Lisboa vai testar amanhã níveis de alerta e prontidão a um tsunami

 

Lisboa vai realizar amanhã, um exercício NEAMWave23 para
testar o alerta e grau de prontidão na reação a um tsunami e avaliar a adopção
dos procedimentos de notificação simultâneos entre o IPMA, a Autoridade
Nacional de Emergência e Protecção Civil e os Serviços Municipais de Proteção
Civil.

O exercício é feito no âmbito do Sistema de alerta Precoce
para a Região do Atlântico Norte, Mediterrâneo e Mares Conexos, coordenado pela
Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO, e vai permitir a melhoria
dos procedimentos de notificação, através da avaliação, tornando-os mais
céleres e eficazes.

A câmara de Lisboa vai participar no exercício, através do
Serviço Municipal de Proteção de Civil, com o objetivo de avaliar o Sistema
Municipal de Aviso e Alerta de Tsunami. Este serviço consiste no accionamento da
sirene instalada na Praça do Império, em Belém, com a emissão de sinais sonoros
durante períodos de cerca de 10 minutos, que podem repetir-se ao longo do
exercício.

Os serviços municipais vão promover uma açcão de informação e
sensibilização pública para o risco de tsunami em diversos locais da frente
ribeirinha de Belém.

O exercício terá lugar entre as 8h00 e as 14h30.

Para Surf: Marta e Camilo defendem títulos Mundiais na Califórnia

Marta Paço e Camilo Abdula, actuais Campeões Mundiais de Surf Adaptado, integram a Seleção Nacional que marcará presença no Campeonato do Mundo de Para Surfing Huntington Beach-2023, sob organização da Associação Internacional de Surf (ISA) e que irá decorrer entre hoje e dia 11 naquela praia californiana.

A Marta, Bicampeã Mundial (2021 e 2022) na categoria VI 1, e Camilo (2022) em Stand 1, juntam-se Tomás Freitas e Afonso Faria. Este em estreia absoluta nas convocatórias da Selecção num Mundial da ISA.

Em relação aos campeões mundiais, o selecionador nacional Tiago Prieto referiu, através de comunicado, que “gostaríamos de os ver revalidar os títulos”, ou, no limite, que atingissem “as finais ou a luta pelas medalhas”. “Depois temos o Tomás que já vai no seu segundo ano no Mundial, e esperamos vê-lo melhorar a sua prestação. O Afonso, por seu turno, estreia-se na Selecção, tem muito potencial e acreditamos numa boa surpresa”, acrescentou. 

“Portugal tem alguns dos melhores surfistas do mundo nesta modalidade, basta referir que vamos para a Califórnia com dois campeões mundiais. Mas acreditamos na equipa como um todo e sabemos que todos contribuem para estes triunfos com o seu espírito e alegria”, reforçou João Aranha, presidente da Federação Portuguesa de Surf

Maersk vai despedir 10 mil trabalhadores devido a "dificuldades" no negócio

A dinamarquesa Maersk anunciou hoje que vai eliminar 10 mil postos de trabalho devido ao “difícil ambiente” que se vive ao nível do comércio internacional de contentores e serviços de logística.

A decisão tomada irá resultar numa poupança avaliada em 600 milhões de dólares (cerca de 564 milhões de euros) no próximo ano, de acordo com a empresa dinamarquesa, durante a apresentação dos resultados financeiros referentes ao 3° trimestre deste ano.

O presidente-executivo da AP Moller-Maersk, Vincent Clerc, disse que a Maersk vai continuar a “optimizar” a sua organização, bem como as operações, que afirmou que: “A nossa indústria está a enfrentar um novo normal com procura moderada, preços em linha com os níveis históricos e a pressão inflacionista na nossa base de custos”, tendo salientado que: “Tendo em conta os tempos difíceis que se avizinham, acelerámos várias medidas de contenção de custos e de tesouraria para salvaguardar o desempenho financeiro”.

Canal do Panamá reduz tráfego: Outubro foi o mês mais seco em 73 anos

O Canal do Panamá reduziu, a partir de hoje, e de forma gradual, o número de navios a atravessae o canal devido à greve seca que afecta o país e que tem levantado condicionamentos operacionais.

De acordo com os dados da ACP – Autoridade do Canal do Panamá, o número de passagens nesta rota vai passar de 29 para 25 diárias. No ano transacto, passavam em média cerca de 39 navios por dia, o que demonstra o impacto numa passagem que movimenta quase 6% do comércio marítimo mundial.

A ACP afirmou que: “Outubro é o mês mais seco desde que há registos, há 73 anos. A seca causada pelo El Niño continua a impactar gravemente o sistema de reservatórios do Canal do Panamá e, como consequência, foi reduzida a disponibilidade de água”, que ainda informou que especificou que entre o dia de hoje e o próximo dia 7 vão cruzar 25 navios diários; e que a partir de dia 8 e até dia 30, baixa para 24; dezembro só deverão passar 22 navios, janeiro 20 e 18 em fevereiro, de acordo com as previsões.

A ACP indicou ainda que: “A chegada tardia da época das chuvas este ano e a falta de precipitação na bacia do canal obrigaram à redução do tráfego”.

Os constragimentos operacionais do canal fez lançar instrução devido ao  calado dos navios, facto que fez alguns navios descarregar  contentores antes de entrar na passagem.

A queda do número de passagens vai causar um decréscimo de aproximadamente 200M de dólares nas contas de 2024.

2.º Congresso da Pequena Pesca.

A Docapesca, com o alto patrocínio do Ministério da Agricultura e da Alimentação e o apoio institucional da Associação Natureza Portugal/WWF e da Câmara Municipal de Caminha, vai promover o 2.º Congresso da Pequena Pesca, no dia 4 de novembro, a partir das 9h00, no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, Caminha.

A iniciativa vai reunir organizações de produtores, associações de armadores, organizações não-governamentais, universidades e centros de investigação. 

Em cima da mesa de debate, estarão temas como a valorização da pequena pesca, os seus desafios numa perspetiva ibero-americana, as mulheres na pesca, assim como as potencialidades e desafios futuros que se colocam e colocarão no sector.

Governo extingue Soflusa até ao final do ano.

 

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, anunciou no Parlamento, numa audição na comissão de
Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, que até ao final do ano o
Governo levará a cabo a fusão da Transtejo e da Soflusa. Até setembro, as duas
empresas transportaram 14,6 milhões de passageiros, mais 3% do que antes da
pandemia.

Esta fusão implicará a dissolução da Soflusa e a manutenção
apenas da Transtejo, que abarcará a operação das duas empresas e incorporará os
activos e passivos da Soflusa, e também os seus trabalhadores (438, no total,
entre as duas, que deverá aumentar para 460), anunciou o governante,
justificando a decisão (já anunciada em fevereiro) com uma gestão mais
eficiente dos recursos humanos e equipamentos.

“É a prometida fusão. Quando iniciámos o nosso mandato
tínhamos como convicção que não fazia sentido manter dois operadores fluviais,
cuja actividade se realiza na mesma região, ambos responsáveis por um serviço
público de transporte. Era uma divisão que não fazia sentido. A fusão permitirá
harmonizar condições para os trabalhadores”, disse o ministro,
acrescentando que nunca escondeu as dificuldades, em termos de falta de navios.

Casaco "Mais quente de sempre" criado com lixo dos Oceanos.

A Patagonia, conhecida marca de vestuário e equipamento de exterior com mais de 50 anos, criou aquele que diz ser “o casaco mais quente de sempre” até ao momento.

Denominado “Stormshadow Parka” , é feito de plástico removido do oceano e transformado em tecidos Gore-Tex de alto desempenho, e, segundo a marca, não contém “químicos eternos” tóxicos no seu exterior, que se possam degradar com as intempéries.

Este conceito deseja demonstrar a evolução dos materiais sustentáveis nos últimos anos e prova que os tecidos fabricados a partir de resíduos marinhos podem ter um desempenho tão elevado e ser tão tecnologicamente avançados como quaisquer outros materiais existentes no mercado, de acordo com a marca.

Maior parte do plástico reciclado no mercado provém de garrafas de água velhas, que são recolhidas através de um sistema de reciclagem. A Patagonia começou a utilizar este tipo de plástico reciclado em 2000 e foi uma das primeiras marcas de moda a fazê-lo. 

“Se comprar este casaco, não o queremos voltar a ver durante uma década”, afirmou Mark Little, designer e diretor global de produtos de vestuário de exterior para homem da Patagonia à Fast Company. “Estamos empenhados em criar peças intemporais que durem muito tempo, não só do ponto de vista da durabilidade, mas também do ponto de vista do estilo”, acrescentou.

A marca possui objectivos muito definidos no que diz respeito à sustentabilidade. A empresa afirmou publicamente que a Terra é o seu único accionista e criou o Patagonia Purpose Trust, concebido para garantir que os líderes da empresa tomem decisões que beneficiem o planeta. 

Na prática, isto significa que designers como Mark Little estão sempre a trabalhar para encontrar materiais que tenham uma pequena pegada ambiental e, idealmente, não exijam a extração de novas matérias-primas da Terra.

Em termos de preço, e talvez devido ao seu processo de fabrico, este casaco não é dos mais acessíveis. Demorou dois anos a ser criado, custa 900 euros, mas promete resistir aos climas mais rigorosos do inverno.

Start-up portuguesa cria plataforma global para acelerar preservação dos oceanos

A SeaTheFuture é a considera como a primeira solução global de
“crowdsaving” para a preservação dos oceanos, criada com a missão fazer ligar todas as iniciativas em todo o mundo à sociedade civil, entidades e empresas,
incentivando para a concretização financeira, com transparência e
capacidade de rasteio dos valores angariados.

A SeaTheFuture é derivado do Oceanário de Lisboa e surge
do conceito de que o momento actual é o tempo de agir e com o propósito de impulsionar
acções concretas por parte da sociedade civil capazes de reverter a tendência
actual e contribuir para um oceano mais saudável, desafiando o paradigma
tradicional da conservação ambiental.

Propõe um modelo inovador, com eficiência,
transparência e simplicidade através de uma plataforma online, onde pessoas,
entidades e empresas podem apoiar e viabilizar financeiramente projectos de
conservação.

A start-up assume também o desafio de capacitar indivíduos,
organizações e empresas a apoiarem campanhas e iniciativas específicas por
ecossistemas mais saudáveis, através de doações ou aquisição de produtos
sustentáveis, que assegurem o cumprimento desta missão.

Preenchendo uma lacuna na área da conservação, habitualmente
formada por ONG, fundações e academia, a SeaTheFuture assume que é uma empresa
com fins lucrativos, apostada em construir e a consolidar a comunidade como
movimento de apoio ao oceano.

Assunção Loureiro, diretora-geral da SeaTheFuture, assinala
que “a ambição do projeto é ser o maior movimento e fonte de financiamento
de conservação do oceano de particulares e iniciativa privada, ligando dois
extremos até agora desconectados: os entusiastas do oceano e aqueles que no
terreno tudo fazem pelas espécies e ecossistemas ameaçados, muitas vezes sob
condições extremas e enfrentando enormes desafios, incluindo financeiros”.

Ao alavancar a tecnologia, a colaboração, a transparência e
a partilha de conhecimento, “acreditamos que este movimento pode inspirar
ações em cadeia, fomentar a inovação e impulsionar resultados tangíveis na
conservação do oceano”, acrescenta.

Representando uma inovação no modelo de doações, a
plataforma promove o rastreio de todos os fundos angariados até ao seu destino
final, garantindo a sua canalização para o propósito inicial e, assim,
contribuindo para o reforço da confiança dos utilizadores e para a otimização
dos recursos gerados.

Ao aproximar cidadãos, empresas e o mundo corporativo do
nosso maior aliado na luta contra as alterações climáticas e a perda de
biodiversidade marinha, este movimento tem como principal objetivo gerar um
impacto transformador na conservação e, acima de tudo, acelerar o impacto num
momento de emergência global.

Laboratório em alto-mar para investigar o impacto da actividade humana nos oceanos

 

Esta semana, um veleiro laboratório com tecnologia de ponta
ancorou em Matosinhos. A embarcação foi construída há 34 anos e faz parte da
expedição científica que passa em 22 países europeus e que estuda o impacto da
atividade humana nos oceanos.

O Tara, nome dado ao veleiro, tem formas estranhas e foi
pensado desde logo para servir a ciência até mesmo nas águas mais geladas.
Agora, dá corpo à expedição TRec e, partiu de França em março para estudar
durante 18 meses a atividade humana nos ecossistemas marinhos.

A tripulação é composta por 14 elementos e os investigadores
fazem recolha de amostras de água, solo, sedimentos e do ar ao largo de costas
com as mais diferentes características.

Desta expedição fazem, também, parte mais três laboratórios
com tecnologia de ponta que acompanham o veleiro e fazem um trabalho de
parceria com os investigadores dos vários países onde param.

Novos sacos do Lidl são feitos com redes de pesca recolhidas

 

O projecto TransforMAR, do Lidl Portugal, assinalou este
Verão a sua 6.ª edição e recolheu, com a ajuda da Marinha Portuguesa, redes de
pesca abandonadas em alto mar.

Uma tonelada dos resíduos recolhidos foi transformada em
dois mil sacos de fibras recicladas, cujo valor de venda reverterá para apoiar
a actividade do Aquário Vasco da Gama e da Marinha na preservação do habitat
marinho.

As restantes redes de pesca serão transformadas em poliamida
para serem usadas em novos produtos, ganhando também uma nova vida. Anualmente
em Portugal, a Marinha e as Autoridades Marítimas removem cerca de seis
toneladas de redes de pesca do oceano, um material regularmente deixado na
água, que destrói os habitats, espécies marinhas e ameaça também a saúde
humana.

Os sacos já se encontram disponíveis para compra no site da
Skizo – empresa responsável pela transformação das redes de pesca em sacos de
fibras recicladas –, bem como no Aquário Vasco da Gama, que servirá também de
ponto de recolha para os clientes que desejarem levantar os mesmos no local.
Cada saco tem um valor unitário de 12 euros e está disponível em duas versões,
ambas com motivos marinhos.