Yolanda Hopkins foi eliminada, este domingo, na terceira ronda da etapa de Peniche do circuito mundial de surf, ao perder com a campeã mundial, Caitlin Simmers, dos Estados Unidos, terminando a prova no nono lugar. No ano passado, a surfista lusa tinha alcançado a quinta posição.
Na quinta bateria da ronda, disputada na Praia de Supertubos, em Peniche, a portuguesa somou 8,03 pontos (5,00 e 3,03 nas duas melhores ondas), contra os 13,24 da norte-americana, que lidera actualmente o ranking da WSL e venceu a etapa portuguesa em 2023.
Com a eliminação de Yolanda, Portugal ficou sem atletas em prova, depois da eliminação de Frederico Morais nas repescagens.
Foi no programa “Conversa Capital” – Antena 1/ Jornal de Negócios, que o ainda Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que o plano estratégico para os portos, com um investimento previsto de 4 mil milhões de euros, não vai ser aprovado por este Governo.
O plano previa o relançamento do terminal Vasco de Gama em Sines, a expansão dos portos de Leixões, Aveiro e Setúbal, e a retirada das administrações portuárias de certos portos como Faro, Portimão ( Que poderia passar para gestão da autarquia ), e Sesimbra ( Que poderia também passar para a gestão da autarquia ou administração de pescas ).
Este plano estratégico entrava dentro dos parâmetros apresentados na componente económica do programa eleitoral apresentado pela Aliança Democrática.
O Tratado do Alto Mar, formalmente designado Acordo sobre Proteção da Biodiversidade Marinha em Áreas para além da Jurisdição Nacional (BBNJ, na sigla inglesa) resultou de quase 20 anos de discussões e tem como objetivo a conservação e utilização sustentável da biodiversidade marinha.
É um documento juridicamente vinculativo de proteção das águas internacionais, que estão fora da área de jurisdição nacional, correspondendo a cerca de 70% da superfície da Terra.
“Portugal não conseguir ratificar a principal conquista civilizacional do direito internacional da agenda do oceano dos últimos 30 anos (…) até à Conferência dos Oceanos de Nice vai-nos fazer passar para uma segunda divisão da liderança dos oceanos, receio, e por isso, para nós, isso são notícias muito más”, disse Tiago Pitta e Cunha em entrevista à agência Lusa.
Para o presidente executivo da Fundação Oceano Azul, será impossível, nas circunstâncias políticas atuais, Portugal ratificar o tratado até junho porque o processo é complicado e tem de passar pelo Conselho de Ministros, pelo Parlamento e pelo Presidente da República.
Tiago Pitta e Cunha considera tratar-se de uma “muito má notícia” para um país que nos últimos 20 anos “procurou tornar-se um líder na discussão da agenda do oceano a nível multilateral, a nível das Nações Unidas, a nível internacional”.
Esse esforço culminou com Portugal como anfitrião da última UNOC, que teve lugar em Lisboa em 2022.
“E foi um acto de liderança francamente ousado”, considerou, elogiando a “firmeza e habilidade” da diplomacia portuguesa que permitiu a organização dessa conferência, que depois deu azo à UNOC de Nice.
É por isso que o jurista, especialista em assuntos marinhos lamenta agora o atraso na ratificação por Portugal de um tratado já ratificado por 18 países, incluindo Espanha, o primeiro da União Europeia a fazê-lo, e França. “Eu penso que ninguém esperava esta crise política e, no entanto, ela aqui está e o caminho, portanto, vai ficar por ser trilhado”, disse Pitta e Cunha.
Espera-se que até à conferência de Nice o tratado seja ratificado por pelo menos 60 países, para que possa entrar em vigor.
Segundo avança o Expresso, as associações ambientalistas WWF Portugal, Sciaena e Sustainable Ocean Alliance (SOA) congratularam o parlamento pela aprovação de um projecto de lei que estabelece uma moratória sobre a mineração em mar profundo até 2050.
As três organizações não-governamentais celebram, em comunicado conjunto, a “priorização da proteção do oceano pelo parlamento apesar do contexto de crise política”.
A nova legislação, foi aprovada na passada sexta-feira depois do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter anunciado uma nova dissolução do parlamento e a convocação de eleições antecipadas para 18 de maio.
“Esta aprovação significa que (…) Portugal se torna assim o primeiro país da Europa a ter uma moratória formalmente aprovada à mineração em mar profundo”, adiantam as ONG.
“Mesmo em tempos de crise política, o parlamento demonstrou que a proteção do oceano é uma responsabilidade inadiável. Os partidos que votaram a favor da moratória e que garantiram que esta votação acontecesse em contrarrelógio antes da dissolução efetiva da Assembleia da República deixam-nos uma mensagem clara e que deve ficar bem registada: esta moratória não é apenas uma medida ambiental, mas uma decisão estratégica para a preservação dos recursos marinhos para as futuras gerações”, destaca Bianca Mattos, Coordenadora de Políticas da WWF Portugal, citada no comunicado.
O Capitão do cargueiro Solong, identificado como sendo um cidadão russo natural da de São Petersburgo, de seu nome Vladimir Motin, de 59 anos, foi acusado de homicídio involuntário por negligência grave e foi presente ao Tribunal de Magistrados de Hull, no nordeste de Inglaterra, de acordo com noticia da agência France-Presse.
A mesma fonte refere que não foi feito qualquer pedido de libertação e que ficou agendada uma nova sessão de julgamento para 14 de abril, em Londres. O cargueiro Solong, registado em Portugal, colidiu na segunda-feira no mar do Norte, ao largo do leste de Inglaterra, com o Stena Immaculate, um petroleiro norte-americano que transportava combustível para as forças armadas norte-americanas, provocando explosões e enormes incêndios em ambos os navios.
Os 23 membros da tripulação do Stena Immaculate foram transportados para terra, assim como 13 dos 14 tripulantes do Solong. Um membro da tripulação do Solong, um filipino de 38 anos identificado como Mark Angelo Pernia, terá morrido.
As autoridades do Reino Unido disseram que não há nada até ao momento que indique que o incidente esteja relacionado com a segurança nacional.
O Departamento de Investigação de Acidentes Marítimos do Reino Unido está também envolvido na investigação sobre o que terá levado o Solong, que viajava de Grangemouth, na Escócia, para Roterdão, nos Países Baixos, a atingir o petroleiro, que estava ancorado a cerca de 16 quilómetros da costa inglesa.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou uma ação militar “decisiva” contra os rebeldes Houthi no Iémen, abrindo uma nova ofensiva contra o grupo apoiado pelo Irão que tem como alvo as rotas de navegação no Mar Vermelho, que desde do ataque de Israel à Palestina tem bloqueado a passagem de navios através de ataques cirúrgicos.
Até ao momento, pelo menos nove civis foram mortos e nove ficaram feridos nos ataques dos EUA em Sanaa, no Iémen, afirmou um porta-voz do Ministério da Saúde administrado pelos Houthis no X.
A TV Al Masirah, administrada pelos Houthis, noticiou o ataque sem fornecer mais detalhes.
Os militares dos EUA estava realizando ataques contra bases, líderes e defesas de mísseis Houthi “para proteger os activos marítimos, aéreos e navais americanos e para restaurar a Liberdade de Navegação”, disse Trump.
A ordem do republicano é que suas forças empregariam “força letal esmagadora” contra o grupo “até atingirmos nosso objectivo”, de acordo com a sua publicação na sua rede social, Truth Social.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma que permite a transmissão da actividade da Silopor, entidade portuária que é responsável por descarregar e armazenar metade dos cereais em Portugal, na APL – Administração do Porto de Lisboa.
Com a transferência da actividade da empresa pública de silos portuários no porto de Lisboa está dado um passo necessário para arrancar com o processo de privatização da concessão da Silopor, que será promovido pela Administração do Porto de Lisboa.
O diploma para a privatização tinha sido aprovado em Conselho de Ministro em 7 de março. Nesse dia, em conferência de imprensa,o ministro da Presidência lembrou que a Silopor é uma “organização importante para o abastecimento de cereais” cuja privatização da concessão estava “prometida há muito”.
A Silopor, principal entidade portuária de armazenamento de granéis sólidos alimentares, faz a gestão dos silos da Trafaria, em Almada, e do Beato, em Lisboa.
No total, tem uma capacidade global de 340 mil toneladas, o que permite o armazenamento, em média, de 3,4 milhões de toneladas de cereais e farinhas durante um ano.
Ao que tudo indica, os portos nacionais tornaram-se mais “apetecíveis” que os portos vizinhos de Espanha, e tem-se tornado num ponto ( infeliz ) de entrada de droga na Europa.
A recente operação da PJ denominada “Phortos”, que actuou precisamente nos maiores portos nacionais, expôs uma vasta rede de influências que permitia a entrada de droga. Apesar do esforço das autoridades na apreensão de droga oriunda da América do Sul, trabalho esse que tem dado resultados e apreensões, a falta de meios e a sofisticação de processos faz com que ainda haja muito trabalho para expor esses esquemas.
A última detenção de um cidadão de nacionalidade brasileira, de 38 anos, indica que durante dois anos, existia uma equipa de mergulhadores especializados que retirou centenas de quilos de droga, nomeadamente cocaína, dos cascos dos navios oriundos do Brasil e com destino à Europa.
Porto de origem era o Porto brasileiro de Santos, e os meios utilizados eram por norma, pequenos contentores em forma de torpedo ou de caixa, fixos no exterior dos cascos com ímanes ou soldados, sendo a maioria com GPS para mais fácil localização, para durante o período da noite serem recolhidos e transportados para terra.
O elemento detido, tinha patente elevada na estrutura brasileira do PCC, e era como se fosse um alto emissário em Portugal daquela organização criminosa, sendo responsável pelas operações de desembarque.
6,17%. Foi o valor em bolsa que as acções da CKH ( CK Hutchison ) caíram depois da China, nomeadamente as suas administrações em Macau e Hong Kong ter revelado as suas criticas intensas da venda dos portos do Canal do Panamá à norte-americana BlackRock.
O negócio foi entre o CKH e os norte-americanos da BlackRock foi visto como “um acto hegemónico dos Estados Unidos, que utilizam o seu poder nacional para usurpar os direitos e interesses legítimos de outros países”.
Segundo o acordo, anunciado em 04 de março e avaliado em 22,8 mil milhões de dólares (21,03 mil milhões de euros), a CKH vendeu a um consórcio que inclui a BlackRock e a Terminal Investment Limited ( Ligada ã MSC ), uma participação de 80% num conjunto de subsidiárias portuárias, que gerem 43 portos em 23 países, como Reino Unido, Alemanha, México e Austrália, no sudeste asiático e Médio Oriente, incluindo os portos em ambas as extremidades do Canal do Panamá, em Balboa e Cristobal.
Mais um obstáculo para o Shipping, vinda dos EUA, onde a FMC – Federal Maritime Comission, a Comissão Marítima Federal dos EUA, que é o regulador de transporte do país, mencionou que pode proibir a entrada de todo o tipo de navios oriundo de países que causam estrangulamentos em locais sensíveis no sector maritimo.
Foi lançada uma investigação sobre restrições de trânsito em pontos fulcrais, nomeadamente na análise da legislação de cada país, seus regulamentos e práticas correntes dos países, visando igualmente embarcações com bandeira diferente da companhia de origem.
Os pontos sensíveis de navegação são: Canal da Mancha, o Estreito de Malaca, a Passagem do Mar do Norte, o Estreito de Cingapura, o Canal do Panamá, o Estreito de Gibraltar e o Canal de Suez.
Esta investigação entra na linha da Administração Trump, que tem apertado a vigilância no que concerne ao shipping , sobretudo em relação a países considerados concorrentes directos à esfera de influência dos EUA.