Descoberta praia jurássica inédita em Porto de Mós

Em S.Bento, no concelho de Porto de Mós, foram descobertos vestígios de um fundo marinho pré-histórico numa antiga exploração de pedra desactivada há já vários anos.

A descoberta desta praia do tempo jurássico foi revelada pelo geólogo/arqueólogo António José Teixeira, na última reunião da Assembleia Municipal de Porto de Mós, e já despertou o interesse de várias universidades.

Em declarações à agência Lusa, o investigador afirma que “os fósseis de equinodermes da Pedreira da Ladeira” que foram encontrados remetem ao período “Jurássico médio, há 170-166 milhões de anos”. 

No âmbito da sua tese de doutoramento, António Teixeira está a estudar os vestígios que, para já, correspondem a “cerca de 60 exemplares, entre moldes e restos fossilizados, de três grupos de equinodermes: Equinoides (ouriços-do-mar), asteroides (estrelas-do-mar), Crinoides (lírios-do-mar) e ondas do mar fossilizadas, (Ripple marks)”. 

Fonte: Boas Notícias. 

Frederico Morais sobe 35 lugares no "ranking" mundial de surf

O surfista Frederico Morais subiu 35 lugares para a 58.ª posição do “ranking” mundial da ASP, após ter sido quarto na segunda etapa do “Triple Crown” havaiano, o Vans World Cup.
“Kikas”, que era 93.º, amealhou ainda 10.000 dólares, que elevam os seus ganhos este ano para 37.950 (28.000 euros), metade dos obtidos na carreira – 78.075 (57.500 euros) -, quando o surfista conta com apenas 21 anos.
O campeão português vive um dos melhores momentos da carreira, já que em Outubro eliminou o norte-americano Kelly Slater da etapa portuguesa do circuito mundial.
Fonte: Expresso.

Frederico Morais sobe 35 lugares no "ranking" mundial de surf

O surfista Frederico Morais subiu 35 lugares para a 58.ª posição do “ranking” mundial da ASP, após ter sido quarto na segunda etapa do “Triple Crown” havaiano, o Vans World Cup.
“Kikas”, que era 93.º, amealhou ainda 10.000 dólares, que elevam os seus ganhos este ano para 37.950 (28.000 euros), metade dos obtidos na carreira – 78.075 (57.500 euros) -, quando o surfista conta com apenas 21 anos.
O campeão português vive um dos melhores momentos da carreira, já que em Outubro eliminou o norte-americano Kelly Slater da etapa portuguesa do circuito mundial.
Fonte: Expresso.

Cultivar o fundo do mar para salvar o Planeta

A química dos oceanos está diferente, anda a ciência a avisar-nos, e a pergunta ganha cada vez mais força: será que é legítimo baralhar os dados e tornar a dar, de maneira a mudar o mar e… o clima? O conceito anda na cabeça de Douglas Wallace , investigador em Oceanografia da Universidade de Dalhousie, na cidade canadiana de Halifax, há perto de 20 anos.
“A ideia é fertilizar o oceano para ter mais plâncton. Já fazemos agricultura em terra; será que, no mar, conseguimos o mesmo efeito?” A cobrir mais de 70% do planeta, os oceanos são um dos principais sorvedouros de dióxido de carbono de que a Humanidade dispõe. Só que, nos últimos anos, o fitoplâncton que o converte em matéria viva está a esgotar-se. Resultado? “Há mais 50% de CO2 na água do mar do que há 200 anos”, alerta aquele cientista canadiano.
O plano é simples: derramar no subsolo marinho uma grande quantidade de ferro, fertilizante para muitas plantas que, no seu processo de fotossíntese, devorariam aquele dióxido de carbono. Tanto o plâncton como outros organismos marinhos extraem o CO2 da água do oceano e convertem-no em carbonato de cálcio, para construir os seus esqueletos e carapaças.
A outra opção, se esse fitoplâncton morrer, é parte do carbono acabar no fundo do oceano e formar depósitos sedimentares. “Em condições naturais”, avança o investigador, “esse carbono aprisionado demorará vários milhões de anos a voltar à atmosfera.” Há já experiências a decorrer, no Norte da Alemanha e na costa oeste canadiana mas rodeadas de alguma polémica: o argumento, ético, é de que, no mar, as coisas não estão sempre no mesmo sítio, o que dificulta tremendamente o controlo efectivo e a avaliação dos resultados destas investigações.
“Pode haver impactos desconhecidos, mas isso não nos deve paralisar”, defende Wallace. “Alterações nas espécies que habitam o mar já ocorrem naturalmente: hoje, sabemos que o bacalhau tinha metros, e agora apenas possui alguns palmos.”

Fonte: Visão

Conheça a praia com ondas gigantes protegida por rochas

A princípio, é assustador, mas passados alguns minutos todos parece estar acostumados ao cenário. Em Porto Rico, numa praia chamada de Puerto Nuevo, há uma barreira de rochas que separa o mar do areal. A magia acontece quando a maré sobe.
As ondas ficam mais altas, para não dizer gigantescas, e embatem na barreira de rochas, banhando a praia fechada de Puerto Nuevo. Os banhistas ficam assim protegidos da forte ondulação e ainda podem apreciar um cenário natural maravilhoso.
Vale a pena assistir:

Austrália: Migração da Reprodução dos Caranguejos.

Todos os anos, no final da primavera, é possível notar um chão super vermelho e móvel na Christmas Island (Ilha do Natal) na Austrália, altura em que a ilha fica coberta por caranguejos adultos bem vermelhos! São milhões de crustáceos que iniciam sua migração anual para o mar para se reproduzir! 
A migração começa com as primeiras chuvas pesadas em outubro, novembro ou dezembro. Assim, há humidade suficiente no ar para os que os crustáceos, possam fazer a sua viagem de mais ou menos cinco dias, partindo de suas “casas” nas florestas no interior da ilha e vão em direcção a costa, o Oceano Índico – chegam a andar até 9 km ao longo do caminho.

A data de desova deste ano  é esperada para o dia 6 Janeiro,  mas só ocorrerá se a chuva persistir, aí, eles têm tempo de sobra. Porém, se a chuva parar, a migração também para.

O grupo Parks Australia entra em acção durante esse período de migração para proteger os bichinhos fechando estradas, construindo de cercas e túneis subterrâneos para estes. Até os motoristas tem que parar e esperar os vermelhinhos cruzarem as ruas se precisarem.

Investigador destaca papel dos oceanos para a existência humana



Ampliar o conhecimento sobre os oceanos é fundamental para garantir a existência da população humana. A opinião é do pesquisador José Henrique Muelbert, professor do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e orador no Fórum Mundial de Ciência 2013 (FMC). “Sempre que pensamos no mar lembramos da praia e dos seus animais, mas os oceanos representam muito mais do que isso para a humanidade”, diz o cientista, que participa de debates no Fórum Mundial de Ciência 2013, sobre as demandas impostas às ciências do mar após a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio 20), em junho de 2012.

Muelbert destaca que o documento O futuro que queremos, redigido a partir da Rio 20, dedica 20 parágrafos ao tema, abordando desde a importância dos oceanos na regulação do clima, passando pela preservação da biodiversidade até os efeitos para a segurança alimentar.

“Isso criou a necessidade de informações de qualidade, recolhidas nas escalas apropriadas e nos tempos correctos para poder gerir os oceanos e atender aos desafios”, afirma.

Ele aponta a relevância dos oceanos como meio de transporte, fonte de alimento e, em especial, como ferramenta para vários processos de limpeza ambiental — pela absorção de poluentes como o gás carbónico — e para controlar as mudanças climáticas. “Os oceanos regulam o clima da Terra, funcionam como um grande radiador”, explica. “Setenta por cento do planeta é composto de água, e é essa água que mantém a temperatura”.

Segundo o pesquisador, os mares transferem calor dos trópicos, regiões mais quentes do mundo, para locais de água mais fria, estabelecendo uma espécie de controle térmico. “Então, os oceanos são fundamentais para o desenvolvimento da sociedade que a gente conhece hoje”, reforça Muelbert. “Se quisermos mantê-la, precisamos tratar dos oceanos com mais carinho, para que possamos sustentá-los ao longo do tempo”.

O professor também ressalta a necessidade de ampliar conhecimento sobre os mares — condição para explorar seus recursos disponíveis de maneira sustentável. Para isso, segundo ele, é necessário utilizar mecanismos eficientes de observação dos oceanos.

“Não se consegue gerir aquilo de que não se tem informação.  “Dos oceanos, actualmente, não temos isso. E uma maneira de estimular e desenvolver o uso sustentável dos oceanos é, justamente, conhecendo-o melhor”.

Estaleiros de Viana morrem aos 69 anos. West Sea nasce em Janeiro

Empresa nacionalizada em 1975 estava há mais de dois anos parada, com 620 trabalhadores que vão ser alvo de despedimento colectivo

A polémica ainda vai durar uns dias mas o destino dos Estaleiros de Viana está traçado. A empresa, criada em 1944 e nacionalizada em Setembro de 1975, acabou e vai dar lugar em Janeiro à West Sea, uma empresa privada do grupo Martifer, que ganhou o concurso para subconcessão dos terrenos e instalações dos estaleiros até 2031, mediante o pagamento de uma renda anual de 415 mil euros. Os actuais 620 trabalhadores vão ser alvo de um despedimento colectivo em que o governo espera gastar entre 25 e 30 milhões de euros. A nova empresa admite voltar a contratar alguns dos trabalhadores entretanto despedidos, até 400, mas as admissões estão obviamente condicionadas às encomendas e os contratos terão a duração de três anos.
A solução encontrada pelo governo para resolver a crítica situação dos Estaleiros de Viana, que estavam há dois anos praticamente parados, aconteceu depois de a Comissão Europeia ter impedido a sua privatização. A decisão de Bruxelas prende-se com ajudas ilegais do Estado à empresa, no valor de 181 milhões de euros, efectuadas nos governos socialistas de José Sócrates. Com esse problema entre mãos, o Ministério da Defesa optou então pela subconcessão, que teve dois concorrentes: a Martifer e um grupo russo, que entretanto foi excluído por ter apresentado a proposta definitiva fora do prazo.
400 POSTOS DE TRABALHO A nova empresa a criar pelo grupo português, que já detém a NavalRia, em Aveiro, pretende, de acordo com a Martifer, “desenvolver a sua actividade no mercado nacional e internacional e implementar, nas áreas afectas à subconcessão, um projecto de construção e reparação naval, no âmbito do qual se prevê a criação de cerca de 400 novos postos de trabalho ao longo dos próximos três anos”.
Números bem diferentes dos do passado dos Estaleiros de Viana. Fundados a 4 de Junho 1944, no âmbito do programa do governo de Oliveira Salazar para a modernização da frota de pesca do largo, os Estaleiros de Viana chegaram a empregar, de forma directa, cerca de 2 mil trabalhadores e em 69 anos construíram mais de 220 navios de todos os tipos.
Apesar de o caminho estar traçado desde o lançamento do concurso da subconcessão, a decisão de despedir os 620 trabalhadores originou de imediato protestos dos visados, da oposição e da câmara local, que avançou ontem com um pedido de inquérito parlamentar. O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, recebeu ontem representantes dos trabalhadores para os informar do despedimento colectivo, que vai avançar durante o mês de Dezembro, para que em Janeiro a West Sea possa entrar nos estaleiros com a empresa preparada para uma nova fase da sua vida, em mãos privadas depois de 38 anos nas mãos do Estado.


Fonte: Ionline