Nove dias com o melhor surf do mundo em Portugal

Kai Otton, de 33 anos, que está no WCT pelo sétimo ano consecutivo, obteve as melhores notas nas ondas surfadas e venceu pela primeira vez uma prova do WCT.


Para chegar à final em Peniche, o australiano Kai Otton eliminou o enérgico John John Florence, o líder Mick Fanning e o campeão “Parko”.
 volta a perder outra final, agora na penúltima etapa do circuito. Otton substitui assim o australiano Julian Wilson como vencedor da prova Supertubos.

Mick Fanning, que foi eliminado nos quartos de final por Kai Otton, adiou a decisão do título para a última etapa do circuito mundial, no Havai, em Dezembro. Com Joel Parkinson, Taj Burrow e Jordy Smith impossibilitados de serem campeões em Banzai Pipeline, o título irá ser discutido apenas por dois surfistas: Mick Fanning e Kelly Slater.

Para se encontrar o campeão mundial de 2013 terá de existir esta conjunção de possibilidades: Kelly terá de vencer a prova e esperar que o finalista não seja Fanning; Ou o australiano conquistar pelo menos o terceiro lugar para se sagrar tricampeão mundial.

Foram nove dias, alguns com prova e outros em espera, com os melhores surfistas do mundo na Praia dos Supertubos e que o SAPO Desporto acompanhou. Hoje, na despedida, trazemos-lhe os melhores momentos do Moche Pro Portugal 2013.

Fonte: Sapo

Pescadores testam pesca ao largo de Fukushima

Uma frota de 21 barcos pesqueiros partiu esta madrugada do porto de Matsukawaura, no Japão, para a faina ao largo de Fukushima, a zona da acidentada central nuclear.
A pesca tinha sido retomada em Junho do ano passado, mas voltou a ser interrompida depois das múltiplas fugas de água radioactiva da central, registadas nos últimos dois meses.
O teste de pesca está limitado a 16 espécies – nada de polvo ou lulas – e deverá ser feito a 50 quilómetros da costa, numa zona com mais de 150 metros de profundidade.
“Queremos partilhar este bom peixe com muitos consumidores. Estamos preparados para avançar, quaisquer que sejam os rumores”, diz um pescador.
Antes do peixe ser enviado para o mercado, a cooperativa pesqueira vai proceder a análises de radioactividade  Outros pescadores da zona envolvente de Fukushina esperam retomar a actividade no início de Outubro.
Fonte: Euronews.

Mares do Extremo Oriente desvendam seus mistérios

Os cientistas do Extremo Oriente russo descobriram nos últimos anos mais de trezentas novas espécies marinhas de águas profundas, informou Andrei Adrianov, Director do Instituto de Biologia Marinha da filial do Extremo Oriente da Academia das Ciências Russa (ACR), no fórum internacional Natureza sem Fronteiras, em Vladivostok.

Foram especialmente produtivas as investigações das zonas de águas profundas da fossa das Curilhas-Kamchatka. Os cientistas descobriram, a uma enorme profundidade de mais de cinco quilômetros, verdadeiros oásis de vida. Para bordo dos navios de expedição foram içados mais de setecentas espécies de habitantes marinhos. Cerca de metade deles era antes desconhecida pela ciência. As fossas profundas dos mares orientais são afinal ricas em múltiplas formas de vida. Os estudos realizados há vários anos no mar do Japão, se bem que a menor profundidade, também tinham sido produtivos: foram detectadas mais de 200 novas espécies, sobretudo invertebrados. Essas descobertas criam novas oportunidades para o desenvolvimento da farmacologia e para a obtenção de novos tipos de medicamentos, diz o perito do Instituto de Oceanologia da ACR Mikhail Flint:
“Neste momento todo o espectro de antibióticos que obtemos de fontes terrestres não é suficientemente eficaz. A fauna marinha, incluindo a que é recolhida nas profundezas, desligada dos processos que ocorrem na superfície terrestre, resulta em toda uma série completamente inovadora de fármacos que já estão a ser sintetizados em condições laboratoriais. Dessa forma eles serão largamente difundidos. Além disso, algumas espécies animais poderão possivelmente ser cultivadas. Nesse caso iremos obter culturas que podem ser usadas na produção de fármacos biologicamente activos e importantes para nós.”
Os cientistas contam obter novos antibióticos, e compostos químicos que reforçam a acção dos antibióticos, dos organismos que vivem nas profundezas oceânicas e nos recifes de corais, assim como novos venenos que, em doses pequenas, podem ser usados para bloquear processos indesejáveis que ocorrem no organismo humano. No fórum de Vladivostok foram debatidas as questões da monitorização na área da usina nuclear japonesa de Fukushima I e da influência das descargas radioactivas da usina avariada sobre a flora e a fauna marinhas. O Estado deve reforçar o seu controle sobre a qualidade dos recursos marinhos dos mares do Extremo Oriente. Agências governamentais como a Rosrybolovstvo e a Rospotrebnadzor devem assegurar a protecção contra a poluição radioactiva e excluir a própria possibilidade ocasional do consumo de pescado contaminado, sublinha o vice-presidente do Comité para os Recursos Naturais e Ambiente da Duma de Estado Maxim Shingarkin:
“Sem dúvida que é indispensável reforçar o controle. O Japão reduziu em dez vezes os limites da presença de substâncias radioactivas nos produtos alimentares. Na realidade ele acabou por capitular na questão da defesa dos interesses da população do país no que respeita à presença de radionuclídeos nos produtos de origem marinha.”
Os cientistas russos consideram que também deve ser reforçada a vigilância por satélite de um fenómeno como as circulações sinópticas no oceano. Se trata da interacção do oceano com a atmosfera que influencia o movimento das massas de água. São alterações a uma escala de dezenas a centenas de quilómetros. É necessários vigiá-las para registar as possíveis poluições transfronteiriça s nos mares do Extremo Oriente.

Os reis dos mares

As navegações da época dos descobrimentos, nos séculos XV e XVI, dependiam basicamente de conhecimentos astronómicos. Estes, por sua vez, eram fundados na matemática. Quando portugueses e espanhóis iniciaram a era das grandes conquistas, a matemática mais avançada não havia chegado aos reinos da península Ibérica. O que eles praticavam era baseado na aritmética, na geometria e na astronomia da Antiguidade.
A matemática começava a tomar novos rumos, especialmente na Inglaterra com os monges filósofos como Roger Bacon, Thomas Bradwardine, Guilherme de Ockham e com os estudos realizados no Merton College, escola que deu origem à Universidade de Oxford. De acordo com a historiografia do período, esse desenvolvimento ocorreu a partir de 1096 graças ao contato com a cultura muçulmana ocasionado pelas Cruzadas, o nome pelo qual as guerras de reconquista cristã contra os mouros ficaram conhecidas. Os muçulmanos haviam preservado e estudado o legado grego ao mesmo tempo que incorporaram elementos da cultura hindu.
Nos séculos XV e XVI, a astronomia usada pelos navegantes portugueses ainda tinha como base o sistema planetário criado por Ptolomeu, descrito no livro Almagesto(século II), e o trabalho de cosmografia Tratado da esfera (século XIII), do monge John de Sacrobosco, segundo o matemático Ubiratan D’Ambrosio, estudioso da história da matemática e hoje professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ambos, Ptolomeu e Sacrobosco, estavam superados se comparados ao que os ingleses já haviam escrito sobre o estudo dos movimentos.
Ainda assim os portugueses foram muito bem-sucedidos em boa parte graças às ações do infante dom Henrique no século XV. Ele foi o patrono dos descobrimentos ao estabelecer o que hoje seria chamado de estratégia de desenvolvimento científico e tecnológico na região de Sagres, com a criação de técnicas de navegação e incentivos à indústria marítima. “O desenvolvimento da caravela, navio estável, ágil, rápido e mortífero, foi um grande projecto tecnológico”, diz D’Ambrosio.
A lista de conquistas é impressionante: Ceuta foi dominada em 1415, Gil Eanes superou o cabo Bojador em 1434, Bartolomeu Dias dobrou o cabo da Boa Esperança em 1488, Vasco da Gama abriu caminho para as Índias em 1499, Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em 1500 e Fernão de Magalhães encontrou a passagem para o oceano Pacífico em 1520. Sem contar o desembarque na América do genovês Cristóvão Colombo a serviço da Espanha em 1492.
Como tantos triunfos podem ter ocorrido mesmo com um conhecimento matemático menos avançado do que o existente no restante da Europa? “Entre os navegantes alguns conheciam astronomia prática, outros sabiam
fazer cálculos e havia os que estudaram cartografia”, explica D’Ambrosio. “Mesmo rudimentar, esse conhecimento se acumulou e se organizou em Portugal e ajudou nas navegações.”
D’Ambrosio ressalta a diferença entre o conhecimento matemático na península Ibérica e o praticado nos demais reinos. No caso das navegações, o interesse estava voltado para a geometria. Os algarismos arábicos só foram utilizados em Portugal a partir do século XV, embora já no XII eles tenham se disseminado pela Europa por trazer mais facilidades para o comércio.
Apesar do raro intercâmbio com outros reinos, Portugal atraía personalidades que se tornaram importantes. Em 1475, Colombo encontrou em Lisboa seu irmão, o cartógrafo Bartolomeu Colombo, que vivia lá. O alemão Martin Behaím,
de Nuremberg, foi à região em 1480 e introduziu a trigonometria no país. Ao voltar para sua cidade em 1492, Behaím apresentou o Erdapfel, o primeiro globo terrestre conhecido.
Para D’Ambrosio, o relativo isolamento de Portugal dos conhecimentos que circulavam na Europa se explica pelo fato de o país ter se fechado depois de expulsar os invasores mouros no século XIII. “A abertura para as informações técnicas e científicas já disponíveis só ocorreu com a grande reforma na Universidade de Coimbra, em 1772”, diz ele.
Fonte: Escritor Brasileiro Neldson Marcolin

Portos portugueses continuam a crescer

O movimento de mercadorias nos portos portugueses evidenciou um crescimento homólogo de 14,1% que no 2º trimestre de 2013 (+3,2% no 1º trimestre deste ano).
Os dados, agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam ainda que o transporte ferroviário de mercadorias manteve uma tendência negativa (-1,9%, mas atenuada face aos trimestres anteriores (-18,9% no 1º trimestre de 2013).
No 2º trimestre de 2013 entraram nos portos nacionais 3 735 embarcações (3 178 navios de mercadorias e 557 navios de passageiros), 3,3% acima do total do trimestre homólogo de 2012, interrompendo a tendência negativa antes registada (-8,0% no 3º trimestre de 2012, -13,1% no 4º trimestre de 2012 e -4,0% no 1º trimestre de 2013). A dimensão das embarcações entradas registou um acréscimo de 10,6%, face ao mesmo trimestre de 2012.

Fonte: Expresso

Crescimento dos portos

Para o capitão-de-fragata António Costa Canas uma melhor rentabilização dos portos portugueses pode ser feita através do seu crescimento, pois a localização de Portugal permite que os nossos portos possam servir de ligação entre a Europa e outros continentes.
O Director do Museu da Marinha, em Lisboa, destaca ainda que os portos nacionais “podem servir para desenvolver o comércio internacional que entra na Europa”. Também considera importante a aposta na náutica de recreio: “Os velejadores podem aproveitar as nossas marinas para as suas estadias e visitar o País.”

Fonte: DN

Peixe-remo de 5,5 metros encontrado na Califórnia

A instrutora de ciência marinha Jasmine Santana mergulhava na costa do sul da Califórnia quando viu um peixe gigante no fundo do mar. Curiosa, a investigadora agarrou o animal pela cauda e arrastou-o para a praia. Só mais tarde, quando os colegas do Instituto Marinho da Ilha de Catalina examinaram o espécime morto, praticamente intacto, se percebeu que Jasmine tinha encontrado um peixe-remo, com 5,5 metros de comprimento.
O animal é uma descoberta significativa para qualquer cientista marinho, mas os investigadores do instituto destacam-no como a “descoberta de uma vida”, relata o Huffington Post. A dimensão do animal era tal que foram necessárias 15 pessoas para ajudar a instrutora a transportá-lo para terra.
Os peixes-remo raramente são vistos, pois vivem em águas muito profundas, subindo à superfície apenas após a morte. Os cientistas acreditam que o espécime de Catalina terá morrido recentemente de causas naturais. Biólogos da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, vão testar amostras de tecido do peixe, de modo a confirmar os resultados iniciais.
Em Agosto, um peixe semelhante a este deu à costa em Villaricos, Espanha. Embora os moradores locais tenham ficado perplexos com a aparência da criatura, os especialistas especularam se não se trataria do cadáver de um peixe-remo.
Fonte: GreenSavers

Porto de Sines cresce 76,5% nos contentores


O porto de Sines registou um crescimento de 76,5% na movimentação de contentores nos primeiros nove meses do ano.
Entre Janeiro e Setembro deste ano, o porto alentejano movimentou 692.011 TEUS (medida-padrão equivalente a contentores com 20 pés de comprimento).

De acordo com um comunicado da APS – Administração do Porto de Sines, hoje divulgado, relativamente ao total de mercadorias, foram movimentadas no período em apreço 27,4 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 29% relativamente ao período homólogo de 2012.

No que respeita aos navios entrados, foi registado um total de 1.477 embarcações, com um crescimento de 36% da tonelagem bruta (‘gross tonnage’) acumulada.

“Os novos serviços regulares que passaram a utilizara o Terminal XXI, com forte destaque para a dupla paragem semanal do serviço de Extremo Oriente (…), bem como a nova dinâmica associada à nova unidade de produção da refinaria de Sines, que motivou um aumento das exportações de refinados, foram dois dos motivos que estiveram na origem do crescimento do porto”, sublinha o referido comunicado da APS, liderada por João Franco.

Fonte: Diário Económico.

100 naufrágios tornam mar do Funchal com potencial científico e turístico


Cem naufrágios de navios dos séculos XVIII e XIX fazem do mar do Funchal um potencial científico e turístico, considera o investigador do Centro de História de Além-Mar José Bettencourt, que lidera um projecto para avaliar este património.
“Numa análise muito preliminar ainda, os registos que temos são de aproximadamente cem naufrágios no entorno ao porto do Funchal, o que é uma quantidade bastante significativa”, disse José Bettencourt.
Segundo o especialista em arqueologia subaquática, “a maior parte desses registos é de navios do século XVIII e XIX”, mas há “alguns mais antigos, como um galeão espanhol que naufragou em 1622” e que, “se fossem descobertos, teriam e têm um potencial científico muito relevante”.
O responsável esclareceu que a zona do porto e de aproximação a este são “áreas mais perigosas para a navegação, porque são aquelas que têm maior tráfego marítimo”, e “é aí que se dá a maior parte das perdas”, pelo que estas “são, sempre, em todo o país, as zonas mais ricas do ponto de vista arqueológico”.
“A maior parte dos naufrágios localiza-se junto à costa porque a maior parte são resultado de encalhes ou de perdas durante operações portuárias, por isso, a maior parte estará a baixa profundidade”, explicou o investigador, reconhecendo, contudo, que as características da Madeira levam o investigador “a esperar que os sítios sejam um pouco mais profundos”.
O coordenador do Centro de Estudos de História do Atlântico, Alberto Vieira, admitiu que “terão ocorrido muito mais naufrágios ao longo da história”, salientando que, desde o século XV, “há referências a naufrágios”, embora os dados sejam “muito esparsos”.
“Tivemos historicamente um problema muito importante na Madeira, a principal cidade fixou-se, montou-se, numa baía que oferecia grandes dificuldades em termos das embarcações”, referiu o coordenador do centro, sediado no Funchal.
A este propósito, o historiador realçou: “A baía do Funchal sempre foi historicamente muito complicada em termos da navegação em determinadas épocas do ano, o que fazia duas coisas, primeiro as embarcações só entravam dentro do porto (…) para descarregar, porque normalmente lançavam a âncora ao largo, por causa de um conjunto de correntes e ventos que acontecia numa determinada época do ano, mas que, muitas vezes, era ocasional”.
“O porto do Funchal, por textos que nós conhecemos, era conhecido como um dos portos mais difíceis e, para muitos estrangeiros, o parar no Funchal era sempre uma aventura”, adiantou, reconhecendo que a zona tem um património subaquático decorrente dos naufrágios, mas a pesquisa pode encontrar um obstáculo no assoreamento.
O arqueólogo José Bettencourt defendeu que o turismo arqueológico subaquático poderia ser “um complemento à actividade turística de mergulho que já existe” no arquipélago.
“Trabalhamos para dar algo à comunidade, não só para responder a questões científicas, mas também para contribuir com o nosso trabalho para o desenvolvimento económico e cultural das áreas onde estamos a trabalhar”, declarou.

Fonte: Jornal de Negócios.

Descoberto primeiro peixe com mandíbula moderna

Um grupo de investigadores chineses descobriu o fóssil de um peixe que viveu há cerca de 420 milhões de anos e que é uma nova peça no puzzle da evolução, já que é o mais antigo peixe até hoje encontrado que possuía mandíbula.
Num artigo publicado hoje na Nature, os cientistas liderados por Min Zhu, da Academia de Ciências Chinesa, em Pequim, explicam que o espécime, ao qual deram o nome científico de Entelognathus primordialis, viveu há pelo menos 419 milhões de anos, sendo “o vertebrado mais primitivo com uma mandíbula moderna”, que até hoje foi possível identificar.
A mandíbula do fóssil é muito parecida com a de um peixe ósseo actual, o que sugere uma relação entre espécimes antigos e modernos. O aparecimento de mandíbula foi um momento fundamental na evolução dos seres vertebrados.
Fonte: DN.