Limitação à captura e condições climatéricas ajudam a definir o preço em lota

Muito se tem falado do substancial aumento do preço da sardinha durante a quadra dos santos populares. O consumidor diz que está mais cara e que as vendas são controladas
Conheça algumas das razões para a subida de preço daquela que é uma das espécies mais consumidas pelos portugueses: 
Científicas:
Para fazer uma boa gestão dos recursos naturais em alguns anos é necessário diminuir a captura da sardinha. É o que está a acontecer este ano, a captura está a ser reduzida para que a natureza cumpra a sua parte.Esta situação já se verificava no ano passado.
Menos peixe:
Em 2011 as embarcações de cerco, que se dedicam predominantemente à pesca da sardinha capturaram 55 mil toneladas de sardinha. No ano passado, com as regras impostas para a redução esse valor passou para as 36 mil toneladas. As restrições mantém-se este ano.
Oferta:
Com uma oferta mais reduzia em relação à procura, especialmente nesta altura do ano, santos populares, o quilo da sardinha em lota ultrapassa os valores atingidos em anos anteriores, mas próximos do ano passado.
Captura:
Apesar das limitações impostas para a captura da sardinha existem ainda as condicionantes naturais. A pesca de cerco é muito sensível às condições climatéricas, à velocidade das correntes e ao estado do mar, que este ano não têm ajudado na pesca da sardinha.
Fonte: Acope

Conferência "Porto de Sines – A nova Realidade do Sector Marítimo Portuário a Sul".





O Blogue Portal do Mar, associa-se á Conferência subordinada ao tema “Porto de Sines – A nova Realidade do Sector Marítimo Portuário a Sul” e lança esta iniciativa como o seu primeiro grande evento do Mar desde da sua fundação. Numa altura em que se fala de um novo terminal na Trafaria, em que o Porto de Aveiro atinge máximos, e Lisboa e Setúbal estão em franca recuperação, falar-se-á de outras perspectivas, de outras visões sobre Sines, um farol de esperança para um crescimento ainda maior, que possui potencial para que num futuro não muito distante possa competir ao mais alto nível, com os maiores portos europeus.

Conferência "Porto de Sines – A nova Realidade do Sector Marítimo Portuário a Sul".



O Blogue Portal do Mar, associa-se á Conferência subordinada ao tema “Porto de Sines – A nova Realidade do Sector Marítimo Portuário a Sul” e lança esta iniciativa como o seu primeiro grande evento do Mar desde da sua fundação. Numa altura em que se fala de um novo terminal na Trafaria, em que o Porto de Aveiro atinge máximos, e Lisboa e Setúbal estão em franca recuperação, falar-se-á de outras perspectivas, de outras visões sobre Sines, um farol de esperança para um crescimento ainda maior, que possui potencial para que num futuro não muito distante possa competir ao mais alto nível, com os maiores portos europeus.

Rui Pinto quer porto de Sines a destronar Barcelona nos contentores

Rui Pinto, director geral da PSA Sines, foi um dos oradores em destaque na Conferência ‘Sines 2020: Expectativas e Perspectivas’, levada a cabo na passada quinta-feira no porto de Sines. 

De resto, as previsões para o futuro marcaram também a apresentação do director geral da PSA Sines. “Queremos em 2014 estar no clube do milhão de TEU’s e em 2020 queremos fazer 2,3 milhões, destronando Barcelona no terceiro lugar do ranking ibérico”, vaticinou.

Na sua intervenção, Rui Pinto relembrou ainda o crescimento médio de 41% na movimentação de contentores em Sines entre 2005 e 2012, realçando a “nova fase de investimento que terá início no fim deste ano, extendendo o cais em mais 210 metros, num investimento de 90 milhões de euros, com mais três gruas de cais, ganhando assim capacidade de 1,7 milhões de TEU no quarto trimestre de 2014”. “Se nos for permitido, não ficaremos por aqui”, acrescentou.

Fonte: Cargo

Estudante de 19 anos cria máquina capaz de limpar todo o plástico dos oceanos.

Um estudante de engenharia holandês, de 19 anos, desenvolveu um projecto de uma máquina capaz de retirar mais de 7 milhões de toneladas de plástico dos oceanos.


O invento de Boyan Slat chama-se Ocean Cleanup Array (Oceano Limpeza de Matriz) e consiste numa estrutura de filtro gigante. 


O estudante acredita que, posicionada em pontos estratégicos dos oceanos, a máquina seria capaz de recolher todo o material flutuante, limpando os oceanos num período de 5 anos.

Boyan prevê ainda que o plástico «limpo» seja encaminhado para a reciclagem.

Veja como funciona o invento de Boyan Slat:



Portugal de costas viradas para o Mar

Para Manuel Román, o stand up paddle (SUP) é um dos desportos com mais potencial em Portugal, já que a modalidade que tem várias vertentes, “tanto de passeio, como de corrida, como de ondas”.

Para o porto riquenho radicado cá, “Portugal tem todas as condições para a prática das várias vertentes de forma segura”.
O dono da escola Get Up Stand Up, na Praia de Parede, diz que os apoios não passam só pela parte económica, mas também política e social e lamenta que Portugal tenha passado tanto tempo de costas para o mar.
Fonte: DN

Porto de Sines espera movimentar 44 milhões de toneladas dentro de dois a três anos.

O Auditório da Administração do Porto de Sines foi palco para a realização da II Conferência da Comunidade Portuária de Sines (CPSI), evento que este ano debateu o tema ‘Sines 2020: Perspectivas e Expectativas”. O optimismo pautou as intervenções e as metas são bastante ambiciosas: o top três ibérico, os 44 milhões de toneladas no próximo par de anos e os 2,3 milhões de TEU’s.

Lídia Sequeira, presidente da Administração do Porto de Sines (APS) abriu as portas da APS para este evento da CPSI, tal como havia feito no ano passado, e foi das primeiras a falar. Na sua intervenção, a máxima responsável da APS traçou metas bastante ambiciosas, defendendo que nos próximos dois a três anos o porto de Sines deverá atingir os 44 milhões de toneladas, chegando dessa forma ao top3 ibérico. “Dos 22 milhões de toneladas que tínhamos em 2005, passaremos para os 44 milhões nos próximos dois ou três anos. Sines estará entre os três maiores portos ibéricos e entre os maiores portos europeus, esta é uma batalha ganha”, referiu a presidente da APS.

Ao nível dos contentores, recordou que com um milhão de TEU’s o porto de Sines será “o maior a nível nacional” mas que isso “é pouco ao nível da ambição”: “Temos ambição para ir muito mais além, com o potencial de crescimento que temos poderemos ir mais além do que faz actualmente Antuérpia”.

Lídia Sequeira reconheceu, porém, que todo o empenho da APS e dos players do porto de Sines não será suficiente para estas metas ambiciosas se a este porto não for dado o merecido reconhecimento na esfera política: “O que será Sines em 2020 é algo que deve ser pensado e planeado já. O patamar seguinte exige uma visão política, algo que já não está ao nosso alcance”. As ligações ferroviárias, claro está, voltaram a ser apontadas como prioridade máxima.

Destaque também para uma breve referência de Lídia Sequeira aos números do porto de Sines nos primeiros cinco meses do ano: “Este ano será ainda mais importante que o ano passado, esperamos uma taxa de crescimento superior aos 20%, que poderá mesmo chegar aos 25%”. Recorde-se que o ano de 2012 já tinha sido de recordes.

Fonte: Cargo

Porto de Sines fechou maio com novos máximos históricos

Depois de um início de ano promissor, o porto de Sines fechou o mês de maio com um crescimento de 29% nas mercadorias e de 72% nos contentores, valores que permitiram alcançar novos máximos históricos.

No total das mercadorias, em maio o porto de Sines movimentou 3,6 milhões de toneladas, valor que faz deste mês o melhor de sempre em Sines. Um dos destaques vai para o Terminal de Graneis Líquidos, concessionado à empresa CLT do grupo Galp Energia, que registou a sua melhor movimentação de sempre ao fechar o mês com 1,8 milhões de toneladas.

Já nos contentores, o Terminal XXI movimentou no mês de maio 72.759 TEU, o que também faz deste o melhor mês de sempre no segmento.
No acumulado anual, de Janeiro a maio foram movimentados no porto de Sines 14,3 milhões de toneladas de mercadorias e 330.043 TEU, naqueles que foram os melhores primeiros cinco meses de sempre na história do porto de Sines.

Fonte: Cargo.

O diário da viagem de Vasco da Gama à Índia inscrito na lista da Memória do Mundo

A UNESCO destaca a importância que a viagem do navegador português teve no desencadear de “uma série de acontecimentos que viriam a transformar o mundo”.

Uma cópia coeva do diário da primeira viagem comandada por Vasco da Gama na descoberta do caminho marítimo para a Índia (1497-99), atribuído a Álvaro Velho, foi na terça-feira inscrito pela UNESCO na lista do património Memória do Mundo.
Este documento relevante da História dos Descobrimentos, actualmente propriedade da Biblioteca Pública Municipal do Porto (BPMP), fazia parte do conjunto de 84 pedidos de inscrição enviados à reunião que o comité da UNESCO está a realizar na cidade de Gwangju, na Coreia do Sul – simultaneamente, no Camboja, o Comité do Património Mundial da UNESCO tem sobre a mesa outro pedido português: a classificação da Universidade de Coimbra.
O diário da descoberta do caminho marítimo para a Índia foi um dos 54 documentos e testemunhos históricos agora classificados. Sobre ele, a UNESCO diz tratar-se de “um testemunho verdadeiro da forma como Vasco da Gama, à frente da sua frota, descobriu a rota marítima para a Índia”. E acrescenta que esta foi uma aventura “sem precedentes” e “um momento determinante que mudou o curso da História”. “Além de constituir uma das maiores explorações marítimas realizadas, à época, pelos europeus, a viagem de Vasco da Gama originou “uma série de acontecimentos que viriam a transformar o mundo”.
A directora da BPMP, Carla Fonseca, manifestou o “grande orgulho” – “nosso e de todos os portuenses e portugueses” – proporcionado pela classificação, que considera “muito merecida”. É o sexto documento português a entrar na lista e vai figurar ao lado da Carta de Pêro Vaz de Caminha.
Lembra que a candidatura foi uma iniciativa do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, e da sua vereadora do pelouro do Conhecimento e Coesão Social, Guilhermina Rego, e que foi lançada no ano passado num processo moroso. E Carla Fonseca compara mesmo a classificação do diário da viagem de Vasco da Gama à do Porto Património da Humanidade.
“Trata-se de um dos poucos documentos sobre a viagem de Vasco da Gama que sobreviveram a calamidades e incúria e está conservado na Biblioteca Municipal do Porto”, diz Francisco Bethencourt, historiador do Departamento de História do King’s College de Londres e especialista em História da Expansão, numa resposta enviada por email. “É impossível reconstituir a viagem sem este relato, cópia da época, escrito por um dos participantes, muito provavelmente Álvaro Velho.”
Para Bethencourt, que fez um relatório para a candidatura – que foi também recomendada por José Marques, professor de História jubilado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e por Jorge Flores, do Instituto Universitário Europeu de Florença –, a classificação da UNESCO sublinha “o carácter único deste relato sobre o momento decisivo de abertura das relações marítimas entre a Europa e a Ásia protagonizado pelos portugueses”. Já as interpretações sobre as consequências da viagem divergem – “desencravamento do mundo ou abertura da ‘caixa de Pandora’ dos males do colonialismo”  –, “mas o papel mediador dos portugueses entre a Ásia e a Europa, o Índico e o Atlântico e mesmo entre o Índico e o Pacífico é indiscutível”.
José Marques manifestou também ao PÚBLICO a sua satisfação pela decisão da UNESCO. “É uma excelente notícia para Portugal e para a difusão da nossa presença no mundo, e que vem lembrar – como a UNESCO, aliás, refere – que a viagem de Vasco da Gama deu novos mundos ao mundo”.
Este professor e historiador considera ainda que a classificação “ajuda a levantar um bocadinho o moral dos portugueses nestes tempos de crise que estamos a viver”. José Marques realça, por outro lado, que esta é uma obra também “muito interessante como objecto”. Uma peça que os interessados poderão admirar através do fac-simile disponibilizado nos sites tanto da BPMP como da Faculdade de Letras da Universidade do Porto – onde pode ser consultada on line na colecção Gâmica da Biblioteca Digital, acrescentada de uma leitura crítica do próprio José Marques.
Uma réplica do diário esteve exposto, em 2008, na Biblioteca do Barreiro – terra natal do cronista Álvaro Velho, e integra actualmente a exposição Da África, da América e da Ásia, patente na BPMP, que mostra outros livros de viagens e testemunhos das conquistas e colonização portuguesa em territórios destes três continentes.
Tanto o diário da viagem de Vasco da Gama como muitas das publicações agora expostas no Porto chegaram aos fundos da BPMP por decisão do rei D. Pedro IV e pela mão de Alexandre Herculano, vindos do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, em 1834, na sequência da lei do ministro Joaquim António de Aguiar que decretou a extinção das ordens religiosas, conventos e mosteiros e a secularização dos seus bens.
Entre a lista dos 54 novos ítems da Memória do Mundo, que no total passa a ter 299 entradas, encontram-se os documentos que testemunham a viagem que o segundo imperador do Brasil, Pedro II (1825-1891), fez no seu país e a outros de quatro continentes diferentes durante o seu reinado. Também pedido pelo Brasil, foram classificados os arquivos de arquitectura de Oscar Niemeyer, o famoso arquitecto de Brasília falecido em Dezembro do ano passado, aos 104 anos.
Os registos audiovisuais compilados pelo documentarista e foto-jornalista Max Stahl relativos ao nascimento de Timor-Leste como país independente estão igualmente na lista da Memória do Mundo; o mesmo acontecendo com os manuscritos das obras históricas de Karl Marx, Manifesto do Partido Comunista O Capital, e com a colecção de documentos relativos à vida de Ernesto Che Guevara, incluindo o seu diário de guerrilheiro na Bolívia.
Fonte: Público

Normalizada encomenda de dois navios entre Venezuela e Estaleiros

A administração dos Estaleiros de Viana disse hoje que o contrato com a empresa de petróleos da Venezuela (PDVSA) para construção de dois navios asfalteiros foi normalizado na terça-feira, durante a visita do Presidente da Venezuela a Portugal.

“Foi a notícia mais importante e positiva para a empresa nos últimos dois anos”, disse à agência Lusa fonte da administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Sublinhou que o acordo fechado com a administração da PDVSA Naval representa também uma “importante alavanca para a continuidade da construção naval” no concelho, sendo este um negócio de 128 milhões de euros.
O novo contrato para a construção dos dois navios asfalteiros, que arrancou este mês em Viana do Castelo, foi rubricado pelas administrações das duas empresas, no âmbito dos acordos bilaterais alcançados na terça-feira, durante a visita de Nicolás Maduro a Lisboa, em que se fez acompanhar de vários responsáveis venezuelanos.
Surge depois de vários meses de renegociação – o primeiro contrato foi rubricado em 2010 – e envolveu ajustes à construção, prazos de pagamento e datas de entrega dos navios, fixadas agora em 2015.
“Foi um momento decisivo para os estaleiros, quando foi assinado o protocolo entre os governos de Portugal e Venezuela, no sentido da normalização do contrato dos asfalteiros”, sublinhou a administração da empresa pública portuguesa.
O corte das primeiras 1.500 toneladas de aço destinadas à construção dos navios asfalteiros arrancou a 07 de Junho, nos ENVC. Segundo a administração dos estaleiros, o plano de trabalhos e a calendarização do projecto “mantêm-se”, estando prevista a entrega dos navios, com 188 metros de comprimento, entre 26 e 32 meses.
O aço que chegou a 27 de maio a Viana do Castelo custou 890 mil euros e representa apenas 15% da matéria-prima necessária à construção dos dois navios, que se destinam a transportar asfalto a cerca de 200 graus centígrados.

Fonte: Noticias ao Minuto.