Cenário de Sonho na Despedida de Lisboa

Sol, céu azul e vento, o cenário perfeito para a despedida de Lisboa, da frota de MOD70 e do Maxi 80, Prince de Bretagne. Às 14 horas em ponto, os cinco barcos largaram para um pequeno percurso no Tejo, entre a Praça do Comércio e a ponte 25 de Abril, seguindo depois rumo à Irlanda, onde deverão chegar na próxima quarta-feira.

Com duas passagens pontuáveis, a primeira ao largo de Cascais na bóia C1 e outra no Fastnet, a frota de MOD70 prepara-se para enfrentar condições muito difíceis de mar e vento. Em especial, junto ao Cabo Finisterra. Uma frente espera os velejadores, podendo o vento chegar a soprar acima dos 35 nós.
A boa notícia é que a manter-se o quadrante Sul das previsões meteorológicas, os barcos podem não sofrer muitos danos: “Ainda vamos ver como abordar a baixa pressão que sente em Finisterra. A boa notícia é que vamos à popa e, portanto, vai ser uma etapa rápida. Esperamos conseguir andar na luta com os MOD70, como fizemos entre Valência e Lisboa. Vai ser a minha estreia em Dublin”, afirma Lionel Lemonchois, skipper do Maxi 80 Prince de Bretagne.
Classificação 2ª etapa após bóia de Cascais
1º Spindrift
2º Edmond de Rothschild
3º Oman Air – Musandam
4º Virbac-Paprec 70
Classificação geral provisória MOD70
1. Oman Air-Musandam (Sidney Gavignet) 54 pts 
2. Edmond de Rothschild, 52 pts 
3. Spindrift (Yann Guichard) 8 pts
4. Virbac-Paprec 70 (Jean-Pierre Dick), 38 pts
Os Multi50 preparam o embate
As primeiras rajadas já se sentem. O sol e céu azul de Lisboa, desapareceu e a frota de Multi50 está no meio do cinzento. O mar escurece e o vento de sudoeste empurra o líder, o Actual, de Yves Le Blevec , para o meio da depressão centrada no Cabo Finisterra.
Após a largada de Lisboa, os Multi50 depararam-se com vento instável de direcção e intensidade. A primeira noite ainda foi tranquila e permitiu carregar baterias porque não vêm momentos fáceis.
Esta manhã, o Actual e o FenêtréA-Cardinal estavam como numa regata de match racing, separados por uma milha. A dez milhas de distância seguia o Arkéma – Région Aquitaine e a cerca quarenta, o Rennes Métropole – Saint-Malo Agglomération. Por agora, o vento ainda é fraco mas as próximas horas prometem ser duras.
Classificação Multi 50 às 16 horas
1º Actual (Yves le Blevec) a 791,78 milhas da chegada
2º FenêtreA-Cardinal (Erwan Le Roux) a 15,13 milhas
3º Arkéma – Région Aquitaine (Lalou Roucayrol) a 37,54 milhas
4º Rennes Métropole – Saint-Malo Agglomération (Gilles Lamiré) a 109,87 milhas
Citações
Pascal Bidégorry (Spindrift)
“Antes de rumarmos ao largo, tivemos de cumprir um pequeno percurso, muito simpático, no Rio Tejo que nos vai obrigar a trabalhar bastante. É muito importante sair bem do rio porque há uma passagem pontuável em Cascais. Depois, vamos tentar contornar, por Este, uma baixa pressão e chegaremos ao Cabo Finisterra, com ventos com uma intensidade média de 25 nós. Será forte mas não violento. O final da etapa será difícil porque a previsão aponta para que o vento caia entre o Fastnet e Dublin. É um percurso muito interessante ao nível da estratégia e com muita coisa a passar-se até ao Sul da Irlanda.”
Sidney Gavignet (Oman Air-Musandam) : “ Il va y avoir des choses à faire”
O que nos espera nesta etapa? Uma baixa pressão ao largo do Cabo Finisterra. Vai ser interessante porque vamos ter de fazer uma opção táctica para passarmos próximos mas não cairmos no centro. Julgo que Finisterra não será chave na decisão da etapa. Será muito mais a subida da costa portuguesa.
O nosso estado espírito é igual ao que tivemos nas inshore de Lisboa. Há bom ambiente a bordo, ganhámos a primeira etapa e a tripulação está consistente. Estamos tranquilos, esse é um factor que pode fazer a diferença e evita que cometamos erros. Estamos confiantes e satisfeitos de estarmos na luta.”
Sébastien Josse (Edmond de Rothschild) :
“Vamos encontrar condições muito diferentes. Largamos com sol mas, ao final da tarde, o céu vai ficar coberto por causa de uma baixa de pressão situada no Golfo da Gasconha. Vamos contorná-la a Leste e tentar gerir da melhor forma a aproximação do Fastnet. O final da etapa vai ser muito aleatório. Vai haver chuva e muito trabalho a bordo. De qualquer das formas, nesta etapa estamos de volta a locais que conhecemos muito bem. Penso que vai ser uma etapa muito rápida e estaremos em Dublin em menos de três dias.”
Jean-Pierre Dick (Virbac-Parec 70)
“Temos de ser prudentes nas trajectórias e nas opções tácticas. Vai ser uma etapa com condições muito “musculadas”, perto do Cabo Finisterra, com muito mar e uma depressão para evitar por Leste.
Vamos ter fases muito activas nesta regata e em que serão necessários todos os braços a bordo.”
Martin Keruzoré (Fenêtré A-Cardinal)
“Estamos a fazer 18 nós com o Gennaker e começamos a ter mar alteroso. O Actual está com o mesmo vento que nós e já não vimos o Arkema, que está atrás de nós. Estamos a ver a frente a chegar. Tudo está bem a bordo.”

Fonte: Routedesprinces.fr

Deco: “apagamento público” da ASAE “encoraja” fraudes como a do peixe-caracol

Diário de Notícias revelou caso de peixe-caracol vendido em Portugal rotulado como bacalhau. Especialistas acreditam não há risco para a saúde pública. A ASAE está a “analisar” possível fraude.

O Grupo Auchan, que gere as cadeias Jumbo e Pão de Açúcar, tinha nas suas prateleiras um produto que não apresentava “qualquer vestígio” do bacalhau anunciado no rótulo. No lugar do bacalhau estava uma espécie de comercialização não autorizada em Portugal, o peixe-caracol. A refeição pré-cozinhada era da marca Polegar, do mesmo grupo.
A notícia é avançada neste domingo pelo Diário de Notícias, que enviou para análise no laboratório Biopremier nove amostras de diferentes produtos. Entre elas, três refeições pré-cozinhadas de bacalhau com natas das marcas Continente, Pingo Doce e Polegar. Nesta última, não foi detectada “qualquer percentagem” de bacalhau. O que encontrou foi uma espécie de nome científico Liparis, vulgarmente conhecida como peixe-caracol.
O bacalhau com natas sem bacalhau foi adquirido no Jumbo de Alfragide, por jornalistas do DN. Confrontado pelo mesmo diário antes de publicada a notícia, o Grupo Auchan disse ter retirado “cautelarmente” o produto de venda e anunciou estar “a proceder a averiguações junto do fornecedor para averiguar o que terá originado esta possível irregularidade”.
O secretário-geral da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, Jorge Morgado, disse ao PÚBLICO que se trata de um caso “preocupante”, que “cria dúvida e insegurança dos consumidores em relação ao controlo de qualidade das empresas”.
Apesar de os especialistas ouvidos pelo DN acreditarem que o peixe-caracol pode ser consumido por humanos sem perigo, Jorge Morgado entende que “é preciso ter a certeza de que esta aparente falsificação não coloca em risco a saúde pública”. E considera que, em qualquer dos casos, o Ministério Público deve intervir.
O peixe-caracol tem um valor inferior ao do bacalhau, o que torna este tipo de práticas lucrativas para as empresas que o fazem. No entanto, a troca de produtos comerciais constitui uma fraude de mercadorias, que pode ser punível com pena de prisão. De resto, o peixe-caracol não consta da lista de espécies cuja comercialização é permitida em Portugal.
“O nosso interesse é também na prevenção deste tipo de situações”, sublinha Jorge Morgado. “A crise e a queda dos lucros podem levar algumas empresas menos criteriosas a enveredar por este tipo de processos”, diz o secretário-geral da DECO, que aponta, no entanto, a actual acção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) como causa do problema.
“A repetição deste tipo de notícias fragiliza a imagem da própria ASAE. A redução da actividade e o apagamento público da ASAE – que tem sido prática no período de vigência deste Governo – encoraja práticas ilegais, leva a que pessoas sem escrúpulos pensem que o crime compensa.” Morgado defende que “é a visibilidade da ASAE”, que “desmotiva” estas fraudes. “Dá a ideia de que a ASAE se limita agora aos seus compromissos internacionais.”
ASAE está “no terreno”
À Lusa, o presidente da ASAE disse que “os serviços estão a actuar no terreno, a recolher e a analisar informação, para avaliar a situação que foi denunciada”. “Estamos a verificar o que aconteceu e tomaremos as medidas necessárias face às circunstâncias.” Quanto às críticas da Deco, Francisco Lopes diz que a ASAE mantém níveis de operação “suficientes” para garantir a segurança alimentar dos consumidores. “Fazemos análises aos produtos, temos planos de controlo no terreno e sempre que são detectadas estas situações actuamos rapidamente.”
“Estas situações são cíclicas, mas estamos atentos”, afirmou ainda Francisco Lopes. “Se colocarmos em todos os estabelecimentos um inspector a fazer análise, podem continuar a acontecer inconformidades. Isso não significa que a ASAE tenha diminuído a atenção [a estes casos]. Estamos cá para prevenir e para antecipar, mas não podemos ter um técnico em cada sítio, é impossível.”
A embalagem com peixe-caracol estava assinalada com a certificação de produto português, mas Jorge Morgado diz que este pré-cozinhado pode não ter sido preparado em Portugal. “O símbolo de produto português tem lacunas. Quando muito, diz que a empresa é portuguesa – e pouco mais. Resta saber se, por exemplo, não é apenas uma empresa importadora. Foi por isso que a Deco não aderiu à campanha, porque sentimos a fragilidade do processo.”
Fonte: DN

Comunidade Portuária de Setúbal agradada com progressos registados na JUP

Em comunicado, a Comunidade Portuária de Setúbal (CPS) mostra-se agradada com o facto de, desde a criação do FSP – Fórum para a Simplificação de Procedimentos no porto de Setúbal (constituído em Fevereiro de 2012 por representantes de quinze entidades e agentes económicos intervenientes nos processos relativos ao movimento de navios e cargas no porto de Setúbal) se tenha registado uma cada vez melhor resolução da maioria dos problemas anteriormente identificados.

“Durante o ano de 2012, foram resolvidos 23 procedimentos e fluxos de informação, por migração do suporte papel para a plataforma Electrónica JUP, que se traduziram em marcados benefícios para todos os intervenientes, designadamente na redução de práticas burocráticas anquilosadas e permitiram evidentes melhorias na qualidade e eficácia dos serviços prestados, com os consequentes ganhos de racionalidade e competitividade do próprio porto”, pode ler-se no comunicado da CPS.

A Comunidade Portuária de Setúbal destaca ainda o aumento das operações efectuadas por meios electrónicos – mais 17 procedimentos são actualmente efectuados através da JUP e mais 2 por email, a redução de 20 procedimentos antes realizadas com recurso a papel (existiam inicialmente 29 operações) e a redução de 28 procedimentos do total de 99 que existiam inicialmente.
Dá ainda nota à melhoria dos níveis e frequência de situações de contingência, decorrentes de incidentes funcionais e os progressos na resolução de anomalias ou disfunções mediante suporte do Helpdesk.

Relativamente ao ano corrente, o FSP tem prevista a realização de outros melhoramentos, tais como, a inclusão das empresas de reboque e amarração na JUP, a possibilidade de acesso à JUP a partir das portarias dos terminais, a criação de um módulo para envio de SMS relacionados com as mensagens automáticas da JUP e, um outro, para gestão de autorizações das Autoridades.


Fonte: Cargo

Dia Internacional do Surf. Há festa na Ericeira

Na data em que se assinala o Dia Internacional do Surf, o Ericeira Surf & Skate Fest está de volta para mais um evento que celebra a cultura da modalidade. Depois do sucesso da última edição, no próximo dia 22 de Junho, a Foz do Lizandro, na Ericeira, será palco de surf e arte.
“Trazer de volta a interacção criada e fazer convergir uma vez mais o surf, a arte (nas formas da música, da fotografia e da escultura / instalação) e o ambiente num mesmo cenário”, são os objectivos da organização revelados em comunicado de imprensa.
À semelhança da última edição, este ano o público poderá contar também com o Tag Team Challenge – uma prova de surf num formato informal – que põe à prova o espírito de equipa dos participantes convidados. A par desta competição, irá decorrer também o Moche Aerial Invitational, que vai trazer os maiores especialistas em aéreos do surf nacional para um desafio aceso com espectáculo garantido.
Em terra podemos contar com a apresentação da Skeleton Sea – um colectivo de artistas que trabalha em prol da preservação dos oceanos – que, a partir de lixo recolhido nas praias, irá expor no espaço do evento as suas esculturas e organizar uma recolha de lixo na praia com a colaboração de todas as pessoas presentes.
Numa exposição fotográfica, Carlos Pinto irá mostrar uma parte do trabalho que tem vindo a desenvolver nos últimos anos. O dia termina com a Sunset Party com actuação de Herculano by Vans.
Fonte: IOnline / Beatriz Silva.

Portuscale Cruises – Armador Rui Alegre em entrevista (1a parte)


Rui Alegre, o novo Armador português, que fundou a Portuscale Cruises, concedeu ao infoCruzeiros / GlobalSea a sua primeira grande entrevista que dividimos em duas partes, sendo que a segunda será apresentada a 18 de Junho, onde apresenta a sua nova companhia de cruzeiros.


O empresário com experiência na indústria, serviços, hotelaria, imobiliário, agro-pecuária, quer agora dirigir os seus investimentos para as infraestruturas e turismo de cruzeiros, porque acredita que o futuro está no mar, a grande oportunidade e ao nível comercial, na carga e nos passageiros.


A companhia de cruzeiros que fundou em Fevereiro de 2013, Portuscale Cruises está direccionada para o “Mercado dos Clássicos”, para uma dimensão familiar e personalizado, tendo como base a excelência do serviço” diz Rui Alegre.
A grande novidade é o regresso das pessoas que tradicionalmente serviam nos navios, levando a identidade de Portugal à frota, onde não faltar a gastronomia de raízes lusas e a nossa cultura. 
Não sendo uma companhia de virada para os jovens, não deixa de criar espaços onde os jovens e os mais adultos podem interagir – pais e filhos – o Teen Room.

Como diz Rui Alegre, “a vantagem competitiva é poder ir para onde está o mercado”, e iremos ver os navios da Portuscale Cruises pelo Mediterrâneo, pelo Mar Báltico, Mar Negro, mas também por onde se fala em português, ou seja África, Brasil e naturalmente pelos portos portugueses.

Sobre o preço médio a pagar diariamente, o Armador adianta que esse deverá variar entre os 130,00€ e os 250,00€ por dia e por pessoa, sendo um “preço justo” nas suas palavras.

Apontando para o mercado dos charters como oportunidade e para a programação, Rui Alegre não descarta a possibilidade de fazer uma Volta ao Mundo, decisão que será tomada em 2014.
Saúda-se o surgimento desta companhia de cruzeiros que se apresenta com cores bem conhecidas de outrora e que vai fazer reviver memórias de muitos portugueses em particular. Este impacto não será apenas relevante para o mercado português, mas também para outros mercados europeus, do norte e orientais onde tradicionalmente estes navios operavam.

Fonte: InfoCruzeiros.

Royal Princess chega a Lisboa a 19 de Junho



O Royal Princess, novo navio da companhia Princess Cruises, vai escalar o porto de Lisboa no próximo dia 19 de Junho, naquela que é a sua viagem inaugural.
O navio iniciou a sua viagem inaugural em Southampton, onde foi baptizado no passado dia 13 pela Duquesa de Cambridge, Kate Middleton.
Seguem-se os portos de Gibraltar, Málaga e Barcelona, onde termina o itinerário do navio construído nos estaleiros Fincantieri, em Itália.
Com 320 metros de comprimento e 141 mil toneladas, o Royal Princess tem capacidade para 3 600 passageiros.
Entre as principais características, “destaca-se o facto de todas as cabines externas terem varanda, e de ser o navio com o maior deck da piscina, dos 17 que constituem a frota Princess Cruises. Novos restaurantes e bares, e outros já existentes noutros navios mas modernizados, são, também, algumas das novidades do Royal Princess, assim como a Mesa Lumiere do Chefe, existente na sala de jantar Allegro, e pela primeira vez no mar. Trata-se de uma mesa de vidro personalizado, onde os passageiros, uma vez sentados, são cercados por uma cortina de luz, proporcionando privacidade e a sensação de que estão envolvidos numa nuvem branca. O navio inclui também o “Princess Live”, o primeiro estúdio de televisão no mar, onde são apresentados eventos de transmissão directa, incluindo shows interactivos de culinária, concertos ao vivo, entre outros”, indica um comunicado do Porto de Lisboa.
Para assinalar a passagem por Lisboa. “o porto vai receber os passageiros com a actuação de um grupo com percussões tradicionais portuguesas, e presentear o comandante com a habitual placa comemorativa da ocasião, sendo que o navio será escoltado por rebocadores da empresa Svitzer até ao cais onde ficará acostado.”
Fonte: Publituris / Patrícia Afonso.

Dia do Marítimo – 25 de Junho

25 de Junho 2013 – Dia Internacional do Marítimo – Um dia de observância e reconhecimento internacional a todos os homens e mulheres que diariamente abraçam o Mar nas suas vidas. Um dia de partilha dos rostos e das histórias das pessoas que transportam 90% dos mercadorias do mundo. O Dia do Marítimo é reconhecido pelas Nações Unidas e organizado pela IMO – Organização Marítima Internacional. Em 2013, o tema escolhido é enorme e escreve-se assim: “As faces do Mar”.

Objectivos do Dia do Marítimo:
– Celebrar e reconhecer os Marítimos de todo o mundo;
– Promover a consciencialização sobre as condições de trabalho e a saúde dos Marítimos;
– Dar visibilidade e sublinhar a importante contribuição dos Marítimos para a economia global.

Como podes participar?
– Na tua comunidade de amigos e rede de contactos, relembra a todos este dia e explica o que significa ser Marítimo;
– Visita a escola onde fizeste formação, revê professores e antigos alunos;
– Aproveita para reunir amigos e celebrar (se possível com umas boas cervejas), trocando histórias, experiências, oportunidades de emprego, etc
– Utiliza os seguintes meios para partilhares as tuas iniciativas, fotos, videos, histórias e visão:
https://www.facebook.com/groups/TransporteMaritimo
https://www.facebook.com/SeafarerDay

Informação adicional em
http://www.imo.org/About/Events/dayoftheseafarer/Pages/Day-of-the-Seafarer-2013.aspx
https://www.facebook.com/IMOHQ
https://twitter.com/IMOHQ
http://www.flickr.com/photos/imo-un/collections/
http://www.youtube.com/user/IMOHQ

Sobreviveu 60 horas em barco naufragado no fundo do mar

Um nigeriano sobreviveu 60 horas fechado na casa de banho de um barco no fundo do Atlântico. Lembra-se de ouvir os peixes comer os companheiros mortos e de rezar para ser salvo. Foi encontrado por mergulhadores, que ficaram chocados por o encontrarem… vivo.

Harrison Okene sobreviveu 60 horas no fundo do Oceano Atlântico, confinado a uma casa de banho do Jacson-4, um navio rebocador que naufragou ao largo da Nigéria, a 26 de maio.
Dois dias e meio após o naufrágio, mergulhadores encontraram Harrison Okene com vida, encurralado numa casa de banho do navio, preso à vida numa bolha de ar com pouco mais de um metro de altura.
“Não sei o que impediu a água de encher aquele quarto. Só chamava por Deus. Salvou-me. Foi um milagre”, contou Harrison Okene, ouvido pela Agência Reuters, que revela a história deste cozinheiro nigeriano ao Mundo.
O barco virou, à força das ondas, a cerca de 30 quilómetros da costa da Nigéria, quando ajudava na estabilização de uma plataforma petrolífera da empresa americana Chevron. Das 12 pessoas a bordo, foram recuperados os cadáveres de 10 e duas foram dadas como desaparecidas.
Eram 4.50 horas da madrugada de 26 de maio quando Okene, de 29 anos, sentiu o barco a tombar. Estava na casa de banho, e forçou a porta de ferro à procura da escotilha de saída. Foi arrastado pelo corredor pela água em turbilhão para outra casa de banho, nos aposentos de um oficial.
Não sabe como, mas estava vivo e a respirar quando sentiu o barco a pousar no fundo. “Estava muito escuro. Não via nada mas sentia que não estava sozinho, que havia ali corpos de companheiros mortos. Apareceram peixes que começaram a comê-los. Conseguia ouvi-los. Foi horrível”, contou.

Vestindo apenas cuecas, Okene sobreviveu na água gelada da casa de banho, de cerca de 1,20 metros, agarrado ao lavatório para manter a cabeça fora de água no barco virado ao contrário.
Esteve nisto cerca de 24 horas. Não sabe ao certo quando, mas ganhou coragem e nadou para a cabine do oficial e tentou tirar painéis da parede do quarto para usar como uma jangada que o mantivesse acima do nível da água.
“Estava ali na água, no meio da escuridão total, a pensar que seria o fim. Sempre à espera que a água enchesse o compartimento, o que acabou por não acontecer”, conta Harrison Okene.
“Estava esfomeado, mas principalmente tinha sede. A água salgada levou-me a pele da língua”, recorda Oneke, desconhecendo que a empresa proprietária do barco, a West African Ventures, tinha contratado mergulhadores para procurar os corpos dos desaparecidos.
“Ouviu o barulho de um martelo a bater na embarcação. Bum, bum bum. Mergulhei e encontrei um cantil. Puxei o filtro da água e comecei a bater no interior do casco na esperança de que me ouvissem”, contou.
Os mergulhadores entraram no barco e Okene viu a luz de uma lanterna no corredor. “Entrei na água e dei um toque com a mão no mergulhador. Acenei-lhe quando se virou. Ele ficou chocado”, contou.
A equipa de mergulhadores equipou Okene com uma garrafa de oxigénio, fato e máscara de mergulho, e trouxe-o de volta à superfície. Eram 19.32 horas de sexta-feira 28 de maio, 60 horas após o naufrágio do Jacson-4.
Passou outras 60 horas numa câmara de descompressão, porque se o corpo tivesse sido exposto imediatamente ao ar exterior teria morrido, e voltou à terra natal, Warri, na Nigéria, onde falou ao jornalista da Reuters.
“Às vezes, em casa, parece que a cama está a afundar. Penso que ainda estou no mar e acordo a gritar”, contou Okene, que não decidiu ainda se voltará ao mar.

Fonte: JN

Presidente da AICEP visitou o porto de Setúbal

O porto de Setúbal recebeu recentemente a visita do presidente da AICEP, Pedro Reis, numa visita que teve como  objectivo tomar contacto com as potencialidades desta infra-estrutura. 

Em Setúbal, o máximo responsável da AICEP foi recebido pelo presidente da APSS, Vítor Caldeirinha, e pelo Administrador, Seixas da Fonseca, assim como pelo presidente da Comunidade Portuária de Setúbal, Frederico Spranger. 

Com uma deslocação à zona portuária, Pedro Reis ficou a conhecer as infraestruturas do porto de Setúbal, quer a grande capacidade instalada, quer as extensas áreas de expansão disponíveis. No Terminal de Contentores percepcionou a importância do projecto de dragagens de melhoria das acessibilidades marítimas, por forma a continuar a garantir a recepção dos navios Panamax. 

No Terminal Roll-on Roll-Off, apreciou as vantagens da criação de um Hub Ro-Ro, uma aposta para um grande Hub automóvel de transhipment intercontinental e de trânsito com Espanha, com a parceria das empresas operadoras portuárias, dos operadores logísticos globais, da VW Logistics e das restantes marcas exportadoras e importadoras de automóveis. 

Esta visita foi, ainda, uma oportunidade para a APSS demonstrar o interesse, para todos, da integração das vastas áreas logísticas do porto de Setúbal no plano de industrialização do país. 


Fonte: Cargo

Número um a nível nacional

                   Marina Ferreira – presidente do Conselho de Administração da APL
O porto de Lisboa é uma grande infraestrutura europeia de orientação atlântica, cuja centralidade geo-estratégica lhe confere um estatuto de relevo nas cadeias logísticas do comércio internacional e nos principais circuitos de cruzeiros. O porto é líder nacional no movimento de navios e ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de movimentação de carga contentorizada e de granéis sólidos agro-alimentares. Estes dois tipos de mercadorias colocam o porto de Lisboa a par dos principais portos ibéricos.

O Porto de Lisboa é um porto multifuncional. Quais são as suas principais áreas de negócio?
O Porto de Lisboa é há muitos séculos a principal infraestrutura de abastecimento da maior Área Metropolitana nacional, local de entrada e partida de pessoas e bens, disponibilizando uma vasta oferta de cais para passageiros, terminais para mercadorias, e espaços para o desporto e recreio náutico. É um porto de proximidade, virado para as cidades, para a satisfação das necessidades dos seus agentes económicos, e para a qualidade de vida das pessoas.Pode ser usado 24 horas por dia, 365 dias por ano, e o seu principal canal de acesso, com fundos de -16,5 m ZH, oferece as melhores condições de navegação aos navios de grande dimensão. Actualmente as principais áreas de negócio são as decorrentes da necessidade de movimentação de diferentes tipos de carga (contentorizada, fracionada, granéis sólidos e líquidos)e os Cruzeiros: terminais e logística associada. Por ser um porto estuarino tem terminais nas duas margens do rio. Na margem Norte está concentrada a movimentação de carga contentorizada, e os granéis agroalimentares (granéis sólidos), a maioria da carga fraccionada, incluindo o tráfego ro-ro e de cruzeiros. Na margem Sul estão localizados diversos terminais especializados nos granéis líquidos e sólidos. Localizam-se na área do porto de Lisboa dezenas de outras infraestruturas e áreas de apoio às actividades industriais, à pesca, à construção e reparação naval, à náutica de recreio e práticas lúdico-desportivas de carácter náutico.
A centralidade geo-estratégica e o fato de estar na intersecção das principais rotas marítimas mundiais, torna o Porto de Lisboa mais competitivo?
É um facto que a localização geoestratégica do porto de Lisboa, na intersecção das principais rotas marítimas mundiais, potencia a sua competitividade. Mas é um porto que se encontra também fortemente ancorado na malha urbana que serve e que, por isso, se propõe ser um parceiro das empresas portuguesas, permitindo-lhes aceder aos diferentes mercados mundiais com os menores custos e os menores tempo de trânsito. Numa perspectiva do comércio mundial visa constituir-se como um Hub atlântico no transporte de mercadorias de, e para, os países africanos e da América do sul. Consideramos, contudo que competitividade de um porto moderno não tem que ver exclusivamente com a sua localização, existindo outros factores, igualmente relevantes, como a fluidez dos processos do despacho dos navios e mercadorias, a qualidade das infraestruturas existentes e a organização das cadeias logísticas onde o porto se insere. No que se refere ao despacho de navios o porto de Lisboa oferece um sistema de janela única portuária onde todos os agentes e autoridades usam uma plataforma informática comum o que permite um despacho de navios fácil, rápido e transparente. Disponibilizamos também dos mais modernos sistemas de segurança e protecção das instalações portuárias, do controlo de tráfego marítimo, da prevenção e do combate à poluição das actividades portuárias e de navios.
Ao nível da movimentação de cargas, quais são os principais clientes e quais as estratégias para este segmento do mercado?
O porto de Lisboa tem implementado na sua plenitude o modelo de LandLord Port, sendo a movimentação de cargas e a maior parte dos serviços portuários efectuados por empresas privadas, competindo à APL zelar pelo bom desempenho e pela qualidade dos serviços prestados, numa interacção permanente com os diversos stakeholders. Somos um porto de proximidade da maior região económica portuguesa pelo que temos como clientes as principais empresas exportadoras nacionais, bem como no âmbito da importação as maiores cadeias.

De que forma o Porto de Lisboa contribui para o aumento das exportações portuguesas?
Temos como missão ser um parceiro estratégico das empresas nacionais no esforço que desenvolvem para promover o aumento das exportações pelo que mantemos uma politica de porta aberta para todos os agentes económicos que nos procuram, disponibilizando informação, e serviços de elevada qualidade. Com o objectivo de contribuir para a redução dos custos de transporte promovemos, de acordo com a orientação do Governo, uma redução de 70% na taxa de utilização do porto ao nível da carga, além da redução de 10% na mesma taxa que efectuámos em Novembro de 2012.

O Porto de Lisboa foi nomeado pela 4ª vez consecutiva como melhor porto de cruzeiros da Europa. Como encaram essa nomeação?
É com grande satisfação que tivemos conhecimento desta nomeação que consolida a nossa posição como grande porto europeu de cruzeiros e que é, ao mesmo tempo, um reconhecimento do cuidado e profissionalismo dos trabalhadores do porto de Lisboa no exercício das suas diferentes funções. A nomeação do Porto de Lisboa para os World Travel Awards constitui ainda uma forma de promover este porto junto da indústria do turismo em geral, e da indústria dos cruzeiros em particular. A APL vem trabalhando em parceria com todos os intervenientes na actividade de cruzeiros, e o objectivo é comum: potenciar o Porto de Lisboa, Lisboa e o nosso país como um destino de cruzeiros de excelência.
O que leva a que o Porto de Lisboa seja cada vez mais procurado para turismo de cruzeiros?
 A qualidade do serviço que oferecemos, desde as condições portuárias como a hospitalidade de todos os agentes é sem dúvida um dos traços diferenciadores da nossa oferta. A notoriedade resulta também de uma estratégia bem sucedida de promoção que temos vindo a realizar com a participação nos maiores certames internacionais ligados ao turismo de cruzeiros, onde são divulgadas as condições que oferecemos para a recepção deste tráfego, tanto ao nível das instalações portuárias como ao nível do que a cidade e a região podem oferecer aos turistas que chegam por via marítima. Importa ainda não esquecer que Lisboa, a cidade de Lisboa, é também destino em que o turismo tem vindo a crescer significativamente. E entrar em Lisboa, no estuário do Tejo, por mar é uma perspectiva da cidade inesquecível.
Para além do turismo de cruzeiros, que actividades podemos encontrar no Porto de Lisboa?
O turismo de cruzeiros tem vindo a assumir uma visibilidade cada vez maior, o que se compreende dado que todos os anos temos vindo a registar um maior número de visitantes. Este ano esperamos receber cerca de 560 mil passageiros. No entanto, não podemos esquecer que o porto de Lisboa é um dos principais portos de graneis alimentares da península ibérica, e o maior nacional, e que fomos até há pouco tempo o maior porto de movimentação de contentores de e para o território nacional. A actividade de carga contentorizada tem, de resto, vindo a registar um crescimento muito expressivo, em especial se tivermos em conta a diminuição do consumo nos últimos anos, e que tem sido suportada pelo aumento dos produtos exportados.
 Qual o peso e a importância do porto no desenvolvimento socioeconómico da região?
 O porto de Lisboa foi seguramente o principal factor de desenvolvimento da cidade de Lisboa, por constituir um local de abrigo seguro e de fácil manobra, para as embarcações que vindas do mediterrâneo se dirigiam para norte. Recordo que existem registos de actividade no porto de Lisboa há 43 séculos. De acordo com dados muito recentemente divulgados pela Comissão Europeia os portos serão responsáveis por cerca de 5% do PIB.
Para o futuro, qual será a aposta da APL?
O futuro da APL passará precisamente pela aposta no reforço das vantagens competitivas do Porto de Lisboa naqueles que são os seus segmentos estratégicos. É neste âmbito que surgem os projectos relativos ao novo terminal de contentores do Tejo Sul, na zona da Trafaria – que permitirá aumentar a capacidade de criação de valor para os agentes económicos nacionais, nomeadamente em termos de exportações –, bem como a construção da nova Gare de Passageiros de Lisboa e a concessão da Marina do Tejo. Com a construção da Gare de Passageiros será possível aumentar a qualidade do serviço prestado aos passageiros dos navios de cruzeiro e, como tal, tornar Lisboa um destino ainda mais procurado por este mercado, o que revela um significativo potencial de crescimento e que se enquadra num sector chave para o desenvolvimento da economia nacional.
Por sua vez, a Marina do Tejo irá dotar o Porto de Lisboa das condições necessárias para acolher os megaiates, bem como os principais eventos náuticos internacionais, consolidando assim a existência de um cluster náutico no estuário do Tejo, para além de viabilizar a requalificação urbana daquela zona. Todos estes projectos têm como denominador comum a perspectiva de que o Porto de Lisboa, como porto de proximidade, é uma infraestrutura económica fundamental para o desenvolvimento socioeconómico da região e do País, orientado para dar resposta às necessidades do mercado e dos seus diversos clientes, contribuindo para a geração de um efeito multiplicador ao nível do investimento e da criação de emprego e para a melhoria do bem-estar das populações. Temos razões para encarar com muito optimismo as grandes apostas estratégicas do Governo no Porto de Lisboa, as quais certamente trarão benefícios a médio e longo prazo, quer para o sector, quer para as comunidades ribeirinhas. 
Fonte: Revista Negócios Portugal.