Acidente em Génova: Vitimas mortais aumentam para sete.

Procuradores em Génova colocou o capitão do navio porta-contentores Jolly Nero sob investigação por alegado homicídio depois de o navio ter embatido contra o cais do movimentado porto italiano, tendo derrubado a torre de controle para o porto, matando pelo menos sete pessoas. A Procuradora Michele da área de jurisdição de Lecce, afirmou que o piloto do porto na ponte do navio na hora do acidente também foi colocado sob investigação. O ministro dos Transportes Maurizio Lupi disse ao Parlamento que, dadas as condições climáticas ‘perfeitas’ na noite passada, as possíveis causas do acidente poderia incluir uma avaria do motor ou problemas com os cabos entre o navio porta-contentores e os rebocadores.

Fonte: Maritime Conector.

Economia do Mar

Sempre fomos um país de navegadores e pescadores, a nossa história é rica em tradição do mar, em grandes feitos marítimos, em viagens por um mundo que tratávamos e víamos o mundo de outra forma. Temos uma relação única e excepcional com o mar, relação essa que se foi perdendo ao longo dos anos, em resultado de opções estratégicas e políticas que menosprezaram e fizeram desligar o país, daquilo que sempre teve de melhor. O tempo não é culpabilizar quem fez o que, mas sim relançar um sector que pode criar muita riqueza e empregos para todos. Mas não podemos falar em vão sobre uma área tão importante, sem fazermos nada por isso. Tem de haver acção, iniciativa e vontade. Portugal possui a maior zona económica exclusiva da Europa, e o respectivo aumento da extensão da plataforma continental, representam um mundo infindável de oportunidades, no qual Portugal pode e deve apostar como o futuro não só dos nossos problemas económicos, mas igualmente como um criação de um novo paradigma para Portugal, porque ao criarmos a nossa independência financeira, criamos igualmente uma forte manutenção da nossa soberania, factor de extrema relevância, visto que ninguém querer Portugal como um protectorado. Não podemos ser um país de mar, e importar peixe. Não podemos ser um país que vai buscar soluções marítimas lá fora, quando temos muitas pessoas capazes de inovar na conquista dessas mesmas soluções. O mar não é só pescas e o sector portuário, e embora este último sector tenha tido certas dificuldades, continua numa trajectória de crescimento contínuo e sustentado, surgindo no horizonte novas apostas como o Golfo Pérsico e a América do Sul, bem como o reforço a nível de África e Extremo Oriente. O potencial do mar expande-se para o sector turístico, para os transportes marítimos, para a construção e manutenção naval. Com o virar do século, tornou-se área de biotecnologia, ciências do mar, bioengenharia e robótica marinha. Tornou-se fontes alternativas de energia limpa como as energias das ondas e eólicas off-shore. O principal objectivo tem de ser reforçar a posição onde já temos presença e conhecimento, mas igualmente criar oportunidades de modo a que novas áreas possam ser criadas. Mas isso é um papel que cabe a todos. Não só a nível de governo, mas igualmente ao nível das empresas ligadas ao mar, a procura e incentivo de projectos viáveis e sérios que proporcionem igualmente uma forte articulação não só com as empresas, mas igualmente com os politécnicos e universidades, onde se encontram especialistas com qualidades, e com o forte apoio dos responsáveis políticos não só a nível distrital, mas igualmente a conselho, porque só havendo esta conexão empenhada em torno de um objectivo comum, que se consegue o rumo que se pretende tomar. Poderíamos desenvolver este tema de forma ainda mais expansiva, tal é a importância e riqueza de matérias. Mas nunca esqueçamos algo: O mar não é só vida, pode criar emprego, para termos as nossas vidas, pode dar comida para a nossa mesa, umas férias de sonho que todos desejamos ter. Neste momento, precisamos de iniciativa, visão e arriscar nas apostas. Temos potencial, matéria humana e intelectual para termos sucesso. Nós conseguimos!
Autor: Paulo Freitas

Apresentação da Estratégia Nacional para o Mar.

Acompanhamos em Sines, a Apresentação da Estratégia Nacional para o Mar, através da pessoa do Sr. Secretário de Estado do Mar, Dr. Manuel Pinto de Abreu. Reconhecemos a importância de uma Estratégia virada para este tesouro que é o Mar.

A Estratégia Nacional para o Mar é o instrumento de política pública que apresenta a visão de Portugal, para o período 2013–2020, no que se refere ao modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos recursos e serviços dos ecossistemas marinhos, apontando um caminho de longo prazo para o crescimento económico, inteligente sustentável e inclusivo, assente na componente marítima.

A concretização e os resultados desta política, transversal e multissectorial, dependem do envolvimento dos agentes públicos e privados, pelo que é determinante a sua participação na formulação desta Estratégia. Apela-se à ampla participação da sociedade portuguesa, como passo fundamental para garantir o reconhecimento e a partilha da visão e dos objetivos estabelecidos.

Por deliberação da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar (CIAM), foi estabelecido um procedimento de discussão pública do documento, a decorrer entre 1 de Março e 31 de Maio de 2013.

Deste modo, a Direção-Geral de Política do Mar convida todos os interessados a participar através do preenchimento do “Formulário de Participação no Processo de Discussão Pública”, disponibilizado no site da DGPM (http://www.dgpm.gov.pt/Pages/ENM.aspx) e que deverá ser enviado para o endereço de correio eletrónico: enm@dgpm.gov.pt até 31 de Maio de 2013.

Acompanhe a Estratégia Nacional do Mar 2013 – 2020 no Facebook 

O Mar.

O Mar.
Mar não é apenas fonte de inspiração de poetas. Mar é muito mais do que aquilo que aparenta ser. Mar pode proporcionar um mundo infindável de opções, de visões, de maneiras de estar. Mar dá-nos alimento de qualidade, dá-nos férias de sonho, dá-nos meios para alavancar a economia do país. É um sector fundamental da nossa vida, do nosso país e do mundo. Virar as costas ao Mar, não é meramente virar as costas ao futuro. É largar as tradições seculares que temos enquanto povo de raízes marítimas  que tanto nos fez andar por este mundo fora, que tanto orgulho deu, em que tantas vidas se perdeu. Deveremos abraçar o Mar de forma intensa, viva e dinâmica, pois ao reconhecermos as potencialidades do Mar, estaremos a reconhecer igualmente as nossas próprias capacidades. Capacidades essas que devem ser faladas, estudadas, debatidas, divulgadas, de modo a que tenhamos não só a consciência do que temos, bem como a visão do que poderemos ter. É este o objectivo deste blogue. Não é só dar noticias e artigos, mas promover as ideias de pessoas que sentem esta ligação ao mar, este fascínio de algo que está tão dentro de nós. O Mar está a nossa frente e é nele que devemos apostar tudo. Será sempre uma aposta ganha. Seremos sempre um povo mais rico em todos os sentidos. Todos os contributos são válidos, desde que permitam potenciar essa imensidão azul, porque acreditamos que mais pensam como nós. Basta acreditar e trabalhar em prol desse desígnio.