Autor: portaldomar
Três praias portuguesas no top de férias britânico
Açores: Localização das praias favorece águas-vivas e caravelas
Resultados da Limpeza Costeira Internacional da TNC patrocinada pela NOAA.
No outono passado, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) ajudou a patrocinar Limpeza Costeira Internacional da TNC Oceano de 2012. Mais de 550 mil voluntários recolheram 4.540 mil kg de lixo. Este gráfico representa os 10 principais itens recolhidos.
Mais informações: http://bit.ly/1bJ5s02
Imagem: Conservação dos Oceanos.
João Franco não vê capacidade em Portugal para dois portos de águas profundas
Questionado pela deputada do PSD, Carina Oliveira, sobre o projecto do megaterminal na margem sul, João Franco referiu que “em Portugal, muito claramente, não vejo” que haja mercado para dois portos de águas profundas, acrescentando que “Sines tem um grande potencial de crescimento e que com pequenos investimentos ainda é possível aumentar mais a sua capacidade”.
“Não seria inédito que houvesse portos de grande capacidade, como em Espanha e França. Não é necessário que Portugal só tenha um. Lisboa terá sempre um porto muito significativo”, salientou ainda o presidente da APS, admitindo que, com a crescente dimensão dos navios, um grande porto em Lisboa na margem norte “não é hipótese”.
Sobre a possibilidade da Trafaria fazer concorrência a Sines, foi claro: “Nós fazemos concorrência a Valência. Quando o porto da Trafaria estiver concluído, estamos a falar daqui a muitos anos, e nesse momento Sines já estará muito longe, é outra liga. É uma vaidade institucional. Lisboa não será concorrente de Sines”.
“Temos um potencial de crescimento muito grande, segundo dados de ontem [segunda-feira], o crescimento homólogo foi de 62% nos contentores no final de Junho , acrescentou. E, recorde-se, está já em fase de concurso o alargamento do cais para 940 metros, o que permitirá chegar à capacidade de 1,3 milhões de TEUS, sendo que a PSA Sines já requereu a extensão para 1.230 metros, alcançando os dois milhões de TEUS.
O Porto de Setúbal: Capacidade ShortSea Disponível
O porto de Setúbal, como porto de shortsea por excelência, reúne quatro características comerciais fundamentais que raramente são observáveis juntas noutro porto e que, por isso, o distinguem e diferenciam no sistema portuário nacional:
a) localização na Região de Lisboa
É um porto localizado no coração do principal grande centro industrial, populacional e de consumo do País, 40km a Sul da cidade de Lisboa, 20 km a sul do Tejo, estando bem posicionado para servir diariamente as necessidades logísticas de carga e descarga de mercadorias perecíveis e de outros fluxos rápidos da Região de Lisboa e Vale do Tejo e do Sul de Portugal, até Madrid, sem grandes custos adicionais de distância (custo de transporte de 40km = 2 euros por cada 2000 euros de mercadoria). Está a 11 km da plataforma do Poceirão;
b) Vastas áreas para expansão da Plataforma Logístico/Portuária de Setúbal
É um porto sem congestionamentos, com vastas áreas disponíveis para novos cais e terraplenos no porto e zonas logísticas e industriais adjacentes na Mitrena e Setúbal/Palmela, com excelentes acessibilidades rodoviárias e ferroviárias de ligação às redes nacionais e internacionais.
São 11 km de frente portuária profunda e industrial/logística, em grande parte por explorar e são infraestruturas logísticas como o SodiaPark e a Sapec Bay;
c) Acessibilidades marítimas profundas para Cargueiros de média dimensão
É garantida ainda a entrada de navios com calados até 12 metros todos os dias do ano, condicionados à maré. Garante-se atualmente ainda a entrada de navios no porto de Setúbal com calados até 10,5 metros, em qualquer condição de maré (11m em 90% do dia).
E prevê-se a dragagem de mais 2 a 3 metros em breve para acompanhar o aumento dos calados dos navios de média dimensão, a realizar por valores que podem ser considerados “low cost” neste setor;
d) Um dos maiores Terminais de Contentores do País
O porto de Setúbal possui actualmente um dos maiores terminais de contentores e multiusos de Portugal, que no conjunto das Zonas 1 e 2, perfazem cerca de 30 hectares de terrapleno e 1,6 quilómetros de cais em contínuo (fundos de 10 a 15m), com ligação ferroviária no interior dos terminais e ligação dedicada rodoviária à A2/A12, Lisboa- Espanha-Algarve. Incluem-se 725 metros do cais fundados a -15 metros, preparados para o futuro. É um terminal gigantesco com 30 ha no conjunto, JÁ CONSTRUÍDO, com muita da sua capacidade ainda disponível e que deve ser aproveitada.
São muitas vantagens, que caracterizam o porto de Setúbal e fazem dele um porto com potencial de futuro, a curta distância dos grandes centros portugueses e espanhóis.
Mas o porto de Setúbal possui ainda outras vantagens comparativas, que não são menos importantes que as enunciadas:
a) custos globais competitivos;
b) enfoque da administração portuária e das empresas da comunidade portuária na competitividade e desenvolvimento do porto;
c) flexibilidade na adaptação às necessidades do cliente mais exigente;
d) forte agressividade comercial das empresas da comunidade portuária;
e) dois terminais de serviço público para granéis líquidos e sólidos, com vantagens de localização junto ao parque da industrial e logístico da Sapec Bay;
f ) forte impacto social, numa região conhecida pela sua vasta mão-de-obra altamente especializada e por grandes indústrias com terminais privativos;
g) é uma das mais belas baías do mundo.
Setúbal é um porto em crescimento, com um elevado potencial por explorar, preparado para servir o País e a região, durante muitas décadas.
Os principais objetivos comerciais passam por uma Estratégia 3+2:
1) Ser um grande centro shortsea da região de Lisboa, no serviço ao Mediterrâneo, Europa e costa Ocidental de África;
2) Desenvolver um HUB roro de transhipment, trânsito para Espanha e serviços de valor, em conjunto com a VW;
3) Melhorar ainda mais os acessos marítimos (+2/3 metros) e ferroviários (ligação aos terminais da Mitrena, que podem aumentar em 10% a 20% a carga ferroviária nacional).
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1) Desenvolver a vertente náutica, turística e de lazer com os municípios;
2) Desenvolver a pesca em Setúbal e Sesimbra e a aquicultura.
Ondas destemidas
Comunicado da AMONT.
ANOMT – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE OPERADORES MARÍTIMO TURÍSTICOS: Objectivo servir a actividades marítimo turística, assegurando a defesa dos seus associados, celebrar contractos, acordos, promover o desenvolvimento empresarial e tecnológico.
Fonte: ANOMT
Fernando Barriga: “Há muito trabalho a fazer ainda na ciência do mar”
O especialista é um dos autores do livro “O Mar na História, na Estratégia e na Ciência”
O Ciência Hoje falou com um dos autores, Fernando Barriga, responsável pelo capítulo intitulado “Ciência e recursos naturais debaixo de um mar profundo”. O investigador do Creminer – Centro de Recursos Minerais, Minerologia e Cristalografia sublinha que “para a maioria das pessoas que tratam dos assuntos do mar é claro que o futuro de Portugal está do lado do mar porque o país tem uma enorme área de jurisdição económica do fundo do Atlântico Norte. São quase quatro milhões de quilómetros quadrados”.
Os resultados neste sector deverão aparecer mas para até lá é necessário “dedicar mais esforço às ciências e tecnologias do mar”. Para Fernando Barriga “não basta dizer que o mar é importante, é preciso fazer alguma coisa. E o que se está a fazer é escasso”.
O autor defende assim uma “maior prioridade” relativamente aos assuntos relacionados com o mar.
Um dos recursos que poderá ser explorado consiste nos elementos chamados de terras-raras, um grupo de elementos químicos de grande importância em indústrias de alta tecnologia. Actualmente, grande parte destes elementos chega da China, mas descobertas recentes indicam que os fundos marinhos são ricos em terras-raras. Elementos como manganês, cobalto, níquel, cobre, zinco, ouro e prata são também candidatos a extracção num futuro próximo.
O investigador avança que o Creminer, associado a outras instituições europeias, vai participar num projecto designado Blue Mining que vai procurar esclarecer questões e demonstrar a viabilidade económica de determinadas explorações minerais,“parte delas em mares sob jurisdição portuguesa”.
Além da estratégia científica, o livro “O Mar na História, na Estratégia e na Ciência”, lançado pela Fundação Luso-Americana (FLAD), e coordenado por Mário Mesquita e Paula Vicente, aborda ainda a história a estratégia turística.
“Em foco estão um conjunto de perspectivas complementares sobre a importância do mar para o crescimento económico português e para o reposicionamento do país face à sua imensa plataforma marítima, nomeadamente através da cooperação internacional”, esclarece a FLAD.
SCTW 10 – Emendas de Manila "Versão Comentada".
A Convenção STCW, cuja versão inicial data de 1978, estabelece as Normas de Formação, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos. Ratificada por 154 países, incluindo Portugal, é um instrumento fundamental para a promoção da segurança marítima, da preservação do meio ambiente e da salvaguarda da vida humana, navios e carga no transporte marítimo. A Convenção STCW sofreu já duas grandes revisões, a primeira em 1995, e a segunda em 2010, aprovada em Conferência realizada em Manila, Filipinas e que iniciou o seu processo de entrada em vigor em 1 de Janeiro de 2012.
1ª Boa Notícia: Esta obra não se encontra à venda mas é entregue gratuitamente aos interessados, que a deverão levantar directamente nas instalações do SINCOMAR, no Cais da Rocha Conde de Óbidos, Armazém 113, em Lisboa.
2ª Boa Notícia: Se reside fora de Lisboa ou de Portugal, solicite o seu exemplar gratuito através do telefone +351 21 391 8180, ou e-mail sincomar.fesmar@net.vodafone.pt. Apenas terá de pagar os portes de envio.
A tiragem incluiu apenas 3.000 exemplares.
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