Tubarões no Cinema

Engraçado como os filmes sobre tubarões passaram por uma evolução desde o lançamento do clássico moderno Tubarão, de Steven SpielbergTubarões, com letra maiúscula porque estes seres ganharam notoriedade no âmbito dos vilões não humanos em narrativas de suspense e terror. Neste especial, seleccionamos 9 filmes sobre tubarões.
Nem todos eles são bons. Nem todos eles são dignos de serem contemplados numa lista. Mas eis o aviso: aqui não estamos dando ênfase aos melhores filmes sobre tubarões. Nesta lista, vamos traçar um breve panorama histórico dos filmes deste género, como uma espécie de catálogo, e no final de cada filme comentado, uma breve crítica estrutural, analisando a forma e o conteúdo de cada produção.
Preparados para sentir medo? Pois então, vamos nessa!
Tubarões: breves definições biológicas e inserção na cultura popular
De acordo com alguns pesquisadores da área de biologia, toda a mitologia acerca dos tubarões começou a ganhar força com o filme lançado por Steven Spielberg no começo dos anos 70. Essa informação consta no documentário O Mistério dos Tubarões, de Paul Spillenger, lançado em 2003. A produção é da National Geographic e mergulha nas profundezas do mar na área da Austrália para buscar compreender como esses seres vivem, contando, inclusive, com histórias pessoais de medo e horror de muitas pessoas que já passaram por apuros com estas criaturas pré-históricas.
Antes de adentrar no universo cinematográfico dos guiões que investem nos tubarões como os vilões da história, cabe traçar neste especial outro painel bem breve, com definições e conceitos destes seres carregados de mistérios. Façamos de conta, caros leitores, que esta seja uma pequena extensão das suas aulas de biologia.
Tubarão é um tipo de peixe que vive em profundezas de até 2000 metros. Actualmente, são conhecidas 375 espécies ao redor do planeta. Estes animais se alimentam de outros peixes, plâncton e lulas, sendo que alguns, raras excepções, como o tubarão de água doce e o tubarão cabeça-chata vivem tanto em água doce como água salgada.
Os mais temíveis e ferozes são o tubarão branco, tubarão tigre, tubarão azul e tubarão mako, conhecidos na biologia por encabeçarem a lista da cadeia alimentar marinha.
No que tange aos detalhes históricos, até o século XVI, os tubarões eram conhecidos como “cães marinhos”. Foi com a Expansão marítima europeia, avançando pelos mares que permitiu o achamento e registo das terras americanas, por sinal, que estes seres começaram a ser compreendidos e estudados de maneira mais ampla. Segundo o Oxford English Dictionary, a conhecida nomenclatura shark foi baptizada por Sir John Hawkins, que em 1569, exibiu um espécime em Londres.
Os tubarões podem viver entre 20 e 30 anos no geral, sendo que algumas espécies, como o inofensivo tubarão-baleia, que só assusta pelo tamanho, pode viver até 100 anos. Com olfacto e audição apurada, de acordo com alguns cientistas, estes seres dependem muito pouco da visão. Alguns directores não fazem sequer uma pesquisa básica na Internet para entenderem o modo de viver dos tubarões, entregando filmes que beiram o absurdo, como algumas produções que serão apresentadas neste especial, principalmente no âmbito da velocidade alcançada por estes seres. A velocidade média dos tubarões varia entre 19 e 30km /h. Apenas o tubarão-branco e o tubarão-mako atingem velocidade de 50 km/h em momentos de caça, principalmente quando sentem cheiro de sangue no mar.
A figura do tubarão esteve presente durante muito tempo na cultura popular, através das artes, principalmente nos relatos dos contadores de histórias (literatura oral). Existe o mito sobre os tubarões terem medo dos golfinhos. Esta questão foi investigada no documentário MythBusters, do canal Discovery Channel. Um pedaço de carne de foca foi lançado no mar, com um golfinho mecânico nadando bem próximo. No mesmo local, havia um tubarão branco que não se aproximou da carne até o momento em que o golfinho mecânico foi retirado do mar. Um episódio desses reforça a “lenda urbana” de cunho marítimo, mas ainda não há estudos científicos que comprovem essa questão.
Os tubarões habitam o imaginário popular há séculos. De acordo com alguns estudos,Jonas e a Baleia, a passagem bíblica que narra a história de Jonas, que fica dentro do ventre de uma baleia durante três dias e três noites no mar mediterrâneo, pode ter se referido a um tubarão, não a uma baleia. Esse estudo estampa uma edição da revista National Geographic, publicação que sugere ter sido um tubarão-baleia, uma vez que a versão hebraica usa a palavra tannium, que pode se referir a qualquer animal marinho de grande porte. Na seara das artes, há a pintura Watson e o tubarão, de John Singleton Copley (1778) e as obras literárias O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway e Jaws (Mandíbulas, mas Tubarão, aqui no Brasil), de Peter Benchley.
Tubarões e narrativas cinematográficas
Depois do sucesso de Steven Spielberg com Tubarão, muitos realizadores embarcaram na artimanha de colocar os tubarões como vilões sanguinários em suas histórias. A maioria foram produções fracassadas. Os guiões eram fracos, os protagonistas ruins, os efeitos especiais deploráveis e o mais interessante para um filme de terror/suspense de baixo orçamento ficava de fora: o poder da sugestão. Todos sabem que às vezes, sugerir é melhor do que mostrar explicitamente. A partir de agora, vamos navegar neste mar de ideias sobre tubarões, buscando entender como estes seres foram abordados sob a óptica de 10 produções. Filmes sobre tubarões?
01 – Tubarão: um filme de vanguarda (1975)
Clássico moderno absoluto. Estreou nos cinemas em 07 de Julho de 1975. Recebe essa alcunha por ser um filme de vanguarda. Tudo que foi produzido depois sobre tubarões assassinos tem base neste filme dirigido por Steven Spielberg. A produção ganha dos seus predecessores porque investe num bom guião.
Na sinopse oficial, somos informados que um terrível ataque a banhistas é o sinal de que a praia da pequena cidade de Amity virou refeitório de um gigantesco tubarão branco, que começa a se alimentar dos turistas. Embora o Presidente da Câmara queira esconder os factos da imprensa, o xerife local (Roy Scheider) pede ajuda a um ictiologista (Richard Dreyfuss) e a um pescador veterano (Robert Shaw) para caçar o animal. Mas a missão vai ser mais complicada do que eles imaginavam.
O conflito externo é a presença do tubarão. E o conflito interno foca no xerife local, que tem hidrofobia. Como resolver os problemas da cidade se o vilão da história não é um bandido armado, mas um tubarão que habita as profundezas do mar? O poder da sugestão também faz de Tubarão um bom filme. A música tema de John Williams situa o vilão no enredo, mas nem sempre é mostrado, até mesmo por questões ligadas ao orçamento.
Tubarão foi um filme salvo na sala de montagem. Ganhou o Óscar de melhor som, trilha sonora e edição. Devido aos problemas nas filmagens, Spielberg já estava cansado do processo de produção quando a  Verna Fields entrou com as suas actividades e transformou um filme destinado ao fracasso num sucesso mundial de bilheteira e crítica. Era o preâmbulo da fase dos blockbusters. Alguns estudos alegam que na época, as pessoas ficaram com medo de adentrar no mar ou até mesmo nas praias, receosas em relação aos ataques de tubarões.

02 – Do Fundo do Mar: uma aventura bem orquestrada (2000)
Deliciosamente fora do normal. Pervertido e divertido. O enredo: A Dra. Susan McAlester (Saffron Burrows) está fazendo pesquisa com tubarões, pois pretende através deles descobrir a cura para a Doença de Alzheimer. Russell Franklin (Samuel L. Jackson), um empresário e homem de negócios, é o principal patrocinador, pois doou 200 milhões de dólares para o projecto. Quando um tubarão escapa e ataca um barco, a reacção de Russell não é boa, mas Susan consegue reverter a situação e ele decide visitar Aquática, uma antiga base no meio do oceano que foi usada para reabastecimento de submarinos e agora foi convertida em um laboratório. Neste local Susan faz alterações genéticas nos tubarões, deixando-os mais inteligentes, pois precisa que os cérebros deles estejam desenvolvidos, pois a partir daí conseguirá as enzimas necessárias para que sua experiência seja bem sucedida. Mas os tubarões se tornam também mais rápidos e não sentem vontade de colaborar, pois anseiam ir para mar aberto e, para piorar a situação, uma terrível tempestade se abate sobre Aquática.
Funciona? Sim. Apesar dos absurdos, a trama é bem orquestrada pelo Director Renny Harlin, que prefere a aventura, ao invés de levar o filme muito a sério, defeito de outras produções, como a relatada a seguir.
03 – Terror na Água: uma produção de (muito) mau gosto (2011)
Constrangimento total. Inseriu 3D, mas a produção é um lixo. Sara (Sara Paxton) resolve retornar para sua casa de verão depois de três anos sem ir ao local e leva um grupo de amigos para disfrutar uma temporada com ela. Quando chega à cidade, o passado bate à sua porta porque Dennis (Chris Carmack), seu ex-namorado, ainda guarda forte rancor pela maneira como eles se separaram e os recebe com muita agressividade. Contudo, a casa dela é longe dali, no meio do Lago Crosby e sem qualquer tipo de comunicação. A única coisa que eles não contavam era que esse isolamento poderia representar um grande perigo, uma vez que após um acidente durante a prática de wake board, descobriram que a perda de um braço foi causada pelo ataque de um tubarão enfurecido, sedento de sangue, capaz de destruir até embarcações. Agora, a morte está dentro de água e eles precisam retornar para a civilização.
Funciona? Não. Apenas um desfile de mortes e efeitos 3D não tão funcionais.
04 – Tubarão Vermelho: de Hollywood à Itália (1986)

Biólogos unem-se ao xerife de uma praia da costa da Flórida para combater um sanguinário monstro marinho, híbrido de tubarão e polvo, que está devorando veraneantes e pescadores locais. Uma versão absurda do filme de Spielberg.
Funciona? Não. Além de ser absurda a mutação, até permitida dentro dos parâmetros ficcionais do cinema, as cenas de violência erótica do mestre trash italiano Lamberto Bava não ajudam em nada.

05 – Tubarão 2 – A Vingança: e o velho estereótipo das continuações inferiores (1987)
Passaram-se quatro anos desde que o tubarão branco apavorou a população da, até então, pacífica praia de Amity. Quando tudo parecia mais calmo, uma nova criatura aparece para aterrorizar a região, agora alvo de uma intensa especulação imobiliária. O chefe de polícia Martin Brody (Roy Scheider) vai lutar contra o tempo para salvar toda a população da agressividade desse animal. Parte do elenco está de volta, mas a qualidade não.
Funciona? Sim. Uma continuação inferior, mas que é mais suportável do que todas as imitações fracassadas.

06 – Mar Aberto: os tubarões no episódio cinema verdade (2005)
Mar Aberto é um filme norte americano baseado na história verídica de um casal de mergulhadores que foi abandonado em alto mar por seu barco quando praticavam mergulho Não é bem um filme sobre tubarões, mas funciona. Segundo relatos documentais, uma espécie do animal marinho foi a responsável pela morte de um dos desaparecidos.
Funciona? Sim. Mar Aberto é cinema verdade de primeira qualidade. Linguagem documental, boa montagem e performance do elenco.
07 – Maré Negra: tubarões ilustrando um drama barato (2012)

Enfadonho, chato e sem rumo. Kate (Halle Berry) é uma mergulhadora profissional que se afastou de seus estudos em alto mar depois que seu mentor sofreu uma trágica morte por causa de um tubarão branco. Ela passava os dias em águas profundas, mas após o acidente ela começou a guiar excursões. Nove anos depois, Kate vê voltar à cidade seu antigo parceiro e ex-namorado Jeff (Olivier Martinez), e ele a impulsiona a abandonar seus medos e a enfrentar o oceano. Só que dessa vez ela passará por um verdadeiro teste de sobrevivência com um feroz predador.
Funciona? Não. Muito lento, sem grandes emoções e direcção irregular de John Stockwell.
08 – O Ataque do Tubarão de Duas Cabeças: sem palavras… (2012)
É difícil ficar sem ter o que dizer com um filme. Mas esta pérola inclui tsunamis, tramas paralelas sem nenhuma ligação pertinente com o eixo central. Horrível. Durante um curso de navegação marítima, o professor Babish e seus alunos acabam enfrentando grandes problemas depois que uma carcaça de tubarão fica presa na hélice do motor e danifica o barco. Na tentativa de consertar, uma pessoa acaba morta por um tubarão diferente, que possui duas cabeças e é mais ágil do que qualquer outra criatura que eles conheçam.
Funciona? Depende. Se você quiser rir muito dos absurdos, veja por curiosidade. De preferência, acompanhado dos amigos. Será diversão garantida. Esse filme ocupa a pré-salinidade da ruindade dos filmes de terror. Muito… Muito ruim.
09 – A Isca: o mesmo segmento, mas uma história com melhor desenvoltura (2012)
Um grupo enfrenta tubarões em um supermercado após um tsunami fazer os mares invadir uma cidade na costa da Austrália. Parece ruim, mas as sub-tramas bem desenvolvidas e os bons efeitos especiais garantem uma diversão mais coerente e coesa. Indicado.
Funciona? Sim. Parece ruim, mas as sub-tramas bem desenvolvidas e os bons efeitos especiais garantem uma diversão mais coerente e coesa. Indicado.
Pronto. Nosso especial chega ao fim. Vamos aguardar o próximo filme sobre tubarões: dessa vez, a trama vai apostar em tubarões dentro de um tornado. A aventura parece realizada por alguém com doses industriais de puro nonsense. Vamos aguardar.

Manual de Segurança Marítima Gratuito

SINCOMAR – Sindicato de Capitães e Oficiais da Marinha Mercante, publicou recentemente o livro ‘Manual de Segurança no Trabalho a Bordo dos Navios’. Publicação extremamente oportuna, vem enriquecer o conjunto de informação disponível, contribuindo para a formação e sensibilização de todos os Marítimos, sublinhando a Atitude de Segurança, que urge interiorizar em cada momento.

Onde se pode obter?
Esta publicação não se encontra à venda, sendo entregue gratuitamente aos interessados. Visite www.transportemaritimoglobal.com, onde está disponível informação detalhada, incluindo o processo de entrega ou envio por correio.

A tiragem incluiu apenas 3.000 exemplares.
Garanta já o seu antes que esgote!


Fonte: Álvaro Sardinha

Empresa norte-americana projecta mega cidade flutuante

Uma empresa da Florida, nos Estados Unidos, projectou uma cidade flutuante que passaria todo o seu tempo no mar. A Freedom Ship, como foi chamada, mede cerca de 1,6 quilómetros e pesa 2,7 milhões de toneladas. Com 25 andares, esta cidade flutuante tem capacidade para 50 mil residentes permanentes e espaço adicional para receber 30 visitantes diários e alojar 20 mil elementos da tripulação.
Tal como uma cidade convencional, a Freedom Ship alberga escolas, hospitais, espaços de lazer, espaços comerciais, um casino, parques, um aeroporto e um porto. Dadas as dimensões desta cidade navio, seria impossível atracar em qualquer porto mundial.
Caso fosse construída, o projecto custaria cerca de €7,4 mil milhões. A Freedom Ship foi concebida para uma rota mundial, com a duração de dois anos cada. A passagem por Portugal seria do mês de Outubro a cada dois anos. O local de início da rota seria na costa leste dos Estados Unidos.
“O Freedom Ship seria o maior veículo jamais construído e seria a primeira cidade flutuante”, afirma Roger Gooch, vice-presidente da Freedom Ship Internacional, empresa que concebeu o projecto. “Este seria um projecto bastante capitalizado e a economia mundial dos últimos anos não tem sido muito convidativa para projectos hipotéticos como o nosso”, explica.
Este projecto é realizável? E qual o seu impacto no ambiente e forma como planeamos as nossas cidades do futuro?
Fonte: GreenSavers.

Portos. Empresários dizem que estudos estão feitos.

   


Empresários e universidades contra investimentos em novas infraestruturas portuárias porque não há carga suficiente

No fundo, está tudo estudado, o que falta é os políticos começarem a olhar para as fundamentações técnicas e tomarem as suas decisões com base nos estudos, quer nos portos, quer nas ligações ferroviárias. Esta foi uma das mensagens mais ouvidas na conferência organizada ontem pelo Porto de Setúbal subordinada à temática da inserção desta infra-estrutura portuária na “Solução Ibérica Disponível”.
José Crespo de Carvalho, do ISCTE, Augusto Mateus, do ISEG e Marcello Di Fraia, managing director da Grimaldi Portugal, foram algumas das vozes que se levantaram contra a construção de novas infra-estruturas portuárias e ferroviárias em Portugal sem primeiro haver uma consciencialização da capacidade e complementaridade do que já existe, inserindo toda a actual logística numa rede complementar e competitiva.

“No caso dos portos de Lisboa e Setúbal, não se trata de os colocar em oposição mas em desenvolver harmoniosamente as duas infra-estruturas”, defendeu o representante da Grimaldi.


Para Augusto Mateus, parte da solução passa por acabar com a divisão  administrativa entre Lisboa e Setúbal. “Continuar com os dois distritos é um absurdo.”, disse, acrescentando que “mais de dois terços dos impostos provêm destas duas regiões. Ás vezes dá jeito que o nosso PIB seja pequenino, mas em termos práticos tem de se exigir um único sistema portuário das bacias do Tejo e do Sado”. Para o antigo ministro  da economia, “existe hoje um mito sobre uma Lisboa pública e administrativa. quando na prática temos uma capital que é a mais industrial da Europa”.


Também a construção de novas redes ferroviárias foi criticada pelos presentes. “Não sei se existe um estudo com base na origem das cargas não ficcionadas. Não se trata de construir novas ligações ferroviárias, mas fazê-lo porque há cargas. O Estado investe para ser indutor da carga. Mas o que é preciso é bater à porta das empresas e perguntar se estas estão disponíveis  para trocar a rodovia pela ferrovia para se avaliar se há carga ou não. Temos de saber pensar por nós próprios e não nos deixarmos levar por discursos fáceis”.    


Fonte: Ionline.
 

Peixe: Brasil procura parceiros e know-how para aquacultura

O ministro brasileiro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, disse hoje que o Brasil quer atingir a produção de 20 milhões de toneladas de pescado por ano, para o que pretende encontrar parceiros em Portugal e na Europa.

«Queremos encontrar parceiros que tenham tecnologia e que nos possam ajudar a chegar aos 20 milhões de toneladas de produção de pescado por ano, que é o potencial do Brasil. Portugal e a Europa, pela pequena quantidade que têm de água, acabam por fazer produções intensivas com tecnologias que facilitam a produção», disse o ministro brasileiro, referindo-se à aquacultura em água doce.
Marcelo Crivella falava aos jornalistas à entrada para o seminário ‘Aquacultura e Pescas, Oportunidades de Negócio, Portugal-Brasil’ que decorre na Universidade de Aveiro e em que participa também a ministra da Agricultura e do Mar de Portugal, Assunção Cristas, para além de outras entidades governamentais, representantes de associações e de empresas do sector, de Portugal e do Brasil.

O objectivo de aumentar a produção e captar investimento estrangeiro esteve presente nas intervenções dos ministros dos dois países, que expuseram as respectivas vantagens competitivas e linhas de orientação dos respectivos governos.

«No gado somos os maiores do mundo, mas agora queremos dar prioridade ao peixe. O governo reduziu os impostos, criou de maneira enérgica o programa Safra para financiar o sector, e também descomplicou o licenciamento ambiental, coisa que na Europa é muito difícil», disse Marcelo Crivella.

O ministro brasileiro colocou mesmo a simplicidade do licenciamento ambiental como um dos principais argumentos: A Europa tem pouca água e o licenciamento ambiental fica muito difícil. O Brasil tem muita água e pode utilizar uma pequena quantidade para produzir muito peixe, sem descuidar a biodiversidade e essa é a grande vantagem do Brasil, que dispões de clima e óptimas espécies.

Já Assunção Cristas acenou com o acesso ao mercado europeu e ao próprio mercado nacional, grande consumidor de pescado.
«Portugal tem boas condições para oferecer, do ponto de vista de investimentos no nosso país. Estamos a preparar áreas novas para concessionar a produção de aquacultura em mar aberto e seria muito positivo com o interesse de grupos brasileiros, para produzir pescado em Portugal, sendo certo que têm acesso a um mercado de 500 milhões de consumidores, além dos 10 milhões de portugueses que consomem três vezes mais do que os europeus», salientou.

Durante o seminário ‘Aquacultura e Pescas-Oportunidades de Negócio, Portugal-Brasil’ são apresentados vários casos de sucesso, em ambos os lados do Atlântico, e possibilidades de apoio e financiamento a esse sector económico, «no sentido do crescimento sustentado e da valorização económica e social da Aquacultura».

Fonte: Dinheiro Digital com Lusa

Os cavalos-marinhos são exímios predadores

A forma da cabeça dos cavalos-marinhos, ao nível das narinas, funciona como um autêntico “manto de invisibilidade”, permitindo-lhes, apesar da sua proverbial lentidão, apanhar minúsculos crustáceos capazes de fugir a velocidades alucinantes. Esta é a conclusão de um estudo realizado por cientistas da Universidade do Texas e publicado na revista Nature Communications.
“Os cavalos-marinhos são os peixes mais lentos que conhecemos, mas eles são capazes de capturar presas que nadam a velocidades inacreditáveis”, diz Brad Gemmel, co-autor do trabalho, em comunicado daquela universidade.
As presas chamam-se copépodos – e são minúsculos crustáceos que, ao detectarem as ondas produzidas por um predador na água, conseguem reagir em dois a três milissegundos, desatando a nadar a uma velocidade superior a 500 vezes o comprimento do seu corpo por segundo. Para uma pessoa com um metro e oitenta de altura, explica o mesmo comunicado, isso equivaleria a ser capaz de nadar debaixo da água a 3200 quilómetros por hora!
E no entanto, os lentos e mansos cavalos-marinhos conseguem apanhar os copépodos e os cientistas quiseram saber como. Para isso, montaram um sistema que permitia, com a ajuda de um microscópio equipado com um laser e uma câmara digital de alta velocidade, filmar os rápidos movimentos dos copépodos e o comportamento dos exímios predadores que são os cavalos-marinhos-anões, uma espécie nativa das Bahamas e dos EUA.
As filmagens revelaram que a forma da cabeça do cavalo-marinho fazia com que, na zona à frente e um pouco acima das narinas, os seus movimentos não produzissem quase nenhuma perturbação na água. Também constataram que o cavalo-marinho inclinava a cabeça em relação à presa justamente de forma a minimizar os sinais da sua presença.
Para além de serem lentos, os cavalos-marinhos têm outra desvantagem: sugam as suas presas com uma força que só é eficaz num raio de… um milímetro. Mas mesmo assim, eles conseguiam aproximar-se o suficiente dos copépodos  para estes não terem qualquer hipótese de escapar. E, a seguir, em apenas um milissegundo, engoliam-nos inteirinhos.
Os cavalos-marinhos desenvolveram uma boa técnica para se aproximarem o suficiente das presas e poderem atacar a curta distância”, diz Gemmel.
Fonte: Público

A explosão de um Cachalote.



A baleia morreu de causas naturais, quando entrou em aguas pouco profundas e não conseguiu escapar. Foi deixada durante dois dias nas aguas e os intestinos começaram a fermentar e apodrecer. O resultado foi uma acumulação de pressão superior como pode ser visível no vídeo. Aconteceu nas Ilhas Faroe na passada semana.

Um parque temático sobre… sereias

Annie Collinge fotografou as mulheres que se disfarçam de sereias neste parque peculiar

Em Weeki Wachee, Flórida, permanece um dos mais antigos parques estaduais dos Estados Unidos. Este parque afirma ser o único onde se podem observar “sereias vivas”, algo que que despertou a atenção da fotógrafa Annie Collinge.

Depois de obter mais informação sobre o local, Collinge decidiu passar três dias no parque e registou um pouco de tudo, em particular, as mulheres que todos os dias se disfarçam de sereias. Estas sereias actuam em dois espectáculos que ocorrem algumas vezes por dia durante todo o ano.

A fotógrafa admitiu em declarações à revista online Slate que no parque há “uma estranha mistura de pessoas”, incluindo-se “pessoas com os seus filhos”, mas também vários “homens estranhos que têm fantasias com sereias”.

Durante os meses mais quentes, os lugares chegam a esgotar, mas quando Collinge visitou o parque em Fevereiro, apenas algumas pessoas estavam na plateia, o que lhe deu uma oportunidade para fotografar as sereias com mais detalhe.

A fotógrafa ficou surpreendida quando descobriu o quanto estas sereias adoravam o seu trabalho. Há uns anos atrás, quando o parque esteve quase a fechar, as sereias começaram uma campanha intitulada “Salvem as nossas caudas” para manter o parque aberto.

Em Weeki Wachee, Flórida, permanece um dos mais antigos parques estaduais dos Estados Unidos. Este parque afirma ser o único onde se podem observar “sereias vivas”, algo que que despertou a atenção da fotógrafa Annie Collinge.

Depois de obter mais informação sobre o local, Collinge decidiu passar três dias no parque e registou um pouco de tudo, em particular, as mulheres que todos os dias se disfarçam de sereias. Estas sereias actuam em dois espectáculos que ocorrem algumas vezes por dia durante todo o ano.

A fotógrafa admitiu em declarações à revista online Slate que no parque há “uma estranha mistura de pessoas”, incluindo-se “pessoas com os seus filhos”, mas também vários “homens estranhos que têm fantasias com sereias”.

Durante os meses mais quentes, os lugares chegam a esgotar, mas quando Collinge visitou o parque em Fevereiro, apenas algumas pessoas estavam na plateia, o que lhe deu uma oportunidade para fotografar as sereias com mais detalhe.

A fotógrafa ficou surpreendida quando descobriu o quanto estas sereias adoravam o seu trabalho. Há uns anos atrás, quando o parque esteve quase a fechar, as sereias começaram uma campanha intitulada “Salvem as nossas caudas” para manter o parque aberto.


Fonte: Visão

Criatura bizarra capturada na costa da Flórida.

A criatura tinha um comprimento de 4,2 metros da cabeça à cauda. Mark Quartiano que capturou esta criatura, identificou o “monstro” como o clarkii Dactylobatus raramente visto, ou hookskate, de acordo com um catalogo local. O hookskate é uma espécie sobre a qual se sabe muito pouco, graças à sua propensão para viver em fundo do mar de lama até 1.000 metros de profundidade.

Mas pode ser algo completamente diferente: Falou-se com George H. Burgess, do Museu de História Natural da Flórida, que identificaram o animal como Dasyatis centroura, uma arraia que normalmente cresce apenas 660 quilos, com a sua característica mais saliente ser uma cauda venenosa.

De qualquer forma, a foto da criatura misteriosa é de cair o queixo, de facto. Depois de detectar a cerca de 500 metros de profundidade, enquanto a pescava com uma observação de uma equipa de TV japonesa, Mark Quartiano afirmou que  lutou por quatro horas para trazer a sua captura gigante para a superfície antes de tomar a sua foto e libertar de volta ao oceano.

Navios representam a nossa História

João Barbas de Oliveira não tem dúvidas de que temos de apostar mais na indústria naval. Já na infância, quando aos 11 anos começou a velejar, ouvia dizer que passavam ao longo da nossa costa “cerca de 30 mil barcos cruzeiros”.

Ora “se 10% entrassem nos nossos portos para se abastecerem, isso seria, logo à partida, uma grande mais-valia para a nossa economia”. Falando da sua experiência ao nível do património marítimo, o sócio gerente da Tróia Cruze diz que a indústria naval tem de ser uma aposta, já que “representa a nossa História”. E também o futuro, pois estamos perante um desafio para rentabilizar as actividades ligadas ao mar.

Fonte: DN