Chefe ensina a cozinhar fanecas e cavalas na Azenha do Mar

Um chefe de cozinha irá ensinar a confeccionar pratos com faneca e cavala, no dia 15 de Novembro, em duas aulas de culinária que decorrerão no Gabinete de Apoio às Comunidades Piscatórias da Azenha do Mar, localidade do litoral odemirense, na freguesia de S. Teotónio.
As aulas de culinária decorrerão em dois horários, das 11 às 12 horas e das 15 às 16 horas. A participação será gratuita, mas limitada a 15 participantes por aula. As inscrições deverão ser efectuadas através do contacto 969 520 050 ou do e-mail associacaocdp_azenhadomar@hotmail.com
As aulas de culinária são uma iniciativa da Docapesca – Portos e Lotas SA, em parceria TAIPA – Organização Cooperativa para o Desenvolvimento Integrado do Concelho de Odemira e  EPO – Centro Empresarial do Sudoeste Alentejano.

Com o lema “O melhor do nosso mar!” e no âmbito do Cabaz do Mar, esta iniciativa pretende divulgar e promover a utilização da cavala e da faneca, duas espécies capturadas na costa odemirense e de grande potencial gastronómico.
O Cabaz do Mar foi lançado este ano pela Associação Cultural e de Desenvolvimento de Pescadores e Moradores da Azenha do Mar, com o objectivo de aumentar o rendimento dos pescadores e diversificar a oferta ao consumidor, reduzindo as rejeições das capturas e o circuito comercial entre produtor e consumidor.
A Associação é responsável por comprar, amanhar e distribuir o peixe junto dos consumidores que solicitam o serviço. Um terço do peso do Cabaz do Mar, ou seja, um quilo, é sempre constituído por espécies menos procuradas pelos consumidores, como são o caso da faneca e da cavala.

Portos movimentaram 61 milhões de toneladas até Setembro

Entre Janeiro e Setembro deste ano, a globalidade dos portos nacionais do Continente movimentou um total de 61 milhões de toneladas, número que representa um crescimento homólogo de 2% e, por conseguinte, novo recorde no período em questão. 

Por segmentos, é a carga geral aquela que mais relevância continua a ter (vai ganhando mesmo importância), com um total de 26,7 milhões de toneladas (mais 11,4%). Aqui, o destaque vai para os contentores que chegaram aos 20,4 milhões de toneladas (mais 11,9%), num crescimento galopante de 138,1%. Ainda na carga gera, o ro-ro teve 454 mil toneladas e a carga fraccionada 5,8 milhões de toneladas (mais 5,5%).

Quanto aos granéis sólidos, registaram um crescimento de 8,8%, para 13,3 milhões de toneladas, enquanto que os granéis líquidos, com 21 milhões de toneladas, caíram 11,1%.

Por portos, recordes no período para Sines, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz, com 27,5 milhões, 6,2 milhões, 3,4 milhões e 1,6 milhões de toneladas, respectivamente, o melhor de sempre nos primeiros três trimestres nas infraestruturas portuárias em questão. Setúbal e Aveiro são destaque, com subida de 17,6% e 16,7%. Sines cresceu 0,3% e a Figueira da Foz 0,1%.

Já o porto da capital continua a ser destaque, mas pelas razões opostas. Até setembro, movimentou 8,7 milhões de toneladas, valor que faz deste período o pior de sempre dos últimos 12 anos (menos 3,2% face a 2013). Também Viana do Castelo caiu, para as 360,6 mil toneladas (menos 5,1%). Já o porto de Leixões não teve variação face ao mesmo período de 2013, movimentando 13,2 milhões de toneladas.



Cargo

Riscos edita “Portos, Shipping, Intermodalidade e Governação”

A Riscos Editora acaba de lançar o livro “Portos, shipping, intermodalidade e governação”, da autoria de J. Augusto Felício, João Soares, Vítor Caldeirinha e Fernanda N. Ferreira.
A editora do TRANSPORTES & NEGÓCIOS dá, assim, mais um passo na sua estratégia de publicação de obras científicas e/ou de divulgação sobre as questões dos transportes e da logística. E desta fez fá-lo associada a nomes de peso no pensar e no agir no sector marítimo-portuário.
“Portos, shipping, intermodalidade e governação” é no essencial uma colectânea de textos e artigos escritos e publicados nos últimos anos sobre temas da actualidade, essencialmente dos portos e do transporte marítimo, e também de reflexões sobre os caminhos a seguir no futuro.
Os autores dispensam apresentações, reconhecidos como são os seus percursos profissionais e/ou académicos relacionados com o sector.
Os textos, datados muitos deles mas nem por isso menos ricos de ensinamentos nem desactualizados, são apresentados de forma estruturada e abordando questões como os modelos de governação dos portos, a reforma portuária, as relações dos portos com as cidades, o papel dos armadores e dos operadores, o lugar dos portos nas cadeias logísticas ou as implicações do alargamento do Canal do Panamá.
São 272 páginas plenas de ensinamentos, para ler, reler e reflectir.
Os interessados em adquirir a obra podem encomendá-la pelo e-mail riscos.editora@mail.telepac.pt. O preço de cada exemplar é de Euro 18, incluindo os portes.
A edição de “Portos, shipping, intermodalidade e governação” contou com os patrocínios da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) e do Conselho Português de Carregadores (CPC) e também da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) e teve ainda o apoio da Administração do Porto de Aveiro (APA).

Portal do Mar regressa ao seu Endereço Original.

Depois de termos estado em PortalDoMar.org, decidiu-se regressar ao Formato Original e ao respectivo Endereço. Iremos continuar com o Projecto do Portal do Mar, porque o Mar será sempre a nossa prioridade enquanto riqueza deste país com Tradição Marítima e um dos Mares mais ricos em todos os aspectos a nível mundial.


Por isso continue a acompanhar o Portal do Mar no seu Endereço Original que é:


Obrigado a todos !


Pescador encontra peixe com dentes humanos

Um pescador russo teve a surpresa de uma vida quando ao abrir a boca de um peixe que acabara de apanhar, descobriu dentição humana, conta o site Metro.

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Angler Aleks Korobov, um pescador russo de 50 anos, não estava, com certeza, à espera de encontrar um peixe com dentes humanos, mas quando abriu a boca ao pequeno animal que pescou ficou de boca aberta. Literalmente.

“Quando lhe abri as guelras pareceram-me normais e vermelhas mas depois reparei que a boca era estranha e quando a abri quase o deixei cair com a surpresa”, contou o homem, citado pelo site Metro.

Depois de mostrar a pescaria a todos os amigos para provar que não estava louco, o homem enviou o espécimen a oceanógrafos locais, para que tentasse determinar a origem da dentição anormal.

Um dos especialistas adiantou que o peixe será da família das piranhas mas herbívora e que pode ser um peixe exótico deitado ao rio por alguém.

Fonte: Notícias ao Minuto.

Elite mundial do surf enche Mar Português a partir de 1 de Outubro

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A elite mundial do surf vai estar em Portugal, entre 1 de Outubro e 3 de Novembro, para participar em quatro eventos internacionais que têm um total de 1,15 milhões de dólares em prémios para atribuir aos melhores. O investimento directo de cerca de 3,2 milhões de euros na organização dos eventos tem retorno garantido na visibilidade do destino, de acordo com o responsável da organização.

“Quero começar por agradecer aos surfistas portugueses o esforço e o empenho em levarem o nome de Portugal além-fronteiras”, disse Francisco Spínola, da Ocean Events. “Falamos de um investimento directo de cerca de 3,2 milhões de euros para tornar possível a existência destes eventos, no entanto o retorno que temos obtido é compensado. A projecção que Portugal tem ganho, baseada numa das maiores riquezas que temos – o mar -, cresce ano após ano”, adiantou.

O calendário das provas inicia-se a 1 de Outubro, com a Cascais Women’s Pro, a decorrer até dia 7, em Carcavelos/Guincho, com a prova de WCT Feminino a valer um prémio de 250 mil dólares.

Segue-se, no mesmo local, de 7 a 11 de Outubro, a Cascais Billabong Pro, para a WQS Prime Masculino e um prémio de 250 mil dólares e a qualificação a contar para o Cascais Trophy. Estão inscritos 28 dos 34 surfistas pertencentes à elite do surf mundial, tal como Mick Fanning (três vezes campeão do mundo), Taj Burrow, Adriano de Sousa, jordi Smith, Julian Wilson e JJ Florence, entre outros. No final do dia, a organização espera mais de 15 mil pessoas para a festa Moche Tony Hawk & Friends Show.

De 12 a 23 de Outubro, decorre a prova Moche Rip Curl Pro Portugal ou WTC Masculino, entre Peniche e Guincho, com um prémio monetário de 500 mil dólares e também a contar para o Cascais Trophy. O brasileiro Gabriel Medina será o centro das atenções, de acordo com a organização, visto que poderá “vir a conseguir a desforra da prestação de há dois anos”.

E, de 24 de Outubro a 3 de Novembro, na Ericeira, realiza-se a Allianz Ericeira World Juniores, cujo prémio monetário ascende a 150 mil dólares.

Fonte: Dinheiro Vivo

Foto: Direitos Reservados

Que futuro para os contentores do Porto de Lisboa ?

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Com o governo a não desistir da ideia de construir um Terminal de Contentores na margem sul ( Tanto se falou na Trafaria, mas é Barreiro que está na mira tal como já admitiu o seu Presidente da Câmara ), e com o novo acordo de partilha entre a MSC e a Maersk para uma partilha conjunta de uma frota de 185 navios com uma capacidade calculada de 2 milhões de TEUS, são turvas as águas por onde se movem os contentores em Lisboa. Nos terminais concorrente, Leixões, atingiu o melhor mês de sempre em Agosto, onde concretizou a movimentação de 56.124 TEUS, num total dos primeiros 8 meses de 436.583 TEUS, numa curva ascendente imparável, tendo sido a Maersk ( outrora maioritária em Lisboa ), a principal impulsionadora deste feito. Em Sines, o Terminal XXI, que já vai no seu 3º recorde de movimentação de contentores este ano, atingiu em 2013, os 931.037  TEUS em 2013, que lhe valeu a entrada no Top 200 dos Terminais Portuários, nomeadamente num 108º Lugar, podendo aumentar os lugares este ano, visto estar previsto atingir-se 1,1 milhões de TEUS. O percurso de ascensão do porto alentejano tem sido fulgurante e outra expansão já está prevista para além de que está em curso, podendo até Fevereiro de 2014, atingir os 9 pórticos, o que irá reforçar a posição dominante do projecto da concessionária de Singapura. O aumento de Leixões, juntamente com a força de Sines, onde os níveis de produtividade e assiduidade são elevadíssimos, e onde aparentemente a paz laboral impera, irá ter sérios reflexos em Lisboa. Em Lisboa,  viveu-se intensamente as greves em 2012, que se prosseguiram em 2013 e 2014, onde pelo meio, foram despedidos 47 estivadores que muito posteriormente foram readmitidos.  Operadores como a Hapag Lyod e a Mac Andrews já reduziram e muito os seus serviços em Lisboa, e a Maersk, que já se encontra em Leixões, deu o passo de gigante para aproveitar a onda de Sines, onde a ligação com a MSC irá proporcionar já em Janeiro, o desvio de navios de Lisboa para Sines. O futuro é mutável, mas as linhas com que se escrevem esse mesmo futuro, parecem negras demais para os trabalhadores portuários de Lisboa, a mesma Lisboa que parece mais virada para o crescimento do fluxo dos Cruzeiros do que propriamente em rentabilizar contentores. A única coisa que pode salvar este rumo, seria uma catástrofe em Leixões, ou uma hecatombe em Sines. Mas perante a estatística de Leixões e Sines, a indefinição do novo terminal de contentores, as greves dos Sindicatos em Lisboa, e os prejuízos acumulados num total de 1 milhão de euros só faz temer o pior.

China ocupa mar disputado ‘plantando’ ilhas em corais

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A China entrou na briga por terras no Mar Meridional Sul ao lado das Filipinas, do Vietname e de Taiwan, que também reivindicam fatias na região. Mas a estratégia chinesa vai mais longe.

O governo do país começou a construir ilhas artificiais no oceano para poder plantar o seu poder por ali. E, diante do poderio militar naval dos chineses, isso poderia representar inclusive uma ameaça ao domínio militar americano no Pacífico.

O barco vai se movendo lentamente de cima a baixo, de um lado ao outro. O ruído do motor estremece a superfície e tortura a minha cabeça. Com a camisa molhada de suor e grudando no peito, dormir se torna simplesmente impossível.

Levamos mais de 40 horas navegando pelo Mar Meridional da China. Na maior parte do tempo, na velocidade de alguém andando a pé. “Quem pode querer ser pescador?”, me perguntava em voz alta.

E de repente me chama a atenção uma espécie de plataforma no horizonte. Parece uma plataforma de extrair petróleo. Mas o que isso está fazendo aqui? Seguimos nos aproximando e já é possível ver algo que parecia terra. Olho para o GPS e ele não mostra nada, nenhuma ilha ou pedaço de continente por perto.

Mas sei que meus olhos não estão me enganando. É uma ilha, algo que não estava ali algumas semanas atrás. Tentamos nos aproximar mais, mas o início de uma tempestade nos obriga a voltar para o rumo anterior.

Consigo avistar outra ilha. Essa, sim, eu já esperava encontrar. Cheguei a ver fotos aéreas dela, registadas pelas Forças Armadas das Filipinas.

Elas mostram o trabalho que a China está fazendo no local desde Janeiro, plantando ilhas artificiais para exigir a posse de terras na região.

Vejo camiões, guindastes, grandes tubos de aço e uma equipe inteira trabalhando na construção. Há milhões de toneladas de rocha e terra dragadas do fundo do mar e empilhadas sobre bancos de corais para formar novas terras.

Sobre um bloco de concreto, um soldado nos observa com seus binóculos.

Novas ilhas

O surgimento de novas ilhas faz parte de uma mudança dramática de estratégia nesta disputa territorial que existe há muito tempo na região entre China, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietname.

Apenas China e Taiwan reivindicam tudo: não só as Ilhas Spratly, mas também os recifes de Scarborough (ou da Democracia) e as ilhas Paracelso. As Filipinas e o Vietname também reivindicam grandes áreas, incluindo grande parte das Ilhas Spratly.

Até o começo deste ano, a presença chinesa nas Ilhas Spratly se limitava a um punhado de concreto sobre ilhas de corais.

Agora, já estão construindo ilhas sobre cinco recifes.

Na verdade, em um deles parece estar nascendo uma base aérea, com uma extensão grande o suficiente para ser usado como pistas para aviões de combate.

A estratégia é usada para compensar uma grave escassez de chineses na área. Entre os países reivindicando porções do Mar da China Meridional, a China é o único que não tem sob seu controle uma verdadeira ilha.

Os chineses só têm recifes. O de Johnson Sur foi tomado por eles em 1988 em uma batalha sangrenta contra o Vietnã, que deixou 70 combatentes vietnamitas mortos. Desde então, qualquer tipo de confronto militar foi evitado.

Durante décadas, a questão parecia esquecida, mas em 2012, o Partido Comunista reclassificou a zona como “de interesse nacional essencial”. Foi o sinal de que o interesse dos chineses na área não tinha morrido.

Agora, Pequim parece ter decidido que é hora de ir adiante com a reivindicação das terras pelas vias de fato: formando uma cadeia de ilhas e o que virtualmente seria uma base aérea sobre o mar.

Filipinos: no meio do nada

O Mar Meridional da China é cheio de pontos estranhos com bases militares e colónias civis. É difícil decifrar o que é o quê e quem controla o quê.

O Vietname tem oito postos permanentes, a Malásia também vários na costa de Bornéu, e a China, até agora, tem sete.

Filipinas tem nove, um é Pagasa, onde vivem 200 pessoas, segundo o governo filipino. Desembarcar ali é um alívio depois de dois dias e duas noites navegando entre óxidos.

Pagasa é uma ilha minúscula de águas cristalinas e areia branca, que está bem distante das Filipinas e do Vietname, e muito mais distante do resto do mundo.

O ditador Ferdinand Marcos retomou a ilha em 1971, pagando uma quantia simbólica para um empresário excêntrico do país, Tomas Cloma, que a ocupara desde 1956, baptizando o local de “Freedomland” (“Terra da Liberdade”). Cloma acabou preso.

Ao tomá-la de volta, a intenção do comandante Marcos era transformá-la em fortaleza militar. Mas hoje, os muros de defesa de concreto reforçado deslizam para o mar e tanques e artilharia aérea enferrujam na maresia. Apenas a pista de pouso ainda tem uso.

Sobraram 30 fuzileiros navais por lá. Quando visitei o seu comandante, às dez horas da manhã, ele estava dormindo. Na parte da tarde, ainda de olhos inchados, ele me recebeu.

“Essa informação é sigilosa”, responde ele, quando pergunto que tipo de armamento ele tem para defender a ilha. Olho ao redor e não consigo ver mais do que alguns rifles.

Eles não poderiam fazer nada se um dia o exército chinês decidisse apagá-los do mapa.

Cerca de 30 famílias vivem no povoado de Pagasa. Segundo o governo filipino, são 200 pessoas no total, mas vi no máximo cem. Eles têm comida e casa de graça, além de uma escola para crianças.

Mary Jo, por exemplo, chegou para montar um negócio de pesca, mas não deu certo. Ela, então, aceitou um emprego de administradora da ilha. Tem planos ambiciosos, mas falta o dinheiro para torná-los realidade.

“Os chineses têm tanto dinheiro”, lamenta. “Nós temos tão pouco…mas é importante que continuemos aqui. Se não, acho que os chineses viriam”.

Para a China, a acção ali é improvável. Porque uma coisa é atacar soldados, como fez em 1988 contra os vietnamitas. Outra bem diferente é atacar mulheres e crianças.

‘Barco fantasma’

Às 16h, pouco antes de anoitecer em Pagasa, chegamos a Ayungin. De alguma forma, temos que atravessar recifes e ondas sem encalhar.

Não muito longe, aparece a silhueta do Sierra Madre, um barco militar fantasma filipino ancorado nos recifes. Vindos do sul, dois navios da guarda costeira chinesa a todo vapor, mas é tarde demais, por cima do recife, a água é rasa demais para embarcações grandes.

Já tinha visto fotos do Sierra Madre, mas a realidade é ainda mais chocante. De perto, parece ainda pior. Está podre e é preciso ter muito cuidado com onde se pisa. E também é preciso ter cuidado com as mãos: ao subir uma escada, arranquei sem querer um pedaço do corrimão de madeira.

Do alto da embarcação, somos recebidos pela “tripulação” militar filipina.

A cena é absurda e seria cómica, não fosse trágica. Os onze fuzileiros navais, longe de terem um ar de superioridade militar, parecem constrangidos pela forma como vivem.

“É muito difícil para os meus homens”, disse um jovem tenente no comando. “Estamos longe de casa e às vezes temos quase nada para comer, é um peso grande sobre os meus homens.”

Os fuzileiros navais filipinos de Sierra Madre lutam para se manterem motivados.

Barcos chineses voltam a aparecer no horizonte. Há mais de um ano, eles têm bloqueado qualquer tentativa de levar ajuda e suprimentos para Sierra Madre. Se tivéssemos vindo do sudoeste, eles também teriam nos interceptado.

A Marinha filipina ajuda os fuzileiros navais com suprimentos que são lançados de para-quedas uma vez por mês. Mas na prática, sobrevivem da pesca.

O Sierra Madre, de acordo com o meu GPS, está a 120 milhas náuticas da costa das Filipinas, ou seja, dentro da área de 200 milhas náuticas reivindicada pelos filipinos como “zona económica exclusiva”.

No entanto, Pequim afirma que o recife submerso, a mais de 800 milhas náuticas da China, é parte do seu território.

Poder chinês

A China está começando a se utilizar de seu notável poder naval. A velocidade da mudança é enorme. Pequim constrói navios de guerra e submarinos mais rápido do que qualquer outro país, incluindo os Estados Unidos. O segundo porta-aviões do país está praticamente pronto.

Logo, o poder naval chinês cresce em um ritmo surpreendente. Por enquanto, a força naval americana na região permanece maior e mais poderosa, mas a China tem se aproximado bem mais rápido do que qualquer um esperava.

E o que acontece no Mar Meridional da China é uma amostra das intenções de Pequim: dominar o mar e o ar com a “primeira cadeia de ilhas”.

A longo prazo, a China quer ir além das Filipinas e do sul do Japão para a “segunda cadeia de ilhas”: Palau, Guam e Marianas.

Isso seria uma mudança radical no equilíbrio de poder no Pacífico Ocidental.

Nos últimos 70 anos, os americanos não foram contestados por qualquer país na região.

Agora, pela primeira vez, a China tem não só a intenção, mas condições militares para desafiar o domínio militar de Washington.

Ao que tudo indica, os próximos anos não serão de calmaria por estes mares.

Lisboa e Leixões esperam 100 mil passageiros este mês

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Setembro será o melhor mês de sempre de Leixões em cruzeiros. Em Lisboa não haverá recordes mas prevê-se um aumento homólogo de 4% no número de passageiros. Amanhã, o porto da capital deverá acolher em simultâneo sete navios de cruzeiro, o que representará um movimento de cerca de 11 mil passageiros. Será um dos dias mais movimentados de sempre no Tejo. Leixões recebeu hoje três navios de cruzeiro, com destaque para a escala inaugura do Costa Luminosa, um navio da italiana Costa Crociere, que chegou com 2 353 passageiros a bordo. Neste mês de Setembro, Lisboa prevê atingir as 52 escalas de cruzeiros e cerca de 85 mil passageiros, o que representará um crescimento homólogo de 4%. Para Leixões, os números absolutos são mais modestos mas ainda assim representarão um recorde mensal absoluto. A APDL antecipa 21 escalas – com duas estreias absolutas: o Costa Luminosa e o Mein Schiff 1,da Tui Cruises – e 18 mil passageiros. Lisboa concessionou recentemente a privados a construção e exploração do novo terminal de cruzeiros. Leixões ultima a construção da sua nova gare marítima.

Fonte: T e N

Portos de Sines e do Algarve com nova imagem

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A Administração dos Portos de Sines e do Algarve renovou a imagem e tem um novo logótipo.
Mantendo alguns dos elementos que sempre caracterizaram a marca, tais como os tons utilizados e a figura dos cavalos de Neptuno, o Deus Romano do Mar, a nova imagem gráfica acompanha a nova realidade da APS, com novas valências e novos desafios.

O logótipo agora renovado está dotado de linhas simples, estruturadas e modernas, constituído por um padrão interior de linhas dinâmico, que incute movimento às figuras, remetendo para as linhas e rotas traçadas na cartografia náutica.

A Administração dos Portos de Sines e do Algarve pretende manter-se associada a uma imagem de notoriedade, seriedade e de força, neste caso, assente na figura do cavalo enquanto personificação da força do mar e dos portos enquanto força motriz das regiões onde se inserem.
Fonte: APS