Açores estudam “desigualdades” entre estivadores dos portos de Ponta Delgada e da Praia da Vitória

A secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infra-estruturas dos Açores, Berta Cabral, recebeu em audiência a FNSTP – Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários e o Sindicato dos Trabalhadores Portuários da Ilha Terceira.

Após a audiência, que decorreu na sede da Secretaria Regional, em Ponta Delgada, Berta Cabral afirmou, em declarações aos jornalistas, que foram colocadas questões relacionadas com algumas situações de desigualdade na operação da estiva em alguns portos dos Açores.

Esta é uma situação que, segundo Berta Cabral, a Secretaria Regional que tutela os Transportes vai estudar, no sentido de encontrar uma situação mais igualitária, sobretudo nos dois maiores portos, Ponta Delgada e Praia da Vitória, refere o Executivo açoriano em nota de imprensa.

“As operações da OPERTerceira [Sociedade de Operações Portuárias da Praia da Vitória] e da OPERPDL [Sociedade Operações Portuárias de Ponta Delgada] não têm exactamente o mesmo âmbito. O que vamos estudar é a forma de tornar mais igualitário o âmbito das duas operações portuárias, em termos logísticos e em termos de movimentação vertical e horizontal. Ou seja, número e tipo de operações que são feitas nos dois portos”, disse a governante.

Berta Cabral adiantou que “ficou acordado entre todas as partes que este é um processo que tem de ser muito bem conduzido”.

E concretizou: “temos que ter em conta que, actualmente, há trabalhadores da Portos dos Açores que fazem este tipo de operações e que se as mesmas forem transferidas para a OPERTerceira é preciso salvaguardar a situação dos primeiros”.

Nauticampo regressa à FIL em Fevereiro

A 53ª edição da Nauticampo está de regresso à FIL, de 8 a 12 de Fevereiro. Este certame é a maior mostra nacional dos sectores da Náutica, Campismo, Desporto de Aventura e Destinos, e assume-se como o grande ponto de encontro do público em geral e dos profissionais.

“A Nauticampo regressa num momento oportuno em que as pessoas reaprenderam a valorizar a liberdade de sair, passear e usufruir da vida ao ar livre, neste cenário pós-pandemia”, referiu Miguel Anjos, gestor da feira, acrescentando que “é com enorme satisfação que identificamos o grande interesse de empresas nacionais e internacionais, em particular espanholas, que vêem na Nauticampo uma porta de entrada para o mercado português, quer para contactar com o cliente final quer para identificar representantes ou distribuidores das suas marcas.”

Mitsui em projecto de navio que produz hidrogénio a partir de energia dos ventos

A previsão do lançamento do navio produtor de hidrogénio é para o ano de 2024, sendo parte do projecto Wind Hunter da empresa japonesa

A gigante japonesa Mitsui O.S.K Lines (MOL) vai empreender no ocidente, mais especificamente no Brasil. O projecto da vez é um navio, equipado com diversas velas rígidas, que produzirá hidrogénio. O empreendimento será lançado no ano de 2024 e faz parte do portfólio da empresa que busca aplicações para energia eólica e combustível a partir do hidrogénio.

Os navios utilizados no empreendimento da empresa japonesa vão ser equipados com velas rígidas e dobráveis, utilizadas em navios capazes de absorver energia dos ventos fortes que geram hidrogénio.

Assim, com toda a tecnologia equipada, o navio não precisaria de abastecimento, sendo ele assistido com uma propulsão a vento juntamente com o hidrogénio produzido.

Além de todo o aparato de velas rígidas, o navio também vai possuir turbinas subaquáticas que vão gerar energia eléctrica que seria utilizada para efectuar electrólise com a água do mar e produzir hidrogénio. O armazenamento do hidrogénio será num tanque na forma de metilciclohexano líquido (MCH).

Se caso os ventos estiverem fracos no momento da navegação, o navio poderia utilizar  hidrogénio produzido para o abastecimento próprio e continuar navegando. O empreendimento está sendo planeado pela empresa japonesa para que o navio seja 100% autónomo, sem intervenção humana a bordo, sendo controlado com tecnologia digital.

De acordo com a empresa japonesa: “Até 2030, esperamos construir um grande navio cargueiro produtor de hidrogénio com emissão zero. Ainda há muitos desafios a serem resolvidos, mas assumir desafios é o que fazemos na Mitsui O.S.K. Lines, e esta é uma jornada que traçará uma rota directa para o futuro”.

UE destaca sector das algas como o "mais notório" da Bioeconomia Azul

A agricultura e a colheita de algas marinhas são ainda muito pequenas na Europa, mas têm uma grande potencialidade de crescimento, na medida em que 36% das empresas relacionadas com esta indústria estão sedeadas no espaço europeu. Porém, muitas são start-ups que ainda não estão operacionais comercialmente, revela o novo Relatório da Bioeconomia Azul da UE, publicado a cada dois anos pelo Observatório do Mercado Europeu dos Produtos da Pesca e da Aquacultura (EUMOFA).

A edição de 2022 do relatório, agora divulgada, coloca mesmo as algas no centro da bioeconomia azul, reconhecendo-o como o “mais notório da bioeconomia azul” da União Europeia (UE).

Para além da sua utilização na alimentação, cosmética, biomateriais ou energia, o relatório sublinha o “papel significativo” dos ecossistemas de algas marinhas no ciclo do carbono marinho, na medida em que atuam como um sequestrador de CO2. Destaca, por isso, a necessidade de desenhar acções para integrar as algas marinhas nas políticas climáticas, que incluem a conservação, restauração e agricultura de algas.

Porém, em comunicado, a Comissão Europeia destaca que é necessário colmatar as lacunas de conhecimento que existem sobre esta matéria. “Isto inclui a avaliação dos ecossistemas de algas marinhas selvagens existentes na Europa, a construção de um melhor conhecimento da disponibilidade de nutrientes e eutrofização nas costas e bacias da UE e a avaliação da pegada de carbono dos produtos à base de algas marinhas”, refere a CE.

A UE acolhe ecossistemas de algas marinhas selvagens significativos, mas representa menos de 0,25% da produção global de algas marinhas liderada pelo homem. Para além de ser de pequena escala, “a indústria europeia de algas marinhas é regionalmente desequilibrada”, afere o relatório.

A crescente procura de algas marinhas não pode ser satisfeita pelos produtores devido a uma variedade de factores, nomeadamente falta de transparência dos dados, ciclos de produção imprevisíveis, cadeias de fornecimento ineficientes e quadros regulamentares complexos. “Esta situação leva a que investidores e empresas avessos ao risco sejam desincentivados. Os desafios que a indústria europeia de algas marinhas enfrenta não são orientados pela tecnologia, mas mais relacionados com questões de governação e de mercado. A inversão desta tendência dependerá do acesso estável à matéria-prima, do desenvolvimento de produtos de valor acrescentado e da transferência de conhecimentos entre regiões onde a produção está bem desenvolvida e aquelas que desejam desenvolver a indústria”, refere a CE.

Empresas norueguesas com nova turbina eólica flutuante de alumínio reciclável

As empresas norueguesas Norsk Hydro e World Wide Wind (WWW) anunciaram os seus planos de usar materiais sustentáveis ​​e recicláveis, como o alumínio, na construção de turbinas eólicas offshore flutuantes. A Norsk Hydro, empresa norueguesa de alumínio e energia renovável, assinou uma carta de intenções com a compatriota World Wide Wind, empresa relativamente nova no sector que projectou uma inovadora turbina eólica offshore de eixo vertical.

Fundada em 2021, a turbina eólica offshore flutuante da WWW usa duas turbinas de rotação contrária que se inclinam com o vento, semelhante ao funcionamento de um veleiro. Sem nacelas, engrenagens, resfriamento ou guinada, a empresa afirma que sua turbina é escalável até 40 MW e 400 metros de altura. Além de exigir menos componentes, a turbina de contra-rotação reduz o efeito esteira de grandes parques eólicos e permite uma maior densidade de turbinas, o que significa que os parques eólicos poderiam acomodar mais turbinas grandes em suas áreas alugadas.

O novo acordo com a Norsk Hydro permitirá que ambas as empresas explorem o uso de alumínio no projecto das suas turbinas eólicas flutuantes. O objectivo das duas empresas é usar materiais sustentáveis ​​e recicláveis, como o alumínio, na construção civil.

“As turbinas eólicas usadas para o vento offshore flutuante têm mais ou menos o mesmo design das turbinas usadas para o vento onshore”, diz Trond Lutdal , CEO da World Wide Wind. “Na verdade, estamos transferindo tecnologia terrestre para o alto mar. Na WWW estamos desenvolvendo um novo tipo de turbina eólica flutuante para águas profundas, com vantagens significativas sobre a tecnologia atual em termos de produção de energia, custo, escalabilidade e pegada ambiental. O novo design dá-nos a oportunidade de usar componentes de alumínio em partes da estrutura da turbina eólica.”

Em última análise, a colaboração centrar-se-á no projecto detalhado de uma turbina que inclui a utilização de alumínio, seguindo-se a produção de protótipos e a criação de um consórcio de parceiros industriais.

“A Norsk Hydro vê o potencial do alumínio em muitas indústrias, incluindo a eólica”, acrescenta Trond Furu , director de pesquisa da Norsk Hydro Corporate Technology.

Porto de Aveiro fechou o ano com recorde de mercadorias

O Porto de Aveiro encerrou o ano de 2022 com o seu melhor ano de sempre, atingindo a marca de 5,772 Milhões de toneladas movimentadas, representando um aumento de 1,4% face ao período homólogo. Embora os valores ainda sejam provisórios, o crescimento da movimentação dos produtos florestais (+67%) e dos minerais não metálicos (+ 41%) deram um forte contributo para este recorde.

Em novembro de 2022 ocorreu a primeira escala de um serviço regular de contentores da Ellerman City Liners, que escala o Porto de Aveiro quinzenalmente, tendo-se registado até ao final de 2022 a movimentação de 1.113 TEU.

A navegação nocturna, cuja prática foi iniciada em 2022 e é efectuada até às 01h00, registou um total de 78 movimentos.

Embora o número de navios que escalaram o Porto de Aveiro em 2022 tenha sofrido uma ligeira quebra de 0,2% (1053 contra os 1055 no ano transato), verificou-se um aumento de 4,9% no GT e de 1,2% no comprimento médio das embarcações.

Recorde-se que o melhor ano de sempre do Porto de Aveiro tinha-se registado em 2021 com a marca de 5,691 Milhões de toneladas movimentadas.

Yilport trabalha com todos os armadores, o que favorece a competitividade.

Em menos de 20 anos, a Yilport tornou-se o 11.° maior operador portuário do mundo e quer integrar o top ten. Para esta ascensão também contribuíram os portos portugueses de Leixões (TCL), Aveiro (Socarpor), Figueira da Foz (Liscont), Lisboa (Sotagus e Liscont), Setúbal (Sadoport e Tersado), e os espanhóis de Ferrol (Galiza) e Huelva (Andaluzia), que o grupo adquiriu em 2016 à Mota-Engil e ao Novo Banco, donos da então concessionária Tertir.

Nuno David Silva assumiu a direcção regional da Yilport Iberia em Outubro. A empresa tem em curso um investimento de 200 milhões de euros e quer investir mais 500 milhões nos próximos anos.

Novo Sistema de Gestão do Terminal de Leixões em funcionamento amanhã.

O TCL – Terminal de Contentores de Leixões (Yilport Leixões) vai efectuar a mudança do seu actual sistema de gestão operacional do terminal para NAVIS N4, durante amanhã.

É expectável que a transição decorra de uma forma fluída e sem qualquer impacto, já que a mesma foi precedida de um período alargado de testes internos de validação do todos os processos de negócio, em articulação com os serviços da APDL, garantindo a interoperacionalidade entre os diversos sistemas de informação do porto .

Apesar de todo o trabalho preparatório e de todo o comprometimento e esforço diário do TCL, nomeadamente das suas equipas operacionais com o envolvimento das equipas da APDL, atendendo à criticidade desta operação de transição do sistema de gestão operacional do terminal, foi pedido o apoio, compreensão e ajuda de todos os stakeholders à equipa operacional para, assim, ser assegurado que a implementação do novo sistema de gestão operacional do terminal, NAVIS N4, seja um sucesso no Porto de Leixões.

Finalmente, o objectivo é que o NAVIS N4 permita ao TCL, no curto e médio prazo, melhorar a sua eficiência operacional e oferecer a todos os stakeholders novas funcionalidades, novos serviços e uma maior transparência de toda a atividade operacional do terminal e uma integração e partilha de informação operacional de elevada qualidade e fiabilidade.

Surfista portuguesa Francisca Veselko campeã mundial de juniores

A portuguesa Francisca Veselko conquistou o título mundial de surf para juniores, em San Diego, nos Estados Unidos, batendo na final a norte-americana Sawyer Lindblad.

A jovem lusa, de 19 anos, que recebeu um ‘wild card’ (convite) para o campeonato que definiu a campeã júnior da Liga Mundial de Surf (WSL), obteve na bateria decisiva, e bastante disputada, um total de 12,47 pontos (7,00 e 5,47), superando a rival, que marcou 12,33 (6,50 e 5,83).

A surfista de Carcavelos, campeã portuguesa em 2021, é a primeira surfista feminina lusa a alcançar o título mundial júnior, o mesmo feito que Vasco Ribeiro conseguiu, no quadro masculino, em 2014.

“Quero agradecer o convite e a oportunidade que me foi dada. Tinha um sentimento especial desde o início do campeonato e pensava que tudo ia correr bem. Estava confiante. Na final caí na primeira onda, mas voltei para fora e continuei a lutar. E consegui!”, lançou ‘Kika’ Veselko na entrevista rápida à WSL logo após a final.

Governo vê "grandes oportunidades" para os portos e quer envolver trabalhadores.

O Ministro das Infraestruturas, João Galamba, assinalou que há “grandes oportunidades para os portos” portugueses e que estes podem ser fundamentais para o crescimento da economia do país, garantindo que o Governo quer envolver os trabalhadores.

“Há grandes oportunidades para os portos. Quis discutir essas oportunidades e essa visão com os trabalhadores e dizer-lhes de forma muito clara que entendo que é uma grande oportunidade, um momento muito importante, onde os portos podem assumir o papel de que o país precisa para que a economia possa crescer e que, obviamente, tentamos construir esta estratégia, esta visão em forte colaboração e diálogo com os trabalhadores”, disse João Galamba após uma reunião com estruturas sindicais representativas das administrações portuárias, em Lisboa.

O Ministro das Infraestruturas também se reuniu com a FNSTP, Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários, que representa a esmagadora maioria dos trabalhadores dos portos nacionais.