUA e do Reino Unido. 

Um avião de combate dos EUA abateu um míssil de cruzeiro antinavio que os Houthis dispararam contra o destroyer americano USS Laboon, enquanto os Houthis alvejaram erroneamente um navio-tanque “secreto” russo, acreditando que tinha ligações com o Reino Unido. 

Outras abordagens suspeitas também foram relatadas no fim de semana, com os Houthis prometendo retaliação pelos recentes ataques das forças dos EUA e do Reino Unido.

O porta-voz Houthi, Mohammed Abdulsalam (Na foto), recorreu à rede social X (antigo twitter) para nomear os ataques de “violação flagrante da soberania nacional”, enquanto Riyad Mansour, o embaixador palestiniano nas Nações Unidas, argumentou: “Seria de esperar que salvar as vidas das crianças palestinas seria encontrou a mesma urgência para agir e fornecer protecção concedida às rotas marítimas.” 

Cada vez mais navios estão a evitar o Canal de Suez, algo que se sente de forma mais aguda no sector dos contentores, mas que também se espalha para outros segmentos. O Qatar, por exemplo, suspendeu agora o envio de carregamentos de gás através do Suez, desde os ataques dos EUA e do Reino Unido.

Mais recursos navais estão a dirigir-se para a região, sendo a Alemanha a última nação a aderir à iniciativa de protecção comercial. Berlim anunciou que vai enviar a fragata Hessen para o Mar Vermelho, juntando-se a uma série de outras nações. 

Crise do Mar Vermelho-Suez quadruplica taxas Ásia-Europa e Mediterrâneo

O conflito que envolve o Canal do Suez, redireccionou praticamente 90% de toda a frota de contentores que iria cruzar essa rota para a  do Cabo da Boa Esperança. Já falamos no aspecto das taxas, mas qual é o impacto actualmente?

Neate momento, as taxas mais que quadriplicaram no sentido Ásia-Europa e Ásia-Mediterrâneo. Nesta última, ultrapassou a marca de 4.565€,  terminando em 4.759€, enquanto as taxas Ásia-Europa andam em torno da marca de 4.108€. 

Ambas as cotações mencionadas das rotas comerciais superaram as taxas da Ásia-Costa Leste da América, que terminaram em 3.807€, praticamente duplicando desde do momento em que foram efectivas as restrições de passagem no Canal do Panamá, devido à seca severa.

PSA Internacional bate recorde de volume de contentores em 2023

A PSA International reportou um ano recorde, movimentando 94,8 milhões de TEUs nos seus terminais portuários em todo o mundo em 2023. 

O principal terminal da PSA em Singapura contribuiu com 38,8 milhões de TEUs e os terminais do operador fora de Singapura movimentaram 56 milhões de TEUs. 

O volume de contentores do Grupo aumentou 4,3% em relação aos valores de contentores de 2022. 

Tan Chong Meng, CEO da PSA International, comentou: “Embora tenha havido um impulso concertado para a recuperação económica em muitos países desenvolvidos, a economia global permaneceu repleta de turbulências em 2023 e o mundo continuou a experimentar inflação, aumento das taxas de juro, mercados de trabalho apertados, tensões geopolíticas e guerras em curso, que desestabilizaram as perspectivas de recuperação e perturbaram as cadeias de abastecimento.” 

Prosseguiu, salientando: “Olhando para 2024, as perspectivas de recuperação da economia global permanecem obscuras e o mundo prepara-se para uma maior volatilidade geopolítica potencial. Mantendo em mente a direcção estratégica da PSA, a empresa continuará a concentrar-se na expansão do nosso negócio principal de portos e na criação de cadeias de abastecimento mais ágeis e resilientes. Navegando pelos desafios futuros, permaneceremos ágeis para nos adaptarmos às incertezas do ambiente macroeconómico, à medida que estabelecemos parcerias estreitas com os nossos clientes e partes interessadas para sermos um orquestrador da cadeia de abastecimento e promover um comércio global mais sustentável.”

Maersk e Hapag-Lloyd negam acordo de passagem segura com Houthis


Os dois armadores mencionados, nomeadamente a dinamarquesa Maersk e a alemã Hapag-Lloyd AG negaram qualquer tipo de pacto com os rebeldes Houthi do Iémen, apoiados pelo Irão, de modo a  facilitar o movimento seguro dos seus porta-contentores através do Mar Vermelho

O anúncio surgiu depois das acções de ambas as  companhias de navegação ter afundado devido aos relatos de possíveis acordos neste sentido como estando fechados. 

As acções de ambas as empresas de contentores foram atingidos por uma publicação na comunicação social do sector que afirmava sobre os acordos como um “facto consumado”.

Recordemos que a Maersk foi o primeiro armador a recuar na passagem dos seus navios pelo Mar Vermelho, após um dos seus porta-contentores o Maersk Gibraltar ter sido alvejado por um míssil oriundo da zona controla pelos rebeldes houthis, quando o navio viajava de Salalah, em Omã, para Jeddah, na Arábia Saudita.

Em relação à Hapag-Lloyd, também foi uma das primeiras empresas de contentores a anunciar desvios de navios em torno de África, no dia 18 de Dezembro, tendo prolongado esse desvio da rota após uma reunião efectuada no passado dia 9.

Yilport e Grupo Sousa com controlo conjunto da Terminal de Contentores de Santa Apolónia

De acordo com um comunicado, Yilport e a GS Marítima, do Grupo Sousa, enviaram notificação parq a AdC – Autoridade da Concorrência sobre a aquisição do controlo de ambos da Sotagus, que explora o terminal de Contentores de Santa Apolónia.

Na informação publicada no site da Autoridade da Concorrência, pode lêr-se que a entidade “recebeu, em 22 de dezembro de 2023, uma notificação prévia de uma operação de concentração de empresas” que “consiste na aquisição, pela Yilport Iberia, S.A. e pela GS Marítima, Lda. do controlo conjunto sobre a Sotagus — Terminal de Contentores de Santa Apolónia, S.A.”. 

A entidade mencionou ainda que a Yilport é uma “empresa activa no sector portuário e dos transportes marítimos”, com várias actividades, “nas quais se incluem a movimentação de carga em terminais portuários, a movimentação e armazenagem de mercadorias em docas, terminais, armazéns e parques, formação e decomposição de unidades de carga, recepção, armazenamento e expedição de mercadorias”.

A Yilport conta ainda “com o exercício do direito de exploração comercial de áreas portuárias, através de contratos de concessão de exploração com as respectivas administrações portuárias, e diversas actividades acessórias”.

Segundo a AdC, a empresa dedica-se também “a actividades de cedência temporária de trabalhadores/estivadores para a realização de tarefas de movimentação de cargas portuárias, e à prestação de serviços de agenciamento marítimo”.

Mencionou também que a  GS Marítima está “directamente e através de participadas, no sector do transporte marítimo de carga e logística integrada”, integrando “o Grupo Sousa, grupo marítimo-portuário com actividades nos sectores da logística, energia e turismo e sedeado na Região Autónoma da Madeira”.

O Grupo Sousa possui “empresas armadoras, empresas de operação portuária e de camionagem, agentes de navegação, transitários, logística, rebocadores e armazéns, estando ainda presente nos setores da logística de gás natural, da produção de energia e do turismo”.

Finalmente, a Sotagus é uma sociedade “controlada pela Yilport e que, ao abrigo de contrato de concessão de exploração de infraestruturas portuárias com a Administração do Porto de Lisboa, explora o terminal portuário de Santa Apolónia onde desenvolve actividades de movimentação de carga (contentores e carga fraccionada) e actividades acessórias”.