Reboport tem novo rebocador no Porto de Sines

O “Castelo de São Jorge” é o mais potente rebocador de bandeira nacional.
A Reboport tem ao serviço um novo rebocador para apoio às manobras dos navios no Porto de Sines. O “Castelo de São Jorge” é o mais potente rebocador de bandeira nacional, com uma capacidade de tracção de 80 toneladas.

Este rebocador vem dar resposta ao contínuo aumento do tráfego que o Porto de Sines tem apresentando nos últimos tempos, reforçando também a capacidade desta infraestrutura portuária em operar os maiores navios em operação comercial no mundo.
Propriedade da Reboport – Sociedade Portuguesa de Reboques Marítimos SA, entidade que presta serviços de reboque e amarração no Porto de Sines, o rebocador apresenta 29,5 metros de comprimento e 11 metros de boca, com 386 toneladas de arqueação bruta.
Este rebocador vem também assegurar elevados níveis de prontidão e disponibilidade, contribuindo para a melhoria das condições operacionais e de segurança do Porto de Sines.


Fonte: Naútica Press

Pesca em Sesimbra carece de ajudas estatais para subsistência



A pesca do peixe espada preto em Sesimbra tem-se revelado sustentável ao longo dos anos mas as sucessivas limitações impostas pela administração central, desde a ausência de apoios aos pescadores ou a perda da licença aos 55 anos, são encarados pela autarquia como inimigos da arte piscatória. Durante a semana gastronómica do peixe espada preto, José Polido, vereador das actividades económicas na Câmara Municipal de Sesimbra, revela a “grande pressão junto da administração central para mudar várias limitações à pesca”.


“Não se admite que aos 55 anos, um homem seja impedido de exercer a sua actividade se entender que está nas plenas poses para continuar”, frisa José Polido. Já Ricardo Santos, presidente da Cooperativa de Pescas de Setúbal, Sesimbra e Sines explica que esta lei surge no sentido do “desgaste que a profissão de pescador acarreta”. “Quando se atinge os 55 anos, o pescador profissional, regra geral, já exerce a profissão desde os dez anos de idade”, prossegue.
A revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida, principalmente no que diz respeito à proibição de pescar no Parque Marinho Luiz Saldanha, tem sido uma reivindicação do poder local ao Governo, já que “o número de barcos que pescavam na diminuiu para metade, de 114 para 60”, afirma José Polido. “São necessárias alternativas às consecutivas limitações que não garantem a sobrevivência da pesca”.
A adesão de jovens à profissão da pesca em Sesimbra tem sido algo frequente ao longo dos anos, em parte devido à falta de oportunidades noutro sector do mercado laboral. Apesar de José Polido não obter números relativos a este fator, demonstra que a pesca“tem de ser olhada pelos jovens como uma profissão com futuro e não como uma última alternativa face ao desemprego”. “Na pesca do peixe espada preto há 300 profissionais no concelho que fazem deste o seu sustento”.
A quinzena gastronómica do peixe espada preto, que decorre até ao próximo fim de semana, tem hoje o dia mais atractivo, quando o público pode provar dezenas de receitas de peixe espada preto por um preço especial de sete euros em todos os restaurantes aderentes à iniciativa. Tranche de Peixe-espada Preto com Papaia, Servido com Brás de Legumes, Lombo de Peixe-espada Preto Corado em Azeite, Migas de Batata e Grelos Salteados ou Filetes de Peixe-espada Preto com Molho de Moscatel e Camarão Flamejado são algumas das propostas desta edição, que conta com a participação de 37 restaurantes.
José Polido refere que esta iniciativa, organizada pelo oitavo ano consecutivo, surgiu para impulsionar a visibilidade do peixe espada preto nas principais superfícies comerciais mas hoje, já que esse principal objectivo foi conseguido, “é necessário não deixar que o trabalho todo caia em saco roto”. A Quinzena Gastronómica do Peixe-espada Preto, criada em 2006 pela Câmara Municipal, é organizada em colaboração com a ArtesanalPesca e as associações de comerciantes locais.

Fonte. Setúbal na Rede/Rogério Matos.

Xanana Gusmão espera arbitragem para Mar de Timor


O primeiro-ministro timorense disse em Singapura esperar que o processo de arbitragem do Tratado sobre Determinados Ajustes Marítimos no Mar de Timor (CMATS) seja resolvido de forma rápida.
“Sei que alguns de vocês podem estar interessados no processo de arbitragem do Tratado sobre Determinados Ajustes Marítimos no Mar de Timor, o qual irá esclarecer a validade deste tratado”, afirmou Xanana Gusmão na quarta-feira, último dia da visita a Singapura, num encontro dedicado ao tema de petróleo na Ásia oferecido pela Thomson Reuters. “Este é um assunto que Timor-Leste leva muito a sério. Dado que são questões que estão actualmente a ser sujeitas a arbitragem formal, não seria apropriado discuti-las em público, mas posso dizer que esperamos que o assunto seja resolvido de forma rápida e benéfica para todas as partes”, acrescentou Xanana Gusmão no discurso, divulgado hoje pelo Governo timorense.
No discurso, o primeiro-ministro timorense salientou que Timor-Leste e a Austrália têm “um relacionamento bilateral positivo” e que a “arbitragem não vai afectar a grande amizade” com aquele país. Timor-Leste acusou a Austrália de espionagem no acesso a informação confidencial sobre gás e petróleo no Mar de Timor. Em causa está o Tratado sobre Determinados Ajustes Marítimos no Mar de Timor (CMATS, sigla em inglês) assinado pelos dois países em 2007 para facilitar a exploração de gás e petróleo no Mar de Timor, na zona fora da Área Conjunta de Desenvolvimento do Petróleo (JPDA).
O tratado possibilita que Timor-Leste ou a Austrália o denunciem caso não tenha sido aprovado o Plano de Desenvolvimento do campo de exploração de gás Greater Sunrise seis anos após ter entrado em vigor, prazo que terminou em Fevereiro. No final de Abril, Timor-Leste enviou uma notificação a Camberra, na qual afirmava que o tratado entre os dois países era inválido porque a Austrália tinha feito espionagem durante as negociações do mesmo. Na acusação, Timor-Leste referia que os negociadores australianos tinham na sua posse informação confidencial, relevante para os negociadores timorenses.
A exploração do Greater Sunrise criou um impasse nas relações entre a petrolífera australiana Woodside e as autoridades de Timor-Leste. Enquanto a empresa australiana defende a exploração numa plataforma flutuante, Timor-Leste insiste na construção de um gasoduto para permitir desenvolver a costa sul do país. Mesmo que o tratado seja denunciado, os contratos de exploração do Sunrise continuam em vigor e, se a produção começar, o CMATS volta a entrar imediatamente em vigor, a não ser que modificações tenham sido negociadas.
No tratado, que impede a definição de fronteiras marítimas entre Timor-Leste e a Austrália durante um período de 50 anos, ficou especificado que cada um dos países recebe metade das receitas de exploração do Greater Sunrise. Além do CMATS, a exploração do gás e petróleo no Mar de Timor é também regulada pelo Tratado do Mar de Timor e pelo Acordo Internacional de Unificação. De Singapura, o primeiro-ministro timorense seguiu para as Filipinas onde vai estar até domingo em visita oficial. Xanana Gusmão regressa a Dili na próxima terça-feira.
Fonte: DN.

Exposição europeia sobre o Mar passa pela Madeira

A exposição MARLISCO, que se desloca por todo o país, inicia-se em Setembro, no centro Ciência Viva de Lagos, e decorre até ao primeiro trimestre de 2015, estando já confirmados 13 locais, incluindo Madeira e Açores.


Uma exposição europeia a percorrer o país e concursos de vídeos, canções e contos para os jovens vão informar e alertar os portugueses para o lixo no mar, um problema que, segundo a investigadora Flávia Silva, “é responsabilidade de todos”.
Flávia Silva, da Faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa, explicou à agência Lusa que o objectivo das iniciativas “com crianças, escolas, com o público em geral ou sectores específicos, como pesca, indústria ou supermercados, é aumentar a consciência social relativamente ao lixo marinho, sensibilizar e corresponsabilizar”.
“Todos, de alguma forma, contribuímos para isso [lixo marinho], mesmo de forma indireta e sem dar conta de que as nossas acções, no dia a dia, em casa, podem afectar o mar, o meio marinho e a praia que gostamos de ver limpa, o que só acontece graças a muito dinheiro [gasto], que podia ser utilizado para outras coisas”, salientou a cientista.
As iniciativas integram-se no projecto MARLISCO, com 15 países europeus, financiado pela Comissão Europeia, decorre até 2015 e está organizado em áreas, da recolha de informação sobre estes resíduos, à distribuição geográfica ou tipo de lixo em cada país.
“A ideia é sensibilizar todas as camadas do público para o lixo marinho, para que todos juntos ajudemos a minimizar o problema”, insistiu a investigadora da FCT, entidade parceira do MARLISCO para Portugal, falando antes do Dia Mundial dos Oceanos, que se assinala sábado.
A exposição MARLISCO, que se desloca por todo o país, inicia-se em Setembro, no centro Ciência Viva de Lagos, e decorre até ao primeiro trimestre de 2015, estando já confirmados 13 locais, incluindo Madeira e Açores, onde a mostra fica cerca de um mês, com visitas guiadas e palestras, para escolas e para o público.
A mostra terá uma componente de informação, com posters, comum aos parceiros participantes, e uma vertente mais lúdica, com trabalhos de artistas nacionais, realizados com lixo marinho.
À abordagem da problemática mundial sobre o lixo marinho, junta-se informação mais específica europeia, dos mares regionais e da situação em Portugal, “mostrando que as realidades se assemelham muito [e que] o mar não tem fronteiras”, salientou Flávia Silva.
A investigadora, da equipa de trabalho da FCT para o MARLISCO, realçou que o concurso de vídeo MARLISCO, destinado a participantes dos 12 aos 18 anos,divididos em dois escalões, pretende obter “testemunhos de como os jovens europeus vêem o problema do lixo marinho”.
O objectivo é que “saiam fortalecidos como agentes de mudança na sociedade pois pretende-se que as mensagens transmitidas através dos vídeos sensibilizem o público, sejam uma inspiração ao percorrer a Europa”.
Dos 10 melhores filmes nacionais, um vai integrar o conjunto dos 14 escolhidos a nível europeu e será apresentado pelos seus autores na Alemanha, em maio de 2014.
Em Portugal, o MARLISCO lança para os mais pequenos, até aos 12 anos, o concurso para a criação de um hino MARLISCO e para elaboração de um livro com histórias de lixo marinho no mar.

Fonte: DN.

Museu sobre o Mediterrâneo inaugura em Marselha

Num novo edifício na zona portuária de Marselha abre as portas ao público amanhã um novo museu dedicado à história das civilizações e das culturas dos povos do Mediterrâneo.-

Ao fim de dez anos de gestação e de quatro de trabalho de construção, um novo museu consagrado ao Mediterrâneo abre as portas ao público esta sexta-feira na cidade francesa de Marselha.
Com a forma de um cubo, erigido junto ao mar, o Musée des Civilizations de L’Europe et de la Méditerranée (Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo) é descrito pelo seu director, Bruno Suzzarelli em declarações à AFP, como um “espaço inédito”, já que “é o primeiro museu consagrado às civilizações do Mediterrâneo” (propondo um constante diálogo entre o passado e o presente). O responsável diz ainda que o museu habita aquela que diz ser “uma grande cidade cultural”. Acrescentou ainda que este será um local de debates e de confrontos de ideias e que terá um “rico” programa artístico que cruza cinema, teatro, música.
Construído numa zona portuária, sobre um antigo molhe, o edifício é uma obra do arquitecto Rudy Ricciotti, em associação com Roland Carta. Ocupa uma área de 15.700 metros quadrados, definindo duas grandes áreas. Numa dela, renovada todos os três anos, haverá uma “galeria do Mediterrâneo”, destinada a permitir a descoberta das etapas principais das grandes civilizações desta vasta região do globo. Na outra haverá exposições temporárias, as primeiras sendo ‘Le Noir et le Bleu, un rêve méditerranéen’ e ‘Au bazar du genre, féminin-masculin em Méditerranée’, ambas patentes até Janeiro de 2014. São ali esperados cerca de 300 mil visitantes por ano.
Fonte: DN

Cientistas apelam à proteçcão da Grande Barreira de Coral

Mais de 150 cientistas alertaram o Governo australiano para o eventual impacto negativo do desenvolvimento industrial sobre a Grande Barreira de Coral, o maior sistema coralino do mundo, informou hoje a imprensa local.
Este apelo surge menos de duas semanas depois de o Comité do Património Mundial se ter reunido para discutir se a Grande Barreira, no nordeste da Austrália, deverá ser incluída na lista de Património Mundial ameaçado, segundo a agência AAP.
No mês passado, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) exortou as autoridades australianas a tomarem medidas “urgentes” para evitar a deterioração da Grande Barreira de Coral e defendeu a sua inclusão na lista de Património Mundial ameaçado.
Os cientistas da Universidade James Cook (Austrália), da Universidade do Havai (Estados Unidos) e de outras 30 instituições consideram que a construção de novos portos, a dragagem em larga escala e o aumento do tráfego de cargueiros com a expansão da exploração mineira e energética acelerarão a deterioração da Grande Barreira.
O ecologista Hugh Possingham da Universidade de Queensland observou que, nos últimos 27 anos, mais de metade dos corais que cobrem a Grande Barreira se degradaram.
Um relatório recente da UNESCO aponta que 43 projectos de desenvolvimento das imediações da Grande Barreira foram apresentados e o Governo australiano e do Estado de Queensland não adoptaram as medidas necessárias para melhorar a qualidade da água na área.
Neste contexto, os cientistas australianos de 33 instituições uniram-se para pedir, numa missiva, ao Governo de Camberra e às autoridades de Queensland que proíbam a construção de novos portos fora das áreas industriais existentes e que implementem uma estratégia para gerir melhor o desenvolvimento do litoral.
A Grande Barreira de Coral, que conta com 400 tipos de coral, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, foi declarada como Património da Humanidade em 1981 e começou a deteriorar-se na década de 90 com o aquecimento da água do mar e aumento da sua acidez como consequência da maior presença de dióxido de carbono na atmosfera.
Fonte: DN

Tubarão de quatro metros avistado junto à costa de Cascais

O assunto tem sido rei nas redes sociais nos últimos dois dias. Um tubarão frade com cerca de quatro metros foi avistado a algumas centenas de metros da costa de Cascais.
O animal foi seguido e filmado durante alguns minutos e a TVI divulgou nesta quarta-feira as imagens.
Ainda segundo a estação de televisão o animal terá cerca de quatro metros e é inofensivo para os seres humanos, já que só come plâncton.
Há alguns anos foi avistado na costa do Algarve um outro tubarão frade com cerca de dez metros.
Fonte: TVI

Consumo de peixe de aquacultura deve ultrapassar o pescado em 2015

O peixe criado em cativeiro vai ser o mais consumido a nível mundial em 2015, ultrapassando o peixe selvagem, prevê o relatório `Perspectivas Agrícolas 2013-2022` produzido pela OCDE e pela FAO.

O consumo de pescado deve aumentar fortemente na próxima década, estimando-se que atinja os 20,6 quilos `per capita` em 2022, face aos 19 quilos registados em média no período base (2010-2012), prevêem a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) e a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura).
Portugal ocupava, em 2009, o terceiro lugar do pódio mundial, atrás dos islandeses e japoneses, com um consumo anual médio de 57 quilos por pessoa.
O consumo de peixe deve aumentar em todos os continentes, excepto em África, devendo crescer mais rapidamente na Oceânia e na Ásia.
Em 2022, o peixe criado em cativeiro deverá representar já 53% do consumo humano, enquanto o consumo de farinhas e óleo de peixe vai estar condicionado pela dependência do sector das pescas, cada vez mais regulado.
A produção de peixe deve atingir 181 milhões de toneladas em 2022, o que representa um aumento de 18% face à média de três anos do período base (2010-2012).
O documento antecipa um aumento de apenas 5% nas pescas, enquanto a aquacultura deverá crescer 35%, passando dos 63 milhões de toneladas do período base para 85 milhões de toneladas em 2022.
A taxa de crescimento deve abrandar dos 6% da última década para 2,4% ao ano, devido à subida nos preços da alimentação e dos custos da energia e disponibilidade mais limitada dos locais de produção.
O peso da aquacultura na produção de peixe a nível mundial deve aumentar dos 41% registados entre 2010-2012 para 47% em 2022.
Em 2022, a aquacultura chinesa deve representar 63% da produção mundial, sendo este país asiático também o principal exportador de peixe.
O relatório `Perspectivas Agrícolas 2013-2022` prevê as tendências de mercado, tais como os preços, a produção e a procura e avalia os principais desafios enfrentados pelos setores da agricultura e pescas.
Fonte: RTP