O ministro brasileiro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, disse hoje que o Brasil quer atingir a produção de 20 milhões de toneladas de pescado por ano, para o que pretende encontrar parceiros em Portugal e na Europa.
O objectivo de aumentar a produção e captar investimento estrangeiro esteve presente nas intervenções dos ministros dos dois países, que expuseram as respectivas vantagens competitivas e linhas de orientação dos respectivos governos.
«No gado somos os maiores do mundo, mas agora queremos dar prioridade ao peixe. O governo reduziu os impostos, criou de maneira enérgica o programa Safra para financiar o sector, e também descomplicou o licenciamento ambiental, coisa que na Europa é muito difícil», disse Marcelo Crivella.
O ministro brasileiro colocou mesmo a simplicidade do licenciamento ambiental como um dos principais argumentos: A Europa tem pouca água e o licenciamento ambiental fica muito difícil. O Brasil tem muita água e pode utilizar uma pequena quantidade para produzir muito peixe, sem descuidar a biodiversidade e essa é a grande vantagem do Brasil, que dispões de clima e óptimas espécies.
Já Assunção Cristas acenou com o acesso ao mercado europeu e ao próprio mercado nacional, grande consumidor de pescado.
«Portugal tem boas condições para oferecer, do ponto de vista de investimentos no nosso país. Estamos a preparar áreas novas para concessionar a produção de aquacultura em mar aberto e seria muito positivo com o interesse de grupos brasileiros, para produzir pescado em Portugal, sendo certo que têm acesso a um mercado de 500 milhões de consumidores, além dos 10 milhões de portugueses que consomem três vezes mais do que os europeus», salientou.
Durante o seminário ‘Aquacultura e Pescas-Oportunidades de Negócio, Portugal-Brasil’ são apresentados vários casos de sucesso, em ambos os lados do Atlântico, e possibilidades de apoio e financiamento a esse sector económico, «no sentido do crescimento sustentado e da valorização económica e social da Aquacultura».
