Aquacultura é uma aposta relevante para o País.

Para o Governo é «tão importante a aquacultura que, num Orçamento do Estado restritivo, temos tudo o que é necessário para executar bem os fundos de apoio ao investimento na área do Promar», afirmou a Ministra da Agricultura e das Pescas, Assunção Cristas, acrescentando também que «negociámos com a Comissão Europeia podermos apoiar o aquaseguro com fundos europeus, e conseguimos estender o gasóleo colorido a embarcações de suporte à aquacultura, que era algo que estava excluído». Estas declarações foram feitas na abertura do seminário Aquacultura e Pescas – Oportunidades de Negócio Portugal-Brasil, em Aveiro.
Sublinhando que esta é «uma aposta relevante para o País», a Ministra lembrou que Portugal «consome, em média, três vezes mais peixe dos que o consumo médio europeu». «Há uma margem de progressão que pode ser colmatada com a aquacultura. Importamos muito peixe por causa do desfasamento entre o que se pesca e o que se consome e a aquacultura é uma boa oportunidade para o País satisfazer o mercado interno», explicou.
Assunção Cristas referiu ainda que Portugal «já importa produto da aquacultura de muitas partes do mundo, pelo que há uma margem grande para crescer na produção de peixe e de bivalves e de acrescentar valor através da indústria».
«Projectos não faltam, e sente-se um novo dinamismo no sector», sendo que «o programa Promar já apoiou em 44 milhões de euros variadíssimos projectos de aquacultura e, só no período de pouco mais de um mês, no Algarve, entraram 11 novos projectos apara aquacultura em mar aberto», afirmou a Ministra.
Questionada sobre o empreendimento da Pescanova em Mira, que tem estado inactivo, a Ministra referiu: «Temos trabalhado intensamente com o grupo galego para viabilizar este projecto, mas não através de financiamento junto do Estado português, porque este apoio já foi dado.
«É muito importante para o País que a unidade de Mira da Pescanova volte a produzir» mas «houve um problema neste investimento que implicou a paragem para fazerem os arranjos do ponto de vista técnico e das infraestruturas. A informação que temos é que a unidade se prepara para voltar a produzir».
Fonte: Governo de Portugal.

Especialista mostra ondas gigantes desconhecidas em Portugal

Portugal tem mais de um milhar de locais potenciais para o surf, em alguns desses casos são pontos com ondas enormes e ainda desconhecidas da maioria dos praticantes, revelou um especialista em física das ondas.
“São ondas que se localizam em zonas naturais, não balneares, com acessos difíceis, algumas já foram surfadas com 15 a 20 metros de altura, mas poderão atingir tamanhos maiores e existem no inverno, sobretudo no final do outono, ou no início da primavera”, explicou à agência Lusa Pedro Bicudo, investigador do Instituto Superior Técnico, na área da física das ondas e mecânica quântica.
Para o especialista, estas ondas gigantes ocorrem no inverno, porque “vêm das grandes tempestades do Atlântico norte”, e adquirem grandes dimensões em fundos profundos, onde as ondas “se concentram e se amplificam”, percorrendo em tubo várias extensões ao longo da costa sem rebentarem.
Ao contrário de locais onde o surf tem sido promovido, como a Nazaré, Peniche, Ericeira (Mafra), Cascais ou Figueira da Foz, estes “spots” são, em muitos casos, desconhecidos dos surfistas internacionais e, mesmo, nacionais.
Em Portugal continental, Pedro Bicudo deu o exemplo do “pico louco” (São Torpes), a “onda do burrinho” (Samoqueira) e da “onda da baía” (Porto Covo), no concelho de Sines.
“Estamos perto de um cabo e ocorrem sobretudo a sul do cabo, porque há pequenas ilhotas de pedra submersas, que captam a energia do mar e permitem formar ondas gigantes”, explicou o investigador, que é também surfista.
Um conjunto de outras ondas enormes com grande potencial verifica-se nos concelhos vizinhos de Sagres e Aljezur, nas praias da Arrifana, Ponta Ruiva e Beliche, onde, por haver uma “costa muito recortada por cabos e penínsulas, as ondas ocorrem no extremo de uma baia ou cabo e, em vez de rebentarem de frente para a praia, deslizam ao longo da costa em grandes extensões”.
Na costa oeste, entre Ericeira e Peniche, a “onda da Peralta” é outra das que despertam a atenção dos surfistas locais apreciadores de formações gigantes.
Nas ilhas, as ondas “fajã de Santo Cristo”, na ilha de São Jorge (Açores), do Jardim do Mar e Paul do Mar (Calheta) e Lugar de Baixo (Ponta do Sol), na Madeira, são outras igualmente emblemáticas.
Pedro Bicudo, que é também fundador da Associação SOS Salvem o Surf, adiantou que a organização começou a fazer um inventário nacional de ondas e “spots” de surf.
A responsável da investigação, Tânia Cale, vai começar a percorrer o país, de norte a sul e sem esquecer as ilhas, ilhas para falar com surfistas locais e fazer o estudo não só da localização, mas também da caracterização de cada onda.
Pedro Bicudo adiantou que existem muitas outras nos “mais de mil ‘spots'” já identificados.
O estudo tem também como objectivos perceber o valor do surf e alertar as autoridades políticas, locais e nacionais, para o impacto económico que pode ser conseguido com as ondas e para a necessidade de preservar esses locais, mantendo-os no seu estado natural e sem obras de requalificação.

Fonte: Lusa/SOL

O Calypso do comandante Cousteau apodrece num estaleiro

Petição online pede que o icónico navio seja classificado como património nacional francês. Desentendimentos entre a família e o estaleiro onde estava a ser reparado deixaram o navio num impasse.

O Calypso é indissociável do nome de Jacques-Yves Cousteau, explorador francês, inventor, realizador de documentários sobre os oceanos, divulgador da vida marinha. Com aquele navio, Cousteau iniciou as aventuras pelos oceanos que os tornaram aos dois famosos. Mas agora, 16 anos depois da morte de Cousteau, o Calypso definha num estaleiro em Concarneau, França, pelo que uma petição online pretende que seja classificado como património nacional francês.
A petição partiu de um oceanógrafo e mergulhador científico francês Bruno Bombled, cujas odisseias submarinas de Cousteau, que passavam na televisão quando era criança, o puseram a sonhar. Ainda hoje se sente “um filho” do Calypso, por isso lançou a petição online, em que se pede à ministra da Cultura e da Comunicação francesa, Aurélie Filippetti, para que salve o navio.
Hoje, está a apodrecer em Concarneau…o que é um escândalo”, diz a petição, que conta com mais de 9500 assinaturas, e defende a classificação do navio como património nacional francês por ter feito “avançar a ciência e as consciências em França e pelo mundo”.
Este triste presente do Calypso começou a ser traçado em 1996, um ano antes da morte de Cousteau: no porto de Singapura, foi abalroado por uma barcaça e, com danos graves, afundou-se. “Gostaria que o Calypso continuasse ao serviço da ciência e da educação”, disse então Cousteau.
O navio regressou a França e daí foi rebocado, apenas em 2007, para o porto de Concarneau, onde nos estaleiros Piriou seria restaurado. Numa primeira fase, foi o conflito entre Francine Cousteau, a segunda mulher de Cousteau, e os filhos dele que atrasaram a reparação, com a disputa pela posse do navio no centro da discórdia. Mas desde o início de 2009, o desentendimento entre os estaleiros e a Equipa Cousteau (organização para a protecção dos oceanos com sede em França, presidida por Francine Cousteau), relacionado com os pagamentos, esteve na origem da paragem das obras. No ano seguinte, a Equipa Cousteau pediu ao Ministério da Cultura francês a classificação do navio.
“Mas porquê preservar os navios?”, pergunta-se na petição. “Porque os navios têm uma alma, porque fazem parte da grande história do homem”, lê-se. “Eles são a própria imagem da solidariedade, do trabalho colectivo, do caminho comum… sem a união dos homens, não vai a nenhuma parte.”
A história gloriosa do Calypso começou nos anos de 1950. Draga-minas da Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial, transformado depois em ferry, Cousteau descobriu-o em Malta e achou que era perfeito para as suas odisseias. Um milionário irlandês, Loel Guinness, comprou-o e alugou-o em 1950 ao explorador francês por um valor simbólico, tornando possíveis os seus sonhos (depois do naufrágio em Singapura, o neto e herdeiro de Loel Guinness vendeu-o à Equipa Cousteau por um franco).
O mundo subaquático nos ecrãs
Transformado em navio oceanográfico – e com direito a uma câmara de observação subaquática na proa, composta por oito vigias –, a aventura a sério começava em 1951, dirigindo-se o Calypso para o Mar Vermelho, para estudar corais. Em 1954, iniciava-se uma grande expedição ao Mediterrâneo, Golfo Pérsico, Mar Vermelho e Índico, que esteve na base do documentário O Mundo Silencioso, vencedor da Palma de Ouro de Cannes e de um Óscar. Era a primeira longa-metragem a cores do mundo subaquático.
Em 1964, o documentário O Mundo sem Sol, que relatava a vida de seis aquanautas durante um mês numa casa construída no Mar Vermelho, a 100 metros de profundidade, também ganhou um Óscar. Igualmente famosa é a série televisiva O Mundo Submarino de Jacques Cousteau.
Mas se o Calypso é indissociável do nome de Cousteau, o gorro vermelho que usava também era uma imagem de marca do explorador. Ex-oficial da marinha francesa, não era propriamente um cientista, mas permitiu que as ciências oceanográficas se desenvolvessem através da sua divulgação junto do público e nas expedições iam muitas vezes cientistas. Entre o seu legado está ainda a invenção (com o engenheiro francês Émile Gagnan), durante a II Guerra Mundial, do regulador do escafandro, uma peça que debita o ar à pressão do ambiente. Até aí, a regulação das válvulas era manual, mas com a invenção deste aparelho pôde dar-se a conquista do mar por toda a gente.
Como grande divulgador do mar, Cousteau teve o Calypso como companheiro de viagens durante mais de 40 anos. Resta agora saber o que lhe reserva o futuro, se a morte, se a preservação de um passado glorioso.
Fonte: Público

Tubarão fica encalhado após atacar presa inusitada

Um Tubarão-da-Groenlândia de quase 2 metros encalhou em uma praia da Terra Nova, no Canadá, após tentar atacar um alce e não conseguir mastigá-lo.
De acordo com o jornal CBC News, Derrick Chaulk, morador local, estava dirigindo perto da praia quando  avistou o tubarão encalhado. Após estacionar seu veículo perto do local, o canadense constatou que o tubarão de quase 2 metros e meio ainda estava vivo, porém com um pedaço de pele de alce medindo aproximadamente 60 centímetros em sua boca.
Outro morador da região, Jeremy Ball, chegou ao local e conseguiu retirar a carcaça do alce da boca do tubarão. Com dois puxões, ela simplesmente saiu da boca do animal.
Os dois homens amarraram o tubarão com cordas e conseguiram devolve-lo às águas profundas. Depois de ter feito isso, eles esperaram uma reacção do animal, que veio após alguns minutos.
“Depois de um certo tempo, a água começou a sair de suas guelras e ele começou a respirar”, disse um dos moradores.
O ecologista Iam Hamilton disse à CBC que os tubarões-da-groenlândia não costumam comer alces. “Eu não acredito que um tubarão desta espécie consiga comer um alce adulto, pois, obviamente, além de seu tamanho, os alces vivem na terra. Este tubarão provavelmente atacou um filhote que se afogou.”
Segundo o ecologista, os tubarões costumam ficar grandes períodos de tempo apenas “beliscando” peixes menores, então quando encontram uma refeição maior, se empanturram, o que ocasionalmente faz com que os tubarões se asfixiem.
Fonte: Mistério do Mundo.

NRP Figueira da Foz – Cerimónia.

Decorreu hoje, dia 25 de Novembro, nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), a cerimónia de recepção provisória e do aumento ao efectivo dos navios da Marinha Portuguesa do NRP Figueira da Foz, numa cerimónia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante José Carlos Saldanha Lopes.


​O auto de recepção foi assinado, em representação dos ENVC, pelo Engenheiro Jorge Camões e, em representação do Estado português, por delegação de Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional, pelo Almirante José Saldanha Lopes, Chefe do Estado-Maior da Armada.

 
O NRP Figueira da Foz destina-se prioritariamente a exercer a defesa dos interesses nacionais e a realizar outras tarefas de Interesse Público nas áreas de jurisdição ou responsabilidade portuguesa.
 
Este navio está particularmente vocacionado para actuar na Zona Económica Exclusiva nacional desenvolvendo tarefas específicas no âmbito da busca e salvamento no mar, da fiscalização da pesca e do controlo da navegação, em particular, no que se refere aos esquemas de separação de tráfego, da prevenção e combate a actividades ilegais como o narcotráfico, imigração ilegal, tráfico de armas e outros ilícitos, em colaboração e apoio a outras autoridades nacionais.
 
Para além destas tarefas, este navio tem capacidade para cooperar em operações militares de baixa intensidade, assim como em acções decorrentes da promulgação do estado de sítio ou emergência e no apoio humanitário na sequência de desastre natural.
 
O NRP Figueira da Foz incorpora as mais recentes tecnologias de Navios Patrulhas Oceânicos. Com capacidades multifacetadas, está equipado com vários sistemas integrados, nomeadamente, de Navegação, de Controlo e Comunicações, de Controlo da Plataforma, este último permitindo o apoio a operações de aterragem / descolagem diurnas e nocturnas de helicópteros de média dimensão. Com uma autonomia considerável, grande manobrabilidade e automação, demonstradas nas provas de mar, o navio pode cobrir a totalidade da Zona Económica Exclusiva Portuguesa.
 
O NRP Figueira da Foz é comandado pelo Capitão-tenente Ricardo Manuel Correia Guerreiro e tem uma guarnição constituída por 38 militares.

Fonte: Marinha

Empresa algarvia vai produzir caviar para exportação

A “Caviar Portugal” é uma empresa criada a partir da Universidade do Algarve que vai começar a produzir caviar em 2015 a partir de uma unidade no Alentejo, com capacidade para exportar até cinco toneladas por ano.
Numa piscina azul que custou 500 euros, e que está instalada na Universidade do Algarve, nadam centenas de esturjões que chegaram da Holanda em Fevereiro, através de uma empresa de correio expresso, na versão de ovos fecundados, contou à agência Lusa Paulo Zaragoza, director executivo do projecto “Caviar Portugal”, recordando que pagaram “cinco mil euros” pelos ovos.
O projecto-piloto empresarial nascido na Universidade do Algarve está prestes a emancipar-se e, entre o final deste ano e o início de 2014, vai ser construída uma unidade no distrito de Évora, com capacidade para produzir caviar, iguaria composta de ovos salgados de esturjão, a partir de 2017. O investimento previsto é da ordem dos quatro milhões de euros.
O luxuoso petisco “vai ser exportado principalmente para o mercado asiático, mas a América do Norte e Europa também estão no roteiro. Em Portugal só devem ficar uns 5% da produção”, referiu o director executivo e responsável técnico pelo projecto.
A unidade produtiva no Alentejo dará para a instalação de cerca de 150 toneladas de quatro espécies de esturjão que vão ter a capacidade de produzir, ao fim de cerca de cinco anos, entre 4,5 toneladas a cinco toneladas de caviar, estimou Paulo Zaragoza, natural de Alcobaça.
“A produção de caviar em indústria intensiva só será possível em 2017, mas em 2015 já se poderá provar alguma coisa, mas ainda numa fase de teste”, acrescentou o especialista.
A criação de esturjão em aquacultura funciona com um sistema de água circular fechado, o que faz com que a renovação seja apenas de 5% de água por dia.
No ciclo de tratamento de água, há plantas que estão a ser utilizadas para filtrar e retirar os nutrientes da água dos esturjões e que servem de alimento a hortícolas como alfaces, pepinos ou tomates.
O projecto empresarial atravessou o “deserto” na busca de investidores e locais, tendo mesmo estado previsto para se instalar no concelho de Lagoa junto ao rio Arade, mas a unidade de aquacultura de esturjão vai ser uma realidade no Alentejo, assegurou Paulo Zaragoza.

Fonte: Lusa/SOL

Quer ajudar a tirar o lixo dos oceanos?

Como se sentiria se soubesse que aquele saco de plástico que deixou na praia há uns anos estava agora no seu prato do almoço? É um risco que todos corremos: ingerir pequenas partículas de plástico resultantes de todas as más práticas ambientais em todo o mundo. Ciente deste flagelo, a Comissão Europeia está a apelar à participação de todos para encontrar soluções para o problema.
A quantidade de poluição nos oceanos, especialmente por plásticos, afecta negativamente a biodiversidade e saúde dos oceanos. Na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, realizada em 2012 no Rio de Janeiro (Brasil), propôs-se que a quantidade de resíduos sólidos, incluindo plásticos, nos mares e oceanos fosse reduzida até 2025.
A Comissão Europeia quer ir mais longe com o seu 7º Programa de Ambiente, proposto em 2012, e que inclui várias medidas de protecção ambiental e do seu impacto na saúde humana. Pretende, assim, estabelecer uma meta de redução do lixo marinho para todos os Estados-membros.
Neste momento, todos os interessados – indústrias de plásticos, de pescas ou de navegação, organizações não-governamentais, autoridades locais e nacionais e todos os cidadãos – são convidados a preencher um questionário em inglês, para avaliar o que pensa cada um destes grupos sobre as medidas que poderão ser tomadas. O questionário pode preeencher-se até ao próximo dia 18 de Dezembro.
Para além das acções propostas, o questionário também admite a inclusão de novas ideias. Aconselha-se que, antes de preencher o questionário, prepare as respostas, porque este terá de ser preenchido de uma só vez (sem possibilidade de o guardar) num período de 90 minutos.
Ilhas de lixo
Todos os anos, os mares e oceanos recebem mais de dez milhões de toneladas de lixo, que inclui sobretudo plásticos, mas também vidro, madeira, artes de pesca, pensos higiénicos, preservativos ou beatas de cigarros. Sendo as principais fontes terrestres, como esgotos, indústrias ou turismo, também há as marinhas, como descargas ilegais no mar, resíduos dos navios, ou extracção de matérias-primas.
Das cerca de 90 milhões de toneladas de plásticos usadas anualmente em todo o mundo, 10% acabam nos oceanos, formando gigantescas ilhas de lixo pela influência das correntes oceânicas. Uma das maiores ilhas de plástico está localizada no Pacífico Norte: tem três vezes a área da Península Ibérica (1,76 milhões de quilómetros quadrados) e dez metros de profundidade.
Mas isto é apenas a ponta do icebergue, porque apenas metade dos plásticos flutua, o restante está a ser acumulado no fundo dos oceanos, implicando profundas alterações no equilíbrio ecológico.
O controlo da quantidade de resíduos plásticos nos oceanos é de particular importância, quer pela sua enorme quantidade (90% de todo o lixo nos oceanos) quer pela longa duração (500 anos para uma fralda, por exemplo). Na verdade, os plásticos não são biodegradáveis, ou seja, nenhum organismo vivo tem capacidade de o decompor até desaparecer por completo. O que acontece com os plásticos, incluindo os sacos do supermercado, é que são fotodegradáveis, ou seja, a luz é capaz de os “partir” em pedaços cada vez mais pequenos mas que continuam a ser partículas de plástico.
Existem pelo menos 180 espécies de animais marinhos que consomem estas partículas. Uma situação quase inevitável, pois as águas marinhas têm seis vezes mais plástico do que plâncton (conjunto de organismos microscópicos aquáticos que servem de alimento a vários animais), segundo dados de 2004. Por via dos animais marinhos que ingerem plástico – peixes, por exemplo –, este pode acabar no nosso prato, sob a forma de partículas microscópicas.

Fonte: APP

Surfista Chris Boyd morre aos 35 anos após ataque de tubarão

A morte no fim de semana do surfista Chris Boyd devido a um ataque de um tubarão branco numa praia do sudoeste da Austrália reavivou a petição para que sejam sacrificados todos os tubarões com mais de três metros, revelou a imprensa local.

A morte do surfista Chris Boyd, de 35 anos, ocorreu numa das praias da localidade de Gracetown, após um ataque recente de um tubarão que tem sido procurado intensamente pelas autoridades do estado da Austrália Ocidental.

A morte de Boyd é a primeira deste ano naquele estado, conhecido por ataques mortais de tubarões, e é a terceira numa década nas praias de Gracetown.

Portugueses premiados no "New York Surf Film Festival".

A curta “Soul of a Carnation” de Hélio Valentim e a longa “The North Canyon: Nazare Calling with Garrett McNamara” da equipa do Zon North Canyon Show receberam menções honrosas na edição deste ano do New York Surf Film Fest, um dos mais conceituados festivais de cinema de surf do Mundo.
Se a inclusão na mostra oficial do festival já era motivo de orgulho, a menção honrosa é uma “honra”. Pelo menos é assim que Hélio Valentim, realizador da curta “Soul of a Carnation”, que trata a história do surf no pré-25 de Abril com a ajuda do primeiro surfista português Pedro Martins de Lima, vê a atribuição. “Antes de mais foi uma grande surpresa”, refere o realizador lisboeta. “Não estava nada à espera e descobri por acaso, quando fui ao site do festival à procura de uma informação. Foi a minha e a do Chris Malloy, é uma honra”.
Para Valentim, o sucesso que a curta teve em Nova Iorque vem do seu personagem principal, Pedro Martins de Lima. “Eu interesso-me muito sobre o passado, sobretudo pelo passado da cultura de surf portuguesa. Quando vi o filme Norte Sul, fiquei muito interessado no Pedro e fiquei logo com vontade de trabalhar com ele. Quando finalmente cheguei até ele, o Pedro mostrou-se uma pessoa 5 estrelas, afável e com um espírito jovem invejável. É capaz de contar uma série de histórias muito boas. O sucesso da curta deve-se sobretudo a ele. Depois, a forma próxima e genuína que encontrámos para o filmar, também ajudou”, explica o realizador de 32 anos.
Com um tema bem díspar mas igualmente bem ligado à história do surf português. The North Canyon: Nazare Calling, o segundo de três documentários produzidos pela equipa do North Canyon Show, retrata a Nazaré e as duas ondas da Praia do Norte, com especial enfoque na onda de 2011 que deu o recorde do mundo de maior onda surfada ao havaiano Garrett McNamara. “Estamos muito felizes, claro. Este prémio não é o primeiro recebemos mas, qualquer prémio que recebamos é óptimo”, afirma Jorge Leal, director de fotografia do documentário multipremiado.
Segundo Leal, o sucesso deste trabalho assenta muito nas gigantescas ondas da Praia Norte, ainda que procure mostrar todos os lados da Nazaré. “Este documentário mostra a Nazaré como um palco do surf em ondas grandes mas procura também mostrar a vila em si. Quanto mais longe conseguirmos levar o nome da vila e Portugal ao Mundo, melhor. Agora, naturalmente, é mais fácil suscitar o interesse das pessoas quanto á vila quando se lhes mostra as ondas gigantes da Praia do Norte e não as mais pequenas mas perfeitas que tem nos outros dias”, aponta o fotógrafo nortenho.
O havaiano Garrett McNamara, que desbravou as ondas da Praia do Norte, é o protagonista do filme e é também por aí que fica o seu papel neste documentário, conta Leal. “Funcionamos como equipa e eu penso que o filme vinga por ser assim. Claro que o Garrett dá umas dicas mas ele é, sobretudo, o surfista”, conclui.

Fonte: Surf Portugal

Portugueses premiados no "New York Surf Film Festival".

A curta “Soul of a Carnation” de Hélio Valentim e a longa “The North Canyon: Nazare Calling with Garrett McNamara” da equipa do Zon North Canyon Show receberam menções honrosas na edição deste ano do New York Surf Film Fest, um dos mais conceituados festivais de cinema de surf do Mundo.
Se a inclusão na mostra oficial do festival já era motivo de orgulho, a menção honrosa é uma “honra”. Pelo menos é assim que Hélio Valentim, realizador da curta “Soul of a Carnation”, que trata a história do surf no pré-25 de Abril com a ajuda do primeiro surfista português Pedro Martins de Lima, vê a atribuição. “Antes de mais foi uma grande surpresa”, refere o realizador lisboeta. “Não estava nada à espera e descobri por acaso, quando fui ao site do festival à procura de uma informação. Foi a minha e a do Chris Malloy, é uma honra”.
Para Valentim, o sucesso que a curta teve em Nova Iorque vem do seu personagem principal, Pedro Martins de Lima. “Eu interesso-me muito sobre o passado, sobretudo pelo passado da cultura de surf portuguesa. Quando vi o filme Norte Sul, fiquei muito interessado no Pedro e fiquei logo com vontade de trabalhar com ele. Quando finalmente cheguei até ele, o Pedro mostrou-se uma pessoa 5 estrelas, afável e com um espírito jovem invejável. É capaz de contar uma série de histórias muito boas. O sucesso da curta deve-se sobretudo a ele. Depois, a forma próxima e genuína que encontrámos para o filmar, também ajudou”, explica o realizador de 32 anos.
Com um tema bem díspar mas igualmente bem ligado à história do surf português. The North Canyon: Nazare Calling, o segundo de três documentários produzidos pela equipa do North Canyon Show, retrata a Nazaré e as duas ondas da Praia do Norte, com especial enfoque na onda de 2011 que deu o recorde do mundo de maior onda surfada ao havaiano Garrett McNamara. “Estamos muito felizes, claro. Este prémio não é o primeiro recebemos mas, qualquer prémio que recebamos é óptimo”, afirma Jorge Leal, director de fotografia do documentário multipremiado.
Segundo Leal, o sucesso deste trabalho assenta muito nas gigantescas ondas da Praia Norte, ainda que procure mostrar todos os lados da Nazaré. “Este documentário mostra a Nazaré como um palco do surf em ondas grandes mas procura também mostrar a vila em si. Quanto mais longe conseguirmos levar o nome da vila e Portugal ao Mundo, melhor. Agora, naturalmente, é mais fácil suscitar o interesse das pessoas quanto á vila quando se lhes mostra as ondas gigantes da Praia do Norte e não as mais pequenas mas perfeitas que tem nos outros dias”, aponta o fotógrafo nortenho.
O havaiano Garrett McNamara, que desbravou as ondas da Praia do Norte, é o protagonista do filme e é também por aí que fica o seu papel neste documentário, conta Leal. “Funcionamos como equipa e eu penso que o filme vinga por ser assim. Claro que o Garrett dá umas dicas mas ele é, sobretudo, o surfista”, conclui.

Fonte: Surf Portugal