João Rodrigues lança livro um ‘Vagabundo dos Mares’

Depois de seis Jogos Olímpicos, cinco títulos europeus e um título mundial, João Rodrigues lança o seu segundo livro ‘Vagabundo dos Mares’.
“Desde os meus dezasseis anos, a minha vida tem sido pautada por ciclos de quatro anos que culminaram sempre com uma presença no maior evento desportivo do planeta – os Jogos Olímpicos”, diz o atleta.
“Todos estes ciclos foram distintos, nuns descobri a improvável simbiose entre uma vida académica e um percurso desportivo, noutros velejei pela sempre complexa relação entre o mundo da engenharia e campanhas olímpica e, noutras ainda, limitei-me a ser um vagabundo do mar! Este livro relata, em particular, o ciclo que culminou com a minha sexta participação em Jogos Olímpicos, desta feira em Londres 2012. É um testemunho, na primeira pessoa, do que se passou, relatando as viagens, os treinos, e as competições. Mas também é uma partilha de emoções, sentimentos, alegrias e tristezas. Que significado tem uma vida dedicada ao desporto de apta competição? Como vivem os velejadores olímpicos? Valerá a pena roda a dedicação e esforço inerentes a uma campanha Olímpica? E a seis campanhas? As respostas a estas perguntas vieram temperadas com sal, fosse de suor, lágrimas ou da maresia do mar”, adianta.
Fonte: Dnoticias.

Trimaran “Spindrift 2” prepara em Portimão assalto ao record da Rota das Descobertas

O trimaran “Spindrift 2”, detentor do record mundial de velocidade, escolheu a Marina de Portimão para base de treinos entre 9 e 16 de Outubro, com vista à participação na Rota das Descobertas.
O objectivo do “Spindrift 2” é aguardar em Portimão por uma janela de bom tempo para a tentativa de bater o record da Rota das Descobertas, que actualmente é de sete dias, dez horas, 58 minutos e 53 segundos, a uma velocidade média de 21,70 nós, e que desde 2007 é detido pela embarcação “Groupama 3” de Franck Cammas.
A tripulação é composta por 12 experimentados marinheiros, liderados pelos skypers Dona Bertarelli e Yann Guichard, cujo mais recente êxito foi o triunfo na Fastnet Race em agosto passado.

Logo que as condições climatéricas o permitirem, o “Spindrift 2” partirá de Cadiz, no sul de Espanha, rumo a San Salvador, nas Bahamas, percorrendo assim o itinerário seguido por Cristóvão Colombo quando descobriu o Novo Mundo, em 1492.

A escolha da Marina de Portimão por parte da equipa do “Spindrift 2” não sucedeu por acaso e está relacionada com a sua localização privilegiada, assim como com as excepcionais características de mar e vento existentes nesta altura do ano, bem conhecidas de parte dos seus tripulantes .

A presença do trimaran na cidade atesta mais uma vez o potencial de Portimão para os desportos náuticos e que já trouxe a estas águas, por exemplo, o mítico barco holandês “ABN Amro”, antes de vencer a Volvo Ocean Race.

Para além da escolha para treino de algumas das mais prestigiadas tripulações da náutica desportiva, a Marina de Portimão tem recebido regularmente provas de nível mundial, como a Audi Med Cup, a Portimão Portugal Match Cup, a Portimão Global Ocean Race, o Campeonato Europeu de Windsurf ou o Mundial de Powerboats, entre outras.


Fonte: Barlavento.

Biólogo de Aveiro quer criar corais em aquário para produzir medicamentos


Em estudo de um biólogo da Universidade de Aveiro (UA) defende que a indústria farmacêutica deve adotar uma nova estratégia no fabrico de novos fármacos, baseados nos compostos sintetizados pelos corais, revelou hoje aquela Universidade.

Em vez de investir nas expedições marinhas para capturar os organismos e na sintetização das respectivas moléculas em laboratório, os investigadores da UA apontam a aquacultura de corais como a opção mais eficiente e mais sustentável.
A equipa da UA, com base em estudos da cultura de corais em aquário, conclui que o custo de produção de um novo medicamento com o auxílio da aquacultura, pode descer de 90 a 60%, dependendo da espécie de coral e do composto alvo.
“Cada vez mais a fonte de inspiração para novos fármacos está no mar e, por isso, as farmacêuticas estão-se a virar para os oceanos à procura de novos compostos, nomeadamente dos que são produzidos pelos corais”, explica Miguel Leal, aluno de doutoramento do Departamento de Biologia da academia de Aveiro.
No entanto, a indústria farmacêutica tem-se deparado com dificuldades por não existir “uma fonte constante e fiável de compostos naturais de origem marinha, uma vez que os organismos produtores dessas mesmas moléculas não são uma fonte inesgotável” e pelo elevado custo da sua captura em alto mar.
Miguel Leal conseguiu demonstrar, através da aquacultura de corais, que é possível produzir as quantidades de matéria-prima necessárias para que as farmacêuticas avaliem o potencial do novo composto, até à fase de ensaios pré-clínicos.
“Não há nenhuma síntese química em laboratório que consiga reproduzir exactamente o mesmo composto natural para além de que, para se chegar ao composto desejado, é preciso fazer muita experimentação e falhar muitas vezes. Mesmo tendo um composto sintetizado à semelhança dos produzidos pelos corais, é preciso provar que funcionam no combate a determinada doença e se a resposta for negativa, todo o enorme investimento é deitado fora e é necessário regressar ao mar para capturar mais amostras”, explica.
Uma das vantagens da aquacultura de corais apontadas pelo investigador “é ter dentro de um aquário não só o verdadeiro composto produzido pelo animal, uma fonte que não falha porque é o produtor natural dessas mesmas moléculas, como também várias espécies prontas a serem estudadas”.
O trabalho de Miguel Leal, realizado no âmbito do Doutoramento, sob orientação do biólogo Ricardo Calado, está publicado na “Trends in Biotechnology”, uma revista de referência na área da Biotecnologia.
Fonte: Diário Digital com Lusa

Dezenas de mortos em mais um naufrágio ao largo de Lampedusa


Dezenas de pessoas, entre elas uma dezena crianças, morreram após mais um naufrágio de uma embarcação com cerca de 250 imigrantes a bordo, no estreito da Sicília.
Uma gigantesca operação de salvamento está em curso ao largo da ilha de Lampedusa, em Itália, para resgatar os ocupantes de um navio que naufragou ao final da tarde a cerca de 70 milhas da costa europeia.
Cerca de 150 pessoas foram resgatadas com vida por um navio maltês e outras 50 foram salvas por um navio da Marinha italiana. A embarcação transportava cerca de 250 imigrantes. O balanço inicial dava conta de 50 mortos mas na manhã de sábado tinham sido recolhidos apenas 34 cadáveres, na sua maioria de mulheres e crianças, segundo a agência italiana Ansa. Um fonte militar maltesa citada pela AFP falava em 33 corpos.
Segundo os jornais italianos, meios marítimos e aéreos da polícia e Exército da Itália e Malta estão envolvidos na missão. O barco, que transportaria cerca de 250 imigrantes de nacionalidade eritreia e somali, terá virado ou adornado em águas internacionais, no canal mediterrânico que liga a Tunísia à Itália.
O alerta foi dado pelas autoridades maltesas, que requisitaram o apoio da marinha italiana para a operação de salvamento. “Temos pelo menos 200 pessoas na água, que estão a ser resgatadas pelos nossos helicópteros”, confirmou um porta-voz da marinha à Reuters. O responsável indicou que todos os sobreviventes seriam transportados para Lampedusa.
A operação acontece após uma noite de intenso movimento da guarda costeira italiana, que socorreu mais de 500 imigrantes em dificuldades no estreito da Sicília.
As autoridades começaram por responder a um pedido de SOS lançado por telefone satélite ainda em águas territoriais da Líbia, dando conta do naufrágio iminente de duas embarcações em borracha pneumática – uma com 101 e outra com 109 pessoas a bordo. Os imigrantes foram levados para o porto siciliano de Trapani por um navio de Malta.
Outros 118 imigrantes em risco foram recuperados por uma embarcação com pavilhão das Bahamas e conduzidos para Porto Empedocle, na Sicília. E finalmente, dois barcos com 65 e 110 indivíduos a bordo foram arrastados pela Marinha italiana até Siracusa, na costa leste daquele arquipélago.
Na semana passada, um incêndio a bordo provocou uma das maiores tragédias marítimas da história recente, com 339 pessoas a perder a vida no naufrágio de uma embarcação que zarpou da capital da Líbia com mais de 500 imigrantes.
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, cerca de 32 mil imigrantes desembarcaram nos portos italianos e em Malta este ano. Dois terços requisitaram asilo na União Europeia.
Fonte: Público

Português elimina lenda do Surf Mundial

Kelly Slatter, 11 vezes campeão mundial de surf, foi hoje derrotado por Frederico Morais, na praia de Supertubos. “Estou no céu”, exclamou o campeão português.
Kelly Slatter, onze vezes campeão mundial de surf, foi esta manhã eliminado pelo surfista Frederico Morais do Rip Curl Pro Portugal by Moche, penúltima prova do circuito mundial.
O feito do campeão nacional foi obtido esta manhã no segundo heat da repescagem. A competir com um wildcard (convite), Frederico Morais recebeu enorme apoio do público presente na praia de Supertubos, derrotou a lenda do surf mundial e tornou-se o primeiro português, nos últimos cinco anos, a passar para a terceira ronda.
“As melhores ondas que fazemos na vida são aquelas que acabamos e não nos lembramos do que fizemos. Acho que este heat foi um bocado assim, estou no céu, tenho de aproveitar e concentrar-me nos próximos heats“, disse Frederico, citado pela Lusa, após a eliminação de Slater.
O surfista de Cascais, de 21 anos, garantiu pelo menos um lugar entre os 13.ºs classificados da competição, ao chegar à 3ª eliminatória do campeonato. A sua vitória, contra toda a lógica, ajudou a comprovar a irregularidade da época de Slater, 2.º do ranking mundial, atrás de Mick Fanning.
Com a eliminação de Slater, o surfista australiano é agora o mais forte candidato à vitória na etapa portuguesa e ao título mundial. Fanning até pode já nem precisar de esperar pela última prova do circuito, no Havai, agendada para Dezembro  para garantir o seu terceiro título mundial, bastando-lhe terminar em 3.º lugar e que nenhum dos seus mais directos perseguidores (Jordy Smith, Taj Burrow ou Joel Parkinson) saia vencedor na praia de Peniche.
Esta manhã, Fanning não teve grande dificuldade em  afastar  Francisco Alves. O surfista português, apesar de eliminado, disse no final estar contente pelo seu desempenho: “É uma honra competir com os melhores do Mundo e espero que o Mick ganhe o título mundial”, disse aos jornalistas.
O Rip Curl Pro Portugal by Moche foi reatado hoje, após quatro dias de paragem.Peniche, 14 out (Lusa) – O português Frederico Morais admitiu hoje sentir-se no “céu” depois de eliminar o norte-americano Kelly Slater, na segunda ronda da etapa portuguesa do circuito mundial de surf, em Peniche.

Fonte: Expresso

Novo Centro de Vela de Viana do Castelo já se encontra a funcionar

O novo Centro de Vela de Viana do Castelo já se encontra a funcionar, na zona portuária de Monserrate. Trata-se do segundo de três centros náuticos incluídos no projecto Centro de Mar, que irá transformar Viana do Castelo na Cidade Náutica do Atlântico. O novo posto, que se junta agora ao já existente destinado ao remo situado no Parque da Cidade, está situado na área de intervenção do Plano de Pormenor da Frente Ribeirinha e Campo d’Agonia, implantando-se no extremo poente, junto ao novo porto de pesca da cidade. O projecto tem uma área de implantação 1.140,50 m2 e área bruta de construção de 1.892,40 m2. O novo edifício está implantado de forma articulada com uma ampla área à qual estará associada uma rampa de acesso à água, uma extensa linha de cais, espaço para carga e descarga, preparação de embarcações, e área de lazer e esplanada.
O equipamento é constituído por dois volumes com dois pisos, articulados perpendicularmente entre si e implantados de acordo com a orientação e funcionalidade dos cais da envolvente. Assim, no piso térreo está o hangar, a ferramentaria, gabinete de primeiros socorros, ginásio, balneários e área comercial, sedo o primeiro piso destinado a hangar, sala de formação, secretaria, sala de direcção e salas de sócios e bar.
Este é o segundo de três postos náuticos do projecto centro de mar, que inclui ainda um equipamento dedicado ao remo e outro à canoagem. Ao todo, vão ser investidos mais de cinco milhões de euros em equipamentos desportivos, sendo que na vela foram investidos 1.6 milhões de euros, comparticipados pelo Programa Operacional dos Factores de Competitividade – COMPETE do QREN.

Fonte: APP

Afinal são ilhas ou rochedos? A confusão começa aqui.



É o território português mais a sul. Espanha não contesta esta soberania sobre as Selvagens, mas veio recordar que as fronteiras marítimas na zona estão em aberto
O estatuto das Selvagens, pedaços de terra a 163 milhas da ilha da Madeira e a 82 das Canárias, está por definir. Portugal diz que são ilhas; Espanha, simples rochedos. É por causa disto que as fronteiras marítimas nesta zona se mantêm hoje em aberto: consoante o estatuto das Selvagens, assim o sítio no mar onde passará a linha entre os dois países. O que falta é estes entenderem-se sobre isso – bilateralmente ou, em caso de desacordo, numa instância como o Tribunal Internacional do Direito do Mar – e esta é que é a história.
Então, onde fica aqui a questão da plataforma continental à volta das Selvagens, falada nos últimos tempos? Esta polémica mistura no mesmo saco, o que lança a confusão, a extensão da plataforma continental, a Zona Económica Exclusiva (ZEE) em redor das Selvagens e o seu estatuto. Na realidade, o estatuto não tem a ver com a proposta portuguesa de extensão da plataforma, ainda que possa haver, como veremos adiante, repercussões sobre este projecto.
As Selvagens saltaram para os jornais com o anúncio de que o Presidente da República, Cavaco Silva, iria visitá-las a 18 e 19 de Julho, dormindo lá, como afirmação de soberania e da habitabilidade das ilhas, e essa visita foi divulgada no fim de Junho. A polémica luso-espanhola sobre as ilhas foi então reavivada pelo envio por Espanha, a 5 de Julho, já depois de se saber da visita de Cavaco Silva, de uma declaração (nota verbal) sobre as Selvagens à Divisão para os Assuntos do Oceano e da Lei do Mar.

Fonte: APP

Líder da pirataria da Somália detido em Bruxelas

Mohamed Abdi Hassan, considerado o chefe número um da pirataria na Somália, foi detido este fim-de-semana no aeroporto de Bruxelas, de acordo com o diário De Standaard, e levado para Bruges, onde se encontra detido à espera de julgamento.
Também conhecido como “Boca Grande”, Afweynei, em somali, Hassan é suspeito do sequestro do navio belga Pompei, em 2009, e foi descrito pelas Nações Unidas “como um dos líderes mais notórios e influentes” da pirataria no Corno de África.
Segundo a AFP, nenhuma fonte judicial confirmou a detenção, mas o procurador-geral federal vai dar uma conferência de imprensa durante o dia de hoje. Abdi Hassan aterrou em Bruxelas num voo proveniente de Nairobi, no Quénia, mas as razões da sua viagem ainda não são conhecidas.
Em 2009, o Navio Belga Pompei com dez tripulantes a bordo, esteve cativo durante 70 dias.
A Abdi Hassan são também atribuídos os assaltos ao Faina, um navio de transporte militar ucraniano, libertado ao fim de 134 dias, e ao Sirius Star, um petroleiro saudita com bandeira liberiana, ambos em 2008. Os dois assaltos terão rendido ao grupo de piratas vários milhões de dólares.
Recentemente, Abdi Hassan anunciou que queria retirar-se da pirataria e dedicar-se à política, de acordo com El Mundo.
Fonte: Público

Artigo de Opinião: “Sines e a Autoeuropa”.




Por esta altura, os progressos nas intenções da Autoeuropa para mudar para Sines, já deveriam ter avançado mais. Por todas as razões e mais algumas. Sines tem todas as vantagens em relação a Setúbal. Para além de ter todas as condições naturais enquanto Porto de águas profundas, o facto de ter ligação a (quase) todos os cantos do mundo, para além de mão-de-obra com provas dadas, ajuda igualmente a ter um peso extra do que seria uma “aquisição” extraordinária para o Concelho de Sines.
Com a Europa ainda a recuperar, e o mercado extra-comunitário  onde se inclui a China e a América do Norte, destinos no qual Sines tem ligações marítimas, é bastante atractivo para a aposta do Grupo VW por cá. Não só deve ser vista a parte de exportação de veículos, mas igualmente a importação de peças que na sua grande maioria não são produzidas em Portugal, o que iria proporcionar movimentação de extra no que seria uma boa notícia para o Porto de Sines. O Porto de Setúbal já efectua exportações desde 2011, mas o facto de Sines ser um Porto de águas profundas e de possibilitar a passagem de navios de maiores dimensões que em Setúbal, faça com haja muito mais vantagens.
Outra das vantagens desta mudança de estratégia do gigante alemão, para além de maximizar as viagens e o número de veículos e peças é o facto de que mais tarde ou mais cedo, Sines ser o ponto fulcral na rota do Canal do Panamá, o que fará com que o investimento tenha um forte retorno.Para termos uma ideia do peso da exportação dentro da Autoeuropa, o ano passado, dos 101467 automóveis construídos entre Janeiro e Outubro, 100895 foram directos para a exportação. Tendo em conta tudo o que envolve no ramo automóvel e a projecção desta iniciativa empresarial para Sines, o aumento da criação de riqueza nacional e a criação de emprego local é uma certeza que faria falta por terras de Vasco da Gama.

Autor: Paulo Freitas