Austrália quer proibir fertilização do mar com sulfato de ferro

A Austrália quer proibir a fertilização do oceano com sulfato de ferro, um método controverso para combater as alterações climáticas, anunciou esta quinta-feira o governo australiano.

Esta técnica tem como objectivo combater a acidificação do oceano derramando sulfato de ferro para «fertilizar» o fitoplâncton, uma microalga marinha que absorve o dióxido de carbono (CO2) na água e na atmosfera.
Após uma vida muito curta, os restos de fitoplâncton são depositados sobre o fundo do mar sob a forma de sedimentos.
Mas a eficácia do método e os seus efeitos no ambiente são desconhecidos, de modo que a Austrália quer proibir a sua utilização no protocolo de Londres, que em 1996 alterou e substituiu a Convenção de Londres de 1972.
Austrália, Nigéria e Coreia do Sul querem apresentar uma emenda para proibir a fertilização comercial sem justificação científica numa reunião dos signatários do protocolo, prevista para Outubro.
«A emenda pretende estabelecer regras vinculativas para a fertilização do oceano», explicou o ministro do Ambiente australiano, Tony Burke.
«Proibir as actividades comerciais da fertilização oceânica e autorizar as investigações científicas legítimas visando identificar os possíveis benefícios» desta prática, acrescentou.
Em 2012, os signatários do protocolo lamentaram o uso desta técnica na costa do Pacífico do Canadá por uma empresa que queria reconstruir a população de salmão, que se alimenta com fitoplâncton.
A revista Nature revelou em 2007 as conclusões de um grande programa nas Ilhas Kerguelen, no sul do Oceano Índico, segundo o qual derramar ferro no oceano seria entre 10 e 100 vezes menos eficaz do que o processo natural, porque 90% do ferro perder-se-ia e o seu efeito seria de curta duração.
Alguns cientistas temem ainda uma possível reacção química resultando em óxido nitroso (N2O), mais devastador do que o CO2.
O ministro do Ambiente também citou a proliferação de algas tóxicas e a eutrofização do leito como riscos potenciais.
Fonte: Diário Digital.

Hyundai Heavy Industries vai construir maior porta-contentores do mundo.

A Hyundai Heavy Industries, da Coreia do Sul, anunciou hoje ter ganho o concurso para a construção do maior navio do mundo de transporte de contentores num projeto com um custo estimado em 700 milhões de dólares (534 milhões de euros).
O primeiro dos cinco navios encomendados será entregue no segundo semestre de 2014, tendo as embarcações 400 metros de comprimento, 58,6 metros de largura e 30,5 metros de altura.
A encomenda foi apresentada pela China Shipping Container Lines, o segundo maior operador chinês de navios de carga.


Fonte: Expresso

Cruzeiro de Luxo faz escala no Porto de Lisboa

Lisboa será o destino final da viagem inaugural do novo Europa 2 no próximo dia 24 de Maio, um navio de luxo de seis estrelas. A sua viagem teve início em Hamburgo no passado dia 11 de Maio, passando por Amesterdão, Antuérpia, Honfleur, La Rochelle, Bordéus, Bilbao e Leixões.

O Europa 2 dará início, no dia 25 de Maio a uma nova viagem com destino a Barcelona, e escala em Portimão, Málaga, Cartagena, Valência e Mahon.
O cruzeiro Europa 2 trata-se da mais recente aquisição da companhia alemã Hapag-Lloyd Cruises e destaca-se pelo ambiente e serviço personalizado, pela diversidade gastronómica, pela ênfase do bem-estar e fitness, e por um programa de entretenimento multifacetado.
A capacidade do cruzeiro é para 516 pessoas, o que permite um ambiente informal vivido a bordo entre tripulantes e passageiros.  
O Europa 2 dispõe de 251 suites de sete categorias, todas com varanda, complementando-se com oito restaurantes, três dos quais com especialidade em cozinha mediterrânea, francesa e asiática, bem como de um sushi bar. Os passageiros podem reservar a sala de jantar privada, em ocasiões especiais, os passageiros podem frequentar a escola de culinária a bordo.
O interior do Europa 2 conjuga um ambiente casual e elegante com o estado de arte da tecnologia, como é o cado da parede de LED existente no palco do teatro. O Europa 2 é, também, o primeiro navio de cruzeiro equipado com catalisadores, que reduzem a emissão de óxidos de nitrogénio em quase 95 por cento.

Fonte: Opção Turismo.

Noruega: Primeiro túnel para grandes navios

O Governo da Noruega anunciou a intenção de construir um túnel para navios de grande dimensão, num projecto denominado “Túnel de Stad”, avaliado em 134 milhões de euros, que melhorará a navegabilidade e a segurança na península de Stad, para além de permitir poupanças de tempo e de dinheiro à indústria. O túnel terá 1,7 km de comprimento e poderá ser usado por embarcações de até 16 mil toneladas. 

A Noruega tinha, em 2012, 1.800 navios comerciais registados, naquela que é a quinta maior frota a nível mundial e a primeira se o termo de comparação for o valor das mercadorias que movimenta. 

“O projecto contribuirá para aumentar a segurança e a navegabilidade”, defende o Executivo norueguês, confirmando que o túnel atravessará Stadlandet, uma península no oeste do país que atrasa os navios mercantes e que incrementa os riscos de acidente. Um estudo da Fjordservice Nordvest, concluiu que desde 1945 ocorreram 46 acidentes marítimos em águas perto da península.

“Será o primeiro túnel do mundo que poderá ser usado por grandes navios de mercadorias ou por cruzeiros”, referiu Ottar Nygaard, promotor do projecto.

Está previsto que a obra seja iniciada em 2018 e que demore cerca de 4 anos até estar concluída.

Fonte: CARGO.

E se o Canal do Suez fechasse?

A situação política no Egipto e em todo o norte de África é muito complicada, em especial para aqueles que dependem do Canal de Suez, como é o caso dos operadores do tráfego da Europa com a Ásia. Não se deve ignorar a hipótese desta rota poder fechar.

De acordo com cálculos da Drewry, existe muita capacidade transporte dos navios para absorver a maior parte do choque deste tráfego através do Cabo da Boa Esperança, embora tal implicasse velocidades dos navios maiores que as atuais e logo maiores custos ou mais navios nas linhas.

A importância do canal de Suez em termos de tráfego pelas suas duas vias entre o Extremo Oriente e a Europa representaram aproximadamente 20,1 milhões TEU no ano passado, em comparação com 5,2 milhões de TEU entre o Subcontinente Indiano / Médio Oriente e a Europa e 688.000 TEU entre a Australásia / Oceania e a Europa.

No caso improvável do fecho do Suez, cada um dos 24 serviços semanais Ásia-Norte da Europa seriam obrigados a navegar pelo Cabo em ambos os sentidos, em vez de utilizarem o Canal de Suez como habitualmente, com uma quebra de produtividade até 17%.

Para continuar a fornecer a mesma capacidade de transporte, com uma frequência semanal, os grandes armadores teriam que adicionar 48 navios na rota Ásia-Europa do Norte, ou aumentar a velocidade de seus navios, ou uma combinação de ambos.

Se a velocidade média fosse aumentada em ambos os sentidos, a frequência semanal poderia ser mantida através do cabo, com o tempo de trânsito aumentado em apenas 2,5 a 3 dias em cada sentido.

Se for decidido manter as velocidades existentes para economizar combustível, o tempo de trânsito de uma viagem média entre a Ásia e o Norte da Europa seria aumentado numa semana e o tempo adicional necessário no retorno seria de 8,5 dias. No entanto, seriam necessários mais 48 navios, com maiores custos, afectando temporariamente a oferta de outras rotas de onde saíssem esses navios necessários.

Nem uma palavra da Drewry, grande consultor internacional no shipping, para o Canal do Panamá como alternativa ao Suez no Ásia-Europa, mesmo no futuro próximo.


Nota:Elaborado a partir de artigo da Drewry
Autor/fonte: Vítor Caldeirinha – Presidente da APSS

Uruguai interessado no Porto de Sines

Embaixador José Ignácio Korneziak sugere uma ligação privilegiada com o novo porto de águas profundas que o seu país vai construir.
“Imagino uma ligação entre o maior porto de águas profundas da América do Sul, que envia as suas mercadorias directamente para o porto de águas profundas de Sines. Poderia ser uma parceria muito proveitosa para os dois países”, disse à Renascença José Ignácio Korzeniak.
O embaixador uruguaio considera que “Portugal interessa muito como mercado” para as exportações do seu país e também como porta de entrada na Europa.
Contactado pela Renascença, o presidente do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, João Carvalho, confessa que ainda não ouviu falar desta intenção e explica que estas questões são, na sua maioria, decididas pelos concessionários do portos.
O mercado da América Latina está em crescimento. Ainda tem uma presença fraca em Portugal, mas pode ser uma nova aposta, diz João Carvalho.

ArteMar Estoril 2013

Candidataram-se a esta 5.ª edição do ArteMar Estoril cerca de meia centena de artistas, tendo sido seleccionadas 11 esculturas para participarem no concurso. Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Cascais e a Fundação D. Luís I pretendem distinguir trabalhos com elevada qualidade estética e uma forte mensagem ecológica. Aos artistas foi pedido que apresentassem trabalhos feitos a partir de materiais reciclados, reutilizados e/ou recicláveis retirados do mar ou que representem simbolicamente este elemento natural.

Promovida pela Câmara Municipal de Cascais e pela Fundação D. Luís I, a exposição/concurso ArteMar pode ser visitada ao longo do Passeio Marítimo da Costa do Estoril, de 11 de maio a 15 de Junho  Durante este período, além de apreciar uma galeria de arte ao ar livre, os visitantes irão dar o seu contributo, votando no “Prémio do Público”, no valor de 2.500 euros. A votação decorre via sms gratuito a partir de dia 11 de maio. Para votar basta enviar um sms para o número 3232, com o texto AME (espaço) seguido do número da escultura. 
O júri do concurso irá seleccionar a obra vencedora desta edição, à qual caberá um prémio no valor de 15 mil euros.
A concurso estarão as obras “Matriz”, de António de Abreu; “Mensagem”, de Maria Eduarda Pedro; “O Abrigo”, de Filipe Pereira; “Jaquinzinho”, de João Mouro; “Mogos I e II ”, de Liliana da Silva Ferreira; “Tecido de Paisagem”, de Luís Simões; “Com3Paço”, de Maria Ferreira, Beatriz Palma e Maria Lourenço; “Ondas de Memória”, de Marta Lima; “Emergência de Almas”, de Nuno Malato; “Revolta”, de Susana Aleixo Lopes; e “Olhos do Oceano”, de Urus Uscebrka e Milena Milosevic.
Este ano exposição/concurso ArteMar Estoril inclui uma atividade específica direccionada às escolas do concelho: nos dias 16 e 20 de maio, realizar-se-á o “Ateliê do Mar – ArteMar Estoril”, que tem como objectivo sensibilizar os alunos para as boas práticas ambientais.

Fonte: Nautica Press.

Divulgação: Feira Náutica do Tejo

Aproveitando mais uma vez uma localização ímpar, dentro de um espaço privilegiado como é o Centro Náutico de Algés, temos por objectivo potenciar e fazer crescer a Feira Náutica do Tejo mantendo o conceito de captar a um custo acessível a participação do maior número possível de empresas náuticas, sendo estas grandes ou pequenas estruturas empresariais, para que possam apresentar e promover os seus produtos e serviços integrando um conceito único.


Ice2sea publica as melhores estimativas do impacto do degelo no aumento do nível do mar


A equipa de cientistas do consórcio Ice2sea publicou recentemente aquelas que são as melhores estimativas do impacto do degelo no aumento do nível do mar. Os investigadores revelam que a fusão das camadas de gelo e dos glaciares de montanha da Antártida e Gronelândia pode ser responsável por até 36,8 cm do total de até 69 cm de subida do nível do mar até 2100.
Estes são os resultados de um estudo financiado pela União Europeia, que considerou um nível intermédio de emissões de carbono, que seria responsável por um aumento da temperatura atmosférica global de 3,5 graus Célsius.
“Neste cenário, temos uma contribuição das camadas de gelos e dos glaciares para o aumento do nível do mar de entre 3,5 cm e 36,8 cm até 2100”, refere David Vaugh, investigador da British Antarctic Survey, que coordenou o trabalho.
Por outro lado, o estudo também analisou a contribuição, para o aumento do nível do mar, de outro fenómeno relacionado com o aquecimento da água do mar – expansão térmica. Somado aos efeitos do degelo, podemos assistir a uma subida de 69 cm do nível do mar, ou seja, um cálculo 10 cm mais elevado do que a projecção de 2007 do Painel Intergovernamental para as Alterações  Climáticas.
 
No entanto, também foi equacionado o pior cenário possível. Neste caso, os resultados obtidos apontam para uma subida nível do mar de até 84 cm, mas a probabilidade de que tal se verifique é de apenas 5%.
A presente investigação teve como objectivo reduzir a incerteza associada às previsões de aumento do nível do mar feitas pelo IPCC, resultante da dificuldade de calcular a contribuição do degelo para este fenómeno.
“O IPCC identificou uma falha do nosso conhecimento e nós resolvemos essa falha e o que encontrámos não é assustador”, afirmou Tony Payne, investigadores da Universidade de Bristol.
Os autores da investigação referem que os seus resultados desdramatizam a situação global, ao prever aumentos do nível do mar na ordem das dezenas de centímetros e não de alguns metros.
No entanto, mesmo neste cenário, algumas das ilhas do Pacífico serão afectadas e, caso não se verifique uma limitação das emissões de CO2, a subida do nível do mar pode ser significativamente mais elevada.
Fonte: www.bbc.co.uk