OCDE alerta para o futuro incerto dos oceanos.

A quinta maior economia do mundo, os oceanos, têm já um futuro incerto, alerta a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico.A OCDE destaca a importância económica dos oceanos, de que dependem centenas de milhões de pessoas.

“É necessário fazer face às crescentes pressões para manter a economia do oceano numa trajectória que contribua para o desenvolvimento económico sustentável, com empregos de que milhões de pessoas dependem”, lê-se no relatório, intitulado “Economia do Oceano até 2050”.

O documento da OCDE faz uma análise quantitativa e qualitativa da economia do oceano, e refere que a saúde dos mares não é apenas crítica para o clima e a biodiversidade, mas também para a economia.

Manifesto pede COP para o oceano em 2026.

Um manifesto apresentado em Paris estabelece metas ambiciosas para a protecção dos oceanos, incluindo a realização de uma COP dedicada ao tema até o final de 2026 e a criação de um acordo juridicamente vinculativo para combater a poluição plástica, previsto para agosto deste ano.

O documento foi lançado durante o evento SOS Oceano, que ocorre na capital francesa como preparação para a terceira Conferência dos Oceanos das Nações Unidas (UNOC3), programada para junho em Nice. Endereçado a todos aqueles que tomam decisões e actuam em prol do oceano, o manifesto faz um apelo urgente: “Precisamos agir. Pelo oceano, com o oceano e no oceano”.

A 70 dias da UNOC3, o manifesto destaca que o oceano, cobrindo quase três quartos da superfície terrestre, encontra-se em uma situação crítica. Assim, propõe uma mudança imediata de rumo por meio de cinco compromissos essenciais: o fortalecimento da governança internacional dos oceanos, o combate à poluição, a ampliação das Áreas Marinhas Protegidas, o desenvolvimento de uma economia azul sustentável e o incentivo à ciência e pesquisa oceânica.

O documento sugere que esses compromissos culminem, em 13 de junho de 2025, no encerramento da UNOC3, com a criação da “Aliança do Futuro Azul”, uma coligação de Estados comprometidos em liderar a nova agenda para a protecção dos oceanos.

Entre as propostas concretas, o manifesto pede que os países integrantes da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) aprovem uma moratória de pelo menos 10 a 15 anos para a mineração em alto-mar, até que haja conhecimento suficiente para decisões embasadas.

Além disso, enfatiza a necessidade de um tratado ambicioso e legalmente vinculativo contra a poluição plástica, centrado na redução da produção desse material. Aprovado sob o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, esse instrumento deve ser ratificado na sessão de 5 de agosto deste ano, em Genebra.

A primeira conferência das partes (COP) dedicada aos oceanos deve ocorrer até o final de 2026, reconhecendo-os como um bem comum global e priorizando o conhecimento, a protecção e a gestão partilhada dos recursos marinhos, que cobrem mais de 60% da superfície oceânica mundial.

O manifesto também defende uma governança oceânica inclusiva, que envolva povos indígenas, sociedade civil, jovens e mulheres, públicos frequentemente marginalizados nos debates ambientais.

A partir da próxima sessão da Organização Marítima Internacional, em abril, propõe-se acelerar a descarbonização do transporte marítimo, visando reduzir em pelo menos 55% as emissões de gases poluentes até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

As zonas económicas exclusivas devem ampliar as suas áreas de protecção de 8,3% para 12% até a UNOC3, sendo que actualmente apenas 3% contam com protecção efetiva.

Por fim, o manifesto propõe que, durante a UNOC3 em junho, seja lançada uma grande missão científica para a exploração dos oceanos no período de 2025 a 2040. Esse projeto deve contar com o apoio de filantropos e outros setores da sociedade, garantindo que o conhecimento gerado beneficie todas as nações de forma equitativa.

Portsines ressalva um marco histórico para a empresa.

Nas suas redes sociais, a Portsines indica um marco histórico para a empresa.

A empresa do Grupo ETE, executou com sucesso l ! sua primeira operação de movimentação de contentores de 30 pés e 45 pés.

Durante essa operação, 795 contentores foram descarregados, totalizando 1.312 TEUs.

Segundo a empresa, esta conquista ressalta o compromissso da Portsines com a excelência, demonstrando sua capacidade de adaptação e inovação.

Gás russo em Sines só com autorização prévia.

Nos últimos cinco anos, o fornecimento de GNL – Gás Natural Liquefeito na Europa dependia extremamente das reservas russas, que eram quase 40% das importações graças aos preços competitivos e uma extensa rede de gasodutos.

No entanto, desde da invasão russa à Ucrânia, que a Europa tem tomado deligências para a redução da dependência do gás russo, o que provocou um cenário energético irregular. Além disso, apesar de tudo, o bloco ainda importa quantidades recordes de GNL russo por navio. Este ano, Sines já recebeu o navio Samoylovich que deixou a primeira carga de gás da Rússia de 2025 a Portuga.

lContudo, o desenho das novas sanções da UE implicam que é “proibido prestar serviços de recarga para efeitos das operações de transbordo de gás natural liquefeito originário ou exportado da Rússia”.

No âmbito do 14.º pacote de sanções à Rússia (Regulamento (UE) 2024/1745 do Conselho, de 24 de junho de 2024) encontram-se previstas novas proibições relacionadas com o transbordo gás natural liquefeito (GNL) de origem russa que entraram em vigor a 26 de março de 2025.

Dentro das novas sanções, existe um regime de excepções e Portugal poderá continuar a receber GNL russo desde que as autoridades competentes o aprovem.

Como mudou o paradigma dos armadores desde 2000?

Dos 50 armadores do mundo no ano 2000, apenas 24 ainda existem, de acordo com uma nova pesquisa da consultora dinamarquesa Sea-Intelligence.

A capacidade operada pelos armadores sobreviventes cresceu dramaticamente. No geral, elas aumentaram a sua capacidade colectiva de 2,5 milhões de TEU em 2000 para 26,7 milhões de TEU em 2025, um crescimento de capacidade de 983% em 25 anos, o que equivale a um crescimento de 10% em média, a cada ano por 25 anos.

A Sea-Intelligence também observou no seu último relatório semanal que, além das 24 sobreviventes, 26 armadores entraram no top 50, algumas como novas transportadoras e algumas que estavam fora do top 50 no ano 2000.

Essas 26 recém-chegadas no total operam 6% da frota global – contra os 84% ​​operados pelas sobreviventes, demonstraram os dados da Sea-Intelligence.

Este é um mercado que passou por uma consolidação extrema: “Claramente, este é um mercado que passou por uma consolidação extrema. Mas também foi uma caminhada de 25 anos, onde as empresas tradicionais foram claramente melhores em adaptar-se e crescer no mercado do que as recém-chegadas”, observou a Sea-Intelligence.

A frota global de navios provavelmente irá ultrapassar a marca dos 32M TEU, de acordo com dados da consultora Alphaliner. A frota contentorizada cresceu muito rápido neste século. O marco de 30M TEU foi atingido em junho do ano passado com um tsunami de encomendas naÁsia, que entregou um volume recorde de novas construções.

A indústria levou cerca de 50 anos para atingir a marca de 5M TEU em 2001. Em contraste, o salto de 20m teu para 30m teu foi alcançado em somente sete anos. Na foto, um porta-contentores da Hanjin Shipping, que em 2000 era um dos maiores armadores do mundo, tendo falido em 2017.

O que sucede com os navios porta-contentores desativados?

Comecemos do inicio: Quando é que os porta-contentores entram no activo? Os navios são comissionados para entrar ao serviço, após terem sido rigorosamente testados e inspecionados. Nesta fase, tanto se aplica a porta-contentores como outro tipo de navios. Este fase passa por testes que são conhecidos como testes de mar que são utilizados ​​para identificar deficiências ou irregularidades que necessitam ser corrigidas de antemão.

Após vários anos de serviço, por norma os navios são desativados após um longo período, porque o mar é impiedoso no desgaste, o que causa um alto impacto na estrutura. Isso geralmente é determinado quando eles chegam ao porto e são devidamente inspecionados. Como se fosse um “pit stop” durante uma corrida de Fórmula 1, eles verão quanto tempo leva para trazer o navio de volta à ordem de funcionamento e, eventualmente, se essas reparações tornarem-se muito caros, os navios de carga são considerados para posterior desativação.

Existem várias maneira para a desactivação:

Desmantelamento de navios – O resultado final do que acontece com navios de carga é chamado de desmantelamento de navios. Quando existem inúmeros navios sendo apelidados de “impróprios para águas” todos os anos, o que se está essencialmente fazendo é criar 20 bilhões de toneladas de chapas metálicas. Os navios são desmantelados de cima a baixo e raspados para peças que podem ser usadas em outros navios ou até empreendimentos residenciais, os metais por norma são vendidos com lucro. É a opção mais utilizada.

Como recifes: Tem-se tornado muito comum requisitar navios de carga mais antigos e afundá-los para que eles tornarem recifes artificiais onde a vida marinha possa habitar.

Cemitérios de navios – Quando as empresas não querem lidar com a conversão de navios em recifes, são enviados para cemitérios de navios para se desintegrarem ao longo do tempo. Existem várias frotas “fantasma” em diversos pontos do mundo.

Portos sobem 6% com 88M de toneladas de mercadorias em 2024.

Os portos do continente movimentaram 88 milhões de toneladas em 2024, um aumento de 6% face ano anterior, impulsionado pelo desempenho de Sines, anunciou o Governo.

“De acordo com os dados provisórios das administrações portuárias, o sistema portuário português do continente registou um crescimento global de 6% no volume total de mercadorias movimentadas em 2024, atingindo os 88 milhões de toneladas, face aos 82,8 milhões de toneladas em 2023”, indicou, em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação.

No período em análise, a carga geral fracionada ascendeu 3%, ultrapassando os 5,7 milhões de toneladas, a carga geral contentorizada aumentou 11% para mais de 37 milhões de toneladas e a carga ‘roll-on roll-of’ aumentou 2%. Por sua vez, os granéis líquidos somaram 7% para quase 30 milhões de toneladas, enquanto os sólidos tiveram um decréscimo, que o Governo não precisou.

Para a evolução registada em 2024 contribuiu, sobretudo, o desempenho do Porto de Sines, que progrediu 11%, com um reforço do tráfego na rota do Cabo. Em 2024, Sines foi responsável por 54% (47,8 milhões de toneladas) da carga movimentada.

Neste período, o movimento de contentores avançou 11% para 3,3 milhões de TEU.

Reviravolta: China leva a suspensão de venda dos portos do Canal do Panamá aos EUA.

A pressão que têm sido feita de uma forma intensa e asfixiante por parte da China para tentar impedir a venda de portos do Canal do Panamá ao consórcio da BlackRock levou que o bilionário Li Ka-shing, o magnata mais famoso de Hong Kong, adiasse a assinatura, prevista para a próxima semana, do controverso acordo.

De acordo com o “South China Morning Post”, mesmo que a CK Hutchison Holdings, não assine o acordo programado para 2 de abril, isso não significa que a venda esteja cancelada.

Os portos que estão debaixo de mira da influência chinesa são os de Balboa e Cristobal, localizados em ambos os lados do Canal do Panamá, com 82 quilómetros de extensão, são uma parte fundamental do acordo, que inclui um total de 43 instalações da CK Hutchison.

O acordo tem um valor de 19 mil milhões de dólares se chegar a ser concluído.

“Há mais em jogo aqui do que apenas portos. O desafio que Hutchison enfrenta é um microcosmo da tensão entre finanças e segurança nacional que está prestes a se desenrolar ao redor do mundo”, mencionou Josh Lipsky, geoestrategista do think tank americano ‘Atlantic Council’.

Porto de Sines estreita relacionamento com Singapura.

O Porto de Sines esteve presente na 19ª Edição da Singapore Maritime Week, entre 24 e 28 de março, uma presença enquadrada na estratégia de promoção da Agenda NEXUS, naquele que é considerado o mais relevante evento internacional na área do shipping, onde se discutem as principais tendências e desafios no que diz respeito à digitalização e descarbonização do sector.

Em parceria com a ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, o principal objectivo desta participação foi o de reforçar os contactos já encetados em edições anteriores, primordialmente no que diz respeito à promoção internacional da Agenda NEXUS.

Para além da APS, estiveram ainda presentes em Singapura alguns dos parceiros do projecto, nomeadamente a Universidade de Aveiro, Universidade de Évora e a Seapower.

Trump diz que pode dar redução de tarifas à China para fechar acordo com TikTok.

O Presidente eleito dos EUA Donald Trump afirmou que estaria disposto a reduzir tarifas sobre a China para fechar um acordo com a empresa chinesa detentora do TikTok, a ByteDance, para vender o aplicativo de vídeos curtos usado por 170 milhões de americanos.

A ByteDance tem um prazo até 5 de abril para encontrar um comprador não chinês para o TikTok ou enfrentar uma proibição dos EUA por motivos de segurança nacional que deveria ter entrado em vigor em janeiro sob uma lei de 2024.

A lei é resultado da preocupação em Washington de que a propriedade do TikTok pela ByteDance torna a aplicação dependente do governo chinês e que Pequim poderia usar o aplicativo para conduzir operações de influência contra os Estados Unidos e recolher dados sobre cidadãos norte- americanos.

Trump disse que estava disposto a prolongar o prazo de abril se um acordo sobre o aplicativo de rede social não fosse alcançado. Ele reconheceu o papel que a China desempenhará para fechar qualquer acordo, incluindo dar a sua aprovação, dizendo “talvez dê a eles uma pequena redução nas tarifas ou algo para fazer isso”, afirmou Trump aos jornalistas.

O TikTok não comentou imediatamente. O Ministério do Comércio da China afirmou que a sua posição sobre a questão das tarifas é consistente e que Pequim está disposta a envolver-se com Washington com base no respeito mútuo, igualdade e benefício mútuo, durante uma entrevista.

Mais um episodio nesta “guerra das tarifas”.