Obras de ampliação do Canal do Panamá podem sofrer novo atraso

O consórcio responsável pelas obras no Canal do Panamá indicou hoje que vai suspender os trabalhos por 21 dias caso não receba 1,16 milhões de euros, tendo as autoridades panamenhas considerado o anúncio uma “pressão inaceitável”.
O anúncio pode provocar um novo atraso nas obras de expansão do Canal do Panamá, que começaram em 2007 e prevê-se que estejam concluídas em Junho de 2015, nove meses após o acordado.
A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) disse que a intenção do grupo em suspender os trabalhos “não implica uma rescisão ou abandono do projecto”, mas se tal vier a acontecer vão ser encontrados mecanismos que vão permitir concluir as obras.
O administrador do grupo espanhol anunciou que vai suspender as obras por 21 dias, caso não receba garantias financeiras por parte das autoridades do Panamá.

Fonte: Lusa/SOL

Empresa de pesca luso-canadiana quer exportar através de Portugal

A empresa de pesca luso-canadiana Presteve Foods Limited, com sede em Wheatley, no Ontário, pretende utilizar Portugal como “porta de entrada” para o mercado europeu na exportação de peixes, disse à Lusa o seu presidente.
Ulysses Pratas, presidente da empresa luso-canadiana de pesca, importação e exportação e transformação de peixe fresco dos grandes lagos do Canadá e Estados Unidos, referiu que tem “o sonho de abrir uma delegação em Portugal, na Nazaré”, acrescentando que já houve conversas com o presidente da Câmara Municipal local nesse sentido.
Segundo o responsável, esta empresa “servirá para ligar ao resto da Europa, funcionará como a entrada para a Europa, para países como Espanha, França ou Alemanha”.
Ulysses Pratas disse também que a empresa pretende “contratar portugueses como experiência nesta indústria”, mas sem revelar a quantidade de trabalhadores necessários.
Tudo começou na década de 1980, com apenas um barco de pesca no lago, mas hoje a Presteve Foods Limited tem quatro embarcações. Em 1986, construiu a fábrica de transformação do congelado e de peixe fresco e “foi crescendo até ao que é hoje”.
Além da fábrica e escritórios em Wheatley, a empresa tem também outras instalações localizadas em Sault Ste Marie (Ontário). Conta com cerca de 200 funcionários, residentes naquela zona de Wheatley, Kingsville ou Liminghton, sendo metade de origem portuguesa ou luso-descendentes provenientes de zonas do país com tradição na actividade como a Nazaré, Peniche, Aveiro, Póvoa do Varzim, ou de outros portos piscatórios.
Ulysses Pratas ressalvou que a escolha desta actividade naquela zona dos grandes lagos se deveu ao facto de querer “manter a ligação às zonas de Portugal com tradição piscatória”.
A empresa luso-canadiana tem uma produção anual de 6,350 toneladas, em qualidades de peixe do lago como a perca ou o lúcio.
Após a transformação efectuada na fábrica, o peixe é vendido no Canadá, nos principais hipermercados e minimercados, principalmente nas províncias do Ontário e do Quebeque. Também é exportado para os Estados Unidos da América, Ásia e Europa.
Para já, disse Ulysses Pratas, existem perspectivas no aumento da exportação para países com mercados emergentes como é o caso do asiático.
Existem cerca de 560 mil portugueses ou luso-descendentes no Canadá (aproximadamente cinco mil na região de Wheatley e Liminghton).

Fonte: LUSA

Passageiros de navio preso no gelo da Antárctida já foram resgatados

Finalmente, o tempo permitiu que helicóptero chinês começasse a evacuar os passageiros de um navio russo aprisionado na baía de Commonwealth há nove dias, durante uma expedição australiana.

O  navio russo Akademik Shokalski ficou imobilizado no gelo, ao serviço de uma expedição australiana, o Endurance, da expedição de Ernest Shackleton, que pretendia atravessar a Antárctida de uma ponta à outra passando pelo Pólo Sul, também ficou preso por uma massa de gelo, em Janeiro de 1915. A grande diferença é que os 52 passageiros do navio russo não tiveram de esperar mais de um ano, como a equipa de Shackleton, até serem resgatados. Esta quinta-feira foram todos levados por um helicóptero.
O helicóptero, que seguia a bordo de um quebra-gelo chinês nas redondezas, oDragão de Neve, transportou os passageiros – cientistas, jornalistas e turistas – em cinco viagens, mais duas ainda para malas e equipamentos.
“O helicóptero chinês chegou ao Shokalski. Vamos sair, é 100% certo. Muito obrigado a todos”, desabafava no Twitter um dos chefes da expedição, o australiano Chris Turney. “É a primeira das viagens de helicóptero a levar-nos para casa. Obrigado a todos”, dizia mais tarde. “Penso que toda a gente está aliviada e entusiasmada por ir para o quebra-gelo australiano e depois para casa”, disse ainda Chris Turney à agência de notícias AP, via telefone-satélite.
Primeiro, os passageiros foram sendo transportados para o Dragão de Neve, depois seguiram numa pequena embarcação até outro quebra-gelo, a duas milhas náuticas de distância (cerca de 3600 metros), o australiano Aurora Australis.
O navio russo estava a ser utilizado pela Expedição Australo-Asiática para comemorar a viagem à Antárctida realizada há um século pelo explorador australiano Douglas Mawson, que chefiou a primeira grande expedição da Austrália ao continente branco. Tinha partido a 28 de Novembro da Nova Zelândia e já estava de regresso, quando as condições meteorológicas pioraram repentinamente e os ventos fortes empurraram um banco de gelo grosso para a baía da Commonwealth, onde o navio se encontrava.
E ali ficou retido, com 74 pessoas a bordo, incluindo a tripulação, a 100 milhas náuticas (180 quilómetros) da estação de investigação francesa Dumont D’Urville, na Terra de Adélia, na Antárctida, e a 2500 quilómetros da cidade australiana de Hobart, na Tasmânia. Do mar aberto estava só a duas a quatro milhas.
Nem toda a tecnologia do mundo moderno foi mais forte do que a natureza, nos primeiros dias. Várias tentativas de resgate, por mar e por ar, acabaram canceladas devido às condições difíceis na Antárctida. Os quebra-gelos na zona – o Dragão de Neve, o Aurora Australis e L’Astrobe, da França – nunca conseguiram aproximar-se do navio russo. O banco de gelo era demasiado espesso, com três metros, para que conseguissem avançar. Além disso, chuva e ventos fortes impediam o helicóptero chinês de levantar voo.
Enquanto a operação de resgate, coordenada pela Austrália, não era possível, os passageiros foram medindo a temperatura e a salinidade da água do mar através das fendas no gelo. Alguns trabalhos também repetiram as experiências da expedição de Douglas Mawson, entre 1911 e 1914. “Viemos à Antárctida estudar como é que um dos maiores icebergues do mundo – conhecido como B09B – alterou o sistema, ao aprisionar gelo”, escreveu a equipa da expedição. “Seguimos as pisadas de Sir Douglas Mawson na baía da Commonwealth e agora somos nós que estamos aprisionados pelo gelo que rodeia o nosso navio.”
A bordo, o Ano Novo foi recebido em festa. Até cantaram uma canção feita de propósito para 2014, dizendo que “se divertiram a fazer ciência na Antárctida”, lamentando apenas “a maldita vergonha de ainda estarmos presos aqui”. Chris Turney diz ter brindado a chegada do Ano Novo com um copo de espumante australiano e que a canção ajudou a manter o espírito positivo no navio.
A bordo ainda permanecem os 22 tripulantes russos, que vão ficar à espera que o gelo derreta para saírem dali com o Akademik Shokalski. Segundo o correspondente da BBC online na expedição, a tripulação deverá ter de esperar várias semanas até o banco de gelo libertar o navio.
Também a tripulação de Shackleton teve de aguardar. Abandonou o Endurance preso no mar de Weddell – que dez meses depois, em Novembro de 1915, seria esmagado pelo gelo, afundando-se – e assentou arraiais no gelo flutuante. Até que em Abril 1916 Shackleton e a sua equipa partiram em três pequenos barcos, conseguindo chegar à ilha do Elefante – e daí, levando com ele cinco homens, foi procurar ajuda, atravessando 1300 quilómetros de oceano até à Geórgia do Sul, onde havia uma estação baleeira.
Final feliz: a restante equipa da expedição de Shackleton foi resgatada em Agosto de 1916, sem que ninguém morresse. Ontem, o resgate da expedição de Chris Turney, que chegará em meados deste mês à Tasmânia, mostrou como o espírito de cooperação entre países na Antárctida, em caso de aflição, se sobrepõe às reivindicações territoriais.

Fonte: Público

"O Porto de FOS" por Prof. Vítor Caldeirinha

Durante recente visita que efectuei ao porto de FOS tive oportunidade de conhecer pela primeira vez um porto pensado para as próximas centenas de anos.


Marselha é uma cidade portuária localizada no sul de França, cujo porto nasceu colado à cidade, que o foi abraçando. 

As atividades marítimo-turísticas, náutica de recreio, ferries para o Norte de África e ilhas, o transporte de passageiros, a cultura e o lazer e os cruzeiros foram florescendo no porto durante o século passado. 

Desde os anos 60 e 70 que a atividade portuária de movimentação de cargas foi sendo deslocalizada propositadamente, pela autoridade portuária de Marselha, para um porto a cerca de 60km por estrada, o porto de FOS.

Primeiro foram deslocalizados os movimentos de graneis líquidos, em especial combustíveis nos anos 60, tendo depois, nos anos 70, começado a ser deslocalizados os terminais de carga geral e graneis secos. 

Mais recentemente, nas últimas décadas, foram construídos dois grandes e modernos terminais de contentores de águas profundas (16m) com 2km de cais e múltiplos pórticos, concessionados a diversas empresas operadoras portuárias e armadoras (MSC e Cosco, CMA CGM e DP World), que estão em concorrência e nem têm os preços máximos controlados, apesar de serem concessões de serviço público. 

Recentemente, foi concessionado um terceiro terminal à Hutchison, um grande operador mundial de terminais de contentores de Hong Kong, que começará em breve a ser construído.

O porto possui uma área com cerca de 10 mil hectares. Sim 10 mil hectares, uma área equivalente à de Paris, segundo os técnicos do porto. São de facto áreas a perder de vista de expansão, em parte já ocupadas com terminais de todos os tipos, unidades industriais diversas e uma grande área logística em zona franca e área intermodal com a ferrovia.

O porto movimenta 86 milhões de toneladas de carga por ano, mais que Portugal inteiro. 

56 milhões de graneis líquidos, 12 milhões de toneladas de graneis sólidos, minérios, carvão e cereais. 

E 17 milhões de toneladas de carga geral, entre carros, contentores e outra carga fraccionada. Movimenta hoje 1 milhão de TEU de carga de hinterland que cobre todo o sul da França, pois não consegue servir Paris, essencialmente servido por Antuérpia e em pequena parte por Le Havre. O porto de Fos foi escolhido pelo grupo P3 para ser um porto de escala e prevê movimentar muitos contentores no futuro com os novos terminais da DP/CMA, MSC/Cosco e da Hutchison.

Espaço, espaço, espaço para mais e mais terminais e industrias, atividades logísticas e ligações ferroviárias, com feixes e feixes intermodais, a apenas 60 km de Marselha. 

Este porto é muito importante na região e tem o potencial para crescer mais. O pequeno terminal de contentores de 200 mil TEU ainda implantado no porto de Marselha deverá finalmente ser transferido para FOS em breve, o que deixa os estivadores bastante apreensivos. 

Referem que são insignificantes os custos de transporte terrestre, pois a alternativa seria não poder crescer mais o movimento de cargas e não poder ter terminais de contentores modernos em crescimento e com elevada produtividade a receber navios de última geração, não poder crescer nos cruzeiros e na náutica, o que não faz qualquer sentido.

Marselha é este ano capital da cultura e foi erguido um belíssimo pavilhão à beira mar para o efeito, um novo Museu.

De acordo com os técnicos, a defesa dos interesses da França obrigaram a este plano racional de mudança consensual, implementado de forma gradual. E está já a dar os seus frutos, tendo o porto ficado mais eficiente e produtivo, com operadores globais, em expansão e a alargar o seu hinterland cada vez mais por comboio ao norte de França.
Autor/fonte: Vítor Caldeirinha

"O Porto de FOS" por Prof. Vítor Caldeirinha

Durante recente visita que efectuei ao porto de FOS tive oportunidade de conhecer pela primeira vez um porto pensado para as próximas centenas de anos.


Marselha é uma cidade portuária localizada no sul de França, cujo porto nasceu colado à cidade, que o foi abraçando. 

As atividades marítimo-turísticas, náutica de recreio, ferries para o Norte de África e ilhas, o transporte de passageiros, a cultura e o lazer e os cruzeiros foram florescendo no porto durante o século passado. 

Desde os anos 60 e 70 que a atividade portuária de movimentação de cargas foi sendo deslocalizada propositadamente, pela autoridade portuária de Marselha, para um porto a cerca de 60km por estrada, o porto de FOS.

Primeiro foram deslocalizados os movimentos de graneis líquidos, em especial combustíveis nos anos 60, tendo depois, nos anos 70, começado a ser deslocalizados os terminais de carga geral e graneis secos. 

Mais recentemente, nas últimas décadas, foram construídos dois grandes e modernos terminais de contentores de águas profundas (16m) com 2km de cais e múltiplos pórticos, concessionados a diversas empresas operadoras portuárias e armadoras (MSC e Cosco, CMA CGM e DP World), que estão em concorrência e nem têm os preços máximos controlados, apesar de serem concessões de serviço público. 

Recentemente, foi concessionado um terceiro terminal à Hutchison, um grande operador mundial de terminais de contentores de Hong Kong, que começará em breve a ser construído.

O porto possui uma área com cerca de 10 mil hectares. Sim 10 mil hectares, uma área equivalente à de Paris, segundo os técnicos do porto. São de facto áreas a perder de vista de expansão, em parte já ocupadas com terminais de todos os tipos, unidades industriais diversas e uma grande área logística em zona franca e área intermodal com a ferrovia.

O porto movimenta 86 milhões de toneladas de carga por ano, mais que Portugal inteiro. 

56 milhões de graneis líquidos, 12 milhões de toneladas de graneis sólidos, minérios, carvão e cereais. 

E 17 milhões de toneladas de carga geral, entre carros, contentores e outra carga fraccionada. Movimenta hoje 1 milhão de TEU de carga de hinterland que cobre todo o sul da França, pois não consegue servir Paris, essencialmente servido por Antuérpia e em pequena parte por Le Havre. O porto de Fos foi escolhido pelo grupo P3 para ser um porto de escala e prevê movimentar muitos contentores no futuro com os novos terminais da DP/CMA, MSC/Cosco e da Hutchison.

Espaço, espaço, espaço para mais e mais terminais e industrias, atividades logísticas e ligações ferroviárias, com feixes e feixes intermodais, a apenas 60 km de Marselha. 

Este porto é muito importante na região e tem o potencial para crescer mais. O pequeno terminal de contentores de 200 mil TEU ainda implantado no porto de Marselha deverá finalmente ser transferido para FOS em breve, o que deixa os estivadores bastante apreensivos. 

Referem que são insignificantes os custos de transporte terrestre, pois a alternativa seria não poder crescer mais o movimento de cargas e não poder ter terminais de contentores modernos em crescimento e com elevada produtividade a receber navios de última geração, não poder crescer nos cruzeiros e na náutica, o que não faz qualquer sentido.

Marselha é este ano capital da cultura e foi erguido um belíssimo pavilhão à beira mar para o efeito, um novo Museu.

De acordo com os técnicos, a defesa dos interesses da França obrigaram a este plano racional de mudança consensual, implementado de forma gradual. E está já a dar os seus frutos, tendo o porto ficado mais eficiente e produtivo, com operadores globais, em expansão e a alargar o seu hinterland cada vez mais por comboio ao norte de França.
Autor/fonte: Vítor Caldeirinha

Pato gigante rebentou num porto em Taiwan

O pato amarelo, de 18 metros, criado pelo artista Florentijn Hofman, deveria ser o centro dos festejos da passagem de ano em Keelung, em Taiwan, mas rebentou horas antes da meia-noite.

O pato chegou a Taiwan em setembro e já tinha passado por outras cidades, tendo chegado há 11 dias ao porto de Keelung e deveria ser a principal atracção da noite. “Pedimos desculpa aos fãs no pato amarelo. Ainda não percebemos o que causou este problema”, explicou aos jornalistas o organizador do evento, Huang Jing-tai.
Hofman criou o primeiro pato gigante em 2007. Desde então, versões deste pato já foram apresentadas em 13 cidades de nove países um pouco por todo o mundo.
Segundo o artista holandês, o pato serve como “catalisador” para chamar a atenção das pessoas para a arte pública: “Trata-se de ligar as pessoas… não levar a vida como garantida, o espaço urbano como garantido. As pessoas fazem o mesmo percurso para o trabalho todos os dias. Devem olhar e deixar de ir tão rápido”.

Fonte: DN

Porto do Funchal iguala "recorde" de 2007 com 12 navios no final do ano

De
acordo com os dados fornecidos pela APRAM, estima-se que, entre
passageiros e tripulantes, os navios transportem cerca de 30 mil
pessoas

O
porto de cruzeiros do Funchal vai contar este ano com 12 navios que
acompanham o espectáculo pirotécnico do final do ano, igualando o
“recorde” conseguido em 2007, informou hoje a Administração dos
Portos da Madeira (APRAM).

“Este
ano volta a acontecer, depois de termos conseguido confirmar o número
de navios, já que havia um que poderia não vir”, referiu fonte
da APRAM.

Os
12 navios vão estar na baía do Funchal para assistir ao
fogo-de-artifício, que este ano tem como tema “Cruzeiros”
e está inserido nas comemorações do centenário da criação da
Junta Autónoma para as Obras do Porto do Funchal.

De
acordo com os dados fornecidos pela APRAM, estima-se que, entre
passageiros e tripulantes, os navios transportem cerca de 30 mil
pessoas.

Desde
o dia 29 que já está no porto do Funchal o navio “The World”,
bem como o “Braemar”, estando prevista a chegada, a 31 de Dezembro, de mais navios: “Saga Saphire”, “Aidablu”,
“Balmoral”, “Marco Polo”, “Aurora”,
“Funchal”, “Aidastella”, “Mein Schiff1
“,”MSC Fantasia” e “o Saga Ruby”.

O
porto do Funchal perdeu este ano a liderança dos portos de cruzeiros
nacionais para o porto de Lisboa, tanto em escalas como em
passageiros.

Em
2013, os passageiros caem 17,1%, quando comparados com o ano de 2012,
em que se registou 592.935 passageiros.

As
escalas também sofrem uma queda, com menos 3,4% do que em 2012, ano
em que aportaram ao porto do Funchal 336 navios.



Fonte: Ionline

Porto do Funchal iguala "recorde" de 2007 com 12 navios no final do ano

De acordo com os dados fornecidos pela APRAM, estima-se que, entre passageiros e tripulantes, os navios transportem cerca de 30 mil pessoas

O porto de cruzeiros do Funchal vai contar este ano com 12 navios que acompanham o espectáculo pirotécnico do final do ano, igualando o “recorde” conseguido em 2007, informou hoje a Administração dos Portos da Madeira (APRAM).
“Este ano volta a acontecer, depois de termos conseguido confirmar o número de navios, já que havia um que poderia não vir”, referiu fonte da APRAM.
Os 12 navios vão estar na baía do Funchal para assistir ao fogo-de-artifício, que este ano tem como tema “Cruzeiros” e está inserido nas comemorações do centenário da criação da Junta Autónoma para as Obras do Porto do Funchal.
De acordo com os dados fornecidos pela APRAM, estima-se que, entre passageiros e tripulantes, os navios transportem cerca de 30 mil pessoas.
Desde o dia 29 que já está no porto do Funchal o navio “The World”, bem como o “Braemar”, estando prevista a chegada, a 31 de Dezembro, de mais navios: “Saga Saphire”, “Aidablu”, “Balmoral”, “Marco Polo”, “Aurora”, “Funchal”, “Aidastella”, “Mein Schiff1 “,”MSC Fantasia” e “o Saga Ruby”.
O porto do Funchal perdeu este ano a liderança dos portos de cruzeiros nacionais para o porto de Lisboa, tanto em escalas como em passageiros.
Em 2013, os passageiros caem 17,1%, quando comparados com o ano de 2012, em que se registou 592.935 passageiros.

As escalas também sofrem uma queda, com menos 3,4% do que em 2012, ano em que aportaram ao porto do Funchal 336 navios.

Fonte: Ionline

Cientistas dizem que daqui a mil milhões de anos não haverá água na Terra



Dentro de aproximadamente mil milhões de anos toda a água da Terra terá evaporado, segundo um estudo francês divulgado esta quinta-feira, que adia em várias centenas de milhões de anos as estimativas realizadas em previsões anteriores.

Esse fenómeno, segundo a pesquisa publicada na revista Nature, deve-se aos efeitos do aumento da radiação solar, que não tem nenhum vínculo com o aquecimento global.
Da mesma forma que a maior parte das estrelas, segundo essas conclusões, a luminosidade do Sol aumenta muito lentamente e de forma natural ao longo da sua existência, o que provoca uma alta das temperaturas terrestres.
O Centro Nacional para a Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês) e os outros três institutos envolvidos destacam que a quantidade de vapor de água na atmosfera aumenta com a temperatura dos oceanos, e explicam que o vapor de água é um gás com efeito de estufa que participa no aquecimento da superfície terrestre.
Esses cientistas prevêem que esse aumento acabe por provocar a «ebulição dos oceanos» e o desaparecimento de água no seu estado líquido.
Outra consequência dessa hipótese é a desestabilização do efeito de estufa, que não permitiria continuar a conservar na Terra uma temperatura média «clemente» de 15 graus centígrados.
Até ao momento, não era possível avaliar esse momento com fiabilidade, segundo os especialistas, porque esse fenómeno tinha sido estudado com modelos astrofísicos muito simplificados, que analisavam a Terra como um ente uniforme e que não levavam em conta elementos «essenciais» como as estações ou as nuvens.
O novo modelo, tridimensional, assegura ser capaz de prever a evolução do meio ambiente terrestre sob o efeito de um aumento muito forte da radiação solar.
Segundo esse último estudo, o ponto de inflexão produzir-se-á quando a radiação solar média alcançar 375 watts por metro quadrado, frente aos 341 watts actuais, algo que se espera para daqui a mil milhões de anos.
A diferença para as previsões anteriores é que este modelo outorga um papel determinante à circulação atmosférica, que, ao mesmo tempo em que transporta o calor do Equador até às latitudes médias, «seca» essas regiões quentes e reduz o efeito de estufa nessas partes onde é mais susceptível de acelerar.
«O aumento da radiação solar parece intensificar esta circulação, secando primeiro as regiões subtropicais e estabilizando o clima durante várias centenas de milhões de anos, antes de alcançar o ponto de não retorno», acrescentam os pesquisadores.
Este fenómeno poderia explicar porque Vénus, mais próximo do Sol, transformou-se «num forno», e facilitaria igualmente a compreensão do clima dos exoplanetas, segundo os especialistas, que detalham que um planeta não necessita de ser «exactamente» como a Terra para possuir oceanos.
Fonte: Diário Digital

Doença anda a desmembrar Estrelas do Mar no Pacífico.

Vários locais na costa oeste da América do Norte estão a tornar-se cemitérios de estrelas-do-mar que chegam à costa desmembradas e acabam por morrer, ficando os seus cadáveres amontoados em vários pontos da faixa costeira.

Uma doença misteriosa, que os cientistas ainda não conseguiram identificar, faz com que estes animais marinhos comecem por desenvolver lesões que mais tarde infectam e levam à perda dos braços. Pouco tempo depois, os animais entram em necrose, começam a desintegrar-se e acabam por morrer.
“É uma espécie de lixeira zombie”, classifica Emily Tucker, bióloga da Universidade da Califórnia que está a acompanhar o caso, cita o Quartz. “Vêem-se braços a rastejar para longe do corpo”, descreve. Neil McDaniel, naturalista marinho da Columbia Britânica, que também tem acompanhado o caso. “As paredes do corpo estão a entrar em ruptura e os órgãos internos a sair para o exterior através de ulcerações”, descreve.
A misteriosa doença está a atingir as populações de estrelas-do-mar desde o verão e também já está a afectar ouriços-do-mar e as lagostas californianas. Os investigadores ainda não identificaram a causa da doença, mas as possibilidades são várias, desde agentes infecciosos, toxinas ambientais, doenças auto-imunes, acidificação dos oceanos, baixos níveis de oxigenação ou aumento da temperatura média da água.
Em 1983 e 1997 ocorreram surtos de morte de estrelas-do-mar semelhantes, mas os animais infectados eram de uma só espécie, que habita as águas quentes da Califórnia. O surto actual está a afectar sete espécies destes animais, que tanto habitam em águas tépidas como é locais mais frios.

Fonte: Greensavers