Os meios de comunicação oficias da administração chinesa tanto em Macau como em Hong Kong fizeram um comentário de uma publicação próxima de Pequim, que indica um imenso desconforto que teve origem na venda dos portos do Panamá pelo conglomerado CK Hutchison (CKH) à norte-americana BlackRock.
O texto de Ta Kung Pao indica que: “Não é uma ‘prática comercial normal’“, numa publicação de Hong Kong, que é respectivamente controlada pelo Gabinete de Ligação do Governo Central de Pequim naquela região administrativa especial, sendo que a publicação acaba numa espécie de “ameaça” ao CKH, fundado pelo bilionário, Li Ka-shing, 96 anos, o homem mais rico de Hong Kong.
De acordo com Ta Kung Pao, o negócio conhecido no início do mês entre o CKH e os norte-americanos da BlackRock “é um acto hegemónico dos Estados Unidos, que utilizam o seu poder nacional para usurpar os direitos e interesses legítimos de outros países através de meios desprezíveis como a coerção, a pressão e o incentivo, e é uma política de poder sob a forma de ‘comportamento comercial’“.
O acordo anunciado no passado dia 4 de março e que ronda os em 21,03 mil milhões de euros, a CKH vendeu a um consórcio que inclui a BlackRock e a Terminal Investment Limited ( ligada à MSC), uma participação de 80% num conjunto de subsidiárias portuárias, que gerem 43 portos em 23 países, como Reino Unido, Alemanha, México e Austrália, no sudeste asiático e Médio Oriente, incluindo os portos em ambas as extremidades do Canal do Panamá, em Balboa e Cristobal.
O Canal do Panamá, tem sido tema de conversa deste do regresso de Donald Trump à Casa Branca, no dia 20 de Janeiro, tendo o Presidente eleito acusado que era inadmissível o controlo da China sobre o Canal e que tinha intenções de recuperar o canal para controlo norte-americano.
Pedro do Ó Ramos assume o cargo de Presidente, acompanhado por Fernanda Nunes e Jaime Puna, enquanto Vogais ExecutivosA APS – Administração dos Portos de Sines e Algarve conta com novo Conselho de Administração, em funções desde o dia 10 de março.Composto por Pedro do Ó Ramos, Fernanda Nunes e Jaime Puna, o novo executivo assume a liderança da APS numa altura de forte internacionalização para o Porto de Sines, destacando-se ainda os desafios inerentes à transição energética e sustentabilidade ambiental, bem como a prossecução da estratégia de inovação e digitalização.
O recém-nomeado Presidente do Conselho de Administração, Pedro do Ó Ramos é Licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito de Lisboa, e conta com uma sólida experiência no âmbito jurídico e político, tendo dedicado parte significativa da sua atividade ao serviço público e à promoção de políticas relacionadas com temas como a agricultura e o mar.Para além de já ter uma longa carreira como Advogado, foi Secretário de Estado do Mar e Deputado em várias Legislaturas na Assembleia da Républica, com participação ativa em diversas comissões parlamentares, destacando-se nas áreas da Agricultura e Mar. A sua atuação política incluiu a coordenação de comissões parlamentares nas referidas áreas, o que lhe conferiu um sólido conhecimento do setor.Pedro do Ó Ramos foi vogal do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Habitação (INH), onde contribuiu para a formulação e execução de políticas habitacionais em Portugal, tendo sido, ainda, presidente da Comissão Executiva do projeto “Velhos Guetos, Novas Centralidades” sob os EEA Grants, com funções interventivas de regeneração urbana.
Fernanda Nunes, acumula no seu percurso profissional uma vasta experiência na área de logística e gestão portuária, tendo desempenhado cargos de destaque no setor. Recentemente foi Diretora da Delegação de Lisboa/Setúbal da JOMATIR LOGISTICS, SA, tendo ainda exercido funções de Business Manager na MEDWAY SA (Grupo MSC), e Logistics Manager na MSC – Mediterranean Shipping Company, S.A. e PIONNER, S.A. Além disso, desempenhou também funções como International Business Manager do Grupo ETE-ETE Logística, S.A. Atualmente, é Professora Assistente Convidada na Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal (ESCE IPS), onde leciona disciplinas na área de Gestão Logística e Portuária. Entre outras experiências relevantes, foi responsável por consultorias em Análise de Gestão Portuária na LOGZ- Plataforma Logística do Poceirão e em Análise Orçamental Portuária na SADOPORT (Terminal Multiusos do Porto de Setúbal). Conta também com uma sólida formação académica, incluindo o Bacharelado em Direito pela U.A.L e Universidade Moderna de Setúbal, Pós-Graduação em Logística pela Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE), e Mestrado em Ciências Empresariais, também pela ESCE. Fernanda Nunes é ainda coautora do livro “Portos, Shipping, Intermodalidade e Governação”, em colaboração com os autores Vítor Caldeirinha e António Felício, que reflete a sua experiência e contribuição para o setor logístico e portuário.
Jaime Puna é licenciado em Engenharia Química Industrial pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), com Mestrado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa (FCT/UNL) e ainda o Doutoramento em Engenharia Química no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa (IST/UL). Na indústria, desenvolveu funções de Chefe de Produção na antiga unidade de fabrico de produtos químicos para manutenção industrial, Triquímica, S.A., sendo atualmente Professor Adjunto no ISEL, onde leciona nas áreas de Engenharia Química, Engenharia Biológica, Eng.ª da Qualidade e Ambiente, com ênfase em Tecnologia Química. Foi investigador responsável (IR/co-IR) de projetos de I&D nas áreas da bioenergia, tendo sido responsável do Laboratório de Tecnologia Química do ISEL, entidade onde exerceu também funções de Coordenador da Licenciatura em Engenharia Química e Biológica. Jaime Puna é autor e coautor de cerca de 30 artigos científicos, para além de 2 capítulos de livros e 20 publicações em atas de conferências, tendo apresentado mais de 60 comunicações em eventos científicos.
Com a nova Equipa ao leme, mantém-se o foco no reforço do posicionamento no shipping internacional, ao serviço da comunidade portuária, logística e industrial dos portos de Sines e do Algarve, dos importadores e exportadores Ibéricos, e em prol da economia nacional.
De acordo com os dados do Prof. Theo Noteboom, ( Especializado em Portos e Economia Marítima), o Porto de Sines, nomeadamente na sua concessão contentorizada do Terminal XXI, teve o 3° maior crescimento dos Top 15 dos Portos Europeus em 2024.
O Terminal XXI, beneficiou da mudança de rota que passou do Mar Vermelho para a Rota do Cabo, e cresceu cerca de 16%, sendo superando somente pelo porto francês Haropa e pelo porto espanhol de Barcelona,
O Terminal XXI encontra-se agora em 14° lugar no ranking europeu.
Segundo pode ser lido no site: A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, com o apoio da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefaciente, está a realizar a operação “Porthos”, que investiga a beneficiação de organizações criminosas dedicadas à exportação de elevadas quantidades de cocaína a partir da América Latina.
Estas organizações criminosas usam os portos marítimos nacionais como porta de entrada de produtos estupefacientes no continente europeu, dissimulados em diversos produtos acondicionados em contentores.
A investigação criminal em curso, com origem em cooperação policial internacional de congéneres da PJ, tem por objeto suspeitas da prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de estupefacientes e branqueamento de capitais.
A operação está a ser executada na área metropolitana de Lisboa, em Setúbal, Sines e em Leiria e visa a execução de 32 mandados de busca, dos quais 14 domiciliárias e 18 não domiciliárias, para recolha de elementos de prova complementares.
A operação “Porthos” conta com a presença de 150 inspetores e peritos de diversas unidades de apoio da Polícia Judiciária, e é acompanhada por quatro magistrados do Ministério Público.
A investigação criminal prosseguirá, no âmbito de inquérito dirigido pelo DCIAP.
A fábrica de baterias da empresa chinesa CALB (China Aviation Lithium Battery) emergiu como o “grande investimento” em Portugal, destacando-se tanto pela sua dimensão quanto pela sua relevância estratégica no contexto da chamada “fase de transição energética” no setor automóvel. Este projecto, centrado na produção de baterias para veículos elétricos (VE), reflete a crescente aposta da China no mercado de mobilidade elétrica, que tem visto um aumento significativo da sua quota global, especialmente na Europa.
A escolha de Sines como localização desta unidade industrial sublinha o papel crescente de Portugal como ponto de entrada no mercado europeu, combinando vantagens logísticas com um compromisso para a inovação e sustentabilidade.
A Chairwoman da CALB, Liu Jingy, destacou as razões que levaram a empresa a escolher o Porto de Sines como base para esta operação de grande escala: “O Porto de Sines oferece condições logísticas excepcionais, com o seu porto de águas profundas, operações 24/7 e a maior plataforma ferroviária de mercadorias da Europa. Isto torna-o num centro ideal para a distribuição no mercado europeu.”
Estas características posicionam Sines como um hub logístico privilegiado, capaz de suportar a ambição da CALB de abastecer o mercado europeu de baterias para VE, um setor em rápida expansão devido às metas de descarbonização da União Europeia e ao aumento da procura por alternativas aos combustíveis fósseis.
A unidade, cuja conclusão está prevista para 2028, terá como foco principal a exportação, mais do que o mercado interno português. Quando entrar em operação, espera-se que impulsione significativamente a utilização do Porto de Sines, em particular do Terminal XXI, que já é um dos mais avançados da Península Ibérica. Este “boom” logístico reforçará a capacidade de Portugal de se afirmar como um elo essencial na cadeia de fornecimento europeia, alinhando infraestrutura portuária moderna com a produção de tecnologia de ponta.
O Ministro da Economia, Pedro Reis, sublinhou a importância deste investimento para o país e para o continente europeu: “É uma vitória. Isto atravessa o trabalho de vários governos, de várias AICEP. É tremendamente importante. Num momento em que o sector automóvel mundial e o europeu têm tantos desafios, são investimentos como estes que agarram em Portugal essa cadeia de valor e dão ao sector europeu competitividade, produtividade, tecnologia e inovação.”
As importações europeias de GNL caíram 19% em 2024, uma vez que o consumo de gás atingiu o nível mais baixo dos últimos 11 anos, graças, em parte, às adições
de energia renovável. Os países da UE gastaram 6,3 mil milhões de euros em GNL russo entre Janeiro e Novembro de 2024. Metade dos terminais de regaseificação de GNL da UE tiveram uma taxa
de utilização inferior a 40% no ano passado. Ao mesmo tempo, a procura de GNL deverá diminuir ainda mais até 2030, de acordo com o Instituto de Economia Energética e Análise Financeira
(IEEFA).
O rastreio europeu de GNL actualizado do IEEFA revela que a procura de GNL do continente em 2024 caiu para o seu nível mais baixo desde 2021. Os países europeus que mais reduziram as suas importações de GNL em 2024 foram o Reino Unido (em 47% em termos anuais), a Bélgica (em 29%) e a Espanha (em 28%).
“Os esforços da UE para reduzir a procura de gás têm sido cruciais para manter a segurança do abastecimento energético do continente”, disse Ana Maria Jaller-Makarewicz, analista principal no IEEFA. “No entanto, como a procura de gás na UE se manteve estável no ano passado, é necessário mais trabalho para diversificar o fornecimento de energia e reduzir a exposição da Europa à volatilidade do mercado de GNL.”
O declínio na procura de GNL contrasta com a onda de investimento em novas infraestruturas de importação. Embora a expansão tenha abrandado no ano passado, os planos actuais prevêem que a capacidade de importação de GNL da Europa cresça 60% entre 2021 e 2030. Isto apesar de se esperar que a procura de GNL diminua ainda mais até 2030. A IEEFAprevê que isto poderá fazer com que a capacidade de regaseificação da Europa em 2030 tenha uma taxa média de utilização de 30%.
Os países que instalaram ou expandiram terminais desde 2021 incluem Alemanha, Países Baixos, Turquia, Itália, França, Bélgica, Grécia, Finlândia, Polónia e Croácia. A menor procura significou que metade dos terminais de importação de GNL da UE tiveram uma taxa de utilização inferior a 40%, incluindo algumas das novas instalações.
“Duplicar a aposta em novos terminais de GNL sem ter em conta as tendências da procura aumenta o risco de sobreinvestimento e de subutilização da infraestrutura à medida que a transição energética se acelera”, disse Jaller-Makarewicz.
A MSC – Mediterranean Shipping Company, liderada por Gianluigi Aponte decidiu apostar na China, nomeadamente no Estaleiro Internacional Zhoushan Changhong, para uma nova encomenda de porta-contentores de classe megamax, com propulsão GNL com duplo combustível.
O contrato assinado pelo armador ítalo-suiço, armador nº1 a nível global, prevê a entrega de porta-contentores com capacidade de 21.700 TEU com opção de encomenda para mais quatro porta-contentores adicionais, sendo que as entregas estão previstas para 2027 e 2028.
O estaleiro confirmou o pedido, dizendo que era o seu maior projecto de construção até ao momento. A MSC tinha encomendado anteriormente uma série de dez porta-contentores de 11.500 e 10.300 TEUs no estaleiro Changhong International em 2023, que foi seguida por doze porta-contentores de classe megamax de duplo combustível
GNL de 19.000 teus em agosto passado.
O maior armador do mundo possui uma frota de cerca de 6,4 milhões de TEU, comandando cerca de 20% da frota operada globalmente. A enorme carteira de encomendas da empresa ascende agora
a mais de 130 navios, o que, após o último acordo, se prevê que aumente a frota em mais 2,15 milhões de slots nos próximos anos.
Estes navios ultra grandes, capazes de transportar mais de 24.000 TEUs (unidades equivalentes a vinte pés), estão a redefinir as operações portuárias, a logística da
cadeia de abastecimento e a eficiência marítima.
À medida que as companhias marítimas investem em navios maiores e mais eficientes em termos de combustível, os navios megamax estão
a tornar-se um activo crucial na manutenção de rotas comerciais competitivas e económicas.
Os principais eventos realizam-se de 14 a 20 de maio de 2025, com um programa repleto de actividades diversificadas que visam promover a proximidade da Marinha com a população,
reforçando, igualmente, a ligação a todos aqueles que desenvolvem as suas actividades económicas e lúdicas no mar.
Dia 18 de maio será o dia da cerimónia principal, que todos os anos é assistida por milhares de visitantes.
O Dia da Marinha assinala-se a 20 de maio em homenagem ao feito de Vasco da Gama que naquele dia, em 1498, pela primeira vez na história, ligou, por via marítima a Europa ao Oriente,
com a chegada a Calecute, na Índia.
Ao que tudo indica, o armador francês CMA CGM irá aplicar a PSS ( Peak Season Surchage ) à carga que saia de Portugal que tenha como destinos, Norte da Europa. Escandinávia e Báltico.
A sobretaxa irá ser aplicada a partir de 3 de Março até nova indicação por parte do armador, e será tanto para contentor normal como para os reefers.
O valor da sobretaxa será de 100,34 euros para contentores de 20 pés e de 199,72 euros para contentores de 40 pés.
O 3º maior armador do mundo utiliza o Porto de Lisboa para os seus porta-contentores.
Uma nova rota de exportação de contentores entre China e Portugal foi inaugurada ontem.
Sob a orientação dos pilotos, o navio cargueiro Dingwei, carregado com 1.300 contentores deixou lentamente o Terminal de Contentores de Jiangyin, na Província de Jiangsu, e seguirá em direcção ao Porto de Sines, em Portugal.
Com 225 metros de comprimento, 32,26 metros de largura e calado de 21 metros, o Dingwei é o navio de carga com o maior número de contentores operados numa única viagem na rota de comércio exterior de longo curso desde a inauguração do Terminal de Contentores de Jiangyin.
De acordo com o Departamento de Transporte de Jiangsu, o volume de carga por via fluvial e ferroviária na província atingiu cerca de 1,3 bilhão de toneladas em 2024, com um crescimento de aproximadamente 4% em relação ao ano anterior.