Porto de Aveiro: Empreitada de sinalização e pavimentação das vias portuárias.

O Porto de Aveiro tem em curso uma empreitada de melhoria de circulação na zona portuária, que contempla a colocação de sinalização, bem como o arranjo e pavimentação de algumas vias de circulação e terminais.

Esta empreitada, que inclui diversas intervenções, passa pela colocação de sinalização vertical no Terminal de Granéis Líquidos, Porto de Pesca Costeira e Porto de Pesca de Largo, execução de sinalização horizontal e colocação de sinalização vertical nas vias de circulação portuária e reparação pontual de pavimentos em algumas vias de circulação e dentro dos terminais.

Doca de Santo Amaro distinguida como Marina mais Azul 2023

A Doca de Santo Amaro, integrada na Marina de Lisboa e gerida pela Administração do Porto de Lisboa, foi distinguida com o prémio “Marina Mais Azul 2023”. 

Esta distinção é atribuída pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE) e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) como reconhecimento no desempenho das actividades de Educação Ambiental.

Este novo prémio vem reforçar e evidenciar a responsabilidade do Porto de Lisboa na garantia de cumprimento dos critérios e objetivos de sustentabilidade definidos, investindo em acções de formação e de consciencialização e promovendo campanhas de sensibilização e acções de educação ambiental.

Viagem inaugural do navio eléctrico ‘Cegonha-Branca’ da Transtejo na terça-feira

A viagem inaugural do “Cegonha-Branca”, primeiro dos 10 navios da nova frota eléctrica adquirida pela Transtejo, realiza-se na próximoa terça-feira, com saída do terminal do Seixal e destino ao Cais Sodré, anunciou a transportadora.

A cerimónia vai contar com as presenças do ainda primeiro-ministro, António Costa, e do ainda ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro.

A recepção aos convidados está marcada para as 9h40 e o embarque previsto para as 10 horas. Segue-se uma visita à casa das máquinas e à ponte do navio, que contará com Alexandra Ferreira de Carvalho, presidente do Conselho de Administração da Transtejo Soflusa, acompanhada por Álvaro Platero Diaz, CEO da construtora espanhola Gondán Shipbuildings.

Movimentação de mercadorias cresceu no porto de Ponta Delgada.

O Porto de Ponta Delgada aumentou em 2022 o movimento de mercadorias, segundo revelou o INE.

De acordo com o estudo sobre o movimento nos portos nacionais, o porto de Ponta Delgada movimentou 1,7 milhões de toneladas em 2022, mais do que os 1,4 milhões de toneladas do ano anterior.

O movimento de mercadorias nos portos marítimos nacionais atingiu 85,0 milhões de toneladas, aumentando 2,3% após o acréscimo de 4,7% registado em 2021.

Novo navio multifunções da Marinha custa 132M€ e estará pronto em 2026

O mais recente navio multifunções da Marinha Portuguesa, “D. João II”, irá ser um investimento de 132 M€, com verbas oriundas do Plano de Recuperação e Resiliência mas igualmente com parte de investimento do estado, e está previsto  que entre ao serviço da Marinha no 2° semestre de 2026.

Os estaleiros holandeses Damen, ficaram com o contrato para a construção que já foi assinado enuma cerimónia com a presença do ainda primeiro-ministro, António Costa, da ainda ministra da Defesa, Helena Carreiras, e do chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Henrique Gouveia e Melo, que desenvolveu o conceito de Plataforma Naval Multifuncional.

Segundo o Ministério da Defesa, o investimento inicial de 94,5 milhões de euros proveniente do PRR teve de ser reforçado, depois de no primeiro concurso, lançado no ano passado, o único candidato qualificado para desenvolver o navio multifunções não ter apresentado qualquer proposta dentro dos prazos, uma vez que o preço base foi considerado pelo mercado como demasiado baixo.

O NRP – Navio da República Portuguesa D. João II irá possuir tecnologia de ponta que vai permitir a monitorização dos oceanos e investigação oceanográfica bem como o acompanhamento da ecologia marinha, estando igualmente disponível para operações de emergência, vigilância, investigação científica e tecnológica e monitorização ambiental e meteorológica, funcionando como um ‘porta drones’ aéreos, terrestres e submarinos.

Em relação à função a desempenhar, podem ser colocadas nesta plataforma equipas especializadas para determinados períodos de tempo em missões específicas.

Após o primeiro concurso ter ficado sem propostas, foi lançado um segundo concurso internacional com qualificação prévia, e, segundo o Ministério da Defesa, “apresentaram-se a concurso quatro empresas e/ou consórcios e qualificaram-se duas” — sendo que dessas, apenas uma apresentou proposta.

Estações Náuticas: Seis novas Candidaturas.

No dia 30 de setembro terminou a 6.ª fase de candidaturas
para os territórios que se pretendem certificar como Estação Náutica,
integrando a Rede “Estações Náuticas de Portugal” (ENP) que, neste
momento, já conta com 32 ENP.

O Fórum Oceano, enquanto entidade certificadora, registou a
entrada de seis candidaturas, submetidas por municípios enquanto Entidades
Coordenadoras: “EN do Alto Côa” (Sabugal), “EN dos Lagos do
Sabor”, “EN de Pedrógão Grande”, “EN de Penamacor”,
“EN de Amarante” e “EN da Ericeira” (Mafra).

As candidaturas recebidas nesta fase reflectem o interesse
crescente de regiões que se encontram no interior de Portugal em aproveitar os
recursos hídricos locais para a prática de actividades náuticas e para a
promoção do turismo, estimulando o desenvolvimento económico e organizando-se
em Estratégias de Eficiência Colectiva.

Estudo: Até 2100, os Oceanos irão ser 5 vezes mais ruidosos.

O aumento do barulho no oceano devido às mudanças climáticas é uma realidade que já começou a afectar a vida marinha, de acordo com um estudo publicado no passado mês de outubro no “Environmental Science.”

As contínuas emissões de gases do efeito estufa têm tornado as águas oceânicas mais ácidas. Com o aumento da temperatura, esse é um factor que impacta a transmissão de sons subaquáticos. 

“Em alguns lugares, até ao final deste século, o som dos navios, por exemplo, será cinco vezes mais alto”, afirmou num comunicado Luca Possenti, oceanógrafo do NIOZ – Instituto Real de Pesquisa Marinha dos Países Baixos, na Holanda. “Isso interferirá no comportamento de muitas espécies de peixes e mamíferos marinhos.”

A pesquisa foi feita em colaboração com o TNO – Universidade de Utrecht e a Organização Holandesa para Pesquisa Científica Aplicada e utilizou modelos matemáticos para analisar cenários climáticos extremos e moderados, se acordo com o IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Num caso moderado, é previsto um aumento de 7 decibéis nos níveis de som debaixo de água até ao final do século no norte do Oceano Atlântico. Devido à mudanças nas correntes oceânicas e nas camadas de temperatura, uma provável diminuição de fornecimento de água superficial mais quente na região levaria à formação de um “canal sonoro” que transporta sons por distâncias maiores.

Um aumento de 7 decibéis corresponde a quase cinco vezes mais energia sonora subaquática, o que intensificará os sons gerados pelo tráfego marítimo – que irá provavelmente aumentar 
com o número de navios no oceano.

“Na ausência de boa visibilidade debaixo de água, os peixes e também os mamíferos marinhos comunicam-se principalmente por meio de sons”, explicou Possenti. “Se os peixes não puderem mais ouvir os seus predadores ou se as baleias tiverem mais dificuldade para se comunicar umas com as outras, isso afectará todo o ecossistema.”

Para avaliar as mudanças estudadas, o TNO e o MARIN – Maritime Research Institute Netherlands também estão efectuando medições dos sons subaquáticos. Através de esferas de vidros que se quebram, os investigadores geram sons nas profundidades semelhantes àquelas usadas por mamíferos marinhos e gravam de dezenas a centenas de quilómetros de distância.

Possenti reiterou que ainda não se sabe muito sobre os efeitos das condições subaquáticas sobre a velocidade do som. “Devido aos efeitos potencialmente profundos sobre o ecossistema, esse conhecimento é essencial se quisermos entender o que as mudanças climáticas podem fazer com a vida marinha”, concluiu o autor do estudo.

Portos congestionados ameaçam fornecimento de trigo à indústria alimentar.

Sendo 2023, um ano já de si complicado no que concerne à gestão dos portos, outra complicação surge no horizonte.

A sequência do aumento de custos logísticos provenientes da paragem global devido à pandemia e a guerra na Ucrânia, (um dos maiores produtores de cereais a nível global), agora é o congestionamento dos silos portuários em Leixões e Lisboa (Beato), que faz com que haja uma ameaça no abastecimento de trigo para a produção de produtos baseado neste cereal como pão, produtos de pastelaria, massas, bolachas ou cereais de pequeno-almoço. Os intervenientes do sector avisam que o aumento de custos irão reflectir-se no preço de venda dos produtos.

O motivo encontra-se chegada nos últimos tempos aos nossos portos de navios de enormes dimensões com carregamentos de milho, soja e diversas matérias-primas para às rações animais. 

Devido às cada vez maiores obstruções na importação proveniente da  Ucrânia (embora nos últimos tempos tenham saído navios pelos corredores alternativos abertos pela União Europeia), factor esse que tem exercido pressão nos portos, sendo que cada vez mais quantidade, faz com que haja mais dificuldades na gestão dos armazéns.

De acordo com as declarações de Luís Ramos, presidente da APIM:  “Com esta sobrelotação em Leixões e no Beato, quando chegam de França os nossos barcos mais pequenos com trigo panificável ou trigo duro, não têm espaço em silo e os barcos inclusivamente não podem acostar – porque não vão ocupar cais se não podem manobrar. E ficam ao largo a aguardar vez para descarregar, com custos muito significativos para a indústria. Corremos o risco de eventualmente faltar o cereal e de não haver farinha para fazer pão, bolachas ou massas alimentícias porque a capacidade de armazenagem nas fábricas é muito reduzida e estamos habituados a fazer uma rotação quase semanal de navios”.

ZIM continua o caminho do crescimento da estrutura.

 

A transportadora israelense Zim diz que precisa “capturar volume”, pois recebeu 46 navios fretados de longo prazo e continua a pagar altas taxas diárias de aluguer pela tonelagem que já aluga por si.A transportadora disse que estaria num “período de transição” até 2025, durante o qual entregará novamente 34 navios “caros fretados da era Covid” no próximo ano e 40 no ano seguinte.

Entretanto, a Zim tem estado activa no mercado de fretamento, relocando parte da sua tonelagem excedentária – embora a taxas de aluguer diárias abaixo dos seus compromissos de fretamento.

Entretanto, as receitas do terceiro trimestre caíram 61%, em comparação com o mesmo período do ano passado, para 1,3 mil milhões de dólares, a partir de levantamentos de 867.000 TEU, o que foi 3% superior, para uma taxa média de 1.043€ por TEU. Isso produziu uma perda de EBITde 195M€ no período e uma perda operacional de 341M€ nos nove meses.

No entanto, o resultado líquido da Zim no terceiro trimestre foi impactado por uma redução no valor recuperável de 11,9 bilhões€, resultando no lucro líquido da operadora sendo registrado como uma perda de 2,1 bilhões€. E a perspectiva para o ano inteiro é de uma perda de EBIT entre US$ 400 milhões e 549,6M€ o que significa que espera que o quarto trimestre resulte em uma perda de EBIT de até 366M€. O presidente e CEO Eli Glickman disse que os resultados do 3º trimestre da transportadora “refletiram o ambiente operacional actual, uma vez que a procura permaneceu fraca e as taxas de frete continuaram a deteriorar-se”. Ele acrescentou: “Dada a nossa perspectiva negativa para as taxas de frete no futuro próximo, registramos uma perda por redução ao valor recuperável não monetária de aproximadamente 1,9 bilhões€”.

Ele explicou: “Estamos atualmente num período de transição, que esperamos que se prolongue até 2024”, acrescentando que se espera que o programa de renovação da frota da Zim, que inclui 28 navios movidos a GNL, “melhore a nossa estrutura de custos e impulsione a rentabilidade a longo prazo”. crescimento”.

E o CFO Xavier Destriau também disse aos analistas durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre que não esperava muita melhoria nas perspectivas para 2024.

“… indo para 2024, muito pouco mudará no sentido de que as taxas de frete hoje estão em um nível muito baixo e muito desafiador para a indústria, e não vemos nenhum catalisador para que isso mude no futuro imediato… o excesso a oferta parece ter vindo para ficar por um tempo, reduzindo assim o otimismo de que as taxas se recuperem significativamente”, disse ele.

Ambientalistas esperam valorização do oceano na COP28

 

Responsável pela absorção de cerca de 90% do excesso de
calor na Terra, o oceano é “um bombeiro e uma vítima” das alterações
climáticas. Foi assim que o caracterizou Tiago Pitta e Cunha, presidente
executivo da Fundação Oceano Azul.

Numa sessão informativa, organizada em colaboração com a
Zero, sobre a conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP28), que se
realiza no Dubai de 30 de novembro a 12 de dezembro, os representantes das duas
associações defenderam a necessidade de valorizar o papel do oceano, muitas
vezes esquecido, no combate às alterações climáticas.

O grande passo nessa direção foi dado há dois anos, com o
Pacto Climático de Glasgow, que resultou da 26.ª conferência, realizada naquela
cidade escocesa, e em que ficou reconhecida a importância do oceano e do
problema do lixo marinho, tendo sido, na altura, considerado uma mudança de
paradigma.

No entanto, a COP27, realizada há um ano em Sharm El Sheikh,
Egipto, representou um “retrocesso proporcional”, recordou Tiago Pitta e Cunha,
admitindo que “agora não há perspectiva de que as coisas estejam a correr
melhor”.

Ainda assim, a Fundação prepara-se para participar na COP28
com o objetivo de “combater a falta política e a enorme ignorância em
compreender que o oceano é uma parte crítica e central dos debates sobre o
clima”.

Sublinhando a mesma mensagem, Emanuel Gonçalves, responsável
científico e administrador da Fundação Oceano Azul, sublinhou que “medidas
paliativas não vão servir” para a conservação marinha e, existindo instrumentos
suficientes, seria necessário utilizá-los todos.