Ministra do Mar contra «abate puro e duro» de barcos de pesca

A Ministra do Mar, Assunção Cristas, assegurou que nunca pedirá em Bruxelas apoios para o abate da frota pesqueira em Portugal. «Não defenderei em Bruxelas abates puros e simples», afirmou a Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, numa audição na comissão parlamentar de Agricultura e Mar.
A Ministra admitiu que o setor defende o abate de barcos, com o argumento de que «há embarcações que já só têm matrícula», mas garantiu que «que não veicula esta posição». «Tudo o que fizer agora para alienar capacidade de pesca vai ter consequências no futuro», referiu. Assunção Cristas disse concordar com abates para modernização, mas sublinhou: «Dinheiro para deixar de ter determinado número no nosso registo, não contem comigo».

Novas Rotas do País: Artigo de Opinião de Américo Lourenço

Tal como em 1492, Cristóvão Colombo tentou descobrir uma rota para a Índia e acabou por desembarcar numa das ilhas das Caraíbas – hoje, a existência de um trabalho conjunto entre muitos intervenientes tem feito descobrir novas rotas do mundo, que ajudam a desenvolver o país. Nos últimos anos, Portugal também tem vindo a fazer história nas actividades que se relacionam com o Mar. Como porto de águas profundas , único nas suas características existente no país, Sines usufrui do aumento do fluxo de navios e oferece excelentes condições para receber navios de terceira geração. Se, no inicio das operações do terminal de contentores do porto, o primeiro navio tinha um comprimento de 184 metros, hoje, e com uma escala regular a ligar Portugal ao Oriente, o Porto de Sines recebe os maiores navios do mundo. Em menos de dez anos de actividade, o terminal de contentores do porto alentejano ultrapassa já os 3700 navios. Mas estes números não teriam razão nenhuma de ser, senão existissem homens e mulheres cujo empenho e dedicação contribuem para projectar o nome de Portugal no mundo.
Autor: Américo Lourenço.

António Belmar da Costa: "Contribuição do mar para o PIB subirá 50% até 2020"

O mar significa 2,5% do PIB, mas a sua contribuição direta vai crescer exponencialmente, afirma António Belmar da Costa, diretor executivo da AGEPOR, Associação dos Agentes de Navegação de Portugal que tem este tema para o seu 8º Congresso


O que é expetável sair, em termos de conclusões, do próximo congresso da AGEPOR?

Os Congressos da AGEPOR, por norma, não pretendem ser uma manifestação da classe nos quais as conclusões são mensagens e recados que se pretendem passar para o exterior. Ao invés, os nossos Congressos pretendem ser, por excelência, uma festa e um convívio entre os Agentes de Navegação, seus Associados, e os parceiros que, no dia-a-dia, convivem connosco nas operações e em negócios que se realizam ao longo de toda a cadeia logística.
Por isso mesmo convidámos para virem pensar, conhecer melhor e viver connosco “O Mar de Amanhã” praticamente todos aqueles são imprescindíveis nesta reflexão. Esperamos ter assim no próximo dia 10 de Maio connosco o Governo, Administrações Portuárias, Operadores Portuários, Sindicatos, Alfândega, Serviço de Estrangeiros, Sanidade, Marinha, Capitanias, Regulador, Armadores, Transitários, Operadores Logísticos e Carregadores/Recebedores.
Quisemos que se juntassem também nesta reflexão as Comunidades Portuárias e os atores da cadeia logística, pois sabemos que é da cooperação entre todos que se constrói um Setor Marítimo e Portuário mais coeso e comprometido, com evidentes ganhos para todos.

Que impacto poderá ter o mar no crescimento do PIB nacional?

Dois dos estudos recentes e mais emblemáticos acerca do Mar e da sua potencialidade económica,  “Hypercluster da Economia do Mar” e “Blue Growth for Portugal” apontam que a contribuição direta das atividades marítimas representa cerca de 2%  e 2,2% do PIB e o documento “Economia do Mar em Portugal” coordenado em 2012 pela Direção Geral de Política do Mar,  referia mesmo que essa contribuição ascendia a 2,5% do PIB.
Nesse sentido, tomando como referência os objetivos enunciados na “Estratégia Nacional para o Mar” que apontam para um crescimento de 50% na contribuição direta das atividades marítimas para o PIB até 2020, e fazendo contas pelo “cenário” mais favorável, o crescimento expectável elevaria a contribuição para 3,75% do PIB

O que fazer para ir buscar recursos ao mar numa conjuntura sem capacidade de alavancagem de fundos públicos e privados?
Sabemos já que grande parte dos recursos que se irão buscar no futuro ao mar está dependente de indústrias de capital intensivo e tecnologicamente muito avançadas. Os investimentos terão que conhecer escalas que ultrapassam em muito a capacidade das empresas portuguesas, não sendo portanto expectável que elas possam liderar áreas como, por exemplo, a mineração marítima.
No entanto, isso não significa que as empresas e os portugueses se devam alhear desse enorme potencial de oportunidades que surgirão no mar. Uma estratégia concertada com a participação pública e privada deve garantir que a concessão  (se esse for o regime) de territórios marítimos sob controle nacional se faça com a maximização do aproveitamento tecnológico, industrial e o know-how em determinados domínios da indústria portuguesa.

Como tem evoluído a indústria dos agentes de navegação, tendo em conta um aumento dos trânsitos com as exportações, mas também uma substancial redução das cargas nas importações?
Em Portugal existe muito o hábito do queixume, mesmo quando os “ventos” sopram de feição. Existe uma cultura de ser preferível aparentar desalento ao invés de assumir que “as coisas” estão a correr bem. Seria muito injusto e, no meu entender, até ofensivo para quem noutros sectores de atividade luta com enormes dificuldades, que expressasse algum desalento quanto à  situação que a generalidade dos agentes de navegação vive atualmente.
Claro que pontualmente alguns poderão estar a ter dificuldades e que muitos sentiram na pele os efeitos da greve na estiva que, no segundo semestre de 2012, fustigou alguns importantes portos nacionais. No entanto, e porque as exportações têm tido um crescimento continuado, os Agentes de Navegação têm beneficiado desse incremento. De notar também que a desagregação macro do crescimento das exportações mostra uma realidade que tem vindo a divergir do padrão histórico dos destinos das nossas exportações e que vem em favor do negócio dos Agentes de Navegação.
O aumento das exportações faz-se sobretudo à custa de destinos só alcançáveis por Mar, e nesse sentido o transporte marítimo, bem como o movimento nos portos, ao invés do transporte rodoviário (exportações direcionadas para a Europa com grande incidência no mercado espanhol), tem conhecido um crescimento que a Imprensa tem continuamente destacado.
Quanto às importações, sendo uma realidade que estão a decrescer, a desagregação por origens deixa também antever que caem muito mais as oriundas de Países europeus (e utilizadoras do transporte rodoviário) que das que nos chegam por mar, até porque muita da matéria-prima que incorporamos nas exportações é oriunda de países não europeus. 

Fonte: Vítor Norinha/OJE

António Belmar da Costa: "Contribuição do mar para o PIB subirá 50% até 2020"

O mar significa 2,5% do PIB, mas a sua contribuição direta vai crescer exponencialmente, afirma António Belmar da Costa, diretor executivo da AGEPOR, Associação dos Agentes de Navegação de Portugal que tem este tema para o seu 8º Congresso

O que é expetável sair, em termos de conclusões, do próximo congresso da AGEPOR?

Os Congressos da AGEPOR, por norma, não pretendem ser uma manifestação da classe nos quais as conclusões são mensagens e recados que se pretendem passar para o exterior. Ao invés, os nossos Congressos pretendem ser, por excelência, uma festa e um convívio entre os Agentes de Navegação, seus Associados, e os parceiros que, no dia-a-dia, convivem connosco nas operações e em negócios que se realizam ao longo de toda a cadeia logística.
Por isso mesmo convidámos para virem pensar, conhecer melhor e viver connosco “O Mar de Amanhã” praticamente todos aqueles são imprescindíveis nesta reflexão. Esperamos ter assim no próximo dia 10 de Maio connosco o Governo, Administrações Portuárias, Operadores Portuários, Sindicatos, Alfândega, Serviço de Estrangeiros, Sanidade, Marinha, Capitanias, Regulador, Armadores, Transitários, Operadores Logísticos e Carregadores/Recebedores.
Quisemos que se juntassem também nesta reflexão as Comunidades Portuárias e os atores da cadeia logística, pois sabemos que é da cooperação entre todos que se constrói um Setor Marítimo e Portuário mais coeso e comprometido, com evidentes ganhos para todos.

Que impacto poderá ter o mar no crescimento do PIB nacional?

Dois dos estudos recentes e mais emblemáticos acerca do Mar e da sua potencialidade económica,  “Hypercluster da Economia do Mar” e “Blue Growth for Portugal” apontam que a contribuição direta das atividades marítimas representa cerca de 2%  e 2,2% do PIB e o documento “Economia do Mar em Portugal” coordenado em 2012 pela Direção Geral de Política do Mar,  referia mesmo que essa contribuição ascendia a 2,5% do PIB.
Nesse sentido, tomando como referência os objetivos enunciados na “Estratégia Nacional para o Mar” que apontam para um crescimento de 50% na contribuição direta das atividades marítimas para o PIB até 2020, e fazendo contas pelo “cenário” mais favorável, o crescimento expectável elevaria a contribuição para 3,75% do PIB

O que fazer para ir buscar recursos ao mar numa conjuntura sem capacidade de alavancagem de fundos públicos e privados?
Sabemos já que grande parte dos recursos que se irão buscar no futuro ao mar está dependente de indústrias de capital intensivo e tecnologicamente muito avançadas. Os investimentos terão que conhecer escalas que ultrapassam em muito a capacidade das empresas portuguesas, não sendo portanto expectável que elas possam liderar áreas como, por exemplo, a mineração marítima.
No entanto, isso não significa que as empresas e os portugueses se devam alhear desse enorme potencial de oportunidades que surgirão no mar. Uma estratégia concertada com a participação pública e privada deve garantir que a concessão  (se esse for o regime) de territórios marítimos sob controle nacional se faça com a maximização do aproveitamento tecnológico, industrial e o know-how em determinados domínios da indústria portuguesa.

Como tem evoluído a indústria dos agentes de navegação, tendo em conta um aumento dos trânsitos com as exportações, mas também uma substancial redução das cargas nas importações?
Em Portugal existe muito o hábito do queixume, mesmo quando os “ventos” sopram de feição. Existe uma cultura de ser preferível aparentar desalento ao invés de assumir que “as coisas” estão a correr bem. Seria muito injusto e, no meu entender, até ofensivo para quem noutros sectores de atividade luta com enormes dificuldades, que expressasse algum desalento quanto à  situação que a generalidade dos agentes de navegação vive atualmente.
Claro que pontualmente alguns poderão estar a ter dificuldades e que muitos sentiram na pele os efeitos da greve na estiva que, no segundo semestre de 2012, fustigou alguns importantes portos nacionais. No entanto, e porque as exportações têm tido um crescimento continuado, os Agentes de Navegação têm beneficiado desse incremento. De notar também que a desagregação macro do crescimento das exportações mostra uma realidade que tem vindo a divergir do padrão histórico dos destinos das nossas exportações e que vem em favor do negócio dos Agentes de Navegação.
O aumento das exportações faz-se sobretudo à custa de destinos só alcançáveis por Mar, e nesse sentido o transporte marítimo, bem como o movimento nos portos, ao invés do transporte rodoviário (exportações direcionadas para a Europa com grande incidência no mercado espanhol), tem conhecido um crescimento que a Imprensa tem continuamente destacado.
Quanto às importações, sendo uma realidade que estão a decrescer, a desagregação por origens deixa também antever que caem muito mais as oriundas de Países europeus (e utilizadoras do transporte rodoviário) que das que nos chegam por mar, até porque muita da matéria-prima que incorporamos nas exportações é oriunda de países não europeus. 

Fonte: Vítor Norinha/OJE

Artigo: “A não opinião”-O “novo “ terminal da Trafaria e o “elefante branco ” do terminal de Sines.

No momento em que se questiona se estará correto ou não avançar com o Terminal de contentores na Trafaria, e para inverter um pouco a tendência de comentar e dar a minha opinião, (quando são sempre outros a comentar, no entanto sem  apresentar  soluções concretas, e muitas das vezes sem se quer dominar o assunto), pergunto de uma forma simplista e acessível mesmo a quem  possa não estar dentro do tema:

– O Porto de Lisboa está ou não congestionado?
– Como são as acessibilidades terrestres ao Porto de Lisboa?
 – Como se resolve o problema de Alcântara Vs Liscont?

Passemos para o outro lado do rio:

– A Trafaria está á espera de um plano de reestruturação há quanto tempo?
– Os habitantes da Trafaria estão ou não de acordo?

E por último, 80% do investimento vai ser privado, quantas empresas estrangeiras querem investir em Portugal nesta dimensão?

Volto a referir que são perguntas da maior simplicidade,  para evitar a “não opinião” tão em voga por alguns comentadores . É  fácil comentar , difícil é argumentar com razões válidas.  E agora descendo um pouco até Sines e voltando há uns anos atrás, então o que diria agora, quem no inicio disse que era um projecto megalómano? Um elefante branco…
Pois é então caros especialistas do comentário gratuito, eu defendo um elefante destes para a Trafaria.
Saibamos olhar para o horizonte, precisamos é destas manadas de elefantes brancos!

Autora: Fernanda Ferreira.

"Mar português" vai receber 400 milhões de euros e dar 2.000 milhões

O secretário do Estado do Mar esclareceu hoje que a Estratégia Nacional para o Mar 2013/2020 (ENM13/20) vai contar com 400 milhões de euros dos orçamentos do Estado, prevendo-se um retorno de dois mil milhões, nos próximos sete anos.
Manuel Pinto de Abreu foi ouvido na Comissão Parlamentar da Defesa Nacional, na Assembleia da República, e adiantou também que há 41 programas e 92 projectos previstos para o sector  “um quarto dos quais já em execução”, estimando ainda que Portugal está “a caminho dos 100 mil empregos ligados ao Mar”.
“Não contando com tudo aquilo que são descobertas (petróleo e outros hidrocarbonetos), há a possibilidade de valorização de mais dois mil milhões de euros para o PIB (Produto Interno Bruto). Os frutos começam a sentir-se num período de 10 anos, portanto, convém começar a pensar numa estratégia até 2050”, afirmou o responsável governamental.
Pinto de Abreu esclareceu que, “em termos gerais, estão previstos 400 milhões de euros até 2020, relativamente aos orçamentos do Estado, bem como financiamentos da União Europeia, acrescentando vários milhões de euros, através de concursos”.
“Por exemplo, o Fundo Europeu para Assuntos do Mar e das Pescas disponibiliza mais 400 milhões de euros, enquanto outros fundos que estão a ser criados, designadamente a Estratégia da União Europeia para o Atlântico vão ter ainda mais do que os já referidos 800 milhões”, continuou.
O titular da pasta dos assuntos marítimos congratulou-se com o princípio recém-consagrado em Bruxelas de atribuição de fundos conforme a extensão das respectivas plataformas continentais de cada estado-membro, adiantando que Portugal goza de grande vantagem, sem esquecer o entusiasmo do Reino Unido para tal desfecho.
Fonte: Dinheiro Vivo.

"Mar português" vai receber 400 milhões de euros e dar 2.000 milhões

O secretário do Estado do Mar esclareceu hoje que a Estratégia Nacional para o Mar 2013/2020 (ENM13/20) vai contar com 400 milhões de euros dos orçamentos do Estado, prevendo-se um retorno de dois mil milhões, nos próximos sete anos.
Manuel Pinto de Abreu foi ouvido na Comissão Parlamentar da Defesa Nacional, na Assembleia da República, e adiantou também que há 41 programas e 92 projectos previstos para o sector  “um quarto dos quais já em execução”, estimando ainda que Portugal está “a caminho dos 100 mil empregos ligados ao Mar”.
“Não contando com tudo aquilo que são descobertas (petróleo e outros hidrocarbonetos), há a possibilidade de valorização de mais dois mil milhões de euros para o PIB (Produto Interno Bruto). Os frutos começam a sentir-se num período de 10 anos, portanto, convém começar a pensar numa estratégia até 2050”, afirmou o responsável governamental.
Pinto de Abreu esclareceu que, “em termos gerais, estão previstos 400 milhões de euros até 2020, relativamente aos orçamentos do Estado, bem como financiamentos da União Europeia, acrescentando vários milhões de euros, através de concursos”.
“Por exemplo, o Fundo Europeu para Assuntos do Mar e das Pescas disponibiliza mais 400 milhões de euros, enquanto outros fundos que estão a ser criados, designadamente a Estratégia da União Europeia para o Atlântico vão ter ainda mais do que os já referidos 800 milhões”, continuou.
O titular da pasta dos assuntos marítimos congratulou-se com o princípio recém-consagrado em Bruxelas de atribuição de fundos conforme a extensão das respectivas plataformas continentais de cada estado-membro, adiantando que Portugal goza de grande vantagem, sem esquecer o entusiasmo do Reino Unido para tal desfecho.
Fonte: Dinheiro Vivo.