Museu de Marinha é o segundo mais visitado do país e festeja 150 anos

O Museu de Marinha, em Lisboa, que festeja na segunda-feira 150 anos, é o segundo mais visitado do país, e “está num processo de ampliação do acervo”, disse à Lusa o responsável pelo serviço de comunicação da instituição.
O tenente Gonçalves Neves explicou que a ampliação diária do acervo do Museu, fundado a 22 de Julho de 1863 pelo rei D. Luís, se deve aos “importantes acervos de particulares” que tem recebido, e que “dinamizam as exposições temporárias”.
Questionado pela Lusa quanto à anunciada ampliação do espaço do Museu, em 2009, o responsável pelo serviço de comunicação do Museu, Gonçalves Neves, afirmou: “Não há desenvolvimentos para um futuro breve”.
O Museu recebe, anualmente, mais de 145.000 visitantes, sendo o segundo mais visitado do país (depois do Museu dos Coches), o que é justificado pela colecção exposta e por estar instalado “num espaço nobre”, no Mosteiro dos Jerónimos, classificado pela Unesco, como património da humanidade.
“A nossa temática – o passado marítimo português -, como a temos exposta, é o principal motivo da procura dos turistas, bem como o facto de o Mosteiro estar classificado”, disse Gonçalves Neves.
O Museu ocupa uma área total de cerca de 50 mil metros quadrados, dedicando 16.050 metros quadrados à exposição permanente. O espólio é constituído por mais de 20.000 peças museológicas, estando expostas apenas seis mil.
“O Museu de Marinha pretende apresentar os mais variados aspectos e relações que nós portugueses tivemos com o mar, ou seja, não apenas a história dos Descobrimentos, não apenas a da marinha de guerra portuguesa, mas das várias marinhas e das várias actividades que fomos tendo ao longo da nossa história – a marinha de pesca, a mercante, as embarcações de recreio, de tráfego fluvial”, explicou o militar.
Para Gonçalves Neves “é importante que esta tradição, este passado, esta herança, sejam apresentados e sirva de motivação para o futuro”.
O Museu inclui um centro de documentação com 14.500 obras, um arquivo de imagem, que reúne, aproximadamente, 120 mil imagens, e um arquivo de desenhos e planos com mais de 1.500 documentos de navios portugueses antigos.
Gonçalves Neves recordou que o Museu foi “inicialmente criado para ser instalado na Escola Naval, salvaguardando os documentos e testemunhos do passado marítimo, e inspirar os cadetes”.
O Museu esteve instalado no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, de 1949 até 1962, ano em que abriu portas na ala poente do Mosteiro dos Jerónimos, junto da qual se construiu o Pavilhão das Galeotas, para albergar as embarcações reais, como o bergantim, mandado construir em 1780, cuja última vez que navegou foi em 1957, por ocasião da visita oficial da Rainha Isabel II de Inglaterra a Portugal.
“Este pavilhão, construído em finais da década de 1950, é o primeiro edifício construído em Portugal de raiz, para albergar colecções museológicas”, salientou o militar.
As celebrações, na segunda-feira, começam às 16:00, com um concerto pela Banda da Armada, dirigida pelo 1.º tenente músico Delmar Gonçalves, na praça do Museu, seguindo-se, às 17:40, uma cerimónia solene, que incluirá a imposição da Medalha Naval de Vasco da Gama ao Museu de Marinha.
Esta medalha, explicou Gonçalves Neves, distingue personalidades e entidades que se tenham evidenciado na salvaguarda da vida humana no mar e que se tenham promovido a Marinha e o passado marítimo português.
Às 18:15, é inaugurada a exposição temporária “Museu de Marinha–150 anos”, que mostra como esta instituição “evoluiu e se adaptou ao longo dos tempos”.
O Museu de Marinha, a Biblioteca Central de Marinha, a Academia de Marinha, o Planetário Calouste Gulbenkian, o Aquário Vasco da Gama, a Revista da Armada e a Banda da Armada são órgãos de natureza cultural da Marinha Portuguesa.


Fonte: IOnline

Peniche prepara-se para ter piscina de ondas

De acordo com o site Surfertoday.com, foram aprovados os planos iniciais para a construção de uma piscina de ondas artificiais em Peniche.
O presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia, deu, aparentemente, luz verde para um parque temático a ser construído a 500m do Baleal.
Há uma forte possibilidade do modelo aplicado ser idêntico ao Wave Garden situado no País Basco.

Fonte: Maior TV

Recolhidas bactérias no mar dos Açores que podem vir a combater o cancro.

Cientistas portugueses e dos EUA recolheram bactérias marinhas ao largo de São Miguel e Santa Maria, duas ilhas dos Açores, que podem vir a ser utilizadas no combate de várias patologias, entre as quais o cancro.
A revelação foi feita à agência Lusa por Ana Lobo, química do Departamento de Química da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que esteve envolvida no projecto.
Para além de Ana Lobo, estiveram envolvidos no projecto dois investigadores da Califórnia e dois da Universidade dos Açores, bem como outros da própria Universidade Nova de Lisboa e elementos exteriores àquela academia que procederam a recolhas a mais de mil metros de profundidade nas águas dos Açores.
“Trata-se das prodigiosinas que nós isolamos das bactérias recolhidas no mar dos Açores e que são antibióticos, anticancerígenos, antimaláricos, imunossupressores. Portanto, têm uma grande gama de actividade farmacológica e estão a ser já desenvolvidos, alguns deles, em versão farmacêutica”, declara a cientista.
Ana Lobo aponta que o projecto, apoiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia, teve como objectivo justamente “descobrir compostos marinhos” de bactérias marinhas que “podem ser úteis” como “possíveis medicamentos” ou que “possam originar medicamentos”.
A cientista refere que após a recolha dos compostos de origem marinha foi feita uma triagem no Centro Biotecnológico de San Diego, na Califórnia, EUA.
A docente da Universidade Nova de Lisboa aponta que se centraram os trabalhos em estirpes streptomyces, onde descobriram uns compostos conhecidos por prodigiosinas, que são vermelhos, e cujo nome deriva justamente da palavra prodígio.
Ana Lobo explica que as bactérias terrestres produzem compostos análogos, que são “conhecidos há muitos anos”, apareceram com “maior intensidade” em estátuas italianas de santos, que “supostamente choravam” sangue, gerando manifestações religiosas.
A cientista refere que as prodigiosinas são metabolitos secundários, ou seja, compostos orgânicos que não estão directamente envolvidos em processos de crescimento, desenvolvimento e reprodução dos organismos, que se formam na bactéria depois desta ter crescido e que podem permitir a geração de produtos sintéticos e biológicos.
Ana Lobo considera que “foi interessante” que a sua equipa viesse a encontrar uma estirpe marinha não estudada com compostos análogos aos que existem em “espécie terrestre”.
A cientista portuguesa revela que neste momento se está a entrar nos ensaios clínicos a nível mundial, uma vez que ainda não há “nenhuma droga” derivada destes compostos a ser fornecida aos doentes, acentuando que a “redução da toxicidade” pode ser feita com “alterações simples” ou “relativamente simples”.
A docente da Universidade Nova de Lisboa explica que os trabalhos de laboratório “ainda decorrem” e o “processo vai levar o seu tempo” até chegar ao mercado uma substância nova, uma vez que estes são “processos morosos”.
A cientista aponta que o interesse nestes compostos é “verificar a química”, “aumentar a sua estabilidade” e “reduzir a sua toxicidade”, para além de outros factores, visando o seu aproveitamento.

Fonte: Lusa / SOL

Vilamoura recebe Simpósio de Tecnologia do Surf em Setembro.

O evento contará com a presença de Tony Butt, doutorado em Oceanografia com mais de 100 artigos publicados sobre os aspectos científicos do surf.
Press release – Quer se trate de free surf ou competição, o surf está a crescer não só em número de praticantes e profissionais mas também de investimento tecnológico, tanto nos materiais (pranchas, fatos de surf, etc.) como nas diferentes plataformas multimédia de transmissão ao vivo.
Um número crescente de Universidades está a apostar numa educação de surf especializada […] e, embora a investigação sobre este desporto tenha crescido em diversas vertentes, a informação encontra-se dispersa.
Com o objetivo de reunir o know-how existente nesta área, vai realizar-se entre 20 e 22 de setembro, emVilamoura, no Algarve, a edição de 2013 do International Congress on Sports Science Research and Techonology Suport (IcSPORTS), que incluirá uma sessão especial sobre “Tecnologia no Surf”, a primeira do género a acontecer no mundo.
De que forma a tecnologia está presente no free surf? Em que medida influencia o desempenho profissional? Como é que surfistas, treinadores, juízes, shapers e engenheiros usam a tecnologia no desporto para otimizar o desempenho, a formação, a avaliação, a qualidade e evolução das pranchas e fatos, a previsão e a proteção das ondas? Estas são algumas das questões a que se procurará dar resposta no evento, que irá reunir investigadores de todo o mundo para discutir o estado atual do Desporto e Tecnologia no Surf.
Programa
09:00 Sessão de abertura + Mesa Redonda
Moderador: Francisco Rodrigues, Presidente da ANS
1ª intervenção: Artur Ferreira, Vice-Presidente da FPS, ex-Tour Rep da ASP Europe “Computer-aided judgment on Surfing”
2ª intervenção: Carlos Pinto, fotógrafo (a confirmar)
3ª intervenção: João Capucho, Especialista em Online Media “Tools for Individual Athletes: the case of Portuguese Surfers”
10:30 Coffee-Break
11:00 Apresentações Orais
Moderador: Miguel Moreira, professor na Faculdade de Motricidade Humana (FMH) da Universidade Técnica de Lisboa
1ª intervenção: Miguel Moreira “Technology support for sports (surfing) development”
3ª intervenção: Pedro Bicudo, Presidente da SOS – Salvem o Surf “Preventive strategy of enhancing Portuguese coastlines as valuable natural resources”
3ª intervenção: Tony Butt, autor dos livros Surf Science: an Introduction to Waves for Surfing e The Surfers Guide to Waves, Coasts and Climates “Improving surf forecasts with local knowledge”
Apresentações Orais
13:00 Almoço

Fonte: Surf Portugal.

Expedição científica mostra Oceano Antártico

Um grupo de 49 cientistas do Instituto Alfred Wegener (AWI), que está percorrendo o Oceano Antárctico durante o período de inverno, entre Junho e Agosto, documentou em fotos como se desenvolvem as pesquisas no continente gelado. O destino é o Mar de Wednell, totalmente coberto de gelo.
A equipe faz parte do Centro Helmholtz para Pesquisa Polar e Marinha, viajando no navio RV Polarsten, um dos poucos especializados neste tipo de cruzeiro, além de 44 tripulantes.
Nesta época do ano, enfrentam a temperatura de cerca de 30 graus abaixo de zero e apenas algumas horas de luz do dia até o anoitecer.
“A Antárctica tem papel fundamental no ecossistema da Terra”, destaca a equipe internacional liderada pelo professor Dr. Peter Lemke do Instituto Alfred Wegener (AWI).
Dr. Lemke espera obter dados básicos sobre o inverno antárctico. “É o lugar onde se formam as águas profundas, que dirigem as correntes oceânicas globais”, acrescenta o relatório.
“No meridiano de Greenwich até a costa da Antárctica, a equipe pretende investigar, por exemplo, a questão fundamental de por que o gelo do mar da Antárctida está se expandindo aos poucos, enquanto a cobertura de gelo do mar do Árctico está diminuindo constantemente”, disse ele.
A segunda investigação analisa os mecanismos que permitem ao ecossistema do Oceano Austral voltar à vida após o longo, frio e escuro inverno.
Fonte: EpochTimes.

Praias fluviais dão novo fôlego turístico e económico a concelhos “deprimidos”

As praias fluviais localizadas em praias de concelhos desertificados do distrito de Leiria estão a ter uma capacidade crescente de atracção e a assumirem-se como uma mais-valia turística e económica, garantem os autarcas à Lusa.
Em alguns casos a uma distância superior a cem quilómetros do mar, as praias fluviais contribuem no Verão para a criação de emprego sazonal, para a dinamização do comércio local e como parceiro essencial do turismo cultural em alguns territórios envelhecidos, que perdem população todos os anos e estão economicamente “deprimidos”.
Em Castanheira de Pêra, que tem pouco mais do que 3000 habitantes, só a procura da Praia das Rocas deverá ultrapassar os 80 mil visitantes este ano, adiantou à Lusa o presidente da Câmara, Fernando Lopes, admitindo igualmente algum crescimento na praia fluvial do Poço da Corga.
Em Junho foram registadas mais 2100 entradas na principal praia fluvial. Em Julho do ano passado visitaram aquele complexo 18.000 pessoas, mas este ano, a cerca de duas semanas do fim do mês, a Praia das Rocas já acolheu mais de 14.000 veraneantes.
Em Figueiró dos Vinhos, a aposta em equipamentos culturais casa com a oferta das praias fluviais das Fragas de São Simão e de Aldeia de Ana de Aviz. Um dos museus recém-inaugurado conseguiu atrair meio milhar de visitantes a cada duas semanas e as praias atraem 300 pessoas em média por fim de semana, avança o vereador do turismo da autarquia.
“Conseguimos enviar pessoas que vêm pela cultura para as praias e aquelas que chegam a Figueiró [dos Vinhos] por causa das praias direcioná-las para os museus”, sublinha José Fidalgo, autarca num concelho cuja população ronda os 6000 habitantes.
À falta de números, o presidente da Câmara de Pedrógão Grande ilustra “o evidente aumento de visitantes” com a recolha do lixo e o consumo de água na área de influência das praias fluviais do Mosteiro e de Cabril.
“Precisamos de recorrer a outro camião para recolher o lixo e o consumo de água triplica na zona junto às praias fluviais”, salienta João Marques, acrescentando que “mais gente nos restaurantes resulta na criação de emprego sazonal”, algo “positivo” num município no qual vivem cerca perto de 4000 pessoas.
Em Castanheira de Pera, frisa Fernando Lopes, “o impacto no comércio é notório e a afluência também se verifica na estada de pessoas” num concelho que disponibiliza perto da Praia das Rocas bungalows mas também veleiros nos quais é possível pernoitar numa ribeira transformada numa espécie de marina.
Em Figueiró dos Vinhos, o vereador do turismo sublinha a importância do município integrar a rede das praias fluviais das aldeias do xisto, “que têm uma promoção muito forte” e lembra que desde o início deste ano o concelho passou a estar preparado para acolher os amantes do autocaravanismo.
Os autocaravanistas podem agora pernoitar gratuitamente numa zona de estacionamento, junto ao pavilhão gimnodesportivo e usufruir de uma área de serviço, na Mata Municipal do Cabeço do Peão.
“Em concelhos do interior, como é o caso de Figueiró dos Vinhos, as praias por si só não podem ter um papel determinante na atracção de pessoas e, por isso, a nossa aposta para o investimento e promoção na oferta cultural e no turismo de natureza”, conclui José Fidalgo.
Fonte: Público.

Pescadores de Aveiro capturam acidentalmente grupo de golfinhos

Ainda no mar, não hesitaram em rasgar a rede na tentativa de libertar os mamíferos, mas 11 morreram.
Meia centena de golfinhos comuns foram capturados acidentalmente na praia do Torreira, Murtosa, pela xávega, a rede de cerco usada na pesca de arrasto costeiro. 

Ainda no mar, os pescadores não hesitaram em cortar a rede de arrasto que prendeu os golfinhos. Um esforço inglório, já que 11, incluindo crias, morreram asfixiados no areal. 

O que mais surpreendeu foi o facto de ser um grupo numeroso, o que dificultou a sua salvação, como disse à Renascença José Vingada, técnico do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM) de Quiaios. 

Especialistas da União Europeia preparam um manual de boas práticas, para ajudar os pescadores prevenir capturas acidentais de cetáceos nas redes de pesca.

Fonte: RR

Luta pela compreensão na pesca submarina

Aos 14 anos, o tio de José de Sousa desafiou-o a experimentar a pesca submarina. Com o fato do tio (que lhe ficava grande) e a espingarda, mergulhou e mal sabia que as duas sarguetas que apanhou no porto de abrigo de Sesimbra lhe formatariam a vida.

“Dei uma volta ao mundo debaixo de água, cacei do cabo da Roca a Timor, mergulhei com golfinhos, baleias, jamantas, tubarões e até dugongos, apanhei peixes extraordinários”, conta ao DN.
Aos 57 anos continua a pescar, “muitas vezes com o mesmo entusiasmo de menino”, mas actualmente, e como presidente da Associação Portuguesa de Pesca Submarina e Apneia, tenta mostrar à sociedade e ao poder político que os constrangimentos legais a que a modalidade está sujeita são injustos, querendo evidenciar que a pesca desportiva não é poluente e que são estes praticantes quem menos pescam durante o ano.
“Nós não abandonamos no fundo anzóis, chumbadas, linhas ou redes. Ainda apanhamos todo este lixo quando o vemos. Terei de frisar que é a única [pesca] seletiva: só nós temos a possibilidade de ver o peixe antes de disparar. Ora, se estamos na presença de um juvenil ou de uma espécie protegida deixamo-los em paz. Com efeito, todas as outras formas de pesca são aleatórias”, explica.
José de Sousa salienta que as limitações legais (como por exemplo a diminuição de locais onde se pode pescar) têm contribuído para um decréscimo de números de praticantes (actualmente há cerca de 12000 atletas licenciados e alguns de grande qualidade internacional). “Só uma extraordinária paixão pela modalidade sustenta a sua prática regular.” E Portugal é um país com excelentes condições, com destaque para a costa sul algarvia.

Fonte: DN