Transol cria primeiro autocarro de Surf em Portugal

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Decorreu no Algarve a apresentação daquele que será o primeiro Surf Bus do país. O Algarve Surf Bus, que foi apresentado em Lagos, no Alvor e na praia do Amado, é uma iniciativa da empresa Transol, que faz parte do grupo Barraqueiro, em parceria com a Amado Surf School e a We do Tourism. Ao que a Transportes em Revista apurou este projeto, que irá decorrer durante todo o ano, pretende combater a sazonalidade turística do Algarve atraindo mais turismo, com especial enfoque para o público internacional. Segundo o administrador da Transol, Rui Barata, este serviço será «promovido a nível europeu, com maior destaque para o Reino Unido, Alemanha e Holanda, países que constituem o principal mercado do surf no Algarve». 
O Algarve Surf Bus oferece diferentes modalidades de turismo. Aos turistas são oferecidas quatro possibilidades de viagem com bilhetes entre os 19 euros e os 50 euros. Esta oferta aposta não apenas no surf mas também no «turismo familiar com visitas e percursos pedestres tanto em Sagres como na praia do Amado», considerada “a meca do Surf Algarvio”, no Parque Natural da Costa Vicentina. Através da aquisição do bilhete “course surf”, de 50 euros, será também possível «ter uma aula de surf, de duas horas e meia, onde estão incluídos o fato e a prancha de surf».
Rui Barata salientou o entusiamo e aceitação do público perante este novo serviço, realçando que o Algarve Surf Bus pretende alcançar «uma forte ligação com a comunidade, municípios envolvidos e escolas de surf». 

O percurso deste autocarro, que será de Portimão até à costa vicentina, passa por Alvor, Lagos, Luz, Espiche e termina na praia do Amado. O administrador da Transol prevê a possibilidade de «ainda este mês haver uma nova rota que parte de Albufeira rumo à praia do Amado».

Fonte: Transportes em Revista

Espécies marinhas devem mudar de lugar nos Oceanos

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A distribuição de peixes e outras espécies marinhas deve sofrer uma grande redistribuição pelos oceanos em todo o mundo até 2060, diminuindo nas regiões tropicais e crescendo nas latitudes médias e altas, em decorrência das mudanças climáticas, indica o novo relatório do IPCC. 

O relatório indica uma redução do potencial de pesca de até 20% em algumas regiões costeiras da América do Sul. Na região Antártica e na linha do Equador, pode chegar a 50%. Já em partes do Oceano Índico e no Hemisfério Norte, o potencial pode crescer 100%. A redistribuição pode reduzir suprimentos, lucros e empregos nos países tropicais. 

Fonte: Giovana Girardi

Governo está a definir áreas pré-licenciadas para Aquacultura

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O Governo está a “trabalhar no sentido de os investidores” interessados na aquacultura poderem concorrer a áreas pré-licenciadas, afirmou o director-geral da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), Miguel Sequeira.

“Estamos a trabalhar no sentido de os investidores poderem concorrer a áreas que já estão pré-licenciadas” e que contam com estudos de impacte ambiental e infraestruturas disponíveis, adiantou Miguel Sequeira na conferência Economia e Finanças do Mar, sublinhando que isto permitirá agilizar um “processo que era moroso.

estas áreas pré-definidas, será mais fácil concorrer porque “os investidores já sabem quais são as regras” e as espécies que poderão ser criadas, considerou o mesmo responsável.

Questionado sobre os riscos da exploração do mar ficar totalmente entregue a investidores estrangeiros, o diretor-geral da DGRM assinalou que existem fundos comunitários disponíveis e que, por isso, “há a possibilidade de os promotores não serem apenas estrangeiros” nas futuras concessões de exploração de recursos marinhos.

Miguel Sequeira acrescentou que está a ser ultimada legislação para ordenamento do espaço marítimo que permitirá conjugar várias utilizações na mesma área marítima, como, por exemplo, combinar aquacultura com energia “offshore”

“Tem de haver uma partilha inteligente do espaço”, sublinhou.

Fonte: Noticias ao Minuto

Associação procura apoios e fundos para construir veleiro científico

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O projecto David Melgueiro pretende construir uma embarcação para realizar viagens em todo o mundo e recolher informações científicas sobre áreas como o ecossistema marinho e os efeitos das alterações climáticas e está a procurar financiamento.

Para dar a conhecer os objetivos e recolher apoios e fundos para a construção do veleiro, a Associação David Melgueiro, responsável pela iniciativa, vai apresentar hoje a proposta, em Lisboa, depois de já o ter feito em Peniche, onde tem sede.

O coordenador do projecto, José Mesquita, explicou à que se pretende disponibilizar um veleiro de investigação científica versátil, que “possa navegar do Ártico ao Antártico e recolher dados sobre oceanografia e ciência do mar”, mas também pode trabalhar “no apoio aos recifes artificiais à aquacultura em alto mar”.

A construção da embarcação ainda não se iniciou, mas a primeira expedição já está programada para 2016 e é “multifacetada, irá até ao Japão e à China, pelo norte da Sibéria, atravessando o Ártico, passando por Macau, numa reconstituição da viagem do navegador português David Melgueiro”, explicou.

Esta expedição de cerca de 17 meses, que no regresso passará pelo norte do Alasca, Canadá e Gronelância, fazendo uma circunavegação polar, reúne componentes científicas, culturais e de promoção dos produtos portugueses. Passará por 15 países e 29 portos, na Europa, Ásia e América do Norte.

“A investigação irá incidir sobre o impacto das mudanças climáticas nos ecossistemas do Ártico e do Atlântico”, segundo José Mesquita.

O responsável da associação realçou que o veleiro deverá ser construído com “soluções inovadoras e materiais ecológicos, como a cortiça”.

A Associação está a procurar apoios junto de várias instituições nacionais, como a Fundação para a Ciência e Tecnologia, ou internacionais.

Já assinou nove protocolos de cooperação, com o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), Instituto Politécnico de Leiria, Forum Empresarial da Economia do Mar, Associação das Empresas da Região Oeste, Escola Náutica Infante D.Henrique, Centro Português de Atividades Subaquáticas, Associação Nacional de Cruzeiros e Clube Naval de Peniche.

Fonte: Diário Digital/Lusa

Uma “discoteca” nas profundezas do mar?

Um projeto internacional desenvolvido na Catalunha está a criar um mapa global dos ruídos nos oceanos.

Com o aumento do número de navios, a fauna marinha é afectada não só pela poluição das águas mas também pela poluição sonora.

O ruído repetido e crónico afecta a capacidade de comunicação dos animais, o que tem um impacto negativo na alimentação, na fertilidade e na reprodução das espécies.

Os cetáceos, por exemplo, perdem 60 por centos das capacidades de comunicação nas regiões onde existe uma actividade humana intensa.

O Ártico é uma das regiões mais problemáticas. Além do problema do degelo, os animais sofrem com a poluição sonora resultante das rotas de navegação e da exploração petrolífera.

A questão tem merecido a atenção do Laboratório de Bioacústica da Universidade Técnica da Catalunha.

O investigador francês Michel André lidera um projecto internacional de desenvolvimento de técnicas que permitem monitorizar os sons dos oceanos.

No âmbito da investigação, foram instalados sensores submarinos que detectam tanto os ruídos da natureza como os barulhos produzidos pelos seres humanos.

“Utilizamos microfones, chamam-se hidrofones. São microfones submarinos que nos permitem captar os sons neste tipo de ambiente. Quando os sons são captados, passam através de um circuito que vai analisá-los em tempo real, podemos analisar a sua natureza, saber se são cetáceos ou ruídos de barcos. Isso permite-nos compreender a interação entre os ruídos artificiais e os ruídos biológicos”, explicou Michel Andre, investigador da Universidade Politécnica da Catalunha.

Os hidrofones podem ser colocados a três mil metros de profundidade. A ligação à terra faz-se por cabos de fibra ótica ou antenas de rádio.

Os dados obtidos são transmitidos em tempo real através da Internet. O objectivo é fornecer aos investigadores um mapa global dos ruídos dos oceanos.

“Esta rede encontra-se hoje no mundo inteiro, está implantada nos oceanos. O projeto começou em 2002 graças ao prémio Rolex que vencemos por termos tentado evitar as colisões entre os grandes cetáceos e os navios. Nesta carta, podemos ver os observatórios a que temos acesso. O mar nunca está em silêncio. Aqui temos cetáceos que assobiam e estas pequenas barras são ruídos de navios”, acrescenta o investigador.

Além de tentar evitar as colisões e alertar os capitães dos navios para a presença de um mamífero marinho, o projecto fornece uma ferramenta às plataformas de gás e de petróleo de modo a poderem reduzir o ruído produzido pelas actividades industriais.

A intensidade sonora de mares e oceanos aumentou 20 decibéis nos últimos cinquenta anos.

A ONG Ocean Care chamou a atenção para o problema com uma frase choque:

O mar está a torna-se parecido com uma discoteca, ou seja, um local onde podemos permanecer algum tempo mas onde é impossível viver.

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Está na hora de investir e financiar o Mar.

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Miguel Marques, partner da PwC, na área da Economia e Finanças do Mar, apresenta seu ponto de vista sobre o potencial deste sector crucial para o futuro do país. “Quem contempla a linha do horizonte no estuário do Tejo, não pode ficar indiferente à azáfama de entrada e saída de navios cruzeiros, de grande dimensão, que fazem escala no porto de Lisboa. Assim como quem observa o mar na foz do Douro, não pode ficar indiferente ao cruzar do seu olhar com inúmeros navios que formam um ‘comboio flutuante’ de importações e exportações. Ou quem teve o privilégio de festejar a passagem do ano na Madeira e se deparou com o maior número de sempre de navios cruzeiros que escolheu esta nossa ilha para entrar no novo ano.

Ou quem visita Sines, não pode ficar indiferente à cada vez maior dimensão e número de navios de nova geração, encarregues de abastecer portos-mãe de grande profundidade, cumprindo a sua missão na cadeia logística. Ou quem passeia na baixa das nossas cidades, não pode ficar indiferente, quando repetidamente encontra belas montras, de produtos gourmet, que expõem embalagens portuguesas de conservas de peixe, vestindo o nosso pescado com o mais sofisticado design português, que os turistas tanto têm apreciado.

Ou quem embarca nos nossos aeroportos ou utiliza caixas de multibanco, não fica indiferente ao exemplo de cooperação de competidores que se uniram para tornar mais conhecido “o melhor peixe do mundo”. Ou quem, na hora de ponta, parado em enormes filas de trânsito, não pode ficar indiferente à beleza do Atlântico nos Açores, repleto de imponentes cetáceos, atores principais de vários outdoors espalhados pelas nossas cidades, promovendo a excelência do turismo natural dos Açores.

Ou quem ruma ao Algarve, não pode ficar indiferente à quantidade de pessoas, de várias nacionalidades, que desfrutam das maravilhas das praias da costa sul de Portugal. E quem, navega pelas redes sociais ou se desloca a pontos conhecidos da nossa costa, não fica indiferente ao arrojo dos ‘novos lobos-do-mar’ que cavalgam ondas gigantes, atraindo milhares de turistas e praticantes ao nosso país.

Das inúmeras conferências que se têm realizado sobre o mar, não se pode ficar indiferente à diversidade de entidades e pessoas presentes, desde pescadores, trabalhadores portuários, militares, empresários, cientistas das mais diversas áreas, políticos de todos os quadrantes, associações de todos os sectores, estudantes e cidadãos comuns.

Todos estes factos da realidade actual de Portugal, se têm traduzido também em números, como por exemplo os fornecidos pelo LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar, que indicam que, num contexto muito difícil da economia nacional, entre 2008 e 2012, os movimentos médios mensais de contentores no conjunto dos portos nacionais cresceram 28%, o valor das exportações dos produtos da pesca a preços constantes cresceu 39%, o movimento de passageiros de navios cruzeiros no conjunto dos principais portos nacionais cresceu 46% e a produção nacional de aquacultura cresceu 38%.

Infelizmente, em simultâneo com a excelente performance de diversos sectores da economia do mar e, apesar dos esforços de muitas pessoas e entidades em tentar reverter atrasos, existem ainda grandes fragilidades na formação e treino marítimo, na construção naval (que, apesar de todas as adversidades, em 2012 cresceu em termos de volume de negócios) e no transporte marítimo nacional, que aliadas à redução do orçamento da marinha, trazem uma forte preocupação à sustentabilidade futura da economia do mar em Portugal.

Esta dicotomia, entre sectores com excelente performance e sectores com dificuldades, faz com que os progressos que se têm alcançado em termos da criação de valor através do mar tenham a consistência da flor de sal, que, se por um lado com uma leve pressão pode quebrar, por outro lado tem o grande valor de existir e, acima de tudo, de resultar, em grande medida, de um esforço de centenas de pessoas e entidades que com a sua energia colocaram o mar numa trajectória crescente de importância.

Acredito que se fosse efectuada uma sondagem por todos os que, a partir da base, estão a construir a economia do mar do futuro, sobre qual deveria ser a estratégia de Portugal para o mar, a grande maioria substituiria grandes reflexões sobre o tema por verbos de acção, tais como, implementar, desburocratizar, formar, preservar, pescar, processar, investigar, prospectar, nadar, mergulhar, navegar … Se tivesse que escolher um ou dois verbos de acção que considero prioritários, nesta fase, não hesitaria em escolher financiar e investir.

Está na hora de potenciar a dinâmica que o mar está a criar nos portugueses, reforçando-a com financiamento e investimento nas actividades do mar.

Fonte: Nysse Arruda Sailing

Navegabilidade do Tejo é a novidade no sector portuário

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O PETI assume na íntegra as prioridades de investimento elencadas pelo GT-IEVA para o sector marítimo-portuário e acrescenta-lhe apenas uma: a melhoria da navegabilidade e descontaminação do estuário do Tejo.

 

Entre os principais portos do Continente, Viana do Castelo é o único que continua a não constar do PETI.

 

O sector marítimo-portuário concentra 19 dos 59 projectos elencados, prevendo-se um investimento global de 1,5 mil milhões de euros, maioritariamente suportado por investidores privados (945 milhões de euros).

 

Leixões é o porto com mais projectos contemplados: terminal de cruzeiros, novo terminal de contentores, expansão do terminal de contentores Sul e plataforma logística.

 

Mantém-se igualmente a aposta no novo terminal de contentores em Lisboa (para já sem localização definida), na expansão/optimização do terminal de Alcântara (que se projecta poder atingir os 850 mil TEU/ano) e na reactivação do cais da Siderurgia Nacional no Seixal. Além do novo terminal de cruzeiros.

 

A novidade é mesmo o investimento de 50 milhões de euros na melhoria da navegabilidade e e na descontaminação do estuário do Tejo, com especial incidência nos cais da Siderurgia Nacional, no Seixal, e da Cimpor, em Alhandra.

 

Para Sines mantém-se a expansão do Terminal XXI. Para Setúbal, prevê-se a expansão do terminal ro-ro e a melhoria das acessibilidades marítimas. Melhores acessibilidades são também projectadas para Aveiro, Figueira da Foz e Portimão e Faro.

 

Aveiro tem ainda previstos investimentos nas na ZALI e a na plataforma de Cacia e na melhoria das condições de operação dos terminais ro-ro/contentores, de granéis sólidos e granéis líquidos.

 

Aumentar em 50% o movimento de contentores nos portos nacionais (medido em TEU) e o movimento de passageiros de cruzeiros são objectivos do PETI para o sector.

Fonte: Transportes e Negócios.

Porto de Aveiro registou melhor primeiro trimestre de sempre

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Foi o melhor primeiro trimestre de sempre no porto de Aveiro, tendo ultrapassado pela primeira vez a fasquia do milhão de toneladas movimentadas no primeiro trimestre do ano.

No total, nos primeiros três meses do ano o porto de Aveiro movimentou 1.128.474,60 toneladas, mais 24,96% que em período homólogo de 2013, o melhor ano de sempre em Aveiro. Já quando comparado com 2012, o crescimento é de 49.50%!
No período em questão, as exportações ultrapassaram as importações em 2,29%, atingindo, respetivamente, 566.943,90 toneladas (51,14% do movimento total) e 561.530,70 toneladas (48,86% do movimento total).

Foram os três melhores janeiro, fevereiro e março de sempre, “com este ultimo a ser o segundo melhor de sempre, ultrapassando as 400.000 toneladas”, o que acontece apenas pela segunda vez.

Segundo a Administração Poruária de Aveiro (APA), o segmento da carga geral (43.46% do movimento total) foi o principal responsável por esta performance (490.405.70 toneladas). Um aumento de 36,21% em relação a 2013 (mais 130.381,30 toneladas) e 121% (mais 269.384.50 toneladas) em relação a 2012. 

As exportações constituírem cerca de 63,39% do movimento total, subindo 42,36% em relação a 2013 e 181,23% em relação a 2012.

Os granéis sólidos (29,26% do movimento total) atingiram 330.150,10 toneladas, subindo 10,32% (mais 30.886,50 toneladas) em relação a 2013 e 16,95% (mais 47.852,70 toneladas) em relação a 2013, com as exportações a superaram as importações em cerca de três pontos percentuais.

Já os granéis líquidos (27,29% do movimento total) chegaram as 307.918,80 toneladas, apresentando um crescimento de 26,30% (mais 64.117,20 toneladas) em relação a 2013 e 13% (mais 56.425,90 toneladas) em relação a 2012.

A ferrovia movimentou 201.130,74 toneladas o que representa 17,82% do total. Mais 19,23% (32.566,69 toneladas) em relação a período homólogo de 2013 e 151,13% (121.040,54 toneladas) no que diz respeito a 2012.

Fonte: Cargo

Mensagem com 101 anos encontrada por pescadores

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Uma garrafa com uma mensagem, escrita, há 101 anos, pelo filho de um padeiro, foi encontrada no mar Báltico por um pescador alemão. A neta do autor, com 62 anos, foi localizada e a mensagem está exposta no Museu Marítimo Internacional de Hamburgo, na Alemanha.

Konrad Fischer, um pescador alemão, encontrou no mês passado, em Kiel, um postal dentro de uma garrafa de cerveja. “Eu tinha-a na minha mão, mas depois um colega disse-me que tinha alguma coisa lá dentro”, conta o pescador ao jornal local “The Kieler Nachrichten”. A mensagem tinha a data de 17 de maio de 1913 e foi escrita pelo filho de um padeiro, Richard Platz.

Investigadores do Museu Marítimo Internacional de Hamburgo, para onde foi levada a garrafa, conseguiram identificar o autor da mensagem pela morada que se encontrava no postal. Richard Platz terá atirado a garrafa ao mar Báltico, durante uma caminhada com um grupo de apreciadores da natureza, em 1913.

“Esta é provavelmente a primeira vez que uma mensagem tão velha é encontrada, particularmente numa garrafa ainda intacta”, disse Holger von Neuhoff, do Museu de Hamburgo.

Depois de identificarem Richard Platz como autor da mensagem, os investigadores do museu localizaram a sua neta, de 62 anos, Angela Erdmann, que vive em Berlim. Erdmann viu o postal e a garrafa pela primeira vez na semana passada, no museu de Hamburgo. A mensagem pedia a quem encontrasse a garrafa para a devolver para o endereço do autor, em Berlim. “Foi quase inacreditável”, afirmou Angela Erdmann à agência de notícias alemã, DPA.

Com a descoberta, Erdmann contou à impressa que quer saber mais sobre o seu avô, que nunca chegou a conhecer. Um investigador genealógico, em Berlim, descobriu que Platz teria 20 anos quando escreveu a mensagem e que morreu em 1946, com 54 anos.

O postal e a garrafa vão estar expostos no Museu Marítimo Internacional de Hamburgo até ao dia 1 de maio. Serão depois analisados por especialistas, para decifrarem o conteúdo da mensagem que ficou ilegível com o tempo e com a humidade, afirmou Von Neuhoff.

Fonte: JN

Cientistas portugueses inventam salsichas de peixe com sabor a carne

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Investigadores portugueses encontraram uma forma de fazer salsichas de peixe, com sabor a carne, uma alternativa que aproveita sobras e peixe de aquacultura, que tem menos gordura e previne doenças, disse este sábado um dos cientistas.

Rogério Mendes, investigador do Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), avançou à agência Lusa que o objetivo era procurar soluções para aproveitar todo o peixe capturado, assim como o desperdício do pescado processado, em filetes ou postas, por exemplo, e dar novas utilizações às espécies produzidas em aquacultura.

«Pegamos num peixe que tem um sabor fraco, neste caso, a pescada, fomos ver o que a salsicha de carne tradicional tinha e fomos retirando componente a componente e substituindo por outros até conseguir um conceito relativamente novo», explicou.

O resultado foi uma salsicha feita com peixe, com sabor, consistência e apresentação semelhante à tradicional, mas com menos gordura e com fibras vegetais, com um prazo de validade para ser consumida entre 40 a 50 dias, porque está pasteurizada e refrigerada, podendo também vir a ser enlatada.

Esta nova alternativa «tem um sabor idêntico àquele da carne porque a salsicha tradicional não sabe a carne de porco, sabe a fumo e é esse fumo que é o segredo», relatou Rogério Mendes.

Quando concluíram que o sabor não é da carne, é do fumo, os investigadores colocaram a hipótese de fazer o mesmo com peixe, conferindo-lhe esta característica, como acontece com as salsichas tradicionais que já não seguem a receita tradicional e deixaram de passar pelo fumeiro.

O investigadores foram eliminando as características que diferem entre as duas matérias primas e compensaram o facto de o peixe ter um tecido mais mole, introduzindo fibras vegetais, para obter a consistência e textura desejadas, mais parecidas com a carne, e com isso conseguiram uma vantagem relacionada com as suas propriedades.

«Essas fibras vegetais têm um papel positivo na prevenção de algumas patologias como o cancro do colon, fazem a regulação da flora intestinal e podem reduzir o colesterol», referiu o cientista.

Por outro lado, «era muito importante que este produto não tivesse a gordura que o outro tem e pensamos utilizar um outro tipo de fibras que mantém na boca a mesma sensação de oleosidade e que são usadas nos iogurtes magros», acrescentou.

A salsicha tradicional tem um teor de gordura superior a 20% e a nova salsicha tem cerca de 0,4%.

Os especialistas do IPMA começaram por trabalhar com pescada, mas já experimentaram outros peixes que se prestam a este tipo de aproveitamento, como alguns de aquacultura, entre os quais dourada, robalo e corvina.

«Têm funcionado sem problemas o que quer dizer que pode justificar não só aproveitar desperdícios, mas também produzir peixe para este fim e diversificar», concluiu Rogério Mendes.

Agora resta esperar que algum empresário, da indústria do pescado ou da carne processada, decida investir nas salsichas de peixe com sabor a carne.

Fonte: TVI 24