O aprofundamento do conhecimento e a sustentabilidade da exploração do mar são necessidades consensuais. As maiores incertezas residem no modelo de exploração.
Universidade do Porto "virada" para o mar
Cerca de 500 investigadores vão trabalhar no novo pólo, cuja primeira fase estará pronta no final deste ano.
Entre os desafios estão, por exemplo, o aumento da produção na área da aquacultura e a questão da energia produzida através da força do mar.
O vice-reitor para a área da investigação da Universidade do Porto lembra que este esforço será inglório se esbarrar em burocracias.
Avisos à navegação para que o desígnio do mar não seja apenas mais uma declaração de intenções.
A Universidade do Porto está a investir oito milhões de euros neste Pólo do Mar. O vice-reitor para a área da investigação considera que este é um sector que, a médio prazo, vai trazer retorno significativo à economia, desde logo através da criação de emprego.
O Pólo do Mar da UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto vai funcionar em pleno em 2014. A primeira fase estará pronta já no final deste ano.
Universidade do Porto "virada" para o mar
Cerca de 500 investigadores vão trabalhar no novo pólo, cuja primeira fase estará pronta no final deste ano.
Entre os desafios estão, por exemplo, o aumento da produção na área da aquacultura e a questão da energia produzida através da força do mar.
O vice-reitor para a área da investigação da Universidade do Porto lembra que este esforço será inglório se esbarrar em burocracias.
Avisos à navegação para que o desígnio do mar não seja apenas mais uma declaração de intenções.
A Universidade do Porto está a investir oito milhões de euros neste Pólo do Mar. O vice-reitor para a área da investigação considera que este é um sector que, a médio prazo, vai trazer retorno significativo à economia, desde logo através da criação de emprego.
O Pólo do Mar da UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto vai funcionar em pleno em 2014. A primeira fase estará pronta já no final deste ano.
Associação de Apoio à Criança "O Arco-Íris" – 4.º Concurso Nacional Kit do Mar
Associação de Apoio à Criança "O Arco-Íris" – 4.º Concurso Nacional Kit do Mar
AINavais vê oportunidade para estaleiros nacionais
O Fórum do Mar, realizado na passada semana na Exponor, deu a devida importância a esta indústria, em colaboração com a Associação das Indústrias Navais (AIN) que promoveu mesmo um workshop sobre o Programa AuxNavalia Plus.
Mas mesmo antes desse workshop, realizado no segundo dia do evento, se falou da indústria naval. Frederico Spranger, presidente da AIN, interveio no terceiro painel do primeiro dia, subordinado ao tema “As fileiras da Economia do Mar e os desafios 2020”.
Na sua intervenção, Frederico Spranger abordou a complicada realidade actual da construção naval mundial, estrangulada por uma “oferta superior à procura”, apontando depois a agulha à realidade nacional, considerando que os nossos estaleiros terão a sua actividade “limitada aos navios de pequena e média dimensão”, devendo isto ser visto como uma “oportunidade” e algo a ser potenciado pelos estaleiros, através da “construção de navios especializados”.
“A crise que grande parte dos estaleiros atravessam é uma ameaça mas também pode ser uma oportunidade para o desígnio que é o regresso ao Mar”, acrescentou o também responsável da Lisnave, lembrando, porém, que “sem investidores não se pode fazer nada, porque há que recapitalizar as empresas existentes ou criar empresas novas”.
Sobre a manutenção e reparação naval, afirmou que a Associação prevê em Portugal “que os resultados nos próximos 3 a 5 anos sejam superiores aos actuais em cerca de 15%”.
Workshop AuxNavalia Plus
A moderar o workshop intitulado “Workshop AuxNavalia Plus: Instrumentos financeiros disponíveis para a indústria naval e auxiliar do naval e oportunidades de mercado na Namíbia” esteve Ventura de Sousa, secretário geral da AIN que também vincou a situação “difícil” da indústria da construção naval em Portugal, apesar da “quebra a nível europeu ser ainda maior”.
Considerou ainda que a indústria naval precisa, entre outros, de “acesso a fundos comunitários no período 2014-2020, mais fácil acesso a capital estrangeiro ou incentivos co-financiados por fundos da União Europeia”
A fazer a apresentação do Programa AuxNavalia esteve um representante da Fundación Calidade. Entre os pontos essenciais do Programa destacou três: primeiro, uma análise do sector em Espanha, Portugal, França, Reino Unido e Irlanda, ou seja na área atlântica”; “perceber as oportunidades de negócio para a construção naval da área atlântica em todo o mundo”; “analisar as inovações e as novas tecnologias de informação deste sector em todo o mundo, de forma a ajudar a indústria desta região a ser mais competitiva”.
Presenças notadas neste workshop, também no papel de oradores, foram as de Douwe Cunningham (Secretário Geral da SeaEurope – CE), assim como de representantes da Namíbia como Eliud Shimuafeni (Namibia Port Authority), Rogério Tavares (Cônsul Honorário da Namíbia em Lisboa) ou Mohamed Saleh (Embaixada da Namíbia).
Porto de Lisboa também já conta com a JUP II em funcionamento
Desta forma, o porto de Lisboa integra todo o processo de despacho de navios e mercadorias, com procedimentos simplificados e harmonizados, envolvendo todos os agentes económicos públicos e privados numa única plataforma informática, e introduz uma nova dinâmica, flexibilidade e mobilidade à actividade portuária já que pode agora ser acedida a partir de qualquer equipamento que possua navegador de Internet, nomeadamente “smartphones” e “tablets”.
Nos primeiros dois dias foram criadas 42 escalas e registaram-se um total de 3636 acessos à aplicação, efetuados por 206 utilizadores distintos. Quatro escalas já efetuaram todo o ciclo do navio, isto é, desde o aviso de chegada até ao despacho de largada, dado pela capitania.
A entrada em funcionamento da nova plataforma foi antecedida de um período de formação, que decorreu entre 9 de Abril e 14 de maio, e abarcou um universo de 276 formandos entre agentes de navegação, entidades oficiais (Alfândega, SEF, Sanidade, Capitania e Polícia Marítima), oficiais de protecção de instalações portuárias e empresas de reboques, amarração e recolha de resíduos.
A entrada em funcionamento desta nova plataforma, que não implicou qualquer alteração dos sistemas com os quais interage electronicamente (Alfândega, IPTM/IMT, EMSA e de agentes de navegação) decorreu sem qualquer perturbação na actividade portuária.”
Projecto do terminal de contentores da Trafaria ainda não foi dado a conhecer
No geral, os operadores dos portos de Lisboa, Setúbal e Sines lamentaram a falta de conhecimento do projecto do Governo para o novo terminal de contentores na Trafaria (Almada) e recomendaram a realização de estudos para fundamentar a decisão.
Já o presidente do Conselho Português de Carregadores, Pedro Galvão, disse ver com “bastante preocupação” o projecto, por “motivos estratégicos e económicos”, afirmando ter “várias perguntas e algumas sem resposta”.
O que está em causa na nova política europeia de pescas
É o ponto central da nova política comum. O objectivo é que a pesca não supere o chamado “máximo rendimento sustentável”, ou seja, um limite que não comprometa os stocks, hoje sobre-explorados em 75% na Europa. A recuperação dos stocks deverá ser feita até 2020, com 2015 como uma data intermédia, “onde for possível”. O “máximo rendimento sustentável” será calculado com base na mortalidade (capturas de peixes) e não na biomassa (peixe que está no mar), como queria o Parlamento. A elaboração de planos multianuais para diferentes áreas de pesca será um instrumento central.
Todo o peixe terá de ser trazido para terra. Mas poderá haver excepções de até 5% das capturas totais de cada espécie. Também haverá alguma flexibilização das quotas, para que parte dos peixes de valor comercial apanhados em excesso possa ser vendida, de modo a desincentivar rejeições ilegais.
Uma das ideias da nova política é permitir aos Estados-membros criarem, sozinhos ou em conjunto, regras específicas a uma determinada pescaria ou região, condicionadas no entanto aos objectivos e metas dos planos plurianuais e ao “rendimento máximo sustentável”.
Na sequência do que já foi feito no passado recente, a nova política quer que a capacidade das frotas seja adaptada às oportunidades reais de pesca de cada país, as quais seguirão critérios de sustentabilidade. Na prática, isto pode a curto prazo significar uma diminuição das frotas que estão sobredimensionadas. Mas uma vez atingido o “máximo rendimento sustentável”, a perspectiva é que o resultado da faina seja maior.
O Parlamento conseguiu introduzir a obrigatoriedade de critérios transparentes para as chamadas “oportunidades de pesca” a atribuir aos diferentes Estados-membros. Até agora, as quotas de pesca têm sido negociadas sobretudo com base em critérios económicos, muito associados às capturas históricas. Agora, os critérios terão de reflectir também os aspectos ambientais e sociais.







