Portugal quer «marcar agenda internacional» nos assuntos do mar

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Assunção Cristas, em conferência nos EUA, explica que o país pode fazer a diferença na forma como o mundo aborda a relação com o oceano.

A ministra da Agricultura e do Mar garantiu em Washington, nos Estados Unidos, que «Portugal tem a ambição de marcar a agenda» nos assuntos do mar.

«Portugal é um país oceânico e acreditamos que podemos fazer a diferença na forma como o mundo aborda a sua relação com o oceano», explicou Assunção Cristas à agência Lusa na terça-feira à noite em Washington (quarta-feira de madrugada em Lisboa).

Assunção Cristas esteve nos Estados Unidos para participar na conferência «Our Ocean», organizada pela secretaria de Estado norte-americana em Washington, em que participaram também o presidente dos EUA, Barack Obama, e o ator Leonardo DiCaprio.

Assunção Cristas participou, terça-feira, num painel dedicado ao tema «Abordagem integrada à Pesca e Segurança Alimentar».

A ministra explicou que fez «um balanço da situação de Portugal, nomeadamente em relação às mudanças dos últimos anos, como a redução da frota pesqueira e as questões relacionadas com as zonas económicas exclusivas».

Num segundo momento, Assunção Cristas aproveitou para explicar «as oportunidades que existem hoje no país neste domínio [do mar], como na área da piscicultura, biotecnologia e energia».

No discurso, a ministra disse que «chegou o momento de trazer o mar de regresso ao coração da Europa e voltar a Europa para o mar».

«Sinto que Portugal tem um papel crucial. Portugal tem sido um membro relevante na construção da Estratégia Europeia para a Área do Atlântico e o seu plano de ação, que foi apresentado em Lisboa em 2011 e 2013», explicou.

A governante portuguesa lembrou ainda que, «no século XVI, Portugal tinha o conhecimento e a inovação que levou os nossos navegadores a descobrir o mundo. Hoje, com pesquisa e inovação, estamos de volta ao negócio dos oceanos».

A ministra aproveitou ainda para promover a Conferência Biomarinha, que acontece em outubro, e a «international Blue Week», em junho de 2015, em Lisboa.

«Acreditamos que os nossos objetivos globais para os oceanos precisam de uma aliança permanente entre economia, ambiente e liderança política», concluiu Assunção Cristas.

Durante a visita aos EUA, a ministra reuniu com o secretário de Estado John Kerry, que se mostrou «muito entusiasmado e disponível para colaborar com Portugal nestas matérias».

Fonte: TVI24

 

Movimento de contentores nos portos cresce mais de 19%

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O movimento de contentores nos principais portos do continente atingiu os 774.168 TEU no primeiro quadrimestre, valor que representa um crescimento homólogo de 19,6% e que já é o melhor de sempre no período. 

Foram vários os portos que neste período bateram os seus recordes de movimentação de contentores: porto de Setúbal (+81,8% do que em 2013), porto de Sines (+45,4%), porto de Leixões (+11,1%) e até o porto da Figueira da Foz (+41,8%). 

Já o porto de Lisboa teve uma redução de 17,8% comparativamente a 2013, registando o pior resultado dos últimos 13 anos. O IMT refere que “o porto de Setúbal continua a reflectir o efeito das duas linhas de serviço regular de contentores que iniciaram actividade em Dezembro de 2013, que tendem a consolidar-se neste porto”. 

Fonte: Cargo

III Feira Náutica do Tejo foi um sucesso

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A Feira Náutica do Tejo assume-se cada vez mais como o maior evento náutico do país e prova disso foi a terceira edição, que decorreu de 29 de maio a 1 de Junho na doca de Pedrouços, a qual superou as expectativas relativamente à afluência e à adesão dos visitantes à oferta de actividades no plano líquido.

A inauguração do evento contou com a presença da senhora Ministra da Agricultura e do Mar, Dr.ª Assunção Cristas, a qual reconhece um dinamismo crescente ligado ao mar e às actividades náuticas. A Dr.ª Andreia Ventura, do Conselho de Administração do Porto de Lisboa, também interveio, vincando a importância da Feira Náutica do Tejo e o crescente desenvolvimento da APL no panorama da náutica de recreio.

A APL promoveu também o seu enfoque no novo modelo de gestão da náutica de recreio, alicerçada num contacto mais directo com o cliente final através dos meios de comunicação digital, novo fardamento para os colaboradores das docas de recreio, implementação de sistema de gestão ambiental e nova imagem dos meios de informação baseados no novo formato de gestão comercial.

A Feira Náutica do Tejo permitiu também reunir vários intervenientes do mundo desportivo e náutico, entre os quais se destaca Ian Walker, skipper na Volvo Ocean Race.

A APL congratula-se pelo sucesso deste evento, enquanto co-organizadora, preconizando o desenvolvimento de todas as potencialidades que o estuário do Tejo oferece no que respeita às actividades náuticas e à actividade de marítimo-turística.

Fonte: PDP

Surf at Night 2014: Sétima Edição com Natiruts na Vila do Surf

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Press release – O maior festival de surf e música do país está de volta e já tem datas confirmadas. O Surf at Night 2014 vai acontecer entre os dias 13 e 17 de Agosto, na Vila do Surf (Praia de Cortegaça – Ovar) e traz novidades. Ao longo das últimas seis edições, o Surf At Night tem vindo a demonstrar a sua diferença em relação aos restantes festivais do Verão e este ano conta com o patrocínio da Câmara Municipal de Ovar.

 

“A Câmara Municipal de Ovar reconhece finalmente o trabalho desenvolvido pela empresa organizadora do festival Surf at Night, assim como do projeto ‘Praia de Cortegaça – Vila do Surf’ e assume um papel de patrocinador, pois este enquadra-se plenamente no plano de acção municipal do programa ‘Animar as Praias 2014,” afirma Salvador Malheiro, presidente da Câmara Municipal. “O evento tem um potencial tremendo para o município no alcance de novos mercados ao nível do turismo, através do trabalho que tem vindo a desenvolver. É sem dúvida um evento de máxima importância para todo o concelho, devido ao impacto que este obtém nos meios de comunicação social, promovendo assim toda a economia local e alavancando também o turismo durante esse período,” conclui.

 

Durante uma semana, o Surf At Night vai voltar a promover experiências como Surf à Noite, Bodyboard, Longboard, Stand Up Paddle, Skate, Surf Adaptado, Workshops de Shape, Actividades Radicais, Massagens, Fitness, Insufláveis para crianças e muito mais, tendo na componente social e sustentável um reforço da sua atitude.

 

“Estamos muito entusiasmados com o patrocínio da Câmara Municipal de Ovar, que muito nos honra! Este ano o festival vai assumir novamente o cordão humano pela defesa da costa, de forma a alertar e sensibilizar toda a comunidade para a problemática do avanço do mar, como já foi feito em 2011,” comenta Nuno Amaro, da organização.

 

O Surf At Night 2014 é um festival para toda a família, uma festa de celebração da vida, com algumas emoções fortes, mas não esquecendo o seu papel solidário, ao som dos melhores artistas nacionais e internacionais.

 

Nesta área, o Surf At Night 2014 tem como cabeça de cartaz os internacionais brasileiros Natiruts, banda bastante aclamada em Portugal, entre muitas outras ainda por anunciar, sempre no espírito Surf At Night.

 

Estão também já confirmadas as etapas dos circuitos nacionais de bodyboard e de longboard, a realizar entre os dias 15 e 17 de Agosto, bem como a habitual prova de surf nocturno, que no fundo dá o nome ao festival.

 

Mais novidades do Surf At Night 2014 serão divulgadas em breve, mas para já não se esqueça de marcar na Agenda – de 13 a 17 de Agosto, em Cortegaça, Ovar.

 

O Surf At Night 2014 é uma produção da Oceandefender para a Junta de Freguesia de Cortegaça, com o patrocínio da Câmara Municipal de Ovar, tendo a Rádio Nova Era como media partner.

 

O Surf At Night 2014 pode ser ainda acompanhado através do domínio surfatnight.org, no Facebook, em facebook.com/surfatnight, ou nos seus canais do Vimeo e Youtube, em vimeo.com/channels/santv e youtube.com/surfatnight.

 

 

Fonte: SurfPortugal

O Arrasto e a Pesca Sustentável

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A proibição recente da pesca de arrasto de fundo na maior parte das águas portuguesas – de que o PÚBLICO deu conta recentemente – não foi apenas uma boa notícia para os ambientalistas que militam em prol dos oceanos. Capaz de transformar o leito marinho num autêntico deserto, destruindo tudo o que encontra pela frente, o arrasto de fundo é uma técnica anacrónica, que já não pertence ao tempo em que vivemos. É difícil imaginar uma razão plausível para justificar que, em nome de um benefício económico, se possam varrer do oceano profundo formas de vida que ali estão há centenas ou até milhares de anos, como alguns corais de águas frias. Em terra, há uma analogia muito bem conhecida: deitar abaixo extensões de floresta tropical para dar lugar à agricultura, à mineração ou à expansão urbana. As duas situações são semelhantes, pois em ambas o que está em causa são ecossistemas muito importantes pela sua diversidade biológica. Mas enquanto uma chaga numa mancha florestal é algo que facilmente se vê, o que se passa no fundo do mar está muito longe da atenção colectiva. Não admira que a decisão de Portugal proibir o arrasto de fundo tenha tido pouca visibilidade. É verdade que a medida, que consta de uma portaria recente, tem efeitos limitados: aplica-se apenas à frota nacional e exclui grandes áreas mais junto à costa. Mas é um sinal de compromisso num caminho necessário, o da sustentabilidade das pescas, e que se soma a outros passos. Vale a pena lembrar que o cerco para a captura da sardinha já tem um selo de arte de pesca sustentável, conferido por uma organização internacional. E a produção de mexilhões no Algarve está a tentar obter a mesma distinção. Ainda é pouco para se dizer que Portugal tem a exploração dos seus recursos marinhos garantida para as próximas gerações. Mas o país, se quiser, tem condições de lá chegar.

Fonte: Público

EUA pedem uma estratégia mundial para salvar os oceanos

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O secretário de Estado americano, John Kerry, fez uma forte advertência sobre os riscos que os oceanos enfrentam e pediu o desenvolvimento de uma estratégia global para salvá-los.

“Vamos desenvolver um plano para combater a pesca abusiva, as mudanças climáticas e a contaminação”, disse Kerry ao abrir uma conferência de dois dias sobre o tema no Departamento de Estado, da qual participaram chefes de governo e ministros de 80 países, assim como cientistas e líderes industriais.

“A administração do nosso oceano não é uma questão de uma pessoa… É um requisito universal”, insistiu Kerry.

“Como seres humanos, não há nada que partilhemos tão completamente quanto o oceano que cobre cerca de três quartos do nosso planeta”, acrescentou o chefe da diplomacia americana. “Cada um de nós tem a responsabilidade partilhada de protegê-lo”, sentenciou.

O presidente de Kiribati, Anote Tong, anunciou por sua vez que toda pesca comercial será proibida desde janeiro de 2015 na área protegida das ilhas Fénix, apesar das consequências negativas que possa ter sobre a economia.

“Fazer frente aos desafios das mudanças climáticas supõe um compromisso muito sério e um sacrifício”, disse Tong. “As perdas de renda projectadas pesaram muito na nossa consideração, mas na análise final tomamos a decisão de continuar com estratégias sustentáveis efetivas”, acrescentou.

Defensores do meio ambiente sustentaram que as ilhas Fenix dão refúgio a espécies como atuns altamente migratórios e tartarugas, assim como peixes de recife e tubarões.

Kiribati está dentro do grupo de estados insulares – que inclui Tuvalu, Tokelau e as Maldivas – que a comissão de direitos humanos da ONU teme que possam ficar “apátridas” por causa das mudanças climáticas.

Kerry advertiu que já existem 500 “zonas mortas” em todo o mundo, onde a vida marinha não pode ser preservada e que um terço das reservas de pescado em nível mundial estão “super-exploradas”. Em todo o resto, segundo o secretário, pesca-se perto do “máximo nível sustentável”.

Se o panorama não mudar, “uma parte significativa da vida marinha pode morrer”, sentenciou.

Um tema de segurança vital

Ao abrir a conferência, Kerry advertiu: “Não se deve cometer equívocos, a protecção dos nossos oceanos é um tema de segurança vital”.

O funcionário insistiu em que o enfoque com que o problema se enfrenta hoje, “com cada nação e comunidade levando adiante sua própria política independente, simplesmente não bastará”. “Assim não é como funciona o oceano”, reforçou.

“Não vamos fazer frente a este desafio a menos que a comunidade de nações se reúna em torno de uma estratégia integral, global dos oceanos”, acrescentou.

No âmbito da conferência, o diplomata ressaltou a importância dos oceanos para os 6 biliões de pessoas que habitam o planeta. “O oceano hoje provê o sustento de até 12% da população mundial. Também é essencial para manter o meio ambiente em que todos vivemos”, disse.

Proteger os oceanos também é vital para a segurança alimentar, destacou Kerry, apontando que uns 3 biliões de pessoas “dependem do pescado como fonte de proteínas significativa”.

Kerry pediu para que seja elaborado um plano de acções concretas para enfrentar as diferentes ameaças aos oceanos e disse que o presidente, Barack Obama, fará um anúncio sobre a extensão das áreas de conservação marinha.

Os defensores do meio ambiente já identificaram três áreas – as remotas ilhas havaianas do noroeste, as ilhas Marianas e os atóis do Pacífico -, onde os parques marinhos existentes, alguns dos quais remontam ao século XX, poderiam ser amplamente expandidos.

Kerry, além disso, insistiu em que os Estados Unidos já tomaram medidas para proteger o meio ambiente marinho e teve êxito na reconstrução de muitas de suas populações esgotadas de peixes.

Fonte: Agence Frence-Presse

Salvar os Mares: Estamos a acabar com eles

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Os ecossistemas marinhos são um enorme manancial de riquezas para a humanidade, mas o tratamento que recebem põe em risco sua sobrevivência.

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Os mares tropicais são premiados com o surgimento de grandes bancos de coral. Essas áreas constituem o hábito de milhares de espécies, muitas delas endémicas, cuja sobrevivência depende da manutenção em condições excelentes dos corais.

Os ecossistemas marinhos fornecem pelo menos 20,9 triliões de dólares em bens e serviços em cada ano. No entanto, tratamos o mar como um esgoto. As respostas ecológicas dizem tudo: perda de mais de 90% dos principais predadores, colapso da pesca e uma mudança de águas ricas em vertebrados para mares dominados por águas-vivas, com um crescente número de zonas mortas. Segundo estudo publicado na revista Science, quase todo quilómetro quadrado dos oceanos está sob ameaça.

É preciso fazer mais para proteger o reino marinho. Mas por onde começar? Qual contribuição a biogeografia marinha pode dar? Quatro das abordagens mais comuns para o planeamento sistemático de conservação – hotspots, representação, eco-regiões e áreas-chave – foram apresentadas numa recente conferência da Unesco. Cada uma dessas abordagens reflecte um conceito biogeográfico e dados específicos.

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Um tubarão-baleia no meio de um cardume de sardinhas

 

Hotspots – A simples abordagem conceptual é dar prioridade aos hotspots, as áreas ricas em espécies. Com cerca de 100 mil km2 de recifes de coral (34% do total mundial) e mais de 2 mil espécies de peixes de recife, o Sudeste da Ásia é um desses “pontos quentes”. Estima-se que a área relativamente pequena entre Indonésia, Filipinas e Papua-Nova Guiné (o “Triângulo de Coral”) abriga 83% das espécies de coral do mundo e 58% dos peixes de recifes. No entanto, essa riqueza é atribuída principalmente a uma concentração de distribuições sobrepostas de espécies abrangentes, como o peixe Abudefduf bengalensis, em vez de uma abundância de espécies de áreas restritas (endemias), como o Discordipinna griessingeri, um tipo de caboz.

 

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Esta é uma baleia-de-Bryde, de enorme boca, devorando um cardume de sardinhas. À esquerda, um mergulhador.

 

Em termos ecológicos, porém, pode ser que as regiões pobres em espécies, ou coldspots, sejam mais vulneráveis. Por um lado, a baixa diversidade implica uma probabilidade maior de que a extinção de uma ou mais espécies signifique a perda de um ecossistema fundamental. Coldspots também contêm um número desproporcionalmente grande de espécies endémicas. Já em 2002, cientistas tinham mapeado a distribuição de 3.235 espécies de peixes, corais, lagostas e moluscos e mostrado que, como na terra, as espécies de distribuição restrita no mar estavam concentradas em centros de endemismo.

Embora a abordagem de hotspots seja relativamente simples, atractiva politicamente e transparente em termos de análise, há um risco de que ela possa prejudicar as comunidades de “áreas não hotspot”, que também precisam estar envolvidas no esforço de conservação.

 

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Tratar os oceanos como um aterro implica prejudicar profundamente os ecossistemas marinhos

 

Representação – A segunda abordagem propõe assegurar uma representação adequada e abrangente de cada tipo de habitat ou zona biogeográfica. Mas elaborar classificações apropriadas do meio ambiente marinho, a fim de avaliar a representação de uma gama de escalas espaciais, não é uma tarefa fácil.

Classificações marinhas são baseadas em vários dados, como a direcção, a velocidade e a persistência das correntes; a temperatura e a cobertura de gelo; a geomorfologia; imagens de satélite; sondagens de sonar; registos de fauna, associações bióticas e percentagem de endemismo.

 

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Recife de coral nas Ilhas Maldivas, um exemplo de hotspot, e praia de nidificação de tartarugas

 

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É extraordinária a fauna marinha que habita as áreas dos recifes de coral

 

Ecorregiões – Recentemente, tem havido uma mudança para uma “abordagem ecossistemica” na conservação marinha, com os cientistas indo além de padrões e números para considerar o funcionamento ecológico das áreas. Dessa forma, os ecossistemas associados, tais como recifes de corais, mangues e leitos de algas marinhas, são considerados em conjunto num plano de gestão eco-regional.

 

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Fêmea de leão-Marinha com o pescoço quase cortado e estrangulado por uma linha de rede de pesca

 

Áreas-chave – A abordagem de “áreas-chave” não depende de uma etapa de classificação prévia; ela concentram-se em locais específicos onde importantes processos ecológicos acontecem. Por exemplo, áreas-chave incluem locais de reprodução das baleias, praias de nidificação para as tartarugas, corredores de migração ou locais onde há espécies ameaçadas em particular.

 

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Sítio protegido para desova de tartarugas marinhas.

 

Nidificação para tartarugas

Malabarismos com abordagens diferentes: Na prática, as ONGs internacionais usam uma combinação de abordagens para ajudar a determinar suas prioridades de conservação. O programa marinho da Conservação Internacional (CI) foi inicialmente conduzido por uma abordagem de hotspots, combinando hotspots de endemismo com outros ameaçados. Actualmente, a CI concentra-se em três “paisagens marinhas”, usando outros critérios biológicos e socioeconómicos.

Em 1995, há quase dez anos, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês) avaliou o grau em que as áreas de protecção marinha existentes contribuíram para um sistema representativo, mas a falta de um acordo-quadro sobre a estrutura biogeográfica global prejudicou essa avaliação. Comentários recentes usando a classificação de ecor-regiões marinhas do mundo mostram que apenas 16 delas têm mais de 1% de sua área designada como reservas marinhas, ou no take zones (zonas sem captura). Essa classificação, já em uso no planeamento de conservação global e regional pelo World Wildlife Fund (WWF), The Nature Conservancy e outras ONGs internacionais, está sendo adoptada como ferramenta de apoio pela Convenção sobre Diversidade Biológica. Em escala menor, o princípio da representação tem sido utilizado com sucesso, por exemplo, no estabelecimento de prioridades básicas e de zonas para a Grande Barreira de Corais da Austrália.

 

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Infelizmente, na maior parte do mundo, os sítios de desova de tartarugas marinhas, os predadores são pessoas.

 

Em 2002, o WWF utilizou uma abordagem de ecorregiões na sua análise Global 200. No reino marinho, eco-regiões foram definidas, mapeadas e avaliadas por critérios diferentes de biodiversidade, como riqueza de espécies, endemismo, maior singularidade taxonómica, fenómenos ecológicos ou evolutivos incomuns e raridade global do tipo de habitat.

As ecor-regiões foram, então, classificadas como globalmente notáveis, regional ou bio-regionalmente notáveis, ou localmente importantes. Por último, foram avaliadas pelo nível de ameaça, a fim de se chegar a uma lista final de 43 eco-regiões marinhas prioritárias. O WWF trabalha actualmente em 20 delas.

 

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Várias espécies de tubarão estão ameaçadas de extinção. A pesca, simplesmente para se aproveitar as barbatanas do animal, é uma das causas principais.

 

A abordagem de áreas-chave tem sido menos usada no mar do que em terra. Contudo, os grandes ecossistemas marinhos, 16 dos quais recebem actualmente financiamento do Global Environment Facility, concentram-se em áreas chave de produtividade. Em escala menor, a abordagem das áreas-chave foi incorporada ao planeamento eco-regional do WWF.

 

Área de Protecção Marinha

 Áreas definidas como prioritárias por diferentes ONGs, como recifes de coral, normalmente se sobrepõem.

 Parques de papel: O pressuposto implícito da definição global de prioridades é que a conservação baseada em sítios locais dentro de áreas de alta prioridade mundial aloca adequadamente os recursos. Financiamentos e recursos para a conservação com base local são, portanto, filtrados pelo enquadramento global e podem não necessariamente levar em conta as realidades sociais que governam o sucesso das Áreas de Protecção Marinha (APMs) designadas. Áreas definidas como prioritárias por diferentes organizações comummente se sobrepõem. Por outro lado, áreas significativas do oceano não atraem a atenção prioritária nem o financiamento associado a ela.

 

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A pesca excessiva, com o uso de redes gigantescas, está dizimando os cardumes em todos os oceanos do planeta

 

Na verdade, as APMs designadas ocorrem tanto em áreas prioritárias como em outros lugares. Existem hoje em torno de 5.045 APMs no mundo, que abrangem por volta de 4% da área da plataforma continental, ou 0,7% da superfície do oceano. O conjunto das reservas marinhas, por seu lado, representa menos de 0,1% da superfície dos oceanos, e nenhuma delas está em alto-mar. Pior ainda, estimativas sugerem que a maioria das APMs não passa de “parques de papel”. A partir de 2006, por exemplo, menos de 0,01% dos recifes de coral do mundo estavam dentro das APMs definidas como reservas marinhas.

 

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Técnicas de pesca como a que se vê na foto, tirada no Chile, são responsáveis pelo empobrecimento dos stocks de peixes nos oceanos

 

Pesca industrial – Os subsídios concedidos à pesca industrial por todo o mundo estão entre os factores geopolíticos que devem ser considerados nos esforços de conservação marinha.

 

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Tartarugas marinhas fisgadas por anzois preparados para peixes

 

Adaptar os regimes para os oceanos

 Em geral, a conservação marinha ainda parece presa à ideia de designar áreas de protecção baseadas em locais, pois a maior parte da teoria do planeamento conservacionista deriva do trabalho terrestre. Mas a própria natureza do mar significa que certas abordagens desenvolvidas na terra podem não ser eficazes num cenário marinho, pois o mar tem dimensões físicas, biológicas e sócio-políticas diferentes das da terra.

 

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As paisagens em cada ângulo dos recifes de coral são de tirar o fôlego.

 

Por exemplo, a elevada densidade da água permite aos organismos flutuar num mar totalmente tridimensional sem gastar muita energia. Ao contrário das árvores e da grama enraizadas na terra, a maioria das plantas marinhas, os microscópicos fitoplâncton, está à mercê dos movimentos da água gerados por variações de temperatura, salinidade e química do oceano e é, portanto, muito dinâmica e difícil de mapear. A fluidez e a relativa falta de barreiras físicas significam que muito do mar está interligado física, ecológica e geneticamente. O seu tamanho também permite que os indivíduos se movam por enormes distâncias e que as espécies tenham amplitudes potencialmente vastas.

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Mais um exemplo de paisagem em área de recife de coral

 

Essas características do mar têm importantes implicações para a biogeografia, a forma como as ameaças à biodiversidade podem se espalhar e a eficácia das abordagens de conservação. Por exemplo, as regiões biogeográficas do mar são tridimensionais e têm fronteiras difíceis de mapear. Já na terra, as plantas enraizadas crescem em regiões bidimensionais, onde as transições são em geral mais abruptas e comparativamente estáveis ao longo do tempo e do espaço. Os factores socio-políticos incluem a procura de recursos marinhos, o livre acesso à natureza de grande parte do mar, subsídios perversos na pesca industrial, alterações climáticas induzidas pelo homem, pobreza na governação do oceano e na resolução de conflitos, combinados com um conhecimento geralmente escasso das questões marinhas. Uma abordagem eficaz para a conservação marinha deve considerar as relações dentro e entre os ecossistemas, mais do que simplesmente um grupo de áreas protegidas isoladas.

 

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O fundo submarino nas áreas de corais são verdadeiros paraísos da vida natural

 

A biogeografia pode contribuir significativamente para isso, fornecendo dados sobre a distribuição das espécies e respondendo à pergunta “por que as coisas estão onde estão?” A ciência biogeográfica tem o potencial para aprofundar a compreensão dos processos ecológicos e evolutivos, reforçar a voz da conservação no discurso político e educar e inspirar o público a cuidar da biodiversidade marinha e da necessidade de uma ética de conservação.

 

Info: http://www.wdpa.org

(*) Sara A. Lourie é biogeógrafa marinha do Redpath

Museum, McGill University, Quebec, Canadá.

 

 

 

 

 

 

Um Rolls Royce dos mares que «voa» baixinho

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Os estúdios da Claydon Reeves acabam de apresentar o Aeroboat, um modelo com inspirações no mundo da aviação e com um potente motor V12 proveniente da Rolls Royce.

Luxo, classe e perfomance. São estes os adjectivos que nos vêm à cabeça assim assim que olhamos para o Claydon Reeves Aeroboat, uma lancha inspirada num histórico avião de caça inglês.

Construído em fibra de carbono, kevlar e em madeira de baixo peso, o mundo da aviação está presente um pouco por todo lado. Nomeadamente nos mostradores de bordo e no motor, principalmente no motor.

Trata-se de um Rolls Royce Merlin V12, um dos mais importantes motores da histórica marca inglesa. Foi com aviões equipados com estes Merlin V12 que Força Aérea Inglesa deu uma «coça» nos Nazis durante a II Guerra Mundial.

Um motor que conhece agora uma nova função, não pelos ares, mas pelos mares. Com mais de 1100cv de potência máxima o «velho» Merlin consegue lançar o Aeroboat até às 95 nós (mais de 170km/h). A produção vai ser limitada a 12 unidades.

Fonte: Razão Automóvel 

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Afinal a Terra pode ter três vezes mais água que todos os oceanos juntos

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Cientistas da Northwestern University descobriram provas da existência de reservas de água no Manto da Terra que podem ter três vezes mais água que todos os oceanos da Terra juntos.

Esta água está contida num tipo de rocha chamado Ringwoodite. Esta descoberta foi publicada recentemente no jornal Science e, segundo os cientistas, esta descoberta pode explicar a existência dos oceanos da Terra.

A descoberta foi feita por uma equipa liderada por Steven Jacobsen que usou 2000 sismografos para descobrir como as ondas sísmicas geradas por terramotos se propagam através do interior do planeta Terra. A velocidade destas ondas altera-se consoante o tipo de rocha que atravessam. A Ringwoodite tem um efeito muito particular na forma como as ondas sísmicas se propagam. A equipa de Jacobsen conseguiu reproduzir os efeitos da Ringwoodite que contém água no laboratório e ao compará-los com o que acontece naturalmente descobriram que eram idênticos.

A Ringwoodite quando é sujeita a grande pressão e calor liberta água que pode estar presa na zona de transição do Manto entre os 321 e 643 km de profundidade.

Fonte: PC Guia

Festival da caldeirada e do petisco do mar 2014

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O Festival da Caldeirada e do Petisco do Mar começa no próximo dia 20 de Junho, em Armação de Pêra. Este evento, organizado pela Câmara Municipal de Silves (CMS) com o apoio da Junta de Freguesia local, vai já para a sua XVI edição, contando, este ano, com algumas inovações.

Desta feita, o grande destaque não vai apenas para o prato emblemático da gastronomia desta vila – a caldeirada -, mas sim para todos os petiscos que têm origem no mar e que poderão atrair os visitantes a experimentar a grande diversidade culinária tradicional de A. Pêra.

Aliás, a pensar precisamente nisso, a organização criou um pequeno passaporte que permitirá aos seus portadores usufruir de um sorteio de um fim de semana (em regime de “Alojamento e Pequeno Almoço”) numa das unidades hoteleiras de Armação de Pêra. A todos os participantes que completem as quadrículas do passaporte será, ainda, oferecido um bilhete diário que dará acesso à entrada na Feira Medieval de Silves. Aos clientes que se juntarem ao festival e que elejam a caldeirada como prato principal da sua refeição será entregue um cupão que, depois de preenchido, deverá ser entregue, juntamente com a fatura da refeição, no restaurante aderente. O sorteio será realizado no dia 21 de Junho, pelas 15h00, na junta de freguesia de Armação de Pêra, sendo os vencedores oportunamente anunciados no portal e facebook da CMS.

Presentes no evento estarão 16 restaurantes:
A Grelha, Arte Náutica, Cantinho do Mar, Casa d’Avó, Cervejaria Almadrava, Churrasqueira Balbino, Churrasqueira “O Casarão”, Estrela-do-mar, Marisqueira Hera, O Fernando, O Pelintra, O Silvense, O Walter, Pôr-do-sol, Rocha da Palha e Tasquinha dos Pescadores.

Outro dos grandes destaques do evento será a presença da RTP, com o programa VERÃO TOTAL, feito em directo a partir do antigo Mini Golf (frente de mar), no dia 20 entre as 10h00 e as 18h00. A estação de televisão pública estar durante seis horas em directo a partir desta localidade, com diversos artistas, com pessoas naturais da vila e com uma mostra do melhor que Armação de Pêra tem para oferecer.

Ainda no dia 20 o evento contará com a presença do Grupo Etnográfico Amigos do Montenegro, que entre as 19h00 e as 23h00 animará os restaurantes e zona envolvente.

No dia 21, para além de voltar o Grupo Etnográfico Amigos do Montenegro (12h00-15:30), a vila será animada pela arruada do grupo de precursão Percutunes, que entrará na frente de mar junto ao Hotel Holiday Inn às 21h30 e prosseguirá até à Lota. Animação de rua (andas gigantes, malabarismo, bicicleta cómica, magia da rua) também será uma constante junto dos restaurantes participantes e nas ruas envolventes.

No dia 22, último dia do evento, o Grupo Etnográfico Amigos do Montenegro regressa entre as 12h00 e as 15h30 e as 19h00 e as 23h00. Na Fortaleza, pelas 21h30, o Grupo de música popular portuguesa Cante Andarilho actuará e logo após o espectáculo serão entregues as lembranças a todos os restaurantes participantes pelo Executivo Camarário.

Fonte: Local.pt