Relevância dos Portos no desenvolvimento da Energia Eólica Offshore

Muito se tem falado no conceito da eólica offshore. Já se tem desenvolvido iniciativas em redor desse segmento, alguns portos já subscreveram à WindEurope Ports Plataform, e é reconhecido um enorme potencial sobre esta matéria no nosso país.

A energia eólica offshore, ou seja, a geração de eletricidade a partir de turbinas eólicas instaladas no mar, tem mostrado uma solução cada vez mais relevante e promissora para o sector energético. Essa forma de geração de energia renovável apresenta diversas vantagens, como a abundância de recursos eólicos, maior eficiência das turbinas devido à consistência dos ventos marítimos e menor impacto visual em comparação com parques eólicos terrestres.

No entanto, o desenvolvimento da energia eólica offshore não seria possível sem a infraestrutura adequada, e é aí que os portos marítimos desempenham um papel crucial. Essas estruturas são peças fundamentais no transporte, instalação e manutenção das turbinas eólicas offshore, além de servirem como centros logísticos para o abastecimento das plataformas de geração de energia.

Esta tendência já tem tido desenvolvimentos na área governativa, tendo o Ministro com a tutela, João Galamba, já ter reunido com 30 empresas e associações do sector dos portos e já ter havido um relatório final de um grupo de trabalho criado pelo governo para o planeamento e operacionalização desses futuros parques eólicos.

Um dos principais desafios do sector eólico offshore é a instalação das turbinas eólicas no mar. Esses equipamentos são complexos e pesados, exigindo uma logística cuidadosa para o transporte e a montagem em alto-mar. Os portos desempenham um papel fundamental nesse processo, sendo responsáveis pela recepção dos componentes das turbinas, como pás, torres e nacelles, e pelo armazenamento temporário antes do transporte para o local de instalação. Além disso, os portos também fornecem a infraestrutura necessária para o carregamento e descarregamento dos navios de transporte pesado.

Uma vez que as turbinas eólicas estejam prontas para serem instaladas, os portos tornam-se pontos de partida para as embarcações especializadas em transporte e montagem. Essas embarcações, conhecidas como jack-ups, possuem pernas hidráulicas que permitem fixá-las ao fundo do mar, proporcionando estabilidade para a montagem das turbinas. Os portos fornecem a infraestrutura para o carregamento dessas embarcações com as turbinas e equipamentos necessários, bem como serviços de apoio, como oficinas para reparação.

Além do transporte e instalação, os portos marítimos também desempenham um papel crucial na manutenção das turbinas eólicas offshore. Como essas estruturas estão expostas a condições ambientais severas, é necessário um planeamento e um suporte logístico contínuo para a manutenção e reparação das turbinas. Os portos fornecem facilidades para  a atracação das embarcações de serviço, que transportam técnicos e peças de reposição, e também oferecem áreas de armazenamento e manutenção para esses componentes.

Além disso, podem vir a ser importantes centros de pesquisa e desenvolvimento para a energia eólica offshore. Com a crescente procura por essa forma de energia, há um constante avanço tecnológico e inovação no sector. Os portos, por estarem próximos dos parques eólicos offshore em operação, são locais estratégicos para a realização de testes, pesquisa e do aprimorar destas tecnologias relacionadas à energia eólica.

No futuro não muito distante, vão desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento da energia eólica offshore. Eles fornecem a infraestrutura necessária para o transporte, instalação, manutenção das turbinas eólicas no mar. Sem essa infraestrutura logística, seria inviável viabilizar essa forma de energia renovável em larga escala. Portanto, investimentos contínuos no desenvolvimento e e evolução são essenciais para impulsionar a indústria eólica offshore e alcançar os objectivos de transição para uma matriz energética mais sustentável.

É em Portugal que ficam duas das melhores cidades costeiras da Europa

No sul da Europa não faltam cidades costeiras junto a praias. Segundo o The Guardian, duas das melhores para visitar ficam em Portugal. O jornal juntou 12 destinos perfeitos para uma escapadinha ou umas férias mais prolongadas este verão.

Viana do Castelo é uma das propostas nacionais referidas. É destacada a Praça da República, a Colina de Santa Luzia e a praia do Cabedelo. “Um areal sem fim rodeado por dunas e pinhal. É ótima para a prática de surf e windsurf”, revela o jornal.

Outro dos destaques nacionais é dado a Peniche. “Os surfistas reúnem-se aqui o ano todo porque, se não há ondas de um lado da península, é provável que haja do outro”, explicam. O jornal explica ainda que a caldeirada é um dos pratos imperdíveis durante a visita.

Alterações Climáticas ameaçam mexilhões de água doce ibéricos.

As alterações climáticas podem levar nas próximas décadas à extinção de várias espécies de bivalves de água doce da Península Ibérica. O alerta é dado num artigo científico coordenado por Janine P. da Silva (na foto) e Ronaldo Sousa, do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Escola de Ciências da Universidade do Minho, e de Ana Filipa Filipe, do Centro de Estudos Florestais do Instituto Superior de Agronomia, agora publicado na conceituada revista “Science of the Total Environment”.

A investigação revela que espécies de bivalves nativas e com distribuição geográfica restrita enfrentam um risco acrescido, dada a drástica diminuição de condições climáticas necessárias à sua sobrevivência prevista para as próximas décadas, refere uma nota de imprensa da Universidade do Minho.

Foto: Janine da Silva / Fotografia de Fumaça

Transporte Marítimo espera atingir a Neutralidade Carbónica até 2050.

A Secretaria de Estado do Mar congratulou-se com “a adopção da Estratégia para redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) provenientes do transporte marítimo 2023, alcançada pelos Estados-membros da Organização Marítima Internacional (IMO) reunidos no Comité de Protecção do Ambiente Marinho (MEPC 80), em Londres”.

Segundo o gabinete de José Maria Costa (na foto), a estratégia “reforça o compromisso pela diminuição de emissões nocivas ao ambiente causadas pelo transporte marítimo e vai ao encontro dos objectivos e compromissos assumidos a nível nacional no âmbito da preservação do ambiente, da protecção do Oceano e da vida marinha e da mitigação das alterações climáticas”.

“Portugal empenhou-se nos esforços em torno da revisão da Estratégia, tendo sido representado no MEPC 80 por uma delegação da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, em articulação com a Embaixada de Portugal em Londres. Através deste marco e com o objectivo de atingir a neutralidade carbónica no transporte marítimo até 2050, em linha com a meta de temperatura de longo-prazo estabelecida pelo Acordo de Paris”, nota o secretário de Estado do Mar, realçando que “a ambição desta estratégia”, que visa “implementar melhorias adicionais na eficiência energética de novos navios e reduzir as emissões de CO2, no transporte marítimo, em pelo menos 40% até 2030, em comparação com 2008”.

“Implementar tecnologias limpas com emissão zero ou próximas de zero de GEE, através do desenvolvimento de combustíveis hipocarbónicos e/ou sistemas de propulsão a partir de fontes de energia renováveis, para atingir uma quota de 5% do total de energia utilizada no transporte marítimo internacional, com o objectivo de até 2030 atingir 10% e atingir a neutralidade carbónica no transporte marítimo internacional até, ou por volta de, 2050, tendo em consideração os contextos de cada país”, são outros objectivos importantes.

2° maior tubarão do mundo fotografado no mar de Viana

Um tubarão-frade (Cetorhinus maximus) foi recentemente fotografado junto ao parque eólico flutuante ‘off-shore’ localizado na costa de Viana do Castelo, revelou ontem a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

De acordo com aquela entidade, este cetorrinídeo “é enorme, mas não é perigoso, alimentando-se de krill, plâncton e ovas de peixe”.

E quando abre a boca “aspira a água e retém o alimento, podendo filtrar mais de duas mil toneladas de água por hora”.

É o segundo maior tubarão do mundo, logo a seguir ao tubarão-baleia, podendo atingir perto de 10 metros de comprimento.

Explica ainda a DGRM que estes tubarões “normalmente são avistados onde a água é mais rica em alimento e não mostram receio em se aproximar de pessoas ou embarcações”.

Segundo aquela fonte, já por algumas vezes ocorreram avistamentos desta espécie na orla atlântica nacional e nunca houve registo de qualquer incidente.

Contam ainda que, apesar de ser um animal lento, dá saltos fora de água como os golfinhos.

Vilamoura tem a "Melhor Marina Portuguesa".

A Marina de Vilamoura recebeu o prémio de “Melhor Marina Portuguesa” pelo 12º ano consecutivo na gala dos prémios Publituris Portugal Travel Awards 2023. Vilamoura continua a ter a maior marina do país, com 825 postos de amarração.

“É um orgulho enorme receber este prémio, não só porque reconhece que somos a melhor marina de Portugal, mas também porque é atribuído por um painel de jurados especializados em turismo e o próprio público em geral, tendo em conta a qualidade das instalações e dos serviços prestados”, explica Isolete Correia, Administradora da Vilamoura World.

A distinção, entregue numa cerimónia realizada no Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel, reconhece o elevado nível de satisfação dos clientes da Marina de Vilamoura, a qualidade dos serviços náuticos disponíveis, assim como o conjunto de equipamentos de apoio, reconhecendo a marina como um exemplo de sucesso.

Recorde-se que, em 2022, a The Yacht Harbour Association distinguiu, pela sexta vez, Vilamoura como a melhor marina internacional do ano. Já este ano, a marina tornou-se a primeira em Portugal a receber a certificação 5 Gold Anchor Plantinum, a mais alta distinção atribuída por esta antiga associação.

A Marina de Vilamoura continua a ser a maior marina do país, com 825 postos de amarração, possui um estaleiro totalmente equipado e um centro de treinos de vela profissional, e é palco de eventos nacionais e internacionais, como regatas, estágios de equipas olímpicas de vela e o Marina de Vilamoura International Boat Show.

Existem benefícios da água do mar para a pele?

É no verão que visitamos mais vezes o mar. O som das ondas, o cheiro a maresia, a areia nos pés e o sal na pele, mesmo de olhos fechados é inconfundível. Um mergulho no mar lava a alma e dá a energia necessária para enfrentar o dia a dia. Sabemos que é remédio santo para o nosso bem-estar e saúde mental, um alívio para os problemas respiratórios e um boost de força para o sistema imunitário, mas será que também traz benefícios para a Beleza da nossa pele?

Rica em sais minerais e oligoelementos (sódio, potássio, zinco, magnésio, etc), a água do mar é importante para a regeneração celular e hidratação da pele. Além de ajudar a eliminar as células mortas, ajuda a reequilibrar, manter e a regenerar as células, atrasando assim o envelhecimento da pele.

Além disso, a água do mar também promove a cicatrização da pele. Os sais minerais, como o iodo e o cloreto de sódio, têm efeito antisséptico e cicatrizante, contribuindo para a redução de lesões cutâneas inflamatórias associadas ao eczema e a certas dermatites atópicas, diminuindo a dor e a inflamação.

Também quem sofre de psoríase pode beneficiar de idas à beira-mar, sobretudo na zona do Mar Morto, devido às características únicas de salinidade e exposição solar. Como vê, o contacto com a água do mar é, realmente, um ‘elixir’ de saúde e Beleza para a pele.

Autora: Rafaela Pinto 

Maersk: 1º Porta-Contentores do mundo com metanol verde é entregue

Conforme divulgado, a empresa dinamarquesa assinou e recebeu a embarcação, HMD Hull 4168, construída na Hyundai Mipo Dockyard Co. e Hyundai Heavy Industries Co.

O porta-contentores de 2.100 TEU prepara-se agora para a sua viagem inaugural rumo a Copenhaga. A viagem de 21.500 km de Ulsan, na Coréia do Sul, a Copenhagua, na Dinamarca, proporcionará uma experiência operacional real para os marítimos da Maersk que utilizam os novos motores que usam metanol como combustível, enquanto a empresa se prepara para receber uma frota de novos grandes navios preparados para metanol a partir de 2024. 

Ou seja, o navio feeder será seguido por 18 grandes navios com capacidade de 16.000 a 17.200 TEU, com entrega prevista para 2024 e 2025.  “A introdução deste navio porta-contentores é um passo significativo para cumprir o nosso compromisso de nos tornarmos neutros em matéria de carbono e marca o início de uma nova era no transporte marítimo, onde juntos podemos minimizar as emissões de gases de efeito estufa e criar um futuro mais verde”, afirmou a Maersk. 

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, será a madrinha do novo navio feeder da Maersk. Para lembrar, o importante navio dinamarquês anunciou recentemente que o seu navio inovador passou por testes cruciais no mar. A Maersk garantiu metanol verde para a primeira viagem do navio em cooperação com o produtor e distribuidor holandês de produtos à base de hidrogénio OCI Global. Ou seja, a OCI fornecerá biometanol verde com certificação ISCC para alimentar a viagem inaugural da nova construção.

Como parte de sua estratégia de descarbonização, a Maersk também encomendou recentemente seis navios porta-contentores de médio porte ao Yangzijiang Shipbuilding Group. Os seis navios de 9.000 TEU terão todos motores bicombustíveis capazes de operar com metanol verde e combustível normal. Os navios estão programados para entrega em 2026 e 2027.

Porto de Sines. Lei dos portos terá disposições sobre habitação para trabalhadores

 

O Ministro das Infraestruturas disse que a revisão do quadro
legislativo para os portos vai prever disposições sobre habitação, através de
parcerias com entidades como a Câmara Municipal de Sines, para promover a
fixação de trabalhadores.

“A boa notícia é que iremos incluir [na lei dos portos]
disposições sobre esta matéria, nomeadamente sobre a questão da
habitação”, afirmou João Galamba, durante uma cerimónia de assinatura de
um Memorando de Entendimento que aconteceu na sede do Ministério das
Infraestruturas, que foi assinado pela Adminsitração do Porto de Sines, representada pelo seu Presidente, o Eng. José Luis Cacho.

Segundo o governante, a lei dos portos que está a ser
preparada prevê instrumentos para fazer face ao problema da fixação de
trabalhadores em Sines, através de “parcerias com outras entidades,
nomeadamente com a Câmara Municipal”.

O problema da habitação para além de ser nacional, afecta
igualmente a retenção ou até novas contratações para o sector portuário,
nomeadamente o terminal contentorizado, em virtude dos preços do concelho de
Sines estarem muito elevados e logo, fora do alcance da maioria dos
trabalhadores e até da própria população.

Tendo em conta a expansão do Terminal XXI, e um possível
desenvolvimento do espaço consignado pela APS, a Autoridade Portuária do Porto
de Sines, para desenvolver outro projecto de terminal de contentores, ( que
chegou a ser denominado terminal Vasco da Gama, mas que ficou com dois
concursos públicos desertos), ou até a possibilidade de enveredar por outro
segmento que tem sido estudado noutros portos, nomeadamente Aveiro, Figueira da
Foz e Setúbal, que é o segmento das energias renováveis, nomeadamente na
indústria eólica offshore.

Esta situação vai ao encontro de um projecto de cooperativa
de habitação em Sines, uma iniciativa do Sindicato XXI, (Sindicato maioritário do Terminal XXI), que ajudou a fundar uma
cooperativa do género e tem desenvolvido diligências junto da Câmara Municipal
de Sines para efectivar a iniciativa de modo a desenvolver habitação de custos
controlados para os trabalhadores do Terminal XXI, que pode ter agora o impulso
necessário por esta iniciativa governamental.

Portugal vai traçar um plano para proteger tubarões, raias e quimeras.

 

Segundo avança o Expresso, o Governo avançou com a criação de um grupo de trabalho para a
elaboração de um Plano de Acção Nacional para a gestão e conservação de
tubarões, raias e quimeras. O despacho de 5 de julho, da responsabilidade dos
gabinetes dos secretários de Estado da Defesa Nacional, do Mar e da Conservação
da Natureza e Florestas e da secretária de Estado das Pescas foi publicado na passada quinta-feira em Diário da República e entrou em vigor ontem, quando
se assinalou o Dia Mundial para a Consciencialização sobre Tubarões.

“Os peixes cartilagíneos, que incluem tubarões, raias e
quimeras, têm um papel muito importante para a manutenção de ecossistemas
marinhos saudáveis”, assume o despacho.

 Para Ana Henriques, bióloga e técnica de Oceanos e Pescas da
ANP/WWF, “reconhecer que os tubarões e raias precisam de medidas de proteção” é
o primeiro passo. “É um grupo que não tem tido muita prioridade política e
existe uma fraca consciencialização ambiental sobre a sua importância, uma vez
que têm papéis de predadores de topo, de equilibrar as cadeias alimentares, de
tornar um oceano mais saudável.”

Por isso, a associação ambientalista – que “está já a trabalhar
há cerca de três anos para que Portugal implemente um plano de ação nacional
para a gestão e conservação” destas espécies – vê a publicação deste despacho
com “muito agrado”.

“Este plano de ação nacional para os tubarões e raias é uma
ferramenta muito importante para melhor gerir e conservar as espécies de
tubarões e raias aqui no nosso país. Pretende de uma forma holística e
integrada pensar nas diferentes ameaças – ao nível da pesca, do comércio, das
diferentes atividades humanas que impactam estes animais – e definir ações
concretas no sentido de reverter o grande declínio de tubarões e raias em
Portugal e no mundo inteiro.”

Mas quais são então as principais ameaças para tubarões,
raias e quimeras? “A nível científico já é reconhecido que a principal ameaça à
sobrevivência destas espécies é a sobrepesca. Por várias razões”, explicou a
bióloga em entrevista.

“As artes de pesca não foram desenhadas para excluir estas
espécies. E estes são peixes com características biológicas que as tornam muito
vulneráveis à pesca excessiva (longevidade elevada, períodos de gestação
longos, maturidade tardia, descendências muito baixas).”

Assim, “com o aumento das frotas de pesca, com o aumento da
procura e o acesso a novos habitats, estas espécies começaram a ser cada vez
mais pescadas”. “Com a diminuição, por exemplo, dos stocks de espadarte e de
atum e por os pescadores estarem a trazer estas espécies para bordo, porque
elas existem nos mesmos habitats, há neste momento um mercado global de carne
de tubarão. E há uma procura cada vez maior pela carne, pelas barbatanas e por
outros produtos.”