China retalia tarifas dos EUA com mais… tarifas

Depois que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas a países do mundo, não demorou muito para Pequim retaliar as ações norte-americanas.

As autoridades chinesas afirmaram que o país iria impor tarifas de 34% sobre todas as importações dos EUA a partir de 10 de abril, em cima das tarifas já existentes.

Todas as cargas carregadas em navios antes de 10 de abril não estão sujeitas à nova tarifa se a carga chegar antes de 13 de maio.

As tarifas são idênticas às que os EUA impuseram à China na passada quarta-feira. Antes disso, Trump adicionou duas parcelas de impostos adicionais de 10% sobre todas as importações chinesas, efectivamente sujeitando os produtos chineses que entram nos EUA a tarifas de 54%.

A Comissão Tarifária do Conselho de Estado da China explicou que as recentes medidas tomadas pelos EUA não estavam “em linha com as regras do comércio internacional” e que iriam “prejudicam seriamente os direitos e interesses legítimos da China”. A Comissão descreveu as políticas tarifárias de Trump como “uma prática típica de intimidação unilateral”.

As novas tarifas da China foram acompanhadas pela indicação de 11 empresas dos EUA a uma “lista de entidades não confiáveis”, como fabricantes de drones. Pequim também colocou controlos de exportação a mais 16 empresas dos EUA para proibir a

O sector agrícola dos EUA deve ser significativamente impactado, pois foi responsável por 23% das exportações no valor de 16,61 bilhões de euros. Para o lado de granéis secos, espera-se que as tarifas da China afectem principalmente os segmentos panamax e supramax.

ENEOS e Maersk no projecto de metanol da C2X.

A empresa de fornecimento de metanol verde C2X conseguiu garantir um investimento adicional de 91,25 milhões de euros da A.P. Møller Holding, da A.P. Møller – Mærsk e da empresa japonesa de energia ENEOS.

Os recursos do investimento serão usados principalmente para financiar a fase final de desenvolvimento do projecto BLRE – Beaver Lake Renewable Energy, que a fornecedora C2X está desenvolvendo em parceria com a empresa SunGas Renewables, na Alexandria, Louisiana, EUA.

Quando iniciar a operação, o BLRE irá produzir mais de 500 mil toneladas de metanol verde por ano e já iniciou negociações para garantir contratos de fornecimento de longo prazo com a Maersk e outros clientes dos sectores marítimo, químico e industrial.

O projecto utilizará o sistema de gaseificação da SunGas para converter biomassa em metanol de baixo carbono, com início da execução do projecto previsto para o 2º semestre de 2026.

Este novo investimento de 91,25 milhões de euros, também será utilizado para impulsionar o restante do portfólio da C2X, que inclui projectos na Espanha, Egipto e outros locais nos Estados Unidos, sendo Portugal também visto como possível aposta futura.

“Agradecemos profundamente o apoio contínuo de nossos acionistas atuais e damos as boas-vindas ao nosso novo parceiro, a ENEOS, como acionista significativo da C2X. A ENEOS nos permitirá acelerar a transição para processos de baixo carbono em diversos mercados e indústrias”, declarou Brian Davis, CEO da C2X.

Maiores portos europeus recuperam terreno.

O ranking da consultora especializada em dados marítimos Alphaliner mostra que o Porto de Roterdão, recuperou a sua dinâmica após 3 anos de decréscimo, tendo atingido um aumento de 2,8% e um tráfego atingindo 13,8 milhões de TEUs.

Apesar dessa nova dinâmica, os seus níveis permanecem abaixo dos níveis pré-Covid-19. Esse crescimento permitiu que o primeiro porto de escala do continente subisse uma posição no ranking, para a décima segunda posição, às custas de Hong Kong, que sofreu o seu oitavo ano consecutivo de decréscimo.

Ainda na Europa, o Porto de Antuérpia-Bruges, que é o maior porto exportador da Europa, após terem-se fundido em 2022, surpreendeu ao crescer um milhão de TEUs em 2024. Este porto, que irá anunciar uma nova cooperação com Roterdão para um corredor verde na região, fechou o ano com 13,5 milhões de TEUs (Cresceu cerca de 8,1%) para 30,6% nos primeiros nove meses de 2024. O porto de Zeebrugge também desempenhou um papel fundamental no aumento dos volumes.

Os números de produtividade em Antuérpia-Bruges e Roterdão também foram impulsionados pela reestruturação dos serviços dos armadores após a crise do Mar Vermelho. Hamburgo (Alemanha), por outro lado, permaneceu quase estável em 7,8 milhões de TEUs (+0,9%).

Tanger Med é o 2º porto de contentores que mais cresce no mundo.

É de Marrocos, o porto que teve o segundo maior crescimento global. O porto norte-africano Tanger Med, ficou somente atrás de Los Angeles/Long Beach (EUA), de acordo com o ranking do Top 30 da consultora especializada em dados marítimos Alphaliner.

O porto teve um impressionante aumento de 19% na sua movimentação, o que corresponde a 10,2 milhões de TEUs, valor que superou as expectativas indicadas pela própria autoridade portuária, que apontou para os 9 milhões de TEUs, passando a ser o 17ª colocado no ranking.

O aumento da movimentação é explicado em boa parte pela mudança de rota do Estreito de Bab el-Mandeb a caminho do Canal do Suez e desviar pelo Estreito da Boa Esperança pela Rota do Cabo,

“No entanto, nem todo o aumento é resultado de ataques Houthis [contra navios comerciais], já que o porto atribui cerca de um quarto de seus volumes à região do Mar Vermelho”, de acordo com consultora especializada em dados marítimos . No total, a movimentação de Tanger Med aumentou 113% desde antes da pandemia da Covid-19.

“Mário Ruivo”: O navio do IPMA que vai explorar o fundo do oceano.

Foi construído para ser um navio de defesa e salvamento submarino. Hoje, com 75 metros de comprimento e 15 metros de largura, o “Mário Ruivo” serve para investigar água profundas. Do lado fora, não se percebe, mas o navio tem a capacidade para abrigar 30 investigadores e 16 tripulantes. Consegue navegar sem reabastecer durante 40 dias.

Navegar no mar não é tarefa fácil. Principalmente numa missão pode durar entre 20 a 30 dias, com ondulações, ventos fortes e correntes. Mas este navio vai permitir chegar até 7 mil metros de profundidade – e, a partir dai, ter dados mais precisos sobre o oceano.

Para além desta nova tecnologia, o navio tem outra particularidade: é pluridisciplinar. Nele podem ser feitas diferentes missões sobre a área da ciência. Isto através de máquinas que são postas no mar para recolher dados, por exemplo, sobre os sismos.

Para isso, foi preciso um financiamento de 2 milhões de euros. Agora, o navio segue agora para outras missões para explorar o vasto e misterioso mar, que ainda guarda tantos segredos.

Porto de Setúbal recebe visita de estudantes norte americanos da Universidade de Akron

O Porto de Setúbal recebeu a visita de um grupo de estudantes de licenciatura e professores da Universidade de Akron, Ohio, EUA.

A visita, realizada no âmbito do programa académico de gestão da cadeia de abastecimento e gestão de operações, teve como objectivo proporcionar um contacto directo com as operações portuárias e as estratégias de logística implementadas no Porto de Setúbal.

O programa teve início de manhâ cedo e decorreu ao longo de aproximadamente uma hora e meia, incluindo visitas às principais infraestruturas portuárias, nomeadamente o Terminal Multiusos – Zona 1 (carga geral), Zona 2 (contentores) e o Terminal Roll-on/Roll-off (veículos).

Durante a visita, os participantes tiveram oportunidade de conhecer os processos de carga e descarga de mercadorias, bem como as tecnologias utilizadas para otimizar a eficiência das operações.

Trump lança tarifas que irão causar tensão comercial.

Com o seu “Dia da Libertação”, o Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, anunciou as suas “tarifas recíprocas”, o que causou agitação na indústria global do Shipping.

A partir de 3 de abril, essas tarifas impõem taxas de importação significativas a vários parceiros comerciais importantes. As medidas mais marcantes incluem uma tarifa de 34% sobre importações chinesas e uma tarifa de 20% sobre produtos da União Europeia. Notavelmente, as importações vietnamitas enfrentam o maior impacto, com 46%, um movimento que atraiu considerável atenção.

Outras taxas aplicadas: Reino Unido, Brasil e Emirados Árabes Unidos, todos sujeitos a uma tarifa mínima de 10%. Índia, que será atingida com uma tarifa de 26%.
Coreia do Sul e Japão, enfrentando tarifas de 25% e 24%, respectivamente.
Essas tarifas abrangentes marcam uma escalada ousada nas políticas comerciais de Trump, com implicações de longo alcance para o comércio global e as relações econômicas.

Com Trump abrindo o jogo, todos os olhos estão agora em como as nações afectadas — tanto os principais quanto os menores — responderão. Tarifas retaliatórias de países como China, Japão ou blocos económicos como a União Europeia parecem altamente prováveis. Se isso acontecer, pode marcar o início oficial de uma nova guerra comercial global com consequências económicas imprevisíveis.

Os próximos movimentos nesta batalha de alto risco moldarão o futuro do comércio internacional. Contudo a Rússia foi poupada neste aumento de tarifas.

Lisnave vai distribuir pelos trabalhadores mais de 1 milhão€.

A Assembleia Geral de Acionistas da Lisnave aprovou o Relatório de Gestão e Contas referente a 2024, que revela “um desempenho notável da empresa líder na Reparação Naval”, situada na mitrena, em Setúbal.

De acordo com a empresa, “em 2024, a Lisnave alcançou um volume de vendas de 120,8 milhões de euros, com um resultado líquido de 6,4 milhões de euros”, indicando que “como reconhecimento do empenho dos seus trabalhadores, o grupo de empresas do universo Lisnave decidiu, mais uma vez, conceder uma Gratificação Universal de Balanço num montante total superior a 1,7 milhões de euros”.

“Paralelamente ao decréscimo da procura de reparação naval em 2024, face a 2023, um elevado número de projectos teve de ser recusado devido às obras de reabilitação do estaleiro, incluindo docas, cais, oficinas e equipamentos. Não obstante estas limitações, a LISNAVE obteve resultados muito satisfatórios, representativos da solidez e bom desempenho da empresa, que conta com 64 anos de história”, de acordo com a empresa.

A Lisnave – Estaleiros Navais S.A. é uma das empresas líderes globais na Reparação Naval, possuindo uma diversidade de docas e cais, incluindo três docas Panamax e três docas de grande porte até VLCC (Very Large Crude Carriers). Esta variedade permite flexibilidade na acomodação simultânea de vários navios de grandes dimensões. É um importante centro de know-how técnico, contando com um grande número de colaboradores especializados e qualificados.

Desde a sua fundação, reparou alguns dos maiores navios do mundo, adaptando-se à dinâmica do mercado e diversificando os tipos e dimensões de navios reparados. Com cerca de 500 trabalhadores próprios e uma força laboral média total superior a 2.000 pessoas, a Lisnave possui 6 docas secas, 9 cais de acostagem e 19 guindastes, além de um pórtico com capacidade de elevação de 500 toneladas. O seu volume de negócios anual médio varia entre 100 e 120 milhões de euros, sendo aproximadamente 95% provenientes de exportação.

A estrutura accionista é composta por 77,03% de privados nacionais, 20% de privados europeus e 2,97% do Estado Português, representado no Conselho de Administração e no Conselho Fiscal.

História: Portugal é o 1° país a proibir a mineração no fundo do mar.

A partir desta passada terça-feira, entrou finalmente em vigor a moratória sobre a mineração em mar profundo em águas portuguesas, que faz de Portugal o primeiro país a consagrar em lei a protecção dos fundos marinhos contra actividades extractivad com brutal impacto ambiental.

O diploma, que foi promulgado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa a 21 de março, foi publicado na passada segunda-feira no Diário da República.

A moratória, que irá extender-se até 2050, foi aprovada pelo Parlamento no dia 14 de março, através de um texto final resultante de projectos de lei do PAN, PSD, Livre e PS.

A medida contou com votos contra do Chega e da Iniciativa Liberal, mas recebeu elogios de organizações ambientalistas como a WWF Portugal, Sciaena e Sustainable Ocean Alliance (SOA).

A mineração em mar profundo visa a extração de metais preciosos encontrados em nódulos no fundo do oceano, como cobalto e níquel, essenciais para a transição energética e fabrico de baterias de carros elétricos.

No entanto, os impactos ambientais desta actividade são amplamente desconhecidos e podem ser devastadores para a biodiversidade marinha.

Portugal assume assim um papel de liderança na defesa dos oceanos, juntando-se às recomendações científicas e aos apelos de várias organizações internacionais para uma “pausa precaucionária” na mineração submarina.

Outros territórios, como o Havai e a Região Autónoma dos Açores, também adoptaram estratégiaa semelhantes.

Stena Line apresenta conceito de RoRo hibrido com propulsão éolica.

Stena Futuro, uma embarcação roll-on/roll-off (RoRo) de 240 metros de comprimento destinada ao transporte de semirreboques e carros, é o mais recente conceito da Stena Line para a nova geração de embarcações.

Uma das metas centrais da Stena Line é reduzir as emissões de CO₂ em 30% até 2030. O caminho para essa meta envolve uma série de actividades em muitas áreas, e não menos importante a descarbonização da frota. Isso está sendo feito tanto pela melhoria da eficiência da frota existente quanto pelo desenvolvimento de uma nova geração de embarcações com recursos optimizados e novas tecnologias.

“A missão é desenvolver a embarcação mais eficiente e competitiva possível para uma capacidade de carga específica, usando a tecnologia disponível hoje. O objectivo é que a embarcação tenha o menor consumo de combustível do mercado”, explicou Nicolas Bathfield, gestor de projecto da Stena Teknik, que esteve envolvido no desenvolvimento do conceito.

O casco e a superestrutura foram optimizados para atingir o uso mais eficiente possível do espaço de carga. Ao mesmo tempo, baixo peso e hidrodinâmica e aerodinâmica optimizadas são essenciais para atingir baixo consumo de combustível. O design baixo e aerodinâmico do Stena Futuro é resultado dessas ambições, de acordo com a Stena Line.

Além do design da embarcação, o Stena Futuro será equipado com tecnologia para limitar a sua pegada ambiental. A embarcação terá propulsão híbrida, baterias e motores com baixo consumo de combustível que podem funcionar com vários combustíveis diferentes. O sistema de bateria o deixa pronto para operar parcialmente a embarcação apenas com eletricidade, por exemplo, ao entrar e sair de portos. Painéis solares também contribuirão para as necessidades de eletricidade do navio.

O casco do Stena Futuro também será equipado com um sistema de lubrificação de ar, onde pequenas bolhas de ar são libertadas abaixo da linha d’água para reduzir o atrito entre a embarcação e a água. Um sistema de recuperação de calor residual tornará possível reutilizar os gases de escape quentes dos motores do navio para atender a outras necessidades de aquecimento a bordo, bem como dar suporte à geração de energia elétrica.

O conceito desenvolvido para o Stena Futuro também inclui quatro velas de asa de 40 metros de altura, que podem ser retraídas quando necessário — por exemplo, ao passar por baixo de uma ponte. Recentemente, os investigadores do Stena, juntamente com o instituto de pesquisa sueco RISE, conduziram testes e simulações do uso das velas para documentar tanto a economia de energia quanto como as velas afectam a manobrabilidade e a segurança do navio.