Governo extingue Soflusa até ao final do ano.

 

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, anunciou no Parlamento, numa audição na comissão de
Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, que até ao final do ano o
Governo levará a cabo a fusão da Transtejo e da Soflusa. Até setembro, as duas
empresas transportaram 14,6 milhões de passageiros, mais 3% do que antes da
pandemia.

Esta fusão implicará a dissolução da Soflusa e a manutenção
apenas da Transtejo, que abarcará a operação das duas empresas e incorporará os
activos e passivos da Soflusa, e também os seus trabalhadores (438, no total,
entre as duas, que deverá aumentar para 460), anunciou o governante,
justificando a decisão (já anunciada em fevereiro) com uma gestão mais
eficiente dos recursos humanos e equipamentos.

“É a prometida fusão. Quando iniciámos o nosso mandato
tínhamos como convicção que não fazia sentido manter dois operadores fluviais,
cuja actividade se realiza na mesma região, ambos responsáveis por um serviço
público de transporte. Era uma divisão que não fazia sentido. A fusão permitirá
harmonizar condições para os trabalhadores”, disse o ministro,
acrescentando que nunca escondeu as dificuldades, em termos de falta de navios.

Casaco "Mais quente de sempre" criado com lixo dos Oceanos.

A Patagonia, conhecida marca de vestuário e equipamento de exterior com mais de 50 anos, criou aquele que diz ser “o casaco mais quente de sempre” até ao momento.

Denominado “Stormshadow Parka” , é feito de plástico removido do oceano e transformado em tecidos Gore-Tex de alto desempenho, e, segundo a marca, não contém “químicos eternos” tóxicos no seu exterior, que se possam degradar com as intempéries.

Este conceito deseja demonstrar a evolução dos materiais sustentáveis nos últimos anos e prova que os tecidos fabricados a partir de resíduos marinhos podem ter um desempenho tão elevado e ser tão tecnologicamente avançados como quaisquer outros materiais existentes no mercado, de acordo com a marca.

Maior parte do plástico reciclado no mercado provém de garrafas de água velhas, que são recolhidas através de um sistema de reciclagem. A Patagonia começou a utilizar este tipo de plástico reciclado em 2000 e foi uma das primeiras marcas de moda a fazê-lo. 

“Se comprar este casaco, não o queremos voltar a ver durante uma década”, afirmou Mark Little, designer e diretor global de produtos de vestuário de exterior para homem da Patagonia à Fast Company. “Estamos empenhados em criar peças intemporais que durem muito tempo, não só do ponto de vista da durabilidade, mas também do ponto de vista do estilo”, acrescentou.

A marca possui objectivos muito definidos no que diz respeito à sustentabilidade. A empresa afirmou publicamente que a Terra é o seu único accionista e criou o Patagonia Purpose Trust, concebido para garantir que os líderes da empresa tomem decisões que beneficiem o planeta. 

Na prática, isto significa que designers como Mark Little estão sempre a trabalhar para encontrar materiais que tenham uma pequena pegada ambiental e, idealmente, não exijam a extração de novas matérias-primas da Terra.

Em termos de preço, e talvez devido ao seu processo de fabrico, este casaco não é dos mais acessíveis. Demorou dois anos a ser criado, custa 900 euros, mas promete resistir aos climas mais rigorosos do inverno.

Start-up portuguesa cria plataforma global para acelerar preservação dos oceanos

A SeaTheFuture é a considera como a primeira solução global de
“crowdsaving” para a preservação dos oceanos, criada com a missão fazer ligar todas as iniciativas em todo o mundo à sociedade civil, entidades e empresas,
incentivando para a concretização financeira, com transparência e
capacidade de rasteio dos valores angariados.

A SeaTheFuture é derivado do Oceanário de Lisboa e surge
do conceito de que o momento actual é o tempo de agir e com o propósito de impulsionar
acções concretas por parte da sociedade civil capazes de reverter a tendência
actual e contribuir para um oceano mais saudável, desafiando o paradigma
tradicional da conservação ambiental.

Propõe um modelo inovador, com eficiência,
transparência e simplicidade através de uma plataforma online, onde pessoas,
entidades e empresas podem apoiar e viabilizar financeiramente projectos de
conservação.

A start-up assume também o desafio de capacitar indivíduos,
organizações e empresas a apoiarem campanhas e iniciativas específicas por
ecossistemas mais saudáveis, através de doações ou aquisição de produtos
sustentáveis, que assegurem o cumprimento desta missão.

Preenchendo uma lacuna na área da conservação, habitualmente
formada por ONG, fundações e academia, a SeaTheFuture assume que é uma empresa
com fins lucrativos, apostada em construir e a consolidar a comunidade como
movimento de apoio ao oceano.

Assunção Loureiro, diretora-geral da SeaTheFuture, assinala
que “a ambição do projeto é ser o maior movimento e fonte de financiamento
de conservação do oceano de particulares e iniciativa privada, ligando dois
extremos até agora desconectados: os entusiastas do oceano e aqueles que no
terreno tudo fazem pelas espécies e ecossistemas ameaçados, muitas vezes sob
condições extremas e enfrentando enormes desafios, incluindo financeiros”.

Ao alavancar a tecnologia, a colaboração, a transparência e
a partilha de conhecimento, “acreditamos que este movimento pode inspirar
ações em cadeia, fomentar a inovação e impulsionar resultados tangíveis na
conservação do oceano”, acrescenta.

Representando uma inovação no modelo de doações, a
plataforma promove o rastreio de todos os fundos angariados até ao seu destino
final, garantindo a sua canalização para o propósito inicial e, assim,
contribuindo para o reforço da confiança dos utilizadores e para a otimização
dos recursos gerados.

Ao aproximar cidadãos, empresas e o mundo corporativo do
nosso maior aliado na luta contra as alterações climáticas e a perda de
biodiversidade marinha, este movimento tem como principal objetivo gerar um
impacto transformador na conservação e, acima de tudo, acelerar o impacto num
momento de emergência global.

Laboratório em alto-mar para investigar o impacto da actividade humana nos oceanos

 

Esta semana, um veleiro laboratório com tecnologia de ponta
ancorou em Matosinhos. A embarcação foi construída há 34 anos e faz parte da
expedição científica que passa em 22 países europeus e que estuda o impacto da
atividade humana nos oceanos.

O Tara, nome dado ao veleiro, tem formas estranhas e foi
pensado desde logo para servir a ciência até mesmo nas águas mais geladas.
Agora, dá corpo à expedição TRec e, partiu de França em março para estudar
durante 18 meses a atividade humana nos ecossistemas marinhos.

A tripulação é composta por 14 elementos e os investigadores
fazem recolha de amostras de água, solo, sedimentos e do ar ao largo de costas
com as mais diferentes características.

Desta expedição fazem, também, parte mais três laboratórios
com tecnologia de ponta que acompanham o veleiro e fazem um trabalho de
parceria com os investigadores dos vários países onde param.

Novos sacos do Lidl são feitos com redes de pesca recolhidas

 

O projecto TransforMAR, do Lidl Portugal, assinalou este
Verão a sua 6.ª edição e recolheu, com a ajuda da Marinha Portuguesa, redes de
pesca abandonadas em alto mar.

Uma tonelada dos resíduos recolhidos foi transformada em
dois mil sacos de fibras recicladas, cujo valor de venda reverterá para apoiar
a actividade do Aquário Vasco da Gama e da Marinha na preservação do habitat
marinho.

As restantes redes de pesca serão transformadas em poliamida
para serem usadas em novos produtos, ganhando também uma nova vida. Anualmente
em Portugal, a Marinha e as Autoridades Marítimas removem cerca de seis
toneladas de redes de pesca do oceano, um material regularmente deixado na
água, que destrói os habitats, espécies marinhas e ameaça também a saúde
humana.

Os sacos já se encontram disponíveis para compra no site da
Skizo – empresa responsável pela transformação das redes de pesca em sacos de
fibras recicladas –, bem como no Aquário Vasco da Gama, que servirá também de
ponto de recolha para os clientes que desejarem levantar os mesmos no local.
Cada saco tem um valor unitário de 12 euros e está disponível em duas versões,
ambas com motivos marinhos.

Marinha coordena formação em liderança que testa civis em cenários militares

O curso é dirigido pelo Departamento de Formação em Comportamento Organizacional (DFCO) da Escola de Fuzileiros da Marinha e teve início em outubro de 1993, altura em que apenas se dirigia a militares.

Hoje, a formação é aberta também a entidades civis, públicas e privadas, bem como a estabelecimentos de Ensino Superior, através da celebração de protocolos, como por exemplo o grupo Jerónimo Martins e o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Entre os seus “alunos”, a Marinha teve recentemente 90 treinadores e formadores do futebol do Sport Lisboa e Benfica.

A procura é significativa, admitiu o capitão-tenente Fragoso.

“São trabalhadas competências como a comunicação, a gestão de conflitos, a negociação, a tomada de decisão, reuniões, tudo temáticas no âmbito do comportamento organizacional que são desenvolvidas, a par tanto da liderança, como também do planeamento”, disse à Lusa o capitão-tenente Paulo Fragoso, chefe do departamento.

A formação tem uma componente teórica mas é sobretudo prática e, segundo o capitão-tenente, as entidades civis “gostam sempre mais de trabalhar sobre cenários de contexto mais militar”, que envolvem alguns exercícios físicos em pista de obstáculos, por exemplo.

“É a nossa perceção. (…) Nota-se que ficam agradados quando apresentamos esses contextos militares, onde eles têm que chefiar uma equipa de inativação de engenhos explosivos, por exemplo, onde eles são chefes de um grupo de operações especiais”, exemplificou.

No início dos anos noventa, a Marinha identificou a liderança como “uma necessidade estratégica de formação” após alguns acidentes marítimos ocorridos nessa época, bem como o surgimento das novas fragatas da classe ‘Vasco da Gama’ que impuseram “novos desafios no âmbito da liderança e coordenação de equipas”, tendo-se inspirado no modelo da Marinha inglesa.

Actualmente, a formação deste departamento de curta duração é composta por três cursos divididos em três níveis distintos e sequenciais, com duração variável, e que podem incluir “esforços físicos de média dificuldade” como corrida, trote, ou “transposição de obstáculos no plano horizontal e vertical”, segundo informação disponibilizada à Lusa pelo ramo.

O nível três, de ‘Team Building’, é composto por diferentes tarefas e provas de liderança e inclui “uma prova noturna em condições mais adversas” que visa “sedimentar os conhecimentos e as competências desenvolvidas nos estágios de nível 1 e 2, melhorar os procedimentos e metodologias de trabalho entre o líder e os membros da equipa, assim como o modo como a equipa pode fomentar a sua coesão, cultura e as suas relações interpessoais”.

“Digamos que a comunidade não militar começou a ‘beber’ também um pouco desta formação porque ela acaba depois por ser transversal e pode ser aplicada a qualquer setor, seja mais económico, financeiro, de retalho, de marketing ou comercial. Todas estas dinâmicas que desenvolvemos aqui são transferidas a todas as áreas laborais, e também da academia”, explicou o capitão-tenente Fragoso.

Segundo a Marinha, os cursos são pagos, com preços que variam consoante o tipo de formação e a sua duração, não tendo o ramo detalhado valores.

Porto de Lisboa celebra 136 anos e oferece obra de Vhils à cidade.

 

Esta terça-feira, 31 de outubro, às 18h30, na Gare Marítima
da Rocha Conde de Óbidos, o Porto de Lisboa celebra o 136º aniversário com a
oferta à cidade de uma obra de Vhils, que homenageia os refugiados da Segunda
Guerra Mundial que, a partir de meados de 1940, encontraram na capital
portuguesa o único porto europeu aberto à salvação.

A cerimónia conta com a presença da Embaixadora Francesa em
Portugal, Hélène Farnaud-Defromont e do Presidente do Conselho de Administração
do Porto de Lisboa, Carlos Correia, entre outras personalidades.

A obra de um dos maiores artistas urbanos contemporâneos do
nosso país foi inspirada numa fotografia de Roger Kahan, ele próprio um
refugiado francês judeu, cuja passagem por Lisboa inspirou o jornalista
Ferreira Fernandes a escrever o livro “O Cais da Europa, Roger Kahan,
refugiado, fotógrafo – Lisboa, 1940”, obra esta que também será lançada na
cerimónia de aniversário do Porto de Lisboa.

Depois de revelada a obra de Vhils, a cerimónia passa para o
salão da Gare Marítima Rocha Conde de Óbidos onde se vai homenagear Roger Kahan
com a apresentação do livro de Ferreira Fernandes, na presença da filha de
Kahan.

Esta dupla homenagem a Roger kahan tem a curadoria da
Mensagem de Lisboa, com o apoio do Porto de Lisboa.

O programa de comemorações do aniversário do Porto de Lisboa
conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República e o apoio oficial da
Yilport Iberia, Lisbon Cruise Port (LCP), Navalrocha e Portugs.

Lisboa: Taxa para turistas de cruzeiros em suspenso há 7 anos.

Há praticamente 10 anos, que a taxa de 1 euro por passageiro que desembarque de um cruzeiro em Lisboa, nunca foi cobrada de facto, cenário esse que pode mudar. 

Se em relação aos hotéis e AL, tem sido cobrada uma taxa de 2 euros (limite de 7 noites), a taxa dos cruzeiros tem sido adiada sucessivamente, devido a vários factores.

Carlos Moedas, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, afirma que: “não é compreensível, nem aceitável” que uns turistas paguem taxa e outros não, de acordo com a edição do Expresso desta segunda-feira.

Carlos Moeda afirma ainda que: “Estamos a falar de justiça e de um tratamento igual para todos os que nos visitam e usufruem da nossa cidade”, depois de anunciar que quer a medida em vigor, já em janeiro de 2024.”

“Quem não cumpre com as suas obrigações e compromissos não pode contar com o apoio da CML para a sua actividade. E isso terá com toda a certeza impacto para estes operadores”, ameaçou Carlos Moedas, garantido que a situação não se vai arrastar por muito tempo: “Não podemos manter a situação como está e continuar a aceitar este arrastar da situação indefinidamente. Isso para mim é claro!”, concluiu.

Exportações e importações caem no 3º trimestre.

As exportações de bens diminuíram 8,8% e as importações
recuaram 12,3% no terceiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2022,
registando-se o segundo trimestre consecutivo de decréscimos, divulgou esta
segunda-feira o INE.

“No terceiro trimestre de 2023, a estimativa rápida do
comércio internacional de bens aponta para diminuições, em termos nominais, de
8,8% e 12,3% nas exportações e importações, respetivamente, em relação ao
período homólogo”, aponta o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Este é o segundo trimestre consecutivo com decréscimos nas
transações de bens, acentuando-se face ao período entre abril e junho, quando
foram registadas quedas de 4,7% nas exportações e de 6,4% nas importações.

Desde o terceiro trimestre de 2022 que este indicador tem
registado abrandamentos.

No primeiro trimestre de 2023, as exportações e as
importações tinham aumentado, em termos homólogos, 13,0% e 8,9%,
respectivamente.

Esta estimativa rápida é incorporada no cálculo da
estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais do INE e será actualizada no
próximo destaque mensal das estatísticas do comércio internacional.

Francisca Veselko sagra-se Campeã Nacional de Surf

 

Francisca Veselko de 20 anos, conquistou o título ao
qualificar-se para as meias-finais do evento, superando a sua adversária na
disputa do troféu máximo do surf português, Gabriela Dinis.

Este é o segundo título nacional para a surfista da praia de
Carcavelos, depois de ter celebrado o mesmo feito em 2021.

“Ambos os títulos nacionais que ganhei são incríveis e
super especiais, cada um à sua maneira. Este agora acaba por ser mais especial,
porque está aqui a minha mãe, o meu tio e o meu irmão. Está aqui a minha
família a apoiar-me, o que não posso ter durante o ano, porque estou sempre
fora e é muito difícil”, disse no final Francisca Veselko.

A surfista referiu que as condições do mar estavam ao seu
gosto, mas isso não facilitou a sua prova.

“Gosto deste tipo de mar, mas foi um heat desafiante e
foi até aos últimos segundos. Levei com muitos ‘sets’ na cabeça, mas é para
isso que nós treinamos e estamos preparados mentalmente e fisicamente para
passar por estes desafios e conseguir enfrentá-los da melhor maneira”,
acrescentou.