Porto de Leixões é o primeiro porto português a obter a Certificação na norma ISO 28000

obtenção desta certificação demonstra o compromisso do Porto de Leixões com a qualidade e a segurança nas operações realizadas, visando a contínua satisfação dos seus clientes, reforçando a imagem institucional e acompanhamento do mercado em permanente mudança.

 A implementação da norma ISO 28000 – Segurança da Cadeia de Abastecimento tem como objectivo primordial estabelecer, implementar e melhorar os níveis de segurança e protecção nas operações, melhorar as condições de segurança na cadeia logística, garantir as competências necessárias para o desempenho das funções operacionais, assegurar a conformidade com a política de segurança estabelecida e demonstrar essa conformidade em relação a terceiros.

Esta certificação permite o reconhecimento da gestão da cadeia de abastecimento, com benefício da redução dos níveis de risco para pessoas, instalações e mercadorias, estabelecendo um padrão internacional para todos os processos de negócio, priorizando a qualidade e a segurança nas operações realizadas no Porto de Leixões.

Portugal precisa «de um eixo atlântico para desenvolver a economia do mar»

Portugal precisa «de um eixo atlântico para desenvolver a economia do mar», afirmou o Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, na terceira sessão dos Diálogos de Sustentabilidade «A Economia Azul», organizado pela Global Media Group e a Fundação Inatel, em Setúbal.


«Vou dar só uma ideia dos projetos que em 2022 conseguimos atrair: conseguimos 47 novos projetos internacionais – cerca de 2,4 mil milhões de euros quando forem contratualizados – 19% dos quais vieram dos Estados Unidos, 15% vieram da Suíça e 15% do Reino Unido», disse lamentando a fraca participação dos países da União Europeia apesar do investimento da Alemanha, que foi de cerca de 13%.

O Ministro disse que «Portugal, enquanto está dentro da União Europeia e se bate pelas suas políticas, não pode esquecer o eixo Atlântico e a ligação profunda com o Reino Unido e com os Estados Unidos, até para desenvolver a própria economia do mar», acrescentando que «isso é fazível e vai acontecer com maior ou menor dificuldade».

António Costa Silva afirmou que «se, daqui a dois anos, puder chegar aqui e dizer que o nosso grande centro de bioeconomia azul em Matosinhos está a funcionar, que já teve receitas – não ainda os quatro mil milhões de euros que pode ter potencial para atingir, ou até mais, mas 500 ou 1000 milhões de euros –, seria extraordinário».

«Se daqui a dois anos puder chegar aqui e dizer que o grande projeto eólico offshore já tem duas instalações, que estão em processo de desenvolver a sua produção e tem mais outras em desenvolvimento, seria extraordinário», disse ainda 

«Se daqui a dois anos puder dizer que alguns investimentos que estão previstos para o grande polígono de Sines, que são de cerca de 20 mil milhões de euros, já estão executados, e, sobretudo, que a parte do hidrogénio verde, da amónia, do metanol e da constituição de um polo de shipping em Sines, será decisivo», acrescentou. 

Taxas de transporte marítimo no Mar Negro disparam

Os custos de contratação de navios para transportar mercadorias no Mar Negro aumentaram em mais de um quinto desde o início do ano, reflectindo taxas de seguro de risco de guerra mais elevadas, segundo fontes do sector.

O Mar Negro é crucial para o transporte de cereais, petróleo e produtos petrolíferos. As suas águas são partilhadas pela Bulgária, Geórgia, Roménia e Turquia, assim como pela Rússia e Ucrânia.

Desde 1 de janeiro, quando as apólices são renovadas, as resseguradoras que fornecem protecção financeira às companhias de seguros têm acrescentado exclusões para navios e aviões para a Bielorrússia, Rússia e Ucrânia. Seis fontes de seguros, que comentaram à Reuters sob condição de anonimato, afirmaram que um êxodo de resseguradoras do mercado tinha aumentado preocupações sobre o risco de apreensão de navios pela Rússia e as responsabilidades relacionadas com a guerra na Ucrânia, incluindo minas flutuantes ou navios que ficaram presos em portos durante longos períodos. Desde a introdução das exclusões, este ano, as seguradoras que fornecem cobertura não terão a protecção do resseguro em caso de grandes sinistros.

As fontes disseram à Reuters que nenhum navio tinha perdido a sua provisão de seguro, mas esperavam taxas mais elevadas, que variariam de acordo com circunstâncias específicas. Os prémios de risco de guerra aumentaram em mais de 20%. Isto poderá aumentar as pressões inflacionistas, que, no ano passado, atingiram máximos de várias décadas, após a guerra na Ucrânia, levando alguns preços de mercadorias a níveis recorde.

“O efeito (da saída dos resseguradores) está a reduzir a capacidade (de subscrição) no mercado de risco de guerra e determinará que as pessoas pagarão mais este ano“, disse uma fonte de seguros marítimos envolvida.

Os navios têm, normalmente, um seguro de protecção e indemnização, que cobre as reclamações de responsabilidade civil de terceiros, incluindo danos ambientais e sinistros. As apólices separadas, de casco e maquinaria, cobrem os navios contra danos físicos. Além disso, os navios estão cobertos, tipicamente, por apólices anuais de seguro de guerra.

 

Governo dos Açores vai investir em operação portuária “igualitária".

Berta Cabral referiu que existem “algumas situações de desigualdade nos portos dos Açores”, indo-se agora “estudar a questão” para se “fazer uma operação mais igualitária, sobretudo nos dois maiores portos”, localizados em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e na Praia da Vitória, na ilha Terceira, que constituem as duas portas de entrada da região.

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas recebeu, em Ponta Delgada, em audiência, a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários (FNSTP) e o Sindicato dos Trabalhadores Portuários da Ilha Terceira (SITPIT) para abordar questões relativas à operação portuária nos Açores, tendo este sido um dos temas abordados.
“Obviamente que temos portos pequenos, as nossas próprias especificidades em função da nossa realidade arquipelágica, com dois grandes portos de entrada (Ponta Delgada e Praia da Vitória). Nesse aspecto, vamos tentar aqui encontrar soluções comuns de tratamento no que respeita à operação portuária”, declarou Berta Cabral.
A titular da pasta das Infraestruturas especificou que as operações que as empresas de estiva Oper Ponta Delgada e Oper Terceira desenvolvem “não têm exactamente o mesmo âmbito”, pelo que se pretende “aproximar o âmbito da actuação” em termos logísticos na gestão da operação vertical e horizontal da carga.
Os trabalhadores da estiva da ilha Terceira pretendem, assim, operar nas mesmas condições que os colegas de Ponta Delgada, sendo que Berta Cabral apontou que há trabalhadores da Portos dos Açores, empresa pública, que garantem estas operações portuárias “e, se estas forem transferidas para a Oper Terceira, é preciso perceber o que acontece aos trabalhadores da Porto dos Açores”.
A titular da tutela dos portos dos Açores frisa que “há que garantir um tratamento equilibrado e que estes não percam os seus estatutos remuneratórios e da empresa”.
A governante salvaguardou que este “é processo, não são situações para resolver de hoje para amanhã”.
Para o presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários, Aristides Peixoto, “há um caminho aberto” para que se chegue a um consenso nesta matéria.
Apesar de reconhecer que “há aspectos que são diferentes nos vários portos, o que acontece também no continente”, o sindicalista defendeu que há “que regularizar e colocar tudo à mesma dimensão”.
Aristides Peixoto especificou que o parqueamento de contentores, por exemplo, deveria ser assegurado pelos trabalhadores portuários das empresas de estiva, “nos termos da lei”, o que não acontece no porto da Praia da Vitória, onde são os trabalhadores das administrações portuárias que garantem a operação.

A Economia do Mar precisa de inovação e jovens talentosos

Assunção Cristas acredita que Portugal tem todas as condições para se afirmar como uma grande potência na área do desenvolvimento e proteção da economia sustentável do oceano. A ex-ministra revela ainda detalhes sobre a “Ocean”, uma licenciatura pioneira a nível mundial, nesta entrevista ao Ensino Magazine.

Coordena o mestrado em Direito e Economia do Mar da Nova School of Law (NSL), recentemente distinguido pela Eduniversal como o melhor do mundo neste domínio, na categoria de Maritime Management. Para além do natural orgulho na distinção, significa isto que Portugal está na vanguarda neste campo?
O nosso país apresenta, neste campo, uma marca distintiva e temos a possibilidade de irmos mais além em termos internacionais. Este mestrado funciona há sete anos, e de há dois anos a esta parte sofreu algumas transformações, nomeadamente na língua de ensino que passou a ser o inglês e a mudança nalgumas disciplinas, em que de 14 obrigatórias passámos a ter oito e um leque muito alargado de disciplinas facultativas. Há não muito tempo, tínhamos à nossa frente universidades tão relevantes como as de Roterdão, Sydney, Copenhaga e Singapura e este ano obtivemos o primeiro lugar. Isto é o corolário de um trabalho de qualidade que se tem vindo a desenvolver nas universidades portuguesas, mas este mestrado destacou-se pela natureza diferenciada, assente numa visão ampla e integrada. O foco na sustentabilidade, mais visível em determinadas disciplinas, e possuirmos professores de grande qualidade e mérito que fomos agregando a este mestrado, creio que também foram fatores que pesaram na nossa subida no “ranking”. Fazer melhor do que no ano anterior é uma preocupação permanente. Este ano a grande novidade foi o lecionar da cadeira de Maritime Security, a cargo da Marinha Portuguesa, mais concretamente pelo almirante Gouveia e Melo.

Também está ligada à Nova Ocean Knowledge Centre, focado na área do Direito, mas com uma vocação interdisciplinar. Trata-se de mais um contributo para colocar o tema do oceano na agenda?
A marca de água da NSL é olhar sempre para o Direito em contexto e em diálogo com as outras ciências e no caso do Mar isto é especialmente relevante. Não é possível compreender o Mar se tivermos uma abordagem muito setorial. Este Centro, que está a dar os primeiros passos, procura também envolver os estudantes de mestrado em trabalhos de investigação, para além, naturalmente, dos estudantes de doutoramento. Para além disso, já temos alguns estudantes de licenciatura interessados em envolver-se nestas áreas.

Qual é o ponto de situação do pedido de acreditação da “Ocean” (Mar), a licenciatura pioneira a nível mundial da NSL?

Esta candidatura foi preparada ao longo dos últimos dois anos, assente numa preocupação de transversalidade. Para além do mestrado e do Centro, achámos que era da maior importância agregar as diferentes perspetivas e o diferente conhecimento que existe sobre o Mar. Temos na nossa universidade e também na universidade portuguesa, em geral, muito boas formações de licenciaturas e mestrados ligados ao Mar, mas sentimos que faltava algo de muito transversal. Desafiámos outras faculdades a fazer um projeto de raiz, de nível licenciatura (3 anos), que pudesse abarcar o Direito, a Economia, a Gestão, os fundamentos da área da Biologia e da Geologia, também, a História e as Relações Internacionais, tendo o Mar e o oceano como ponto agregador. Escolhemos a designação “Ocean”, em inglês, porque o tema é global e também porque ambicionamos trabalhar para o mundo, criando impacto além-fronteiras.

Que outras instituições para além da NSL estão envolvidas?

O dossiê já está aprovado, apesar deste processo ter arrancado devagar, por ter sido em plena pandemia. É um projeto nunca antes visto no nosso país porque envolve oito entidades diferentes, cinco das quais da Universidade Nova e as outras três das universidades do Algarve e de Évora. Pelas valências envolvidas, prometemos um curso inovador, nomeadamente com o contacto direto com os ecossistemas marinhos. Está previsto arrancar no Algarve com uma semana de campo em princípios de oceanografia. Posteriormente, esta investigação será complementada em Lisboa com o Instituto Oceanográfico pertencente à Marinha. Também está prevista uma semana de campo no final do primeiro ano, mais concretamente em Sines, com a experiência e os desafios de uma cidade costeira. O resto do curso funcionará, essencialmente, em Lisboa, mas há a possibilidade de os estudantes escolherem fazer o último semestre da licenciatura em Sines ou no Algarve, ou em alternativa, nalguma instituição internacional. Uma coisa posso garantir: é um curso absolutamente apaixonante, inovador e multidisciplinar, com várias disciplinas a serem lecionadas por mais do que uma faculdade.

Quais são as saídas profissionais que perspetiva para esta licenciatura pioneira?

Para além de poderem prosseguir mestrados e doutoramentos, podem profissionalmente entrar no mercado de trabalho, seja no âmbito público ou privado, em Portugal ou no estrangeiro. A ligação a organizações não governamentais é outra alternativa a considerar. No setor privado gostaria que alguns dos licenciados pudessem lançar algumas empresas na área do Mar, porque a economia deste setor precisa de inovação e de jovens talentosos. Para além disso, também poderão ajudar as empresas da economia sustentável do Mar a posicionarem-se melhor ou apoiarem investimentos diretos estrangeiros que, não tenho dúvidas, vão acontecer, cada vez mais, em Portugal. É muito importante transformar as boas ideias em negócio.

Refere que Portugal se tem destacado na investigação científica ligada ao Mar, mas precisa de transformar o conhecimento em negócio. Falta uma cultura de empreendedorismo e, em simultâneo, uma maior ligação entre as empresas e as universidades?

Penso que se tem feito um grande caminho, mas é preciso ambicionar mais. Precisamente na licenciatura “Ocean” vamos ter uma disciplina optativa ligada ao empreendedorismo, para reforçar a preparação dos estudantes neste domínio. Desta licenciatura sairão pessoas com a capacidade de dialogar com os cientistas que lidam com diversas áreas. O foco será sempre em proteger, recuperar, restaurar e desenvolver as áreas de atividade económica associadas ao Mar, tendo sempre como foco a sustentabilidade.

Economia do mar é oportunidade para afirmação do Politécnico de Viana

O secretário de Estado do Mar e ex-presidente da Câmara de Viana, José Maria Costa, marcou presença na “Conferência Mar: Energia e Sustentabilidade”, que decorreu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESTG-IPVC). A iniciativa inseriu-se no ciclo de conferências “Water Design Views | Blue Design Alliance”, copromovida pelo IPVC e por outras instituições de Ensino Superior, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“O IPVC tem de estar atento e acompanhar toda a dinâmica em torno da economia do mar, de forma a ser uma mais-valia para a sua implementação e consolidação no concelho e na região, mas também para nos diferenciarmos e afirmarmos enquanto instituição de Ensino Superior”. Esta foi a principal ideia defendida pelo presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues, na “Conferência Mar: Energia e Sustentabilidade”, que decorreu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Politécnico de Viana do Castelo (ESTG-IPVC).

Os contributos e a afirmação do IPVC poderão ser feitos em áreas tão preponderantes para a economia, como a investigação, a transferência de tecnologia, a recolha e tratamento de dados, a biotecnologia e a área alimentar. São áreas, acrescentou Carlos Rodrigues, às quais “o Politécnico de Viana do Castelo quer dar resposta”.

Greves nos portos: APAT apela a entendimento

Relativamente à greve dos trabalhadores das administrações portuária, a APAT (Associação dos Transitários de Portugal) apelou a que se chegue a um entendimento o mais rapidamente possível, “pois para além dos prejuízos causados diretamente às nossas empresas e às pessoas, causa igualmente prejuízos à imagem de Portugal e dos Portos Portugueses”.

“Ainda que não seja possível afirmar com elevado grau de certeza, estimamos que uma greve com estas características e dimensão poderá ter um impacto no comercio internacional de cerca de 100 a 150M euros/dia no país”, comenta a associação. “Depois de acontecimentos demasiadamente penalizantes para todos, desde a Covid-19, a guerra, a inflação e o preço da energia, entendemos que não deveremos ser a adição para eventuais crises sociais, causadas por falta de produtos de primeira necessidade e ainda mais razões para mais subidas de preços”.

A APAT lembra que: “Oportunamente percebemos que cadeias logísticas bem oleadas e agilizadas são fundamentais para crescimento, sustentabilidade ambiental, social e económica, e se somos todos parte da cadeia logística, todos devemos ter o entendimento necessário da importância que temos no processo e todos temos de ter um posicionamento mais conciliador. Se o direito à Greve é um direito dos trabalhadores e que compreendemos, também entendemos que temos o direito de apelar ao bom senso de todos os intervenientes neste processo, desde os trabalhadores, das administrações portuárias e da tutela.”

Greve nos portos desconvocada após reunião com João Galamba

Depois da reunião com o novo ministro das Infraestruturas, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias decidiu desconvocar a greve iniciada a 22 de dezembro e que abrangia as várias infraestruturas do continente, Madeira e Açores, confirmou o líder sindical, Serafim Gomes.

“Desconvocámos a greve. Decidimos dar um voto de confiança às intenções que o senhor ministro nos apresentou de valorizar os portos. Achámos que era uma atitude responsável, até porque [João Galamba] está há pouco no cargo. Pediu-nos tempo, até três meses, para avançar com as ideias que tem para os portos”, resumiu.

Após cinco dias em dezembro, estava prevista a paralisação todas as segundas e sextas-feiras até ao final do mês de janeiro, levando as fábricas portuguesas a temer atrasos nas encomendas e subidas nos custos de produção. Esta greve estava concentrada sobretudo nos trabalhadores marítimos, que movimentam as lanchas de pilotos e os rebocadores, mas bloqueava as restantes operações portuárias.

Na lista de reivindicações do SNTAP, que por “uma questão de independência não está, nunca esteve e nunca estará” filiado na CGTP ou na UGT, destacava-se, além da resolução de problemas distintos nos diversos portos, uma actualização da tabela salarial de 8% para os trabalhadores das administrações portuárias.

Questionado sobre se, na reunião da passada segunda-feira, Galamba deixou alguma promessa em termos de valorização salarial, Serafim Gomes respondeu que “o compromisso é que vai avançar com um processo mais geral de desenvolvimento dos portos e, nesse contexto, rever as matérias das condições dos trabalhadores”. “Se houver desenvolvimento dos portos, é melhor para os trabalhadores”, acrescentou.

Greve nos portos ameaça abastecimento de bens essenciais

A greve nos portos portugueses está a ameaçar o abastecimento de bens essenciais e a paralisar importação e exportação. Os alertas são dos empresários, que esta quinta-feira denunciam uma “sangria económica” e pedem ao Govero uma resolução urgente.

Em causa está a paralisação de vários dias, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias na semana passada, que se prolonga até 30 de janeiro em vários portos do país.

A Associação Empresarial de Portugal enviou ao Governo, juntamente com outras seis entidades, uma carta onde alerta para os prejuízos que esta greve está a provocar nas empresas e na economia.

Já os trabalhadores, operadores e clientes do Porto de Leixões avisam que as importações e exportações estão já a sofrer bloqueios.

“Os utilizadores dos portos nacionais com maior capacidade já estão a desviar carga para Espanha e para outros portos internacionais”, mas a maioria dos operadores económicos não tem essa possibilidade, por isso estão “neste momento paralisados”, indicam.

O Porto de Leixões, devido às suas características físicas, será um dos piores casos: está em “encerramento total”, sem entrada nem saída de navios.

A situação é confirmada pelo presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro.

“O que está a acontecer é que os navios não estão a carregar nem a descarregar. Alguma desta carga está a ser desviada para Espanha, temos dezenas de navios ao largo em Leixões e nos outros portos do país. No caso de Leixões ainda é mais grave, porque, devido às suas características físicas isto dita o encerramento total do porto, não há entrada nem saída de navios.”

Garrafa com mensagem dá à costa em Tróia. Foi lançada ao mar em 2020, nos EUA

Vivia-se o ano de 2020 quando um grupo de oito alunos da Escola Ocracoke, Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América, estava a terminar o secundário. Para eternizar o momento, Charles Temple, o professor de inglês, sugeriu lançar ao mar uma garrafa com uma mensagem.

Esta já é uma tradição que se repete há cinco anos com os alunos finalistas desta escola norte-americana. Fazem um passeio de barco e, depois, atiram as garrafas para a corrente do Golfo, no Atlântico, para que façam uma viagem pelo oceano, até chegarem a terra, segundo o “The Portugal News”. Tinham esperança que alguém as encontrasse, mas nunca aconteceu. Até agora.

O professor de inglês disse que nunca tinha recebido notícias de nenhuma das garrafas ter sido encontrada, até que Elena Bretan marcou a escola numa publicação no Facebook, onde revelou que uma das garrafas deu à costa numa praia em Tróia no dia 17 de dezembro, dois anos após ter sido lançada ao mar e a mais de seis mil quilómetros de distância.

Bretan publicou a descoberta nas redes sociais com a fotografia dos oito alunos e uma nota com a data e hora: 14 de junho de 2020, 17 horas locais. O professor de inglês já reagiu e esclareceu que a garrafa encontrada pertencia ao aluno Alan Doshier: “Este é o Alan. Ele é muito trabalhador e muito bom rapaz”, lê-se num dos cantos da folha com uma seta a apontar para o estudante.

Atualmente, Alan trabalha num barco de pesca nas Bahamas e é possível que ainda não saiba que a sua garrafa tenha sido encontrada.