A exposição MARLISCO, que se desloca por todo o país, inicia-se em Setembro, no centro Ciência Viva de Lagos, e decorre até ao primeiro trimestre de 2015, estando já confirmados 13 locais, incluindo Madeira e Açores.
Uma exposição europeia a percorrer o país e concursos de vídeos, canções e contos para os jovens vão informar e alertar os portugueses para o lixo no mar, um problema que, segundo a investigadora Flávia Silva, “é responsabilidade de todos”.
Flávia Silva, da Faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa, explicou à agência Lusa que o objectivo das iniciativas “com crianças, escolas, com o público em geral ou sectores específicos, como pesca, indústria ou supermercados, é aumentar a consciência social relativamente ao lixo marinho, sensibilizar e corresponsabilizar”.
“Todos, de alguma forma, contribuímos para isso [lixo marinho], mesmo de forma indireta e sem dar conta de que as nossas acções, no dia a dia, em casa, podem afectar o mar, o meio marinho e a praia que gostamos de ver limpa, o que só acontece graças a muito dinheiro [gasto], que podia ser utilizado para outras coisas”, salientou a cientista.
As iniciativas integram-se no projecto MARLISCO, com 15 países europeus, financiado pela Comissão Europeia, decorre até 2015 e está organizado em áreas, da recolha de informação sobre estes resíduos, à distribuição geográfica ou tipo de lixo em cada país.
“A ideia é sensibilizar todas as camadas do público para o lixo marinho, para que todos juntos ajudemos a minimizar o problema”, insistiu a investigadora da FCT, entidade parceira do MARLISCO para Portugal, falando antes do Dia Mundial dos Oceanos, que se assinala sábado.
A exposição MARLISCO, que se desloca por todo o país, inicia-se em Setembro, no centro Ciência Viva de Lagos, e decorre até ao primeiro trimestre de 2015, estando já confirmados 13 locais, incluindo Madeira e Açores, onde a mostra fica cerca de um mês, com visitas guiadas e palestras, para escolas e para o público.
A mostra terá uma componente de informação, com posters, comum aos parceiros participantes, e uma vertente mais lúdica, com trabalhos de artistas nacionais, realizados com lixo marinho.
À abordagem da problemática mundial sobre o lixo marinho, junta-se informação mais específica europeia, dos mares regionais e da situação em Portugal, “mostrando que as realidades se assemelham muito [e que] o mar não tem fronteiras”, salientou Flávia Silva.
A investigadora, da equipa de trabalho da FCT para o MARLISCO, realçou que o concurso de vídeo MARLISCO, destinado a participantes dos 12 aos 18 anos,divididos em dois escalões, pretende obter “testemunhos de como os jovens europeus vêem o problema do lixo marinho”.
O objectivo é que “saiam fortalecidos como agentes de mudança na sociedade pois pretende-se que as mensagens transmitidas através dos vídeos sensibilizem o público, sejam uma inspiração ao percorrer a Europa”.
Dos 10 melhores filmes nacionais, um vai integrar o conjunto dos 14 escolhidos a nível europeu e será apresentado pelos seus autores na Alemanha, em maio de 2014.
Em Portugal, o MARLISCO lança para os mais pequenos, até aos 12 anos, o concurso para a criação de um hino MARLISCO e para elaboração de um livro com histórias de lixo marinho no mar.
Fonte: DN.
