Mohamed Abdi Hassan, considerado o chefe número um da pirataria na Somália, foi detido este fim-de-semana no aeroporto de Bruxelas, de acordo com o diário De Standaard, e levado para Bruges, onde se encontra detido à espera de julgamento.
Também conhecido como “Boca Grande”, Afweynei, em somali, Hassan é suspeito do sequestro do navio belga Pompei, em 2009, e foi descrito pelas Nações Unidas “como um dos líderes mais notórios e influentes” da pirataria no Corno de África.
Segundo a AFP, nenhuma fonte judicial confirmou a detenção, mas o procurador-geral federal vai dar uma conferência de imprensa durante o dia de hoje. Abdi Hassan aterrou em Bruxelas num voo proveniente de Nairobi, no Quénia, mas as razões da sua viagem ainda não são conhecidas.
Em 2009, o Navio Belga Pompei com dez tripulantes a bordo, esteve cativo durante 70 dias.
A Abdi Hassan são também atribuídos os assaltos ao Faina, um navio de transporte militar ucraniano, libertado ao fim de 134 dias, e ao Sirius Star, um petroleiro saudita com bandeira liberiana, ambos em 2008. Os dois assaltos terão rendido ao grupo de piratas vários milhões de dólares.
Recentemente, Abdi Hassan anunciou que queria retirar-se da pirataria e dedicar-se à política, de acordo com El Mundo.
Fonte: Público
