Indústria conserveira dá garantia de 14 mil toneladas de sardinha

A ANOPCERCO – Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco e a ANICP, Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe assinaram em Matosinhos, um acordo de parceria para “garantir um abastecimento global de não menos de 14 mil toneladas de sardinha entre Novembro de 2023 e Dezembro de 2024”, de acordo com a fonte oficial da Secretaria de Estado das Pescas.

De acordo com a mesma fonte, “confere estabilidade e previsibilidade nesta relação comercial entre a frota e a indústria conserveira” e irá “permitir à frota e à indústria subir um enorme degrau, de cerca de 2,8 mil toneladas de sardinha comercializadas directamente (frota para a indústria) em 2023, para cerca de 14 mil toneladas”, sendo duas mil toneladas garantidas ainda em 2023 e 12 mil em 2024.

Esta diferença “representa um aumento de cerca de 500% em relação ao volume de sardinha transaccionado directamente entre a frota e a indústria em 2023”.

MSC Cruzeiro: Chegar aos 50 mil clientes nacionais este ano e a 20 saídas de Lisboa em 2024

Eduardo Cabrita, o Diretor-Geral da MSC Cruzeiros em Portugal, prevê que a companhia poderá atingir os 50 mil clientes nacionais ainda em 2023, e atingir um crescimento superior a 40%, face a 2019.

Com um espírito optimista com os resultados que a companhia de cruzeiros prevê atingir este ano: 50 mil clientes, um crescimento de 40%, em comparação com o 2019 (35 mil), mas também com o ritmo de reservas, até outubro, para 2024, alcançando já um aumento de 25% face ao mesmo período do ano anterior, isto porque “este ano as pessoas começaram a reservar mais cedo, em julho, para 2024, e continuam”, embora haja algum travão desde o início do conflito Israel-Hamas.

A MSC Cruzeiros deu notícia há pouco tempo, do cancelamento do programa completo de inverno do MSC Orchestra que estava previsto navegar no Mar Vermelho, de 8 de novembro de 2023 a 17 de abril de 2024, devido à proximidade de alguns portos de escala do navio a Israel (Haifa), e tem alterações em andamento noutros itinerários. De acordo com o Director-Geral, ainda é prematuro fazer contas ao impacto na operação da MSC Cruzeiros, porque só será retirado um navio de toda frota (22).

Os clientes portugueses tem sido atentos à situação e escolhido das várias opções oferecidas pela companhia, desde o reembolso total à possibilidade de transferirem a sua reserva para outro cruzeiro equivalente. A MSC Cruzeiros previa que as reservas para cruzeiros à partida do Dubai iriam baixar, mas a previsão foi somente nos primeiros dois dias da guerra, tendo retomado ritmo “minimamente estável”, afirmou Eduardo Cabrita.

MSC quer emissões zero até 2050.

Foi na apresentação no Funchal do navio de cruzeiro ‘Grandiosa’, ( “um dos mais ecológicos do mundo”), que Eduardo Cabrita, Director da MSC Portugal, que conta com uma frota de 22 navios de cruzeiro, a propósito da sua pegada sustentável, sendo objectivo da empresa atingir as emissões zero até 2050.

Pedro Vasco, Director comercial da MSC, apresentou, por seu turno, as características do navio: desde as suites privadas com vista mar aos variados restaurantes, onze no total, com gastronomia de todos os cantos do globo.

O navio tem capacidade 6.400 passageiros, e fez desta a sua escala inaugural no Funchal.

Apresentação da nova Licenciatura Ocean Studies

Foi hoje, no Dia Nacional do Mar, que celebrou-se os 50 anos da Universidade NOVA de Lisboa de uma forma muito especial: para dar a conhecer a licenciatura Ocean Studies. 

Fruto do trabalho conjunto de cinco Faculdades da Universidade NOVA de Lisboa – a NOVA School of Law, Nova SBE, NOVA FCT, NOVA FCSH e NOVA IMS – e ainda da Universidade do Algarve e da Universidade de Évora, a licenciatura Ocean Studies é totalmente em inglês, porque o tema é global e a licenciatura foca-se não apenas em Portugal, mas no mundo inteiro.

Esta nova licenciatura destina-se a estudantes que tenham em comum uma paixão pelo Mar e vontade de apanhar esta nova e desafiante onda de conhecimento, que lhes irá permitir actuar como verdadeiros agentes de mudança com capacidade de resolução de problemas ambientais e de desenvolvimento de uma verdadeira economia sustentável do oceano.

Porque se hoje existe uma maior sensibilidade para todas estas questões, o conhecimento é fulcral para resolver problemas e criar oportunidades.

A Sessão de Abertura contou com a participação de João Amaro de Matos, Vice- Reitor da Universidade NOVA de Lisboa, Alexandra Teodósio, Vice-Reitora da Universidade do Algarve e de Ana Paula Canavarro, Vice-Reitora da Universidade de Évora.

Houve uma Mesa Redonda Ocean Studies, que contou com Assunção Cristas, NOVA School of Law (overview e moderação), Antonieta Cunha e Sá, Nova SBE, Marta Martins, NOVA FCT, João Paulo Costa, NOVA FCSH, Roberto Henriques, NOVA IMS, Teresa Cruz, Universidade de Évora, Luísa Lamas, Instituto Hidrográfico e Pedro Pintassilgo, Universidade do Algarve

Palavra aos parceiros com Tiago Pitta e Cunha, Fundação Oceano Azul, José Guerreiro, IPMA e António Nogueira Leite, Presidente do Fórum Oceano e Professor da Nova SBE.

Comissão Europeia com processo de infração a Portugal por pesca acidental de golfinhos

 


Segundo noticiou a agência Lusa, a Comissão Europeia abriu,
esta quinta-feira, um processo de infracção a Portugal por falha na adopção de
medidas para evitar a captura acessória de espécies de golfinhos por navios de
pesca, ao abrigo da diretiva Habitats.

O país tem agora dois meses para responder às questões
levantadas na carta de notificação e, se tal não acontecer, a Comissão poderá
decidir pelo envio de um parecer fundamentado.

Para Bruxelas, Portugal não estabeleceu um sistema de
monitorização da captura acidental e morte de espécies protegidas como o
golfinho comum, o roaz-corvineiro e o boto nas águas da sua jurisdição,
espécies estritamente protegidas ao abrigo da diretiva Habitats.

O executivo comunitário considera ainda que Portugal não deu
os passos necessários para evitar perturbações significativas das duas últimas
espécies em vários sítios Natura 2000 designados para a sua protecção.

MSC Cruzeiros com encomenda de mais dois navios movidos a GNL

A MSC Cruzeiros encomendou mais dois navios da Class World aos estaleiros
franceses de Chantiers de l´Atlantique, que irão ter propulsão a GNL – Gás
Natural Liquefeito e que vão ser entregues em 2026 e 2027.

De acordo com a MSC Cruzeiros, os “novos navios serão uma evolução
do Protótipo “World Class” de última geração com soluções inovadoras para
maximizar a eficiência energética, com utilização extensiva de recuperação de
calor e outras soluções tecnológicas”, o que, de acordo com a companhia de
cruzeiros, “fará com que os navios tenham uma pegada de carbono ainda mais
reduzida”.

“Para além disso, os novos navios estarão prontos para uma
variedade de combustíveis alternativos, incluindo o metano biológico e
sintético e o metanol verde. Os navios também serão equipados com motores de
combustão interna, biocombustível de próxima geração com um deslizamento
reduzido de metano”, de acordo com a MSC Cruzeiros.

O Executive Chairman da MSC Cruises, Pierfrancesco Vago, mostrou-se orgulhoso pela encomenda que dá relevo à parceria de muitos anos com
os estaleiros de Chantiers de l´Atlantique e deu condições para construir “alguns dos
navios mais avançados do mundo”.

“Estamos empenhados em pesquisar e investir em tecnologias
ambientais à medida que estiverem disponíveis, para garantir que continuamos a
progredir na nossa viagem de descarbonização para alcançar zero emissões de
gases com efeito estufa até 2050”, afirmou o Executive Chairman. 

A classe de novos navios World Class vão contar com ligação plug-in
de energia em terra para reduzir as emissões de carbono nos portos, avançados sistemas de tratamento de águas residuais concebidos de acordo com as indicações da IMO,  gestão avançada de resíduos e uma gama abrangente de equipamentos
de bordo com eficiência energética para optimizar a utilização dos motores e as
necessidades energéticas das acomodações para reduzir ainda mais as emissões.

 

Especialistas desmistificam a possibilidade de ebulição dos Oceanos.

 

Na situação actual, apesar de não termos alterando de forma decisiva a utilização
de combustíveis fósseis pela humanidade, o conceito de que os oceanos poderão evaporar não é uma ameaça que seja para ser levada a sério, mas dá sem dúvida, uma bela história para um filme de ficção científica.

De acordo com os cientistas, mesmo que a humanidade usasse todas as reservas de combustíveis fósseis, nunca iria levar o planeta a este extremo. Contudo isso não invalida a existência de uma preocupação relevante e pertinente em relação ao contínuo aumento da temperatura e dos efeitos nefastos sobre os oceanos.

O Climatólogo Zeke Hausfather, da ONG Berkeley Earth,
mesmo com um aumento exponencial dos GEE – gases com efeito de estufa (GEE), o planeta não iria entrar em ponto de ebulição dos oceanos como resultado disso.

A água é muito mais densa do que o ar, e tem a capacidade de absorção de uma quantidade
relevante de calor, retendo a mesma
quantidade de calor que toda a manta de atmosfera acima dela. Este calor
mistura-se lentamente nos 100 metros superiores de água, designada por “camada
mista”, sendo responsável pelo prolongamento do tempo necessário para atingir
as camadas mais profundas.

Observações recentes indicam um aumento nas
temperaturas até nas regiões mais profundas, o que provoca preocupações sobre o
impacto contínuo do aquecimento global nos oceanos.

Colin Goldblatt e os seus colaboradores, da Universidade de
Victoria, num estudo de 2013, publicado na Nature Geoscience, sugeriram que
para induzir um efeito de estufa “descontrolado”, seria necessário um aumento
substancial de CO₂ na atmosfera, um cenário altamente improvável pela
observação das actuais práticas antrópicas.

Pilotos em greve pedem que Governo feche processo sobre reformas.

Os pilotos de barra e portos estão em greve em vários
períodos de novembro, reclamando a implementação do acordo que reconhece “a
natureza especialmente penosa e desgastante” e instando o actual Governo a
concluir o processo.

A greve está a decorrer entre as 07h00 da última terça-feira
e as 07h00 de 16 de novembro, seguindo-se outra paralisação ao trabalho entre
as 07h00 de 22 de novembro e as 07h00 de 24 de novembro e entre as 00h00 de 29
de novembro e as 00h00 de 30 de novembro, refere um comunicado conjunto
divulgado pelo Sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários e
Engenheiros da Marinha Mercante (OficiaisMar) e Sindicato de Capitães e
Oficiais da Marinha Mercante (SINCOMAR).

Paulo Cónego, piloto no Porto de Aveiro e membro do
OficiaisMar, adiantou à Lusa que a greve em curso tem quase 100% de
adesão.Estes trabalhadores reclamam a promulgação pelo Governo do diploma que
estabelece a reforma dos pilotos aos 65 anos e que também contemple a
pré-reforma, dos 60 aos 65 anos.

“O aumento da média de idades dos profissionais de pilotagem
no activo aumenta o risco de acidentes, mas deve também ser uma preocupação das
Administrações Portuárias, não só pela responsabilidade social que lhes
compete, mas também pela necessidade de assegurar uma exploração de operações
óptima e a renovação atempada dos activos”, frisaram os sindicatos no
comunicado.

Considerando a luta “legítima e necessária”, os pilotos
defendem a possibilidade de cessar a actividade a partir dos 60 anos, sem
penalização no valor da pensão, lê-se na nota.

21 anos do acidente do navio "Prestige".

O Prestige foi um navio-petroleiro monocasco, construído em 1976.

No dia 13 de Novembro de 2002, o Prestige, que transportava cerca de 77 mil toneladas de fuel oil, viu um dos seus 12 tanques rebentar durante uma tormenta nas costas da Galiza. 

Começou assim a maior catástrofe ambiental que até o momento havia sacudido a costa galega: o afundamento e posterior derramamento de milhares de toneladas de fuel-oil deste petroleiro. 

No dia 19 de Novembro, pelas 08:00h, o petroleiro partiu-se em dois, a cerca de 250 km da costa da Galiza, tendo-se afundado, o que provocou um aumento no volume da mancha negra, já de si enorme. Mesmo após o afundamento, o Prestige continuou a libertar cerca de 125 toneladas de fuel oil por dia, contaminando o fundo do mar e a linha de costa, especialmente ao longo da Galiza, mas afectando uma extensa área compreendida entre o norte de Portugal e as Landas ou Vendée em França.

Apesar de ter o navio identificado, as investigaçőes judiciais pertinentes não chegaram a um responsável directo deste acidente.

Arrancou o Curso de VTS – Recurrent Training/Course (IALA – V-103/5)

Já teve início a acção de formação que se enquadra no quadro do Sistema Nacional de Controlo de Tráfego Marítimo e resulta de uma iniciativa conjunta entre a DGRM, a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique e as Administrações Portuárias presentes, nomeadamente a APS- Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A., a APSS Adm. Portos de Setubal e Sesimbra e a APDL- Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo.

A formação, certificada de acordo com os parâmetros definidos pela International Association of Marine Aids to Navigation and Lighthouse Authorities (IALA), decorre até 28 de novembro e tem por objectivo dotar os Operadores de VTS de conhecimentos actualizados relacionados com a ajuda e assistência à navegação, bem como apoiar oprocesso de revalidação da certificação de Operador de VTS.

Recorde-se que o Sistema Nacional de Controlo de Tráfego Marítimo (SNCTM) é regulado pelo Decreto-Lei n.º 263/2009, de 28 de Setembro, que criou o quadro geral de intervenção dos órgãos e serviços públicos responsáveis pelo controlo de tráfego marítimo nas zonas marítimas sob soberania ou jurisdição nacional.

O SNCTM é coordenado pela DGRM enquanto AutoridadeNacional de Controlo de Tráfego Marítimo, em articulação com as Autoridades Portuárias.