Apesar dos repetidos ataques sofridos: Houthis não param.


A região do Médio Oriente continua um inferno bélico num ambiente explosivo para os armadores, com a contínua perturbação nas mais variadas zonas com a navegação segura da Ásia para a Europa estar refém das intenções dos rebeldes houthis do Iémen.

Os Houthis não abrandaram os ataques, apesar dos repetidos ataques das forças dos EUA e do Reino Unido. 

Um avião de combate dos EUA abateu um míssil de cruzeiro antinavio que os Houthis dispararam contra o destroyer americano USS Laboon, enquanto os Houthis alvejaram erroneamente um navio-tanque “secreto” russo, acreditando que tinha ligações com o Reino Unido. 

Outras abordagens suspeitas também foram relatadas no fim de semana, com os Houthis prometendo retaliação pelos recentes ataques das forças dos EUA e do Reino Unido.

O porta-voz Houthi, Mohammed Abdulsalam (Na foto), recorreu à rede social X (antigo twitter) para nomear os ataques de “violação flagrante da soberania nacional”, enquanto Riyad Mansour, o embaixador palestiniano nas Nações Unidas, argumentou: “Seria de esperar que salvar as vidas das crianças palestinas seria encontrou a mesma urgência para agir e fornecer protecção concedida às rotas marítimas.” 

Cada vez mais navios estão a evitar o Canal de Suez, algo que se sente de forma mais aguda no sector dos contentores, mas que também se espalha para outros segmentos. O Qatar, por exemplo, suspendeu agora o envio de carregamentos de gás através do Suez, desde os ataques dos EUA e do Reino Unido.

Mais recursos navais estão a dirigir-se para a região, sendo a Alemanha a última nação a aderir à iniciativa de protecção comercial. Berlim anunciou que vai enviar a fragata Hessen para o Mar Vermelho, juntando-se a uma série de outras nações. 

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