O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, anunciou no Parlamento, numa audição na comissão de
Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, que até ao final do ano o
Governo levará a cabo a fusão da Transtejo e da Soflusa. Até setembro, as duas
empresas transportaram 14,6 milhões de passageiros, mais 3% do que antes da
pandemia.
Esta fusão implicará a dissolução da Soflusa e a manutenção
apenas da Transtejo, que abarcará a operação das duas empresas e incorporará os
activos e passivos da Soflusa, e também os seus trabalhadores (438, no total,
entre as duas, que deverá aumentar para 460), anunciou o governante,
justificando a decisão (já anunciada em fevereiro) com uma gestão mais
eficiente dos recursos humanos e equipamentos.
“É a prometida fusão. Quando iniciámos o nosso mandato
tínhamos como convicção que não fazia sentido manter dois operadores fluviais,
cuja actividade se realiza na mesma região, ambos responsáveis por um serviço
público de transporte. Era uma divisão que não fazia sentido. A fusão permitirá
harmonizar condições para os trabalhadores”, disse o ministro,
acrescentando que nunca escondeu as dificuldades, em termos de falta de navios.
