Divulgação: AMAR Summer Fest

O AMAR Summer Fest está de volta à Praia de Faro no próximo sábado, 6, para mais uma edição que promete muita 
animação, num evento promovido pela AMAR – Associação Adversários do Mar que junta música e desporto.

Com um cartaz musical que promete satisfazer todos os gostos, com início às 22:00 horas, o evento leva ao palco Diogo 

Piçarra (vencedor do programa da SIC «Ídolos»), a banda de «covers» dos anos 80, La Plante Mutante, e os sons 
electrónicos dos DJs Toby One, No DJ e Mike Fuentez, que prometem muita dança.

Uma aposta estratégica da AMAR, o desporto é a estrela ao longo do dia, com o AMAR Summer Sports, que decorre 

entre as 10:00 e as 17:00.

Uma mega aula de bodyboard, passeios de caiaque, canoagem, kitesurf e actividades aeróbicas são as opções ao dispor 

para que todos passem um dia em grande, aproveitando o que de melhor a Praia de Faro tem para dar.

As actividades são gratuitas e requerem inscrição através do endereço eletrónicoinscricoes@abbfaro.com.

“Com este evento, que celebra a perfeita união entre música e desporto, enquanto associação estreitamente ligada ao 

desporto, a AMAR aposta na dinamização da prática desportiva e hábitos de vida saudáveis e pretende, em simultâneo, 
reforçar a oferta de lazer e entretenimento na Praia de Faro, um dos melhores recursos do concelho”, sublinha, em 
comunicado, Rafael Isidro, presidente da AMAR.

Fonte: DiárioOnline

Porto de Setúbal exporta 1,7 milhões de toneladas

O porto de Setúbal exportou 1,7 milhões de toneladas até final de maio deste ano, o que corresponde a cerca de 65 por cento da tonelagem movimentada entre exportação e importação, que alcançou os 2,6 milhões de toneladas.

De acordo com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), o movimento total do porto, incluindo o mês de maio, ascendeu a 2,8 milhões de toneladas. “Os quatro primeiros destinos das mercadorias exportadas pelo porto de Setúbal são Argélia, com 321 mil toneladas, Brasil, com 287 mil toneladas, Marrocos, com 122 mil toneladas, e Uruguai, com 92 mil toneladas”. A APSS refere ainda que os principais destinos são os países pertencentes à União Europeia, destacando-se “a subida para o quarto lugar do Uruguai que ultrapassou Angola, Espanha, Alemanha e o Reino Unido”.
Fonte: Transportes em Revista / Laura Melgão.

Ambientalistas apelam por uma política de pesca sustentável a eurodeputados portugueses

No próximo dia 10 de Julho será votado, na Comissão das Pescas do Parlamento Europeu, o relatório sobre o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e da Pesca e em cima da mesa está a reintrodução de subsídios para construção de novos navios. Duas ONG enviaram, na sexta-feira passada, duas cartas aos membros nacionais da Comissão de Pescas do Parlamento Europeu e aos chefes das delegações nacionais dos vários grupos políticos europeus, pedindo que travem essa medida.
Depois de praticamente finalizada a discussão sobre o regulamento base da Política Comum de Pescas (PCP), as atenções focam-se agora no FEAMP. No próximo dia 10 de Julho, a Comissão das Pescas do Parlamento Europeu (PE) irá votar no relatório sobre este fundo. Ambientalistas receiam que a política de pescas aprovada adie o fim da sobrepesca na UE. Foram enviadas duas cartas distintas com dois tipos de destinatários.
A primeira carta pede aos membros nacionais daquela comissão para votarem contra a reintrodução de subsídios para construção de novos navios, pois está comprovado que este tipo de ajuda financeira, gradualmente eliminada pela reforma da PCP de 2002, contribui claramente para a sobrepesca. A segunda, dirigida aos chefes das delegações nacionais dos vários grupos políticos europeus, solicitou-se-lhes que incitassem os deputados da Comissão das Pescas do seu grupo político a remeterem o relatório para discussão em plenário do Parlamento Europeu, pois este assunto importante tem implicações que vão bem para além da gestão das pescas europeias.
Segundo o porta-voz das associações, Gonçalo Carvalho, “este é um tema complexo e para o qual é difícil envolver a sociedade civil. No entanto, para além de ditar em grande medida o sucesso ou insucesso da próxima PCP, por ser uma proposta sobre a alocação de fundos públicos, o FEAMP merece a maior consideração por parte de todos os cidadãos nacionais e europeus”.
As associações de defesa do ambiente nacionais defendem que, com o FEAMP, seja evitado qualquer financiamento destinado à renovação de motores, compra de novos barcos ou até ao abate dos existentes, caso não seja possível comprovar que estas medidas não contribuem para a sobrepesca; que sejam alocados mais fundos para controlo e investigação, bem como a salvaguardada de cada Estado Membro poder transferir fundos de outras rubricas para estas, e que o acesso aos dados de execução dos fundos comunitários deva ser aberto, não se atribuindo novos fundos a quem desrespeite as regras.

Fonte: Portal Ambiente Online.

Das caravelas das especiarias aos navios para petróleo e gás .

* Por Rúben Eiras.

Uma das marcas mais relevantes dos Descobrimentos portugueses foi a invenção da caravela, uma embarcação para viagens marítimas de longo alcance, baseada numa integração de tecnologias navais islâmicas e europeias.
E a par da caravela outras inovações tecnológicas foram introduzidas na navegação, desde novos instrumentos de náutica (como o astrolábio), a colocação de canhões nos navios para conferir superioridade qualitativa em situação de conflito bélico e novas técnicas de navegar, como por exemplo, a bolina (para navegar em sentido contrário ao do vento).
Ou seja, os portugueses para criarem uma nova rota para transporte marítimo das valiosas especiarias do Extremo Oriente, tiveram de inovar tecnologicamente para o conseguirem, como explica muito bem Jorge Nascimento Rodrigues nos seus livros “Portugal – Pioneiro da Globalização”  e no mais recente “As Lições dos Descobrimentos” .  
E não foi por terem especiarias no território português que o fizeram – foi exactamente por não as terem. E com isso os portugueses criaram uma indústria naval totalmente nova para os padrões europeus e mundiais de há 500 anos.

A nova indústria naval do petróleo e gás 


Actualmente há um sector que necessita com grande urgência de exímias competências na indústria naval, muitas destas existente em Portugal: a exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas.
Com efeito, a exploração petrolífera em mar aberto e o crescimento da importância do mercado spot de gás natural liquefeito (GNL) estão a dinamizar a indústria naval de uma forma gigantesca.
Por exemplo, só no Brasil, na exploração do bloco Lula, na Bacia de Campos, onde a Galp Energia é membro do consórcio em conjunto com a Petrobras, serão necessários até 2020 perto de 40 FPSO  (Floating, Production, Storage and Offloading), navios de produção de produção de petróleo e gás de gigantescas dimensões. E em conjunto com estas unidades navais, são também necessárias outras míriades de embarcações para tarefas logísticas e de manutenção. 
Por outro lado, com o mercado de GNL já a representar 25% do mercado mundial de gás natural, e com significativas perspectivas de crescimento futuro, a procura de grandes transportadores de GNL tem vindo a aumentar de ano para ano.

As oportunidades para a indústria portuguesa 


Esta tendência significa que se Portugal definir um foco estratégico para a indústria naval de petróleo e gás, será possível com a infraestrutura de indústria naval e algum investimento externo (Brasil, Noruega e/ou Coreia do Sul, por exemplo) conquistar um posicionamento competitivo para apoio das operações marítimas na exploração petrolífera realizada no Atlântico Sul e, a muito mais longo prazo, no Atlântico Norte, no Árctico. 
É um facto que os sul-coreanos conseguiram construir uma forte indústria naval para petróleo e gás sem terem uma gota de crude no seu mar.
Se Portugal já fez o mesmo com as especiarias, não conseguirá também repetir a proeza com o petróleo e gás? Conseguiremos sim, se ultrapassarmos o nosso principal défice, o de pensamento estratégico, como já o disse André Magrinho, no portal Inteligência Económica . 

Fonte: Expresso

Comissão Europeia exige que armadores monitorizem e comuniquem emissões de CO2

A Comissão Europeia (CE) deu um importante passo no sentido da redução das emissões de poluentes no transporte marítimo, ao propor a obrigação, da parte dos armadores que escalam os portos europeus, de monitorizar e comunicar as emissões de dióxido de carbono (CO2) dos seus navios. A Comissão Europeia publicou ainda uma comunicação em que expõe a sua estratégia para abordar e reduzir essas emissões, de preferência através de medidas a nível mundial.

“Traçámos o rumo a seguir para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa provenientes do transporte marítimo. O sistema de monitorização da UE terá vantagens ambientais e económicas para o sector do transporte marítimo, aumentando a transparência no tocante às emissões e criando um incentivo para os armadores as reduzirem. Esta iniciativa está em total sintonia com as últimas propostas sobre as normas de eficiência dos combustíveis e as medidas de mercado ao nível mundial, que estão a ser discutidas no âmbito da Organização Marítima Internacional. A existência de um sistema sólido de monitorização, comunicação e verificação das emissões constitui uma condição prévia necessária para um debate informado, na Europa e no resto do mundo, sobre os objectivos de redução aplicáveis ao sector , referiu Connie Hedegaard, Comissária Europeia para o Clima.

“Estamos conscientes de que os transportes marítimos devem contribuir para os esforços de redução das emissões de gases com efeito de estufa, de preferência através de medidas à escala mundial, que são as mais eficazes do ponto de vista ambiental, além de serem sensatas do ponto de vista económico. Dada a dimensão internacional do setor do transporte marítimo, este objectivo pode ser atingido mais eficazmente no quadro da Organização Marítima Internacional”, referiu por sua vez Siim Kallas, vice-presidente da Comissão e responsável pela pasta da Mobilidade e dos Transportes. 

“Com base nas actuais orientações estratégicas, a UE prosseguirá os seus esforços, conjuntamente com os seus parceiros internacionais, a fim de alcançar uma solução global ao nível mundial. A proposta de hoje constitui um contributo significativo para os esforços envidados pela IMO para reduzir o consumo de combustível e aumentar a eficiência energética dos navios graças a uma série de instrumentos, incluindo medidas técnicas e medidas no mercado”, acrescentou.

A proposta da Ce irá criar na UE um quadro normativo para a recolha e publicação de dados anuais verificados sobre as emissões de CO2 de todos os navios de grande porte (arqueação bruta superior a 5000 toneladas) que escalem os portos da UE, independentemente do país de registo. Os armadores terão de monitorizar e comunicar o volume verificado de CO2 emitido pelos seus grandes navios no tráfego de, entre e para portos da UE. Serão também obrigados a fornecer outras informações, nomeadamente dados que permitam determinar a eficiência energética dos navios. 

Entretanto, é também apontado que este sistema europeu possa servir de base para um sistema mundial. As regras propostas inscrevem-se numa abordagem gradual que visa o estabelecimento de normas mundiais de eficiência energética para os navios existentes, como proposto pelos Estados Unidos com o apoio de outros membros da IMO. As regras da UE serão adaptadas às normas mundiais se e quando se criar um sistema mundial.

A proposta será agora examinada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, cuja aprovação é necessária para que ela se torne lei.

Fonte: Cargo

APSS licencia área para aquicultura com 9 hectares e meio

A APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, SA atribuiu uma licença de utilização privativa de uma parcela de terreno para a cultura de bivalves, salicórnias e minhocas, constituída por uma área com 95 mil metros quadrados, em Domínio Público Marítimo, contígua à Herdade do Pinheiro. A licença foi concedida em cumprimento dos procedimentos legais exigidos.
A cultura de salicórnias, um legume salgado, também conhecida como “espargo do mar” pela sua aparência, é ainda pouco desenvolvida em Portugal. A planta é consumida crua ou cozinhada, sendo considerada um produto gourmet.
Com esta atribuição, a APSS dá mais um passo no sentido da retoma da economia do mar e desenvolve a aquicultura e cria emprego na região, aproveitando os recursos endógenos do estuário do Sado.

Fonte: APP

Algarve alvo de mega campanha oceanográfica em busca da sua biodiversidade.

Uma campanha oceanográfica de proporções pouco habituais no país está a decorrer até 11 de julho no mar do Algarve, com a participação de 80 pessoas, das quais metade são investigadores.
A bordo do navio «Creoula», o objectivo é fazer um dos maiores levantamentos de sempre para estudar a cartografia e caracterizar as espécies e habitats marinhos da costa sul do Algarve, de modo a completar a informação relativa à biodiversidade marinha da zona.
Segundo noticiou a Antena1, esta campanha que se estende de Vila Real de Santo António a Sagres, dedica especial atenção aos recifes de coral existentes ao largo da costa algarvia e que servem de abrigo e zona de alimentação para inúmeras espécies marinhas.

Fonte: APP

Mar como foco

Diogo Alpendre é o jovem editor da revista Surf Portugal e “respira” desportos de mar.

Aposta em 2013 como o ano que “pode ficar para a história”, com eventos náuticos que colocam Portugal no centro dos destinos europeus. Para Diogo Alpendre, “Portugal tem características excelentes para ultrapassar as suas fronteiras e chamar não apenas os seus dez milhões para a praia”, mas também, e sobretudo, todos aqueles vindos de países sem condições para a prática de surf. Este jovem acredita que todo o investimento em desportos náuticos pode abrir portas ao País, pondo Portugal na frente da corrida aos desportos de mar.

Fonte: DN

Mamíferos ficam duas horas sem respirar no mar



O elefante-marinho-do-sul («Mirounga leonina»), a maior das focas, foi encontrado na Antárctida. Eles são os campeões entre os mamíferos mergulhadores, com um recorde de duas horas sem respirar.
Novos estudos divulgados pela revista Science ligam a presença de certas proteínas do sangue e dos músculos, como a hemoglobina e a mioglobina, à capacidade evolutiva de mamíferos – o aumento das proteínas fez com que eles ficassem mais tempo sem respirar.
O primeiro deles, conduzido pela Universidade de Liverpool, em Inglaterra, relembra que mamíferos dos mares (como baleias, leões-marinhos e focas) conseguem ficar submersos por períodos de mais de uma hora devido à alta concentração de mioglobina nos seus músculos. O estudo inova ao apontar que a concentração de mioglobina nestes animais foi crescendo ao longo dos séculos — permitindo-lhes ampliar a capacidade de armazenar oxigénio e garantindo aos músculos energia suficiente para mergulhos mais profundos — o que permitiu a sua sobrevivência.
Isso porque ao submergir por extensos períodos esses animais conseguem chegar a grandes profundidades e obter alimento em locais a que outras criaturas dos mares não têm acesso. Seres humanos carregam mioglobina, mas em quantidade muito inferior à dessas espécies e, assim, não têm como permanecer tanto tempo sob a água.
Para chegar à conclusão, uma equipa liderada pelo pesquisador Scott Mirceta, do Instituto de Biologia Integrativa da universidade inglesa, analisou e comparou a quantidade de mioglobina no organismo desses mamíferos e no dos seus ancestrais, identificando o aumento que beneficiou a espécie num período que abrange 200 milhões de anos. Foram analisadas 130 espécies de mamíferos marinhos.
Outros estudos divulgados pela Science incluem a análise de um processo resultante da relação hemoglobina x oxigénio no sangue de duas espécies de camundongo (uma habitantes de montanhas, outra, de planícies) e um olhar mais aprofundado sobre um tipo de hemoglobina encontrado somente no sangue de peixes da família dos Actinopterygii. Em ambos, as proteínas auxiliaram as espécies a garantir a sua continuidade no meio ambiente.

Fonte: Diário Digital.