Tartaruga do Jurássico português evoca criaturas de lendas japonesas

O que é que o fóssil português com 145 milhões de anos tem que ver com figuras mitológicas japonesas? A equipa de paleontólogos portugueses e espanhóis que apresenta este fóssil único conta como se lembrou dessa ligação, que remete para a chegada dos portugueses ao Japão no século XVI.

Entre os milhares de exemplares de fósseis que José Joaquim dos Santos, paleontólogo amador, carpinteiro de profissão em tempos, recolheu durante mais de 20 anos, calcorreando a orla costeira da região oeste, encontra-se o de uma tartaruga especial. Apanhou-o em 2011 na praia do Porto do Barril, no concelho de Mafra, já na fronteira com o concelho de Torres Vedras, e agora anunciou-se que esse fóssil de 145 milhões de anos é de uma espécie nova para a ciência.
Vivia num ambiente fluvial, numa zona salpicada de canais serpenteando a paisagem. Não muito longe dos domínios por onde andava, dividindo-se ora pelos braços do rio ora pela terra, o Atlântico Norte começava a formar-se e ia separando a Europa da América do Norte. Ia assim nascendo entre a Europa e a América do Norte o Atlântico Norte, que naqueles tempos do Jurássico Superior não era a vastidão azul que agora temos.
Acontece que com o início da abertura do Atlântico Norte formou-se na faixa oeste da Península Ibérica, em águas pouco profundas, a bacia Lusitânica. E era aí, na maior das bacias interiores daquela altura em território actualmente português, uma faixa compreendida entre o Norte de Aveiro e a península de Setúbal, que se aventurava a tartaruga desta história puramente científica.
Tal como outros fósseis encontrados nos sedimentos da bacia Lusitânica, a nova tartaruga, cujo fóssil está na Sociedade de História Natural de Torres Vedras (nas suas colecções há lá outra de igual importância), vem enriquecer o conhecimento sobre os animais que povoavam a Europa na altura da sua separação da América do Norte. Neste caso, permite conhecer melhor como eram os ecossistemas no Jurássico Superior – e não só, como se verá adiante.
Apresentemo-la, antes de mais. Chama-se, cientificamente falando,Hylaeochelys kappa. Media cerca de meio metro de comprimento e a sua carapaça arredondada muito baixa permite dizer que era um animal capaz de nadar. “Tinha hábitos mistos: nadava e andava em terra, como os cágados. Mas não estava adaptada a nadar como as tartarugas marinhas actuais”, explica o paleontólogo Bruno Camilo Silva, director do Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia da Sociedade de História Natural (SHN) de Torres Vedras.
Através dos seus restos, dois paleontólogos espanhóis, Adán Pérez García e Francisco Ortega, também da SHN, puderam concluir que a nova tartaruga de água doce pertence a um género (o Hylaeochelys) que até agora era conhecido apenas na Grã-Bretanha. Já quanto à espécie, os paleontólogos, que descrevem a tartaruga portuguesa num artigo a publicar na revista Comptes Rendus Palevol, da Academia de Ciências francesa, consideram que é nova para a ciência. Como mandam as regras, puderam baptizar a espécie. Escolheram chamar-lhe kappa.
Agora vem uma parte menos científica, onde realidade e ficção se cruzam, misturando o nome da espécie da tartaruga com figuras mitológicas japonesas e monges portugueses do século XVI no Japão. Na cultura popular japonesa, os kappa são seres que vivem em rios e lagos, geralmente maléficos, atacando pessoas e animais, e de aspecto humanóide e atartarugado. Têm uma cavidade no centro da cabeça, rodeada de pêlo, escamas no corpo e carapaças nas costas.
Ainda que se pense que a sua origem seja mais antiga, tornaram-se populares no século XVII (ainda hoje se encontram estátutuas deles em vários locais do Japão e livros e filmes), e considera-se que o seu nome moderno está relacionado com a chegada dos monges portugueses do século XVI àquele país. Os kappa terão ido buscar o nome às vestimentas (capas) usadas pelos monges, fazendo lembrar as carapaças das criaturas atartarugadas. Além disso, os monges rapavam a cabeça no centro, o que se assemelhava à cavidade representada na cabeça dos kappa. “Combinando criaturas mitológicas ou do passado, tartarugas e portugueses, achamos que o termo ‘kappa’ poderia ser uma boa referência para a nova tartaruga”, conta Francisco Ortega, também da Universidade Nacional de Educação à Distância, em Madrid.
Porquê sempre em Torres Vedras?
Voltando à realidade mais científica, com os seus 145 milhões de anos, a tartaruga portuguesa é mais antiga, em cerca de cinco milhões de anos, do que a britânica, que já é do período geológico seguinte ao Jurássico Superior, o Cretácico Inferior. É daqui que resulta grande parte da importância deste achado.
O início da abertura do Atlântico Norte começou a surgir, no Jurássico Superior, uma barreira cada vez maior entre a Europa e a América do Norte, que passaram assim a ter uma fauna diferente. Nessa altura, na Europa, alguns grupos de tartarugas exclusivamente europeias desapareceram. E durante o Cretácico ocorreu uma transformação profunda das faunas de vertebrados, com a substituição da maior parte dos grupos antigos e o aparecimento de linhagens novas.
“Esta tartaruga amplia a distribuição geográfica e temporal do grupo [o géneroHylaeochelys], o que nos permite voltar a analisar a sua história evolutiva e obter algumas conclusões gerais sobre de onde vieram, como viviam, quando e como – e às vezes porquê – alguns organismos desapareceram”, explica Francisco Ortega.
“Um dos nossos objectivos ao analisar as faunas do Jurássico Superior português é entender como a abertura do Atlântico Norte ocorre e como é a relação de organismos continentais dentro do território europeu”, refere o paleontólogo espanhol, a quem cabe a coordenação científica da SHN. “Temos visto que alguns grupos de dinossauros, por exemplo os carnívoros, eram muito semelhantes em ambos os lados do Atlântico durante o Jurássico Superior. Outros tipos de organismos, entre os quais as tartarugas, mostram uma maior regionalização. De alguma forma, as tartarugas estão a dizer-nos que o contacto das faunas através do Atlântico não era tão simples como mostra o estudo de alguns dinossauros e que a biogeografia da região é um problema complexo e terá, provavelmente, a sua solução na análise combinada de muitos grupos de organismos”, refere ainda Francisco Ortega.
Protegida na bacia Lusitânica, a história que a nova tartaruga conta é esta: “As tartarugas cretácicas europeias não apresentavam até agora parentes directos no Jurássico e, portanto, não se conhecia nenhum género de tartarugas europeias que atravessasse esta fronteira temporal. À luz deste achado, sabemos agora que pelo menos o Hylaeochelys já existia no Jurássico”, sublinha um comunicado da SHN.
“Tudo parece indicar que alguns géneros de répteis jurássicos europeus de água doce, como o Hylaeochelys (mas também crocodilos), conseguiram sobreviver, alcançando o Cretácico com menos dificuldade que os seus parentes marinhos. Alguns ecossistemas continentais terão tido mais estabilidade do que os ambientes costeiros, que se viram submetidos a importantes câmbios no nível do mar no final do Jurássico, afectando drasticamente as suas populações de répteis”, acrescenta o comunicado.
Há ainda a sublinhar que a Hylaeochelys kappa é um membro primitivo do grupo a que pertence a maior parte das tartarugas actuais (as criptodiras), que engloba quase todas as tartarugas de água doce, as terrestres e as marinhas.
O fóssil vem juntar-se ao de uma outra tartaruga, igualmente com cerca de 145 milhões de anos, descoberto junto à foz do rio Alcabrichel, perto de Torres Vedras. Também era de água doce. Também vivia nos cursos de água sinuosos da bacia Lusitânica. Também tem o seu fóssil nas colecções da SHN de Torres Vedras e serviu, tal como o desta agora, de referência à descrição de um ser vivo até aí desconhecido dos cientistas. A diferença é que esta outra tartaruga, a Selenemys lusitanica, é não só de uma espécie nova mas ainda de um género novo. As duas são as tartarugas de água doce mais antigas da Europa.
“E por que é que é sempre em Torres Vedras?”, pergunta, retoricamente, Francisco Ortega. “São as desgraças da ciência. Provavelmente, porque somos os únicos a estudar tartarugas no registo [fóssil] português e porque começámos pelas colecções de Torres Vedras”, diz o paleontólogo, que co-orientou a tese de doutoramento de Adán Pérez (também da Universidade Complutense de Madrid) sobre as tartarugas mesozóicas (era compreendida entre os 251 milhões de anos e os 65 milhões) da Península Ibérica.
Há muito para estudar pelos sete paleontólogos actualmente envolvidos no Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia da SHN. Entre tartarugas, crocodilos, dinossauros, peixes ou plantas, a SHN tem uma colecção de importância ibérica, com cerca de 12 mil exemplares, ainda em fase de inventariação. A juntar aos dois mil exemplares recolhidos em trabalhos de campo nos 15 anos de vida da SHN, a Câmara Municipal de Torres Vedras adquiriu, em 2008, a colecção de cerca de dez mil espécimes de fósseis da orla costeira da região oeste, reunidos ao longo de mais de duas décadas, por José Joaquim dos Santos (que se tornou funcionário da SHN).
“É uma das colecções mais interessantes de vertebrados do Mesozóico da Península Ibérica neste momento”, frisa Francisco Ortega. A Selenemys lusitanica e, agora, a Hylaeochelys kappa são duas das suas estrelas.
Fonte: Público

A História Real de Winter, o Golfinho sem cauda.


Conhece Winter? Winter é um golfinho com uma história incrível – tão incrível que tem agora o seu próprio filme, “Dolphin Tale“, que estreia em Setembro nos EUA.


Aos três meses, Winter perdeu a sua barbatana caudal ao ficar presa numa armadilha para caranguejos no litoral da Flórida. Foi levada para o Aquário Marinho Clearwater, onde, na opinião dos veterinários, ela não sobreviveria; felizmente, estavam enganados. Winter sobreviveu, mas não podia nadar como os seus companheiros.


Kevin Caroll, especialista em próteses, voluntariou-se para a ajudar. “Já desenhei próteses para cachorros, avestruzes e até para um pato“, disse ele ao Daily Mail. Caroll desenhou uma prótese de 76 centímetros, feita de silicone, para o golfinho. Após um ano e meio de trabalho de fisioterapia e recuperação, Winter já conseguia nadar como os outros golfinhos.

Já passaram cinco anos desde que ela recebeu a sua cauda nova e a sua fama trouxe milhares de visitantes ao aquário – os 7000 visitantes de Julho de 2006 multiplicaram-se para 35000 só no mês de Julho deste ano.

Winter contracena, no seu filme, com actores como Morgan Freeman, Ashley Judd e Harry Connick Jr. e já criou uma onda de entusiasmo como estrela de cinema, mas Kelly Martin, uma das treinadoras, acha que o sucesso não lhe vai subir à cabeça.

“Embora ela seja um golfinho que passou a maior parte da sua vida com os humanos, tivemos de habituá-la ao processo de filmagem, segurando câmaras falsas ao seu redor na piscina, começando meses antes [do início das filmagens]”, revelou Krista Rosado, directora de marketing do Aquário Marinho Clearwater.


Espera-se que a popularidade de Winter traga mais atenção para outras questões importantes na vida dos golfinhos em cativeiro, incluindo o modo, muitas vezes desumano, como são capturados.

PSA movimentou 61 Milhões de TEU's em 2013.

O volume de 2013 para a PSA subiu tendo tido um aumento de 2,9%, atingindo os 61.810.000 TEU’S.
O tráfego está divido entre Singapura que atingiu os  32.240.000 TEU ( 2,9 %) e nos terminais estrangeiros que atingiram os 29.570.000 TEU ( +2,7% ). A progressão reflecte-se na passagem dos 60060000 para os 61810000 TEU’S em relação ao ano passado. PSA especificou que , levando em consideração as mudanças no sequenciamento dos terminais do grupo, em 2013 a taxa de crescimento dos volumes de contentores animados em pares de bases comparáveis ​​tem sido de 4,6 % , com um incremento mais forte a partir das concessões nos países estrangeiros . Comentando a satisfação com esses resultados, o diretor-gerente do PSA , Tan Chong Meng, desvendou que em 2014 PSA vai continuar a actualizar e expandir os terminais a nível mundial e o investimento realizado é adequado ao novos mercados e acredita que irá haver aumento igual, como aconteceu o ano que passou.

PSA movimentou 61 Milhões de TEU’s em 2013.

O volume de 2013 para a PSA subiu tendo tido um aumento de 2,9%, atingindo os 61.810.000 TEU’S.
O tráfego está divido entre Singapura que atingiu os  32.240.000 TEU ( 2,9 %) e nos terminais estrangeiros que atingiram os 29.570.000 TEU ( +2,7% ). A progressão reflecte-se na passagem dos 60060000 para os 61810000 TEU’S em relação ao ano passado. PSA especificou que , levando em consideração as mudanças no sequenciamento dos terminais do grupo, em 2013 a taxa de crescimento dos volumes de contentores animados em pares de bases comparáveis ​​tem sido de 4,6 % , com um incremento mais forte a partir das concessões nos países estrangeiros . Comentando a satisfação com esses resultados, o diretor-gerente do PSA , Tan Chong Meng, desvendou que em 2014 PSA vai continuar a actualizar e expandir os terminais a nível mundial e o investimento realizado é adequado ao novos mercados e acredita que irá haver aumento igual, como aconteceu o ano que passou.

Baleias filmadas na Costa da Caparica e Fonte da Telha

Dois fotógrafos da natureza calcorrearam as florestas e as praias do concelho de Almada, e mergulharam no oceano para mostrar a vida selvagem. Passa hoje na SIC às 12.00 horas
Surpresa! Afinal, há baleias que fazem as suas vidas bem próximo da Costa de Caparica e da Fonte de Telha. A escassos mil metros da praia. Os pescadores chamam-lhes “cachalotes”, sempre que vêm aqueles imponentes “espirros” de água serem libertados por algum cetáceo, mas trata-se da baleia-anã. Ainda assim, com uns impressionantes sete metros de comprimento, o tamanho de um miniautocarro. A espécie foi acompanhada ao longo de uma manhã e vai ser desvendada hoje no filme “Almada entre o rio e mar”, às 12.00 horas na SIC.
O documentário sobre a vida selvagem, da autoria dos fotógrafos de natureza Luís Quinta e Ricardo Guerreiro, ambos de Almada, percorre a biodiversidade do concelho, mas foi após uns dias de paciente busca que se confirmou a presença das baleias nestas águas.

Forne: DN

Porto de Setúbal com melhor ano de sempre

O Porto de Setúbal fechou o ano de 2013 com mais de 7 milhões de toneladas movimentadas, patamar ultrapassado pela segunda vez na história do porto e que constitui o novo máximo absoluto de sempre. Foi um ano de recuperação de cargas, atingindo-se valores mensais na linha dos melhores anos anteriores, com movimentações superiores a 600 mil toneladas.
O ano de 2013 passa a constituir um marco que demonstra a motivação e a preparação da Comunidade Portuária de Setúbal e de todos os trabalhadores do porto de Setúbal para superar os desafios da conjuntura difícil que atravessamos, colocando o Porto de Setúbal na rota da competitividade e do desenvolvimento, com forte suporte às exportações e às empresas industriais da região criadoras de emprego (representam cerca de 33 mil postos de trabalho directo e indirecto) e ainda com grande capacidade para crescer. 

Fonte: APP

Milagre em Taiwan


Um homem que não sabia nadar sobreviveu mais de dois dias à deriva no mar em Taiwan agarrado a uma tampa de um caixão de madeira.
Tseng Lien-fa estava à pesca de enguias quando foi arrastado por uma inesperada onda na costa este de Taiwan.

Segundo testemunhas, o homem de 42 anos conseguiu agarrar-se a uma tampa de uma caixão de madeira que estava a flutuar e foi levado até à costa, na província de Hualien.
Em declarações ao United Daily News, Mr Tseng disse que conseguiu enfrentar a primeira onda, mas que a segunda, muito maior, arrastou-o para o mar.
Apoiado na tampa do caixão ficou à deriva no mar durante mais de dois dias, sempre na esperança de ser avistado por uma embarcação.
A sua noiva, que está prestes a ser mãe, deu o alarme depois de Tseng não aparecer em casa a tempo. Ele estava à pesca para obter algum dinheiro extra.
A forte ondulação arrastou-o da praia até uma distância de 46 milhas.
A guarda-costeira deu com Tseng deitado na praia no domingo.
Segundo os médicos, o homem apresentava sinais de desidratação e feridas nos braços devido à salinidade da água.
O facto de ter estado sem comer nem beber enquanto estava à deriva no mar durante 60 horas e, mesmo assim mantendo-se consciente, foi classificado como um milagre.
Entretanto, Tseng prometeu à noiva que nunca mais irá sair para a pesca.
Fonte: Diário Digital

Na ilha de Palmerston, todos os habitantes descendem de um único homem


A ilha de Palmerston, situada no Oceano Pacífico, abriga uma das comunidades mais isoladas do planeta. Visitada por um navio abastecedor duas vezes por ano – quando muito -, fica tão longe de outras regiões habitadas do mundo que apenas os mais intrépidos aventureiros conseguem pisar o seu solo. Curiosamente, a maioria dos seus 62 habitantes descende de um único homem: um inglês que se instalou ali há 150 anos.
Palmerston pertence a um grupo de ilhas conhecidas como Cook Islands, ligadas por um recife de corais que circunda as águas calmas de uma lagoa central.
Os recifes, no entanto, são demasiado altos, impedindo que hidroaviões pousem na lagoa. Do lado de fora, as águas muito agitadas também dificultam o pouso de aeronaves. A ilha é demasiado distante de outros pontos habitados, o que também impossibilita o acesso por helicópteros convencionais.
Portanto, só se pode chegar a Palmerston pelo mar. E são nove dias, por barco, da terra habitada mais próxima.
A ilha só pode ser avistada a três quilómetros de distância. E quando o tempo está mau, não dá para vê-la. Ao longo dos anos, dezenas – senão centenas – de barcos colidiram contra os recifes que se escondem sob as ondas, deixando muitos marinheiros presos na ilha.
O naufrágio mais recente aconteceu há três anos. O barco ainda pode ser visto, na praia, com um imenso buraco na carcaça. Peças desses navios – motores, madeira, mastros – tudo isso é reaproveitado pelos ilhéus. Nada é desperdiçado em Palmerston.
Navegar em segurança por entre as barreiras naturais que cercam a ilha é algo que só se aprende com anos de prática.
Bob é o chefe de uma das três famílias que vivem na ilha. Elas competem entre si para chegar até aos poucos iates que visitam a ilha anualmente. Quem vence a corrida toma conta dos visitantes. Os ilhéus orgulham-se da sua hospitalidade e deliciam-se em ter companhia extra.
Essa generosidade, a etiqueta da ilha, o seu sistema legal e as suas tradições foram passados oralmente entre gerações. E são um legado de um único homem, nascido no condado de Leicestershire, em Inglaterra, há mais de 16 mil km de distância.
William Marsters foi o primeiro homem a habitar Palmerston permanentemente, há 150 anos.
Ele viveu nas Cook Islands a partir de 1850 e, por volta de 1860, foi nomeado o administrador de Palmerston pelo então dono da ilha, o mercador britânico John Brander. Ele mudou-se para a ilha em 1863 acompanhado da mulher e duas primas, todas nativas da Polinésia.
Marsters cobriu a ilha de coqueiros e, durante os primeiros anos, os navios de Brander paravam no local a cada seis meses para recolher o óleo de coco que ele produzia. Aos poucos, as visitas tornaram-se mais raras, e seis meses transformaram-se em três anos. Até cessarem por completo: John Brander tinha morrido.
A rainha Vitória deu a Marsters a posse da ilha. Ele casou com as primas da mulher e, juntas, as três famílias tiveram 23 crianças. Antes de morrer, em 1899, ele dividiu a ilha em três partes, uma para cada mulher. Hoje, apenas três dos residentes de Palmerston não são descendentes directos de William Marsters.

Oficialmente, Palmerston é um protectorado da Nova Zelândia e dela depende para muitos dos confortos tidos como banais noutros lugares. Moradia, energia e Internet (durante duas horas por dia) e, para alguns mais sortudos, sinal de telemóvel.
Mas não existem lojas na ilha. Há apenas duas casas-de-banho. Os ilhéus bebem água da chuva e o dinheiro é usado apenas para comprar mantimentos do mundo exterior, nunca entre os moradores.

Bob é o presidente da câmara de Palmerston e mora numa das extremidades da rua principal. É uma faixa de terra com menos de cem metros de comprimento e abriga meia dúzia de prédios.
Num dos lados da rua está a igreja. Ela é central para a vida da comunidade. Também é uma das construções mais novas – e mais robustas – da ilha. O sino pintado de branco é tudo o que resta da igreja anterior.
Sem qualquer outra terra por perto, Palmerston recebe a força total de qualquer tempestade. Então, os moradores amarram as construções às árvores. Em 1926, um tufão atingiu a ilha, arrancando a antiga igreja do solo.
Aos domingos, o sino toca às dez da manhã, chamando a comunidade para a missa. Nesse dia, não se trabalha nem se brinca até às 2:00 da tarde.
Depois da missa, é hora de comer. A comida é parte fundamental da vida na ilha. Para a maioria dos palmerstonianos, a pesca toma grande parte do dia. Como visitante, é impossível sair de casa sem receber convites para quatro almoços diferentes.

O peixe preferido dos ilhéus é o Calotomus zonarchus, conhecido popularmente como parrotfish (ou peixe-papagaio).
Aliás, o peixe é o alimento principal em Palmerston e também é o único produto de exportação da ilha. Entre uma e duas toneladas de peixe-papagaio são congeladas e apanhados pelo navio abastecedor que, duas vezes por ano, leva produtos básicos, como arroz e combustível, para a ilha.

A localização remota da ilha também cria outros desafios. Ir ao dentista, por exemplo, torna-se um grande empreendimento. Quando a moradora mais idosa da ilha, Mama Aka, com 92 anos, foi receber tratamento dentário em Rarotonga, capital das Cook Islands, levou quatro dias para chegar lá. Mas após a consulta, que foi rápida, teve de esperar seis meses por um navio que a trouxesse de volta.
E se, para alguns, o isolamento é o grande atractivo da vida em Palmerston, para outros, pode ser uma ameaça. Particularmente porque, com excepção de dois professores e uma enfermeira, todos na ilha são familiares.
Bill teve seis filhos com a sua primeira esposa, uma mulher que ele pensava ser sua prima de segundo grau. Mas quando ela era muito nova, tinha sido entregue a outra família pelos pais – prática comum na ilha. Na verdade, Bill e a mulher eram primos de primeiro grau.
O isolamento leva muitos a deixar a ilha. Entre 1950 e 1970, a população de Palmerston chegou a 300.
Um terço da população são crianças, todos parecem saudáveis e felizes ao participar das aulas na escola da ilha. Mas muitos esperam partir para as cidades a centenas de quilómetros de distância. Sonham com mais conforto, melhores salários e, quem sabe, um marido ou uma mulher.

Fonte: Diário Digital

Nadar abre o apetite e pode não ser útil para emagrecer


Os efeitos da natação sobre a saúde são de certo modo semelhantes aos gerados por actividades aeróbicas terrestres como corrida, caminhada e ciclismo, afirmou Hirofumi Tanaka, director do Laboratório de Pesquisas do Envelhecimento Cardiovascular da Universidade de Texas, de Austin.
A natação, assim como esses desportos, é um «exercício aeróbico rítmico que pode ser realizado sem interrupção para melhorar a saúde cardiovascular e muscular», afirmou.
Experiências realizados por Tanaka e outros pesquisadores descobriram que a natação «é muito eficaz na redução da pressão arterial e na melhoria da função vascular», e que a caminhada e outros exercícios de resistência terrestres são tão eficazes quanto este exercício.
A única vantagem da natação é que, por ser praticada dentro de água, oferece flutuação e arrefecimento, afirmou Tanaka. «Por isso, a incidência de lesões ortopédicas e a taxa de doenças relacionadas com o calor são baixas», completou.
Todavia, a natação possui uma desvantagem considerável. «Esta parece estimular o apetite mais do que exercícios vigorosos realizados no solo, como a corrida», disse Tanaka. Isso significa que a natação não é particularmente útil para a perda ou a manutenção do peso corporal.
Num estudo de 2005 sobre o hábito de realizar exercícios e o peso corporal, que envolveu mais de 15 participantes de 53 a 57 anos, as pessoas que caminharam rapidamente, correram ou andaram de bicicleta não ganharam muito peso ao longo de uma década. Já as pessoas que nadaram estavam predispostas a engordar.
Todavia, «a natação é, sem dúvida, uma actividade benéfica devido a outros factores, especialmente para a saúde cardiovascular», afirmou Tanaka.
Fonte: Diário Digital

Maya Gabeira regressa ao mar depois do acidente na Nazaré


Ano novo, vida nova. Após o susto de 2013 na Praia do Norte, na Nazaré, a brasileira Maya Gabeira regressou ao surf. No entanto, a protecção no tornozelo direito relembra as marcas deixada pelas Ondas Gigantes do mar português…
Maya Gabeira, de 26 anos, colocou um vídeo de 16 segundos a surfar no mar de North Shore, no Hawaii, no seu perfil do Instagram e do Facebook.
«2014 de volta ao mar. Obrigada a todos pelo apoio e meu time nota mil», escreveu a surfista.
Fonte: Diário Digital.